CONSIDERA ÇÕ ES
SOBRE
ã vue & o mwmmm ã
THESE
APRESENTADA E SUSTENTADA
PERANTE
\IACLLDADEDE MEDICINADORIO DE JANEIRO
,
EM16DE DEZEMBRO DE 1840,
POR
JOSÉ VERíSSIMO DE MATOS
,
NASCIDOEM11ANGARATIBA(RIODE JANEIRO), DOUTOR EM MEDICINA
PELA MESMA FACULDADE
.
. . .
unfaitqui norepugne pointàl'esprit et qui ne choquepoint la justesseet l’ordre naturel des idées,avancéepardeshommesinstruits doitêtre cru,sionn’apas unepreuvecompleteetdémons- trativedu contraire.
IlOUSSEL.Rio t>c jniifivu
.
\A TYPOGRAPHIA IMPAHCIA1, DE V.P
.
URITOPr
.
'içatld Con.sliltiiçâo n.
0/j.
FACULDADE DE MEDICINA
1)0 RIO DE
JANEIRO .
tV
Os Sits.DOUTORES Lentes Proprietários
.
M
.
noVAL!jADÃOPIMENTEL 1.°ANNO.
F
.
F.
ALLEMÃO F.
DEP.
CANDI DO. . . .
2.°ANNO
.
J
.
V.TORRESIIOMExaminador J.
M.
N.
GARCIADirector
.
j Botanica Medica,eprincípioselementaresde
£ Zoologia
.
PhvsicaMedica
.
Cbimica Medica, eprincípioselementaresde Mineralogia
.
Anatomiageral,edescriptive
.
{
3.°ANNO
.
D.R.nosG
.
PEIXOTO.
J
.
M.
N.
GARCIA Pliysiologia.Anatomiageral, e descriptiva
.
4
.
° ANNO.
j Pharmacia, Materia Medica,especialmentea
\
Brasileira, Thcrapeutica,eArtede formular. .1. .1.
DECARVALHO... .
Examinador.1.J
.
DASILVAL
.
F.
FERREIRA Pathologiainterna.
Examinador Pathologiaexterna
.
5 °ANNO
.
Operações,Anat
.
Topograph,eAppareillas.
as epari*
0
.
B.
MONTEIRO (Partos,Mol >éstias das mulherespejad I das,ede meninosrecem
-
nascidos.F
.
J.XAVIER Presidente t>.
° ANNO.
J
.
M.DAC.
JOBIM T.
G.DOSSANTOSMedicina I,egal.
Hygiene, eHistoriada Medicina- Clinica interna, e Anat
.
patholog.
rcspectiva. Clinicaexterna,eAnat.
patholog.rcspectiva. M.DEV.
PIMENTELf .P
.
DECARVALHO. ..
Lentes Substitutos
.
SA '
.T.nr.AQUINO* .. .... ..
t$eCç[i0(jasSciencias accessorial. Examinadort rI
Secção Medica. I
Secção Cirúrgica.
Secretario
.
A.F
.
MARTINS J.B.
DAROZA L.
DEA.P.
DACUNHAi>.M.DEA.AMERICANO L
.
DAC.
FEIJO’OSu
.
DR.
LUIZ CARLOS DAFONSECA.
Emvirtude deumaKesolut;ào sua
,
aFaculdadenãoapprova,nemreprovaasopiniof*iiniltilu nasTheses
,
asi/uacsdevemserconsideradascomoprópriasdessosauthores.
ÀMINHA MUITOEXTREMOSAMÃl
SENHORA 1)
.
ANGELICA MARIATI1EREZA.
SENHORA:
IIcsomente ávós,aquem cu devo inioha educaçãolitleraria : si soualguma cousa, ou si poderei ser, tudo devo ao vosso incansarei zelo,c aos vossos des
-
vellos;pertence-vospoisestemeoprimeiro trabalho, queest ábemlongede ser perfeito:noentantodignai
-
vosacceilal-
ocomoofructo das fadigas, csacrifícios, com que tendesconstantementeamparado minha ardua carreira scholar;ecomelle aconfissão do maisprofundo respeito, cd’humagratidãoeterna.
DoTOMOobcihculcliliio
.
I
.
V,DLMATO».
J
(
ED ïî S3ID 3S
Â(ïii
)! 23
SOBRE A VERSÃOCEPHALICA
.
NOÇÕESGERAES
.
lia occasiões em que o trabalhodoparto he perturbado por accidentes ora de
-
pendentes dofeto, oradependentes damài: ent ãoreconhecidaodilliculdadc do partoespontâneo,o parteiro lie obrigado para desembaraçar amulher,ousalvar acriança , a recorrer a donsmeios:d
.
*versãodofeto:2.°empreso dc instru-
mentos,aoforceps,alavanca, laço,etc
.
:comoporémestesegundo meio exige parasuaapplicaçãocondiçõescspcciaes,(piesòhumaououtra vez sc encontrão nestaespecie departo,aversãolienestescasos oniais das vezes indicada.
Entende
-
sepor—
vers ão—
emTocologia, aoperaçãoque consiste na mudan-
ça de situação,quesefaz soflrerofeto,com ofimde trazeracabeça,ou ospésao estreito superiordabacia
.
