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BOLETIM COMÉRCIO EXTERIOR DO PARÁ

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Academic year: 2022

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BOLETIM COMÉRCIO EXTERIOR DO PARÁ

Exportação de Castanha-do-Pará

Ano base 2020

(2)

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DA AMAZÔNIA CAMPUS PARAGOMINAS

Herdjania Veras de Lima

Reitora da Universidade Federal Rural da Amazônia

Jaime Viana de Sousa

Vice-Reitor da Universidade Federal Rural da Amazônia

Cesár Augusto Tenório de Lima Diretor do Campus UFRA Paragominas

Carlos Douglas de Sousa Oliveira

Vice-Diretor do Campus UFRA Paragominas

David Costa Correia Silva

Coordenador do Projeto Análise de Conjuntura Econômica

OBSERVATÓRIO DO COMÉRCIO EXTERIOR Equipe Técnica:

David Costa Correia Silva Coordenador

Mikaele de Morais Discente

Elaboração das Notas Técnicas:

Bruna Vidal Venceslau

(3)

Imagem da Capa:

https://comoarmazenar.com/2464/como-armazenar-castanha-do-para/

Universidade Federal Rural da Amazônia

Boletim do Comércio Exterior: Exportação Paraense de Castanha - ano base 2020 / Universidade Federal Rural da Amazônia. – v.1, n.2, (jan./dez.

2020) -- . – Paragominas, PA: UFRA, 2020.

Semestral.

Boletim vinculado ao Projeto Análise da Conjuntura Econômica

1. Comércio exterior. 2. Relações internacionais. 3. Estatística. 4.

Brasil. 5. Pará. I. UFRA. II. Título.

(4)

SUMÁRIO

1 BALANÇA COMERCIAL BRASILEIRA E O CENÁRIO INTERNACIONAL ...5 2 COMÉRCIO EXTERIOR PARAENSE ...8 3 NOTA TÉCNICA: A EXPORTAÇÃO PARAENSE DE CASTANHA-DO-PARÁ ..14

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Boletim do Comércio Exterior, Paragominas, PA, v.1, n. 2, jan./dez. 2020 1 BALANÇA COMERCIAL BRASILEIRA E O CENÁRIO INTERNACIONAL

A Pandemia do Corona Vírus (COVID 19) provocou fortes sequelas à milhões de famílias ao redor do mundos, o que torna o ano de 2020 catastrófico em vários sentidos. Esse ano deve marcar o início de diversas mudanças no âmbito econômico com a institucionalização do home office, elevação dos parâmetros sanitários, inclusive com exigências de atestados de saúde para viagens e entradas em certos lugares.

Dada a conjuntura, a participação brasileira (importação mais exportação) no comércio exterior apresentou no último período recuo quando observados os dois anos anteriores no Gráfico 1.

Gráfico 1 – Participação Brasileira no Comércio Internacional – 2011 a 2020 – em milhões de US$.

Fonte: Ministério da Economia (2021).

Elaboração: Universidade Federal Rural da Amazônia (2021).

O Gráfico 1 mostra a participação da economia brasileira na segunda década do século 21. Desse modo, os quatro primeiros períodos da série foram o de melhor desempenho no somatório da exportação e importação, com valores superiores a US$ 451 milhões. Porém, houve fortes declínios em 2015 e 2016. Nos dois anos subsequentes, 2017 e 2018, a participação tornou a aumentar, contudo, os dois últimos anos da década voltaram a apresentar diminuição a relevância brasileira no comércio internacional, tanto que o resultado de 2020, é o terceiro pior da série. Em contrapartida, os saldos da balança comercial nacional têm sido uns dos melhores como é observado no Gráfico 2.

