JOAO PEDRO R05A FERREIRA
TEMA5 PROBLEMAS CRITICA5
OU
PROPOSTAS
DEALCANCE
IDEOLOCICO
OUPOLÍTICO
VEICULADOS
PELOCORREIO
BRAZIL1EN5E
2 íj
C7 t
Dissertacão
de MestradoApresentada
ao Curso deHistôria
Cultural ePoLítica
da Universidade Nova de Lisboa
A dissertacão cue agcra se apresenta constitui o culminar dc
trabaiho iniciado e
prosseguido
aclcngo
das sessoes do curso ieMestra^
do em
Histéria
Cultural ePolítica,
edepois
no åmbito do Centro áe Histéria da Cultura da Universidade Ncva de
Lisoca.
Uma
palavra
deagradecimento
éaqui
devida ac?rof,
DoutcrJosé Sebastião da Silva Dias
pela
sua esclarecida orientacãocientíiica
e
pelo paciente
acompanhamento
cue sempre nosprestou
nas diversasfa-ses de elaboracao do
trabalho,
nunca faltando ccm umapalavra
de er.corajamento
perante as dificuldadessurgiáas.
Ao Mestre eA_r_igo,
um reco-nhecido
obrigado.
Queremos
tarabém expressar o ncssoa^radecimento
ao?rcí,
Doutor José Esteves Pereira
pelas
nccoes teoréticas e sugestces ietraba-Iho recebidas ao
longo
das suaslicces,
que se revelaram fecur.ias li-nhas de
investigacão,
bem comopelo
interesse deraonstradopelo
nossoes_
tudc, ncmeadamer.te ao
pôr
a ncssadisposicão
uir. :nar.U3crito inedito por-?T" ""TT*
ĨTTECjUCAO a PARTE PRIMEIRA
Tendc-nos proposto com este trabalho levantar e analisar , â
luz da
conceptualiza^ão
elaborada apartir
dos instrumentcs teoréticosrecebidos no curso de Mestrado em
Histôria
Cuitural ePclítica,
oste-mas de aicance
ideolcgico
-polí
tico veículadcspelo
Correio5razilier.se,
impoe-se
umaexplicacãc
sobre an.etcdclogia
seguida
na suaapresentacão.
da crofusão de material resultante do levantaraer.tc
sistemáti
co dos temas abarcados
pelo
âmbito do ncsso estudosurgiu
a necessidadede uma
seleccão.
A escclha daproclerr.ática
ocnstituoicr.al e do per.sa-mentc econcmico como núcleos de questoe3 å voita dcs ouais se
desenvcl-veu a temática
prcposta,
resultcu da cor.viceão de que ambos constituemum campo
propício
âexperimentacao
ics conceitos e mécodos de tracaiaode que nos consiieramcs
ievedores.
A operacao de
escoiha,
se determina umainclusac,
cbri:-ra
auma concomitante
exclusão.
Temashavia,
pcrventuraiguaimente
sigr.ifi-cativos,
cujo
desenvclvimento sejustií
icaria. Ĩ7ãc fcipossível
fazê--lo der.tro dos iimites deste
trabalho.
?ica a consciência da lacuna ea afirmagac das
potencialidades
dair.vestigaeâo
aprosseguir
nessafcn-te
privilegiada
para a Hislôria das Ideias dcpnncípio
doséc.
XIX,
eue6
A
opcão
realizadajustifica
uraaprévia apresentacão
doperié
dico e do seu
redactor.
Iraporta
salientar que asobservagoes
sobre oredactor do
C.3.
e a vida dojornal
— em tensãopermanente
com osa-contecimentos marcantes da evolucao
política
e social do binámio Pcrtugal-Brasil,
por umlado,
e dcestrangeiro,
pcr outro — devem ser entendidas como u:_
quadro
introdutôrio
aos temasdesenvolvidos.
?inalmente,
iuigámos
oportuno
incluir nestaparte
inicialal_
gumas
observa^oes
sobre assuntos que, embora não desenvclvidos r.c corpodo
trabalho,
estao deaigum
modo relacionadoa com a suaproblemática
eajudam
âcompreensão
daglobalidade
daac^ão ideolôgica
epolítica
pro^s
ser*uida celo
.";ornal
" .0 Redactor
Hipolito
José da Ccsta Pereira ?urtado de Mer.dor.ca r.asceu r.aonia do 3acrarner_to em
2?
de .•_argo ie177--,
sendo caotizado r.a :!atrizuela Praea a 2 de Abril do mesno ar.o ~ .
Ũs elementos bio.rraf iecs
aqui
avan.^adcs
se.-ruem cs estuccs mais com-pietos
sobreH.J.
iaC._
::?C?:"A3TCJR-OC, Hipôlito
da Ccsta e c Coreic
2rasilier.se,
2Tomos,
Ric deJaneiro,
Biblicteoa ic "::érci:oditora,
195?
e Câ?_1C5?J3"I"I,
Hirôlito ;!a Costa e o Corr-io3ra-. 1 -ĩ Hacio r.al
,
135T
. Arti go3 r.u biicados ar.teriormer_.te a edicac destas cbras dão ccmo iata dc nas-cimento do íuturo redactor dcC. 5.
13
ie iLrosto de177-.
C:r.
AU■3. vi
-_.io inario __ic.Lio_rrar.r_ic: o.^r^l .
'
ricc. r p-ô.
-> - ^> > i-« ^> jUo.'j . iui _ íti.ív-' .1./. jC C_as_-_U™.. ■ l-_■ __?—.-i...-.,
3razi: eirc.
vol.
3,
Ric deJaneirc,
Imprensa
1.::::CĩrCIC FRAITCĨcCO 2A
3IL7Å,
Ticcior.arioĩihliograrhico
HortUouez,
TomoIII,
Lisbca,
Ĩ859,
p.ĩ?3;
ARTHCR MCTTA "?er:is Académicoo-Ca deira n5 17 -Hippolvto
da Costa" in Revista da Academia 3-rasileira deLetra.ĩ,
voi.
XXXI,
r.°93,
?io deJar.eirc,
oetembro ds1929,1.3-;
c;dt.?.IZ2i::i,
CLivro,
0 Jcrn; e a Tirc-rraiia nc :-■'":.
cich--IS22,
Rio deJaneirc,
LivrariaKoemos,
1945,
P.341
RC PSESjRI-vO DA
3I7.7A,
"Coníerência do 3r. :_ar.ael Cícercda
3ilva,
1« Vic:— Fresider.te doIiistituto,
so'rr-~ 0 Patriarcha dcs ■>o —,_>■». — n""w.a Ccsta ~e r eir a r"jrvsic Jomalistas
Rrasileiros,
Hipi-olytc
JosEra filho do alferes de ordenancas ?élix da Costa Furtado de
Mendonga
(1735-1819),
natural dafreguesia
de Nf Sr» da Nazaré deSaqua
rema, Rio de
Janeiro,
e de Ana JosefaPereira,
da Colonia doSacramento.
Um de seusirmãos,
José Saturnino(I778-I852),
viria adistinguir-se co_
mo ministro e senador do
Império
doBrasil.
Com a tomada da Colonia do Sacramento
pelos
espanhôis,em
1777,
?élix da Costa mudou-se com a família para 0 Rio
Grande,
onde se tornouproprietário
de terras.Hipôiito
passcu aí a infância e aadolescência,
tendo
provavelmente
feito osprimeiros
estudosjunto
de seutio,
0 ? .?edro ?ereira Fernandes de
Mesquita,
Doutor em CânonesVeio para
Portugal
parafrequentar
a Universidade deCoimbra,
matriculando-se na Faculdade de Filosofia em
29
de Cutubro de1792
e nade
Matemática
em 14 de Junho de1793
(
curso de1792)
2.
