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RELATÓRIO ANUAL 2020

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Academic year: 2022

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RELATÓRIO

ANUAL 2020

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sponsors

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RELATÓRIO

ANUAL 2020

(4)

Presidente/Chairman Synésio Batista da Costa

Vice-Presidente/Vice-Chairman Carlos Antonio Tilkian

Antonio Carlos Manssour Lacerda, David Baruck Diesendruck, Eduardo José Bernini, Elizabeth Maria Barbosa de Carvalhaes, Euclésio Bragança da Silva, Fernando Vieira de Figueiredo, Fernando Vieira de Mello, Humberto Barbato Neto, José Eduardo Planas Pañella, Luiz Fernando Brino Guerra, Morvan Figueiredo de Paula e Silva, Rubens Naves e Vitor Gonçalo Seravalli

Conselho Fiscal/Fiscal Council

Bento José Gonçalves Alcoforado, Rafael Antonio Parri e Sérgio Hamilton Angelucci

Secretaria Executiva/Executive Secretary Victor Alcântara da Graça

Texto e Edição/Text and Editing

Fabiana Souza e June Hellen Sant’Ana Marques Colaboração/Collaboration

Juliana Oliveira Mamona, Maria Lucilene de Almeida Santos e Victor Alcântara da Graça Revisão de texto/Review of Text

June Hellen Sant’Ana Marques Tradução e Revisão/Translation Alpha Omega

Fotos/Photos

Shutterstock, iStockPhoto e CEDOC

Projeto Gráfico, Diagramação e Arte-Final/ Graphic design, text formatting and artwork Tre Comunicação

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missão Visão valores Posicionamentos

Promover a defesa dos direitos e o exercício da cidadania de crianças e adolescentes.

Uma sociedade justa e responsável pela proteção e pleno desenvolvimento de suas crianças e adolescentes.

Ética, transparência, solidariedade, diversidade, autonomia e independência.

A Fundação Abrinq defende a:

• Educação inclusiva, com garantia de acesso e qualidade em todas as etapas da educação básica (educação infantil, ensino fundamental e médio);

• Promoção de vidas saudáveis de crianças e adolescentes;

• Corresponsabilidade na gestão pública;

• Proteção dos direitos de toda criança e adolescente.

A Fundação Abrinq é contrária:

• À redução da idade para o trabalho;

• Ao trabalho infantil, exceto em atividades amparadas pela lei, cujos direitos da criança e do adolescente sejam assegurados;

• A toda e qualquer forma de violência contra crianças e adolescentes;

• À redução da maioridade penal;

• A qualquer medida ou legislação que venha a reduzir os direitos das crianças e dos adolescentes, já assegurados pela Constituição Federal, pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e por acordos internacionais dos quais o Brasil é signatário.

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Synésio Batista da Costa Presidente O ano de 2020 foi um dos mais desafiadores,

sem dúvidas, para toda a população. Quando os noticiários começaram a divulgar uma epidemia, até então, que se iniciava na China, não imaginávamos a proporção que o vírus tomaria, da mesma maneira que desacreditávamos que chegaria na mesma intensidade até o Brasil. Era distante demais para causar um caos tão grande.

Até que, em fevereiro, foi noticiado o primeiro caso do Coronavírus no Brasil. Em março, a Organização Mundial da Saúde já havia declarado uma situação de pandemia. O número de infectados pela COVID-19 começou a aumentar dia após dia e, na mesma rapidez, crescia também o número de óbitos pela doença.

O país começou a tomar todas as medidas necessárias para conter o avanço do vírus. O comércio foi fechado, as aulas foram suspensas, a maioria das pessoas começou a trabalhar em regime home office, a economia passou a sentir o forte impacto de um vírus invisível aos nossos olhos e, como consequência, os problemas sociais ficaram ainda mais evidentes.

Todos os segmentos sofreram os impactos negativos e, raras às exceções, positivos ocasionados pela crise econômica e sanitária que se iniciava.

Conosco não foi diferente. As crianças e os adolescentes ficaram ainda mais vulneráveis, seja pela falta de alimentação, anteriormente cessada pela merenda escolar, pela violência ou até mesmo pela falta de acesso à educação, que ficou ainda mais seletiva.

Precisamos nos reinventar para continuarmos defendendo a infância e adolescência. Adaptamos as nossas atividades, criamos novas ações para ampararmos quem precisava de ajuda e buscamos novas fontes de receita para conseguirmos continuar transformando a história de quem é a razão da nossa existência: as crianças e os adolescentes.

Com muito empenho e trabalho, conseguimos ter bons resultados diante do cenário que foi imposto.

Estivemos presentes em todas as cinco regiões e impactamos mais de 70 mil vidas.

A pandemia ainda existe com os mesmos riscos de quando chegou e os cuidados para combatê-la continuam necessários. Mas temos a esperança de que vamos, juntos, passar por esta fase e garantir um futuro melhor para todas as crianças e todos os adolescentes.

Dedicamos este relatório para todas as pessoas e empresas que apoiaram a nossa causa mesmo em meio as dificuldades e, em especial, para todas as pessoas que tiveram perdas irrecuperáveis em 2020.

Tenha uma ótima leitura.

(7)

Agradecimentos

Caro doador, obrigada por garantir um futuro melhor para as crianças e os adolescentes!

Todos os anos, a Fundação Abrinq atua, sem medir esforços, para promover e garantir os direitos das crianças e dos adolescentes no Brasil. Em 2020 não foi diferente.

Um ano marcado por inúmeros acontecimentos, também registrou um importante marco: a Fundação Abrinq completou 30 anos de existência.

Três décadas nas quais a instituição se debruçou e trabalhou incansavelmente para proporcionar uma qualidade de vida melhor na infância e adolescência.

Ao longo de sua trajetória, desenvolveu 64 programas e projetos voltados para promover o acesso à educação de qualidade, saúde e proteção contra todos os tipos de violência. Ao todo, 6.842 proposições legislativas foram monitoradas e mais de 8 milhões de crianças e adolescentes tiveram os seus direitos assegurados.

Os resultados retratam um trabalho realizado com muita dedicação, muito amor e apoio. Todas as

conquistas adquiridas nos últimos 30 anos, assim como todas as ações presentes nas próximas páginas deste relatório só foram possíveis porque a Fundação Abrinq contou com a ajuda e o engajamento de milhares de pessoas e empresas que acreditam em um futuro melhor. Pessoas e empresas que acreditam que a solidariedade pode sim mudar o mundo e não pensaram duas vezes antes de fazer o bem para o próximo.

Caro doador, muito obrigada

por se preocupar e fazer a

diferença para tantas crianças

e tantos adolescentes. Você

transforma vidas!

