R E L A T Ó R I O E C O N T A S
2 0 1 0
I. Orgãos Sociais ... 3
II. Relatório do Conselho de Administração ... 4
Introdução ... 4
Enquadramento macroeconómico ... 9
Actividade ... 12
Análise económica e financeira ... 17
Perspectivas futuras... 26
Agradecimentos ... 28
Proposta de aplicação de resultados ... 29
III. Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2009... 30
Balanço em 31 de Dezembro de 2009 ... 30
Demonstração de Resultados em 31 de Dezembro de 2009 ... 33
Notas explicativas às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2009 ... 35
Introdução ... 35
NOTA 3 - Critérios de avaliação ... 35
NOTA 10 - Inventário de títulos e de imobilizações financeiras ... 36
NOTA 11 - Movimentos do activo imobilizado ... 37
NOTA 14 - Créditos sobre instituições de crédito e clientes ... 38
NOTA 23 - Compromissos assumidos ... 38
NOTA 24 - Movimento das provisões ... 40
NOTA 29 – Capital Próprio ... 41
NOTA 31 - Outros activos e passivos ... 41
NOTA 34 – Volume de emprego ... 41
NOTA 35 – Remunerações atribuídas aos membros dos órgãos sociais ... 44
NOTA 39 - Outros resultados de exploração ... 46
NOTA 41 - Carga fiscal ... 47
NOTA 45 - Operações de locação financeira ... 47
NOTA 50 – Informação sobre participações financeiras ... 48
NOTA 51 – Outras Informações ... 48
Anexo ... 50
IV. Relatório e Parecer do Fiscal Único ... 52
V. Certificação Legal de Contas ... 53
VI. Relatório do Auditor Independente ... 55
I. Órgãos Sociais
Mesa da Assembleia Geral
Presidente Turismo de Portugal, I.P., representado por Nuno Moreira de Almeida Queiroz de Barros
Vice-Presidente AEP – Associação Empresarial de Portugal, representada por José João Soares de Miranda Coelho
Secretário BST – Banco Santander Totta, S.A., representada por José António Silva Barata Conselho de Administração
Presidente José Fernando Ramos de Figueiredo
Vogais Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação – IAPMEI, representado por Nuno Miguel de Brito e Silva Gonçalves
S.P.G.M. – Sociedade de Investimento, S.A., representado por Teresa Sofia Teixeira dos Santos Duarte
A.I. Minho, representado por António Manuel Rodrigues Marques
Conselho Empresarial do Centro, representado por Rogério Manuel dos Santos Hilário
Banco BPI, S.A., representado por Maria Isabel Soares Alvarenga de Andrade Correia de Lacerda
Banco Espírito Santo, S.A., representado por Carlos Manuel Portela Enes Epifânio Caixa Geral de Depósitos, S.A., representado por José Manuel Simões Soares de Oliveira
Banco Comercial Português, S.A., representado por Artur José Cordeiro Rodrigues Banco Santander Totta, S.A., representado por José Alberto da Silva Moura Turismo de Portugal, IP, representado por Carlos Gustavo Vieira Farrajota Cavaco Comissão Executiva
Presidente José Fernando Ramos de Figueiredo Membros Carlos Manuel Portela Enes Epifânio
Maria Isabel Soares Alvarenga de Andrade Correia de Lacerda José Manuel Simões Soares de Oliveira
Teresa Sofia Teixeira dos Santos Duarte Fiscal Único
II. Relatório do Conselho de Administração Introdução
A Norgarante - Sociedade de Garantia Mútua, S.A. foi constituída juridicamente por cisão da SPGM - Sociedade de Investimento, S.A., em Julho de 2002, tendo iniciado a sua actividade junto do Banco de Portugal em Janeiro de 2003. Com sede no Porto e agências em Braga, Porto, Aveiro e Viseu, a sociedade actua nas zonas Norte e Centro Norte do País. Em 2010, a Norgarante completou o seu oitavo ano completo de actividade, nono após a fundação.
O desenvolvimento da actividade da Norgarante tem sido orientado pela sua missão de entidade facilitadora do acesso ao crédito pelas micro, pequenas e médias empresas das zonas Norte e Centro Norte do País, através da emissão de garantias que permitam, entre outros factores, reduzir o impacto da sua menor dimensão na obtenção de financiamentos e melhorar as condições da sua obtenção. A sua acção estendeu-se às PME que actuam em todos os sectores de actividade que se enquadraram no COMPETE, ou noutros programas com suporte de contragarantia e a que a lei específica do sector não vede à sociedade, em especial as da indústria, comércio, serviços, transportes e turismo.
Esta missão de facilitadora do acesso ao crédito pelas empresas foi ainda mais notória ao longo de 2010, fruto da conjuntura particularmente adversa que se fez sentir para as PME, num contexto de forte instabilidade nos mercados financeiros, com dificuldades acrescidas no acesso ao crédito e nas condições em que é disponibilizado, e simultaneamente de quebra de confiança dos consumidores e da procura.
