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UNIVERSEADE
FEDERAL DE SOANÊEA CÀTÂRII'»Í:“Ú CENTRO DE CIENCIÁS ÃGBÃRIÂSDEÊARTAEÂETJTO BE CIENCIA E TECNOLOGIA DE
ÂLEENTOS
REALATORIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADÊ.
ADALBERTO NAGEL SIMON - MATRÍCULA N9 7825700-O
MA
Ê;(.,\ 732-7 282 O UFSC-BU 1-p., »Q
;
Wá??>-
P
Ášíëwíš
AGRADECIMENTOS: '
4 z
-
Aos Dirigentes e Funcionários da S.A. Indús
tria e Comércio Chapecó; em es pecial aos senhores:
- Edmar L. Magro - Diretor Industrial;
z Remy E. Miolo - Gerente de Produção;
- Valmor Favreto - Bioqaímico, Controle de
qualidade.
Aos Frofessores, pelo que, de uma maneira ou
outra, contribuíram para a minha formação profissional; em
especial ao Professor Celito Detoni Júnior, pela dedicação
1 2 3 4, 451 4,2, 4,2.1 4.2.2 4,2.3 4,3 4r4. 4,4,1 4,4,2 4.4.3 5. 5,1 5,2' [email protected] f z 5,2,1 5,2,1 5.2.1 5,5 5:4. 5,4.1 5,5 5,6 - 5.7 6. H 5.1.1 _- - um .- um .- nu-- -p INDICE z . V Apresentação da Emp;ess.¿,...¿.O3 Estágio na Emgresa...¿...,¿.O3
Setor de Controle de Quslidade...,O4
A Inspeção Feders1¡ns_lnddst;ia de Àlimentos.O7
Objetivos do S.I.F....¿,¿,¿.,,,.,,,¿,¿¿..,,,,O7
Inspeção "Ante-Mortem"...{...¡¿....,¿¿,O7
Objetivos da Inspeção "Ante-Mortem“...O8
Doenças e anormalidsdes_enoontradss na Ins_¬.
peçäo "Ante4Mortem"...¡¿¿¿¿¿¿¿¿....¿¿O8
Exame dos Animais e Juigdnsnto,¡...O9
InSPGçãO UÊÓSÍ-MOrtem"¢¢oaooonoowuooøøooøeffolo
Análises dos Êrodütos e Ãgua Indnstrial...ll
-O0bjetivos da Anáiises¿...l1 _ _ _ _ _ _ _ _ ~ Qllí-[Bj-cosOllOIÓOO¶?.Q~OUOl›OIOO0.00IOOfOrfll Exames microbiológiÇos.,...ll Pocilgas...¿¿¿¿¿¿¿¿¿...¿l2 Transporte de Snínos,...¿l2 Poci1gas...¿,¿¿¿...¿¿l3 P°°í1gas de re°9P9ã° 8 s?$?§ã9rfrfrrf°°rffffr13
Classificação dos Suínos...¿,,,¿,,¿,...,,¿¿l3
Raças de Suínos Predominantes...l3
ES*afi°Sfi°S S@ís95.¢.Trs#s5¢ni°.3¢¢@bid° . . ,
nas ?°°í1gaS°°¢¿**':::f::rrrffrffffrff°f°°f:f15
Focilgas de flääüyaçäçffff...l6
Pocilgas de Matança...¿l6
Dieta Hídrica, Jejunƒe!$esçsnso‹3egn1amentsp,l7
Mataä°“r° Sani*¿?Ê?frfrrrsrrrfrff°rf°-:°rr°ff18
Rampa de Acesso...,,..¡¿,,,,,,,...l9
Higiene das Pooiigss,,,,,,...¿l9
Abate de Suínflgçgggoc *O wWo oouooongouooouueoonugl AtOrdOament0 ElétÍiC0¡o¢u¡.oo¢¢u¡uo¢ooao¢¢¢oo2l
z v 6.1.2 6.1.3 6.1.4 6.1.5 6.1.5 6.1.7 6.1.10 6.1.11 6Ql.l2 .v 4 6.1.13 6.1.14 6.1.15 6.1.16 . « 5.1.17 ô,1.1ô U\ wN 6.2.1 6.3 6.4 7, 7.1 8 9 10' 10.1 10.2 11, 11.1 ll.l.l J ‹› ou :_ :- _- _. .- -n - un _» -- «-- :- ._ _- _. ou - uu _. _-- -n «_ Iv _: ou _- _- 11.1.2' _ l1.l.3 I. › ¢‹. Saflgfiaoooooozcooøno-øoø::ffffƒff¢0I'°°°~~°°°'f23 Eficaldaççflto e DepilâçãpfeoooooOoouøclooooooøIf24 çgoiletefiflQUIÇÍIIIOOOOÓIIOÍÇUÓCOIIIIQIOOOOIOIQQÍ25 BanheirO AfltOmátiCO:...fgoeóoreooooçoooooooneeozã EXpOSiçãÔ da Línguaooøooeøooqolnooøooouoooøouf326 Degarticulação da Câbçgafffunqooaooooouooononea26
Abertura da Abäcmemooøzcpa.ooø0ouøoøooo¢o››oo0026 ø;.f I.-
lê linha de_§nepee§o¡...,26
Evisceração...,,,;;¡;---f¢¢y25 29 Linha de Inspeçäo.;...,¿...¿¿.¿27
Retirâda da Gordura em Rama...27 II1›^‹‹..'.‹¢ . 39 Linha de IflspeçãoqoooouoonIoøøoooooncoouono?27 Divisão em Meias Careaças,.,.,..,...,,¡¿28
Retirada da Cabeçanooouoooøoooooøononcocoo¢ooo029 _. 1.¬,- 4,11 Lavagem das Meiae¡Çereeçee,,¡¿...¿,29
Retirada dos pés...¿¡,¿¿,...¿29
Câmara de Reefriamento de Carceçee,¿...¡,29
Higienização da Seção de dbete¿¿..¿...¿.,33
Métoaoé de Limpeza...,,,,.,,33
Pontos de Controle de Qualidade ne_$bate,¡...¿,36
Aproveitamentos de $egäo de_Ábâ?e¿..,...,37
S€çãO da-Tripariaøoggouqúøcooofonoøuaoocooq¢¡uo38 z z ú . › z . . , . . f. .‹ Tratamento das Tripas Naturais...¿..39
Seção de Preparo e Limpeza de Miádoe...¿..¿¿,42
Seção de Eepostejamento e peeoese,...,,44
Se9ã° de PTes“ntarÊ@!7:::rfffrr'r°'°°"'-°°rffr49 Limpeza das Formas...¡...,,5o Pontos de Controle de Qneiidade...¿,,...¿¿5O Seção de Sa1sicharia...,¿¿5l Fatores que Influem na Erodução de Salsichas...52
fibS°r@㢠de šëMe›Eetebili@efl¢ fifl Gordura» ES- . trutura...¡¡¿52
C°fl°efl*ra@ã° de Sal 991.!'Ç9@~¢¢%¬-íflreêäv.I°1¬-i<=@»"~-53 Emulsões de Proteína...54
11,1,4 11,1,5 11,1,õ 11,1,7 11,1,8 11,1.9 11.2 12 f 12,1 12,2 12,3 12,4 12,5 12,6 12,7 12,8 12.9 13_ 13.1 13,1,1 13,1.2 13.2 13,2,1 13,2.2 13,3, 13,3,1 13,3,2 13.3.3 14, 14,1 14,2 14,3 14.4 _ _ _ _ _ _ ~ _ qn um à -u _. cu - um _: 1 \@ .zl
TéCnica de TrituraçãÓ 9 Emul$ãOo?:o7o|oooooo?e54
Grau de TrituraçãÕ e Temperatg?êfffo0oøqooooffãô
_ ¡¿;¡z.‹
Adição de Água ou Gelo...,.,.,,.56
USO de °erfl¢e,Ç9ee¢le@e§.¢ez$el$i¢herie›fé››‹-57 Embutimento...,,.,.,¿,.,,,,.,.,L...,,57
Tratamento Térmico...,...,.57 ¬›.‹z z' PÔHÍÔQ de CQntrÕle_de Q9alidade,¢oooooooooco0059 Ingredientes e Suas Funções na Febricação de , ?TÕdutÓ5 6árfleOSoqoooøuoonooooosøooononoonooooõø ¡ ø ‹ ~ ‹ I 4.' «J >› ^ '. AçúcaresrfggogffouoeoroffoøcoooocuøcoOøonggqgoél FoSfatoSQO00¢Ooo¢qooQncacosoocoguotoougøgqluouõz . ‹ . Âsc0rbatOsQ0iQ0O00oQ¢ogqrbtilfløfbocøocd000000063 -;|â.c`lt:9gl,@I?.‹.'..ÓI.'..I.I.IOIOQOÍIQÓSS4- Conüimentosfififl,Í?C.??..IO.fII70.0IOÓÍIC...O.rf?65 curaJ0.0ÓOIOOQUOO0.0I W wH *I I O OO'?OIOOOOO'Q'O65 ?rOt9íflÊ.2§$tQrizad@ âç $Çjaooooooo¢ou¢oøoooo§66 Fécu-J-a's...'...I...IIfl'I..I...67 CUnSerVaÇãO da Carneoaongoon¢ooooocúco¢ooooo››68 a . › › z / z - ‹ ‹ ›‹ ‹- Meios Físicos de Conservação da Carne e Prod¿_ tos Cárneos - Refrdgeraçãg e Ç0ngglação,....,.7O Reffigeraçãøoonçueoa. . . w QH WO IOOOOOIIOOOIICOIIOOO,-70 Congelação...-...7l Meios Químicos usados para a Conservação daiir Carfle e Pf°@fl?@e¡Çár4¢@er.$elee.¢,P¢f4ee§ä¢›››Y2 Salëa °“ Ç???fr'°ffrrrrrrrf:frfrrr:r"°°'°°rff73 Defumsção...,,,,¿,,,,,,..,,75 Pontos de Controdeide,Qd§}1d§de,¿,,...,,,76 Na Refrigera@ä9f!7$r@frffrffrfffrrrffff°~~°r°f75 Na Congelação...,..,...,..,..,..76 Na Estocagem de Conge1edo$,,...76 Seção de Empe1egçm,,,,...,77 Embalagem I.,,,,,,,.,.,....,...,,,77 Embalagem II ...78 ooooo79
ÊOHÍOS dê c0fltTOle d€ Qflalidadeuuo¢noøoooooooo79
0 ~uWH *oo Q `. ¬o o
~
w *QI w 0w H W.