Segundoaextremidade, quesequer fozer descer, a operação toma huma denominaçãodifférente;assim tem-sechamado moderna-
uienlcversãocephalicaaquclla cmque se faz desceracabeça;eaquclla cm que os pés são trazidos,versão podalica
.
Salvar a mãi, c ofilhosão osdousfins,quo sctemcmvista , quando sc em
-
prega
-
eslaoperação;eos casosqueareclamãosão—
amáposiçãodo feto:talcomode espaduas, dodorso,dopeito;asabidaprematurado cordãoumbilical: daparte da mulher, as convulsões,hcmorrhagia,inércia doutero,hernia irre
-
ductivcl
,
ouestrangulada ancurysma dcgrossosvasos, fraqueza extrema,
e sin-
1
{
y
cops
.
Algumas condições s3oindispensáveis paraquecila tcnlia segura applica-
ção:lienecessário,queasrelações dofetocom ahacia sejão tacs,que elle pos
-
sasaliirsem muita difliculdadc,queoorifício uterino estejadilatado, ou aome
-
nosquesejacapazde serdilatado;queasagoasd’ainniosaindaseconservem, quetcnlião corrido defresco;quooutero nãosetenha contrahido íorlcmentc sobreocorpodofeto
.
As indicações,que se devem seguir nestes casos,são tanto maisurgentes, quanto osaccidentesmaisperigosos paraamãi,cparaofeto:humasvezes pre
-
cisolieterminarpromptamenteoparto,outrasvezesdemoral-o sol*penade vero praticobaldadosscos esforços
.
Em todas estascircunstanciasheindifferente empregarhum, ououtromclho
-
do?leemelles as mesmasvantagens? lieestahuma questãosobre que ospráti
-
cosainda não estãode accordo:bunsaconsclhão, eseguemaversãopelos pés como a unica convenienteápromptaterminação do parto;outrosempregão a versãopelacabeça, c nellaencontrão hum meiomais poderoso de salvarofeto sem compromcttcr os dias da mãi :algunsha,que negão apossibilidade desta ultima
.
Nósjulgando quesemelhantemododepensarliemuito exclusivo, não o seguiremos;porquantocasosespeciaes existem em quehumou outromelhodo seráproveitoso.
Nestathese pois, consagradaa consideraçõessobreaversãocc-
phalica, expondoos argumentos, que selheteemopposto, creunindoosfactos que se conhecemdelia,nosesforçaremospormostrarquelie humaoperaçãoim
-
portante;paraisso a dividiremoscm1res partes : na J
.
atrataremosdahistoria da versão :na 2.
* mostraremosos argumentos, comquesetemquerido excluir d’entreasoperaçõestocologicasaYersãocephalica,faremosversuas vantagens,oindicaremosuscasos cm que convém cmprcgal
-
a:ua3.
*eultima parte expo-
remosomodo de a praticar
.
1 +
ou
I
HISTORIA DAVERSÃO
.
I I A historiada versão nos apresenta asvicissitudes porquetempassado esta ope
-
ração
.
Hippocrates, aquem liepreciso sempreremontar,algumasideasdaversão dácm suasobras;mas como elle,ainda queentendesso, que o feto podia sahir pelospés, oupelacabeça,só consideravaopartolivredeperigo quandoacriança vinha porestaultima extremidade,por isio aconselhavavoltar ofetotodas as vezes quo apresentavaoutraqualquer parte que não fosse a cabeço.
Colligc-
sodasobrasdo Celsoopreceitodeque o fetopodoserextrahido pelos pés,quando
nãolor possivolsegurar nacabeça
.
»Mediei veropropositum est,tdeum(infintem)VUIIIIIiltrigol mlincaput,telcitaminpales
,
si ford alitercompositeest: conli-
*
—
;î—
miando diz n'oulrologar»
...
inpaiest/aotjacconversas infans nondi{fiealterextra-
hilar;tpiibasapprehensisper ipsasinanuscommode cdacilar:vê
-
scpois queaversãopelacabeça,cpelos péseraporelleconhecida, masnão se sabe si Geisoaappli
-
cavaaofeto vivo,|)Onpicopreceito, quevimos beapplioadonos casos, cmque oÎeloexistemortodentrodo utero
.
Paulo de Eginc, cbarnado entreosantigos omedicodasmulheres, julga-
scquoloioprimeiro, quel’czanpplicaçâo da dou-
trina deCelsoaoTeto vivo,ctevedepoisporimitadores Rhodion, eParéo
,
o»quaessecxforçarãoem provarqueo parlo, emqueacriançaapresentaos pés nãoeraperigoso:semembargodisso,oconselho do Pai daMedicinaeraentão o seguido,ouíossepelo respeitoqueinspiravaaauthoridade deste homemextraor
-
dinário, oufosseporquen ãoadoplasscmaversãopelos pés,porjulgaremperigosa
.
Os fetos pois que se apresentavãocmmásposições,ouquen ãopodião serextra
-
hidos pela cabeça,erãocondcnmados a morrer dentro doutero, estrangulados depois, cpxtrahidos;ou erãoarrancados com instrumentospropriospara este iim
.