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30 anos de história

Resultados

crianças e adolescentes beneficiados

8.858.611

proposições legislativas que impactam a

infância e adolescência monitoradas

6.842

programas e projetos voltados para a educação, saúde e proteção desenvolvidos

64

8 programas e projetos desenvolvidos

70.688

crianças e adolescentes beneficiados

Mais de

40.000

pessoas e empresas apoiaram financeiramente

a causa

792 proposições legislativas monitoradas, sendo 357 relacionadas ao direito à proteção,

354 ao direito à educação e 81 ao

direito à saúde

Resultados 2020

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30 anos de história

Resultados

crianças e adolescentes beneficiados

8.858.611

proposições legislativas que impactam a

infância e adolescência monitoradas

6.842

programas e projetos voltados para a educação, saúde e proteção desenvolvidos

64

8 programas e projetos desenvolvidos

70.688

crianças e adolescentes

beneficiados

Mais de

40.000

pessoas e empresas apoiaram financeiramente

a causa

792 proposições legislativas monitoradas, sendo 357 relacionadas ao direito à proteção,

354 ao direito à educação e 81 ao

direito à saúde

Resultados 2020

Adotei um Sorriso

206

crianças e adolescentes beneficiados por atendimentos clínicos

133

organizações participantes

69

voluntários com atendimentos clínicos realizados

10.188

escovas de dentes doadas

2.801

cremes dentais doados

Creche para Todas as Crianças

6.285

crianças beneficiadas

304

famílias beneficiadas com o recebimento de cestas básicas

223

profissionais formados

09

instituições de educação infantil com melhorias de infraestrutura efetuadas

Empresa Amiga da Criança

663

Empresas Amigas da Criança

R$ 1.808.888.435,39

doados pelas empresas aos Fundos de Direitos da Criança e do Adolescente e outras leis de incentivo

R$ 112.837.549,56

investidos pelas empresas em ações voltadas para crianças e adolescentes

Escola no Campo

4.999

crianças e adolescentes beneficiados

372

pessoas beneficiadas com kits pedagógicos doados

149

escolas participantes

44

municípios de

8

estados participantes

Fortalecimento da Rede Estratégia ODS

139

organizações participantes

59

municípios participantes

25

empresas participantes

01

academia participante

Nossas Crianças

15.311

crianças e adolescentes beneficiados

19

projetos de outras organizações financiados

12

organizações com espaços reformados

24.309

cestas básicas doadas

15.836

famílias beneficiadas com as doações

43.887

crianças e adolescentes beneficiados pela Rede Nossas Crianças

Prefeito Amigo da Criança

446

municípios realizaram a apuração final do Orçamento Criança e Adolescente (OCA)

454

municípios preencheram o mapa final de Políticas Sociais

451

municípios preencheram o mapa final de Fortalecimento de Conselhos

125

prefeitos foram reconhecidos como Prefeitos Amigos da Criança

Prêmio Criança

139

projetos inscritos

82

projetos aprovados na 1ª fase de avaliação

22

projetos aprovados na 2ª fase de avaliação

7

projetos finalistas

3

projetos vencedores

(10)

Sumário

Introdução ...11

Contexto histórico ...13

Atuação ...14

Programas e Projetos ...18

Adotei um Sorriso ...19

Creche para Todas as Crianças ...23

Empresa Amiga da Criança ...27

Escola no Campo ...32

Fortalecimento da Rede Estratégia ODS... 34

Nossas Crianças ...38

Prefeito Amigo da Criança ... 42

Prêmio Criança ... 48

Relações Institucionais e Governamentais ...53

Representações Institucionais ...58

Produção e disseminação de conhecimento ...62

E-books ...62

Publicações ...63

Comunicação ... 64

Campanhas ...65

Captação de Recursos ...67

Fundação Abrinq em 2021 ...70

English Version ...73

(11)

Introdução

Criada em 1990, a Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança e do Adolescente é uma organização sem fins lucrativos que tem como missão promover a defesa dos direitos e o exercício da cidadania de crianças e adolescentes no Brasil.

Compreendendo que as questões envolvidas no cenário de vulnerabilidade deste público são complexas e exigem um esforço social em prol de sua mudança, a Fundação busca, desde o início, ser um instrumento de mobilização de pessoas, ações e políticas, levando recursos financeiros e conhecimento técnico a quem precisa deles.

Os programas e projetos promovidos pela instituição têm suas ações pautadas pela Convenção Internacional dos Direitos da Criança, da Organização das Nações Unidas (1989), pela Constituição Federal (1988) e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (1990).

Na defesa do direito à Educação concentram-se os programas e projetos que buscam ampliar o acesso às etapas iniciais de ensino, melhorar a qualidade da Educação e da infraestrutura escolar, além de contribuir para o desenvolvimento físico, psíquico e social da criança e do adolescente.

Sabe-se que muitas vezes os recursos governamentais destinados à Educação são insuficientes e que

muitas crianças e adolescentes estão fora da escola, sem contar as instituições que não possuem estrutura básica como acesso ao esgoto sanitário, abastecimento de água ou energia elétrica.

A Fundação Abrinq entende essa área como prioridade para a construção de um futuro mais justo e, por isso, busca incluí-la em suas ações assistenciais.

Outras iniciativas visam manter e ampliar o sistema de garantia de direitos desses sujeitos, em frentes que combatem maus-tratos, exploração e violência, atuando de forma integrada junto aos órgãos públicos, empresas e organizações do terceiro setor. Assim, a instituição fomenta uma rede que inclui os conselhos de direitos, os conselhos tutelares, os Juizados de Infância e Juventude, o Ministério Público e a Defensoria Pública, órgãos do Legislativo e organizações da sociedade civil, que atua em pautas coletivas que garantem, na prática, o exercício dos direitos.

Na defesa do direito à Saúde, a Fundação desenvolve iniciativas que buscam garantir qualidade de vida para essa faixa etária como promoção da saúde mental e acesso a serviços como odontologia e psicologia.

Em 2020, ano em que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completou 30 anos de vigência,

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infância e adolescência.

Ao olhar para o histórico de conquistas que preenchem essas três décadas, percebe-se que esta é uma luta da qual a Fundação e o país devem se orgulhar. Foi possível presenciar a redução da mortalidade infantil, a ampliação do acesso à escola e a redução da ocorrência da exploração da mão de obra infantil. No entanto, é notável que ainda há muito trabalho a ser feito para garantir que os direitos das crianças e dos adolescentes sejam assegurados e não haja nenhum retrocesso.

O direito de proteção ao desenvolvimento físico, mental e social encontra barreiras quando as condições do sistema de saúde e saneamento não são capazes de atender às pessoas que vivem em situações de extrema pobreza¹. E o direito à alimentação, moradia e assistência médica de qualidade, bem como o direito à proteção contra o trabalho infantil também são afetados num país onde o desemprego formal ainda aumenta².

Com a declaração da pandemia, em 11 de março, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), surgiram

familiares. Embora oficialmente não façam parte do grupo de risco da doença, as crianças e os adolescentes podem ser os mais afetados pela crise a médio e longo prazo, pois o aumento da pobreza afeta diretamente seus futuros³.

Segundo estudo do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) sobre o impacto da COVID-19 na saúde de crianças e adolescentes, os efeitos indiretos da pandemia se manifestaram em prejuízos no ensino e na socialização, devido à suspensão das aulas presenciais, ainda que necessárias para conter a propagação da doença; aumento do estresse e casos de depressão e ansiedade; e o aumento da violência doméstica, junto à diminuição da procura pelos mecanismos de proteção, devido ao afastamento do ambiente escolar4.

Assim, o ano de 2020 mostrou-se como um momento de luta para garantir e defender os direitos e avanços alcançados, deixando claro que, para os anos seguintes, será fundamental repensar a atuação das organizações, empresas e órgãos governamentais para diminuir os impactos deixados pela pandemia.

1Segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) de 2019, o atendimento dos centros urbanos com redes de esgoto é de 61,9%, sendo que o índice de tratamento é de apenas 49,1% de esgotos gerados e 78,5% de esgotos tratados.

2A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgada no último trimestre de 2020 acusou o aumento de 14,1% da taxa de desemprego formal no país: 3% a mais em relação ao ano anterior.

3Segundo dados de pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE), houve queda na renda de 63% das famílias que possuem crianças e adolescentes, sendo que 18% tiveram acesso ao programa Bolsa Família e 22% a algum outro benefício do governo; 58% das famílias que residem com essa faixa etária alteraram hábitos, inserindo mais alimentos industrializados na alimentação diária, e 6% das famílias chegaram a não ter nada para comer.

