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DESEMPENHO DA VALE NO 4T15

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Academic year: 2021

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www.vale.com

[email protected]

Tel.: (55 21) 3814-4540

Departamento de Relações com

Investidores

Rogério T. Nogueira André Figueiredo Carla Albano Miller Fernando Mascarenhas Andrea Gutman Bruno Siqueira Claudia Rodrigues Mariano Szachtman Renata Capanema

BM&F BOVESPA: VALE3, VALE5 NYSE: VALE, VALE.P

HKEx: 6210, 6230

EURONEXT PARIS: VALE3, VALE5 LATIBEX: XVALO, XVALP

(3)

Desempenho da Vale em 2015

Rio de Janeiro, 25 de fevereiro de 2016 – A Vale S.A. (Vale) obteve um sólido desempenho operacional, alcançando diversos recordes anuais de produção em 2015, tais como: (a) oferta anual de minério de ferro de 345,9 Mt; (b) produção de Carajás de 129,6 Mt; (c) produção de níquel de 291.000 t; (d) produção de cobre de 423.800 t.

A receita bruta totalizou R$ 86,935 bilhões em 2015, o que significa uma redução de R$ 2,976 bilhões em comparação com 2014, em razão de menores preços de finos de minério de ferro (R$ 19,978 bilhões), pelotas (R$ 4,862 bilhões), níquel (R$ 3,645 bilhões) e outros (R$ 5,926 bilhões). A redução na receita causada pela queda nos preços foi parcialmente mitigada por maiores volumes de venda (R$ 5,501 bilhões) e pelo impacto favorável da desvalorização do real (BRL) em relação ao dólar norte-americano (USD) e outras moedas (R$ 25,934 bilhões).

A receita bruta trimestral totalizou R$ 23,018 bilhões no 4T15, tendo reduzido R$ 727 milhões em comparação ao 3T15, principalmente como resultado de menores preços de finos de minério de ferro (R$ 2,829 bilhões), níquel (R$ 454 milhões) e outros (R$ 638 milhões). A redução na receita pela queda dos preços foi parcialmente mitigada por maiores volumes de venda (R$ 1,389 bilhão) e pela desvalorização do BRL, principalmente em relação ao USD (R$ 1,806 bilhão).

Os custos e despesas totalizaram R$ 76,398 bilhões em 2015, aumentando R$ 7,847 bilhões em relação a 2014, devido, principalmente, ao impacto da variação cambial nos custos denominados em USD, como, por exemplo, os custos com frete marítimo de minério de ferro e os custos das operações de metais básicos fora do Brasil.

Os custos e despesas trimestrais totalizaram R$ 21,417 bilhões no 4T15, ficando 5,6% acima dos R$ 20,275 bilhões registrados no 3T15. Os custos aumentaram principalmente em razão do impacto negativo da depreciação do BRL no 4T15 na conversão dos custos denominados em USD e em outras moedas para BRL.

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O EBITDA ajustado1 foi de R$ 23,654 bilhões em 2015, ficando 24% inferior ao de 2014, principalmente em função dos menores preços de venda que impactaram negativamente o EBITDA em R$ 34,411 bilhões.

O EBITDA ajustado trimestral foi de R$ 5,386 bilhões no 4T15, ficando 21% inferior ao do 3T15, principalmente em função de menores preços de venda que impactaram o EBITDA negativamente em R$ 3,862 bilhões.

Os investimentos totalizaram US$ 2,193 bilhões no 4T15 e US$ 8,401 bilhões em 2015, significando uma redução de US$ 3,578 bilhões em comparação a 2014. Os investimentos na execução de projetos totalizaram US$ 1,366 bilhão e US$ 5,548 bilhões no 4T15 e em 2015, respectivamente, enquanto os investimentos na manutenção das operações existentes totalizaram US$ 827 milhões e US$ 2,853 bilhões no 4T15 e em 2015, respectivamente. Os investimentos totais no ano excederam a última previsão em US$ 0,2 bilhão em função da execução melhor do que esperada do projeto S11D e sua logística associada.

As vendas de ativos totalizaram US$ 3,525 bilhões em 2015, com: (a) US$ 1,316 bilhão provenientes da venda de doze navios VLOCs (very large ore carriers) para armadores chineses; (b) US$ 1,089 bilhão da venda de 36,4% das ações preferenciais da MBR; (c) US$ 900 milhões de mais uma transação de goldstream; (d) US$ 97 milhões da venda de ativos de energia. No 4T15, a Vale vendeu quatro navios VLOCs de 400.000 dwt2 para o ICBC Financial Leasing em uma transação que totalizou US$ 423 milhões.

O prejuízo líquido foi de R$ 44,213 bilhões em 2015 contra um lucro líquido de R$ 954 milhões em 2014. A redução de R$ 45,167bilhões no lucro líquido deveu-se, principalmente, à menor margem EBITDA, aos maiores impairments registrados em 2015 e ao efeito negativo nos resultados financeiros da depreciação ponta a ponta do BRL contra o USD de 47% em 2015. O prejuízo básico recorrente3 foi de R$ 6,695 bilhões em 2015, contra um lucro básico recorrente de R$ 10,092 bilhões em 2014. A redução no lucro básico recorrente, em comparação com 2014, foi majoritariamente em função: (a) da menor margem EBITDA, conforme detalhado acima; (b) do aumento na perda com derivativos; (c) da variação negativa do resultado de participações em joint ventures e coligadas.

Os impairments de ativos e de investimentos4 e o reconhecimento de contratos onerosos totalizaram R$ 36,280 bilhões em 2015. O aumento no valor dos impairments em R$ 33,496 bilhões, em relação a 2014, deveu-se, principalmente, à redução mais significativa nas premissas de preço usadas para os testes de impairment.

1

O EBITDA ajustado é o EBITDA excluindo ganhos e/ou perdas na venda de ativos e eventos não recorrentes e incluindo os dividendos recebidos de coligadas.

2

Dwt = tonelada de porte bruto.

3

O lucro ou prejuízo básico recorrente é o lucro ou prejuízo líquido excluindo os efeitos contábeis não recorrentes.

4

(5)

O prejuízo líquido trimestral foi de R$ 33,156 bilhões no 4T15 em relação a um prejuízo líquido de R$ 6,663 bilhões no 3T15. A redução de R$ 26,493 bilhões foi principalmente devido aos impairments. O prejuízo básico recorrente foi de R$ 4,263 bilhões no 4T15, em relação a um prejuízo básico recorrente de R$ 3,373 bilhões no 3T15. A redução de R$ 890 milhões foi principalmente devido à menor margem EBITDA.

A dívida bruta totalizou US$ 28,853 bilhões em 31 de dezembro de 2015, registrando um pequeno aumento em relação aos US$ 28,675 bilhões de 30 de setembro de 2015, porém mantendo-se em linha com os US$ 28,807 bilhões de 31 de dezembro de 2014. Após o pagamento de dividendos de US$ 1,5 bilhão em 2015, a dívida líquida totalizou US$ 25,234 bilhões em relação à posição de US$ 24,685 bilhões em 31 de dezembro de 2014 e à posição de US$ 24,213 bilhões em 30 de setembro de 2015. A posição de caixa em 31 de dezembro de 2015 era de US$ 3,619 bilhões. O prazo médio da dívida em 31 de dezembro de 2015 foi de 8,1 anos e o custo médio foi de 4,47% por ano.

O EBITDA do segmento de Minerais Ferrosos decresceu em 9% no 4T15 devido aos menores preços realizados apesar dos maiores volumes e reduções em custos e despesas

 O EBITDA ajustado de Minerais Ferrosos no 4T15 foi R$ 5,449 bilhões, R$ 555 milhões inferior aos R$ 6,004 bilhões alcançados no 3T15, principalmente em função dos menores preços realizados de venda que foram parcialmente compensados por maiores volumes de venda e menores custos e despesas.

O EBITDA ajustado não será mais impactado pelo programa de hedge accounting da Vale, uma vez que toda exposição remanescente de bunker oil registrada neste programa foi liquidada no 4T15.

 O preço CFR referência em base seca (dmt) de finos de minério de ferro da Vale (ex-ROM) reduziu em US$ 10,9/t dos US$ 56,0/t no 3T15 para US$ 45,1/t no 4T15, enquanto que o preço CFR/FOB em base úmida (wmt) de finos de minério de ferro (ex-ROM) reduziu em US$ 9,3/t dos US$ 46,5/t no 3T15 para US$ 37,2/t no 4T15, após ajuste de umidade e o efeito do menor preço das vendas FOB em 32% do total do volume de vendas.

 A qualidade do produto medida pelo conteúdo de Fe melhorou de 63,5% no 3T15 para 63,7% no 4T15, principalmente em função dos ramp-ups das minas de N4WS e N5S e dos projetos Itabiritos.