Foi no principio do decimo sétimo século,que Guillcmeauestabelcccocomo regra,que emtodoo caso,cmqueacabeça do fetoseapresentasse, accidentes existissem,sepraticasse a versão, e se terminasseoparto pelospés
.
Charles doSaint
-
Germain , soo contemporâneo,sustentavaopiniãocontraria, caconselhava a versãocephalicaqualquerque fosseaparte do feto, quese apresentasse:assim quandoseencontravão ospés,asnadegas, odorso, o lado, as espaduas,aface queriaelle,queserepelissea parleque descia, se procurasse a cabeça, ouque se imprimisse abalos na mulherparaacabeça descerassim como laziãoJlyppocralcs.
o outros.
A doutrinadeGuillcmeausendoabraçada,ospráticosqueseseguirão, cahiráo noextremoopposto,ca versãopela cabeçafoi quasiinteiramcnleaban-
donada, caquelles que aempregavãoclassificados deloucos,e ignorantes
.
Ein1790resurge a versãocephalica jáesquecida talvez a mais de duzentosannos: Flamandpesandocmscoespirito penetrante as vantagens deste mcthodo deope
-
ração, cosinconvenientes dooutro,oinlroduzio de novo na sciencia,cabe pois aocelebreprofessordeStrasbourg agloria,disputadaporOsiander, de1erfeito reviverentreosmodernosaversãocephalica
.
Novaerarenasceparaestaoperação,muitos são ospráticos que cm lodosos paizesatemadoptado:forçaheporemconfessarque hojeella lie bempouco empregada;cmFrançaquasi ninguém a pratica, cemhuma discussão da Acade
-
mia deMedicina deParisfoi regeitada M
.
n,°Lachapelleseoppòecomtodas as forças a estaoperação, cnegamesmoapossibilidadedesua execução.
Aques-
t ãoda conveniência da versãocephalica, comolemosvisto, ainda nãoestadecidida
.
Nóssentimos nã opoder partilhara opiniãodaillustreparteira cmchefedohos
-
pital da Maternidade; assimcomo nãoseguimosade Saint
-
Germain,o enten-
dendo que apratica desta operação repousa sobre basesdadaspela experiência, 1*
—
h—
julgamos((ucnão deve serrcgcilndatotalmcntc da pratica
.
Examinemos agora osargumentoscom quese temporlcndidobanil-
a da scicncia.
*1
.
#Avorsãoccphalicalieimpossível.
» Esteargumento sialgumfundamento
4temliesó nodesejodequeestaoperação nãoseja empregada, por isso que nin
-
guém ousaránegarosmuitosfactosdesucccsso quecontasuapratica
.
Merrimau quenãodeveser suspeito, pois quenão a aconselha, praticou-
acm1805, c conseguio salvar humacriança, unica de seis,quoa mulhertinha tido, outros muitosatemempregado,c entreelles citaremosBusch,Cams,Osinnder,Ritgen na Alemanha:Ransbolham, cBurnus na Inglaterra, Hilden na Suissa; França Guillemot, Flamand , Velpeau, cStolz de quem transcreveremos aqui huma observação aqual torna-
seapreciávelpela maneira minuciosa comque elle narra todasascircunstancias.
ena
»A22deOutubro de1832, diz Stolz, cu fuichamadopara ver huma mulher
»cmtrabalho de parto:linha42annos, bemconstituída, masjasbemprofunda
»miséria;era asegundavez(pieseachava prenhe,cfaziãoonzeannos que tinha
»parido;duranteestasegunda prenhez ncnhmn incommodo grave tinha sentido;
»o ventreestavalargo:asprimeirasdores setinhãomanifestadonodia 20 de tar
-
ado;asconlracçõescrão aprincipio raras; oorifício uterinose abria com difli
-
»culdade: nodia seguinteas nove horasdanoite doresmaisfrequentes,c mais
»fortesapparccerão: no dia 22 ahuma horada noite se eflcctuoua ruptura das
»membranas, efoi seguida de bum corrimento bastante abundanted'agoad'am
-
»nios;huma parteira, que ahiseachava, locouimmediatamente,e reconheceo
»humbraço do feto,(pieseapresentavapelo cotovelo:foi nestaoccasião, queella
»memandou chamar, avisando
-
mequenãocrãoprecisos instrumentos:cheguei»duashoras depois,cobtendooscommcmorativos,que refiro, examinei amulher;
»o uteroestava uniformcmenle deslcndido,cfluctuante,parecia conterainda
»grandequantidade d’agoa:nofundo, c humpoucoaesquerdaencontravase huma
»pequena proeminência,onde sedistinguia humaparle,queparecia hum pé,cahi
»osmovimentosdo fetotinhãosidosentidospelamãi: nãopudeencontrardistin
-
»elameute acabeça
.
Pela vagina, que estavadilatada,c húmida acheia parle»queaparteira melinhadesignado,istolie, ocotovelo; adiantedoqualsecn
-
»conlravalambemhumanzclliadocordãoumbilical, que pulsavalivremente
.
