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Várias nuvens, uma estratégia

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Academic year: 2022

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(1)

Como destravar inovação em ambientes de nuvem híbrida

Várias nuvens,

uma estratégia

(2)

• Na maioria dos casos, nuvem pública sozinha não é suficiente. As companhias continuarão a depender de nuvem privada e TI tradicional para atender certas

necessidades de negócio.

• Arquiteturas híbridas multicloud são muitas vezes a única opção, mas elas são complexas de montar e operar.

• Para gerenciar arquiteturas híbridas, as companhias precisam da estratégia

correta, do modelo operacional certo, do talento adequado, das ferramentas

apropriadas e do roteiro de transformação para chegar lá.

Resumo:

(3)

Não existe uma

única fórmula para a nuvem pública

Há alguns anos, muitas empresas viam a nuvem pública

como uma solução para atender às necessidades de

negócio. Entretanto, conforme progrediam na jornada na

nuvem, elas perceberam que componentes adicionais se

fazem necessários.

(4)

Enquanto a maior parte dos analistas setoriais antecipa que as organizações ainda migrarão a maioria das aplicações e cargas de trabalho que possam ser virtualizadas para a nuvem pública (com a mesma representando mais de 80% das pegadas de infraestrutura das companhias), muitas delas mudaram para uma abordagem híbrida em resposta à necessidade mais balanceada; além disso, é esperado que mais de 90% das empresas optarão por arquiteturas multicloud para evitar

dependência excessiva de um único provedor de nuvem pública.

Figura 1

Percentual de companhias seguindo estratégia multicloud com ao menos dois fornecedores hyperscalerscomo

parceiros estratégicos.1

Figura 2

Percentual de organizações utilizando modelos de nuvem

híbrida (pública e privada).2

92% 78%

Maior parte das empresas mudou para um ambiente híbrido em resposta à necessidade de uma abordagem mais balanceada.

1Flexera State of the Cloud Report, 2021

2Ibid.

(5)

Consequentemente, modelos de nuvem híbrida são geralmente requisitados para atender ao escopo inteiro das exigências de negócio. Por exemplo, organizações podem optar por nuvem privada ou até data centers on-premise para atender a requerimentos regulatórios e de

compliance.

Tornou-se muito claro que a nuvem pública não é adequada para todas as cargas de trabalho. Ela está limitada por:

• Desafios comerciais (por exemplo, modelos de licenças que tornam antieconômico migrar inteiramente para um hyperscaler)

• Desafios técnicos, como latência e performance para cargas de trabalho muito específicas

• Gravidade de dados/velocidade de dados/tamanho de dados em alguns casos de uso intensivo

• Soberania/limitações regulatórias relativas a onde os dados são armazenados

• Cenários de implantação na borda que pedem por infraestrutura descentralizada

• E, em alguns casos, exigências de continuidade do negócio

(6)

Tendências de mercado recentes refletem essa perspectiva. As fronteiras entre nuvens pública e privada se diluem à medida que evolui o mundo das nuvens. Os grandes provedores mudaram-se para o mercado de nuvem privada, e fabricantes de hardware estabelecidos estão lançando serviços de

consumo para nuvem pública. Ao mesmo tempo, hyperscalers, telcos e outras empurram a computação na borda, que tem previsão de crescimento exponencial nos próximos cinco anos. De fato, cloud evoluiu para uma continuidade dinâmica de capacidades—de pública para edge e tudo que esteja no meio, e um número de organizações lidera o movimento com o uso da nuvem não apenas como um destino individual e

estático, mas como um futuro modelo operacional. Modelos híbridos estão bem posicionados para dar suporte a operações e migrações de cargas de trabalho ao longo da continuidade da nuvem.

E o que significa isso para as empresas?

Tudo se resume a dois aspectos-chave:

1. Para a maioria das organizações, arquiteturas híbridas são a única opção viável.

2. Companhias precisam de uma estratégia holística que abrace uma nova continuidade de cloud e que cubra nuvem pública, nuvem privada e edge computing.

(7)

Definição da

estratégia certa

Nuvem é um recurso fundamental,

particularmente para aqueles que querem

se expandir na continuidade — mas como

deverá ser uma estratégia empresarial?

(8)

Definir uma estratégia de cloud requer equilibrar cuidadosamente diversas demandas de negócio.

Arquiteturas híbridas são uma excelente forma de satisfazer as necessidades de todas as áreas

da organização e de destravar inovação.

Existe uma variedade de pontos

para se considerar e fazer a coisa certa:

• Uma visão que estabeleça claramente os objetivos da empresa, as inovações desejadas e as futuras aspirações assim como uma identificação das vulnerabilidades competitivas.