A18
de Outubro de
1793
foi admitido no l5 ano da Faculdade de Direito,f
indo 0 cuallhe foi atribuído um
prémio
de mérito académico ■> . Frestou exame para1. Cfr.
KSCSiTASDOURADC,
op.cit.,
Tomo1«,
p.32,
nota28.
2.
Cfr.
FRANCISCOMCRAI3,
"Estudantes da Universidaie ie Coimbra :Tasci-dos no Brasil" inBrasília,
suplemento
ao volumeIV,
Coimbra,?acul_
dade de Letras - Institutc de SstudosBrasileiros, 1949,
P.355. :,-£
cenas Dourado aponta a data de 29 de Cutubro de1792
como sendo a da matrícula na Faculdade deî'atemática,
adiantando cue a sua en -trada em Filosofia se teria dado"....
no mesmo mês....".
Cfr.
KE C3ĨTA3DOURADO,
op.cit.,
Tomol2,
p.33.
0 mesmo autor refere 0 seu bacharelato em Filosofia em1796
(Cfr.
Idem,
p.34)
, e 0 contacto com Félix de AveiarBrctero,
na cadeira de Botânica(Cfr.
Idem,
p.45
e TEOFILO3RA3A,
Historia da Universidade de Coimbra nas suas Relacoes ccm a Ir.strucao Rública?orrur*uesa,
TcmoIII,
17'CO
al6C0,
Lisboa,
Tyro.trfiphia
da Academia Real dasSciencias,
I898,
p.720).
lembraoseu
condiscípulo
naUniversidade,ao
citar um passo doC.3.
elogioso
para os membros da Comissâo para o exame dosforais,nomea
da nasequência
da CartaRégia
de7
deMargo
de1810.
(Cfr.
FRAN-CI3C0 MANU3L TRI00S0 DS ARASAOMORATO,
Memánas ....(1777
a1826),
revi3tas e coordenadas por Ernesto deCampos
deAndraie,
Coimera ,Imprensa
daUniversidade, 1933,
?. 6 y. Aapetência
deHipôiitc
pe_
las ideias veiculadaspelos
expcentes
do mcderno pensamentofiios_6
fico e científico seria testemunhadapela
iiscordância de um dos membrcs dojúri,
relativamer.te a classificagac
de Muito 3om , que lhe foi atribuíia na rubrica "merecimentc literário" dc Sxame de CondutaMcral,
posterior
aformatura,
"Ssse vctcmarcaria,
entao,
asdiferengas
deconvicgoes
dcutrinárias er.trediscípulo
e mestre.Hipélito
nessaépoca
..e embebera da dcutrir.a deCondillac,que
cc_
megara a estudar nosprimôriios
do curso académico ....Ora,
Con-dillac,
na Universidade deCcimbra,
ao tempo deD.
MariaI,
não fa ziafigura
de bomguia
doutrinário e assim teremcs aexplicagão
dasrestrigoes
que o dcutcr coimbrão fazia dos dotes mcrais eiiterá-rios de
Hipôlito".
(M3C3NA3
DOURADO,
op. cit. , Tcmo1Q,
p.38).
0 contacto do redactor dcC.B.
cem o pensair.ento de Condillac e re-ferido numpanfleto
polémico
contraaquele periôdico.
"....poÍ3me
lembro de ouvir no ano de1794
emCoimbra,
que ele buscava certo sujeito
para que Iheexpiicasse alguns lugares
de Condillac que não entendia! .... Sdepois,
com uma ccnsideradapresungão,
intentavainculcar-se pcr mestre de quem 0 ensinava
...."
(Provas
ia Falsida de eIr.'ustiga
ccm qu? 0 Sditcr do Cerreio Brasilier.se Intentou 3e sacreditar Antonio deAraujo
de Azevedo eAlgumas
Refiexoes a cer-ca desse Jorr.al Cfferecidas aos seusLeitcres,
Lisbca,
1810,
r.a:7o_
va Officina de JoacRcdrigues
Neves,
pp.1^-16).
"A transformacãcdos estudos filosôficos raanifestava-se
pela
admissac de doutrinas deCondillac,
sendo a Arte de Fensar traduzida em1794
por JoséLi_
10
bacharel a 10 de Junho de
1797,
concluindo a formatura em Direito em5
de Julho de
1798
Sscassos três meses
apôs
a suagraduagac
emCoicbra,
Hipcii-to foi incumbido
pelo
Ministro da Marinha eXegôcios
Uitramarincs,
D.
Rodrigo
de Sousa Ccutinho de uma missao nos Sstados Ur.idos com oobjecti-vo de estudar a cultura do
tabaco,
a do linho cânhamo e as árvcres euĩ-tivadaspelos
americanos . A missao tinha ainda umacompcnente
secretat a
obtengão
do insecto eplanta
daccchinilha,
criadospelos
espa-., . - + ~ 1
nhois nc Mexico sob estnta
prcibigao
ieexpcrtagao
- .De regresso a Lisboa fci ncmeado director
literário
da Juntadalmpressâc Régia
. Aoservigo
destainstituigac
deslccou-se aLon-ires e, nc re.rresso, em fins de Julho de
lSC2,
fci presopeio
correge-dor io crime sob a
acusagão
depedreiro-livre.
Conseguiu
evacir-se uoscárceres da
Inquisigão,
provavelmente
emAgostc
de1805,
numafuga
rccaji
bolesca
cujos
pormenores cmite na obra que dediccu ao sucedidc J, «_cse
1.
0 Júri para 0 Acto de formatura foipresidido
por Bernardo Carneirc Vieira da 3ilva(por
iapso,
Mecer.as Dcurado chama-lheSousa),
sen-doarguente
Jcsé Carlos Barccsa de Souaa(Cfr.
M3C3NASDCLRADC,or.
cit.,Tomo
l5,
?.33).
2.
Cfr.
"Memoria sobre aviagem
aos 3stadcs Unidos pcrHippclvtc
Jcsé ia Costa Pereira"/~1801
1
in Revista do Instituto Histcrico e Oecerápcico
Brasileirc, Tomô 31,
1858,
p.352.
3. Cfr.
Idem,
p?.362-363.
4.
Cfr.
Gazeta deLisboa,
30 de Janeiro de1802,
/ p.4_7.
c# Narrativa da
rerseguigão
deHippolyto
Joseph
da Costa Pereira Furta-do deMer.donga
r.atura. da Colcnia do Sacramento no Ric daPrata,?re
so e Processado em Lisboapelo
Pretenso Crime deFra-Magon
ou?e-dreiro-Livre,
Londres, ISII.
Camilo Castelo Eranco poe em desta-que o ccntraste entre aapcicgia
daInquisigão
noprefácio
â Histc rii de Portu.valComposta
emInglez
por huma Sociedade deLiteratcs,
que atribui a
Hipolito,
e aNarrativa,
para concluir que"....
i,pois,
benemérito deepítetos
que a decênciaveda,
umsujeito
que faz aapologia
daInquisigão
dois anosdepois
que Ihefugiu
âs garras; e, transcorridos outros dois anos, desmente com o seu
teste-munho
pessoal
oprimeiro
depoimento".
(CAKILO
CA3T3L05RAJ:C0,Fre_
fácio a AMTCĩriO DE
CASTRC,
Os Ratcs daInquisigão, Porto,
Srnesto ChardronSditor,
1883,
p.89).