4Covid-19 e Saúde da Criança e do Adolescente, IFF/Fiocruz: Rio de Janeiro, 2020, p. 7.

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Diante da ocorrência no Brasil de inúmeros episódios de violações de direitos de crianças e adolescentes, a Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (ABRINQ) criou uma Diretoria de Defesa dos Direitos da Criança, em 1989, núcleo que se tornaria a Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança e do Adolescente.

O que motivou a iniciativa foi a crença de que não seria possível esperar o poder público resolver sozinho tais questões. Havia a convicção de que o trabalho a favor das crianças e dos adolescentes em situação de vulnerabilidade no país não deveria ser uma ação individual, mas um esforço coletivo de toda a sociedade.

No início dos trabalhos, foram realizadas diversas ações em parceria com outros setores da sociedade, firmando desde então as características da instituição, que são preservadas até os dias atuais, como o foco na mobilização e participação da sociedade.

Dessa forma, a Fundação Abrinq manifesta, desde a sua criação, a vocação de entidade de assessoramento, defesa e garantia de direitos, e a capacidade de intermediar positivamente a relação entre quem precisa de recursos e quem dispõe deles.

Desde a sua criação, em 13 de fevereiro de 1990, a Fundação Abrinq atua alinhada aos preceitos estabelecidos na Constituição Federal, de 1988, e na Convenção da Criança, da Organização das Nações Unidas (ONU), de 1989.

A Fundação Abrinq carrega em seu DNA a atuação em incidência política, a implementação de programas e projetos, o desenvolvimento de ações de comunicação e o engajamento que buscam, sempre, a promoção dos direitos das crianças e dos adolescentes nos diferentes cenários brasileiros.

Contexto Histórico

(14)

A Fundação Abrinq atua na promoção e proteção dos direitos e do exercício da cidadania de crianças e adolescentes, em especial, as que se encontram em situação de vulnerabilidade social, agindo diretamente no Sistema de Garantia de Direitos (SGD).

Como entidade de assistência social, a Fundação está alinhada às principais leis, políticas e resoluções de sua categoria, com destaque aos princípios e diretrizes da Lei Orgânica da Assistência Social (Loas, Lei nº 8.742/1993), a Política Nacional de Assistência Social (PNAS/2004 - Sistema Único de Assistência Social - SUAS) e resoluções CNAS nº 16/2014 e nº 27/2011.

A prestação de serviços realizada pela instituição é integralmente gratuita, continuada, permanente e planejada para a realização de sua missão. Para isso, atua diretamente na construção de novos direitos, na promoção da cidadania, no enfrentamento das desigualdades sociais e na articulação com órgãos públicos dirigidos à política de assistência social, nos termos da Lei nº 8.742/1993 (art. 2º, I, “a”), bem como respeitando as deliberações do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS). Seu trabalho tem abrangência nacional, por meio do assessoramento técnico, político, administrativo e financeiro às organizações da sociedade civil, empresas e aos governos, nos três níveis da Federação (União,

estados e municípios), bem como nas três esferas (Executivo, Legislativo e Judiciário).

A Fundação Abrinq também realiza incidência política e mobilização social focadas em direitos previstos em lei e no reconhecimento de novos, assim como na promoção da cidadania e no enfrentamento das desigualdades.

As ações, programas e projetos desenvolvidos sempre fundem o elemento de comunicação em suas mecânicas de operação como parte da estratégia de engajamento. Para isso, são realizadas diversas campanhas e eventos institucionais, construídos e disponibilizados para a sociedade estudos temáticos e cenários da infância e adolescência de alta repercussão na mídia, visando trazer luz às violações de direitos, angariar apoio da opinião pública, pressionar legisladores e governantes, divulgar experiências bem-sucedidas e propor para toda a sociedade novas soluções, indo além da denúncia.

A Fundação também monitora o cumprimento dos acordos internacionais assinados pelo Brasil que requeiram a implementação de políticas públicas nacionais e subnacionais. Desde 2014, atua na negociação e implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), adotados pela

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Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU), em 2015. A estratégia utilizada articula a incidência no Governo Federal e nos entes subnacionais – estados e municípios – para que nenhuma criança e nenhum adolescente sejam deixados para trás. A Fundação ainda atua para fomentar o engajamento da sociedade civil e do setor privado no cumprimento das metas de desenvolvimento sustentável até 2030.

CONTROLE SOCIAL DAS POLÍTICAS PÚBLICAS, FORTALECIMENTO DE ORGANIZAÇÕES DA SOCIEDADE CIVIL E O MOVIMENTO DA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA

A Fundação Abrinq promove o assessoramento técnico, administrativo e financeiro às organizações da sociedade civil que prestam serviços essenciais à garantia dos direitos de crianças e adolescentes, a fim de fortalecer e qualificar a atuação dessas organizações para a boa gestão de suas atividades como planejamento, monitoramento e avaliação das ações e serviços prestados, bem como a sustentabilidade das ações, por meio de estratégias de captação de recursos.

Também promove e fortalece o controle social e o esforço das organizações do movimento da infância, por meio de mobilização e engajamento em redes e coalizões, participando de espaços democráticos de defesa de direitos, como conselhos, fóruns, redes e comissões.

PROMOÇÃO E GARANTIA DOS DIREITOS JUNTO ÀS EMPRESAS

Engaja e fortalece o empresariado na defesa dos direitos da infância e adolescência, mobilizando e reconhecendo empresas que realizam ações sociais para a promoção dos direitos desse público, sendo o foco prioritário a prevenção e o enfrentamento do trabalho infantil. As empresas se comprometem

a não explorar o trabalho infantil e a não permiti- lo em sua cadeia produtiva, promover a formação profissional e o acesso ao emprego protegido para adolescentes e realizar ações sociais em prol das crianças e dos adolescentes.

PROMOÇÃO E GARANTIA DOS DIREITOS PELOS GOVERNOS

A Fundação defende que o poder público deve cumprir seu papel na garantia dos direitos de crianças e adolescentes por meio da prestação de serviços públicos de qualidade, observando as necessidades específicas de cada grupo vulnerável e adotando as medidas necessárias à redução das desigualdades de acesso e de qualidade dos serviços prestados.

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No âmbito federal, empenha-se junto aos Ministérios e gestores federais para a implementação qualificada de políticas nacionais que promovam a garantia e a efetivação dos direitos, bem como a qualificação de políticas nacionais vigentes que requeiram aprimoramento. A Fundação Abrinq também trabalha para que sejam cumpridos os compromissos assumidos por meio dos planos e políticas nacionais, como a Política Nacional de Assistência Social (Pnas), o Plano Nacional de Educação (PNE) e o Plano Nacional de Promoção, Proteção e Defesa do Direito de Crianças e Adolescentes à Convivência Familiar e Comunitária (PNCFC), entre outros.

Por meio de suas ações, pressiona os governos a desempenharem os compromissos assumidos em tratados, convenções e acordos internacionais, como a Convenção Internacional dos Direitos da Criança, e seus protocolos adicionais, e os ODS na promoção da defesa de direitos na esfera política e no contexto da sociedade, aferindo se a política de assistência está em consonância com as demandas da sociedade.