O ano de 2010 continuou a ser de forte crescimento com um alargamento da base de empresas em nome das quais a Norgarante emitiu garantias, e, consequentemente, do número de empresas mutualistas. Este crescimento foi acompanhado da manutenção do valor médio das garantias e da dimensão média das empresas. O crescimento continuou a assentar, como no ano anterior, no envolvimento da sociedade nas linhas PME Investe, lançadas em 2008 pelo Governo, numa parceria com a banca e o sistema português de garantia mútua, exactamente com o intuito de mitigar os efeitos da crise financeira e económica sobre o financiamento bancário a favor das PME.
Como as empresas de menor dimensão são as que enfrentam mais dificuldades de acesso ao crédito, o crescimento da Norgarante foi sobretudo neste segmento. Assim, podemos afirmar que, no ano findo, foi prosseguido em pleno o objectivo de apoiar as Micro e PME no acesso ao financiamento.
orientação estratégica, a saber:
I. Manutenção e reforço de níveis de serviço,
II. Melhoria do acompanhamento da carteira, gestão e controlo de riscos comerciais e recuperação de sinistros,
III. Manutenção do crescimento anual acima dos 10%,
IV. Reforço dos capitais próprios da sociedade de modo a manter solvência adequada.
Igualmente se reviu a estrutura organizacional da Sociedade de forma a estar mais bem dotada para o correcto desenvolvimento da sua actividade.
Ao longo do ano findo, e muito por força da conjuntura negativa que se verifica, e do facto de a Norgarante actuar fundamentalmente numa das áreas mais deprimidas do nosso país, com PIB de pouco mais de 64% da média comunitária (Fonte: INE Contas Regionais de 2009), com a maior taxa de desemprego a nível nacional, e onde se concentram cerca de 55% das falências de empresas em Portugal, verificou-se um aumento da sinistralidade, embora esta continue a manter valores considerados normais para o nosso segmento, atenta a actual situação do mercado e o risco das empresas e da economia em geral.
Na sequência das linhas PME Investe I e II, lançadas em 2008, no início de 2009 foram lançadas as Linhas de Crédito PME Investe III, com uma dotação inicial de € 1 600 milhões de financiamentos, e com dotações específicas para os sectores exportadores, automóvel, turismo e para as Micro e Pequenas Empresas – esta última posteriormente reforçada em € 200 milhões -, e uma Linha de Seguros de Crédito, também com Garantia Mútua, mas agora na modalidade de garantia de carteira, com todas as seguradoras de crédito a operar no mercado nacional, no montante de € 500 milhões.
Mais tarde, em Junho de 2009, foi lançada a Linha de Crédito PME Investe IV, com uma dotação de
€ 400 milhões, entretanto alargada em Setembro para € 1 000 milhões.
Em 2010 foram lançadas duas novas Linhas PME Investe: PME Investe V, em Abril de 2010, com uma dotação de 750 milhões de euros, dos quais 250 milhões de euros eram destinados às micro e pequenas empresas, e a Linha PME Investe VI, lançada em Junho de 2010, com uma dotação de
€ 1 250 milhões, dos quais € 450 milhões estavam reservados para empresas exportadoras e € 350 milhões para micro e pequenas empresas. Ainda em Dezembro de 2010, foi celebrado o Aditamento ao Protocolo que constituiu a “Linha de Crédito PME Investe VI”, reforçando os montantes globais da Linha em mais € 1 500 milhões de euros. Este reforço é designado por “Linha de Crédito PME Investe
negócios da sociedade, com destaque para o enorme aumento do número de PME mutualistas no sistema português de garantia mútua e da carteira viva de garantias do mesmo.
Com esta participação nas Linhas de Crédito PME Investe, a Norgarante teve um incremento muito significativo da sua actividade, com a entrada, em 2010, e de novo, de muitos milhares de operações vindas da banca, às quais a equipa e os órgãos de decisão responderam de forma muito positiva em termos de capacidade de análise de crédito e de capacidade de resposta nos prazos previstos para a análise de operações e para a sua posterior contratação.
Para 2011 é esperada uma manutenção destas linhas, com condições de subsidiação pública mais mitigadas.
Sem prejuízo do impacto fundamental das linhas PME Investe, a sociedade manteve as demais linhas de negócio, potenciado pela manutenção e dinamização de protocolos estabelecidos com Bancos, Associações Empresariais e com Câmaras Municipais.
Fruto dos factores referidos, em termos acumulados, e considerando um pequeno volume inicial de garantias, proveniente da cisão com a SPGM, após a fase piloto, a Norgarante chegou ao final de 2010 com 43 182 garantias contratadas, num montante acumulado total de € 2 483,7 milhões.