(6)

 O custo caixa e despesas unitários de finos de minério de ferro entregues na China (ajustados pela qualidade e umidade e após excluir o efeito positivo não-recorrente de ajustes de ARO) diminuiu de US$ 34,2/t no 3T15 para US$ 32,0/t no 4T15 em base seca.

 Os investimentos correntes de finos de minério de ferro foram de US$ 178 milhões (US$ 2,3/wmt) no 4T15, US$ 0,8/wmt abaixo do 3T15.

 S11D alcançou 80% de avanço físico na mina e usina, 57% na ferrovia e porto, e 81% no ramal ferroviário.

O EBITDA do segmento Metais Básicos diminuiu como resultado dos menores preços de níquel e cobre

 As receitas de venda alcançaram R$ 5,604 bilhões no 4T15, ficando R$ 740 milhões acima do 3T15, devido aos maiores volumes de vendas e ao impacto positivo da variação cambial na receita, que foram parcialmente compensados pelos menores preços de níquel e cobre.

 O EBITDA ajustado foi de R$ 437 milhões no 4T15, R$ 274 milhões inferior ao 3T15, principalmente em função de: (a) menores preços e (b) o efeito negativo da baixa de estoques de materiais no 4T14; que foram parcialmente compensados por maiores volumes de vendas e pelo impacto positivo da variação cambial na receita.

O EBITDA do segmento de Carvão diminuiu como resultado de efeitos não-recorrentes em custos e menores preços

 O EBITDA ajustado de carvão foi de negativos R$ 575 milhões no 4T15 em relação aos negativos R$ 462 milhões no 3T15, principalmente em função de menores preços e maiores custos na Austrália.

 Os custos em Moçambique no 4T15 ficaram em linha com o 3T15, após o ajuste de efeitos para maiores volumes e variação cambial, enquanto que os custos na Austrália aumentaram no 4T15 devido à baixa de custos no desenvolvimento de mina. Adicionalmente, os custos foram negativamente impactados pela depreciação do BRL em 2015 na conversão dos custos denominados em dólar australiano e em USD para BRL.

(7)

O EBITDA do segmento de Fertilizantes apresentou melhoras em 2015 devido, principalmente, a menores custos e despesas

 O EBITDA ajustado de Fertilizantes aumentou para R$ 1,913 bilhão em 2015 em relação aos R$ 654 milhões em 2014, registrando um aumento de R$ 1,259 bilhão principalmente devido ao impacto positivo da desvalorização do BRL na receita e às iniciativas comerciais e de corte de custos.

 O EBITDA ajustado de Fertilizantes diminuiu para R$ 450 milhões no 4T15 dos R$ 702 milhões registrados no 3T15, principalmente devido por menores volumes de vendas como resultado da sazonalidade do mercado.

Em 2015, conseguimos com sucesso reduzir custos e despesas, progredimos com a implementação dos nossos projetos de capital essenciais e avançamos com o nosso plano de desinvestimentos mantendo nossa posição de dívida bruta estável.

Apesar de todos os esforços, nossas realizações foram ofuscadas pela ruptura da barragem de rejeitos da Samarco no início de novembro de 2015. Temos trabalhado diligentemente com a Samarco desde o início e continuaremos totalmente comprometidos com o suporte às regiões e comunidades afetadas, bem como com a sua recuperação socioambiental.

(8)

Ruptura da barragem de rejeitos da

Samarco

Em 5 de novembro de 2015, uma das barragens da Samarco (Fundão) colapsou inesperadamente, lançando 32 Mm3 de rejeitos arenosos e atingindo várias comunidades, incluindo a comunidade do distrito de Bento Rodrigues, onde viviam cerca de 600 pessoas. A ruptura da barragem resultou em 17 fatalidades, com duas pessoas ainda desaparecidas, e causou extenso dano às propriedades e ao meio ambiente das regiões afetadas nos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo.

Imediatamente após a ruptura da barragem de rejeitos, junto com a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar e outras autoridades, a Samarco providenciou primeiros socorros, comida, água, estadia, assistência social e suporte financeiro para centenas de famílias e indivíduos afetados. Até o presente momento, a Samarco: (a) finalizou a recuperação de todas as sete pontes impactadas pela ruptura da barragem; (b) acomodou todas as 369 famílias que perderam suas casas; (c) distribuiu 2.907 cartões de suporte financeiro para os residentes das cidades afetadas (75% do total das famílias afetadas); (d) providenciou atendimento psicossocial para 1.185 famílias; (e) distribuiu 553 milhões de litros de água potável e 59 milhões de litros de água mineral. Tanto a Vale quanto a BHP Billiton, acionistas da Samarco, têm se envolvido ativamente no suporte à Samarco durante esta crise.

Além das ações civis, a Samarco tem monitorado a região afetada e realizado trabalhos de emergência para conter movimentos adicionais de rejeitos, reforçando as estruturas das barragens para garantir a segurança da região.

Além de cooperar com as investigações conduzidas pela Polícia Civil, Polícia Federal e Ministério Público Federal, a Samarco, em conjunto com seus acionistas, também contratou uma firma especializada para conduzir uma investigação externa. Dada a complexidade do evento, ainda não é possível definir uma data para a divulgação.

Com o fim de avaliar os impactos ambientais e socioeconômicos da ruptura da barragem e auxiliar no desenvolvimento de um plano de remediação, a Samarco contratou duas empresas externas: uma consultoria de classe mundial em engenharia, meio ambiente e emergências ambientais e outra empresa de reputação internacional especializada em serviços ambientais, de saúde e segurança e sociais. O plano de remediação elaborado também incluirá ações para recuperação da atividade econômica regional.

(9)

impactada negativamente pela destruição da principal correia transportadora. Consequentemente, a produção da Vale na região de Mariana foi 3 Mt menor no 4T15 (cujas perdas foram compensadas pelo aumento de produção em outras minas) e, provavelmente, será 9 Mt menor em 2016 (cujas perdas serão compensadas por aumento de produção em outras minas). A Vale também interrompeu as vendas de ROM para a planta de processamento da Samarco em Minas Gerais.

Como consequência do rompimento da barragem de Fundão, a Samarco incorreu em despesas, baixa de ativos e reconheceu provisões para remediação, que afetou seu balanço patrimonial e demonstração de resultado. A Vale reconhece os resultados da Samarco pelo método de equivalência patrimonial e, portanto, os impactos do rompimento da barragem da Samarco no balanço patrimonial e na demonstração de resultado estão limitados à participação da Companhia no capital social da Samarco, de acordo com a legislação societária brasileira. O investimento da Vale na Samarco foi reduzido para zero e nenhum passivo foi registrado nas demonstrações contábeis da Vale. O rompimento da barragem não teve efeito no fluxo de caixa da Vale no exercício findo em 31 de dezembro de 20155.

Em função do evento, a Vale S.A foi citada na ação civil pública ajuizada na 12ª Vara Federal de Belo Horizonte pela União, pelos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo e outras instituições. A ação, contra a Samarco S.A (“Samarco”) e seus acionistas, BHP Billiton Brasil Ltda. (“BHP”) e Vale requisitou: (a) a indisponibilidade das licenças das três rés para a lavra de minério, sem, contudo, limitar as suas atividades de produção e comercialização e (b) a remediação dos danos causados pela ruptura da barragem. Foi atribuído à causa o valor de R$ 20,2 bilhões. A Vale tem adotado as medidas necessárias para assegurar seu direito de defesa.

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Indicadores financeiros selecionados

R$ milhões 4T15 3T15 4T14 % %

(A) (B) (C) (A/B) (A/C)

Receita operacional bruta 23.018 23.717 23.545 -3% 2%

Receita operacional líquida 22.681 23.350 23.152 -3% 2%

EBIT ajustado 1.264 3.075 2.193 -59% 42%

Margem EBIT¹ (%) 5,57% 13,17% 9,50% - -

EBITDA ajustado¹ 5.386 6.816 5.572 -21% -3%

Lucro (prejuízo) líquido (33.156) (6.663) (4.761) n.m. n.m.

Lucro básico recorrente (4.263) (3.373) (586) n.m. n.m.

Lucro básico recorrente por ação (R$) (0,83) (0,65) (0,11) n.m. n.m.

Exportações² (US$ milhões) 3.143 3.300 4.977 -5% -34%

Exportações líquidas² (US$ milhões) 2.785 3.032 4.697 -8% -35% ¹ Excluindo efeitos não-recorrentes e não-caixa.

² Incluindo participação da Samarco.