Comdedosónãopudedistinguirqualera o braço,(pieseintroduzia,c cu n ãoqueria
»fazer descerobraço,eamão,quemopodiãocertificar daposição
.
Depoisda»collocarconvcnicnlcmcntc aímillicrcom intençãode fazer a versãopelos pés,
»introduzi,aoacaso, a m ãodireita , quemefez conhecer entãoque o fetoseapro
-
fundo
»o
»sentava de lado esquerdo, a cabeça na lbssa iliaca direita,c asnádegas no
»do utero,cujasconlracções crãoregulares, porém fracas,chostnulodemoradas
.
»Procurandosuspenderotroncodofetoparaabrir caminho, onconlrei
-
o baslanU'»movei;julgueinproposilo aproveitar-medestacircunstancio para ensaiara versão
—
6—
ïpelacabeça;as membranas sc iinhùo rasgadodo fresco, cliavia ainda grande
-
juanlidadc d'agoa para facilitarestaoperação»
.
»Nao livediiTiculdadecmfazerentraro braço,ignalmcntcforão coroadas do
»succcssoasprimeiras tentativas,que fizparadeslocaroIroncodo Jclo, queern
»precisolevarparaofundodoulero, antesdetrazera cabeçaparaocollo,porcin
»querendopegar nacabeça a posiçãoprimitivasc
-
reproduzio:ent ão com a mão squerda applicada sobre oladoesquerdo do ventre damulher, fizfricções de»1aixo para cima,nofundodoulero, cinclinei
-
oforlemcnlcparaolado direito; mesmotempolevanteiocorpodofetocoinamãodircila applicandoodedo c osoutrosdedos sobre opeito:acabeço lendopor»estemeio chegadoperlo doestreitosuperior,fiz manter pelaparteirao ulero
*no estadoinclinado,em (picolinhacollocado,paraimpedir queacabeçalor
-
»nasse asubir,levei am ãosobreoapicedacabeça,catrouxe aoestreitocm 2
.
*»posiçãodcBaudelocque;huma ligeirapressã ofeitacomamãoesquerda sobre a
»regiãoiliacadireitafacilitoua reducrão; emfim suslenlei
-
aporalgunsmomentos»neslaposição,atéqueas conlracções do ulero afixassem:n operação durou
»quinzeminutos»
.
Eslasóobservaçãobastava para provar cxiiberantcuienle a possibilidadeda operação, quenosoccupa,sioutrosfactosnãoexistissem, julgamos portantopor este lado1er tiradolodo o escrúpulo »quelles,que pensaremcomoMurat,que diz»Toustespraticienssont d'accordsurlesavantagesqu’ilyapourl’enfantdopérer laversionparletrie,etsur ledangersquel’onfaitcouriracewaneindividuenle tirantpar lespieds;parconséquentlapremièreméthode devaitobtenirla preference sur lasecondesison executionc'ait possible
.
Siporoutroladoencaramosa pos
-
ibilidade deobierrcsnlt.ado fnvoravel,ve-
mosaproporçãofeita entre 1mm, e outro melhodo, c mesmoo forceps, dar successos menos favoraveis para a versão pelos pés
.
M.
”*Lachapelle dá 2 criançasmortas sobro 9quando empregaa versãopodalica,co mesmo numero sobre IOquando empregaoforceps:SteinS3crianças mortassobre 66 casos dc versão pelos pés :Osiandcr 61 sobre 0$: Bocr 2 sobre 5: Velpeau15 sobre80 :entretantoHiccke praticandoaversãocephalicacm16 casos sóperdeu liuma criança ,cBusch empregando-a15vezestambémlhemorreo sóhuma.
2.**A \ersãocephalicahe dcdilficilexecução,porque acabeçadofeioefle
-
icccndopoucocommodoá mãoque quer segural
-
a, não porniillc lrazcl - a ao< ticito«la baciaporpouco queouleroesteja contraindosobreocorpodoleio
.
»Adillicnldadc,ou facilidadedcliumaoperaçãonão lie por nósconsiderada como razão bastante,paraquecilasejaregeilada, ouadmittida:afaltadccomuiodidade dacabeça be bum motivogratuito, poisnãotom sidotemida pormuitosparlei
: li il hede conceber, que estando oleio circunscrito em hum pequeno . ovalarcomoo ulero
.
cm queIodasasfuiraiscombinão para trazeio»«
»e
»ao
•pollcgarsobreaface dorsal,
1 0«
—
0—
nocollodestoorgüo, nãopú!<cescaparúsmois ligeiras tentativas<la mão,qu procura:tio maisnãoliesóagarrando na cabeçaquesoconclueaoperação, lie lambem ropcllindoaparlo,que seapresentacm vezdVlIa
.
«3
.
°Operada a versãoporestemodonão sepúdeajudar maisoparto, ocite lica entregue ásforças doorganismo;ou entãodevc-
ierecorrer aoíbrccpspara terminul-o,o(pie nãoacontece naversão pelos pés,emquesóam ãobastapara concluiroparto.