No âmbito municipal, atua diretamente nos municípios brasileiros engajando os gestores municipais com o objetivo de qualificar as políticas municipais de assistência social, educação e saúde em prol das crianças e dos adolescentes. Por meio da adesão formal ao Programa Prefeito Amigo da Criança, os prefeitos assumem o compromisso de priorizar a atenção à infância e adolescência durante seu mandato. Isso se materializa em uma agenda de trabalho que, além de ações concretas, prevê a evolução de um grupo de indicadores sociais nas respectivas áreas, assim como no planejamento e investimento. Para avançar na agenda são necessários esforços locais; instalação de processos participativos; fortalecimento dos conselhos de direitos, tutelares, da assistência social, da educação, da saúde e da alimentação escolar, promovendo o acesso ao conhecimento, meios, recursos e metodologias direcionadas ao

aumento da participação social na reivindicação dos direitos de cidadania.

Ao coordenar as ações de fortalecimento do controle social e das organizações da sociedade civil junto aos governos municipais, a Fundação Abrinq promove o fortalecimento do Planejamento Público Municipal, por meio da oferta de metodologia de planejamento participativa e intersetorial de médio e longo prazos, que envolve seis fases: mobilização de atores estratégicos, diagnóstico, propostas de resolução dos problemas, análises setoriais, consolidação e institucionalização dos planos municipais. O engajamento de diversos atores, principalmente das políticas socioassistenciais, fortalece-os como uma agenda comum para o empoderamento de políticas intersetoriais e integradas, o que também qualifica a atuação da sociedade civil no controle social.

A metodologia de apuração do Orçamento Criança e Adolescente (OCA) nos municípios, além de ser uma importante ferramenta de gestão é um controle social para a incidência política da sociedade civil, especialmente do Conselho Municipal da Criança e do Adolescentes (CMDCA).

PROMOÇÃO, GARANTIA E DEFESA DOS DIREITOS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO CONGRESSO NACIONAL

A Fundação Abrinq atua junto aos parlamentares do Congresso Nacional, nas duas casas legislativas, Câmara dos Deputados e Senado, para aprimorar as propostas em tramitação, sugerir novas e prevenir que direitos de crianças e adolescentes previstos em lei não sejam alterados, evitando retrocessos no Marco Legal. Além disso, dedica-se para que a legislação nacional seja aprimorada para atender às diferenças e especificidades dos grupos vulneráveis. Para tanto, monitora proposições legislativas que tramitam no Congresso Nacional, analisa as proposições, constrói posicionamentos públicos e dialoga com parlamentares

(17)

para influenciar a tomada de decisão em relação às pautas prioritárias para a infância e adolescência.

CAMPANHA E MOBILIZAÇÃO SOCIAL

A defesa e garantia de direitos de crianças e adolescentes requer constante sensibilização e mobilização da sociedade em torno dos temas que afetam esse público em situação de vulnerabilidade social. A Fundação Abrinq, todos os anos, participa e realiza ações em duas grandes campanhas: em 18 de maio – Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes – e em 12 de junho – Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil.

Além dessas grandes mobilizações, realiza anualmente campanhas de sensibilização social voltadas aos temas relacionados à infância.

P R O D U Ç Ã O E D I S S E M I N A Ç Ã O D E CONHECIMENTO E BOAS PRÁTICAS

A Fundação fomenta a publicização e disseminação de projetos e iniciativas inovadoras no campo da defesa e garantia de direitos de crianças e adolescentes.

Analisa, sistematiza e premia ações públicas e privadas, com o objetivo de reconhecer e difundir soluções simples, eficazes, inovadoras e reeditáveis visando à proteção integral da infância e adolescência.

Produz estudos e pesquisas que ampliam o conhecimento dos gestores públicos, trabalhadores e entidades com atuação preponderante ou não na assistência social, como estratégia de subsidiar a formulação, implementação e avaliação da política de bem-estar social.

Mantém o Observatório da Criança e do Adolescente, plataforma digital que organiza e torna público os indicadores sociais voltados a essa população, bem como as proposições legislativas que tramitam no Congresso Nacional e que afetam a garantia dos direitos de crianças e adolescentes.

A partir do monitoramento dos indicadores sociais sistematicamente, a Fundação Abrinq divulga o Cenário da Infância e Adolescência no Brasil, publicação de bolso com os principais indicadores nacionais. O monitoramento legislativo gera a publicação anual do Caderno Legislativo da Criança e do Adolescente, com as proposições legislativas prioritárias.

Também são produzidos relatórios de recomendações sobre as políticas voltadas à infância e adolescência, principalmente sobre os fluxos, protocolos e políticas de enfrentamento à violência, ao trabalho infantil e ao acesso à Educação Infantil de qualidade, apoiando os municípios a desenvolverem estratégias de redução da vulnerabilidade social nas cidades.

(18)

PROGRAMAS E PROJETOS

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Para participar do programa, as organizações precisam atender alguns critérios: devem oferecer atendimento gratuito para crianças e adolescentes de famílias em situação de risco e vulnerabilidade social; devem ser organizações não-governamentais e executar programas socioeducativos; devem estar legalmente constituídas e com atendimento sistemático há pelo menos três anos; precisam comprovar a inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do APRESENTAÇÃO

O Programa Adotei um Sorriso completou 23 anos de atuação e foi criado para viabilizar o acesso gratuito de crianças e adolescentes aos serviços de saúde. Profissionais como dentistas e psicólogos são mobilizados e engajados para oferecer de forma voluntária atendimento clínico ou realizar ações preventivas nas Organizações da Sociedade Civil (OSC) que participam do programa.

Patrocinado pela Copagaz, com apoio da Interodonto, o programa beneficia crianças e adolescentes, na faixa etária de 0 a 18 anos, atendidos por OSCs e que se encontram em situação de risco e vulnerabilidade social, que muitas vezes não possuem acesso ao sistema de saúde pública. O programa também conta com a parceria de diversos doadores, da Associação Fortunée de Piccioto e do Hospital Ruben Berta para a execução de suas atividades.

Os profissionais, ao se cadastrarem no sistema da Fundação Abrinq, são incluídos na rede de voluntários do Programa Adotei um Sorriso, podendo ser contatados para o agendamento de um atendimento ou para o planejamento de uma ação nas dependências das organizações parceiras.

Adotei um Sorriso

206

crianças e adolescentes

beneficiados por atendimentos clínicos;

133

organizações participantes;

69

voluntários com atendimentos clínicos realizados;

10.188

escovas de dentes doadas;

2.801

cremes dentais doados.

RESULTADOS:

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Adolescente, bem como em outros órgãos reguladores, quando for o caso; precisam realizar atendimento em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e ter estrutura física adequada ao atendimento proposto; e, por fim, devem disponibilizar um profissional que será responsável por acompanhar os procedimentos do programa.

ATIVIDADES REALIZADAS EM 2020

Em 2020, o programa esteve presente em 87 municípios de 15 estados brasileiros, nas cinco regiões do país e beneficiou 206 crianças e

adolescentes de 133 organizações, por meio de atendimentos clínicos realizados por 69 profissionais voluntários.

Diante do contexto da pandemia, as ações preventivas, desenvolvidas diretamente nas organizações, precisaram ser canceladas. Para contornar a situação, foram produzidos vídeos para disseminar informações e orientações sobre os cuidados necessários na prevenção da COVID-19.

Os materiais foram compartilhados com as famílias das crianças e dos adolescentes participantes, dessa forma, a Fundação manteve o compromisso de fazer a diferença na vida de seus beneficiários.

Também foram realizadas pesquisas junto às OSCs para identificação das necessidades de cada organização em relação aos cuidados de higiene bucal, os hábitos alimentares e a influência deles na escovação dos dentes. Com os dados obtidos foi possível identificar que algumas crianças e alguns adolescentes não possuíam acesso ao básico, como

Alex Santos, coordenador pedagógico da Liga Solidária:

A parceria com o Programa Adotei um Sorriso é de fundamental importância para nós.

