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CONTROLE SUPERVIS ´ORIO NO GERENCIAMENTO DE PROCESSOS DE NEG ´OCIO

Eduardo A. P. Santos, Rosemary Francisco, Agnelo D. Vieira, Eduardo F. R. Loures

Marco A. Busetti

Pontif´ıcia Universidade Cat´olica do Paran´a Imaculada Concei¸c˜ao 1155

Curitiba, Paran´a, Brazil

Universidade Tecnol´ogica Federal do Paran´a Sete de Setembro 3165

Curitiba, Paran´a, Brasil

Email: [email protected],[email protected]

Abstract— The increasing complexity of information systems that support business processes, and the high risks associated with violations of business rules, have created the need for on line control tools. In this paper we propose to apply the Supervisory Control Theory as a basis for controlling Process-Aware Information Systems (PAIS). During process execution the controller provides a list of disabled (or enabled) events (activities) i.e. at any point in time a list of possible next steps is given. The paper focus on the identification and modeling of the plant and specification (business rules) in the context of business process management. To evaluate the correctness of the PAIS under supervisory control the approach has been applied in information systems for transfer account management and conformance checking of products and processes.

Keywords— Business Process Management, Supervisory Control Theory, Process-Aware Information Sys-tems, Business Rules.

Resumo— O incremento na complexidade dos sistemas de informa¸c˜ao que d˜ao suporte a processos de neg´ocio, aliado ao grande risco associado a viola¸c˜oes de regras, tˆem apontado a necessidade de ferramentas de controle on line. Neste artigo ´e proposta a aplica¸c˜ao da Teoria de Controle Supervis´orio coomo base para o controle de Sistemas de Informa¸c˜ao baseados em Processos (PAIS). Durante a execu¸c˜ao do processo o controlador fornece uma lista de eventos (atividades) desabilitados (ou habilitados),ou seja, em qualquer ponto do tempo o usu´ario tem sempre dispon´ıvel qual o pr´oximo passo. O artigo foca na identifica¸c˜ao e na modelagem da planta e das especifica¸c˜oes (regras de neg´ocio) no contexto do gerenciamento de processos de neg´ocio. Para avaliar o sistema de informa¸c˜ao acoplado ao supervisor, a abordagem foi aplicada a sistemas de informa¸c˜ao para o gerenciamento de transferˆencias financeiras e em um sistema de gerenciamento de anomalias de produtos e processos.

Keywords— Gerenciamento de Processos de Neg´ocio, Teoria de Controle Supervis´orio, Sistemas de Informa¸c˜ao baseados em Processos, Regras de Neg´ocio.

1 Introdu¸c˜ao

Segundo Weber et al. (2008), os sistemas de

infor-ma¸c˜ao que possibilitam o gerenciamento de

pro-cessos de neg´ocio oferecem perspectivas

promis-soras para uma melhor gest˜ao dos recursos de

uma empresa, e um crescente interesse em al-inhar os sistemas de informa¸c˜ao com orienta¸c˜ao

para o processo, pode ser observado. Sistemas

de Informa¸c˜ao baseados em Processos (PAIS,

con-tra¸c˜ao do termo em inglˆes) ´e definido como um

sistema que gerencia e executa processos

opera-cionais envolvendo pessoas, aplica¸c˜oes e fontes

de informa¸c˜ao sobre os fundamentos dos

mode-los de processo (Dumas et al., 2005) (van Dongen et al., 2005).

Em geral, os modelos de processos s˜ao

proje-tados em fun¸c˜ao dos objetivos da organiza¸c˜ao e das suas infra-estruturas, do contextos, restri¸c˜oes,

dentre outros. Adicionalmente, processos de neg´

o-cio precisam ser executados dentro de certos lim-ites. Estes s˜ao definidos atrav´es de regras

oriun-das de diferentes fontes. De acordo com Aalst

et al. (2010), algumas regras s˜ao estabelecidas por

legisla¸c˜oes ou pelas autoridades governamentais,

outras pelos envolvidos no processo de neg´ocio.

Contratos realizados com clientes e fornecedores

tamb´em imp˜oem limites e regras. Al´em disso, os

pr´oprios gestores da organiza¸c˜ao definem limites.

