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AS NAÇÕES NOS PRIMÓRDIOS DO SÉCULO 20 ( )

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Academic year: 2021

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1 Disciplina: Relações Internacionais da América Latina

Profº Bruno Rosi

Aula 05:

AS NAÇÕES NOS PRIMÓRDIOS DO SÉCULO 20 (1914-1929)

1. REVOLUÇÃO MEXICANA

O envolvimento dos EUA na Revolução Mexicana:

O envolvimento militar dos EUA com o México neste período está relacionado às mesmas causas comerciais e políticas gerais observadas em períodos anteriores, mas a Revolução Mexicana permanece como um caso especial. Os americanos conduziram a Guerra das Fronteiras com o México de 1910 a 1919 por razões adicionais: controlar o fluxo de imigrantes e refugiados do México revolucionário, e combater as invasões dos rebeldes em território dos EUA. A ocupação americana de 1914 em Veracruz, no entanto, foi um exercício de influência armada, não uma questão de integridade das fronteiras; destinava-se a cortar os suprimentos de munições alemãs ao governo do líder mexicano Victoriano Huerta, que o presidente dos EUA Woodrow Wilson recusou reconhecer. Nos anos anteriores à Primeira Guerra Mundial, os EUA também estavam alerta ao equilíbrio regional de poder contra a Alemanha. Os alemães estavam ativamente armando e aconselhando os mexicanos, como mostrado pelo incidente de transporte de armas de 1914 SS Ypiranga, a base do sabotador alemão Lothar Witzke na Cidade do México, o telegrama Zimmermann de 1917 e os conselheiros alemães presentes durante a Batalha de Ambos Nogales em 1918. Apenas durante a Revolução Mexicana os militares americanos ocuparam o México durante a ocupação temporária de Veracruz em 1914 e entre 1916 e 1917, quando o General John Pershing e seu exército chegaram ao México para liderar uma pesquisa nacional de Pancho Villa.

Plano de Ayala

Convenção de Aguascalientes 1914

William Howard Taft (March 4, 1909 – March 4, 1913) Woodrow Wilson (March 4, 1913 – March 4, 1921)

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2 Madero questiona o Porfiriato (1876-1911) e começa a revolução

Madero é eleito presidente (1911), mas sofre golpe de Huerta (1913) Huerta se torna presidente (1913) e é combatido por opositores

Carranza, Obregón, Villa e Zapata derrotam Huerta (1914), mas se dividem logo após Carranza e Obregón (Constitucionalistas) lutam contra Villa e Zapata (Convencionistas) Carranza se torna presidente (1917-1920) e mata Zapata (1919)

Obregón se afasta de Carranza para tentar virar presidente; quando este tenta impedir, Obregón o mata (1920). Depois mata Villa também (1923)

Obregón vira presidente (1920-1924) e ainda elege um sucessor: Calles (1924-1928) Calles elege três sucessores (Maximato, 1924-1934)

Cárdenas consegue se tornar presidente (1934), dando fim ao Maximato

De Cárdenas (1934-1940) em diante o México tem eleições presidências a cada seis anos, mas o Partido Revolucionário sempre vence

Vicent Fox é eleito presidente (2000), rompendo com o domínio do Partido Revolucionário

1.2 PERSONAGENS

Porfírio Diaz: principal liderança política do México de 1876 a 1911. Candidato a

presidência em 1867 e 1871, foi derrotado por Benito Juarez, mas em 1876 toma o poder. Cercou-se de um grupo de conselheiros divididos entre “cientistas” e militares. Em 1884 modifica a constituição para permitir reeleição com fraude eleitoral.

Irmãos Flores Magón: primeiros opositores consistentes do Porfiriato

Bernardo Reyes: militar colaborador de Porfírio, é apontado como possível sucessor

presidencial deste por setores da população. Porfírio então o envia para o exílio.