R$ milhões 2015 2014 %

(A) (B) (A/B)

Receita operacional bruta 86.935 89.911 -3%

Receita operacional líquida 85.499 88.275 -3%

EBIT¹ 9.101 19.724 -54%

Margem EBIT¹ (%) 10,6% 22,30% -

EBITDA ajustado¹ 23.654 31.134 -24%

Lucro (prejuízo) líquido (44.213) 954 n.m.

Lucro (prejuízo) básico recorrente (6.695) 10.092 n.m.

Lucro (prejuízo) básico recorrente por ação (R$) (1,30) 1,96 n.m.

Exportações² (US$ milhões) 13.333 23.357 -43%

Exportações líquidas² (US$ milhões) 11.999 22.093 -46%

¹ Excluindo efeitos não-recorrentes e não-caixa. ² Incluindo participação da Samarco.

Reconciliação EBITDA

R$ milhões 4T15 3T15 4T14 2015 2014

Consolidado

Composição do EBITDA

Lucro líquido (34.219) (7.089) (5.104) (45.997) 219

Resultado financeiro liquido (1.363) 25.847 7.162 36.538 14.753

Imposto de renda e contribuição social 287 (17.077) (1.224) (18.879) 2.600

LAJIR (EBIT) (35.295) 1.681 834 (28.338) 17.572

Depreciação, amortização e exaustão 3.780 3.670 3.158 13.489 10.108

LAJIDA (EBITDA) (31.515) 5.351 3.992 (14.849) 27.680

Resultado de participações societárias em joint

ventures e coligadas 146 1.205 (66) 1.507 (1.141)

Redução ao valor recuperável de ativos não

circulantes e contratos onerosos 34.553 - 982 34.553 2.713

Redução ao valor recuperável de participação em

joint ventures e coligadas 1.727 - (71) 1.727 71

Resultado na mensuração ou venda de ativos não

circulantes 133 189 441 (52) 441

Resultado de alienação ou baixa de participação

em joint ventures e coligadas - - 71 (296) 68

Dividendos recebidos 342 71 222 1.064 1.302

LAJIDA ajustado (EBITDA Ajustado) 5.386 6.816 5.572 23.654 31.134

Dividendos recebidos (342) (71) (222) (1.064) (1.302)

Depreciação, amortização e exaustão (3.780) (3.670) (3.158) (13.489) (10.108)

(11)

INDICADORES FINANCEIROS

SELECIONADOS DAS PRINCIPAIS

EMPRESAS NÃO CONSOLIDADAS

Indicadores financeiros selecionados das principais empresas não consolidadas estão disponíveis nas demonstrações contábeis trimestrais da Vale, no website da Companhia, www.vale.com/Investidores/Resultados Trimestrais e Relatórios/Demonstrações Contábeis – Vale.

TELECONFERÊNCIA / WEBCAST

No dia 25 de fevereiro, quinta-feira, serão realizadas duas conferências telefônicas e webcasts. A primeira, em português, ocorrerá às 10 horas, horário do Rio de Janeiro. A segunda, em inglês, às 12 horas do Rio de Janeiro, às 10 horas em Nova Iorque, às 15 horas em Londres e às 23 horas em Hong Kong.

Acesso às conferências telefônicas/webcasts: Conferência em português:

Participantes que ligam do Brasil: (55 11) 3193-1001 / (55 11) 2820-4001 Participantes que ligam dos EUA: (1 888) 700-0802

Participantes que ligam de outros países: (1 786) 924-6977 Código de acesso: VALE

Conferência em inglês:

Participantes que ligam do Brasil: (55 11) 3193-1001 / (55 11) 2820-4001 Participantes que ligam dos EUA: (1 866) 262-4553

Participantes que ligam de outros países: (1 412) 317-6029 Código de acesso: VALE

A instrução para participação nesses eventos está disponível no website da Vale, www.vale.com/investidores. Uma gravação da teleconferência/ webcast estará disponível no website da Vale durante o período de 90 dias posteriores ao dia 25 de fevereiro de 2016.

(12)

Informações contábeis

Demonstração de resultado

R$ milhões 4T15 3T15 4T14 2015 2014

Receita de venda. líquida 22.681 23.350 23.152 85.499 88.275

Custos dos produtos vendidos e serviços prestados (19.677) (18.025) (17.539) (68.658) (59.087)

Lucro bruto 3.004 5.325 5.613 16.841 29.188

Margem bruta (%) 13% 23% 24% 20% 33%

Despesas com vendas e administrativas (642) (458) (787) (2.143) (2.603)

Despesas com pesquisa e desenvolvimento (460) (434) (597) (1.603) (1.738)

Despesas com pré-operacionais e paradas de operação (917) (936) (744) (3.408) (2.563)

Outras despesas operacionais, líquidas 279 (422) (1.292) (586) (2.560)

Resultado na mensuração ou venda de ativos não

circulantes (133) (189) (441) 52 (441)

Redução ao valor recuperável de ativos não circulantes

e contratos onerosos (34.553) - (983) (34.553) (2.713)

Lucro operacional (33.422) 2.886 769 (25.400) 16.570

Receitas financeiras 309 337 136 906 935

Despesas financeiras (1.263) (1.257) (1.250) (3.849) (6.819)

Ganho (perda) com derivativos 1.662 (6.397) (2.823) (8.084) (3.424)

Variações monetárias e cambiais 655 (18.530) (3.225) (25.511) (5.445)

Resultado de participações em joint ventures e

coligadas (146) (1.204) 66 (1.507) 1.141

Resultado de alienação ou baixa de participação em

joint ventures e coligadas - - 71 296 (68)

Redução ao valor recuperável de participações em joint

ventures e coligadas (1.727) - (71) (1.727) (71)

Lucro antes dos tributos sobre o lucro (33.932) (24.165) (6.327) (64.876) 2.819

Tributo corrente (586) (353) 930 (1.347) (2.352)

Tributo diferido 299 17.430 293 20.226 (248)

Lucro líquido (prejuízo) (34.219) (7.088) (5.104) (45.997) 219

Prejuízo atribuído aos acionistas não controladores 1.063 425 343 1.784 735

Lucro líquido (prejuízo) atribuído aos acionistas da

controladora (33.156) (6.663) (4.761) (44.213) 954

Lucro por Ação (atribuídos aos acionistas da

controladora - R$) (6,86) (1,29) (0,92) (9,01) 0,19

Resultado de participações societárias

(13)

Balanço patrimonial – consolidado

R$ million 31/12/2015 30/9/2015 31/12/2014

Ativo

Circulante 60.418 70.327 53.745

Realizável a longo prazo 41.600 43.127 19.071

Permanente 243.529 279.957 236.599

Total 345.547 393.411 309.415

Passivo

Circulante 41.182 40.086 28.513

Exigível a longo prazo 164.946 176.528 131.301

Patrimônio líquido 139.419 176.797 149.601

Capital social 77.300 77.300 77.300

Reservas 3.846 38.926 53.085

Outros 50.014 51.663 16.029

Participação dos acionistas não controladores 8.259 8.908 3.187

Total 345.547 393.411 309.415

(14)

Fluxo de Caixa

R$ milhões 4T15 3T15 4T14 2015 2014

Fluxo de caixa das atividades operacionais:

Lucro líquido (prejuízo) de operações continuadas (34.218) (7.088) (5.104) (45.997) 219

Ajustes para reconciliar o lucro líquido:

Depreciação. amortização e exaustão 3.780 3.670 3.159 13.489 10.108 Redução ao valor recuperável de ativos não circulantes 36.280 - 1.054 36.280 2.784 Perda na mensuração ou venda de ativos não circulantes 133 189 370 (348) 509 Itens do resultado financeiro (5.821) 24.638 4.034 27.121 6.776

Outros 2.038 (16.709) (1.577) (18.414) (107)

Variação dos ativos e passivos:

Contas a receber 3.339 1.210 272 5.237 5.296

Estoques (328) (1.171) (176) (1.018) (1.661)

Contas a pagar a fornecedores e empreiteiros 1.314 1.493 1.144 2.429 2.301

Salários e encargos sociais (341) 188 147 (1.780) (230)

Tributos ativos e passivos. líquidos (36) (157) (643) (1.080) 559

Operação de ouro - - - 1.670 -

Outros ativos e passivos. líquidos (1.041) (288) 80 (1.870) 1.238

Caixa líquido proveniente das atividades operacionais 5.099 5.975 2.760 15.719 27.792

Fluxo de caixa das atividades de investimentos:

Adições em investimentos (46) (22) (63) (186) (570)

Aquisição de subsidiária - - - (237) -

Adições ao imobilizado e intangível (8.418) (6.616) (8.773) (27.784) (26.346) Recursos provenientes da alienação de bens do imobilizado e do

investimento 1.669 1.793 - 5.211 2.709

Dividendos e juros sobre o capital próprio recebidos de joint ventures e

coligadas 342 71 221 1.064 1.302

Recebimentos da operação de ouro - - - 1.156 -

Outros resgatados (aplicados) (170) 263 1.015 660 545

Caixa líquido utilizado nas atividades de investimento (6.623) (4.511) (7.600) (20.116) (22.360)