»Este argumento, que pareceteralgumaforça,capplitavcisú aoscasos de inertia completadoutero, serialemivel antesdadescobertadofor-
ceps, mashojequeouso desteinstrumentoestá sanccionado , cque clic lie appli
.
cado sem inconvenientes, não sendocontestados scos bonsresultados,nenhum risco liadc seoemprego, se o caso exige, c póde serapplicndo, (segundo pensão alguns parteiros) quandoo uteroestejacontraindosobreocorpo do feto:cio
algum perigoexiste, pódesercomparadoalodos aqueseexpõeofeto(oqueue
-
nimm parteironega)noparloemque salie pelos pés?Julgamosquenão:ainda niais,senestecasoamão só nãobasta para terminaroparto, não sepódenegar, quo aomenos serveparalixar a cabeça no estreitosuperior;condição,cmqueo forceps lio empregado, e recurso nestas circunstanciasmilito precioso,ecorti
-
mentemaisvantajoso quoaversãopelos pés, que,comodicemosacima,dáiuuu grande numero dccriançasmortas
.
« /i
.
°Introduzindo-
se aextremidade menos volumosadofeto,estapreparao caminho,c tornamais facil asabida dasoutras parles de maiorvolume.
»Isto dependia de que elles comparavãoofeto ahuma cunha quesequer introduzir em humaabertura mais oumenos resistente,equescfazentrarpela extremida-
de maisadelgaçada
.
Estoraciocinio n ãopóde ser admitlido;porquantoocon-
trarioliequetemlugar:ápriorivê
-
se, que introduzindo-
seaparlemois volumosa, esta sim abrecaminhoásoutraspartesde menos volume, cent ão aexpulsão do fetosc cflcctuaró promplamcnlc.
Al ém disto aapresentação depésseriaamaisfrequente porsermais
licitaemdirigirconvcnienlemenlc todasasfuneções :
sorvarão nos demonstra lodos osdias: eassimcomoseria culparanaturezapre
-
tender, que cilarodeasse deperigos a mais Leilafuncçãodamulherapresentando
«iepésacriança;seria lambem humabuso da razãoobrigarainlroducçã odospés
.
«
r
>.
°Sealguémliaque admitia aversãocoplialica, heporqueaconsidérât» revestida de todasasvantagensdo parlo cm quea criança vem decabeça, masa paridade nãolie perfeita.
» Nenhum valortemesteargumentocontraa versão cc-
pli
.
ilit.
i, pelocontrarioaindaaabona.
Concedemos que não lia paridadeperfeita,Iciguutareuiosondeeslá omaior perigo?na versãocoplialica, cujos inconveniente* e o
•V
»
f
isconformeásvistas danatureza,sempre previdente, csol
-
inasn ã ohc isto que aob
-
bãodependentes>ódaoperação,ounaversãopodalica
.
cm que além dos doopc*Iaçãor.xhicin ledos que s ão inhérentesaoparloIUIqueofotoapresentaospés ? :
Ouirosargumentosaindase encontrão, poremtodos de igual quilate destes,de que lemos(aliado, por isso nãonos cançanioscm apresenlal
-
os.
\«'•so poisquenenhuma razãoconvincenteseapresenta para queaversãoce
-
phalic«seja rejeitadaIãoformalmente,comotem fido, caqnelladeque maisve
-
zes seservemosseosantagonistaslie a facilidade,eproniplidâo comquesepro* tica a versãopelospés,c comosejaestehumcaso
nós nãoousaremos negar: o queporém nãoadmiltimos liequecila abranja maior numero decasos osdous fins nobres, quesetem cmvista fazendo a versão dofeto
—
salvar a mãi,c ofilho—
finsquecomporia a versãocephalicn,cquo Murat reconhece quando diz:. . ..
caredledernière(versãopodulica)moins sare ala véritépourl'enfant,
esttoujoursplus facileápratiquer.
Outra vantagem destioperaçãolie, que depoisde feito a versão, si o utero secontrahir, o fetoseráimmediatamenle expellido, oqueseráhem diiïicil na versãopelos pés
.
Duas observaçõesnos fazem acreditar quea versãoporeste modotemvanta
-
gemnocaso de estreitamentomoderado dabacia: oprimeirapertence a Merri
-
man, oqual prestando osseoscuidados áSra
.
Uothcrhan,cuja baciaera muito estreita,praticoua versãocephalicn.
Erão 2horasda tarde as dores cessarão até.as(5esobrcvicrãodepoisfortes, e frequentes,centreas S c 9horas foi ex-
pellido o feto vivo
.
Aoutraliereferida por Busch, liapoucosannosprofessor«lo partosem Berlin, cfornecida por huma Sra
.
rachitica nainfancia do que ainda apresentava vestígios:casou-
sede 22annos de idade,c levelogo humaprenhez, chegadootermo dagestação,as membranas seromperão depoisde algumasdores;humaparteira, que assistia, achou o braço do feto navagina
.
Buschfoichamado,fez aversãopolos pés,eaextraeçãoda cabeçacomoforceps, acriançadosexo feminino, nasceocom lodos ossignaesde morte, porémviveo; pela inlroducçãoda mãopor differentesvezesoparteiro rcconheceo queodiâme
-
troantcro
-
posleriordoestreitosuperiornão tinhamaisde quatro pollegndas, e hum quarto.