Camilo labcra em erro e comete ucainjustiga.
îlarealidade,
0 redactor doC. B.
foiresponsável
p_e
laedigao
de Londres de1809
da Historia dePcrtugai,
nela trans-crevendo o "Prefácio doTradutor",
quejá surgira
naedigao
deLi£
boa de1802
e seria retomado nas de1819
e1828.
0prefácio
dae-digao
de1809,
pelo
contrário nao voi tou a sair âiuz.
Nele jus-tificavaHipolito
da Costa o critério quepresidiu
âreformulagão
dasecgão
XI do TomoIII,
"Histôria do Reinadc da Rainha D. MariaI",
de que se encarregcuj "Haviamjá
tentadc istc naedigãc
deLi£
boa de1802,
mas euJulguei
que deviaseguir
outravereda,e
tccar muitos factos quenaquele ccmpêndio
seomitiram,
dando a outros uma formaalgum
tanto diferente do que ali seacha.
0públice
de_
cidirá
qual
destesepítomes
seaproxima
mais ao verdadeirc e aoimparciai;
os mesmcs factos focam diferentemente diferentespes-soas, e cada urc os refere
segundo
aimpressãc
que Ihe fazem" (HI-PPOLYTC J033 DACC3TA,
Historia dePortugal
Ccmposta
em ĩr.rlez cer uma Sociedade de Litteratos,
Trasladada emVulgar
com as Noĩas oaSdicão Franeeza e do Tradutor
Portuguez,
Antor.io de Moraes da Sil va; e Continuada até aos NossosTempos,
Londres,
Cficina 09?.
Win grave e.a.,I8C9,
TomoI,
p.VII).
Na referida secgacpcde
lor--se, apropôsito
da "Viradeira"t "Cs sucessoresporém
doMarquês,
que eram tcdos dafacgão
oposta,
e a cuja frente se aehava ei reiD.
PedroIII,
cuidaram mais em expor os vícios doMarquês
do que em imitar as suasvirtudes,
e continuar osplancs
que ele ccmega-ra ...."
(Idem,
p.218).
3 sobre ainstituigac
da Junta doesta-dc actual e melhoramento das ordens
religicsas,
em17^9:
"Masco-mo
aqui
não se trata de fazer oelogio
desta soberara(o
que será obra de mais elevadapena)
, mas 3im de referir a histéria fiel dos acontecimentos de seusreinados,
pede a verdade hi3tôric_. que sediga
que este estabelecimentc nãoproduziu
os benefícios cue se12
Liberato Freire de
Carvaiho,
que oauxiiiou,
apresenta uma versao dosacontecimentos que tem sido
aceite,
â falta de outro testemunhoSxiiado em
Londres,
ceneficiou das boasrelagoes
que manti -o nha com oduque
deSussex,
Augusto
Frederico,
filho do reiJorge
III ,para assegurar a
sobrevivência,
iandoligoes particulares
ielínguas
estrangeiras,
e paraprosseguir
a sua actividade literária epolítica
J . Ficou a dever-lheiguaimente
aprctecgao
contra as tentativas daLegacãc
portuguesa
para o fazerexpulsar
deInglaterra,
sobretudo durante a permanência do Smbaixador
D.
Dcmingos
de SousaCcutinho,
futuro Conde deFunchal 4 .
/
de
aás
teclogiast
e, o que pierfci,
tiveram pcrpresidente
aD.
José
Maria deMello,
Bispo
titular doAigarve
e Incuisid.crgeral
que,unindc c
espíritc
sanguinário
daInquisigãc
âsuperstigãc
eigno-rância que Ihe eram
naturais,
se faziaincapacíssimo
de promever asbeneficas e
religiosas
vistas de3.M.
. 3 sealgum
escritcr quees_
creveu em
Portugal
disse c ecntrário do queaqui
se assevera, lem-bre-se oleitor,
para comparar asautoricaies,
que nenhum livro sepcde imprimir naquele
reino semlicer.ga
daquelas
pesscas que a histária tem
obrigagãc
de censurar"(liem,
p.233).
Peics excertosapresenrados
toma-se fácil comcreender a razão pcr que asedigces
ul teriormente
pubiicadas
em Lisbca retomaram naínĩegra
aprimeira
e omitiram a
colaboragâo
deHipolito
daCesta.
. J033 LI33RAT0 FR3IR3 33
CARVALHC,
Memôrias da Vida deJ.L.F.
deC.
,Lisboa,
1855,
??.42-45.
. Sstabelecidas
aquando
da__diligências
efectuacas porHipôlito
ac servigo
da?:agonaria
durante a suaprimeira
estadia emLondres,
se.r.indo
RI22INI,
op. cit. , p.17;
ou r.os meiosmacônicos
deLisboa,
on-de residia opr»ncipe
desdel8C'I,
de acordc com M3C3NA3 DCURA.DO,or:.cit. , Tomo
ĨQ,
p.108.
3. Cfr.Idem,
p.112.
Hipolito
da Costadesempenhou importantes
fungoes
naMagona-ria,
erepetidamente
saiu âliga
em defesa da ordem naspáginas
doC.5.
. Teria sido iniciado emFiladélfia,
naLoja Washington
nQ59,
em 12 deMargo
de1799
* . A suaprisac
em Lisboa terá ficado a dever-seacs ne
gécios
magônicos
que tratara durante apermanência
era Londres em1802*
o acordo para a
filiagão
dasLojas
pcrtuguesas "Amor e Razão","Virtude",
p
"Concôrdia" e "União" å Grar.de
Lcja
de Lcndres . Durante a suaresi-dência em
Inglaterra
foi sucessivamenteSecretário
para os assuntoses-trangeiros
do "Freemason' s Hail" e "Grão Mestre Provincial da Provínciade
Rutland",
em1813
J .?orém,
MecenasDourado,
baseando-se numa afirmagao do
prôprio
C.B.
, nega queHipôlito
tivessedesempenhado
o cargcde
grão-mestre,
pelc
raenosaté
Fevereirc del8l;.
Atricui-lhe,
emccr.-trapartida,
o títuio de "First C-randSxpert"
e c Grau33,
ccnferide em1819.
Dirigiu
ainda umaLoja
composta de portugueses ebrasileiros,
a. • • / .
e José Liberato Freire de
Carvalho,
acusaram-no de se ternaturali_
zado cidadaobritânico.
Mecenas Dourado defende que Ihe :oi cor.ce dido adignidade
de"der.izen", figura
jurídica
oriunda dos tempos dofeudalismo,
que colocava 0indivíduo
directamente sob aprotec-gão
dorei,
uma vez feito umjuramento pessoal
ie fidelidade\,Cfr.
DCURADC,
co.eit.,
Tomo1«,
pp. 241 esegs.).
Rizzmi,
pcr seu lado,
rejeita
qualquer
dasalegagces
por falta de evidênciadecumen-tal,
e acolhe como verdadeira aJustificagão
ofereeidapelo
pré
-prio
Hipélito
para aobtengão
dos iireitos de cidadãoinglês:
ad-quirira
aequivalência
a.nar.uralizagao
através da ccmpra de acgoes do Banco da Sscocia(Cfr. RISZINĨ,
cp.cit.,
p.3?).
1. Cfr.
DCURADO,
op.cit.,
Tcme1%
p.77.
2. Manuel Cicero
Peregrino
iaSilva,
citando R. FR33H3GCULD,
The Histo-ry ofFreemasonrv,
Filadélfia,
1898,
aiirrna queHipdlito
chegcu
a ascinar um tratado(Cfr.