Fluxo de caixa das atividades de financiamentos: Empréstimos e financiamentos

Adições 4.407 3.772 2.483 16.603 5.947

Pagamentos (4.226) (3.287) (2.001) (10.156) (4.678)

Pagamentos aos acionistas:

Dividendos e juros sobre capital próprio pagos aos acionistas (1.925) - (5.107) (5.026) (9.739) Dividendos e juros sobre capital próprio pagos aos acionistas não

controladores (11) - (140) (46) (164)

Transações com acionistas não controladores - 4.000 - 3.875 -

Caixa líquido provenientes das (utilizado nas) atividades de

financiamento (1.755) 4.485 (4.765) 5.250 (8.634)

Aumento (redução) no caixa e equivalentes de caixa (3.279) 5.949 (9.605) 853 (3.202) Caixa e equivalentes de caixas no início do exercício 17.470 9.799 19.319 10.555 12.465 Efeito de variações da taxa de câmbio no caixa e equivalentes de caixa (169) 1.722 841 2.614 1.292

Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício 14.022 17.470 10.555 14.022 10.555

Pagamentos efetuados durante o exercício por (i):

Juros de empréstimos e financiamentos (1.067) (1.445) (803) (4.827) (3.561)

Tributos sobre o lucro (669) (166) (594) (1.738) (1.199)

Tributos sobre o lucro - Programa de refinanciamento (334) (325) (301) (1.284) (1.161)

Derivativos liquidação (1.062) (622) (834) (3.771) (521)

Transações que não envolveram caixa:

(15)
(16)

www.vale.com

[email protected]

Tel.: (55 21) 3814-4540

Departamento de Relações com

Investidores

Rogério T. Nogueira André Figueiredo Carla Albano Miller Fernando Mascarenhas Andrea Gutman Bruno Siqueira Claudia Rodrigues Mariano Szachtman Renata Capanema

BM&F BOVESPA: VALE3, VALE5 NYSE: VALE, VALE.P

HKEx: 6210, 6230

EURONEXT PARIS: VALE3, VALE5 LATIBEX: XVALO, XVALE

(17)

Desempenho da Vale em 2015

Rio de Janeiro, 25 de fevereiro de 2016 – A Vale S.A. (Vale) obteve um sólido desempenho operacional, alcançando diversos recordes anuais de produção em 2015, tais como: (a) oferta anual de minério de ferro de 345,9 Mt; (b) produção de Carajás de 129,6 Mt; (c) produção de níquel de 291.000 t; (d) produção de cobre de 423.800 t.

A receita bruta totalizou US$ 26,047 bilhões em 2015, significando uma redução de US$ 12,189 bilhões em comparação com 2014, em função de menores preços de finos de minério de ferro (US$ 8,614 bilhões), pelotas (US$ 2,030 bilhões), níquel (US$ 1,394 bilhões) e outros. A redução na receita em função da queda nos preços foi parcialmente mitigada por maiores volumes de venda (US$ 2,060 bilhões).

A receita bruta trimestral totalizou US$ 5,986 bilhões no 4T15, uma redução de US$ 632 milhões em relação ao 3T15, como resultado de menores preços de finos de minério de ferro (US$ 739 milhões), níquel (US$ 112 milhões) e outros, parcialmente mitigados por maiores volumes de venda (US$ 325 milhões).

Os custos e despesas, líquidos de depreciação, totalizaram US$ 18,846 bilhões em 2015, reduzindo em US$ 5,908 bilhões em relação a 2014. Ocorreram as seguintes reduções no ano de 2015 em comparação ao de 2014: (a) de custos em US$ 4,223 bilhões (20%); (b) de SG&A1 e outras despesas em US$ 1,260 bilhão (65%); (c) de P&D2 em US$ 257 milhões (35%); (d) de despesas pré-operacionais e de parada em US$ 168 milhões (19%).

Os custos e despesas trimestrais, líquidos de depreciação, somaram US$ 4,595 bilhões no 4T15, praticamente em linha com os US$ 4,649 bilhões registrados no 3T15. Os custos foram elevados em US$ 65 milhões (2%), principalmente devido ao aumento de volumes de vendas dos segmentos de negócios de Ferrosos e Metais Básicos. SG&A e outras despesas reduziram-se em US$ 105 milhões (63%), principalmente devido ao efeito positivo não recorrente de ajuste de Obrigações para Desmobilização de Ativos3 (ARO) registrados no 4T15. P&D reduziu-se em US$ 2 milhões (2%) e as despesas pré-operacionais e de parada foram reduzidas em US$ 12 milhões (7%) no 4T15 em comparação 3T15.

O custo caixa C1 FOB porto por tonelada métrica para os finos de minério de ferro ex-royalties alcançou o marco mais baixo da indústria de minério de ferro: US$ 11,9/t no 4T15 contra US$ 12,7/t no 3T15. A redução do custo caixa C1 foi alavancada principalmente pela depreciação do Real (BRL) e pelas iniciativas de redução de custos em curso.

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Despesas gerais e administrativas

2

Pesquisa e Desenvolvimento

3

(18)

O EBITDA ajustado foi de US$ 7,081 bilhões em 2015, 47% inferior ao de 2014, principalmente em função dos menores preços de venda que impactaram o EBITDA negativamente em US$ 14,005 bilhões. Os maiores volumes de vendas e menores custos e despesas compensaram parcialmente o impacto dos menores preços no EBITDA em US$ 1,237 bilhão e US$ 6,746 bilhões, respectivamente. A margem EBITDA ajustada foi de 27,7% em 2015.

O EBITDA ajustado trimestral foi de US$ 1,391 bilhão no 4T15, 26% inferior ao do 3T15, principalmente em função dos menores preços de venda que impactaram o EBITDA negativamente em US$ 943 milhões. Maiores volumes de vendas e menores custos4 e despesas compensaram parcialmente o impacto dos menores preços no EBITDA em US$ 57 milhões e US$ 334 milhões, respectivamente. A margem EBITDA ajustada foi de 23,6% no 4T15.

O EBITDA ajustado do trimestre foi positivamente impactado pelo efeito one-off do ARO mencionado acima (US$ 331 milhões) e negativamente impactado por decisões e/ou eventos registrados em trimestres anteriores com efeitos no 4T15, como: (a) hedge contábil de bunker oil nos finos de minério de ferro (US$ 134 milhões); (b) ajuste do preço provisório de cobre (US$ 60 milhões); (c) ajuste de preço provisório de minério de manganês (US$ 28 milhões); (d) pela baixa contábil de estoque de materiais de metais básicos (US$ 31 milhões).

Os investimentos totalizaram US$ 2,193 bilhões no 4T15 e US$ 8,401 bilhões em 2015, significando uma redução de US$ 3,578 bilhões em comparação com 2014. Os investimentos na execução de projetos totalizaram US$ 1,366 bilhão e US$ 5,548 bilhões no 4T15 e em 2015, respectivamente, enquanto os investimentos na manutenção das operações existentes somaram US$ 827 milhões e US$ 2,853 bilhões no 4T15 e em 2015, respectivamente. Os investimentos totais no ano excederam a última previsão em US$ 200 milhões, em função da execução melhor do que esperada do projeto S11D e de sua logística associada.

A venda de ativos totalizou US$ 3,525 bilhões em 2015: US$ 1,316 bilhão proveniente da venda de doze navios VLOCs (very large ore carriers) para armadores chineses; US$ 1,089 bilhão da venda de 36,4% das ações preferenciais da MBR; US$ 900 milhões de mais uma transação de goldstream; e US$ 97 milhões da venda de ativos de energia. No 4T15, a Vale vendeu quatro navios VLOCs com capacidade de 400.000 t para o ICBC Financial Leasing em uma transação de US$ 423 milhões.

O prejuízo líquido foi de US$ 12,129 bilhões em 2015 contra um lucro líquido de US$ 657 milhões em 2014. A redução de US$ 12,786 bilhões no lucro líquido deveu-se principalmente

4

(19)

aos maiores impairments registrados em 2015 e ao efeito negativo nos resultados financeiros da depreciação ponta a ponta de 47% do real (BRL) contra o dólar norte-americano (USD) em 2015. O prejuízo básico recorrente foi de US$ 1,689 bilhão em 2015, contra um lucro básico recorrente de US$ 4,419 bilhões em 2014.