Passados dousannosteve 2.4 prenhez,omesmoparteiro achou o fetoem posição transversal;feza versãopelos pés,efoi preciso empregarofor-
ceps paraextrahiracabeça:acriança, maisfortequeaprimeira, nasceomorta
.
Dous annosdepoismanife>tou
-
sc 3.
*prenhez;Buschestandodoente foichamadooutro parteiro, oqualfezaextraeção dehumfetomorto
.
Dezesete mezes ti-
IIliãodecorridoquandoaSra
.
teve ó.
*prenhez,o fetoapresentava a espadua di-
reita,Busch não podendo chegaraospés por causa dehumaobliquidade con
-
siderável do utero,cofeto estando muito movei, fez a versão pela cabeça: as roniiacções erãomui fracas
,
prcscrcvcoentãohunspós de borato de soda,
ecasTrès horasdepois nasceo huma criança hem conformadacque pesou A'vista destes factos,nãonosachamoscomforça dedccidir
-
nosnequesóapratica pódc decidir
.
110
loreo
.
8 libras
.
.•tiiameute.
— s —
Sinos fosse licito, ajuntar íamosaqui algunsinconvenientesa que lie sugeitoo parto, quandoacriançasaliedepos;oabdomen,c o pciloobrigadosavencera resistência docollo doutero,quenãolentsido suiïicienleincnlcalargado,soffrem huma forte compressão;todasasvisccrassãolevadascontra suaposição natural ccomprimem osgrossosvasos, daqui embaraços na circulação, demora, íluxo dosfluidos para acabeça dofeto, oqueno maior numerodecasoslho occasions amorte; bum dos braços póde vir rruzar
-
sc na parleposteriordo pescoço, c comprimidosobre o pubis, opporhum forteobstáculo ásabida da cabeça;esta pode voltar-separaIra/.
,cficar embaraçada pelodiâmetro occipito mentoriano, oqual nãopoderá atlrnvcssar qualquer dosdiâmetrosda bacia:o uteromuitasvezessccontralto forlemenle sobreopescoçodoloto, ent ão astraeções queseexercemsobreestepodem deslocarasvertebras, distender amedulla;e siporqualquer circunstanciaaoperaçãofor demorada,deve-setemer acompres-
sãodo cordãoumbilical;d'aliiamortedo feto por faltadenutrição, c em al
-
gunscasos aapoplexiaetc
.
:destarteaindamais faríamos sobresabirasvantagens daversão ccphalica.
Na deficiência poisde razõescontra esta operação
,
que levemáconvicção o nossoespirito,aguardamosoutras,quenos obriguemapreferir-lheaversãopodn-
licaem todos os casos, e ainda luima vezcopiaremosaqui as palavras desse pratico, quenãonoscançamos de citar,porisso quedefende a versãopodaiica
.
»Laversion de l'enfant par lespiedsestacompagnee dedangers sigrandstju’on doit proscriretoutes lis fois(pi'ilexiste d'autres moyensplusavantageuxde ter
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minerCaccouchement
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e re
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CASOSEM QUEDEVE SER PRATICADA
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Nas apresentaçõesde espaduas,dodorso, do peito,eiinalmcnlolodas as vezes queacabeçaestiver mais pertodo estreitosuperior, enós formosinduzidosa crer,quedepoisdcpraticadaaversãoo parlo seterminaráespontaneamente,a versãoccphalica lie humaoperaçãoimportante,eindicada
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Como jádiccmos, n ósentendemos que cada hum destes melhodosdeoperação lie proveitosocmcircnslanciasdadas, porissonão serácxlranhn que apontemos aqnios casos emque aversãopodaiicatemapplicação
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Todasas vezesqueamâi, ameaçada demorteimminentedeva ser conservadaadespeitodosscriliciodofilho, quenenhumas relações tem com omundo social,eexterior,(piandoasvias queo fetolerndeatravessareslejão baslanlcmcnte dilatadas dc maneira quo asabida«lestonãosejaobstada, convém aversãopelos pés
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i
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0—
MODO DSPRATICAR
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Co
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noalgumas precauçõesdevemsertomadasanlesde sepraticaraoperarã o, nosdelias[aliaremos,bemrjncligciramcnlc.
