Curso: Teologia
Fundamentos, conceitos
Fundamentos, conceitos
e paradigmas da missão
e paradigmas da missão
Curso: Teologia
Prof. Nicanor Lopes
OBJETIVOS DA AULA
9 Compreender as teses fundantes da
missiologia;
9 Analisar a presença religiosa no mundo no
t
i
ilê i
terceiro milênio;
9 Aprofundar o conceito da missio Dei;
9 Refletir sobre os novos paradigmas
missiológicos.
Fundamento dos Cristãos para
o exercício missionário
“Eu vos envio...”
9 O conceito de envio procura corrigir o equívoco da compreensão missionária até então elaborada pelo povo de Israel.
9 O chamado de Abraão é também um envio: “em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12, 3)
3).
9 No percurso da história será substituído por um projeto privatizado, que significa exclusivo do povo de Israel e também terá seu conceito alterado de
envio para eleito.
9 O problema é que junto à eleição veio o conceito privatizado de salvação. Como ato exclusivo para o povo de Israel, perdendo assim a universalidade (para todos) da salvação.
Fundamentos da teologia
de Missão
9Gustav Warneck (1834-1910)
[protestestante];9Josef Schmidlin (1876 – 1944)
[Catolico]• A missão fundamenta-se na Grande
Comissão [Mt 28, 18-20];
• Na natureza monoteísta da fé cristã;
• Supremacia do cristianismo;
• Johannes Warneck afirmou no livro: Die
Lebenskräfte des Evangeliums, que no
século XX toda raça humana seria
conquistada para a fé cristã.
MAPA RELIGIOSO DO MUNDO
MAPA RELIGIOSO DO MUNDO
Missão é envio
9 O núcleo central da missão cristã é o envio. Envio da mensagem salvífica de Deus ao mundo que no primeiro momento da história encontramos como enviados do povo de Israel. No cumprimento das profecias do Antigo Testamento, Deus envia Jesus que, após o cumprimento de sua missão, envia todos para o mesmo ministério de anúncio da graça
salvadora, de justiça, bondade e misericórdia de Deus.
9 Sem reducionismos precisamos compreender que o conceito de missão no Antigo Testamento não exclui a dimensão do envio. O problema está na configuração política entre Israel e as
Missão no Antigo Testamento
nações, pois o período de exílio não é compreendido como um envio, mas sim como uma eleição e daí para frente a missão no Antigo Testamento passa a ser desenvolvida como um projeto privatizado do povo de Israel.
Missão no Novo Testamento
9 Como ponto de partida precisamos deixar
claro que a literatura do Novo Testamento
possui uma variedade maior de fontes. É
preciso compreender os enfoques dos
preciso compreender os enfoques dos
evangelhos sinóticos, a literatura joanina e
as cartas de Paulo.
Missão no Novo Testamento
9 A “Grande Comissão” precisa ser vista
como mudança de paradigma missionário,
a saber, sair da condição de uma força
,
ç
ç
centrípeta (de fora para dentro), e
organizar-se missionariamente numa força
centrífuga (de dentro para fora).
Missão no Novo Testamento
9 Ainda no Novo Testamento temos a
realização prática desta mensagem. O
apostolado de Paulo conceituará a missão
p
numa dimensão pública a ponto de
enfrentar uma discussão interna entre os
apóstolos sobre a pregação entre os
gentios.
Missão em Paulo
9 Para Paulo o compromisso missionário impulsiona um alcance universal movido pelo amor de Cristo, “porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram” (2Cor 5, 14) Por isso s a missão ai além do
14). Por isso sua missão vai além do compromisso com os Judeus e contempla, também, os pagãos. Seu ministério missionário contempla viagens para o território da Galácia, regiões como da Síria, Cilícia, Frigia, entra na Europa em direção das cidades importantes como Macedônia, Ática e Acaia, instalando novas comunidades cristãs.
MUDANÇAS DE PARADIGMAS
9 Nosso tempo é diferente do período dos evangelistas [Mateus, Marcos, Lucas, João e Paulo];
9 Qual o desafio?
9Prolongar a lógica do ministério de Jesus; 9A fé cristã é uma fé histórica;
9Deus comunica sua proposta à humanidade por meio de pessoas humanas e dentro dos temas da humanidade
SUBDIVISÕES
HISTÓRICO-TEOLÓGICAS POR HANS KÜNG
9 SEIS ÉPOCAS: [Paradigmas]
9Apocalíptico do cristianismo primitivo; 9Helenístico do período da patrística; 9Católico romano medieval;
9Protestante da Reforma; 9Moderno do iluminismo; 9Ecumênico emergente.
A TEORIA DO PARADIGMA DE
THOMAS KUHN
9 Thomas Kuhn [físico e historiador]; 9 Sua teoria atende as Ciências naturais; 9 “A ciência não cresce cumulativamente”; 9 O aspecto mais importante da sua teoria reside 9 O aspecto mais importante da sua teoria reside
no ênfase dado ao caráter revolucionário do próprio progresso científico. Este dá-se, segundo Kuhn, mediante saltos e não numa linha
PARADIGMAS NA MISSIOLOGIA
9O ocidente como lar do cristianismo;
9Estruturas de opressão [racismo e gênero];
9O progresso como deus do iluminismo
falhou;
9Crise ecológica;
9Paz com justiça;
9“a cultura molda a voz humana que
responde à voz de Cristo”;
9Superioridade da religião as demais
religiões;
O PARADIGMA MISSIONÁRIO DA
IGREJA ORIENTAL
9Século I - De movimento para instituição;
9Século II – O cristianismo se afasta do
judaísmo e se aproxima do ambiente
grego [Tertuliano foi resistência];
grego [Tertuliano foi resistência];
9Justino e Clemente adotaram a política da
boa vizinhança frente ao paganismo, e
para isso consideravam a filosofia grega
um processo pedagógico na
evangelização;
GNOSTICISMO:
• Ênfase no conhecimento [gnosis];
• Não acreditava no racionalidade humana e refletia do fatalismo e da superstição da época;
• Centrou no conhecimento não da razão, mas no conhecimento esotérico, revelações especiais, conhecimento do segredo do universo, etc.
• Cristologia gnóstica não aceitava Cristo como um ser humano real; [dualismo ontológico].
Pausa – 5 minutos
Novo Paradigma Missio Dei
9A missão é iniciativa do amor de Deus. O
conceito “Missão de Deus” (missio Dei)
envolve a reflexão missiológica nas
di
õ
ti
h
discussões antigas que acompanharam a
definição do mistério da Trindade. O
conceito missio Dei se pronuncia sobre o
Amor de Deus
9A reconstrução do significado “Missão de
Deus” começa com a afirmação de João:
“Deus é amor” (1Jo 4,8.16). Se Deus é
“amor” Ele não pode ser “solidão
amor , Ele não pode ser solidão
cerrada”. Dizer “Deus é amor” é dizer
“Deus é relação”. “Transbordar”,
“comunicar” e “relacionar” é uma
característica do amor. O amor de Deus é
gratuito
Trindade
9 O amor de Deus que transborda, na teologia da Trindade, é chamado “amor fontal”. Desta fonte procede o Logos (o Verbo) que é gerado pelo Pai, e procede o Pneuma (o Espírito Santo) pela
i ã d P i d Filh A t l i lá i aspiração do Pai e do Filho. A teologia clássica fala em “comunicação” intratrinitária, em “processões” ou “relações” que configuram a
Trindade imanente desde a eternidade ou,
como João diz, “antes da criação do mundo” (Jo 17,24).
9 A “missio Dei” da Trindade histórico-salvífica aponta, numa primeira instância,