Quando as famílias dos atendidos chegam na organização precisando de algum atendimento,

acolhemos, escutamos e falamos da parceria com o programa, fazendo os encaminhamentos

necessários. O serviço de saúde demora para marcar as consultas. No programa, encaminhei

um caso em uma terça-feira e dois dias depois já estava agendada a consulta. Saber que podemos contar com essa parceria e que o atendimento vai chegar a quem mais precisa é gratificante. É o direito básico de

uma criança sendo respeitado.

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escova de dente e creme dental, para manter uma boa higiene bucal.

Em parceria com a Condor e Phisalia, o programa doou mais de 10 mil escovas de dentes e mais de 2 mil cremes dentais para as organizações que mencionaram atender crianças e adolescentes que não possuíam tais itens. A ação proporcionou o acesso de qualidade à higiene bucal.

Além disso, realizou um edital entre as organizações integrantes para a construção ou reforma de escovódromos. Após análise a instituição selecionada foi o Projeto Tia Egle, contemplada com a reforma de dois escovódromos, que beneficiará 298 crianças e adolescentes após o retorno das atividades presenciais, incluindo em suas rotinas a escovação diária dos dentes e higienização das mãos.

Desde a declaração da situação de pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi necessário readequar os atendimentos psicológicos, que passaram a ser feitos em formato virtual – seguindo recomendações dos conselhos de classe, permitindo a continuidade do contato entre o paciente e o profissional.

Tal processo só foi possível graças à intrínseca articulação entre o programa e as organizações, que disponibilizaram internet de banda larga para as famílias participarem das sessões. Todos os atendimentos de emergência odontológica se mantiveram presenciais.

A crescente necessidade de uma maior interação digital contribuiu para a melhoria do sistema utilizado pelo programa. Hoje, as organizações conseguem realizar processos como solicitação de atendimento e atualização de dados diretamente pela plataforma, viabilizando a identificação mais rápida de um profissional na localidade mais próxima.

Levando em consideração a importância do voluntariado para a existência do programa, foi

Joana Wang, assistente social do Centro de Orientação e Controle de

excepcionais de Curitiba:

Atendemos muitas famílias beneficiárias de programas de transferência de renda, como o

Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada, e usuários do

Sistema Único de Saúde. Prestamos atendimento gratuito a 300 crianças

e adolescentes com deficiência intelectual e com transtorno do espectro autista, na faixa etária de 0 a 15 anos e 11 meses. No decorrer do ano, após as suspensões das atividades

devido à pandemia, muitas unidades básicas de saúde da cidade foram suspensas. As famílias ficaram sem

a previsão de novas datas e, nesse momento, foi muito importante a parceria com a Fundação Abrinq, fundamental para que as crianças

e os adolescentes acessassem essas especialidades, evitando o agravamento de suas condições e

melhorando a qualidade de vida deles. Temos todo o apoio necessário

e todas as orientações claras para o andamento dos atendimentos. As famílias sempre retornam surpresas

com a qualidade e a rapidez.

desenvolvida uma ação para homenagear esses profissionais no Dia Nacional do Voluntário, celebrado em 28 de agosto. Foram feitas duas transmissões: uma junto às OSCs Santa Casa de Diadema e Ação Social Santa Rita de Cássia para retratar a importância da atuação voluntária como forma de contribuir com as atividades das organizações e melhorar a saúde bucal das crianças

(22)

e dos adolescentes e outra com a participação da dentista Flávia Buesso para compartilhar o olhar dos profissionais em relação ao trabalho voluntário e a contribuição com uma causa social.

O programa ainda realizou diversas reuniões de alinhamento com as OSCs e os profissionais com o objetivo de melhorar constantemente o fluxo das ações realizadas em meio aos novos desafios impostos pelo cenário de pandemia.

CASO DE SUCESSO:

Os resultados das ações do Programa Adotei um Sorriso são evidentes quando se olha para cada um dos 206 rostos que puderam sorrir novamente.

Entre eles, destaca-se o caso do Rodrigo*, um adolescente de 15 anos.

Rodrigo é atendido pela organização Nossa Senhora do Bom Parto. Filho de pais separados, mora com a mãe, a irmã e os avós em uma casa com quatro cômodos.

Para completar a renda familiar, a mãe de Rodrigo trabalha de segunda a sábado na feira da madrugada, em São Paulo (SP). O sustento da família é composto pelo trabalho da mãe, os trabalhos informais de um dos avós e pelo recebimento do benefício do Programa Bolsa Família, do Governo Federal.

Era marcante a situação de vulnerabilidade social da família, que sobrevivia apenas com o básico e, muitas vezes, chegou a passar necessidades financeira e alimentícia. A OSC auxilia Rodrigo e sua família mensalmente com doações de cestas básicas e kits de higiene e limpeza.

Durante uma visita à casa do pai, em Itaquaquecetuba (SP), Rodrigo fraturou os dois braços e quebrou alguns dentes em um acidente enquanto brincava de empinar pipa. Socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), ele teve os membros engessados, mas não conseguiu realizar

um tratamento odontológico na rede pública, apenas uma consulta simples.

O adolescente sentia muita dor, não conseguia se alimentar, estava com baixa autoestima e, por vergonha de estar com os dentes da frente quebrados, evitava conversar e participar das atividades propostas pela organização e escola.

A família, sem alternativas, solicitou ajuda à OSC que prontamente entrou em contato com a Fundação Abrinq. Por meio do Programa Adotei um Sorriso, Rodrigo foi encaminhado para uma consulta com a Vilma Tartaranni, dentista voluntária no programa desde 1998. A profissional tratou as fraturas e procedeu a um tratamento de canal, limpeza e polimento dos dentes do adolescente.

“Gostaria de agradecer pela oportunidade de voltar a sorrir. A Dra. Vilma é a melhor dentista, nos deixa muito à vontade. Não tive medo porque ela passa segurança. Através dela conseguimos outra dentista que irá realizar o meu tratamento ortodôntico. Estou muito feliz”, conta Rodrigo, que recuperou a autoestima e restaurou a função e a estética dos dentes frontais, ganhando mais qualidade no convívio com os amigos e familiares.

*Nome fictício para preservar a identidade dos envolvidos.

(23)

APRESENTAÇÃO

O Programa Creche para Todas as Crianças, ativo desde 2007, busca ampliar o acesso e melhorar a qualidade do atendimento em unidades de educação infantil, bem como somar esforços com as escolas para que aprimorem a prática pedagógica direcionada à primeira infância, fase crucial para a formação e o desenvolvimento da criança. Assim, realiza parcerias com creches de diferentes regiões do país para que

consigam desempenhar a função esperada e garantir o atendimento integral às crianças de 0 a 5 anos.

As ações do programa são divididas em dois eixos:

institucional e regional. O primeiro visa sensibilizar, articular e mobilizar setores estratégicos da sociedade, para isso, conta com o apoio de uma Rede de Articuladores, responsáveis por desencadear as ações nos diversos municípios integrantes.

O segundo eixo é voltado para a formação continuada dos profissionais da educação infantil e para a melhoria da infraestrutura dos espaços físicos das creches. Dessa forma, o programa procura assessorar professores, coordenadores, diretores e equipe de apoio para proporcionar experiências e formações que resultam na qualificação do trabalho em equipe.