• Uma estratégia de nuvem que tenha uma estrutura sistêmica para entregar e mensurar valor agora e no futuro.

• Uma clara classificação das capacidades, hoje e no futuro, e uma adequada flexibilidade para adaptação ao longo do tempo.

• Um roteiro bem considerado para a jornada da nuvem que equilibre velocidade e valor e dê apoio à estratégia geral da companhia e à sua ambição.

(9)

Na continuidade da nuvem, a complexidade é inevitável

Para atender a todas as exigências da companhia, as arquiteturas híbridas são complexas.

Para definir uma arquitetura, as organizações precisam encontrar a combinação certa de

serviços de nuvem para satisfazer as diversas necessidades tecnológicas e do negócio.

(10)

Como você vai gerenciar as diferentes plataformas de tecnologia? Quanto isso vai custar? Qual é o modelo

operacional adequado? Como procurar o talento certo? Como vai estabelecer a recuperação em caso de desastre? Em um mundo híbrido, as respostas a todas essas perguntas precisam ser consideradas holisticamente. Arquiteturas híbridas objetivas são mais difíceis de arquitetar, desenhar, projetar, definir, testar e operar do que as pessoas haviam imaginado.

Em parte, isso se deve ao fato de o escopo de cloud se expandir.

Por exemplo, um controle de acesso baseado em funções entre nuvens e on-premisetornou-se a norma. Antes, era um caso de ilhas separadas: cada companhia tinha um data center e um ambiente de nuvem. Era bem direto e fácil. Agora, cloud tornou- se uma continuidade que oferece muitas oportunidades novas num panorama de TI cada vez mais distribuído. Muitas

organizações usam uma nuvem centralizada, um centro de dados, uma instalação física, redes de campus e mais alguns recursos de dados e computação na borda. É uma variedade de ambientes que, uma vez integrados, se somam num estado verdadeiramente híbrido.

(11)

Definir a estratégia de infraestrutura certa para satisfazer as necessidades do negócio e gerenciar a complexidade pode ser alcançado com o foco em cinco passos essenciais:

Parta para a ação

01

Seleção das

“landing zones”

certas para

aplicações e dados

02

Definição da arquitetura híbrida ideal

03

Configuração de um plano de controle contínuo para

gerenciar e otimizar todos os ambientes

04

Definição do roteiro correto e sequência de migrações

05

Planejamento

da inovação

contínua

(12)

01

Definição e seleção das landing zones certas

Uma vez estabelecidas claramente as prioridades

de negócio que irão guiar a estratégia de cloud, o

próximo passo é definir a arquitetura necessária

para suportá-la. Determinamos um conjunto de

critérios para ajudar as organizações a encontrar os

ambientes certos e depois selecionar os destinos

apropriados para cada uma das aplicações — o que

damos o nome de “landing zones”.

(13)

Uma landing zone é uma configuração específica de um cliente dentro da nuvem, que pode ser otimizada para diferentes propósitos (como custo de licença de uma base de dados ou usabilidade para

desenvolvedores). Por meio desse processo, olhamos para as necessidades e limitações de negócio específicas de cada empresa,

incluindo aplicações de legado, padrões setoriais e requisitos regulatórios.

É importante considerar que as landing zones vão evoluir ao longo do tempo.

O que isso significa na prática? A arquitetura de uma empresa voltada para um período de três anos pode ser diferente de uma voltada para seis anos. Por exemplo, companhias com grandes ambientes de ERP legados que precisam ser substituídos sabem que isso levará tempo. Assim, os aplicativos legados podem se enquadrar em uma arquitetura para três anos, mas não em uma de seis anos. Outro exemplo: algumas empresas mantêm sistemas de negócio vitais ainda em mainframes. Elas precisam planejar cuidadosamente essa migração (ou até uma melhor modernização) para evitar disrupção.

O ponto ideal?

Manter a estratégia de

landing zone na nuvem

o mais simples possível,

garantindo que as

(14)

02

Definição de

uma arquitetura híbrida ideal

Determinar uma arquitetura híbrida ideal significa integrar landing zones de um ou mais provedores de nuvem pública, data centers de nuvem privada, data centers compartilhados e zonas de

computação de borda.

(15)

Essa integração deverá ser feita em três níveis:

Primeiro, a tecnologia. Isso significa desenvolver uma camada de integração entre todas as landing zones.

Segundo, os processos. Isto quer dizer alinhar e integrar processos, por exemplo, a harmonização de provisionamento com monitoramento.

Terceiro, as pessoas. As competências para projetar, operar e otimizar precisam ser disponibilizadas — desenvolvidas ou adquiridas —e aportadas por todas as áreas da empresa.