481.636 465.119 474.045

451.746

359.887

318.847

373.940

417.212 407.055

367.967

0 100.000 200.000 300.000 400.000 500.000 600.000

2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020

Valor em US$

(6)

Boletim do Comércio Exterior, Paragominas, PA, v.1, n. 2, jan./dez. 2020

Gráfico 2 – Balança Comercial Brasileira – Exportação, Importação e Saldo – 1º Semestre (2011 a 2020) – em milhões de US$.

Fonte: Ministério da Economia (2021).

Elaboração: Universidade Federal Rural da Amazônia (2021).

O saldo da balança comercial brasileira esteve a maior parte da década positivo para os primeiros semestres, excetuando 2013 e 2014, os demais períodos mostraram que, em valores, o Brasil exporta mais do que importa. Em 2020, o saldo foi positivo em US$ 50,393 milhões, em decorrência de US$ 209,180 milhões em valores exportados e de US$ 158,787 milhões em importações. Sendo que 17 das 27 unidades federativas contribuíram para o saldo positivo nacional, como pode ser observado na Tabela 1.

2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020

Exportação 253.666 239.953 232.544 220.923 186.782 179.526 214.988 231.890 221.127 209.180 Importação 227.970 225.166 241.501 230.823 173.104 139.321 158.951 185.322 185.928 158.787 Saldo 25.697 14.786 -8.957 -9.900 13.678 40.205 56.037 46.568 35.199 50.393

-50.000 0 50.000 100.000 150.000 200.000 250.000 300.000

7

(7)

Boletim do Comércio Exterior, Paragominas, PA, v.1, n. 2, jan./dez. 2020 Tabela 1 - Balança Comercial das Unidades Federativas – Classificação por Saldo de 2020 (Valores em milhões US$ – FOB).

Posição Unidade Federativa Exportação Importação Saldo

1 Pará 20.612 1.200 19.412

2 Minas Gerais 26.319 8.252 18.067

3 Mato Grosso 18.232 1.800 16.432

4 Rio Grande do Sul 14.060 7.605 6.455

5 Goiás 8.134 3.319 4.815

6 Paraná 16.256 11.878 4.378

7 Rio de Janeiro 22.630 18.460 4.170

8 Mato Grosso do Sul 5.822 1.905 3.917

9 Bahia 7.838 4.971 2.867

10 Maranhão 3.371 1.977 1.394

11 Tocantins 1.368 254 1.114

12 Rondônia 1.372 567 805

13 Piauí 584 300 284

14 Roraima 197 32 164

15 Rio Grande do Norte 341 180 160

16 Amapá 312 182 130

17 Acre 34 3 31

18 Espírito Santo 4.963 5.055 -93

19 Sergipe 39 150 -111

20 Alagoas 418 666 -247

21 Paraíba 125 505 -379

22 Ceará 1.853 2.414 -560

23 Distrito Federal 174 1.333 -1.158

24 Pernambuco 1.579 4.372 -2.793

25 Santa Catarina 8.128 16.091 -7.963

26 Amazonas 787 9.718 -8.932

27 São Paulo 42.526 54.145 -11.619

Subtotal 208.074 157.333 50.741

Não Declarada 1.107 1.454 -347

Outros - 0,17 0,17

Total 209.180 158.787 50.394

Fonte: Ministério da Economia (2021).

Elaboração: Universidade Federal Rural da Amazônia (2021).

O desempenho positivo da balança comercial brasileira tem como principal estado, o Pará com saldo de US$ 19,412 bi.), seguido por Minas Gerais (saldo de US$ 18,067 bi.) e o Mato Grosso (saldo de US$ 16,432 bi.).

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Boletim do Comércio Exterior, Paragominas, PA, v.1, n. 2, jan./dez. 2020 2 COMÉRCIO EXTERIOR PARAENSE

Como foi visto na seção anterior, a economia do Pará foi a principal no saldo das exportações brasileiras. O Gráfico 3 apresenta a inserção paraense no comércio exterior, por meio do somatório de exportações e importações. Vale destacar que nesse primeiro ano de pandemia, a economia paraense teve a maior inserção da série, com o ano de 2020 alcançando US$ 21,811 milhões.