Considerando a infraestrutura das escolas, o espaço da creche deve atender a criança em todas as suas necessidades de educação e cuidado, além de oferecer possibilidades de atendimento aos familiares quando necessário. Pensando nisso, são fechadas parcerias para ações de reformas e ampliação do espaço físico e para a doação de materiais pedagógicos, equipamentos, jogos e

6.285

crianças beneficiadas;

304

famílias beneficiadas com o recebimento de cestas básicas;

223

profissionais formados;

09

instituições de educação infantil com melhorias de infraestrutura efetuadas.

RESULTADOS:

Creche para Todas as Crianças

(24)

brinquedos que complementem à vivência e o desenvolvimento das crianças.

ATIVIDADES REALIZADAS EM 2020

Em 2020, o programa atuou em sete municípios de seis estados: Cuiabá (MT), Mâncio Lima (AC), Marechal Deodoro (AL), Mucajaí (RR), Pacaraima (RR), Resende (RJ) e São Paulo (SP). Contou com a parceria do Instituto Carlos Roberto Hansen – Tigre, do Instituto Cyrela, da empresa Brandili, da Embaixada da República Tcheca e da Embaixada da Irlanda.

A iniciativa, com apoio do Instituto Carlos Roberto Hansen – Tigre, beneficiou 1.138 crianças, de 0 a 5 anos, por meio das práticas propostas nas formações, que contemplaram de maneira continuada 59 profissionais de Educação, Assistência Social e Saúde. Também houve momentos presenciais nos quais 85 membros das famílias das crianças participaram das atividades.

Já o patrocínio oferecido pelo Instituto Cyrela e pela Brandili beneficiou 727 crianças, de 0 a 5 anos, por meio de reformas, doações de acervos e práticas pedagógicas apresentadas durante as formações do programa. Destas, 76 crianças foram beneficiadas pela abertura de novas vagas em creche e 304 pelo recebimento de cestas básicas — ação realizada como forma de apoio em meio à pandemia. Tal parceria também impactou 20 profissionais da Educação que receberam formações para aprimorarem suas práticas pedagógicas.

O apoio da Embaixada da República Tcheca beneficiou 3.808 crianças, entre 0 e 3 anos, com doações de kits com materiais pedagógicos, livros e práticas propostas nas formações, que contemplaram 144 profissionais de Educação das unidades de educação infantil e da Secretaria Municipal de Educação.

Lúcia Leite, diretora no Núcleo de Educação Infantil Ednalma Teixeira:

É uma oportunidade que nos trouxe mecanismos diferentes dos que tínhamos e será proveitoso tanto para os funcionários como para os alunos.

Sabemos que desafios diários são lançados durante o processo educacional e essas novas ferramentas da Fundação Abrinq

nos ajudará muito.

Meire Paes, diretora do Centro de Educação Infantil Maria José de Souza:

As famílias estão agradecendo muito a entrega das cestas e estamos aproveitando

para conversar com cada uma delas sobre a situação de saúde. Todas relataram que estão bem, embora a questão econômica esteja preocupante. Nesse sentido, elas agradeceram muito as doações e estou indo embora muito feliz. Agradeço,

em nome de todos da escola, à Fundação Abrinq e ao Instituto Cyrela.

(25)

CASO DE SUCESSO:

Um ano marcado por diversas desafios, exigiu ainda mais perseverança e determinação de milhares de profissionais da educação para manter as crianças e seus familiares motivados e próximos, na medida do possível, das unidades de ensino. As dificuldades de proporcionar uma educação à distância de qualidade são inúmeras e acentuadas na primeira infância, uma fase em que a criança está conhecendo o mundo e adquirindo habilidades.

Aline*, aluna do Núcleo de Educação Infantil Adélia Cavalcante, foi uma das crianças que

As ações realizadas em parceria com a Embaixada da Irlanda beneficiaram 612 crianças residentes em Pacaraima, com doações de livros, brinquedos e jogos.

As formações continuadas precisaram ser adaptadas devido as orientações de distanciamento social com a pandemia ocasionada pela COVID-19. Ao todo, foram realizadas 22 formações online para os profissionais participantes do programa em Boa Vista (RR), Mâncio Lima (AC), Marechal Deodoro (AL) e Mucajaí (RR). Nesses encontros, ocorridos entre junho e outubro, foram mobilizados gestores e profissionais da Educação, Assistência Social e Saúde.

Alcançou-se um público de 223 pessoas e qualificou- se práticas necessárias para o desenvolvimento de atividades educacionais em casa pelas famílias, diante da suspensão das aulas presenciais.

Também foram realizadas duas transmissões nas atividades do programa: uma para discutir o retorno às aulas em tempos de pandemia, voltada

precisou se adaptar à nova realidade. Apesar de todos os obstáculos vivenciados, ela conseguiu interagir com as atividades propostas.

“Ela era uma criança que não interagia e percebemos que depois das atividades e brincadeiras conseguiu desenvolver melhor as interações e ampliou o seu interesse pela leitura”, conta Rafaella*, professora.

*Nome fictício para preservar a identidade dos envolvidos.

para profissionais e familiares, e outra na qual a Fundação Abrinq, a convite da Porto Seguro, discutiu o emocional e o pedagógico no retorno às aulas.

Esse segundo, contou com a participação da Valdete Asevedo, articuladora do programa.

Em setembro, foi lançada a publicação Práticas Pedagógicas na Educação Infantil, voltada para professores, coordenadores pedagógicos e diretores das creches participantes do programa.

O material busca complementar os conteúdos dos encontros formativos oferecidos aos profissionais das unidades de educação infantil e servir como instrumento de consulta para o planejamento e realização das atividades em sala de aula junto com as crianças.

Entre as doações realizadas pelo programa com o apoio do Instituto Cyrela, destaca-se a entrega de cestas básicas, proporcionada para as famílias das crianças devido às dificuldades agravadas pela

(26)

pandemia. As cestas fizeram a diferença na vida de muitas famílias, entre elas a de Paula*, que mora com a mãe e o filho de 3 anos em São Paulo (SP). Paula não possuía renda fixa e ainda não havia conseguido se inscrever no Programa Bolsa Família e nem realizar o cadastro para receber o auxílio emergencial do Governo Federal. A família passava por grandes dificuldades e o recebimento da cesta básica garantiu o alívio e até mesmo a sobrevivência dela.

As melhorias de infraestrutura realizadas ao longo do ano também merecem destaque. São elas:

• Inauguração e reforma de duas salas de creche da Associação da Casa da Amizade de Resende, em Resende (RJ), com apoio da Brandili;

• Finalização das obras nas seguintes unidades de educação infantil: Obras Sociais Vianna de Carvalho, em Cuiabá (MT), Escola Infantil Francisca Rodrigues Ribeiro, em Mâncio Lima (AC) e Creche Municipal Dr. Silvio Lofego Botelho, em Mucajaí (RR);

Alankássia Maia de Oliveira, professora da Casa Mãe Severiana:

Os encontros de formação trouxeram aprendizagens sobre a utilização de vários recursos na contação de histórias: movimentos,

brincadeiras e o uso de material reciclado.

Foram bem interessantes, com professores dedicados e temáticas muito importantes

para quem atua na educação infantil.

• As adaptações realizadas na estrutura do Núcleo de Educação Infantil Benvinda Pau Ferro, na Creche Municipal Professora Lucas, no Núcleo de Educação Infantil Sonho Feliz, no Núcleo de Educação Infantil Ednalma Teixeira e no Núcleo de Educação Infantil Adélia Cavalcante, todas em Marechal Deodoro (AL).