MAIiUSLC.P.
DA3ĨLVA,
op.cit.,
p.788)
. Tal assmatura 3negada
?or Rizzini(Cfr.
RIZ2INI,
op.cit.,
?.7).
Loja
Lusitana nQ184,
cujos
regulamentos
Inocêncio Ihe atribuiDa actividade
política
dopublicista
em Londres sobressait£
do o trabalho
doutrinário
realizado em torno doC.3.
. 0jornal
distinguiu-se
pela campanha
a favor da reforma iasinstituigoes políticas
damonarquia
lusíada epela
luta emprol
daemancipagãc
do Brasil.Parale-lamente desenvolveu uma actividade literária denotando interesses varia
- 2
dos,
desde ahistária
âpoesia,
inciuindo uma incursâopelo
dramaApos
aproclamagao
daindependência
do Brasil foi nomeado suce33ivamente
encarregado
denegocios
interino,
cônsul-geral
em Londres(a
20 de Setembro de1823),
e conselheiro honorário daLegagão
doImpé-rio do Drasil
junto
do embaixador CaldeiraBrant,
a 22 do mesmomês.
Nãodesempenharia,
contudo,
osúltimos
cargos: morrera a 11 de Setembro de1823.
Foisepultado
emHurley, Berkshire, Inglaterra,
tendo-lhe 0du-que de -Sussex dedicado 0
seguinte epitáfic:
" a love cfconstitu-tional
liberty
founded in obediance to whole some laws and in thsprin-ciples
of mutual benevolence andgood
wiil".
0 seu ncme consta dapri-meira lista de
agraciados
ccm 0 grau de Oficial da CrdemImperial
do Cru1. Cfr.
IN0C3NCI0F.
DA3ILVA,
op.cit.,
vol.X,
p.34.
Veja-se
também GS0RG333CISVSRT,"La
PressePéricdique
Portugaise
deLondres.
No-tes sur les circcnstances de scnapparition
et de scndévelcppement'
in
Sillages,
n-4, Département
des StuiesPcrtugaises
et Brésilieit nes deL'Université
dePoitiers,
1974,
?P.69-88.
2.
Rizzini atribui aHipôlito
da Costa uma pega em umacto,
Amor d' Ss-tranja,
de1811,
dramajoco-sério
de fundo morai criticando os sentimentos
"aespertados
nocoragão
das senhoras portuguesaspeios
0-ficiais
britânicos".
Desta"extravagante
incursao deHipôĩito
noterreno da
ficgão"
recenseia umexemplar
apografo
adquirido
por?I_i
nioSalgado
na Feira da Ladra ec Lisbca(Cfr.
RĨZZINI,
op.cit.,p.
45).
Devemos 0 eonhecimente da pega e apossibilidade
da suatrans_
crigâo
neste trabalho(Apêndice III)
âgentileza
doPrcf.
DcutorJo_
sé Ssteves Pereira cuepôs
a. ncssadispcsigão
umafctccôpia
dozeiro,
instituíla
a 1 de Dezerabro de1822
porD.
Pedro I do Brasil2. 0 Correio Braziliense
0
C.
B.
ou ArmazémLiterário
publicou-se
mensalmente sem interrupgão
de Junho de1808
a Dezembro de1822,
num total de175
númercscoligidos
em29
voiumessemestrais.
Foi sucessivamenteimpresso
por"í#
Lewis em Paternoster Row
(até
Dezembro del8ll)
e em3t,
Joun'sSquare,
Clerkenwell
(de
Janeiro de1812
a Dezerabro ie1816);
e porL.
Thompson
na Oficina do Correio Braziliense em Great
3t.
Helens,
Bishcpsgate
Street,
a
partir
de Janeiro de1817.
Trazia emepígrafe
cs versos de Ca.__c.es •"Na quarta
parte
nova os camposara/
3 se mais mundo hcuvera láchegara"
(
Lusíadas,
CantoVII,
est.14).
A
declaragão
deprincípios,
feita na"Introdugão"
ao número1,
elucida sobre osobjectivos
que o redactor sepropunha atingir
ccm afundagao
doprimeiro periodico
dadc â luz livre da censura quecoarcta-va as obras
impressas
no reinot"0
primeiro
dever do homem em sociedade é ser utilaos membrcs
dela,
e cada umieve,
se:gundo
as suasforgas
físicas cumorais,
administrar em benefício da mesma os conhecimento3 ou talentos que anature_
za, a
arte,
cu aeducagão
lheprestou.
0 indivíduoque
abrange
o bemgeral
de uraa scciedade vem a sero membro mais distinto dela: as luzes que ele espa
lha tiram das
trevas,
ou dailusão,
aqueles
que aignorância
precipitou
no labirinto daapatia,da
i-népcia
e do engano.Kinguém
maisútil,
poisydo
queaquele
que se destina a mostrar comevidência
osacontecimentos do
presente,
e desenvolver assom-bras do
futuro.
Tal tem sido o trabalho dosreda£
tores das folhas
públicas
quando estes,
munidos deuma
crítica
sã e de uma censuraadequada,
apresen-tam os factos do
momento,
as reflexoes sobre opas_
sado e as soliias
oonjecturas
sobre o futuro ....Levado destes sentiment03 de
patrioti3mo,
e dese-jando
aclarar os meuscompatriotas
sobre os factospolíticos,
civis e literários daEuropa,
empreendi
esteprojecto,
oqual
espero merega ageral
aceitagão
daqueles
a quem odedico.
Longe
de imitarsô
oprimeiro despertador
daopinião pública
nos factosque excitam a curiosidade dos pcvos, quero , além
disso,
tragar
as melhorias dasCiências,
das Artese, numa
palavTa,
de tudoaquilo
quepode
ser útil a sociedade emgeral.
Feliz eu 3e posso transmi-tir a uma
nagão longínqua
esossegada,
nalíngua
que lhe é mais natural e
conhecida,
os acontecimentos desta parte do mundo que a confusa
ambigâo
doshomens vai ievando ao estado de mais
perfeita
bar-baridade. 0 meu único
desejo
será
de acertar nageral opinião
detodos,
e para o que dedico a estaempresa todas as minhas
forgas,na persuasão
de quea que eu me
propus"
A estrutura do
jornal
incluía
as rubricas"Política",cnde
sepublicavam diplomas
oficiais;
"Comércio
eArtes",
abordando assuntos de âmbitoeconômico;
"Literatura eCiências",
em quesurgiam
comentárics
erecensoes a ocras
publicadas
sobretudc emInglaterra
ePortugal
e 3e uavam notícias de campos tão diversos comc a filoscfia e a
medicina;
"Mi_s
celânea",
onde o redactor sepronunciava
directamente scbre a actualidade
política
nacionai e internacionai , e cnde inseria os coletina militares nos
períodos
de guerra(eampanhas napole6r.ica3,independência
dasc£
léniasespanholas
daAmérica,
intervengao
pcrtuguesa
na "banda orientai"do Ric da
Prata)
; e a"Ccrrespondência"
, cuedivulgava
cartas sobre va-2 riadosassuntos,
quase sempre ancnimas ou assinadas com pseuccnimcUm crgac que se
prcpur.ha
intervir em questcespubli
cas até entac ciosamente reservadas ac manccrismo e â
intriga
ia eorte e das__ega_
■^oesdiplomátieas,
viria fataimente a concitar a hcstilidade daspcderc_
sas ener.^ias ie todos
aqueles
cuja
ir.fiuêr.cia e margem de manobra se viam reduziias celoprôprio
facto ia suaaparigâc.