15, 15,1 15,2 15.3 16, 16,1 16,2 16,3 16,4¡ 15r4:1 16,4,2 16,4,3 16,4¿4 16,4.5 16,5¡ 16,5,1 16,5,1.2- 16,5,2 l6¡5,2.l- 16,5.3 16.6 A a 16,6,1 l6q6glg3_ _ ¢.-4 ¢ . . z « z. . Limpeza e Higieni;ação,¿...›...¿¿8O Il?vmpeZa'..fQIÕI..Ó.ÓQÍ...O.IÕÍÍUI"?80 Desinfecçäogøgtoo¢¢oøooonnogo¢O0itlc00¢000000081
Pontoe de Controle §e_QQalidade,¿¿,...6.383
Kãfla Industrial0OnoIoI0ooooooooøoooooooooconøo84
Padrões e Limites para a_Kgua Potável.¿,,,¿¿¿¿84
Fontes de Obtenção e Usos na Ipdâet;ia;;¢..,,¡85
Estação de Tratamento de Âguas...,,....,,,¿,,,8Y,
Finalidades äo_T;apamen§o Qgímico..,...,¿88.
W N u W 'Q W w0 Pré~c10raÇã0.ocnø¢u¢qo000,: uçouoooøoncõg COagulaÇãÓ e SeãimentaçãÔo0oon¢cc¢oooo¢¢ooo...89 _ ...,..,...,..,,... , , . . . , . . . .. .. 3e°aflta9ã9:r:rrrrr::frererrfrrrfrfrfrr'°°°'f'f91 Cl°ra9ã°°:r:rrfrrfr::::rfr:r:rrrrrfrrrrfrfrfff92 Filtraçäo..;...,,¿,...¿,93 Água Par?.??9ç99ã9.§$,V?P9?9?'°°°°---~---~-;;g94 Corrosão...,..¡..,,,¡¡¿¿,¿.¡...,,,95 M€Cani$mÓ da COrrQSã0¢ooooo›ooocoouconnosco0.095 - › . « ‹ ¢ ¡ . - , . , , ' :‹¡.1_
FatOreS Que ACel€r@m a*cOrTO$ãÓo:gfeoooeueffoogöl
InCruStaÇõ€S0øø¢oo0oo‹ooo,::ff?o¢ønoooooffffoogg CQntràme›das`Iflcrustaçõesoçqgooooooououoøøoooloo Arrasteolüooozooooufioovrgrfonøooooofoovøvø0,0100 Água pará R€fTig€raÇãO¢:foooozffffffofffoofoflol
QbjetiVÚs â° Tratamentøoøqdtønooooonoaoooøøoolol ¡4› z ‹ ‹ . â ‹ ‹ . › . › . , « » .f
*O *O2 'Q *w *I *O *OO
Controle das Inorusta ..,...,....lOl
C0ntrO1e da 60rrOSã0oooo¢ouøoofoçoøeonfffoerglog
Oontrble de Bactérias e Fungos...lO3
AneX0 A “ Apregefltaçãfi da Empresaøoooooloooaoloã
‹
Anexo B _ Análises Efetuadas pelo Labqyatóçio
de Controle de Qualidade...lO6
¡.,‹.»...›z‹.›z.zz.› z. 4:
.5
1 - APBEsENa-mgâo DA E1v..fm=‹=zds_â_
Um perfil da empresa onde foi realizado o está
gio é apresentado no ANEXO A.
2 ~ ÊSTÁGIO NA EMPREÊA
O Estágio supervisionado 6 uma dáâciplina obri
gatória do curso de graduação em Farmácia - Bioquímica, o_
pçaõ II ~ Tecnologia de Alimentos. '
Foi realizado no período de 13 de Dezembro de.
1982 a 28 de Maio de 1983, no Frigorífico Chapecó, locali_
zado na cidade de Cäapecô, S.C.
E uma disciplina importante na formação profiã
sional básica do académico, pois permite que este ponha em
prática as conhecimentos teóricos adquiridos na escola, a;
3- SETOBÚQÊ CONTROLE DE QUALIDç§
Os problemas do controle de qualidade const;
tuem matéria relevante para todos aqueles relacionados
til
com a produçao.
Uma indústria de alimentos necessita preocu_
par~se com a qualidade do produto que oferece a seus con
sumidores; deve proporcionar-lhes a segurança de estar a_
diquirindo um alimento saudável e que não ofereça riscos
a sua saúde; que conserve o máximo possível as caracteríg
ticas naturais do alimento quando "in natura", etc. Deve,
a indfistria preocu ar-se também a com o fato de ue neces Q _
sita atrair novos consumidores e Q ue um bom padrão de Qua
_
lidade É a melhor maneira de consegui-los.
A eficiência do controle de qualidade não ë
atin ida a enas com a análise dos alimentos 9 métodos de
registro e interpretação dos resultados. Há necessidade
de uma vigilância muito mais preventiva do que corretivas
O fundamental mesmo ë uma consciência de qualidade, em tg
dos os membros da organização, e trabalhar para atingi ~
la (1¿). _
“
O setor de controle de qualidade está subor_
dinado à Diretoria de Produção.
O controle de qüalidade atua, no Frigorífico
Chapec§¿ ,:
- em toda a linha de processamento;
- no controle de pragas;
- na E.T.A., controlando a eficiência do tra
tamento realizado, realizando testes com novos produtos,
realizando análises físico-químicas e microbiolõgicas da
8
agua, etc.
- na análise da água das caldeiras e de refri
geração e controle dos tratamentos;
da matéria-prima, ingredientes e produtos industrializa
_
dos;- realizando testes com produtos utilizados
na sanitizaçäo do frigorífico. p
Os resultados das analises são comunicados
a Diretoria Industrial semanalmente, ou conforme o caso,
logo apds o término das análises, atraves de boletins.
O objetivo maior do controle de qualidade ë
conseguir um produto com uma qualidade padrao, boa e cong
tante, desde a produção até o consumidor. Para isto, deve
se garantir que todos os produtos estejam dentro dos pa
_
drões estabelecidos pela empresa e pela legislação. Consg
gue~se isto controlandofse todo o ciclo de processamento,
isto é, a matéria«pr1ma, locais de trabalho, materiais de
embalagem, agua, temperatura de cozimento e defumação,
tempo de cozimento e defumação, temperatura de resfriameg
to e congelamento, etc; incluindo-se, também, o controle
dos produtos gã processados.
A contribuição do controle de qualidade não
se exerce somente nos controles referidos, mas também em
outros campos que contribuam para a qualidade dos produ
tos e para a eficiência da produção, com sugestões e da_
dos, que auxiliem a engenharia de projetos e manutenção
nv
quanto a situaçoes deficientes e a produção quanto a uma
eficiente e persistente manutenção da limpeza (11).