Os impairments de ativos e de investimentos5 e o reconhecimento de contratos onerosos totalizaram US$ 9,372 bilhões em 2015. O aumento no valor dos impairments de US$ 8,189 bilhões em relação a 2014 deveu-se principalmente à redução mais significativa nas premissas de preço usadas para os testes de impairment.

O prejuízo líquido trimestral foi de US$ 8,569 bilhões no 4T15 comparado a um prejuízo líquido de US$ 2,117 bilhões no 3T15. A redução de US$ 6,452 bilhões deveu-se principalmente aos impairments, os quais foram parcialmente mitigados pelo efeito nos resultados financeiros de variação cambial. O prejuízo básico recorrente foi de US$ 1,032 bilhão no 4T15, contra um prejuízo básico recorrente de US$ 961 milhões no 3T15.

A dívida bruta totalizou US$ 28,853 bilhões em 31 de dezembro de 2015, registrando um pequeno aumento em comparação aos US$ 28,675 bilhões de 30 de setembro de 2015, porém mantendo-se em linha com os US$ 28,807 bilhões de 31 de dezembro de 2014. Após o pagamento de dividendos no valor de US$ 1,5 bilhão em 2015, a dívida líquida totalizou US$ 25,234 bilhões contra US$ 24,685 bilhões em 31 de dezembro de 2014 e US$ 24,213 bilhões em 30 de setembro de 2015. A posição de caixa em 31 de dezembro de 2015 totalizou US$ 3,619 bilhões. O prazo médio da dívida foi de 8,1 anos com um custo médio de 4,47% por ano.

O EBITDA do segmento de Minerais Ferrosos decresceu em 15% no 4T15 devido aos menores preços realizados, apesar dos maiores volumes e reduções em custos e despesas

 O EBITDA Ajustado de Minerais Ferrosos totalizou US$ 5,899 bilhões em 2015, 47,9% abaixo do registrado em 2014, principalmente como resultado de menores preços de vendas (-US$ 11,414 bilhões), que foram parcialmente compensados por aumento real de competitividade de US$ 3,477 bilhões tais como: (a) iniciativas comerciais e de marketing (US$ 680 milhões); (b) maiores volumes de vendas (US$ 1,599 bilhão); (c) favoráveis renegociações de contratos de afretamento (US$ 300 milhões); (d) iniciativas em andamento de corte de custos (US$ 898 milhões).

 O EBITDA ajustado de Minerais Ferrosos no 4T15 foi de US$ 1,409 bilhão, ficando US$ 243 milhões abaixo do US$ 1,652 bilhão alcançado no 3T15, principalmente como resultado dos menores preços realizados de venda (US$ 782 milhões), que

5

(20)

foram parcialmente compensados por maiores volumes de venda (US$ 62 milhões), menores despesas6 (US$ 245 milhões) e menores custos7 (US$ 188 milhões).  O EBITDA ajustado não será mais impactado pelo programa de hedge accounting da

Vale, uma vez que toda exposição remanescente de bunker oil registrada neste programa foi liquidada no 4T15. O programa de hedge accounting da Vale para os finos de minério de ferro teve um impacto negativo de US$ 134 milhões no 4T15 e de US$ 412 milhões em 2015.

 O fluxo de caixa conforme mensurado pelo EBITDA ajustado8 menos investimentos em projetos de capital e manutenção, foi de US$ 363 milhões no 4T15.

 O preço CFR referência em base seca (dmt) de finos de minério de ferro da Vale (ex-ROM) reduziu-se em US$ 10,9/t, passando de US$ 56,0/t no 3T15 para US$ 45,1/t no 4T15, enquanto o preço CFR/FOB em base úmida (wmt) de finos de minério de ferro (ex-ROM) foi reduzido em US$ 9,3/t, passando de US$ 46,5/t no 3T15 para US$ 37,2/t no 4T15, após o ajuste de umidade e o efeito do menor preço das vendas FOB em 32% do total do volume de vendas.

 A qualidade do produto medida pelo conteúdo de Fe melhorou de 63,5% no 3T15 para 63,7% no 4T15, principalmente devido aos ramp-ups das minas de N4WS e N5S e dos projetos Itabiritos.

O custo unitário do frete de minério de ferro, excluindo o impacto do hedge accounting, foi de US$ 14,1/t no 4T15, ficando US$ 2,3/t abaixo dos US$ 16,4/t registrados no 3T15.

 Os custos caixa e despesas unitários de finos de minério de ferro entregues na China (ajustados pela qualidade e umidade e após excluir o efeito positivo não-recorrente de ajustes de ARO) diminuíram de US$ 34,2/t no 3T15 para US$ 32,0/t no 4T15 em base seca.

 Os investimentos correntes de finos de minério de ferro foram de US$ 178 milhões (US$ 2,3/ wmt) no 4T15, ficando US$ 0,8/ wmt abaixo do 3T15.

 S11D alcançou 80% de avanço físico na mina e usina, 57% na ferrovia e porto, e 81% no ramal ferroviário.

6

A redução em despesas deveu-se, principalmente ao efeito positivo não-recorrente de ajustes de Obrigações para Desmobilização de Ativos (ARO).

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Efeito líquido em custos, após ajuste de impactos de volume.

8

(21)

O EBITDA do segmento Metais Básicos diminuiu como resultado dos menores preços de níquel e cobre

 As receitas de venda alcançaram US$ 1,458 bilhão no 4T15, ficando US$ 103 milhões acima do 3T15, devido a maiores volumes que foram parcialmente compensados por menores preços da LME de níquel e cobre.

 Os preços realizados foram impactados negativamente em US$ 60 milhões por ajustes de preço provisório de cobre.

 O EBITDA ajustado foi de US$ 111 milhões no 4T15, ficando US$ 82 milhões abaixo do 3T15, principalmente como resultado: (a) de menores preços (US$ 158 milhões), incluindo o efeito negativo mencionado acima de ajustes de preço provisório de cobre; (b) do efeito negativo da baixa de estoques de materiais no 4T15 (US$ 31 milhões).

 O EBITDA ajustado foi impactado pelo EBITDA negativo de VNC de –US$ 107 milhões no 4T15.

 O EBITDA de Salobo ficou em linha com o 3T15 em US$ 75 milhões, a despeito de menores preços de cobre como resultado do recorde de produção de 42.000 t no 4T15.

 Salobo deve atingir a sua capacidade nominal de produção no 2S16, à medida que a chuva diminua e que as frentes de lavra da mina com maior teor sejam acessadas.

O EBITDA do segmento de Carvão diminuiu como resultado de efeitos não-recorrentes em custos e menores preços

 O EBITDA ajustado de carvão foi de -US$ 149 milhões no 4T15 contra -US$ 129 milhões no 3T15, principalmente como resultado de menores preços e maiores custos na Austrália.

 Os custos em Moçambique no 4T15 ficaram em linha com o 3T15, após o ajuste de efeitos para maiores volumes, enquanto os custos na Austrália aumentaram no 4T15 devido à baixa de custos no desenvolvimento de mina.

(22)

O EBITDA do segmento de Fertilizantes apresentou melhoras em 2015 devido, principalmente, a menores custos e despesas

 O EBITDA ajustado de Fertilizantes aumentou para US$ 567 milhões em 2015 quando comparado aos US$ 278 milhões em 2014. O aumento de US$ 289 milhões deveu-se, principalmente ao efeito positivo de variações no câmbio e às iniciativas comerciais e de corte de custos.

 O EBITDA ajustado de Fertilizantes diminuiu para US$ 117 milhões no 4T15 contra os US$ 197 milhões registrados no 3T15, principalmente devido aos menores volumes de vendas (US$ 86 milhões) como resultado da sazonalidade do mercado.

Em 2015, conseguimos com sucesso reduzir custos e despesas, progredimos com a implementação dos nossos projetos de capital essenciais e avançamos com o nosso plano de desinvestimentos mantendo nossa posição de dívida bruta estável.

Apesar de todos os esforços, nossas realizações foram ofuscadas pela ruptura da barragem de rejeitos da Samarco no início de novembro de 2015. Temos trabalhado diligentemente com a Samarco desde o início e continuaremos totalmente comprometidos com o suporte às regiões e comunidades afetadas, bem como com a sua recuperação socioambiental.

Reconhecemos os desafios adicionais trazidos pelo declínio dos preços das commodities e seu impacto direto na nossa geração de fluxo de caixa. No entanto, estamos confiantes na nossa habilidade de ultrapassar esses tempos mais difíceis com base em nossa disciplina operacional e na coragem para executar as ações estratégicas que se fizerem necessárias.