As tentativas de cor.trolo pcr parte do en.baixadcr
D.Domingcs
de Sousa Ccutinho sucederam-se, eomeoar.do
pelo
f crneci_r.er.tc de"fugas
deinformagac"
ter.dentes a enalteeer afacgac
ehefiadapelc
seuirmãc,
o conde de
Linhares,
e aprejudicar
aimagem
de memcrcs dafacgac
rival ~.1.
C.3.
,I,
n*1,
pp.1-4.
2. Muitas das
quais
atribuíveis aoprôpric redactor,
que assimpcdia
u-sar"....
de maior iiberdade delinguagem"
(M.
DCURADC,
er. cit. ,Tcmc
1«,
p.142).
Mas a
aproximagão
mais ou menos informal revelar-se-iamsuficiente,
eD.
Domingos
recorreu â tentativa desuborno,
que ficaria a coberto deum acordo para a
aquisigão
dequinhentas
assinaturas dcjornal
".
Hi-pôlito
parece ter-seprestado
ac"namoro",
e durante um curtcperíodo
o.../.
de Araú~'o de Azevedo durante o processc que culminou com a invasão de Junot
(veja-se
C.3.
I,
n«6,
:^.518-520;
III,
n«16,
pp.342--343; IV,
n«20,
pp.119-124;
Idem,
n*21,
pp.211-215; liem,
n*22,
pp.312-314;
ĩdem,
n323,
??.432-434).
Aconvergência
entre asp£
sigoes
deC.3.
e os interesses da faccâb Sousa Ccutinho foi de-nunciada nosopúscuios
anénimos
Prcvas da Falsidade eĩnjustiga
cem que o Sditor do Correio Brasiliense Ir.tentcu Desacreditar Antcmo deAraújo
de Azevedo e Alsumas Ref le.eces a eerca desoe Jornaĩ Cffe recido aos seusLeitores,
Lisboa,
Nova Officina de JcaoRodrigues
Neves.
1810 eAoologia
da Conducta deJozé
Anselmo Cerrea contra____ £ — ■
;=
as
Assergoes
mentirczas de Correio3razilier.se,
s._-., s.e. P—3îi
mivelmente
Londres,
1809,
com base em dades forneeidospelo
conteii do7.
^este último o lorreio éapresentado
como"....
jcrnal
ec-iprado
porD* D*
/
obviamente DomDomingcs
/ parapreencher
ae vis-tas que nutre c seuPretector, segur.do
0objecto
a que ele o querii_
ri~ir. S.sta obracericdica,
suJeitando-se
avenalidade,
vem a ser umaperpétua
sátira contra esfiéis
vassalos de3.A..R.
que sacavejs
sos aopartido
deD*
D*;
ela se censtitui 0 iesoirc das ideiae que eledeseja espalhar
para vitimar a honra e a reputacao das pessoas que são contrários/
sic7
aos seusplanos
i-edespctismo
. . . ."(Acc
lcgia
iaCor.jucta,
p.3).
Do mesmo auter daApclcgia
(prevavelmen
te 0prorrio
José Anselmo CorreiaHenriqces,
que em Lcndresfund.a-ria,
durante operícde
ecr.stitucional, o ccntra-revoiueicnário Zur rague Pclítieo das CcrtesNovas'.
é 0panfleto
Argus Luzit3.ne,ou
Car tasAnalíticas,
sobre 0 mereeimento de Jorr.a: intitulaio Correi<Braeilense,
Londres,
Cfficina deCox,
Sou kBavlis,
/~1810
/,
quo nos versos da suaeeígrafe
satirizava a deproprio
Correio : " 0 Jornal 3razilier.se a vezsoltando,
/
Ccm mentircsa fama 0 ciarim soa;/
Mil invectivas faisasassoprando
/ Ac ncvo mundo \relozmente voat/
sua doutrinapérfida
e__palhar.dc,
/
Ccmpestífero
bafc o ven to atroa;/
îĩa ouarta oarte r.cva os campos ara,/
S se maio mur.de houvera láchegara"
.Braziliense moderou a3 suas críticas e veîcuiou notícias e
opinioes
favoráveis
ao governo.Todavia,
verificando que oobjectivc
danegocia
gao em curso visava
transformá-ĩo
num meroorgão
dopoder,
considerou oprego demasiado caro e voltou as
críticas
com redobradacontur.dência.
0seu alvo
preferencial
tornou-se o cla dos Sousas(D.
Rodrigo
de SousaCoutinho,
conde deLinhares,
Ministro dosNegôcios
Estrangeiros
e da Ouerra no Rio de
Janeiro;
oPrincipal
Sousa,
membro do Governo daRegência
em
Lisboa;
eD,
Domingos
Antônio de SousaCoutinho,
embaixadcr emLcn-dres)
- o"partido
Roevídico"As acusagoes de venalidade ao
jornalista
recrudesceramcuan-do,
no culminar dumaprolongada
polémica,
oInvestigador Pcrtuguez
fciforgado
a encerrar por Ihe ter sido retirado oapoio
f inanceiro da em -baixadaportuguesa
em Lcndres . C redactorprincipai
doInvestigadcr,
I.
Aruptura
definitiva anuncia-se em Junho del8ĩ0
nopráprio
número em quepublica
umadeciaragão
"desfazendocompletamente
te.ios os raciocínios" que em números anteriores fizera contra Antcnio de Araújo
de Azevedo(Cfr.
C.3., IV,
n325,
pr.667-669).
Anos mais tarde seria o
prôprio
Braziliense a revelarparcialmente
os suces-sos de1809-10,
acusando semrebugo
0 entaojá
conde de Funchal de terprocurado
manipulá-lo
eintrigá-lo
com 0 futuro cende daBarca,
utiiizando comointermediários
aqueles
que viriam a ser osfundadc_
res do
ĩnvestigador Portuguez
emInglaterra,
(Cfr.
ĩdem,
XIV,
nQc2,
?.
393; Idem,
XVI,
n*93,
?.191;
eIdem, XVII,
n=101,
PP.474-476).
2.
0Investigador Portu^uez
emInglaterra,
ou Jorr.a! LiterárioPclítico,
etc., Lcndres,
H, Brr^-ner
Imrresser, i8ll-l8l9.
0 seuaparecimento
forapatrocinado
porD.
Dcmingos
de Sousa Coutinho com 0objectivc
de veicular asposigoes
governamentais
contra oC.5.
, mas araren tandc uma certaindependência
eimparcial
idade.
Co seus fundadores foram os médicos Bemardo Jcsé de Abrar.tes e Castrc e Vicente ?e -dro Nolasco da Cur.ha. Ccm a saída doprimeirc,
em1814,
entrou pa.20
então José Liberato Freire de
Carvalho,
acuscu o Correio depretender
"....
1. Malquistar
oInvestigador
com el rei e seus ministros no Riode Janeiro: 2.
Assassiná-lo
e ficar-lhe com osdesccjos!
" . 0sdesp£
jos
sublinhados seriam os subsídios resultantes daprctecgao
governamental.
A
reaproximagão
entre oC.B.
e a corte do Brasil - ou
pe-lo menos a
facgão
opcsta
aos Sousas - teve ecmcintermediários
o médicoHeliodoro Jacinto de
Araújo
Carneiro,
amigo
ieHipclitc,
correspondente
do Correio , e que gozava de certa ir.timidade
Junto
deD.
JoãoVI;
e oIntendente da Polícia de Rio de
Janeirc,
Paulo FernandesViana.