Nesse contexto, os gestores de uma organiza¸c˜ao

necessitam checar se as regras de neg´ocio est˜ao

sendo seguidas continuamente, de forma a

garan-tir a eficiˆencia operacional dos processos.

Tipica-mente esse trabalho ´e realizado atrav´es de

audi-torias. Exemplos de auditorias s˜ao aquelas

real-izadas pela ISO, as que tratam de seguran¸ca de

ali-mentos, a Sarbanes Oxley para regras relacionadas

a finan¸cas e contabilidade, dentre outras.

O presente artigo prop˜oe aplicar a Teoria

de Controle Supervis´orio (Ramadge and

Won-ham, 1989) no projeto de controladores para PAIS de forma que regras de neg´ocio n˜ao sejam violadas.

As regras de neg´ocio ou as especifica¸c˜oes s˜ao

definidas de modo a estabelecer o comportamento

do controlador e conseq¨uentemente o suporte na

execu¸c˜ao do processo. Na abordagem proposta,

o controlador n˜ao pode for¸car os usu´arios a

(2)

quais aquelas proibidas de serem iniciadas (por

exemplo, atrav´es da desabilita¸c˜ao de eventos de

in´ıcio de atividades).

2 Teoria de Controle Supervis´orio

A Teoria de Controle Supervis´orio (TCS)

(Ramadge and Wonham, 1989) foi desenvolvida como uma metodologia formal para s´ıntese

au-tom´atica de controladores ´otimos para Sistemas

a Eventos Discretos (SED). Nesta teoria, assume-se que um sistema (planta) possui um

compor-tamento incontrol´avel que pode violar algumas

propriedades requeridas (ex.: seguran¸ca,

ordena-mento de eventos). Este comportaordena-mento deve ser

modificado atrav´es de um agente (supervisor) a

fim de se alcan¸car um conjunto de especifica¸c˜oes

(regras de neg´ocio). Para tanto, o supervisor

age sobre a planta impedindo a gera¸c˜ao de

al-guns eventos e permitindo outros. (De Queiroz

and Cury, 2000) estenderam a TCS atrav´es da

abordagem denominada Controle Modular Local

(CML). Esta abordagem, ao contr´ario da TCS

cl´assica, provˆe uma estrutura de controle

descen-tralizada, em que supervisores locais atuam sobre partes da planta global.

No paradigma da TCS, dado um SED

mode-lado atrav´es de um autˆomato G, considera-se que

a linguagem L(G) cont´em sequˆencias de eventos

que n˜ao s˜ao aceit´aveis por violarem alguma

re-gra ou condi¸c˜ao de bloqueio a ser imposta.

As-sim L(G) representa o comportamento n˜ao

con-trolado do SED em quest˜ao, e a premissa ´e que tal

comportamento deve ser modificado por uma a¸c˜ao

de controle. Tal modifica¸c˜ao deve ser entendida

como uma restri¸c˜ao do comportamento do SED a

um subconjunto de L(G). Para alcan¸car esse fim,

introduz-se o supervisor S. Ramadge and Won-ham consideram que S observa alguns (possivel-mente todos) os eventos executados pela planta G.

Ent˜ao, S informa a G quais eventos (dentro

daque-les ativos) podem ocorrer no estado atual. Mais precisamente, S tem a capacidade de desabilitar

eventos control´aveis de G. Desta maneira, S

ex-erce um controle dinˆamico realimentado sobre G.

Uma poss´ıvel representa¸c˜ao do supervisor ´e um

par S = (S, Φ), onde S ´e o autˆomato que

repre-senta o supervisor e Φ : QS → 2Σ ´e um mapa

de sa´ıda que especifica o subconjunto de eventos

control´aveis a serem desabilitados em casa estado

do supervisor.