Gráfico 1 - Participação Paraense no Comércio Internacional (2011 a 2020) – em Milhões de US$.

Fonte: Ministério da Economia (2021).

Elaboração: Universidade Federal Rural da Amazônia (2021).

O ótimo resultado na participação da economia paraense no comércio exterior é confirmado no Gráfico 4, o qual traz a exportação, importação e o saldo da balança comercial para o período compreendido entre 2011 e 2020. Para o último ano da série tanto as exportações (US$ 20,612 bi), quanto o saldo (US$ 19,412 bi), esses foram melhores para a série, enquanto as importações alcançou US$ 1,2 bilhão, sendo esse o terceiro maior da década, superado pelos anos de 2011 e 2019.

19.681

16.146 16.970

15.233

11.225 11.622

15.460

16.758

19.067

21.811

0 5.000 10.000 15.000 20.000 25.000

2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020

9

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Boletim do Comércio Exterior, Paragominas, PA, v.1, n. 2, jan./dez. 2020

Gráfico 4 - Balança Comercial Paraense – Exportação, Importação e Saldo (2011 a 2020) – em Milhões de US$.

Fonte: Ministério da Economia (2021).

Elaboração: Universidade Federal Rural da Amazônia (2021).

2.1 Relações Comerciais Pará – Mundo

A Tabela 2 apresenta os principais países compradores dos produtos paraenses, classificados a partir do ano de 2020, em comparação com 2019 e, adicionalmente, inclui-se a variação percentual entre os dois anos destacados.

Tabela 2 – 10 Principais Destinos das Exportações do Pará – Classificação por Saldo – 2019 e 2020 (Valores em Milhões US$ – FOB).

Posição Países 2019 2020 Var. (%)

1 China 8.867 11.923 25,63

2 Malásia 1.373 1.393 1,45

3 Japão 710 709 -0,22

4 Alemanha 473 619 23,69

5 Noruega 576 545 -5,73

6 Estados Unidos 417 376 -10,85

7 Canadá 415 369 -12,52

8 Coreia do Sul 463 361 -28,27

9 Holanda 481 351 -37,00

10 Itália 193 302 36,32

Fonte: Ministério da Economia (2021).

Elaboração: Universidade Federal Rural da Amazônia (2021).

2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020

Exportação 18.335 14.776 15.851 14.256 10.271 10.511 14.484 15.569 17.841 20.612 Importação 1.345 1.370 1.119 977 954 1.111 976 1.190 1.226 1.200 Saldo 16.990 13.405 14.733 13.279 9.317 9.400 13.509 14.379 16.616 19.412

0 5.000 10.000 15.000 20.000 25.000

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Boletim do Comércio Exterior, Paragominas, PA, v.1, n. 2, jan./dez. 2020

Como mostra a Tabela 2, para 2019 e 2020, a China foi o principal destino das exportações paraenses, soma-se ainda a análise o incremento em mais 25% as compras nesse ano e atingindo US$ 11,923 bilhões, em seguida está a Malásia (US$ 1,393 bilhão) e o Japão (US$ 709 milhões). No que se refere as importações, as nações que mais venderam para o Pará classificados pelo ano de 2020, são apresentados na Tabela 3.

Tabela 3 – 10 Principais Origens das Importações do Pará – Classificação por Saldo – Primeiro Semestre de 2020 (Valores em Milhões US$ – FOB).

Posição Países 2019 2020 Var. (%)

1 Estados Unidos 544 668 22,84

2 Rússia 93 80 -14,39

3 China 139 51 -63,01

4 Argentina 63 42 -33,46

5 Espanha 34 41 21,37

6 Colômbia 54 39 -27,56

7 Canadá 14 32 120,44

8 Alemanha 46 31 -33,40

9 Japão 25 26 6,02

10 Chile 33 23 -29,20

Fonte: Ministério da Economia (2021).