Francisco Ignacio Madero: opositor do Porfiriato, funda clubes contra a reeleição de

Porfírio e consegue se eleger presidente. É derrubado por um golpe de Victoriano Huerta e depois assassinado

Emiliano Zapata: líder popular do centro e do sul do país, socialmente o mais simples

dos caudilhos envolvidos na revolução, defende o ideal de Terra e Liberdade e usa táticas de guerrilha

Francisco Pancho Villa: líder popular do norte do país, tropeiro e ladrão de gado,

comanda um grande exército durante a revolução, a Divisão do Norte

Pascual Orozco: outro líder popular do norte do país, prospector de Ouro, troca de lado

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Francisco León de la Barra: presidente provisório após a renúncia de Porfírio Diaz,

tenta minar a união entre Madero e Zapata.

Venustiano Carranza: líder político abastado do norte do país, ingressa na revolução

após a queda de Madero e se torna presidente.

Victoriano Huerta: militar colaborador de Porfírio, derruba Madero e se torna ditador

1.3 ANTECEDENTES: PORFIRIATO (1876-1911) Características políticas e econômicas do Porfiriato

O crescimento populacional, o cancelamento da dívida com os EUA e a criação de mercado interno são marcas desse período.

Oposição ao Porfiriato

Irmãos Flores Magón O Partido Liberal Mexicano liderado do exílio pelos irmãos

Flores Magón é um dos sinais mais evidentes de oposição

Bernardo Reyes Em 1908 Díaz declara em uma entrevista que pretende deixar a

presidência. Clubes Liberais anunciam Bernardo Reyes, governador de Nuevo León, como um possível candidato. Reyes é enviado a Europa, em um exílio disfarçado

Francisco Ignacio Madero, um rico aristocrata que havia estudado na Europa e nos

EUA, suposto aliado do Porfiriato, torna-se candidato a presidência. Funda um partido anti-reeleição (1905-1909)

Porfírio já havia mudado de idéia e se candidata a reeleição. Madero é preso sob acusação de insuflar rebelião (1910). Porfírio vence as eleições de 1910 mediante fraude Madero escapa da prisão e foge para o Texas, de onde prepara o Plano de San Luis

Potosi, marcando o início da Revolução para 20 de Novembro de 1910

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4 Os membros do partido antireeleição não atendem ao Plano de San Luis; grupos rurais interessados em reforma agrária atendem, sobretudo os liderados por Villa, Zapata e Orozco.

O norte não podia romper com os EUA dependência econômica. Revolucionários implicitamente apoiados pelos EUA. Ausência de fabrica de armas no México e conseqüente bloqueio de armas e contrabando

Tomada de Ciudad Juárez (maio de 1911) marca a principal derrota de Diaz

Em 25 de maio 1911 Porfírio renuncia. Morre quatro anos depois no exílio em Paris Francisco León de la Barra assume como interino para convocar eleições, mas não se limitou a isso: atentou contra Madero com ajuda de Victoriano Huerta

1.4.2 Presidência de Madero e Decena Tragica

Madero Villa

Zapata Reyes Orozco

Madero é eleito com ampla maioria e proíbe a reeleição. Sofre ampla oposição sem qualquer interferência contrária

Madero pede que Zapata deixe as armas. Zapata responde com o Plano de Ayala: a terra para quem trabalha

No norte estoura uma revolta chefiada por Pascoal Orozco. O Exército federal chefiado por Victoriano Huerta luta contra os insurgentes

A Decena Trágica (1913): Golpe de Estado. Victoriano Huerta com apoio da embaixada norte-americana entra em conluio com os rebeldes e força Madero a renunciar (fevereiro, com Taft ainda na Casa Branca). Madero e José María Pino Suárez seu vice são assassinados por Huerta (22 fev 1913)

1.4.3 Revolução Constitucionalista Huerta Orozco Carranza Alvaro Obregon Villa

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5 Ditadura de Victoriano Huerta (1913-1914)

Parecido com o Porfiriato em termos econômicos e agrários Militarista, faz uso de capital estrangeiro para conter rebeliões

Venustiano Carranza, homem da elite que havia se desiludido com Porfírio, manteve a legalidade Maderista

Plano de Guadalupe

Carranza se associa a Pancho Villa e Alvaro Obregon para lutar contra Huerta. Zapata também luta contra Huerta, mas de forma independente

Sendo Carranza uma clara liderança no norte do país, os Estados Unidos o apóiam. O norte do país é a região onde os EUA mais tinham investimentos. Além disso, Carranza parece ser mais moderado e previsível do que Villa ou Zapata