É
importante a ação do controle de qualidadena limpeza e sanitização da planta de processamento de al
mentos e dos arredores do frigorífico, realizando inspeç§
es periõdicas e efetuando testes microbiolõgicos, pois pa
drões insatisfatörios de limpeza, além do aspecto inestëp
tico e ilegal, afetam a qualidade do produto e a imagem
da fábrica (11).,
A
As técnicas, reagentes, aparelhagem usada e
meios de cultivo utilizados nas análises fisico-químicas
1
1
Entre as funçães do controle de qualidade des_
tacam~se ()0): “
1)- aumentar a eficiência da produção pelo con
trole de perdas;
2)‹ manter um padrão aceitável para o consumi_
dor, por questões de safide pfiblica e também de mercado; e 3)- manter a qualidade aceitável para o produ_
tor, istp ë, a um custo que seja justificado.
O setor de controle de qualidade ë também o
responsável pelo controle de pragas. No Frigorífico Chang
cõ, os maiores problemas são os ratos e as moscas. O con;
trole destas pragas seta sendo realizado por um funcionã_
rio da empresa, devidamente instruído e assessorado pelo
Bioquimico responsavel pelo controle de qualidade.
Um dos problemas para a eliminação dos ratos
ë a grande quantidade destes animais existentes nas casas
dos funcionários e devido a existência de pilhas de le_
nha e matagais peôximos do frigorífico.
1+ ~ A icrwsrãslícjfanaaât zu Iipfisisiilvslêiiwriss
Os Matadouros frigoríficos, classe em que se in_
clue o Frigorifico Chapecö, tem experimentado sensível pro_ gresso, nos últimos anos, no tocante as instalaçöes, equipa
mentos e métodos operacionais.
O Serviço de Inspeção Federal (S.I.F.), no que
se refere à inSP€Qã° "ANTE-MORTEMÊ, inspeção "POST-MORTEM",
análises dos produtos e da agua industrial, ao controleddas
normas de higiena e sanitizaçäo nos estabelecimentos inspe_
cionados, teve, igualmente, expressivas melhoras em seus mš
todos de trabalho e ampliada sua eficiência no desempenho
de suas atribuições.
O S.I.Fs constitui um organismo especializado ,
criado e estabelecido com a finalidade de atuação no campo
industrial de alimentos de origem animal GHD.
E instruído pelo REGULAMENTQ DE INsPEçKo
meus
__TRIAL E SANITÁRIA DE PRODUTOS DE ORÍGEM ANIMAL (RIISPOA) ,
que prevê todo o acompanhamento, da fonte produtora a entre
ga do produto acabado ao consumo pdblico (25). _
O pricipal objetivo do S.IzF. na Indfistria de
Alimentos” ë zelar pela saúde pfiblica; fiscalizando a entra
da dos animais nos estabelecimentos; detectando zoonoses ,
nas inspeções “ANTE e POST-MOR¶EM“; observando o cumprimen_
to das normas de higiene e sanitizaçäo; coletando e analisa
do os produtos e a agua usada na industrialização; informan
do a Secretaria da Agricultura sobre os focos de doenças ;
fornecendo dados estatísticos, que podem ser usados para o
controle de zoonoses.
M.2 - ÍNSPɧÃ9,2ANTE~M0BTEM”
Esta tecnica tem sido utilizada e apresenta um grande valor sanitario e tecnolôgico, pois permite selecio_
nar os animais para o abate, facilitando, em alguns casos ,
o diagnõstico de determinadas doenças na inspeção"POST~MOB¿
TEM!!.
Muitas doenças de natureza tõxica ou infeccig
sa são difíceis de diagnosticar na carcaça e/ou Õrgãos dg pois do abate, o mesmo acontecendo com doenças especificas
como o tétano e a raiva, sendo, então, o exame "ANTE~MOR_
TEM" de inestimável valor no reconhecimento destas doen
_
ças (59).
A detecção de doenças nos animais vivos deteg
mina sua separação e um exame mais minucioso na inspeção
"POST~MOBTEM".
4.2.1 _ oannrzlcvoa1;¿_â_;Ns1>s§Zí9c:iN,1'szM9aTsM"
A) - Exigir os certificados de sanidade de
acordo com as instruçöes de Serviço de Defesa Animal de Mi
nistërio da Agricultura, quando for o caso; '
B) ~ Examinar o estado sanitário dos animais
e auxiliar, com dados informativos, a tarefa da inspeção
"eosT~MoaTEM"; '
C) ~ Befugar, pelo prazo regulamentar (mínimo
de dez (10) dias), as fêmeas, quando diagnosticado parto
recente ou aborto;
D) ~ Verificar, quando for o caso,*o peso, a
raça, a classificação e a procedência, tendo em vista a op
tenção de dados para a eventual realização de trabalhos de
õrdem econômica ou zootëcnica;
E) ~ Conferir o nfimero de animais apresenta
_
dos na relação discriminativa ou global de matança para o
dia seguinte, fornecida para a I.F. pela empresa;
F) ~ Certificar~se das condiçöes higiênicas e
de conservação das pocilgas ou currais, assim como do pro_
vimento de agua dos bebedouros, tomando-se, se necessario,
as medidas indispensáveis para a sua regularização;
G) ~ Observar o desembarque e movimentação
dos animais nas pocilgas; o tratamento a eles administrado
o cumprimento do período dê descanso, jejum e dieta hídri_
ca regulamentares (54 ~ 2,43 ' 8' ).
4.2.2 _ poaNçisoEziroRMALlDAnEs ENCONTRABÀS NAi;NsBE§Ão
_
9
A inspeção "ANTEeMORTEM" 5 de grande valor na Çdetecção da rinite atröfica, edema de barbela, febre afto_
sa, raiva, actinomicose, hërnia, tumores e lesoes, parti
_
cularmente, fraturas de membros; tambëm, na detecção da fg
bre suína, digo, peste suína e erisipela, de porcos que se
recuperaran de um ataque agudo de erisipela e são afetados
pela doença crônica, apresentando~se com a pelo seca, dor
ao se movifišntarem e aparência abatida. A-tuberculose das
É , . ái
vertebras lombares pode ser caracterizada por uma posiçao
peculiar, devido à falta de controle dos quartos traseiros
Em alguns paises da America do Sul, os abatedouros proce_
den, com frequência, ao exame da língua de porcos vivos ,
para verificar a presença de ÇdysçtçeÉ'é3£@§_\§`“_cellul_osag(8~3-9)z )+‹2‹3 - EXAME DOS ANIM_Al§:__El JLÍLÊHIENTQ
A inspeção "ANTE-MORTEM" não pode ser considera
da um minucioso exame clínico de cada animal, pois deve~se
considerar o elevado nfimero de animais destinados ao abate
A inspeção ê feita¿"correndo~se" os olhos nos animais, pa_
rados ou em movimento, separando~se aqueles considerados
. . N
suspeitos. A estes, dar~se-a especial atençao e, sempre
que dor possível, deve-se submete-los ao termômetro.
O RIISPOA (á4L em seu artigo 12h, ë claro em rg
lação ao destino dos animais em hipo ou hipertcfäia.
É
proibido, ainda, o abate de animais que no atode inspeção "ANTE-MORTEM", sejam suspeitos das seguintes Zoonoses: artrite infecciosa, babesioses, bruceloses, oar_
bünculo hemãtico e sistemático, corisa gangrenosa, 1infan_
gite ulcerosa, metro peritonite, morno, para~tuberculose ,
pastereuloses, pnemoenterite, peripnemonia contagiosa, dqgn
ça de Newcastle, peste suína, raiva e pseudo-raiva, ruiva,
tëtano,tripanossomíase e tuberculose (34¿ .rt. lló) .A-
A inspeção¶šANTE~MORTEM" não está sendo realiza
da no Frigorífico Chapecd, por dor falta de pessoal tÊcni_
co e devido as pocilgas não apresentarem as condições necgs
JO
1+. 3 ~ Issçrsiçgp ç",Pà§›s;r¿-_MonTEM"
A inspeção "POST~MORTEM" É realizada em todos os
animais abatidos, atravës de exames macroscdpicos das seguin
w
tes partes e órgãos: cabeça, lingua, vísceras abdominais e tQ_
rãcicas, superfícies internas e externas das carcaças, cëre
_
bro e nódulos linfãticos das cadeias ganglionares mais facil
_
mente atingiveis, nas circunstâncias que caracterizam o desen_
volvimento dos trabalhos industriais (8).