Elaboração: Universidade Federal Rural da Amazônia (2021).

Os Estados Unidos são os maiores ofertantes da economia, em 2019, os valores atingiram US$ 668 milhões, seguido pela Rússia e China com valores vendidos à economia do Pará de, respectivamente, US$ 80 milhões e US$ 51 milhões. Ao que se refere aos produtos transacionados, a Tabela 4 apresenta os 10 principais vendidos ao exterior classificados no ano de 2020 e comparado o ano anterior.

11

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Boletim do Comércio Exterior, Paragominas, PA, v.1, n. 2, jan./dez. 2020 Tabela 4 – 10 Principais Produtos Exportados do Pará – 2020 (Valores em Milhões US$ – FOB).

Posição Descrição 2019 2020 Var. (%)

1 Minérios de ferro e seus concentrados, não aglomerados 11.639 13.969 20,02

2 Outros minérios de cobre e seus concentrados 1.771 1.900 7,29

3 Alumina calcinada 1.161 1.212 4,36

4 Soja, mesmo triturada, exceto para semeadura 530 759 43,40

5 Carnes desossadas de bovino, congeladas 241 407 68,75

6 Ouro em barras, fios e perfis de seção maciça 124 296 137,45

7 Outros minérios de manganês e seus concentrados 364 260 -28,40

8 Alumínio não ligado, em formas brutas 214 199 -7,04

9 Ferro-níquel 126 167 31,82

10 Bauxita não calcinada (minério de alumínio) 227 134 -40,96

Fonte: Ministério da Economia (2021).

Elaboração: Universidade Federal Rural da Amazônia (2021).

Como é observado, o minério de ferro é o principal produto, em termos de valores, exportados pela economia paraense em 2020, com a marca de US$ 13,969 bi, o que representou, inclusive um incremento de 20% em relação ao ano de 2019. Depois estão o minério de cobre e alumina calcinada, com US$ 1,900 e US$ 1,161 bilhão, respectivamente.

A Tabela 5 traz informações sobre os principais produtos demandados do exterior pela economia do Pará.

Tabela 5 – 10 Principais Produtos Importados pelo Pará –Primeiro Semestre de 2020 (Valores em milhões US$ – FOB).

Posição Descrição 2019 2020 Var. (%)

1 Gasóleo (óleo diesel) 115 143 23,84

2 Hidróxido de sódio (soda cáustica) 126 125 -1,09

3 Dumpers para transporte de mercadoria 35 97 179,16

4 Outras gasolinas, exceto para aviação 83 90 8,28

5 Pneumáticos novos, de borracha, radiais, para dumpers

concebidos para serem utilizados fora de rodovia 67 71 6,37 6 Diidrogeno-ortofosfato de amônio (fosfato

monoamônico ou monoamoniacal) 53 49 -7,87

7 Outros cloretos de potássio 72 45 -37,55

8 Coque de petróleo calcinado 46 45 -1,93

9 Hulha betuminosa, não aglomerada 53 41 -23,24

10 Outros trigos e misturas de trigo com centeio, exceto

para semeadura 53 39 -26,18

Fonte: Ministério da Economia (2021).

Elaboração: Universidade Federal Rural da Amazônia (2021).

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Boletim do Comércio Exterior, Paragominas, PA, v.1, n. 2, jan./dez. 2020

Ao que se refere as importações, o destaque é o óleo diesel que alcançou em 2020, US$ 143 milhões, uma variação superior a 23% em relação ao ano anterior, em seguida o hidróxido de sódio (US$ 125 mi.) e Dumpers (US$ 97 mi.), um tipo de caminhão usado veículo que transporta materiais sólidos nas obras de construção, com o impressionante incremento de 179%. A respeito das exportações dos municípios paraenses, a Tabela 6 mostra os 10 principais exportadores do estado.

Tabela 6 – 10 Principais Municípios Exportadores do Pará –Primeiro Semestre de 2020 (Valores em milhões US$ – FOB).