Indicadores financeiros selecionados

US$ milhões 2015 2014 2013 2012 2011

Receita operacional bruta 26.047 38.236 47.486 48.753 62.345 Receita operacional líquida 25.609 37.539 46.767 47.694 60.946

EBIT ajustado 2.734 8.497 17.576 14.430 28.748

Margem EBIT ajustado (%) 10,7 22,6 37,6 30,3 47,2

EBITDA ajustado 7.081 13.353 22.560 19.178 33.730

Margem EBITDA ajustado (%) 27,7 35,6 48,2 40,2 55,3

Lucro líquido (prejuízo) (12.129) 657 585 5.197 22.652 Lucro líquido básico (1.698) 4.419 12.269 10.365 23.015 Lucro líquido básico por ação diluído

(US$/ação) (0,33) 0,86 2,38 2,03 4,39

Dívida bruta total 28.853 28.807 29.655 30.546 23.143

Caixa e equivalente 3.619 4.122 5.324 6.078 3.531

Dívida líquida total 25.234 24.685 24.331 24.468 19.612 Dívida bruta/EBITDA ajustado (x) 4,1 2,2 1,3 1,6 0,7

(23)

Indicadores financeiros selecionados

US$ milhões 4T15 3T15 4T14

Receita operacional bruta 5.986 6.618 9.226

Receita operacional líquida 5.899 6.505 9.072

EBIT ajustado 320 834 856

Margem EBIT ajustado (%) 5,4 12,8 9,4

EBITDA ajustado 1.391 1.875 2.187

Margem EBITDA ajustado (%) 23,6 28,8 24,1

Lucro líquido (prejuízo) (8.569) (2.117) (1.849)

Lucro líquido básico (1.032) (961) (251)

Lucro líquido básico por ação diluído (US$/ação) (0,20) (0,19) (0,05)

(24)

Receita Operacional

A receita operacional bruta em 2015 totalizou US$ 26,047 bilhões, o que significou uma redução de 31,8% em comparação aos US$ 38,236 bilhões registrados em 2014. A diminuição na receita de vendas ocorreu, principalmente, devido a menores preços de venda de finos de minério de ferro (US$ 8,614 bilhões), pelotas (US$ 2,030 bilhões) e níquel (US$ 1,394 bilhão), os quais foram parcialmente mitigados por maiores volumes de venda de minério de ferro e pelotas (US$ 1,869 bilhão) e metais básicos (US$ 666 milhões).

A receita operacional bruta no 4T15 totalizou US$ 5,986 bilhões, significando uma redução de 9,5% em comparação com o 3T15. A diminuição na receita de vendas ocorreu, principalmente, devido a menores preços de venda (US$ 956 milhões), que foram parcialmente mitigados por maiores volumes de venda (US$ 325 milhões).

As tabelas abaixo mostram a receita operacional bruta por destino e por segmento de negócios, com os seguintes destaques:

 A receita operacional bruta por destino em 2015 permaneceu em linha com 2014 e as vendas para a Ásia representaram 51,3% do total de vendas.

 A contribuição na receita operacional bruta por segmento de negócios foi marcada por: (a) aumento da participação do segmento de metais básicos e fertilizantes para 23,7% e 9,2% em 2015 e de 20,1% e 6,8% em 2014, respectivamente; (b) diminuição da participação do segmento de ferrosos para 64,6% em 2015 em comparação com 68,4% em 2014.

Receita operacional bruta por destino

(25)

Receita operacional bruta por área de negócio

US$ milhões 4T15 3T15 4T14 2015 % 2014 %

Minerais ferrosos 3.883 4.367 6.213 16.82 64,6 26.14 68,4

Minério de ferro - finos 2.956 3.290 4.593 12.38 47,5 19.439 50,8

(26)

Custos e despesas

DESEMPENHO ANUAL

Os custos e despesas diminuíram para US$ 22,875 bilhões em 2015 contra US$ 29,042 bilhões registrados em 2014, principalmente devido: (a) ao impacto de variação cambial no CPV e no SG&A (US$ 4,9 bilhões); (b) a iniciativas de redução de custo (US$ 1,8 bilhão); (c) ao efeito positivo não recorrente da transação de goldstream registrado no 1T15 (US$ 0,2 bilhões) e ao efeito positivo não recorrente de ajuste de Obrigações para Desmobilização de Ativos (ARO)9 registrado no 4T15 (US$ 0,3 bilhão); (d) à redução em despesas excluindo os efeitos positivos não recorrentes já mencionados acima (US$ 0,7 bilhão). Estas reduções foram parcialmente compensadas por maiores volumes realizados (US$ 1,0 bilhão) e pelo impacto negativo decorrente de perdas do programa de hegde accounting de bunker oil para finos de minério de ferro (US$ 0,4 bilhão).

Os custos não serão mais impactados pelo programa de hedge accounting uma vez que os contratos de derivativos de bunker oil foram liquidados no 4T15. Após a dedução dos efeitos não recorrentes já mencionados acima e o impacto do programa de hedge accounting de bunker oil para finos de minério de ferro, os custos e despesas diminuíram em US$ 6.0 bilhões, representando uma redução de 20,7%.

DESEMPENHO TRIMESTRAL

Os custos e despesas diminuíram para US$ 5,579 bilhões no 4T15 em relação aos US$ 5,671 bilhões registrados no 3T15, principalmente devido: ao efeito positivo não recorrente do ajuste de Obrigações para Desmobilização de Ativos (US$ 331 milhões) e ao impacto da variação cambial no CPV e no SG&A (US$ 210 milhões). Tais reduções foram parcialmente compensadas por maiores volumes de venda (US$ 282 milhões) e pelo aumento em outras despesas operacionais (US$ 154 milhões).

Custos e despesas

US$ million 4T15 3T15 4T14 2015 2014

Custos 5.119 5.040 6.892 20.513 25.064

Despesas 460 631 1.324 2.362 3.978

Custos e despesas totais 5.579 5.671 8.216 22.875 29.042

Depreciação 984 1.022 1.242 4.029 4.288

Custos e despesas sem depreciação 4.595 4.649 6.974 18.846 24.754

9

(27)

CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS (CPV)

DESEMPENHO ANUAL

O CPV10 foi de US$ 20,513 bilhões em 2015, significando uma redução de US$ 4,6 bilhões em comparação com os US$ 25,064 bilhões registrados em 2014, a despeito do aumento em volumes de venda de finos de minério de ferro, pelotas e metais básicos em 2015. No ano de 2015 em comparação com o de 2014, houve redução dos seguintes custos: de Minerais Ferrosos em US$ 3,041 bilhões, Fertilizantes em US$ 510 milhões, Metais Básicos em US$ 318 milhões e Carvão em US$ 214 milhões.

Após ajustados pelos efeitos de volumes de venda, os custos caíram US$ 5,5 bilhões em 2015 contra 2014. As reduções de custos ocorreram principalmente devido à depreciação do BRL contra o USD (US$ 4,2 bilhões) e ao resultado positivo das iniciativas de redução de custos (US$ 1,8 bilhão), especialmente no segmento de Minerais Ferrosos, suportado pela redução do frete de finos de minério de ferro e pelotas, pelos ramp-ups da mina de N4WS, da extensão de N5S e dos projetos de Vargem Grande Itabiritos e de Conceição Itabiritos I e II.

DESEMPENHO TRIMESTRAL

O CPV11 foi de US$ 5,119 bilhões no 4T15, aumentando US$ 79 milhões em comparação com os US$ 5,040 bilhões registrados no 3T15, devido ao aumento dos volumes de venda de finos de minério de ferro e de metais básicos no 4T15.

Após ajustados pelos efeitos de volumes de venda, os custos caíram US$ 203 milhões no 4T15 em relação ao 3T15. As reduções de custo ocorreram, principalmente, devido à depreciação do BRL contra o USD (US$ 186 milhões) e ao resultado positivo das iniciativas de redução de custos em finos de minério de ferro (US$ 153 milhões), que foram parcialmente compensadas pelo aumento de custos em outros segmentos de negócios. Maiores detalhes no desempenho de custos podem ser encontrados na seção “O desempenho dos segmentos de negócios”.

10

A exposição cambial do CPV em 2015 foi composta por: 49% em reais, 34% em dólares americanos, 13% em dólares canadenses, 1% em dólares australianos e 3% em outras moedas.

