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Obs.: Verbos no indicativo em vermelho, no subjuntivo em azul e no imperativo em

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Academic year: 2021

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USO DOS MODOS E TEMPOS VERBAIS – Prof. Daniel

Uso dos modos verbais

Indicativo: simplesmente relata uma ocorrência, expõe um acontecimento, sem colocá-lo sob suspeita ou incerteza.

Subjuntivo: demonstra dúvida ou incerteza do enunciador diante daquilo que foi enunciado. O enunciador quer dar a entender que está falando em forma de hipótese.

Imperativo: ordem, solicitação.

Exemplos:

Obs.: Verbos no indicativo em vermelho, no subjuntivo em azul e no imperativo em lilás.

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Uso dos tempos verbais

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Cotidiano – Chico Buarque

Todo dia ela faz tudo sempre igual Me sacode às seis horas da manhã Me sorri um sorriso pontual E me beija com a boca de hortelã Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar E essas coisas que diz toda mulher Diz que está me esperando pro jantar E me beija com a boca de café Todo dia eu só penso em poder parar Meio-dia eu só penso em dizer não Depois penso na vida pra levar E me calo com a boca de feijão Seis da tarde como era de se esperar Ela pega e me espera no portão Diz que está muito louca pra beijar E me beija com a boca de paixão Toda noite ela diz pra eu não me afastar Meia-noite ela jura eterno amor

E me aperta pra eu quase sufocar E me morde com a boca de pavor Todo dia ela faz tudo sempre igual Me sacode às seis horas da manhã Me sorri um sorriso pontual E me beija com a boca de hortelã

(Fuvest 2012) Não era e não podia o pequeno reino lusitano ser uma potência colonizadora à feição da antiga Grécia. O surto marítimo que enche sua história do século XV não resultara do extravasamento de nenhum excesso de população, mas fora apenas provocado por uma burguesia comercial sedenta de lucros, e que não encontrava no reduzido território pátrio satisfação à sua desmedida ambição. A ascensão do fundador da Casa de Avis ao trono português trouxe esta burguesia para um primeiro plano. Fora ela quem, para se livrar da ameaça castelhana e do poder da nobreza, representado pela Rainha Leonor Teles, cingira o Mestre de Avis com a coroa lusitana. Era ela, portanto, quem devia merecer do novo rei o melhor das suas atenções. Esgotadas as possibilidades do reino com as pródigas dádivas reais, restou apenas o recurso da expansão externa para contentar os insaciáveis companheiros de D. João I.

No contexto, o verbo “enche” indica

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a) habitualidade no passado.

b) simultaneidade em relação ao termo “ascensão”.

c) ideia de atemporalidade.

d) presente histórico.

e) anterioridade temporal em relação a “reino lusitano”

Resposta: D Pretérito imperfeito

Uso literal: ação passada com duração no tempo, ação costumeira, habitual, durativa no passado.

Às seis da tarde as mulheres choravam no banheiro.

Não choravam por isso ou por aquilo

choravam porque o pranto subia garganta acima

mesmo se os filhos cresciam com boa saúde

se havia comida no fogo e se o marido lhes dava do bom e do melhor choravam porque no céu além do basculante o dia se punha porque uma ânsia

uma dor uma gastura

era só o que sobrava dos seus sonhos.

Agora

às seis da tarde

as mulheres regressam do trabalho o dia se põe

os filhos crescem o fogo espera e elas não podem não querem

chorar na condução.

(Marina Colasanti — Gargantas abertas)

Fuvest 2005

b) No poema, o emprego dos tempos do imperfeito e do presente do indicativo deixa claro que apenas um deles é capaz de indicar ações repetidas, durativas ou habituais. Concorda com essa afirmação? Justifique sucintamente.

Resposta: O poema deixa claro que tanto o imperfeito quanto o presente do indicativo são capazes de manifestar ações repetidas, durativas ou habituais. O imperfeito manifesta ações desse tipo no passado (cresciam, choravam, dava...) enquanto o outro tempo manifesta ações desse tipo no presente (crescem, regressam, choram).

- Usos não literais do pretérito imperfeito:

a) Como futuro do pretérito:

Se você não fosse um fracote, eu quebrava (quebraria) sua cara!

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b) Para dar acesso ao mundo das fantasias:

Eu era o mocinho e você era o bandido...

João e Maria – Chico Buarque Agora eu era o herói

E o meu cavalo só falava inglês

A noiva do caubói era você além das outras três Eu enfrentava os batalhões

Os alemães e seus canhões

Guardava o meu bodoque e ensaiava um rock para as matinês Agora eu era o rei, era o bedel e era também juiz

E pela minha lei, a gente era obrigado a ser feliz

E você era princesa que eu fiz coroar e era tão linda de se admirar, que andava nua pelo meu país.

Não, não fuja não, finja que agora eu era o seu brinquedo, eu era o seu pião, o seu bicho preferido.

Vem me dê a mão, a gente agora já não tinha medo.

No tempo da maldade acho que a gente nem tinha nascido.

Agora era fatal que o faz de conta terminasse assim.

Pra lá desse quintal, era uma noite que não tem mais fim.

Pois você sumiu no mundo sem me avisar E agora eu era um louco a perguntar:

- O que é que a vida vai fazer de mim?

Pretérito perfeito

Uso literal: passado pontual, concluído, sem duração no tempo.

Cheguei enquanto ela cantava.

Uso não literal: com valor de futuro, gera efeito de certeza.

O verdão já ganhou a segundona.

Pretérito mais-que-perfeito

Uso literal: “mais passado”, indica um passado anterior a outro passado.

Na varanda achei prima Justina, passeando de um lado para o outro.

Veio ao patamar e perguntou-me onde estivera (...)

Uso não literal: tem valor de futuro do pretérito e imperfeito do subjuntivo.

Mais avançara se não fora tão precipitado.

(avançaria) (fosse)

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Futuro do presente Uso literal: evento posterior ao presente:

Tomaremos uma decisão no momento oportuno.

Usos não literais:

- Com valor de imperativo:

“Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.”

- Com valor de presente, exprime dúvida:

Essa flor será bromélia?

Futuro do pretérito

1) futuro em relação ao passado.

Alguns dias após concluir o quadro “Seara com corvos” (1890), Van Gogh se suicidaria.

2) Exprime hipótese:

Sem desigualdade social, o Brasil seria um paraíso.

3) Exprime polidez:

Você não tiraria uma foto de nós dois?

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Gerúndio: apresenta o processo verbal em curso.

Rindo, ele se lembrava com saudades dos dias felizes que tivera.

Com tanta malhação, José está mudando o seu corpo.

GERUNDISMO: uso inadequado do gerúndio.

Inadequado:

Amanhã estarei ligando a você para confirmar a compra.

Adequado:

Amanhã ligarei a você para confirmar a compra.

Adequado:

Não ligue antes das 10h, porque estarei dormindo.

Caco Galhardo

Referências

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