Deve, a inspeção "ROST-MORTEM", ser realizada o
. 3 I . . na
mais cedo possivel apos a sangria e depilaçao, porque as carca
ças suinas e bovinas firmam-se rapidamente e, se a inspeção É
retardada 9 o exame dos nodos linfãticos da carca a torna~se
Í
mais dificil (59). '
No Frigorífico Chapecd a inspeção " POST-MORTEM"
É realizada em tres (3)_linhas de inspeção:
19 ~ inspeção da cabeça;
29 - inspeção das vísceras;
39 - inspeção da carcaça.
~ A inspeção "ANTE"e "§OST~MORTEM" são de responsa_
bilidade exclusiva da Inspeção Federal (2 ).
Na inspeção "POST-MORTEM", o D.I.P.O.A. padroni
_
za, para o cumprimento dos estabelecimentos sob fiscalização ,
o sistema de marcação destinado à identificação dos lotes dos
animais abatidos e das carcaças com as respectivas vísceras.
Apôs a inspeção, as carcaças condenadas, total ou
parcialmente, são destinadas ao Departamento de Inspeção Final
onde devem ser minuciosamente examinadas pelo veterinario e rg
ceberem, depois de firmado seu julgamento, a destinação conve_
niente (ZZ).
Apõs a inspeção "POST~MOHTEM" as carcaças podem
ter os seguintes destinos (Zz): liberação para o consumo;aprQ_
veitamento condicional; rejeição parcial ou total. As carcaças
com aproveitamento condicional e rejeição parcial são destina_
das š câmara de sequestro, as condenadas totalmente São desti;
41
4.a - ¿NÃLIsEs DE Paopnros
E
ÁGUA ImsusraritO S.I.F. realiza, a seu juizo, a coleta de produ_
tos e da agua industrial, para que sejam analisados no labora_
tõrio de análises localizado em São Josë, S.C.
U.@¢1 -QBJETÍVO BAS ANÂLÍÊES
Fiscalizar o comercio de produtos; oferecendo uma
proteção ao consumidor quanto a qualidade dos produtos.
n.n.2 ~ EXAMES Quimicos
Compreende:
Caracteres organolépticos; princípios básicos ou
composição centesimal; Índices fisicos e químicos; corantes ,
conservadores e outros aditivos; provas especiais de caracter;
zação de qualidade; exame quimico e fisico da água que abaste;
ce os estabelecimentos sob inspeção federal, sendo estes exa
_
mes realisados diariamente, no prõprio estabelecimento.( ~Art
873, § 12 e 22) . r, 5%
› r,
u.u.3 ~ EXAMEsqM1CR0B1oLdQIcos
Deve verificar:
Presença de germes, quando se trata de conservas
submetidas à esterilização; presença de produtos do metabolis_
mo bacteriano, quando necessário; contagem global de germes sg
bre produtos de origem animal; pesquisa e contagem da flora de
contaminação; pesquisa da flora patogênica; exame bacteriolõgi
co da água que abastece os estabelecimentos; exame bacteriold_
gico de matérias-primas e produtos afins empregados na elabora
l¿
5 _ Pocitcâs
5.1 - TRANSBQRTE DE suínos
Os suínos 9 provindos de ran as da rõpria empresa 9
granjas integradas ou de particulares, são transportados em
caminhões abertos 1 P rõprios ara este tipo de trans orte .
Estes caminhões adaptam-se melhor às condições das estradas
. . od I' . . .
e evitam a movimentaçao desnecessaria dos animais.
Notouise que muitos motoristas superlotam os caminhõ
lv
es, nao considerando os danos que poderão causar aos animais
produtores e ao frigorífico: aos animais porque o excesso de
carga pode levar a fraturas ou contusões, causando sofrimen_
to desnecessário; aos produtores porque os porcos Rquebradoš
ou seja, porcos que chegam as pocilgas apresentando contusõ_
es graves, fraturas, ou mesmo,mostos, sendo que os porcos
nestas situações sofrem um desconto em seu valor, de acordo
com a tabela anexa; ao frigorífico, porque os porcos chegam
estresados, cansados e com escoriações, o que vai influir
desfavoravelmente na qualidade da carne ( carne PSE e DFD ).
No transporte dos animais, quanto maiores forem as dis
täncias e as alterações ambientais, maiores serão os danos
causados aos animais Ç50).
'As alterações devidas ao transporte são sempre maiores
para os animais gordos do que para os magros e são mais aceg
tuadas quanto mais aconchegados estiverem os animais no embar
que, quanto mais alta estiver a temperatura e mais longa for
a viagem (39).
Os animais destinados ao matadouro perdem peso durante
o transporte. Esta perda de peso deve-se principalmente ao
suor, expiração e excreção de fezes e urina, e ë regulada pe_
las condições orgânicas, pelo estado de repleçäo antes do
transporte, e pelas, já citadas, condições ambientais e dura_
15
5.2 - Pocltoâs
Pocilgas são instalações que destinam-se ao recebi
_
mento, seleção e contenççaõdos animais até o momento do abate. De
vem estar localizadas de maneira que os ventos predominantes não
levem em direção ao estabelecimento poeiras ou emanações; devem ,
ainda, estar afastadas, no minimo, 80 metros das dependências on
de se elaboram produtos comestíveis
Qiãw-
As pocilgas classifi_
cam-se de acordo com suas finalidades em: pocilgas de recepção e
seleçao; pocilgas de observação; pocilgas de mayança.~
5.2.1. - Poclteâs DE ascsrcgo s ssrscío
Destinam-se ao recebimento e separação das animais,
de acordo com procedência e classificação (raças, peso,etc).
De
vem ser frescas e bem ventiladas, possuírem bebedouros suficien_
tes para que 20% dos animais possam beber simultaneamente e bre_
te de contenção de fêmeas, para palpação em suspeitas de gesta
_
ção avançada. A capacidade de cada pocilga não deve exceder o li
mite de 100 cabeças (22-EQ),
As pocilgas necessitam ser constantemente lavadas e
ter suas paredes pu muros de separação, caiados. As mercadoriad
devolvidas pelos revendedores_são depositadas nestas pocilgas, qn
de permanecem até a manhã seguinte. 0 mau cheiro, por vezes ë mu;
to forte, o que, aliado ao das pocilgas, atrai muitas moscas.
A construção de novas pocilgas, o que estš nos pla
nos da empresa, sanarã estes problemas.
5.2..1.1~cLASsIFiÇAÇÃo DQs,sUINos
Realizada de acordo com tabela anexa.(pg.1Q,).
5.2.1.2-_aA§a§.DE.sUINosrraEDoM1rnNrss_
Os animais abatidos no Frigorífico Chapecó são, em
sua maioria, da raça Landraee/Large white - puros ou cruzados;
com uma percentagem de ó7,35%;uDuroc, mistos ou cruzados com comum
- 19,29%, e comuns - 3,18%. Estes dados foram obtidos no mes de
março de 1.983. Os outros 10,28%, referem-se a porcos mortos, en_
xutos, cobertas, etc, não interessando a raça mo momento da clas;
u b $
eu
14
TABELA os cLAss;FIoAçÃocPâRâ comeäâ DE sUINos
s,A. INQUSTRIA E comfiaclo caÁeEcQ
sUINos Tleo CARNE: LÀNDRACE/ZABGE WHITE- PUROS oo cRU_
zânos com ooaoo
De 7o a 130 Kg...PBEgo BASE
Grandes acima de 130 Kg a 200Kg..zCR$ 2,00 menos do preço
base
4,00 menos
base
Acima de 200 Kg ...CB$ do preço
soíwos TIPO mlsro :Donos
De 70 a 130 Kgoooo›oo‹oIooooooo0oCR$ 1,50 menÔS base 2,00 menos do preço normal do Durac 4,00 menos do preço normal do Duroc
SUINOS TIPO BANHA (SUINOS COMUNS OU CBUZADOS COM COMUNS)
De 70 Kg acima ...CB$ 4,50 menos do Duroc
do preço
Grandes acima del3O Kg a 200Kg...2R$
Grafldês aCima da 290 KgooooooouoocB$
sUINos swxnros (Qualquer raça)
Be 60 3 69 Kgcooøoooooouoozoooeoucãg 0,50 QGHOS âfi típO banha
De 50 a 59 Kg...0R$ 1,00 menos do tipo
banha
OUTROS DESCONTOS:
a) Suínos magros (abaixo de 50 KgO Cr$
Desconto de 50% dos suínos tipo banha
b) Suínos quebrados
Besconto de 10% sobre o preço, deênordo com sua c1as_
sificaçäo '
?orcas cobertas
Desconto de 30% sobre o preço, de acordo com sua c1as_
sificaçäo
Suínos mortos
Desconto de 70% sobre o preço dos suínos tipo banha
0)
d)
Obs: somente sofreraõ o desconto acima, os suínos que
morrerem após a pesagem, ou seja, após a saida das bg
lança.