11

(28)

CPV por área de negócio

US$ milhões 4T15 3T15 4T14 2015 % 2014 % Ferrosos 2.846 2.813 4.278 11.75 57,3 14.80 59,0 Metais básicos 1.551 1.406 1.718 5.863 28,6 6.181 24,7 Carvão 296 239 285 977 4,8 1.191 4,8 Fertilizantes 386 536 492 1.763 8,6 2.273 9,1 Outros 40 46 119 151 0,7 619 2,5 CPV total 5.119 5.040 6.892 20.51 100,0 25.064 100,0 Depreciação 875 861 1.122 3.529 3.857 CPV, sem depreciação 4.244 4.179 5.770 16.984 21.207

Despesas

DESEMPENHO ANUAL

As despesas totais diminuíram para US$ 2,362 bilhões em 2015 comparadas aos US$ 3,978 bilhões alcançados em 2014, principalmente devido a: (a) redução de outras despesas12 (US$ 851 milhões); (b) SG&A (US$ 447 milhões); (c) P&D (US$ 257 milhões). Após deduzidos os efeitos da transação de goldstream no 1T15 e o efeito positivo não recorrente de ajuste de Obrigações para Desmobilização de Ativos (ARO) no valor de US$ 331 milhões registrado no 4T15, as despesas caíram em US$ 1,1 bilhão, representando uma redução de 26.5%.

O SG&A foi de US$ 652 milhões em 2015, representando uma diminuição de 40,7% contra o US$ 1,099 bilhão alcançado em 2014. As despesas com SG&A, líquidas de depreciação, diminuíram US$ 357 milhões em 2015 em comparação com 2014, devido à depreciação do real (BRL) e do dólar canadense (US$ 179 milhões) e, também, à simplificação da estrutura corporativa (US$ 178 milhões).

Despesas com P&D alcançaram US$ 477 milhões em 2015, representando uma redução de 35,0% em relação aos US$ 734 milhões registrados em 2014. Despesas com P&D foram concentradas, principalmente, em minério de ferro e pelotas (US$ 128 milhões) e níquel (US$ 103 milhões).

Despesas pré-operacionais e de parada alcançaram US$ 1,027 bilhão em 2015, representando uma queda de 5,6% em relação ao US$ 1,088 bilhão registrado em 2014. A queda nas despesas pré-operacionais de VNC, S11D e Vargem Grande Itabiritos13 foi parcialmente compensada pelo aumento de Long Harbour e Nacala.

12

Inclui os efeitos positivos não recorrentes de US$ 230 milhões da transação de goldstream registrada no 1T15 e de US$ 331 milhões do ajuste no ARO registrado no 4T15.

13

(29)

Outras despesas operacionais14 caíram para US$ 767 milhões em 2015, ficando 27,4% abaixo do US$ 1,057 bilhão em 2014.

DESEMPENHO TRIMESTRAL

As despesas totais caíram para US$ 460 milhões no 4T15 quando comparadas aos US$ 631 milhões alcançados em 3T15, principalmente devido ao efeito positivo não recorrente de ajuste de Obrigações para Desmobilização de Ativos (ARO) no valor de US$ 331 milhões, que foi parcialmente compensado pelo aumento verificado em outras despesas operacionais (US$ 154 milhões) e SG&A (US$ 36 milhões).

O SG&A foi de US$ 167 milhões no 4T15, representando um aumento de 27,5% em relação aos US$ 131 milhões alcançados no 3T15 e uma diminuição de 45,4% em comparação com os US$ 306 milhões alcançados no 4T14. As despesas com SG&A, líquidas de depreciação, aumentaram US$ 29 milhões no 4T15 contra o 3T15, apesar do impacto positivo da depreciação do real (BRL) e do dólar canadense (US$ 5 milhões), principalmente devido: (a) ao ganho na reversão da provisão para devedores duvidosos no 3T15 (US$ 10 milhões); (b) ao impacto do acordo coletivo de trabalho nas funções corporativas e de vendas localizadas no Brasil (US$ 4 milhões); (c) maiores despesas nos contratos globais de serviços de TI (US$ 3 milhões); (d) à suspensão de contratos corporativos na Austrália (US$ 2 milhões).

Despesas com P&D alcançaram US$ 119 milhões no 4T15, ficando em linha com os US$ 121 milhões do 3T15, e caíram 49,4% em relação aos US$ 235 milhões do 4T14. Despesas com P&D foram concentradas, principalmente, em minério de ferro e pelotas (US$ 27 milhões) e níquel (US$ 30 milhões).

Despesas pré-operacionais e de parada alcançaram US$ 238 milhões no 4T15, ficando 10,5% abaixo dos US$ 266 milhões registrados no 3T15, e representando uma redução de 18,5% em relação aos US$ 292 milhões alcançados no 4T14. As menores despesas com VNC foram as principais responsáveis pela redução ocorrida no 4T15 em comparação com o 4T14.

Outras despesas operacionais aumentaram para US$ 267 milhões no 4T15, ficando 136,3% acima dos US$ 113 milhões do 3T15, principalmente devido à baixa de ativos e liquidação de sinistros, e representando uma redução de 45,6% em relação aos US$ 491 milhões do 4T14.

14

(30)

Despesas

US$ milhões 4T15 3T15 4T14 2015 % 2014 %

SG&A sem depreciação 129 100 247 519 876

SG&A 167 131 306 652 27,6 1.099 27,6 Administrativas 150 132 292 603 25,5 1.019 25,6 Pessoal 55 56 118 267 11,3 436 11,0 Serviços 33 26 53 113 4,8 196 4,9 Depreciação 38 31 59 133 5,6 223 5,6 Outros 24 19 62 90 3,8 164 4,1 Vendas 17 (1) 14 49 2,1 80 2,0 P&D 119 121 235 477 20,2 734 18,5 Despesas pré-operacionais e de parada¹ 238 266 292 1.027 43,5 1.088 27,4 VNC 93 97 141 394 16,7 549 13,8 Long Harbour 47 65 42 278 11,8 125 3,1 S11D 14 11 15 52 2,2 29 0,7 Moatize 14 25 10 62 2,6 16 0,4 Outros 70 68 84 241 10,2 369 9,3

Outras despesas operacionais² (64) 113 491 206 8,7 1.057 26,6

Despesas totais 460 631 1.324 2.362 100,0 3.978 100,0

Depreciação 110 161 120 501 431

Despesas sem depreciação 350 470 1.204 1.861 3.547

¹ Inclui US$ 67 milhões de depreciação no 4T15, US$ 83 milhões no 3T15, US$ 61 milhões no 4T14, US$ 314 milhões em 2015 e US$ 209 milhões em 2014.

2

(31)

Lucros antes de juros, impostos,

depreciação e amortização

15

DESEMPENHO ANUAL

O EBITDA ajustado foi de US$ 7,081 bilhões em 2015, 47% menor do que os US$ 13,353 bilhões registrados em 2014, principalmente em função de menores preços de vendas de minerais ferrosos (-US$ 10,734 bilhões) e dos metais básicos (-US$ 2,195 bilhões). Menores custos e despesas compensaram parcialmente o impacto de menores preços em US$ 6,746 bilhões. A margem do EBITDA ajustado foi de 27,7% em 2015.

O EBITDA ajustado foi impactado pelos seguintes efeitos one-off: (a) ganhos na transação de goldstream registrada no 1T15 (US$ 230 milhões); (b) o ajuste nas Obrigações para Desmobilização de Ativos (ARO)16 que reduziu despesas no 4T15 (US$ 331 milhões); (b) o hedge accounting relacionado a custo de frete que aumentou os custos de finos de minério de ferro (-US$ 412 milhões).

O EBITDA ajustado não será mais impactado pelo programa de hedge accounting já que todos os contratos de combustível de navio (bunker oil) registrados em tal programa foram concluídos no 4T15.

O EBIT ajustado foi de US$ 2,734 bilhões em 2015, 67,8% menor do que em 2014.

DESEMPENHO TRIMESTRAL

O EBITDA ajustado foi de US$ 1,391 bilhão no 4T15, 25,8% menor do que no 3T15, principalmente como resultado de menores preços de venda na maioria de nossas commodities o que impactou o EBITDA negativamente em US$ 943 milhões. Menores custos e despesas compensaram parcialmente o impacto de menores preços em US$ 334 milhões. A margem do EBITDA ajustado foi de 23,6% no 4T15.

O EBITDA ajustado do trimestre foi positivamente impactado pelo efeito one-off do ARO mencionado acima (US$ 331 milhões) e negativamente impactado por decisões e/ou eventos registrados em trimestres anteriores com efeitos no 4T15, como: (a) hedge contábil de bunker oil nos finos de minério de ferro (US$ 134 milhões); (b) ajuste do preço provisório de cobre (US$ 60 milhões); (c) ajuste de preço provisório de minério de manganês (US$ 28

15

Receita líquida menos custos e despesas, líquidos de depreciação, mais dividendos recebidos.

16

(32)

milhões); (d) pela baixa contábil de estoque de materiais de metais básicos (US$ 31 milhões).

O EBIT ajustado foi de US$ 320 milhões no 4T15, ficando 61,6% menor do que no 3T15.