Reconhecidaanecessidadedeem-
pregar aversão,hum dos primeiros cuidados doparteiroseráavisaraspessoas
ipieseinlcrcssãomaisparticularmenlcnaconservação damài,cdolillio,dospe
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rigosque correa criança : áparturientemostraráasvantagensqueresultarão>i sepraticar, eosinconvenientes,si se demoraraoperação, ousi acilanãose quizerexpor
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A respeito da posiçãoda mulher,bem quepossa sercollocada delado como aconselliãoospráticosInglczcs,ousobre osjoelbosccolovello»amodadaIrlanda, nosparecemais conveniente a posiçãodedorsoseguida pelos nossosparteiros,cpelosFranceses;assim u mulherserádeitada decostassobre huma cama ,ouhuma meza ououtraqualquer cousa similhanlo de alturaapro
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priada, tendons nadegassobre obordo,asespaduas mais levantadasque o resto docorpo,aspernas curvadas sobreas coxas,separadas,c apoiadas sobreduas cadeiras,oumoxos,sustentadas porajudantes siamulhernãoforcorajosa, com a vulva,c operincocomplelainentelivres,n ãodevendoexistircousa alguma ao redordabacia,quepossaembaraçar os movimentos do parteiro
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Oparteiro secollocnrácomomelhorlhe convier,ousentado,onde joelhos, ou depésegundoohabito,quotiver adquirido; epor issosua posição lica á descrição deseobom senso;comtudo diremos quea posiçã ode pétiosparece preferí vel,porque facilitamaisosmovimentos
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0parteiro deve tirar acazaca, arregaçar asmangas da cami/.a,paraquemelhor possamover osbraços, cpene- trarno utero;deveterpannosparaliuipar asmãos,bumavental alim degaran-
tir
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sedo sangue, oliquides,«pionestaoccasiãosabem davagina.
A mãoquesedeveintroduzir de preferencia lie determinada pelasituaçãodofeto:assim inlroduz
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scam ãoesquerda,quandoacabeça estávoltadaparaaparledireitada bacia damulher; amãodireita nasposiçõescontrarias;o humaououtraindif-
ferentemente, siovertexest áinclinadoparao sacro,ouparaopubis : oparteiro deveteracauteladeuntaram ãocomhuma substanciaoleosa , oumucilagiuosa nãosóparatornarmaisfacil, emenosdolorosaasuainlroducção, mas lambem paralivrar
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se da absorpção d’algum virus, de que amulher poderá estar infectada.
Huma precauçãoquenão deve ser esquecida,principahnontoentrenós he, o Laplismo da criança, sisesuppõccmperigode vida, e livredediformidade* tacs,que seja considerada monstro; hceste humuso,além d*hum dever,que arraigadopelo dogmadareligião,a nãoserpreenchido, chocaria nllamenlc
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>consciência daspessoasreligiosas,cujasopiniõesomedico deverárespeitar
,
embo A—
10— -
ra não cslejãoclcnccordoconias suas
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Dispostasassim lodasascousas, comeraenIão a
+
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M A N O B R A
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Nesta operação a manobraconstado2 tempos : 1
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®inlroducçãoda mão:2.
®deslocamento, ou mutação do loto
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»1
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®tempo.
Üintcrvallo dasdores, ou das contracçõcs tem sido marcado pormuitospráticoscomoaoccasião mais convenienteáintroducçãoda mãocpier na vagina, querno collodoutero: nãoobstante,parteiros lia ,«pieaconsclhão, queamão deve ser introduzida navaginaduranteaconlracção,por(pie,dizem elles,adôr causadaporsuaintroducção conluude-
sc com a dor daconlracção,e lambem neste tempo a vaginasealarga pelo abaixamento do utero,epicse conlrabc; estepreceitonão lieconfirmado pela pratica, porissoadoplarvuiiosa opinião deDesormeauxseguida pormuitosparteiros, cadopladuentre nós
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Como quer que seja, os dedos juntosdevem ser introduzidosna vagina nosentido dograndediâmetroda vulva , c reunidosdepois,ámedida que forem penetrando, emforma de cone,oqualserádesfeitoáproporçãoque for entrando no utero.
Duranteotempodaintroducção dam ão,oparteironãodeveperderdevista o cer
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liíicnr
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se de novo do estado da bacia,bexiga,vagina afimde removerqualquerobs-
táculoepicpossa baver,edaposição do feto;porquantolendode deslocal
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o, ncccssa.
nohc evitarcertospontos deste, sobro osquucsnãopódc levar sem inconvenientes aextremidade dos dedos :tacssãoas
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fonlancllas, assuturas, o abdomem em sen centro, os lados de torax.
Depoisde1er tudoconhecido com toda aevidencia,'
aiseguromudaraposiçãodofeto,oquefaz oobjectodo2.®tempo.
«2
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®tempo.
Nestetempo amanobra consiste emsuspenderocorpodofeto, c abrircaminho aoabaixamentoda cabeça : ora sendo muitoperigoso curvaro feto d’oulrauianeira(pien ãosejanosentido de seoplanoanterior, todosasvezes,que porsnnposiçãodedorsonão fôrpermillidosuspenderotronco, seránecessário liizel-o voltarsobreseo grandeeixoceplialo-
coccigiano, c collocal-
oaproximadoáposiçãodopeito;nestasituação entãooparteiro applicará o dedopollegar sobre o slcrno, c osoutrossobre odorso,clevará ocorpodo feioparaofundodo utero ;em quanto que com a outra mãonpplicadasobreoventredainulbcr pro
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curarápormeio de movimentosapropriados suslental
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onestasituação;abando-
nandodepoisotronco,levará a mãosobre a cabeça dofeto,eapplicandoosdedos aoredor delia , seempenharáportrazcl
-
a aoestreito, procurando sempre pôr emrelação os diâmetrosoccipilo-
brcgnialico,ebiparietaldacabeçadofeto com „ osdiâmetrosaniero-
posterior,cobliquo do estreito superior:fixadaacabeça nes-
!< Digr,amãodeveserretirada,eoparloentregue ás forçasdo organismo
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Il—
Acontcco fisvozesquooorganismonãopódocflcclunrasabida do feto; neste
»a>olianiaishum3
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®tempo;tempode extraeção,assimcomonaversãopodalica;H ap/Aicaçüodo forceps,que terminaopartomaisvantajosauicnlo queascrucis
iraeçoesexercidas sohreofotonaversãopelos pés
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As posições dofetona versãoccplialica podemserdivididascm quatro,como querem alguns autores:duaslaleracs;huma anterior,eoutraposterior;porém eomo as posiçõesdireclamenleanterior,eposterior sejàocontestadas,nóspara maissimplicidadeas reduziremos a duas: 1
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“ cephaloiliacaesquerda: 2.