15
5.2.1.3-
Esmnopos
suínosE
TBATAMENTQ ascseino NasPocímâs
Ao chegar às pocilgas os animais encontram-se irrita
dos, cansados e estresados, devido a viagem, mudança de ambiente,
medo, superlotação dos veículos de transporte, etc..
São descarregados, classificados, pesados e alojados
nas pocilgas de matança, onde permanecem em descanso e jejum regg
lamentar, até o momento do abate.
Os animais são descarregados com estocadas e paula
_
das, o que, além de irritar mais os animais, provoca nos mesmos
lesões. Muitos motoristas não utilizam as rampas destinadas ao
desembarque dos animais que chegam nos compartimentos superiores
dos veículos. O não uso das rampas e as estocadas, provocam le
_
sões, contusoes e atë mesmo fraturas nos animais, Estas lesges ,
fraturas ou contusões ocorrem, geralmente, nos quartos trazeiros
e paletas, região lombar e cabeça.
O RIISPOA (ãü) em seu artigo 109, determina que a
administração do estabelecimento seja a responsãvel pelos animais
desde o momento de seu desembarque e tome as medidas responsaveis
nn sentido de evitar os Éaus tratos aos animais; e proibe, no seu
3
§ unico, o uso de estimuladores pontiagudos ou de qualquer outro
que possa causar lesões no couro e musculatura dos animais.
Sugere-se o uso de estimuladores eletricos no desca;
iv' . . . .
regamento e conduçao dos animais, desde que os estimuladores sejam
utilizados corretamente. Isto tornaria mais facil e rãpidas estas
ou Ç , nv ~
operaçoes, alem de evitar ascontusoes e lesoes na pele e 0 aumen_
to do estado de stress nos animais, fatores que influirão na qua_
lidade final da carne
Devido as condições atuais das pocilgas, animais es_
tranhos são colocados juntos, o que irrita mais os animais, fazeg
i
16
A Meat Processing
(18
) recomenda, para evitar asbrigas entre os animais, a construção de pocilgas longas e estre;
tas, pois segundo Êtrickland (18 ), os porcos preferem permanecer
ao longo das cercas, o que seria facilitado por este tipo de cong
aa . " Ê. N 49
truçao, a11ad¢_a separaçao, se possivel, dos animais de diferen
_
tes granjaS,d^“ `
5z3 - Pocrteàs DE oBssRvAçÃ0
É
o local destinado aos animais suspeitos de doençasinfeeto-eontagiosas, reveladas na isnpeçäo "ANTE~MORTEMfl; onde
permanecem ate que se tenha ontido um diagndstico provavel.
O RIISPOA, em seu artigo 34, ítem 5, exige que as pp
cilgas de observação tenha as seguintes características
Õ4'ê@=
Seja facilmente identificãvel pela cor ( geralmente
vermelho) e por inscrição com os dizeres " PQÊILGAS DE OBSERVA
_
ÇÃO - PRIVATIVO DA I.F."; área correspondente a aproximadamente X
5% da area das pocilgas de matança; observar uma distância mínima
de 3m das outras e com cordão sanitário de 50 cm de altura; que
tenha facil acesso ao matadouro sanitário e a graxaria; de fácil
higiene e desinfee§ão.
Atualmente não existem estas instalaçöes no FrigorÍ_
fico Chapecd; em caso de suspeita de doença, o animal É separado
pelos funcionarios e colocado em uma pocilga comum.
5.h - PQÇÃLQAS DE MATAHQA
iu .
_ Sao os locais onde devem, de acordo com o artigo
110, perágragos 19,29 e 39 do RIISPOA (54), permanecer os animais
até o momento de serem destinados ao abate. Devem ter porteiras
Í I
convergindo para um corredor central, que conduzira os aniamis ate
a rampade acesso; dispor de bebedouros e sistemas de Égua correm;
te que possibilitem uma boa limpeza e permitir que pelo menos 20
por cento dos animais bebem ao mesmo tempo.
As pocilgas necessitam de nova caiaçšo, pois estão
muito sujas. Os pisos apresentam desniveis acentuados, que podem
causar consusões nos animais, além de formarem peças de agua suja
com fezes, lama e urina. Os animais bebem desta agua, o que pode
levar a uma contaminação cruzada, isto ë, animais sadios contami_
_ I?
fazem, também, com que haja um aumento de microrganismos
nos pelos dos animais, alëm de dificultar a limpeza dos
mesmos antes do abate.
As pocilgas encontram-se em mau estado de con
servação, muitas divisões estão podres, ascalhas para o
escoamento pluvial estão furadas, vazando para o interior
das corredores e pocilgas. O escoamento das aguas de con_
sumo dos animais não 5 bom, devido ao desnível dos pisos.
t . A lim Peza está sendo realizada somente com 'a _
tos d'água e não esta boa, Notou~se a presença de lama e
fezes no piso apds a limpeza.
Apds o descanso, os animais são lavados e con
duzidos ao abate.
5.%.l - DIEIAlHÍDBlÇà4_JEJEM E DEÊQANÊQ BÉGHLAMEHIAB
o a1IsPoA (34), em seu artigo 110, § 1Q,2Q e
39, proíbe a matania de animais que não tenham permaneci_
do, pelo menos, 2% horas em descanso, jejum e dieta hfdri
ca nos depdsitos do estabelecimento. Se a viagem não for
supeior a 2 horas ou os animais procedem de granjas prdxi
mas, este tempo pode ser diminuído, não podendo, sob hip§
tese alguma, ser inferior a 6 horas. O animal abatido sem
um período adequado de descanso mostra menor conservação
da carne, pois há um desenvolvimento incompleto da acidez
muscular e uma invasão precoce do sistema pelas bactërias
putrefativas do trato intestinal (39). A carne dos animais
abatidos quando exaustos ê escura e fibrosa e da a impreg
são de que a sangria foi incompleta (53).
A coloração escura da carne deve~se na verdap
de, as mudanças químicas ocorridas no mfisculo de um ani
_
mal fatigado e ao fato de que nestes animais, nã uma dim;
nuição na oxigenação da hemoglobina do sangue e mioglobi_
na do mfisculo, com consequente escurecimento dos pigmen
_
16
semcial, por estes motivos, antes do abate (5S19f
É
prática comum nos matadouros frigoríficos subme_ter os animais a jejum antes do abate, argumentando~se, que
animais em jejum sangram melhor e que a carcaça mostra-se mais
brilhante e com melhor aspecto. Faltam evidências cientificas
para estas afirmativas(39;9)Ê. Sabe~se que a carcaça de um ani;
mal alimentado firma-se melhor que a de um animal faminto» O
descando de 24 horas apõs a viagem não restaura a normalidade
dos suínos, a menos que sejam alimentados. Realmente, a fadiga
e a falta de repouso e a inquietude que são determinados pela
fome em porcos, nos quais parece ocorrer uma pirexia definida
causada pela eícitação quando não acostumados ao manejo, pode
determinar que a carne seja imprõpria para produtos de conser¿
va, que não sejam consumidos antes que decorra um período con_
siderãvel de tempo. .
O jejum, 12 horas antes do abate, reduz a migração
das bactérias intestinais para a corrente -sanguineafi o que pg
de ocorrer durante a digestao (39).'
A dieta hídrica ë feita com o objetivo de reduzir
o contefido gšstrico, facilitar a divisão em_meias carcaças, di
minuir a carga bacteriana e tornar mais facil a insensibiliza
ção dps animais (59).
A
5.5 ~ MArADQUBQpsgNIIÃRl0
:U
Compreende instalaçoes reduzidas, porem completas,
para que sejam abatidos todos os animais considerados inaptos,
isto ë, aqueles que, ao entrarem no frigorífico, apresentarem
lesões graves, como fraturas, luxações ou com doenças infecto-
contagiosas, constatadas no exame "ANTE~MORTEM" (30). _
No frigorífico Chapecó, os animais que apresentam
os problemas acima relacionados, são enviados à linha de abate
no momento da chegada às pocilgas; sendo seu destino será dado
pelo S.I.F., o qual poderá ser;Q5Q):
a) - liberados para consumo normal, o que 5 pouco
provável, particularmente pelos problemas de contaminação;
b) ~ liberados para aproveitamento condicional ,
normalmente salga ou conservas;
c) ~ destinadas à graxaria ou mesmo à destruição
19
c
O matadouro sanitário do Frigorífico Chapecõ ,
devido ao fato das pocilgas serem muito antigas, não apre_
senta condições mínimas de utilização. Não ha higiene nem
equipamentos necessãrios, ë utilizado quaseque somente pa;
ra o coreamento de animais que morrem em viagem ou mesmo
nas
pcilgas,
durante o período de descanso. ,5.6 - RAMPA DE ACESSO
_ Após o banho, com auxilio de jatos de água, os
animais são enviados à linha de abte. A rampa de acesso ,
construida com piso antiderrapante, com paredes de alvena_
ria , possui um afunilamento na parte final.