EBITDA ajustado

US$ milhões 4T15 3T15 4T14 2015 2014

Receita operacional bruta 5.986 6.618 9.226 26.047 38.236 Receita operacional líquida 5.899 6.505 9.072 25.609 37.539

CPV (5.119) (5.040) (6.892) (20.513) (25.064)

Despesas com vendas, gerais e administrativas (167) (131) (306) (652) (1.099)

Pesquisa e desenvolvimento (119) (121) (235) (477) (734)

Despesas pré-operacionais e de parada (238) (266) (292) (1.027) (1.088)

Outras despesas operacionais 64 (113) (491) (206) (1.057)

EBIT ajustado 320 834 856 2.734 8.497

Depreciação, amortização e exaustão 984 1.022 1.242 4.029 4.288

Dividendos recebidos 87 19 89 318 568

EBITDA ajustado 1.391 1.875 2.187 7.081 13.353

EBITDA ajustado por segmento

(33)

Lucro líquido

DESEMPENHO ANUAL

A Vale reportou um prejuízo líquido de US$ 12,129 bilhões em 2015 contra um lucro líquido de US$ 657 milhões em 2014. A queda de US$ 12,786 bilhões foi causada principalmente por: (a) menor EBITDA (-US$ 6,272 bilhões); (b) maior impairment em ativos, contratos onerosos e investimentos17 (-US$ 8,189 bilhões) e (c) maiores perdas em variações monetárias e cambiais (-US$5,280 bilhões). Esta redução foi parcialmente compensada por impostos diferidos maiores (US$ 5,638 bilhões) e menores despesas financeiras (US$ 1,681 bilhão).

O lucro líquido básico ficou negativo em US$ 1,698 bilhão em 2015 devido: (a) ao impacto de um EBITDA menor (-US$ 6,272 bilhões); (b) as perdas financeiras em derivativos18 (-US$ 975 milhões) e (c) a perda em equivalência patrimonial das empresas coligadas (-US$ 439 milhões). Os impactos negativos no lucro líquido básico foram parcialmente compensados pelos impostos diferidos (US$ 5,489 bilhões).

Os impairments de ativos e de investimentos19 e o reconhecimento de contratos onerosos totalizaram US$ 9,372 bilhões em 2015. O aumento no valor dos impairments foi principalmente devido à redução mais significativa nas premissas de preço usadas para os testes de impairment.

Os impairments em ativos e o reconhecimento de contratos onerosos (excluindo impairments em investimentos) totalizaram US$ 8,926 bilhões em 2015 e foram principalmente causados pelo impacto: (a) da queda no preço de minério de ferro no Sistema Centro-Oeste e a consequente revisão do plano de produção (US$ 522 milhões em ativos e US$ 357 milhões em contratos onerosos); (b) da decisão de não se reiniciar as plantas de pelotização no Sistema Norte (US$ 55 milhões); (c) dos menores preços de carvão e da revisão de planos de mineração nas minas de carvão na Austrália (US$ 635 milhões); (d) dos menores preços de carvão e do aumento nos custos de logística em Moçambique (US$ 2,403 bilhões); (e) menores preços de níquel Nova Caledônia (US$ 1,462 bilhão) e em Newfoundland e Labrador (US$ 3,460 bilhões); (f) das menores expectativas na recuperação dos valores investidos no projeto de potássio de Rio Colorado (US$ 548 milhões). Estes valores de impairment foram parcialmente compensados por reversões de impairments, causadas pelo impacto de: (a) uma recuperação da produção de níquel de Onça Puma (US$ 252 milhões); (b) uma depreciação do BRL contra o USD que beneficiou as operações de fosfatados no Brasil (US$ 391 milhões).

17

De subsidiárias e joint ventures

18

Composto principalmente de commodities e bunker oil

19

(34)

Impairment de ativos US$ milhões Total de impairments em 2015 (US$ milhões) Reconhecimento de contratos onerosos em 2015 Valor do ativo depois do impairments Dez 31, 2015 Minerais ferrosos

Minério de ferro Sistema

Centro-Oeste 522 357 - Plantas de pelotização 55 - - Outros 58 - - Carvão Ativos em Moçambique 2.403 - 1.729 Ativos na Austrália¹ 635 - 74 Metais básicos

Vale Nova Caledônia (VNC) 1.462 - 3,725

Vale Newfoundland e Labrador

(VNL) 3.460 - 2.353 Onça Puma (252) - 2,331 Outros 62 - - Fertilizantes Ativos de fosfato (391) - 3.842

Projeto Rio Colorado (PRC) 548 - 20

Outros 7 - -

Total 8.569 357 14.000

1

Incluindo ativos intangíveis de US$ 81 milhões.

Os impairments em investimentos de subsidiárias e joint ventures totalizaram US$ 446 milhões, composto por US$ 132 milhões relacionados à Samarco e US$ 314 milhões relacionados à Teal Minerals, uma joint venture da Vale e ARM, com participação na operação de cobre de Lubambe. Os impairments nos investimentos da Samarco mencionado acima se referem à parte da Vale nos dividendos e royalties já declarados, mas não pagos.

Impairment em investimentos US$ milhões Total de impairments em 2015 (US$ milhões) Valor depois do impairments Dez 31, 2015 Minério de ferro Samarco 132 - Metais básicos Teal Minerals 314 - Total 446 0

O resultado financeiro líquido registrou uma perda de US$ 10,801 bilhões em 2015 contra uma perda de US$ 6,069 bilhões em 2014. Os principais componentes do resultado financeiro líquido foram: (a) despesas financeiras (-US$ 1,112 bilhão); (b) receita financeira (US$ 268 milhões); (c) perdas nas variações monetárias e cambiais (-US$ 7,480 bilhões); (d) perdas nos swaps de moeda e taxa de juros (-US$ 1,502 bilhão); (e) perdas com outros derivativos (-US$ 975 milhões), composto principalmente de perdas com derivativos de

(35)

Em 2015, a depreciação de 47% do BRL em relação ao USD levou a uma perda de US$ 8,666 bilhões dos quais US$ 7,164 bilhões vieram da exposição da posição líquida de US$ 16,720 bilhões de passivos denominados em USD no e de ativos denominados em USD registrados principalmente no balanço da Vale S.A. (empresa controladora), e a uma perda de US$ 1,502 bilhão da marcação a mercado de transações de swap implementadas para converter instrumentos de dívida em USD. Em 2014, a depreciação do BRL em relação ao USD, da ordem de 13%, causou uma perda de US$ 2,802 bilhões.

No final de 2014, a legislação fiscal brasileira foi alterada pela Lei no 12.973/13, que entrou em vigor em 2015. Nos termos da legislação alterada, as receitas de controladas no exterior passaram a ser reconhecidas pelo regime de competência para fins tributários brasileiros. Impostos adicionais serão aplicáveis no Brasil até a taxa societária brasileira padrão de imposto de 34%. Em conformidade com a legislação brasileira, com base nos prejuízos fiscais sofridos em controladas no exterior e em projeções econômicas e financeiras, US$ 2,952 bilhões foram registrados como ativos fiscais diferidos no 3T15.

DESEMPENHO TRIMESTRAL

A Vale reportou um prejuízo líquido de US$ 8.569 bilhões no 4T15 contra um prejuízo líquido de US$ 2,117 bilhões no 3T15. O aumento da perda de US$ 6,452 bilhões foi ocasionado principalmente pelos impairments em ativos, contratos onerosos e investimentos citados anteriormente de US$ 9,372 bilhões, que foi parcialmente compensado por ganhos na variação cambial e monetária de US$ 5,290 bilhões. O lucro líquido básico ficou negativo em US$ 1,032 bilhão no 4T15 depois de excluídos os efeitos one-off, devido principalmente a um menor resultado de despesas financeiras de US$ 246 milhões e as perdas financeiras em derivativos20 de US$ 289 milhões.

O resultado financeiro líquido registrou um ganho de US$ 353 milhões no 4T15 contra uma perda de US$ 7,176 bilhões no 3T15. Os principais componentes do resultado financeiro líquido foram: (a) despesas financeiras (-US$ 326 milhões); (b) receitas financeiras (US$ 80 milhões); (c) ganhos nas variações monetárias e cambiais sobre a dívida denominada em USD (US$ 173 milhões); (d) ganhos nos swaps de moeda e taxa de juros (US$ 715 milhões) como resultado da marcação a mercado do total de dívida da Vale causado pelo aumento no Credit Default Swap (CDS) da Vale; (e) perdas em outros derivativos (-US$ 289 milhões), compostas principalmente de perdas com derivativos de bunker oil no total de US$ 212 milhões.

Diferentemente da depreciação de 28% do BRL em relação ao USD no 3T15 que causou uma perda de US$ 6,221 bilhões, a apreciação de 2% do BRL contra o USD no 4T15 levou a um ganho de US$ 970 milhões. Deste total, US$ 255 milhões vieram da diferença de US$

20

Referências

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