Posição Município 2019 2020 Var. (%)

1 Parauapebas 7.023 7.820 11,35

2 Canaã dos Carajás 4.931 6.745 36,81

3 Barcarena 1.721 1.817 5,60

4 Marabá 1.630 1.565 -3,99

5 Itaituba 44 241 445,08

6 Paragominas 188 213 13,62

7 Belém 194 196 0,98

8 Ourilândia do

Norte 126 167 31,82

9 Castanhal 131 161 22,87

10 Santarém 175 153 -12,84

Fonte: Ministério da Economia (2021).

Elaboração: Universidade Federal Rural da Amazônia (2021).

O município que mais exportou no Pará em 2020, foi Parauapebas US$ 7,820 bilhões, seguido por Canaã dos Carajás (US$ 6,745 bi.) e Barcarena (US$ 1,817 bi.). Na Tabela 7 são apresentados os 10 municípios que mais importaram em 2020.

14

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Boletim do Comércio Exterior, Paragominas, PA, v.1, n. 2, jan./dez. 2020

(Valores em milhões US$ – FOB).

Posição Município 2019 2020 Var. (%)

1 Barcarena 443 439 -0,94

2 Belém 272 304 11,95

3 Parauapebas 137 210 53,26

4 Canaã dos Carajás 78 76 -2,20

5 Marabá 73,96 62,68 -15,25

6 Santarém 54,69 42,37 -22,53

7 Ourilândia do Norte 9,96 12,41 24,60

8 Paragominas 3,46 9,97 187,87

9 Castanhal 9,26 9,15 -1,20

10 Oriximiná 2,95 7,75 162,72

Fonte: Ministério da Economia (2021).

Elaboração: Universidade Federal Rural da Amazônia (2021).

Barcarena é o município que mais adquiriu compras do exterior, totalizou US$ 439 milhões, seguido pela capital paraense, Belém, com US$ 304 e Parauapebas com US$ 210 milhões.

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Boletim do Comércio Exterior, Paragominas, PA, v.1, n. 2, jan./dez. 2020 3 NOTA TÉCNICA: A EXPORTAÇÃO PARAENSE DE CASTANHA-DO-PARÁ

1Bruna Vidal Venceslau

A castanha-do-pará (Bertholletia excelsa, H.B.K) é uma espécie de amêndoa extraída do fruto da castanheira-do-pará, o ouriço; podendo ser encontrada em praticamente toda a região amazônica, com destaque aos castanhais situados no Médio Tocantins e rio Trombetas, ambos no estado do Pará. Apreciada pelo seu sabor e pelas suas qualidades nutritivas, apresenta grande importância econômica: além da amêndoa, apresenta subprodutos comercializáveis, como óleos e farelos.

Em relação ao mercado e comercialização, o Brasil se destaca como um dos maiores produtores e exportadores de castanha-do-pará, perdendo somente para a Bolívia. Os dois países, juntamente com o Peru respondem por quase 100% da produção e exportações mundiais primarias, tendo como principais consumidores os Estados Unidos e a União Europeia. Neste sentido, a Tabela 8 traz a exportação de castanha-do-pará no Brasil por estado.

Tabela 8: Exportação de Castanha-do-Pará por Estado em 2020 – Toneladas e Valor FOB (em mil US$).

Posição Estado Toneladas Valor FOB (em US$ 1.000)

1 Acre 3.920 3.591

2 Pará 2.202 10.468

3 Amazonas 1.002 3.840

4 São Paulo 354 1.784

5 Rondônia 209 646

6 Rio de Janeiro 51 174

7 Mato Grosso 32 204

8 Minas Gereis 4,03 28

9 Rio Grande do Sul 1,02 6,55

10 Espírito Santo 0,58 0,62

11 Amapá 0,45 0,34

12 Bahia 0,07 1,07

13 Paraná 0,04 0,12

14 Maranhão 0,03 0,56

15 Ceará 0,01 0,15

16 Alagoas 0,01 0,29

17 Santa Catarina 0,01 0,07

Brasil 7.777 20.744

Fonte: Comex Stat (2021). Elaboração da Autora (2021).