(27)

Empresa Amiga da Criança

APRESENTAÇÃO

O Programa Empresa Amiga da Criança vem, desde 1995, engajando empresas para a prevenção e combate à exploração da mão de obra infantil, bem como o estímulo às ações de responsabilidade social corporativa voltadas para as crianças e os adolescentes no Brasil. O programa possibilita a participação de empresas de todos os portes, atividades ou regiões do país e as reconhece por meio do Selo Empresa Amiga da Criança, uma ferramenta de comunicação visual que agrega valor à marca da empresa e a posiciona como uma instituição comprometida com as questões sociais.

Uma atuação engajada com a causa da infância e adolescência é fundamental para a constituição da Rede de Empresas Amigas da Criança. O setor privado deve considerar os impactos negativos e positivos da sua operação e atuar no sentido de mitigar prejuízos sociais ou potencializar práticas transformadoras.

Nos últimos 17 anos, a quantidade e a proporção de crianças e adolescentes ocupados teve queda de mais de 68%, saindo de 5,5 milhões de indivíduos, em 2002, para 1,76 milhão de indivíduos em 2019.

Contudo, ainda é um número alto, que representa uma violação grave e acarreta outros problemas, tendo em vista que as crianças e os adolescentes que trabalham são expostos a diversos riscos físicos e psicológicos, o que intensifica e perpetua a situação de vulnerabilidade social à qual são expostos.

Desde a década de 90, pactos firmados entre governo, empregadores e trabalhadores garantiram grande avanço para a erradicação do trabalho infantil, mas ainda restam muitos desafios a serem superados, principalmente quando se considera toda a cadeia produtiva e não apenas o setor de atuação empresarial. A prática de monitoramento da cadeia produtiva, o cumprimento das cotas de adolescentes aprendizes com base na Lei nº 10.097 e o investimento social privado para financiar iniciativas que corroboram para a resolução deste problema são práticas fundamentais na atuação

(28)

das instituições privadas. As Empresas Amigas da Criança são assessoradas para que possam qualificar e potencializar suas práticas de prevenção e enfrentamento do trabalho infantil.

Para receber o título de Empresa Amiga da Criança, é preciso assumir dois compromissos:

1. Prevenir e combater o trabalho infantil;

2. Realizar ações de responsabilidade social corporativa em benefício de crianças e adolescentes.

As Empresas Amigas da Criança devem executar ou contribuir para a implementação de projetos e programas sociais voltados à melhoria das condições de vida deste público com investimento direto da companhia ou destinando recursos via

abatimento fiscal para leis de incentivo, como é o caso do Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente (FDCA).

As empresas participantes recebem da Fundação Abrinq todo apoio e assessoramento nas temáticas trabalhadas pelo programa, além de pertencerem a uma rede de empresas engajadas com a causa da infância e adolescência, ambiente propício para a troca de experiências e networking.

ATIVIDADES REALIZADAS EM 2020

As empresas participantes realizam ações sociais em diversas áreas relacionadas à infância e adolescência. Em 2020 elas declararam as ações realizadas no ano anterior, em alinhamento aos compromissos do programa, sendo que 35,1% delas atuaram com iniciativas de apoio a organizações sociais; 19% investiram em projetos educacionais; 14% financiaram projetos na área da Saúde; 10% promoveram campanhas e ações de mobilização; 9,2% executaram ações de incentivo à cultura e à arte; 8,2% realizaram projetos de esporte e lazer; 3% tiveram como foco ações voltadas para o meio ambiente e 1,5% desenvolveram ações de geração de emprego.

Durante o ano, foram realizadas diversas reuniões com as Empresas Amigas da Criança para manter e ampliar o engajamento, oferecer assessoramento técnico e fortalecer a rede. Devido à pandemia, a maior parte das reuniões aconteceram de forma remota, o que possibilitou o aumento de encontros, maior representatividade da Fundação Abrinq em regiões mais distantes e com difícil acesso, e ampliou a oportunidade de troca de experiências com a organização e entre as empresas parceiras.

Visitas presenciais foram realizadas somente nos meses de fevereiro e março, nas regiões de Blumenau (SC), Curitiba (PR), Guaramirim (SC), Itá (SC), Pinhais (PR), Pomerode (SC), Santo Amaro da

663

Empresas Amigas da Criança;

259

municípios participantes de 22 estados brasileiros;

2.801.418

crianças e adolescentes beneficiados pelas ações das empresas;

R$ 1.622.153.418,17

doados

pelas empresas aos Fundos de Direitos da Criança e do Adolescente;

R$ 186.735.017,22

doados

pelas empresas a outras leis de incentivo;

R$ 112.837.549,56

investidos pelas empresas em ações voltadas para crianças e adolescentes.

RESULTADOS:

(29)

Imperatriz (SC), São Bento do Sul (SC), São José (SC), e São Paulo (SP).

Dentre todos os temas relacionados ao enfrentamento do trabalho infantil e estímulo à responsabilidade social corporativa, muitas empresas procuraram a Fundação Abrinq para apoiá-las na atuação em meio à pandemia. Foram realizadas 77 reuniões nas quais retrataram as estratégias de qualificação das ações sociais das empresas com soluções para atuação durante este período de crise sanitária e sugestões e cases de boas práticas, oferendo orientação sobre quais táticas poderiam ser adotadas para qualificar o trabalho que já estava sendo realizado e compreender a atuação das empresas nesse período.

Com relação as práticas de responsabilidade social corporativa, as empresas foram incentivadas a realizar doações para minimizar os impactos causados pela pandemia por meio da campanha Não deixe a fome matar mais que o Coronavírus. A ação transformou R$180 mil reais doados pelas EACs em doações de cestas básicas.

Foram compartilhadas com as empresas duas campanhas de conscientização: uma sobre o dia 18 de maio – Dia Nacional de Combate ao Abuso

e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes e outra sobre o dia 12 de junho – Dia Nacional de Combate ao Trabalho Infantil.

O programa lançou duas publicações em 2020:

o e-book Monitoramento da cadeia produtiva e o e-book Voluntariado Corporativo. O primeiro, lançado em novembro, teve o objetivo de apresentar às Empresas Amigas da Criança a importância do monitoramento da cadeia produtiva como forma de prevenção e combate ao trabalho infantil. O segundo, lançado em dezembro, buscou esclarecer tópicos relacionados à implementação de ações de voluntariado corporativo, reforçando a importância da prática para uma atuação de responsabilidade social pela causa da infância e adolescência.

Para estar presente junto às empresas mesmo com as limitações impostas pelo distanciamento social, o programa realizou diversas transmissões. Foram elas:

Monitoramento da cadeia produtiva como forma de prevenção e enfrentamento do trabalho infantil realizada com a Furnas;

Cenário do trabalho infantil, com destaque para o papel do setor privado no enfrentamento deste problema, realizada com o Instituto Votorantim, por intermédio da Citrosuco;

(30)

AMAGGI

A empresa promoveu espaços coletivos voltados à agenda do protagonismo social. Estes espaços buscaram fomentar o debate de opiniões e

reflexões sobre responsabilidades individuais e coletivas, promovendo fóruns e capacitações sobre o futuro de jovens. Desta forma, a empresa desenvolveu editais para inscrição de projetos a serem apoiados para ações e oficinas

PRÁTICAS DE EMPRESAS AMIGAS DA CRIANÇA QUE MERECEM DESTAQUE

• realizada com a Amaggi;

Responsabilidade social em meio à pandemia realizada com a IBLISS Digital Security;

Responsabilidade social: a importância de atuar em prol da infância realizada com a Special Dog;

O papel da sociedade na responsabilidade social realizada com a Alimentos Tia Sônia;

Responsabilidade social como forma de reputação para as empresas realizada com o Instituto C&A.