“ ceplia-
lo
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iliaca direita , asquaes comprchcndemtodas as posiçõesquandoacabeça se achainclinada paraametadedireita,ouesquerdada bacia.
POSIÇÃOCEPIIALO
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IEIACAESQUERDA.
APRESENTAÇAÕ DEESPADUAS
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Inlroduz
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sramãodireitaempronação,selieaespaduadireita , emsupinação, sehe a espadua esquerda; applica-
sc odedo pollcgar sobre osterno,cosoutros dedo* sobreodorso,suspende-
seocorpodofeto, cleva- se para o lundo doute-
ro :amãoapplicada sobreoventredamulher ajudaauiulaçao
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esustentaocor-
po:abandona
-
seentãoo tronco,leva-
seamão sobro a cabeçado feio,csegu-
rando
-
acomosdedos applicados ao redor delia , procura -sc trazel-
a aoestreito su - perior.
oque em alguns casos lie sem duvida diilicil, mas cmoutrosdeliuma mui-
tofácilexecução
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AFItESEJSTAÇAÕ DE STEI1S0
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O mcebanismoda manobra nãodiíTcrc doquese seguena apresentação de espaduas,sinãocmqueintrodu/.-se amãoempronação si acabeçaest á mais inclinadaparaosacro, cmsupinação,siestáporaopubis;orestoda manobra liesngciloásmesmasregras
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ArnESENTAÇAÕ DEDORSO
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Mesta apresentação,com já dicemos, amanobralie maiscomplicada:lie pre
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cisorcduzil
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n primeiroáposição deespadua,oudesterno;paraissoiutroduz-
se amãodireita cm pronação(oque lie mais dilTicil) ou cmsupinação mais ou forçada, applica-
sc odedopollcgarsobre o sterno,o os outros dedo»A
menos
-
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i'2—
na parleposteriordopeitosobroaextremidadedo diâmetrobis acromial,foz.Í(J
bumpequono movimentode rotação, obrigandod’esl’orloasubir,ou ndescer
aespadua comosquatro dedos applicadossobre cila, ccomopollcgarajuda-sc
^
arotação : esta manobraexigomuito cuidado,porquesiacabeçanãoacompanha omovimentodocorpo,pode
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se torcera medulla, e serdcslruida.
Reduzidaen-
tãoaposição á desterne,oude espadua,concluc
-
so aoperaçãosegundoasregrasestabelecidasparaaquellas apresentações
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rOSIÇ.VÕ CEPIIAI
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O-
ILIACADIREITA.
As mesmas regrassãoopplicavcisisapresentaçõesnestaposiçãocomadifle
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Irença somentedo quea mãoesquerda liesempreaqueexecutaa manobra, por issonãorepetimosoque fica dito
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Temos aquicompletado o trabalho que cmprehendcmos para cumprir hum , dever imposto polo desejodeobterbum fim honroso, alémdehonestonasocie
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dade,e nãodesconhecendo aexiguidadedenossas forcaspara desempenhar hum tãoimportantedever, bempodemosdizer comRuddiinan:Nequemearamvirium fiduciaremtantamagi’essus sum,sedquodproximumfuit,exaliorumcopia inopiam mcam sublevaii;etquodingenio defuit diligentiasaltem,ac sedulitats idcompen
-
sarcsum adnixus
.
FIM
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•*
E
ÏFFOGIUTIS / . ? H 02lISir . I .
*
-ï.
Sectio Mulieri menstruisdeficientibus,cunribussanguineinfluerc, bonuni. V.aph
.
33.
2.
Sect
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V.
Mulierisanguinemeromenti, menstruis erumpentibus,solutio fit. aph
.
32.
3.
SanguinemultocíFuso,convulsio, autsingultussuperrenies,malum. Sect
.
V.aph
.
3.
h.
Siiluxui muliebri convulsio,autaniniideliquiunisuperveniat,malum. Sect
.
V
.
oph.
56.
»
5
.
In niorbis acutiscxlromr.rumpartium frigus,malum. Sect
.
MI.
aph.
1.C.
Cum morbus inugorcfucrit,tunc,vcltenuissimo viclu,utincccssc est. Sect
.
[.apli
.
8.X
.
í
I
-
sia Theseest-«conforme oosE'ialulos.
Rio deJaneiro"0deNovembro deJ840
.
Dr.
FranciscoJulio.
Xavier. F
1'
A