1 Graduanda em Administração da UFRA/Campus Paragominas.

15

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Boletim do Comércio Exterior, Paragominas, PA, v.1, n. 2, jan./dez. 2020

castanha-do-pará. No que se trata da quantidade exportada, os estados que mais se destacam são: Acre, com exportação de 3,92 milhões de toneladas, Pará (2,2 milhões de toneladas) e Amazonas (1 milhão de tonelada). No entanto, em termos de valores o Pará exportou o equivalente a US$ 10,47 milhões, o que corresponde a 49,9% do valor das exportações brasileiras. Na sequência, é possível observar no Gráfico 5 a evolução do valor da castanha no estado Pará entre 2010 e 2020.

Gráfico 5: Exportação de Castanha-do-Pará em Valor FOB (mil US$) e variação (%) – Pará – 2010 a 2020.

Fonte: Comex Stat (2021).

Elaboração: Autor (2021).

Como observado no Gráfico 5, a castanha-do-pará sofreu desvalorizações durante quase todo o período analisado. No entanto, os anos de 2012, 2015 e 2018 obtiveram significativos aumentos no valor exportado, com destaque para este último, onde houve um incremento 655,81% no valor da amêndoa. É importante salientar que no último ano da série, o Pará exportou o equivalente a US$10,47 milhões, um acréscimo de 0,63% quando comparado ao ano anterior. Estes valores podem ser justificados pela demanda da amêndoa nos referidos anos, como apontado no Gráfico 6.

6.625,55 3.845,82 15.301,14 7.509,54 5.011,04 20.172,03 5.216,08 4.262,82 32.218,82 10.402,86 10.468,17

-41,95

297,86

-50,92

-33,27 302,55

-74,14 -18,28

655,81

-67,71 0,63

-200 -100 0 100 200 300 400 500 600 700

0,00 5.000,00 10.000,00 15.000,00 20.000,00 25.000,00 30.000,00 35.000,00

2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020

Valor FOB (US$ em 1.000) Var. (%)

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Boletim do Comércio Exterior, Paragominas, PA, v.1, n. 2, jan./dez. 2020

Gráfico 6: Exportação de Castanha-do-Pará – em toneladas e variação (%) – Pará – 2010 a 2020.

Fonte: Comex Stat (2021).

Elaboração: Autor (2021).

É possível observar pelo Gráfico 6 que o estado do Pará exportou quantidades significativas de castanha-do-pará nos anos de 2012 (4,25 milhões de toneladas), 2015 (3,17 milhões de toneladas) e 2018 (4,28 milhões de toneladas). No entanto, no ano de 2019 a comercialização da castanha no comércio exterior sofreu um decréscimo de 55,15%, tornando a apresentar incremento no ano seguinte (14,49%).

Em síntese, o desempenho paraense no mercado internacional de castanha-do-pará registrou inúmeros períodos de declínios ao longo da última década, especialmente em 2016 e 2017; atingido seu pico de quantidade exportada e, consequentemente, do valor monetário em 2018.

1.919,12 750,83 4.252,82 1.493,02 710,10 3.170,65 880,72 369,02 4.289,25 1.923,63 2.202,43

-60,88 466,41

-64,89 -52,44

346,51 -72,22

-58,10

1.062,33

-55,15

14,49

-200 0 200 400 600 800 1000 1200

0,00 500,00 1.000,00 1.500,00 2.000,00 2.500,00 3.000,00 3.500,00 4.000,00 4.500,00 5.000,00

2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020

Toneladas Var.(%)

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Boletim do Comércio Exterior, Paragominas, PA, v.1, n. 2, jan./dez. 2020

Referências

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