A ex-trema
orecaugão
de tcdas as referências feitas ao scoerano nas pagmasdc
jornal
e o cuidado emdistinguir
o resceitc devido ao monarca iasori^
ticas aos que gcvernavam em seu r.cme, faeilitou o processc
corciliatô-rio. Constitui indício desse faeto a
mcdificagão
daopiniao
dcperiédl
co reiativamente a Viana que, de instramento io
"partido
francês" ",se
torncu no
principal
responsável
ceias refcrmas e melhoramentos ncBra-3il
C
1.
Ir.vestigador
?crtu--_.ez emInglaterra,
ou JornalLiterárie,
Pelíti-co, etc.,vol.
XXII,
n«37,
Setembro ieI3l8,
p.353.
" basta rá lemcrar os motivcs perquepreibiram
acircuĩagão
ie dois núme-ros io
ĩnvestigador Portuguez,
apesar de air.da nesse tempo ser acue lejornal protegido
por a corte do Rio ieJaneiro,
que deie também afinal estultacente sevir.gou
porinsinuagces
io mesmo governo deLisboa,
por osdesejos
daLegagac
deLondres,
e por aspatriôticas
denúncias dcpatrioticc
e mui verdadeiro Correio Braziliense ....(
0 CampeaoPortu/ruez
ou oAmigo
dc Rei e ioPovo.
JornalPclítico,
Publieado tcdes os Quinze Dias para
Advegar
a Cau.ea e Ir.teressea iePortugal,
vol.
IV,
n°33,
16 deM.argo
de18-21,
p.17).
2.
Cfr.
C.3.,
III,
n«16,
?p.339-343.
3.
"....
Remisso é o Intendente da Poĩícia do Rio de Jar.eirc emprisoes
e cutros actos depciícia
maniquence;
por isso ĩhe têm má vontade21
A insistente
argumentagão
a favor dapermanência
da facíliareal no
Brasil,
se estava em consonância ccm aspretensces
autonomistasdo Correic para
aquele territorio,
fci tambémencorajada
apartir
doRio de
Janeiro,
comc o prova acorrespondência
de Heliodoro Cameiro M .A
divulgagão
do rumor de que ojornal
recebia umapensão
dacorte,
espalhado
entre outros por Palcela(que
substituiraD.
Dominrcs,
entacjá
oonde deFunchal,
na embaixada ecLcndres,
apés
uma sucessaode
peripécias
quaseanedéticas,
relatadaspelo
3razilier.se)
",foi am
piiada pelos
detractcres ioC.3.
, fazendo-operder
algum
do mui tcpre£
. . ./ •
constituem a verdadeira
polícia
dequalquer
país,e
terá sempre por si os vctos de seusccmpatriotas
e aaprovagãc
de seu sc'cerar.o . . .,"
(Idem,
XX,
n*116,
p.98.
Veja-se
tambémIdem,
X,
n°61,
pp.835--837; XI,
n«62,
pp.169-171; HII,
n«74,
??.9^-?6;
XX,
r.«117,
PP.223-224).
1.
"Amigo
eSr.
Costa: Assim que receber estaveja
se arranja umartigc
em quefaga
ver acspcrturjueses
a neceseidade da demora air.da deel rei no
Brasil,
bem a seu eesar, e em quediga,
oomc pcr ir.forma.gão
que teve do Ric deJaneirc,
que elrei,
desejando
ccntentar de todo c modc uma nagao que Ihe é por tcdos os motivco cara, tem ie-termirado fazer chamardeputagoes
de todcs cstrihur.ais,
dajunta
dos trêsestados,
e da casa dos vinte equatrc,
a fim de searran-Jar
umplar.o
para a melhcrexpedigãc
dosnegccios
e interesses dePcrtugal;
e para que se pcssa na sua ausência ter tcda a comcdida-de na execuc.ão dasleis.
Snfim dê a eniende.r se Ihes quer prepa-^5
. evitar/.
rar uma marcha
regular
e constitucional para se/irem por qua_.quercoÍ3a ao
Brasil.
3u falei nisto a el rei e Ihepedi
iicenga
para lho mandar assim dizer"(HSLICDCRC
JACVNTO D'ARAUJOCARN3IRC,
Car-tas Diri-i.das aS.M.
Sl-RevD.
Jcão VI desdeiSl?
A cerea dcSsta-do de Pcrtu-ral e Brazil e outros rr.ais Doeumentos
Secritcs,
Lcndres,
na Imrreeão
/
sic/
de Mess. Ccx eBaylis,
/
1821
/,
p.71).
tígio
que gozava comopioneiro
da lutapelas
ideias liberais . 0 me-ihor testemunho da sua coerênciaé,
contudo,
oferecidopela
obstinada.../.
Arquivos
do Centro CulturalPortuguês,
vol.
III,
?aris,?undagão
Ca lousteGulbenkian, 1971,
PP.480
e489.
1.
Foi 0 que sucedeu com 0orgão
dosinsurgentes
venezuelanos nosarti_
gos em quereagiu
âcor.denagao
da revoltapernambucana
de1817
pe-lo Correio :
"....
Si no tuviésemos â la vista elperiôdico
impre_
so en
Londres,
no 3eriamos capaces de creer que el escritor incur-riese ensemejantes
extravios éinconseqúencias.
Desde quecomen-z6
nuestra revolucion contra eldespotismo
religioso
ypciítico
de laSspana
tuviraos I03 revolucionarios suficiente motivo para noe_s
perar do Correo Brazilense tal como la que indicamos. Desde enton ces leapreciamos
por sus ideasliberales,
bienpronunciadas
en los números _jueIlegaban
â nuestras manos sobre laregeneracion
poiiti
ca ie este hemisferio .... Nos abstendreraos deinvestigar
qual
haya
sido la causa que induxo ai Sditor â contradecirse en susprinci
-pios,
vulnerando la altadignidad
delhombre,
hollando sus dere -chosimprescriptibles,
y echando sobre 3us escritos un borron casiindeleble.
Nopoderaos
creer que hubiesen tenido influxo en esta mancha losrespetos
del Conde dePalmellas,
ni el deseo de que el Monarca del Brazil alzase laprohibicicn
impuesta
â superiôdico
de ser introducído y leido emPortugal"
(Correo
DelOrmoco,
Repro_
duccicnFac3imilar, Caracas,
Corporacion
Venezolana deGuayana,196c,
n318,
13 de ?eve_rlro del8l8,
p.l).
Dc mesmo modc fci censurado por liberaisportugueses
em Lisbca e emLondres,
além dojá menci£
nado José Liberato:"....
se de há tempos a esta parte/
oC.3.
^/
tão mudado se mostra em seusdiscursos,
ainda assim não posso ccn-vencer-me de que totalmente se lhe apagasse a luz dos liberais eingénuos
sentimentos que r.outro temco eram seuguia"
(C
Pcrtuguez
Constitucional,
voi.I,
n28,
30
de Setembrc de1820).
3 saborosa a crítica iror.ica do ?adreAmaro,
que lhe cr.ama "0 Adão dos periô-dicosportug'ueses":
"....
Saber, talento, actividade,
tudo se acha reunido e:n grau eminente na pessoa do redaotor ioC.3.
.Ajuntai
atodas estas
perfeigôes
a gragasuperabundante
de umalonga
série aesofrimentos,
in^ustigas
eperseguigoes,
que neces^ariacente c de-vem tornarhumano,
j-isto e defensor dosoprimidos.
Assim,
quando
os seus folhetos apareceram nos Sstadcs?crtug-__eses
foram vistosagouro para os que abusavam do
poder
para osoprimir.