EUA ocupam o Porto de Vera Cruz ocupado em 04/1914. O motivo mais explícito é proteger o petróleo em Tampico, mas há outras razões: impedir o enfrentamento entre Villa e Carranza; impedir a continuidade de Huerta (visto como ditador) no poder; impedir o envio de armas européias para Huerta; ajudar a derrubar Huerta e assim exigir concessões e proteger investimentos petróleo

A Tomada de Zacateca por Villa marca o rompimento entre este e Carranza, mas também foi um duro golpe para Huerta

Huerta foge para o exílio em 14 de julho de 1914

Constitucionalistas ocupam a Cidade do México em 20 de Agosto de 1914

1.4.4 Guerra de Facções (1914-1920) Convencionistas Constitucionalistas Villa Zapata Carranza Obregon

Apesar de não oficialmente, Carranza é “presidente” de 1914 a 1917. Oficialmente de 1917 a 1920

Carranza envia Alvaro Obregon a Villa exigindo reconhecimento de sua liderança Semelhante a Madero exige de Zapata reconhecimento, mas Zapata reafirma o Plano de

Ayala

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6 Cumprimento do Plano de Guadalupe

Águas Calientes reunião de lideranças revolucionarias convocada por Carranza Reconhecimento do Plano de Ayala

Fracasso de Carranza

Eulálio Gutierrez presidente provisório intermediário entre Carranza Vs. Villa e Zapata Junho a dezembro 1914 ausência de liderança real

Entrada de Villa e Zapata na Cidade do México Zapata e Villa declinam de assumir o governo Gutierrez apóia Carranza e Obregon

Expulsão de Gutierrez por Villa Aparente vitória de Villa e Zapata

Carranza e Obregon preparam contra ataque em Vera Cruz Gutierrez foge janeiro 1915

Partidários de Villa tomam o poder na Cidade do México

Woodrow Wilson chamado a reconciliação aceito por Villa recusado por Carranza que via a vitória como certa

Carranza derrota Villa em muitas batalhas 1915 EUA sabotam Villa

Reunião Pan-Americana convocado pelos EUA Argentina Brasil Bolivia Chile Guatemala Uruguai 9 de Outubro 1915 Apoio internacional a Carranza

Carranza efetivamente chega ao poder 1915 respaldo internacional e superioridade militar

Radicalização de Villa contra os EUA EUA passam a perseguir Villa

Constituição 1917 caráter democrático liberal e justo socialmente Previa reforma agrária, que não aconteceu com Carranza

Eleições vitória de Carranza

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7 Obregon se afasta de Carranza enriquecimento com comércio exterior se prepara para candidatar-se a presidência

Obregon Expulsão de Carranza da capital e assassinato 1920 Obregon toma o poder

Apoio de zapatistas

Obregon presidente 1920-24

Pacificação expurgos assassinato de chefes revolucionários Calles futuro sucessor

Eliminação de Villa que já havia deposto as armas por Obregon e Callas 1923 Tentativa de rebelião huertista 1923

1.5 INSTITUCIONALIZAÇÃO DA REVOLUÇÃO

Monopólio do poder por todo o restante do século 20 Lazaro Cardenas

Reforma Agrária Década de 1930

Mitos em torno de Zapata e Villa PNR PRM PRI

Eleições limpas só em 2000

2. AMÉRICA CENTRAL E CARIBE

Essa (1914-1929) é a fase mais agitada das Guerras das Bananas (1898-1933) Roosevelt 1901-1909 e Taft 1909-1913 Big Stick e Diplomacia do Dólar

I Guerra Mundial: com a Europa debilitada os EUA ampliam sua força internacional se tornam banqueiros do mundo não entram na Liga das Nações o que significa que podem continuar com a mesma política de sempre no Caribe e aumentar a influência na América do Sul

Crescimento econômico na América Central leva a sociedades mais diversificadas e mais voltadas para o comércio exterior em detrimento da econômica nacional

Crise de 1929 cai muito mal na América Central em razão de sua dependência do comércio internacional

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8 principal alvo de investimentos Lembrando Manuel Santos Zelaya 1893-1909 provoca mal estar com EUA