Os porcos são movimentados com auxílio de cho
_
ques elétricos.
O afunilamento final ( seringa), possui chuvei
_
ros laterais e comportas tipo guilhotina, permitindo a pag
sagem de apenas um animal por vez, facilitando a entrada e
para o box de atordoamento,
Como a lavagem dos animais nas pocilgas não está
tendo os efeitos esperados, sugere-se a instalação de chu_
Veiros nas rampas de acesso, A lavagem dos animais com É
_
gua fria, alem da limpeza, tem um efeito tranquilisante, o
que influencia favoravelmente a apresentaçao e conservação
da carne (33). .
5.7 ~ §IGlEHE,DA§_P0ClLGÁ§
A limpeza das pocilgas e anexos ë realizada ape_
nas com o auxílio de jatos d'ãgua, sob pressão. Deve-se.
lembrar que são de suma importância, dentre as atividades
diárias de um estabeleciemto, os cuidados com manutenção,
limpeza e, as vezes, a desinfecção das pocilgas e anexos .
A não observância, reflete-se negativamente em diferentes
aspectos higiênico-sanitários, como cita-se (22):
a) carreamento pelos animais, para a sala de ma
_
ZO
podem ser convenientemente removidas pelo banho;
b) exalação de mau cheiro, pela fermentação de
urina e fezes, com repercursão negativa nas demais depeng
dências do estabelecimento e vizinhanças. As fezes esta
_
cionšrias constituem, ademais, foco de proliferação de mgs
cas;
c) problema de safide pfiblica, pelas razães já
citadas, mormente quando o estabelecimento se localisa_
dentro do perímetro urbano;
d) focos de disseminação de Zoonoses, com possš
vel repercussão na comercialização internacional de carne.
Apos a saída dos animais de uma pocilga, esta `
deve ser limpa, com raspagem da matéria fecal e lama, e
em se uida 9 com auxílio de 'atos de ã aa e escovão 7 o res _..
tante do material deve ser removido.
As pocilgas de recepçaõ e de matança devem ser
desinfetadas, com substâncias desinfetantes aprovadas pg
10 s.I.F. (54) de acoróp com O art. 87 de RIISPOA (ay)
' , a exemplo do seguinte: i Leite de cal ...,94% Hipoclorito de Na ou Ca... 1% DDEÍOOÓQOOCÔOCOIOO00000900
ó. _ /e~*~é
M
6«‹«'~«°S .ax6.1.1 - AToaDoAitf1a:»1T0ssEnírfâico
Apos apassagem pela rampa de acesso, os animais
penetram no box de atordoamento, todo ele revestido de eg
trutura metálica, sem saliências, e provido de chuveiros.
Haste box, os animais são aprisionados por uma esteira em
forma de "V@, que impede a movimentação dos animais duran
te o atordoamento, prevenindo, assim, fraturas ou contu
_
sões.
Os animais recebem 2 choques, num espaço de tempo
que varia de 7 a l8 segundos; deslisam por uma rampa até
o local em que são "enganchados" a nória.
O método de atordoamento elétrico consiste em se
passar uma corrente alternada de baixa voltagem atravês
do: ošrebro, sendo o instrumento usado um que assemelha-
se a um par de tenazes.
O choque elétrico deve satisfazes certas exigências
pois, senão, torna-se desumeno, pois ha a produçaõ de um
choque falho (39) em‹1ue o animal, embora paralisado, map
têm-se plenamente consciente.
O choque elétrico usado para o atordoamento prg
voca um estímulo cerebral, que determina a incoordenação
das células nervosas cerebrais, podendo ser definido como
um estado de confusão cerebral. As exigências necessárias
para a produção de anestesia são as seguintes (59):'
a) a intensidade dochoque, em amperes, deve ser
adequada; isto depende de dois fatores - da intensidade ,
da corrente, que não deve ser inferior a 250 miliamperes
e da voltagem, que não deve ser menor que 75 volts.
b§ a corrente, em miliampêres, deve exceder o
mínimo exigido e ser aplicada por um tempo suficiente;
c) os eletrodos devem ser colocados corretamen_
te, de modo que a corrente passe atravês do tšlamo e do.”
cõrtex, osârrincipais centros sensoriais do cerebro;
d) 0 animal deve ser sangrado imediatamente apds
.›
ZZ
pera a consciência, embora permaneça paralisado.
Em
1978, Éoenderken (16) realizou estudos com EletroEnc§falo~§rama para determinar os requisitos de voltagem e co;
rente para um eficiente atordoamento de_suinos. Seus resultadss
indicaram que deve~se produzir um estado epilëtico no sufno,
para que este entre em ineonsoiência indolor. A corrente mÍni_
I
ma para provocar o atordoamento deve ser de 1,25 amperes e
l80 volts. Recomenda-se um voltagem entre 300 a 360 volts, por
um tempo de 1 a 3 segundos (15 ).
Para suínos de 100 Kg, Pemberton's Food Processing
Bquipament Company, de Memphis, Tennesse, U.S.A., fabricante
dos atordoadores Electro Sting, recomenda um ajuste de atordoa
dor para l,5 Amp§És e #20 volts (18 ).
0 atordoamento elštrico excessivo, isto ë, aplicação
dochoque por um periodo muito longo de tempo, aumenta a inci
_
dência de carne PSE ( pálida, macia e exéàdativa ) e a
fora
_
ção de salpicos de sangue no pernil (5948). _
'
A sangria deve ser realizada logo apös o atordoamen_
to. 0 ideal ê se promover a sangria num periodo máximo de 15
segundos apds o atordoamento (!6)$ No Frigorífico Chapecd, o
tempo entre o atordoamento e_a sangria varia de 1 minuto e 20
segundos a l minuto e 40 segundos.
Características de um choque eletroplëtico verdadei_
ro (39): '
1) após a aplicação da corrente, as pernas posteriq_
res devem estar retesadas violentamente, uma vez que este tônus
extensor dos membros posteriores ocorre sempre que nã estímulo
suficiente para causar inconsciência;
2) as pernas dianteiras devem estar rígidas;
3) a cabeça retesada para tras;
25
O dtimo resultado obtido com a sangria imedia_
tamente apds o atordoamento elétrico parece-estar relaciona
do com a continuidade daíunção do‹roraçäo e também a manu
_
tenção da pressão sanguínea arterial e a natureza das contra
cões musculares, que expulsam a máxima quantidade de sangue
dos mdsoulos esquelëticos. O RIISPOA (ãfi) em seu artigo 136
parágrafo finico, permite a insensibilização de suínos pelo
metodo eletrico. .
Hã mudança, quase que diária, dos funcionãri_
os encarregados do atordoamento, com isso ha muita varia
_
ção do tempo e do local de aplicação,
SANGRIA
601.02 “
Para a matança de animais destinados ao consu_
mo humano, geralmente duas condiçäes dão exigidas: não cau_
. 0 . . . nú
sar sofrimento desnecessario ao animal e a sangria ser tao
completa quanto possível.
Somente a metade do total de sangue do animal
ë extraído durante a sangria (35)I
Os suínos podem ser sacrificados por incisão
dos grandes vasos sanguíneos do pescoço ou por punção dire¿`
ta no coração - Artigo 136 de RIISPOA (54);
No Frigorífico Chapecd, apõs o atordoamento e_
lêtrico, o animal ë suspenso pelos membros traseiros e, nas
sa posição š sangrado.
`
A faca 5 inserida na linha mediana do pescoço,
na depressão anterior do externo e então empurrada, oara sec
cionar a veia cava anterior, na entrada do peito, pode oco;
rer também a perfuração da artéria carótida (59).
Os porcos ficam de 6 a 9 minutos sangrando.
Durante o período de sangramento há um relaxa
¿4
6.183 -
c _rAM:a_N'rQc_E DEBILAQÃO LIJ U1 O fl> :LJ
Apös a sangria, os porcos são levados, pela
nõria, à maquina depiladora. Na máquina há, primeiramente
o escaldamento, com os porcos recebendo jatos de água e ,
depois, jatos de vapor» '
Após a passagem pelos jatos de água e vapor ,
os porcos caem no depilador.