Ha sido oC.3.
quemlangara
osprimeiros
alicerces iaRestauragão
Portuguesa,
e quemfoi,
por assimdizer,
a causa remota do que agora está suce dendo emPortugal.
Dizemos causa remcta pcrque, tendo ele dadc cpriraeiro
impulso,
outros oseguiram, quar.dc
elearrependido
de c terdado,
oquis suspender
ouretariar.
Igr.oramos
se noParaíso
Periodical onde nem tudo são flores efrutcs,
antes há muitosespi_
nhos eabrolhos,
fcra tambémreproduzida
a árvore da Ciência do Bem e do Mal , e se o novo Adão foi seduzidopela
Serpente,
ou se eetafcra seduzida por
ele;
mas o certo é que, nacpiniâo
demuitos,ele
perdeu
a gragaprimitiva.
Adao! Adac ! Ubis es? - 3mLonires,
capi_
tal de um reinc livre epoderoso,
onde eada um gcza dap-lena
liee^r
dade de esorever o que quer e o que Ihe faz mais centa. 3m virtu-de virtu-desta liberdavirtu-de escrevi a bem de todo o mundoenquanto
assim foimeu gosto, e ec virtude da mesma escrevi contra todes os eue uan -tes tinha escrito
erô.
Snquanto
me lembrei dos raeus sofrimentcs escrevi em favor dcsopricidos; porém iogc
que r..eesqueci
de meusmales
passados,
entrei na classe dos felizes efrequentei
nocres ,poderoscs
evalidos,
escrevi so para mim e para os meusamigos
. . . . - Maspoder-vos-ão
chamarinconsec/aente,
eontraditcrio e . . . .- Cha
me__.-me o que
quiserem;
cada um éiivre,
e eu ieixo a todes a mesmaliberdade de que gozo. Assim vai o
munio,
e oxalá que assim ode_i
xem ir por muitotempo.
Contra isto não háréciica,
ne:r. sepeie
ti_
rar outra
consequência
ser.ão que cC.3.
é um exeelenteJorr.al
lio-e ral ....r.inguém
sepersuada
que queremcs dizer
-que o
C.3.
sejapensionado
dc governo e receba dinheire de el rei para fomentar intrigas
deoposigao
a ele mesmo; pcrque não scmos tão mal avisadcs queespalhássemos
uma balela quer.inguém
aereditaria,
per issomes_
mo que todos ccnhece::: a delicadeza dc1.3.
, deiicaieza que c pce aoacrigo
de tais suseeitas....''
(0
PadreAmaro,
ou 3cvela Pclitica, Historica e
Literåria,
Tcrr.cI,
r.î9,
Cutubro1020,
pp.3I5-32ĨÍ
Sm tom mais sério Joao Bernario da Rocha Loureiro oritica o seu antigo
protectcr nc último número do Portuguez, acusando-o de se tertornado num
jornal
deoposieão
(pcr
causa ia iinhase.guida
relati-vamente å euestão
brasileira),
insinuando desta forma ura desvic ao ideário literal que ambcs haviamprosseguido
(,Cfr.
»Fcrtuguez
ou Mercurio Político Commercial eLiterario,
vol. XII , n371,
p.24
pertinácia
dos incessantes ataques que Ihe foram movidos pcr tcdos oscontra-revolucionários,
desde a suafundagão.
Mesmcquando
era acusadode pactuar com o
poder,
o inconforcismo do redactor do Correio não cessou de ser
inccmodo.
Aestratégia
dos visados naspáginas
doperiédico
desenvolveu-se em várias frentes: a manobra intiraidatoria ; as
medi-das administrativas ou
legais
para cercear a suacircuiagao
; e apu-blicagao
de obras destinadas a contradizê-lo edesacreditá-lo
,oscilan-do entre o
panfleto
insultuoso e operiodico
destinado â sistemática refutagão
dos seusartigos
" .1.
Como o processcjudicial
movidopelo
ccnde de Funchal eentraHipôli-to por libelo
(Cfr.
RIZZINI,
op.cit.
, p.__4)
, ou as aar.cbras ie Paimela ou do Secretário da Smbaixada Rafaeĩ da Cruz Guerreiro pu-ra imnedir o envio de exemolares dojorr.al
para o rrasil(
Cfr.C.
3.,XXV,
n«149,
FP.480-461
e n«ISC,
pp.556-567;
HSLIODCRCJ.A.
CARN3IRC,
"Carta a Paulo Fernandes Viana" in op.cit.,
pp.5-6-57; Cfi^
cio de Palmeĩa a
D.
Miguel
PereiraFcrjaz
ecorrespcndência
entrePalmela e Lord
Castlereagh
inG.
3CI3V3RT,
op.cit.,
^t,.490-495).
2.
Desde asprimeiras
apreensoes ordenadas em fins de1809
pelc
gcverra dor do?ará,
Jcsé Narciso deMagalhães
(Cfr.
RIZZINI,
op.eit.
, p,29)
epelo
do Rio Grande do 3ul em1810
e1811
(Cfr.
FRACTCISCO INA CIO MARC0ND3S HCMEM DSM3LL0,
"Biograrhia
dos Brasileiros Ilustrespor
Armas, Letras, Virtudes,
etc.Hyppolito
José da Ccsta Pereira"in Revista Tnmensal do Instituto
Geographico
e3tr.ograr.hico
doBrasil,
Temo35,
ParteI2,
Rio deJaneiro,
1672,
pr:.242-244);
até â Pcrtaria dos Governadores doReir.c,
de17
de Junho del8l?
que,ao ser
publicada
noC.3.
, uma opcrtunagralha
transforma em "Pcrcaria":
"Manda el rei Nossc Senhcr excitar a exacta obser/ância dasua Real Ordem de
17
de Setembrc de1811
particieada
a. Mesa doDe-sembargc
doPago
em 22 deMargo
dei8l2,
e oueprcibiu
nestes Rei-nos a entrada epublicagao
dopericdico
intitulaao Correio Braziliense, e de todos os escritcs de seu furicso e calvado autcr"
^C.B.,
XIX,
n«110,
pp.3-4).
3
?r.
JCACUIM DE SAĩĩTC1 AGC3T1NHC BRITC FRANCAGALVÃC,
Reflexces feitas25
ĩ_ao tiveram êxito na empresa. 0 Correio Braziliense sô
des-cansou
quando
deu porcumprido
o seu dever eatingido
oobjectivo
pro •posto:
oregime
constitucionalimplantado
emPortugal
e no Brasilinde-pendente,
"Este
periôdico,
destinado sempre a tratar comoo_b
jecto
primário
dosnegôcios
relativos aoBrasil,
7
Re f1exoes sobre o Correio Brasiliense Caluniosamente atacado
pelo
Redactor do mesmoCorreio,
Lisboa,
1810;
JOSEJOAQUIM
D3 ALM3IDA S ARATjJO CORSSIA DELACSRDA,
Exame dosArtigos
Historicos ePcliti-CQ3, que se Contera na
Collecgão
Periodica Intitulada Correio Brazilienae,
ou ArmazemLiterario,
no que Pertence aomente ao Reino dePortugal,
2*vol., Lisboa, Impressão
Regia, 1810.
E acintosaaente mencionado emFr.
MATEUS DAASSUTígÃO
3RA2TDÃO,
Reflexôes sobre aConspiragão
Descuberta,
eCastigada
em Lisboa no Anno de1817, Lis_
boa, Impressão Regia,
1818,
p.41.
De todos os detractores doC.B.
distinguiu-se pela
suapersistência
o truculentoPe.