3 Modelagem da Planta e das Especifica¸c˜oes

De acordo com a interpreta¸c˜ao usualmente

adotada na Teoria de Controle Supervis´orio

(Ramadge and Wonham, 1989), o sistema a ser

controlado ´e constitu´ıdo por diversos subsistemas

elementares. O comportamento de cada um

dos subsistemas ´e representado atrav´es de um

autˆomato. O comportamento do sistema global,

sem qualquer restri¸c˜ao comportamental, ´e obtido

realizando-se o produto s´ıncrono dos autˆomatos

associados a cada um destes subsistemas. O com-portamento concorrente destes subsistemas deve ser restringido de forma a evitar que situa¸c˜oes

con-sideradas indesej´aveis ocorram. Neste trabalho a

aplica¸c˜ao da TCS pressup˜oe que cada atividade do

processo de neg´ocio tratado corresponde a um dos

subsistemas constituintes da planta. As

especi-fica¸c˜oes de controle (aqui denominadas regras de

neg´ocio) s˜ao estabelecidas de forma a coordenar a execu¸c˜ao das atividades.

O ciclo de vida de uma atividade, conforme ilustrado na Figura 1(a) (Aalst et al., 2010), ´e

uti-lizado como base para a representa¸c˜ao do

com-portamento de uma atividade. Esta figura ilus-tra uma atividade sob o ponto de vista de uma instˆancia do processo (a informa¸c˜ao que ´e pro-cessada pelas diversas atividades do processo de

neg´ocio), como ´e geralmente considerada no

con-texto de workflows. O diagrama representa os

estados atrav´es do qual a inst˜ancia do processo

flui durante a execu¸c˜ao do mesmo. Os r´otulos

nos arcos R e S indicam se a mudan¸ca de estado

ocorre em fun¸c˜ao do recurso ou pela

automatiza-¸

c˜ao do processo, respectivamente. Isso significa

que alguns eventos s˜ao disparados por um recurso

R (por exemplo, o in´ıcio de uma atividade) ou pelo pr´oprio sistema de informa¸c˜ao que executa o processo de neg´ocio (por exemplo, a aloca¸c˜ao

au-tom´atica de uma instˆancia do processo a um

re-curso). A Figura 1(b) ilustra o autˆomato que

rep-resenta uma atividade gen´erica, baseado no

mod-elo da Figura 1(a). A Figura 1(c) descreve o

sig-nificado dos eventos do autˆomato que representa

a atividade.

A partir do modelo gen´erico de uma atividade

como ilustrado na Figura 1(b), dado um prob-lema de controle supervis´orio, a planta ser´a obtida realizando-se o produto s´ıncrono dos modelos das

atividades envolvidas no processo de neg´ocio. No

contexto de Gerenciamento de Processos de Neg´

o-cio, considera-se que as regras podem ser asso-ciadas ao ordenamento das atividades ou ao en-volvimento dos recursos (ou agentes) na realiza¸c˜ao

destas. Esses dois grupos de regras s˜ao detalhadas

a seguir e s˜ao baseadas no trabalho de Aalst et al.

(2010).

Regras baseadas na sequˆencia dos eventos:

expressam restri¸c˜oes sobre o ordenamento dos

eventos associados as atividades. Essa regras

s˜ao representadas pelos autˆomatos mostrados na

Figura 2.

• Uma atividade t1 deve sempre ser executada

antes da atividade t2 para qualquer instˆancia

do processo. O modelo que representa essa

(3)

(a) Ciclo de vida de uma atividade

(b) Autˆomato que representa uma atividade

(c) Semˆantica dos eventos

Figura 1: Representa¸c˜ao de uma atividade de um

processo de neg´ocio

• Atividades t1 e t2 nunca devem ser

execu-tadas em paralelo. O modelo que representa

essa regra ´e mostrado na Figura 2(b).

• Para qualquer instˆancia do processo, a

ativi-dade ti n˜ao poder´a ser executada mais que n

vezes. O modelo que representa essa regra ´e

mostrado na Figura 2(c).

• Caso as atividades t1 e t2 sejam

suspen-sas, a atividade t1 tem prioridade sobre a

re-execu¸c˜ao da atividade t2. O modelo que

representa essa regra ´e mostrado na Figura

2(d).

Regras associadas aos recursos: expressam restri¸c˜oes sobre a pol´ıtica de aloca¸c˜ao de recursos ou agentes que realizam as atividade de um

pro-cesso. Diz-se que essa regras impˆoem restri¸c˜oes

sobre a pol´ıtica de distribui¸c˜ao de atividades para os agentes envolvidos em um processo. Essas re-gras s˜ao descritas a seguir.