Por fim, a pandemia ocasionou inúmeros reflexos na atuação do programa, como a perda de empresas, inadimplência e o reajuste de atividades para o formato online. Entretanto, é possível avaliar que o programa conseguiu diminuir possíveis impactos negativos: foi possível aumentar a interação com as empresas, que se mantiveram ativas e comprometidas com a causa da infância e adolescência e ampliar a rede de Empresas Amigas da Criança, com a entrada de 33 novas empresas.

(31)

nestes espaços, além de conceder o uso da sua estrutura física para mostras, exposições e outras intervenções artísticas da comunidade.

GELNEX

A empresa doou itens para o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) de Nazário (GO). Foram fornecidos equipamentos e materiais para atividades lúdicas, como bolas de futebol, videogame, TV, rede e bolas de vôlei, mesas de pebolim e pingue-pongue, entre outros. A iniciativa também ajudou a financiar a manutenção do parque localizado no pátio onde o projeto está instalado, beneficiando 100 crianças e adolescentes.

Outra ação de destaque da empresa foi um projeto que auxilia nas reformas e adequações de prédios de quatro organizações sociais que atendem crianças e adolescentes com deficiência.

Dentre as reformas realizadas, destacam-se a reforma de estrutura elétrica, instalação de ar- condicionado, reforma e adequação de banheiros e contribuição para a instalação de painéis solares no intuito de reduzir o consumo de energia elétrica e despesas. Foram beneficiadas 260 crianças e 85 adolescentes.

IBLISS DIGITAL SECURITY

A empresa desenvolveu um projeto de segurança digital voltado para crianças e adolescentes pautando a cyber segurança, navegação saudável e prevenção ao cyberbullying.

Todas as ações foram executadas pela equipe da empresa, com o objetivo de promover a cultura de privacidade e segurança digital de forma lúdica, contribuindo para uma nova geração

de cidadãos capazes de utilizar os recursos tecnológicos disponíveis de forma segura, responsável e consciente. O projeto beneficiou 5 mil crianças e adolescentes.

MD BRASIL TI & TELECOM

Atuou no fornecimento de acesso à internet e disponibilização de espaço para hospedagem de site para oito escolas da rede pública de ensino da cidade de Bebedouro (SP), beneficiando 240 crianças e 620 adolescentes. O investimento feito contribuiu para o ensino à distância em meio a pandemia.

RUBENS NAVES SANTOS JR. ADVOGADOS A empresa integra o Grupo de Trabalho Interinstitucional sobre Educação Infantil (GTIEI) que, por meio de sua atuação, conseguiu fazer com que a Prefeitura de São Paulo e representantes da sociedade civil estabelecessem o compromisso de reduzir a fila de espera em creches da cidade, incluindo indicadores de qualidade de atendimento e criação de 85 mil vagas até o final de 2020.

O compromisso da empresa esteve presente também no monitoramento do cumprimento deste acordo.

SG SISTEMAS

A empresa realizou um projeto para ensinar lógica de programação para os jovens da comunidade de Maringá, Sarandi e Marialva, no Paraná. Priorizou alunos de escolas públicas, além de adolescentes inseridos em organizações sociais. Com o projeto, a empresa já contratou mais de 100 colaboradores.

(32)

APRESENTAÇÃO

O Projeto Escola no Campo, criado em 1991 pela Syngenta, foi executado em parceria com a Fundação Abrinq desde 2009. Trabalhou para contribuir com a melhoria da qualidade da educação no ensino fundamental em escolas públicas rurais e combater o trabalho infantil, que persiste com grande incidência nas regiões agrícolas.

Ao longo de 12 anos, o projeto esteve presente em 18 estados, oferecendo formação continuada

no Campo

às equipes das escolas participantes, além de kits com materiais didáticos para serem inseridos na programação e no planejamento das aulas. O conteúdo do material disponibilizado promove o desenvolvimento sustentável e a valorização da vida no campo, bem como incentiva a conscientização e a disseminação desse conhecimento para a comunidade a partir do diálogo das crianças e dos adolescentes com suas famílias.

ATIVIDADES REALIZADAS EM 2020

No ano de 2020, o projeto esteve presente em 44 municípios de oito estados: Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. O trabalho voltou-se para crianças e adolescentes, entre 11 e 12 anos, matriculados no 6º ano do ensino fundamental, professores e coordenadores das escolas municipais e estaduais participantes do projeto.

Os materiais distribuídos em kits foram o Livro do Estudante, o gibi Era uma vez no Campo, o Jogo do Agenor Guadagnin, representante

técnico de vendas da Syngenta no polo Chapecó (SC):

A entrega dos kits junto às escolas foi uma ação muito valorizada pelos professores e

alunos. Diante do cenário atual da pandemia, ajudou muito e assegurou o

valor do projeto.

(33)

4.999

crianças e adolescentes beneficiados;

372

pessoas beneficiadas com os kits;

149

escolas participantes;

44

municípios de

8

estados participantes.

RESULTADOS:

Janderson Bortolotto, representante técnico de vendas da Syngenta no polo

de Campo Mourão (PR):

Os alunos estão fazendo aulas online e trabalhando esse conteúdo nas aulas, pois a Secretaria de Educação acha o projeto

muito interessante e não quer ficar sem ele.

Meio Ambiente, para as crianças e os adolescentes, o Guia para as famílias, destinado aos familiares dos alunos, e o Manual do Professor, com orientações para a equipe pedagógica.

O projeto iniciou com uma avaliação diagnóstica das escolas participantes e com a consolidação do banco de dados com informações utilizadas para as ações que seriam desenvolvidas durante o ano.

Com a declaração da pandemia, em março, os kits foram enviados às escolas para encaminhamento aos alunos, como uma forma de complementar o aprendizado em casa. Também foi oferecido assessoramento técnico à distância para as equipes pedagógicas das escolas. As Secretarias Municipais e Estaduais de Educação avaliaram que o material foi de grande contribuição para o desenvolvimento das atividades com as crianças e os adolescentes.

(34)

APRESENTAÇÃO

O Projeto de Fortalecimento da Rede Estratégia ODS, coordenado pela Fundação Abrinq, em parceria com a Agenda Pública e a Frente Nacional de Prefeitos (FNP), e cofinanciado pela União Europeia, nasceu em 2019 com o objetivo de contribuir para a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) para a Agenda 2030, em todo o território nacional.

A iniciativa prioriza a redução das desigualdades de gênero, geracional e étnico-racial, atuando em quatro frentes:

• Consolidação da estrutura de governança, capilaridade e representatividade da Estratégia ODS em todo território nacional enquanto rede multissetorial;

• Ampliação e qualificação do debate nacional sobre os ODS e a Agenda 2030, por meio de ações de comunicação, incidência em espaços estratégicos e mecanismos colaborativos de monitoramento dos progressos nacionais;

• Apoio à implementação subnacional dos ODS e da Agenda 2030, por meio do desenvolvimento de metodologias e ferramentas para construção de soluções locais, além de incidência junto aos responsáveis estratégicos;

• Capacitação e subsídio às organizações e movimentos representativos de grupos vulneráveis.

O público-alvo do projeto são os municípios, as Organizações da Sociedade Civil (OSC), as empresas e as universidades, não tendo, portanto, crianças e adolescentes como beneficiários diretos.

ATIVIDADES REALIZADAS EM 2020 Eventos

As ações do Projeto de Fortalecimento da Rede Estratégia ODS centravam-se em eventos presenciais, como seminários, encontros e oficinas. Em 2020, em razão da pandemia, algumas dessas atividades foram canceladas ou postergadas. Entretanto, buscou-se adaptá-las para o formato virtual, sempre que possível, por meio de transmissões.

da Rede Estratégia ODS

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