JoséAgostinho
de Macedo(vide
J0S2 AGOSTINEO DSMACSDO,
Carta de Hum Pai para seuFiiho,
Sstudante na Universidade deCoimbra,
Sobre oSspírito
doInvestigador Portuguez
emĩnglaterra,
Lisboa, Impressão
Regia,l8l2,
pp.12-13;
0Sspectador
Portuguez,
Jornai de Critica e deLittera-tura,
Lisboa,
I8l6-l8l8,
de3de o fim do 1°semestre,
com osupie
-mento ao n3
26
intitulado"Hip6lito
ou o CorreioBraziiiense^
até ao fim dapublicagao;
OsBurros,
Paris,
OfficinaTypographica
deCasi_
mir,
1835,
pp.250
e278-79;
e emcolaboragão
comJOAQUIM
JOSE PE-DROLOPES,
GazetaUniversal, Lisboa,
1822,
nomeadamente o n264,
de21 de
Margo
de1822).
Sobre a3 obraspublicadas
contra oC.B.
ve-ja-se
MSCSNASDOQRADO,
op. cit. , vol.1«,
pp.295-313;
eRIZZINI,
op.cit.
, pp,40-41.
A análise dadesinformagão
contra-revolucio-náriadirigida
contra 0 Correio é feita emGRA^A
a JOSE333A3TIÃ0
26
tem há
alguns
meses sido quase exclusivamenteocu-pado
com os 3uces30Sdaquele
país,ou
com os de Portugal,
que lhe diziamrespeito;
e osacontecimen-tos últimos do Brasil fazem
desnecessário
aoreda£
tor o encarregar-se da tarefa de recolher novida
-des
estrangeiras
paraaqueie
país,
quando
aliber-dade de
imprensa
nele e aímuitasgazetas
que se publicam nas 3uas
principais
cidades escusam estetrabalho dantes tâo
necessário,
Deixará
poÍ3
oCo£
reio Brazilien3e de
imprimir-se
mensalmente,
es6
sim todas as vezes que se oferecer
matéria
sobreque
julguemos
dever dar a no3saopinião,
a bea danossa
pátria,
e houver ocasiâo oportuna de fazeras remessas que,
pela
incerteza das saídas do3pa-quetes
enavios,
inutiiizam apontualidade
da pu-blicagão
mensal de umperiôdico
cujo
escopo é uni-camente oBrasil,
e aonde naopode chegar
com regularidade" 2 .
I,
C.B. XXIX n°175,
p.623.
Mesmo levando em conta ocepticismo
evi_
denciado
perante
o rumo queseguia
o processovintista,
acontri-buigao
dojornal
para ainstauragâo
doregime
liberal éinegável.
Por outro
lado,
nao Ihepodem
se.r assacadasresponsabilidades pelo
fracasso da
experiência,
que aliásprevira aquando
daopgão
defini_
tivapela
causa damdependência
brasileira: "Osnegôcios
políti-cos dePortugal
tomaram umadirecgão
tão alheia do que eudesejava,
que desde o meado do anopassado
ccmecei a escrever aos meus3.
0 Pensamento SocialDas
posigoes
assumidaspelo periodico
épossivel
recortar opensamento
social do seu redactor. 0 Braziliense revela-se um orgaode difusao de uma
ideologia
— a que fundamenta e vindica os interessesimediatos de um grupo
social,
aburguesia
comercial,
"a classe decida-dãos mais úteis ao goverao e mais interessantes ao Sstado do Brasil nas
,/.
gos em
Lisboa,
fazendo-lhes ver os erros em que se iamprecipitan-do,
posto
que continuasse no Correio Braziliense a sustentar ea-poiar
a reforma que sempre me pareceu não sôútil,
mas necessária a existência damonarquia,
como ex-abundante provam os meusescri-tos;
maspelas
respostas querecebi,
e muito maispelos
factos,
medesenganei
poucodepois
que as medidas que censurava não eramefei_
to de erro
acidental,
mas filhas do sistema que se haviaadoptado
por um
partido
dominante,
oqual
olha para a união dePortugal
âSspanha,
ainda â custa daseparagão
do3rasil,como
única âncora dasalvagao
dosregeneradores.
Convencidodisto, preciso
foi que eumudasse de
cbjecto,
9 comecei então adirigir-me
âs coisas doBra-sil;
porqueprevendo
a cisão damonarquia,
por dever e por persua-são era que meajuntasse aquela
das duaspartes
desligadas
aonde tinhanascido,
e que mai3 imediatamente tem direito aos raeus servigos, visto que em tal caso era
impossível
ficar neutral"(Carta
deHipolito
ao Dr. Vicente José Ferreira Cardosc daCosta,
datada deLondres,
20 de Setembro de1822,
"Correspondência
relativa aos Su-cessos Dados emPortugaĩ
e no Brasil de1822-23"
in Revista Trimen sal do Instituto HistoricoGeographico
eEtnographico
doBrasil,Tc
28
circunstâncias
actuais"
. Sste grupo vinha ascendendoprogressivamen-te â voz
política,
erajá
um elemento determinante em mecanismos micrcp „«..-■
da
circulagao
dopoder
easpirava
comurgência
apartiiha
da areadas decisoes
estratégicas,
do vértice do sistema depoder
nasociedade.
A
ideologia
deemancipagão
^ que tem vindo a ser referidacoraporta
um elemento que, â luz do ulterior desenvolvimento dasocieda-de
liberai,
não seráimpertinente
considerarparadoxal.
Trata-se da ser.sibilidade â
situagão
das "ciasses inferiores" 4 e a tcnica cclocada1.
G.B.
VI,
nQ35,
p.435.
A dimensão degalvanizador
daacgão
pclíti
ca dojornaĩ
entre os seus leitores toma-se mais faeilmente cem-preensível
â luz dos conceitos de "referência" e "horizcnte" iatec_
ria de leituraproposta
por PAULRICC3UR,
Temps
etRécit,
TomoI,
Paris,
îditions
duSeuil,
1983,
??.117-124.
Smeora Ricoeuresta-belega
c seu modelo emfungac
do textc r.arrativc \. hmterioxrrafioo e deficgao)
parece-ncsadequada
a suaarlicagão
ac ncsscestudo.
2.
?arece-ncsapiicável
a análise dcpapel político
eideologicc
le C. 3.a
terminolcgia
proposta por Foucault para adescri;ao "genealcgica"
dcs comciexcs de
eocer/saber
na sua mútuainteracgão
de desenvol—vimento das re.gras das
relagoes
depoder.
Veja-se
a enfátiea cha-mada ieatengão
para cpric.ado
da dimensâopclítica
da cbra destepensadcr
er.. LARRY3HĨM3R,
"Reading
Fcucaultj Anti-Method and theOer.ealc^y
ofPcwer-Hnowledge"
inHistery
ar.dTheery,
vel.
XXI,
nQ3,
MiidieTown-Ccnnecticut,Vesleyan Univyrsity
Press,
1982,
pp.382--398.
3. 3obre c conceito de
ideoiogia,
aeomranhancc a suagénese
eieservci-vimento,
ver CLAUDSLSFCRT,
Les Formes del'Histoire.
Sssais d'AnthrepcIo,--ie,
Paris, Gallimard,
1976,
pp.234-329.
Para a sua abcrdagec: enquantc problema
do saber ristoricoveja-se
MICH3L VO'.3L__3,
Idéologies
etMentalités,
Paris, Prangcis Masperc,
1982,
sebretudc PP,p-i
7
.i. Testemunhac essa sensibil idade os