Tratado Bryan-Chamorro 1914 o principal ponto era deixar em aberto a possibilidade de construir um canal na Nicarágua

Costa Rica e El Salvador levam o tratado a Corte Centro Americana de Justiça o Rio San Juan era parte da Costa Rica também o Golfo de Fonseca de El Salvador

O tribunal arbitrou favoravelmente a El Salvador e Costa Rica, mas deixou de existir em 1918 o Tratado Bryan-Chamorro foi ratificado e ficou consolidado o domínio dos EUA na Nicarágua

EUA ocupam a Nicarágua até 1933

Augusto Cesar Sandino lidera uma rebelião contra a ocupação norte-americana (1927-1933). É assassinado pelo General Anastasio Somoza García, apontado líder da Guarda Nacional pelos EUA. A família de Somoza permanece no poder até 1979.

2.2 Honduras

Intervenções em 13, 15, 16 e 19

Começando em 1870, a produção de bananas e exportação para os EUA tornam-se centrais para o país

A United Fruit Company (criada em 1899) é incorporada a Cuyamel Fruit Company (1929). A Standard Fruit Company e a Cuyamel controlam toda a produção de frutas da América Central

2.3 Cuba

Reeleição fraudulenta de Mario Garcia Monacal 1916 → Revolução de Fevereiro de 1917 → Intervenção dos EUA até 1919

Novas eleições em 1924 elegendo o General Gerado Machado (1924-28), reeleito em 1928 fica no poder até 1933.

2.4 Haiti

Ocupado por tropas dos EUA (1915–1934);

Criação de uma nova Constituição (1917) incluindo a permissão de posse de terras por estrangeiros

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2.5 Panamá

intervenções em 8, 12 e 18

2.6 República Dominicana

Ocupada por tropas dos EUA (1916-1924); EUA mantém controle das alfândegas até 1941;

Rafael Trujillo, militar treinado pelos EUA, toma o poder em 1930 e o mantém até 1961

2.7 Costa Rica

Exceção: único país com histórico democrático consistente

3. AMÉRICA DO SUL 3.1 Venezuela

Golpe de Estado de Juan Vicente Gómez (1908-1935) presidente em diferentes períodos e a liderança política de fato ao longo desse período

Início da exploração de petróleo através de capitais estrangeiros, sobretudo da Inglaterra e EUA; Gómez bem visto pelos EUA por dar concessões de petróleo

3.2 Colômbia

Reforma constitucional de 1910 diminui mandatos presidenciais para quatro anos United Fruit Company exerce grande influência

Tratado Thomson-Urrutia (1914) permite trânsito da Colômbia no Canal do Panamá Tratados de fronteira com vizinhos evita futuras guerras, principalmente com o Peru Massacre das Bananeiras (1928) com ameaça de intervenção dos EUA contida pelo governo

3.3 Peru

Augusto Bernardino Leguía (1919-1930) estabelece um governo ditatorial, o “Oncênio de Leguía”

Victor Haya de la Torre cria a Aliança Popular Revolucionária Americana (Apra) em 1924

José Carlos Mariátegui também se torna um expoente do marxismo no Peru

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10 República parlamentarista (1891-1920)

Crescimento econômico através da exploração de minerais com participação de capitais estrangeiros

Formação de sindicatos e descontentamento social

Governo responde com repressão, destacando-se a Matança de Santa Maria de Iquique (1907)

Arturo Alessandri tenta promover reformas sociais, mas sofre oposição

Carlos Ibañez assina o Tratado de Lima (1929), com o Peru: questões de limites pendentes da Guerra do Pacífico são resolvidas

3.5 Argentina

Pacto ABC falha em suas pretensões mais profundas, mas abre espaço para cooperação Protestos da União Cívica Radical abrem caminho para Hipólito Yrigoyen chegar a presidência (1916-1922 e 1928-1930)

Manutenção da mesma política externa dos antecessores: neutralidade, diálogo e questões de limites com o Chile

3.6 Uruguai

José Battle y Ordoñez (1903-1907 e 1911-1915) do Partido Colorado, promove reformas sociais e econômicas

Essas reformas e a Reforma Constitucional (1917) tornam o país a “Suíça da América do Sul”

REFERÊNCIAS:

Referências

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