Os porcos brancos, raça Landrace, Largewhite,
puros ou cruzados, por serem, segundos os funcionários en_ ~ l
IK
carregados pelo abate e depilaçao, mais faceis de pelar e
não suportarem maiores tempos e temperaturas na máquina,
recebem jatos de água com temperatura que varia de 69 a
729€ e vapor com temperatura de 6090, com uma velocidade
da nöria de 2,5; o que significa que o fporco fica de 8 a
10 minutos na maquina. São depiladps, nessa velocidade, 7
porcos por minuto,
Se os porcos brancos permanecerem na máquina
por um período de tempo maior e a maiores temperaturas, a
carcaça sairá cozida, em consequência, as cerdas se acamam ,
e a limpeza se torna mais difícil, até mesmo, impossível(59)
$D\ O (ig O . 4W
Os porcos vermelhos recebem jatos de 'a
3
ma temperatura que varia de 72 a 749€ e vapor a 609 sendo
a velocidade da nõria de 2,0, o que significa que permane_
cem na máquina por, aproximadamente, 15 minutos. A esta vg
locidade, são depilados 5 porcos por minutos.
Por esta razão, para evitar que porcos brancos
( Landrace/
Largeähite
) saiam cozidos e os porcos verme_lhos saiam mal depilados, deve-se proceder a separação dos
animais nas pocilgas. _
Realizou-se a separação dos porcos nas pocil_-
gas e verificou-se uma sensível diminuição dos porcos sepa
rados, pelo S.I.F. ou pelos funcionários da seção, para ng va toilete, Qu mesmo coureamento.
ç
35
OBS: os porcos são separados por apresentarem problemas
de depilação, lesões ou denças cutâneas, nesse caso.
Notou-se que é necessário uma fiscalização na
separação dos animais na pocilgas.
Apos a depilação, os porcos são presos à 13 Om
ria pelo tendão de Aquiles.
Ôelzë - TOÍLETE
A toilete, atualmente sendo realizada por 5
funcionários, é um complemento da depilação, com a reti_
rada cuidadosa dos pelos que resistiram a ação da máqui_
na depiladora. É obrigatõria, segundo o artigo 142 do
RXISPOA (54).
O chamuscamento é feito com auxilio de maçar;
co, correndo a chama por toda a carcaça com o objetivo»
de queimar os pelos que não tenham sido removidos pela z
maquina depiladora ou pela depñlação manual ou toilete.
'A raspagem e o chamuscamento são fatores que
reduzem a carga microbiana da superfície da carcaça em
até 99% (59) »
Com 5 funcionários realizando a toilete a lim
peza final das carcaças melhorou consideravelmente. -
ó.1.5 ~ BANHEIRO AUTQMÁTIEQ
A lavagem das carcaças antes da evisceração ë
uma prática comum e aceita pelos matadouros e obrigatória
segundo o artigo lh2 do RIISPOA (59).
É realizada por um chuveiro automatico, com
jatos direcionais, sob pressão, com o objetivo de remover
pelos e sujidades e diminuir a carga bacteriana, além de
«Zé
6.1.6 - EXPOSICÃQ DA LINGUA
É
feita com o objetivo de despeeender a lingua,facilitando sua retirada junto com as vísceras vermelhas e
também, para evitar que seja cortada na operação de desar_
ticulação da cabeça.
ô.1.7 - BESARTICULAÇÃQ DA CABEÇA
Realizada pela desarticulação entre os côndilos
ociptais e o atlas ( 19 vértebra cervical ), ficando a ca_
beça presa somente pelo couro da papada.
ô,1.8 - EBEHTURA Do Aspomsa
Realiza-se uma incisão, desde o ânus até o pon_
to onde se faz a sangria. Com uma faca especial, um 29 fun
cionãrio completa a operação, cortando o mesentërio visee_
ral, liberando as vísceras e, cortando o diafragma, para
libertar o coração e os pulmões. _
ó.1.9 ~ 19 LINHA DE INSPEÇÃO
Realizada de acordo com o artigo lM8, item, 2
do RIISPOA (54)« Inspeciona-se a cabeça, mfisculos mastiga
dores, lingua, glândulas salivares e gânglios linfãticos
correspondentes.
6.1.10 - EVISCERAQÃQ
A evisceração É realizada em duas etapas. PriL_
meiramente faz-se a retirada das vísceras brancas e, após,
a retirada das vísceras vermelhas, incluindo nessa operação
a retirada da língua.
Para evitar-se a decomposição do quarto trasei_
ro, remove$se o reto e o ânus (59).
Deve haver uma perfeita identificação entre as
_
Z?
pelo S.I.F., logo após sua retirada, de acordo com o art.
143 do RIISPOA (34), 0 § 19 do mesmo artigo proíbe o re
_
tardamento da evisceração.
Apõs a retirada, as vísceras são colocadas em
bandejas ( mesa rolante ), sofrem inspeção e são destina_
das à seção de tripatia ( brancas ) e seção de miúdos
f
( vermelhas ). Deve-se ter o maximo cuidado nessa opera
_
ção para que não ocorra o corte ou perfuração, o que iria
contaminar a carcaça.
ô,1.11 - QQ LINHA DE INSPEÇÃO
Na inspeção das vísceras deve-se dar atenção à
pneumonia e às conpiicações secundárias da pneumonia por
vírus, principalemte a pleurisia, a pericardite e a peri_
tonite. _
Deve-se examinar, de acordo com o artigo lh8 do
RIISPOA (34), ítens 3 e 4, a cavidade abdominal e torãxica
bem‹:omo seus Õrgãos e gânglios correspondentes.
6zl.l2 - RETIRADA DA GORDURA EM RAMA
vv
Esta operaçao ê feita manualmente. Retira-se a
gordura do mesentêrio ou da região cavitãria dos suínos.
Esta gordura ë comestível.
6.1.13 - 39 LINHA DE INSPEÇÃQ
A 39 linha de enspeçšo realiza o exame da car_
caça, de acordo com o artigo 148, item 5 do HIISPOA (54 )ƒ
deve compreender o exame geral da carcaça, serosas e gân _
glios linfâticos cavitãrios, inframusculares, superficiais
e profundos acessíveis, alên da avaliação dascnndições de
nutrição e engorda do animal.
Inspeciona~se o couro dos animais, verificando~
se a presença de escoriações e contusões; as cavidades to_
26
ou tuberculose, devendo-se levantar odiafragma para pesqu;
sa de lesões tuberculosas (59)»
De acordo com seuzestado, as carcaças podem ser
destinadas ao consumo normal ou serx*levadosao DEPABTAMEN_
TO DE INSPEÇÃO FINAL, onde serão julgadas, apös exame com_
pleto.
6.l.l4 - DIVISÃO EM MEIAS CARCAÇAS
É
feita com o auxílio de uma serra elétrica,¿5
A cabeç S19 l(D\
Ê
feita manualmente, com u auxílio de uma faca.F-J avada e enviada, atravës de um chute inclinado
atë a seçao de preparo e limpeza de mifidqa.
6.1.16 - LAVAGEM DAS MEIAS CARCAQAS
Feita com auxílio de um chuveiro manual e água
clorada, sob pressão. O objetivo da lavagem das carcaças é
o de retirar todas as sujidades presentes na carcaça, como
pelos, fareles de ossos, sangue,etc., diminuir a carga, mi
crobiana, dar um melhor aspecto à carcaça, além de contr;
buir para o resfriamento. _
601017 "'
_E_:E__ TIRAaÀ nos PES
Apös a lavagem das meias carcaças, ha a retira_
da dos pés, que são destinados à seção de preparo e limpe_
za de miudos, através de chutes inclinados.
6.1.18 -z CÂMARA DE
assralmmmro
DE CABCAQAS iLogo apös a lavagem e retirada dos pés, as mei_
as carcaças são pesadas e alojadas na câmara de resfriameg
to. Este procedimento ë desejável, pois o resfriamento, a_
lêm de inibir razoavelmente o crescimento bacteriano, in
_
flui nas reações bioquimicas, principalmente naquelas rela
tivas à autodigestão enzimática, reduzindoÂafisua velocida;
de e, assim, proporcionando uma maior durabilidade à carne.
Embora o músculo "in vivo" seja praticamente es
tëril, 5 inevitável que, durante o processo sofrido desde
. J . N .
a sangria ate a lavagem final, a carcaça nao se contamine.
Se os micror anismos encontrarem condições favoráveisÉS ä
sua proliferação, as carnes se deterioração mais rapidameg
te, por isso o resfriamento das carcaças logo após a abate
5 comum,(Q ).