• Princ´ıpio dos quatro-olhos: duas atividades t1 e t2 para a mesma instˆancia do processo devem sempre ser executadas por diferentes agentes. O modelo que representa essa regra

´e mostrado na Figura 3. Inicialmente, cada

regra pode ser associada a cada um dos re-cursos, conforme mostra a Figura 3(a). Os

(a) Regra 1: alternˆancia de atividades

(b) Regra 2: paralelismo de ativi-dades

(c) Regra 3: limite de execu¸c˜ao de atividades

(d) Regra 4: priori-dade na retomada de atividades

Figura 2: Regras de neg´ocio associadas ao

orde-namento de eventos de uma atividade

modelos E1 e E2 representam uma restri¸c˜ao

sobre os agentes P1 e P2, respectivamente. A regra de neg´ocio ent˜ao ´e obtida atrav´es da

composi¸c˜ao s´ıncrona dos modelos E1 e E2,

conforme mostra a Figura 3(b). Assim, caso

n agentes estejam associados ao processo, a

especifica¸c˜ao ser´a obtida atrav´es do produto s´ıncrono entre as especifica¸c˜oes E1, E2, ...,

En.

(a) Modelos das regras para cada recurso - E1 e E2

(b) Composi¸c˜ao s´ıncrona dos modelos E1 e E2 Figura 3: Regra 5: princ´ıpio dos quatro olhos

• Agentes mutuamente excludentes: Dois agentes nunca devem executar atividades

para uma mesma instˆancia do processo. O

(4)

na Figura 4. No modelo, observa-se que qualquer atividade pode ser alocada para o

recurso P1 em um estado marcado. Isso

significa que a aloca¸c˜ao das atividades para

esse recurso ´e considerada tarefa completa.

Caso a aloca¸c˜ao seja realizada para o recurso

P2, o autˆomato evolui para um estado n˜ao

marcado, representando uma tarefa n˜ao

com-pleta.

Figura 4: Regra 6: exclus˜ao m´utua entre agentes

• Limite de atividade: um agente n˜ao pode

ex-ecutar mais que n atividades para qualquer

instˆancia de um processo. O modelo que

rep-resenta essa regra ´e mostrado na Figura 5.

Figura 5: Regra 7: limite de execu¸c˜ao de atividade vale aqui ressaltar um detalhe importante na

modelagem das regras de neg´ocio. No caso das

regras associadas aos recursos, especificamente aquelas mostradas nas Figuras 3 e 4, observa-se

que os autˆoamtos s˜ao bloqueantes. A raz˜ao de se

modelar dessa forma ´e para que o supervisor

re-sultante do processo de s´ıntese justamente evite os estados bloqueantes definidos nos modelos das

regras citadas. Cumpre-se ent˜ao o objetivo das

mesmas.

4 Exemplo

Para ilustrar a abordagem proposta, ´e

apre-sentado um exemplo de processo denominado

Sistema de Gerenciamento de Anomalias (SGA).

Este sistema foi recentemente implantado numa

ind´ustria da chamada ’linha branca’, que produz

refrigeradores e outros eletrodom´esticos. Em

al-inhamento e conformidade com os requisitos da ABNT ISO 9001 (ISO, 2001), a proposta de um SGA na empresa nasceu da necessidade de regis-trar e evidenciar a melhoria cont´ınua e a corre¸c˜ao

de n˜ao-conformidades ocorridas dentro do fluxo

produtivo. O SGA d´a suporte a diversas ´areas e

processos da companhia e possui como principal objetivo compilar informa¸c˜oes necess´arias para a

resolu¸c˜ao de problemas originados das auditorias

em produtos acabados e nos seus respectivos

pro-cessos de manufatura. O modelo do SGA ´e

apre-sentado na Figura 6.