A integração entre essas três esferas permite às companhias otimizar dinamicamente preço, performance e requisitos de negócio para alcançar objetivos estratégicos.

Trabalhar com um parceiro experiente pode acelerar esse esforço, alavancando modelos de nuvem híbrida bem-sucedidos. Por exemplo, a Accenture desenvolveu uma vasta coleção de

(16)

03

Criação de um

plano de controle contínuo

Uma vez que as companhias tenham

identificado as landing zones adequadas e

planejado a arquitetura integrada para satisfazer

esses requisitos, o que vem a seguir é mais uma

decisão estratégica: a criação de um plano de

controle para gerenciar a arquitetura híbrida

multicloud.

(17)

Cada ambiente vem com o próprio conjunto de ferramentas de gestão, mas usar todas elas pode não ser uma grande ideia. É facil isso acabar em silos de gestão de TI que podem tornar bem mais difícil controlar custos, desempenho e

disponibilidade.

Ao contrário, as empresas deverão olhar para um plano de controle contínuo que possa ajudá- las a gerir o conjunto inteiro de landing zonese além, ao longo da continuidade da nuvem. Um plano de controle contínuo é uma abordagem holística, que reúne processos e coleção de ferramentas, para gerir a continuidade da nuvem, orquestrando mudança e impulsionando inovação. Ele permite que desenvolvedores e operadores automatizem tarefas e cargas de trabalho comuns, com escala,

independentemente da localização, o que reúne novos processos e um conjunto integrado de

Um plano de controle contínuo ajuda empresas a abraçar novas práticas e modelos operacionais

—dando-lhes as condições e disciplina para inovar rapidamente e apoiar uma cultura de reinvenção permanente ao longo da

continuidade da nuvem. Ele permite que as organizações equilibrem as necessidades para uma estabilidade operacional e financeira com as necessidades para inovação e agilidade. O plano de controle atende a ambos os requisitos.

Ele adota automação e autosserviço para

garantir, operar e administrar holisticamente um estado híbrido e multicloud (estabilizar) e otimizar e aproveitar permanentemente a inovação entre vários provedores de nuvem pública e privada (agilidade).

(18)

04

Definição do roteiro certo e da sequência

E a seguir? Decidir como organizar a migração para as landing zones ideais.

Considerando que serão várias e que

evoluirão ao longo do tempo, muitos passos

podem ser necessários num plano de longo

prazo para uma aplicação.

(19)

Também, em alguns casos, faz sentido olhar para grupos de aplicações afins—por exemplo, se um processo de negócio se estende por três aplicações. Ocasionalmente, um novo serviço SaaS —software como serviço —pode substituir vários pequenos aplicativos. Em alguns casos, pode ser mais econômico repensar um processo de negócio, em vez de customizar uma solução para que caiba num processo existente.

Também é importante considerar o modelo operacional.

Como você vai mudar de camadas de gestão horizontal para gestão vertical orientada por serviços? Você usará

DevSecOps? Até que ponto? De quais competências/pessoas você vai precisar? Como você vai projetar as equipes de gestão full-stack? Estas são apenas algumas das perguntas a

considerar.

(20)

05

Planejamento de inovação contínua

Sua empresa não fica parada. A TI tampouco deveria.

Uma vez que as companhias alcancem um objetivo, elas podem aproveitar de forma permanente novas inovações dos diversos provedores de nuvem privada e pública. Isso significa reprojetar continuamente a infraestrutura a fim de manter o alinhamento com o negócio à medida que objetivos estratégicos mudam e novas

tecnologias são incluídas na jornada.

Dito isso, um “estado-objetivo” não é definido por uma coleção de tecnologias, mas pela resiliência dos processos e da adaptabilidade dos talentos para evoluir constantemente na continuidade da nuvem.

Com um plano de controle contínuo, você constrói uma fundação sólida para essa evolução sem ter de reprojetar tempo e empenho quando surgir um novo serviço de nuvem no mercado.

(21)

Adoção do híbrido como caminho a

seguir

Mais e mais empresas reconhecem que

arquiteturas híbridas são a opção correta para resolver as diversas necessidades de negócio hoje e amanhã. Assim, essa questão não é sobre usar uma arquitetura híbrida, mas como projetar uma e gerenciá-la com sucesso.

Por natureza, arquiteturas híbridas são complexas.

(22)

Michael Heyen

Diretor executivo

Líder global da prática de Hybrid Cloud Michael tem larga experiência em transformações de cloud e

infraestrutura em toda a continuidade da nuvem e é membro do time global de liderança.

Sobre o autor

(23)

Referências

1 Flexera State of the Cloud Report, 2021.https://info.flexera.com/CM-REPORT-State-of-the- Cloud

2 Ibid.

(24)

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