50
ne em boas condições, semdestruir-lhe as "flor". Tempere
turas entre 1,1 e %,M9 6 são mais satisfatõrias no res
_
friamento de meias carcaças (39).
Deve-se manter um espaço regular entre as me_
ias carcaças, quando estão suspensas nas câmaras de res_
friamento; pois se estas forem colocadas muito juntas ,
não haverá uma boa e correta circulação do ar, havendo
maior dificuldade na dissipação do calor. Notou-se que
as meias carcaças estão sendo colocadas muito juntas nas
câmaras de resfriamento, este procedimento provoca "quai
maduras" ou bandas ãcidas (39), que são manchas esbranqui
çadas no couro. Além do mau aspecto, há o problema de fel
ta de refrigeração do couro e toucinho, que são geralmep
te destinados à graxaria ( refinaria ).
o arrsroà (BH), de aeordo com 0 artigo 245,
exige que as carcaças sejam penduradas nas cãnaras de rg
friamento com espaço suficiente entre elas e a parede.
A veloeidade de resfriamento depende do tamap
nho, capacidade calorífica e cobertura de graxa das car_
caças e da temperatura, umidade relativa e circulação de
ar da cãmara (55).
As carcaças de suínos, ao darem entrada na cê
mara de resfriamento, apresentam uma temperatura que wap ria de 37,5 a 3890. As carcaças permanecem na câmara de
resfriamento até o dia seguinte, quando são retiradas e
enviadas à seção de espostejamento. Ao sair da câmara de
resfriamento, no mínimo ló horas apõs o abate, as carca_
ças apresentam uma temperatura interna entre +4 e eã QC.
A refrigeração faz com qua haja uma perda de
peso, devido a evaporação de uma parte da água corporal.
A perda de calor inicia-se rapidamente logo
após o abate.
51
de carcaças a temperatura, a umidade relativa e a veloci
dade de ar da câmara de resfriamento, sendo que estes fa
tores influem, também, no grau de perda de agua da carne
e com isto, o grau de dessecação e perda de Peso (il).
Por motivos econômicos e de qualidade, convém
que a perda de água ou de peso que ocorre durante a refri
geração seja o menor possível, pois, alem do dano econõ_
mico que acarreta ao frigorífico pela perda de peso, to;
na a carne seca e escura na sua superfície. Para evitar
que ocorra a dessecaçäo excessiva, recomenda-se (55) que
a umidade relativa se mantenha entre 88 e com gran
de circulação de ar na câmara (3¿)fl além de manter a teg
peratura próxima dos zero graus.
\O ¡\> ea m
Price (35) assinala que umidades relativas su_
periores a 92% favorecem o desenvolvimento de mofos e a
formação de limo na superfície da carne.
o sistema ao frio utilizado pelo Frigorífico
Chapecd para a refrigeração de carcaças, compreende gran
de circulação de ar e umidade relativa entre 82 e 90% ,
com a temperatura interna das carcaças chegando a +# e
+5 QC, após ló ou mais horas de permanência na câmara.
No Brasil, ainda não existem especificações sp
bre as condições de resfriamento de carcaças
(9).
V O regulamento em vigor no Brasil (34), prevê
que os matadouros-frigoríficos possuam instalações de
frio industrial - artigo 21, § 19; instalações de frio
com câmaras e antecâmaras que se fizerem necessarias em
número e com área suficiente segundo a capacidade de es_
tabelecimento ( artigo 33, ítem ló ) e que todas as car_
nes, inclusive as de a1ea,;bem como vísceras, antes de
serem recolhidas às câmaras frias onde já se encontrem
outras matérias-primas armazenadas, devem permanecer por
l
.5¿
Um dos aspectos mais importantes no resfriameg
to de carcaças ê a velocidade de resfriamento, ou seja ,
o tempo necessário para baixar a temperatura dos mdscu
_
los dentro de certos limites, pois ela influencia as prg
priedades da carne, tais como: maciez, cor, capacidade,
de retenção da água, queda de pH, perda de peso e grau
de contaminação bacteriana (9 ). A
Um dos efeitos mais importantes da velocidade
de resfriamento da carcaça ë observado na maciez da car_
ne ($').
A Quando, depois do sacrifício, deixa-se a carne
entre zero e 59€, a maciez ( brandura ) diminui durante
as primeiras 24 horas, tempo em que se implanta o rigore
mortis, para depois aumentar gradualmente (55).
A refrigeração das carcaças está também rela;
cionada ao desenvolvimento do rigor-mortis, pois este ë
influencmado pela temperatura ambiente; sendo que uma
baixa temperatura eetarda o seu início (53) e tanto mai_
or será a sua duração. A ocorrência de um grau adequado
de rigor mortis ê importante, pois a carne mostra-se me
lhor para ser retalhada, seus cortes tem mais consistên_
cia, ha menos desperdício e a sua conservação ë aumentaá
da. O aparecimento rápido do rigor-mostis constitue um
indício de que a carne virá a sofrer alterações putrefa_
eâeLâ‹3TEcA0.as2.¬nz
'“‹wa
z.Qeêe,
33
6.2 - HIGlE§1ÃA§Ã0_DAl§§§ÃQ_§š.À§AIE
G atendimento correto das fases do processo
tecnolõgico do abate e a rigorosa observância da higie_
ne na sala de matança, antes, durante e apõs os seus tra
balhos, são princípios básicos, cujo respeito constitui
a garantia da obtenção de um produto merceologicamente
valioso e higienicamente idôneo. Hegligência, imperfei
_
ções e imperícia, neste particular, interferindo, como
interfere, direta ou indiretamente na qualidade das car_
nes, comprometem-nas fatalmente, dos dose pontos de vis_
ta aludidos, tornando-as desvalorizadas, pela mã apresen
tação ou pela quebra de sua resistência ã deterioração e
o que ë mais importante ainda, tornando-as suspeitas ou
seguramente nocivas à saúde do consumidor (Zz).
A limpeza ë efetuada pelos funcionários da pré
pria seção, antes, durante e apõs os trabalhos diãrios.
6 , 2 . 1 - 1×f¿2LOQ_Qsu
na
LirlššziNa limpeza de pisos, paredes, mesa transporta_
dora de vísceras ( bandejas ), plataformas e carros, o
método utilizado ê o mesmo, ou seja:
a) pré-lavagem com água quente, sob pressão;
b) fricção com bombril e sabão;
c) enxague com ãgua quente;
Nos pisos, a etapa "b" ë efetuada 2 a 3 vezes por semana, com a aplicação de um desinfetante -biocidz
Com exceção dos pisos, não usa-se desinfetan_
te após a limpeza. O aspecto visual da limpeza Ê bom, com
exceção de algumas pias, has plataformas, que aprsentam~
se, quase que diariamente sujas; necessitam de uma melhor
atenção na limpeza.
54
cionando, inclusive a que situa-se no local de sangria.
O mesmo vale para as pias, que estão, ou sem pedal ou
sem o encanamento para o escoamento da água utilizada.
É importante o funcionamente destes equipamen_
tos na higienização dos instrumentos de trabalho dos dun
cionármos e da própria I.F. e tambem para a higieniza
_
ção dos funcionários.
_ Do ponto de vista higienico-sanitário, a emprg
sa sd tem a lucrar com a perfeita manutenção destes equ;
pamentos.
Sugere~se o uso de deinfetantes, desde que
aprovados pelo S.I.F., principalmente na mesa transporta
dora de vísceras, devido ao alto grau de contaminação-
presente nestas e, também, devido ao formato das bande
_
. . . .
.
I .
' I'
gas, que possibilitam o acumulo de agua. -
Na desinfecção dos equipamentos poder-se~ia
usar desinfetantes a base de compostos quaternarios de
amônia, que possuem muita atividade germicida, são inodo _..
~ ~ ~ id
ros, incolores, nao corrosivos e nao irritantes; sao es_
tãveis a temperaturas elevadas e relativamentes estáveis
em presença de matëria orgânica; ativos em ampla faiäa
de pH e bastante ativos contra os microrganismos termodfi
ricos (25).
Segundo Faber Leitão (25), esses produtos, cÕ_
mo todos os desinfetantes, apresentam algumas desvanta
_
gens para a indfistria de alimentos, dentre elas: são peu
co eficientes contra bactérias gram-negativas - colifor_
mes, psicrõfilas, etc.
Pode~se usar, também, produtos clorados, ioda¿
dos, compostos anfoliticos ou anfotëricos; porém estes
Ê
presentam o inconveniente de serem, ou muito caros ou não
suportarem temperaturas muito elevados, ou serem corrosi