Figura 6: Modelo de um processo de gerencia-mento de anomalias

Nesse processo, em determinado momento os

usu´arios tˆem que realizar cinco atividades

denom-inadas A, B, C, D e E. Os usu´arios podem

de-cidir qual a ordem de execu¸c˜ao dessas atividades,

pois no modelo do processo ´e permitido a

exe-cu¸c˜ao paralela dessas atividades. Por´em ´e ideal

que as atividades sejam finalizadas o mais r´apido

poss´ıvel. Todas as atividades tˆem uma dura¸c˜ao

fixa, no entanto, as atividades B e C, utilizam o mesmo aplicativo de banco de dados e caso a

atividade B seja executada e, logo na seq¨uˆencia,

a atividade C seja executada, a dura¸c˜ao

combi-nada das duas atividades ´e muito menor, pois n˜ao

a tempo limite para a B e nem tempo de setup

para C. Al´em disso, a atividade C pode reutilizar

os dados fornecidos por B, eliminando desta forma a necessidade de input destes dados (regra 1). As

atividades A e E, durante a sua execu¸c˜ao,

po-dem falhar inesperadamente. No caso de ambas as

atividades falharem simultaneamente, a repara¸c˜ao

da tarefa A tem prioridade sobre a tarefa E (regra 4). Al´em disso, por raz˜oes de seguran¸ca, as

ativi-dades B e D n˜ao devem ser executadas ao mesmo

tempo, pois ´e necess´aria uma exclus˜ao m´utua en-tre elas (regra 2).

Os sistemas de informa¸c˜ao respons´aveis

pe-los dois processos apresentados nessa se¸c˜ao

exe-cutam as atividades de acordo com a sequencia e roteamento mostrados nos respectivos modelos.

(5)

imple-mentadas como requisitos adicionais a esse

mod-elo. Assim, a proposta do presente trabalho ´e

im-plementar o controlador como uma entidade

in-dependente do sistema de informa¸c˜ao. Os testes

de implementa¸c˜ao realizados s˜ao apresentados na

pr´oxima se¸c˜ao.

5 S´ıntese da Estrutura de Controle Seguindo a metodologia proposta por Ramadge

and Wonham (1989), ap´os a modelagem da planta

e das regras de neg´ocio, calcula-se o supervisor

que atenda a este conjunto de regras. Caso seja adotada a abordagem de controle modular local (De Queiroz and Cury, 2000), calcula-se o con-junto de plantas locais, correspondentes as regras

de neg´ocio especificadas. Em seguida, obt´em-se

os correspondentes supervisores locais. Como um passo final antes da implementa¸c˜ao f´ısica, ´e lev-ada em considera¸c˜ao a redu¸c˜ao dos supervisores

Su and Wonham (2004), pois esta ir´a

possibili-tar um n´umero menor de estados e uma

conse-quente economia de mem´oria e melhor legibilidade

do programa. O supervisor reduzido mant´em a

mesma a¸c˜ao de controle do supervisor original.

Um exemplo de s´ıntese de um supervisor

lo-cal ´e mostrado na Figura 7. Considerando que no

SGA n˜ao s˜ao especificadas regras associadas a alo-ca¸c˜ao dos recursos, optou-se em excluir os eventos

associados (aqueles que est˜ao ativos a partir do

estado inicial conforme mostrado na Figura 1(b)). De fato considera-se para este caso que o in´ıcio das

atividades se d´a pelo evento start. Os autˆomatos

correspondentes as atividades B e C s˜ao

mostra-dos nas Figuras 7(a) and 7(b). O autˆomato

corre-spondente a uma regra de neg´ocio ´e mostrado na

Figura 7(c) (a atividade B deve sempre ser

execu-tada ap´os a atividade C para qualquer instˆancia

do processo). Aplicando o controle modular local

e o algoritmo de redu¸c˜ao encontra-se o

supervi-sor local mostrado na Figura 7(d). Nota-se que o

supervisor desabilita eventos control´aveis em seus

estados (indicado pela caixa ligada ao estado do

autˆomato). Esta representa¸c˜ao corresponde ao

mapa de sa´ıda do supervisor conforme definido na Se¸c˜ao 2. Esta a¸c˜ao restringe a execu¸c˜ao das

ativi-dades pelos usu´arios, impondo que as regras de

neg´ocio n˜ao sejam violadas.

6 Controle Supervis´orio no ProM

A fim de garantir a independˆencia do

contro-lador e a possibilidade de uso futuro em outros PAIS, o mesmo foi implementado como um plug-in no Process Mining Framework (ProM)(van

Don-gen et al., 2005). O ProM ´e um framework que

disponibiliza uma s´erie de plug-ins para extrair

informa¸c˜oes de registro de eventos e tem sido

largamente utilizado na ´area denominada

Min-era¸c˜ao de Processos. Devido a esta

caracter´ıs-(a) Task model of t2 (B)

(b) Task model of t3 (C)

(c) Automaton model of business rule (Rule 1)

(d) Reduced local supervisor

Figura 7: Models involved in synthesis local su-pervisor procedure - example 2

tica, considerou-se como uma alternativa

interes-sante para a evolu¸c˜ao e a continuidade da

pre-sente pesquisa, a implementa¸c˜ao deste como um

servi¸co dispon´ıvel no ProM. O controlador foi

im-plementado no ProM como um provedor do Oper-ational Support (OS) (van der Aalst et al., 2010).

O OS ´e um plug-in que permite a intera¸c˜ao

en-tre os servi¸cos disponibilizados no ProM e o meio

externo. O OS fornece uma interface TCP/IP

para a comunica¸c˜ao dos servi¸cos no ProM com

o PAIS externo. Desta forma, o PAIS pode

so-licitar informa¸c˜oes ao OS em qualquer momento

durante a execu¸c˜ao de uma instˆancia do processo. Quando uma solicita¸c˜ao ´e feita ao OS, esta solic-ita¸c˜ao deve conter (1) o hist´orico da instˆancia do processo na forma da lista de atividades que foram executadas at´e o momento da solicita¸c˜ao, e (2) a

lista de atividades que est˜ao ativas no momento da

(6)

um destes servi¸cos que poder˜ao ser utilizados. A Figura 8 ilustra a arquitetura descrita.

Figura 8: O controlador como um plugin para o ProM

Para possibilitar a comunica¸c˜ao entre o

con-trolador, por meio do OS, e o PAIS utilizado na presente pesquisa, utilizou-se dois recursos

tec-nol´ogicos: (1) um WebService para permitir a

troca dos dados (registro de eventos e regras para

a execu¸c˜ao das atividades) e (2) um ambiente

para representar o PAIS. O ambiente YAWL foi a plataforma escolhida para implementar e sim-ular o processo de neg´ocio descrito na se¸c˜ao

an-terior. YAWL provˆe uma poderosa e expressiva

linguagem baseada em padr˜oes de workflow (Van

Der Aalst et al., 2003) (Van der Aalst and Ter

Hof-stede, 2005). Tamb´em provˆe um motor de

ex-ecu¸c˜ao de workflows e um editor para a cria¸c˜ao de modelos de processos, suportando controle de

fluxo, dados e recursos. A plataforma YAWL ´e

open-source e possui uma arquitetura baseada em

servi¸cos, permitindo que o controlador seja

desen-volvido como um servi¸co independente do seu

mo-tor de execu¸c˜ao. O controlador foi projetado de

acordo com a arquitetura de controle proposta por De Queiroz and Cury (2002).

7 Conclus˜oes

A aplica¸c˜ao da Teoria de Controle Supervis´orio no

contexto do Gerenciamento de Processos de Neg´

o-cio se mostrou fact´ıvel. O objetivo de se identificar

e modelar um conjunto t´ıpico de regras de neg´ocio

visa a constru¸c˜ao de uma biblioteca de modelos,

de forma a aproximar a linguagem utilizada pelos

usu´arios do processo e dos projetistas do sistema

de supervis˜ao e controle. A infra-estrutura

com-putacional anteriormente implementada no ProM permitiu a comunica¸c˜ao com aplica¸c˜oes externas, e o controlador pode ser integrado ao YAWL com

o apoio de um WebService. Atrav´es de um maior

n´umero de estudos de caso pretende-se

estabele-cer a presente proposta como uma ferramenta de monitoramento e controle de PAIS que necessitam

seguir determinadas regras de neg´ocio.

Adicional-mente, incorporar outras extens˜oes da abordagem

cl´assica da TCS e investigar a factibilidade de apli-ca¸c˜oes em contextos espec´ıficos.

Referˆencias

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Referências

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