Estas garantias foram prestadas em benefício de mais de 26 800 PME, que empregam cerca de 420 000 trabalhadores e que fizeram investimentos de € 4 700 milhões.
Nº operações concretizadas 16 427 22 349 1 653 43 082 43 182 Valor em € 000 789 261 1 060 298 277 255 2 466 282 2 483 778
Média op. em € 000 48,0 47,4 167,7 57,2 57,5
tvh º oper -26% 1252% 66%
tvh valor -26% 282% 126%
tvh da média por operação 1% -72% 36%
2010 2009 Com cisão
da SPGM 2008 TOTAL
Em 2010, a sociedade emitiu 16 427 garantias, num total de € 789 milhões, registando uma redução de 26% em número e em volume de operações, relativamente ao ano anterior.
A carteira viva no final do exercício era de € 1 682 milhões, para um total de 39 905 garantias, representando um valor de 31,73% acima da carteira no final de 2009.
Esta evolução da actividade tem vindo a ser acompanhada por aumentos de capital da sociedade, de
à credibilidade exigida pelo mercado. Em 2010 ocorreu um novo aumento de capital, de € 50 milhões para € 65 milhões, realizado até € 57,5 milhões em Setembro, sendo esperada a chamada do remanescente durante o primeiro semestre de 2011.
Ao longo do ano foram, também, celebrados 3 protocolos com Câmaras Municipais, no âmbito do Eixo III (Iniciativas Empresariais de Interesse Regional) do Sub-programa FINICIA do IAPMEI, inserido no Programa Quadro INOFIN, que acrescem aos 33 estabelecidos nos anos anteriores, o que se traduz na disponibilização de fundos no montante de € 12 milhões.
Em 2010 foram renovadas as linhas de crédito para estudantes do ensino superior, com garantia mútua, numa lógica de garantias de carteira. Aderiram ao projecto os seguintes grupos financeiros: o Banco BPI, o Banco Millennium bcp, o Banco Espírito Santo, o Banco Santander Totta, a Caixa Geral de Depósitos, o Montepio Geral, Banco Internacional do Funchal (BANIF) e o Banco Banif e Comercial dos Açores, além da Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo.
Em 2010, no final do ano lectivo, o montante contratado acumulado desta linha, ascendia a
€ 127 milhões para o sistema de garantia mútua, tendo a Norgarante sido responsável pela contratação de € 51 milhões referentes a 4 363 estudantes. Para o Ano Lectivo 2010/2011, o valor da Linha de crédito será aproximadamente de € 40 milhões.
Como havíamos referido no anterior Relatório, em Setembro de 2009 foi assinado um protocolo que criou a Linha de Crédito para Apoio ao Empreendedorismo e à Criação do Próprio Emprego, celebrado entre o Instituto do Emprego e Formação Profissional, as Instituições de Crédito, as SGM e a SPGM, com uma dotação de € 100 milhões de financiamentos, sendo € 85 milhões em financiamentos até € 100 mil e com garantias individuais, e € 15 milhões para micro financiamentos, até € 15 mil, em garantia de carteira, e que visa o apoio à criação do próprio emprego. Esta linha manteve-se em 2010, sendo notório um aumento da sua utilização, ainda que a ritmos lentos quando comparados com outras linhas de financiamento, o que se pode justificar pela natureza específica e tipologia de operações a apoiar.
Em Julho de 2010 foi assinado um protocolo que criou a Linha de Crédito e Garantias QREN Investe, celebrado entre as Autoridades de Gestão do Programa Operacional Factores de Competitividade e dos Programas Operacionais Regionais de Lisboa e do Algarve, PME Investimentos – Sociedade de Investimento, S.A., Instituições de Crédito e Sociedades de Garantia Mútua, com uma dotação de
Como referido, o crescimento verificado na actividade da sociedade em 2010 resulta fundamentalmente das linhas PME Investe, mas também de factores como o estabelecimento e a dinamização de protocolos com Bancos, com a Região Autónoma da Madeira, a Região Autónoma dos Açores, Protocolos com Seguradoras de Crédito, a anterior abertura de agências e o forte aumento do quadro de recursos humanos, necessário para assegurar um nível de serviço adequado aos compromissos assumidos.
As melhorias que, apesar do aumento exponencial da actividade, vem sendo possível verificar na solução informática integrada, comum ao sistema nacional de Garantia Mútua, designada SIG, tem permitido aumentar os índices de produtividade das equipas afectas, isto sem prejuízo de novos desenvolvimentos e mesmo uma nova “release” deverem vir a ser desenvolvidos logo que possível.
Ao longo de 2010 foi também desenvolvido um portal de candidaturas, no âmbito da linha especial QREN Investe, que permite ao cliente apresentar a sua candidatura preenchendo um formulário on-line, e ser transferida a informação para o sistema da sociedade. Este pode considerar-se como projecto-piloto de um futuro portal de entrada e gestão de operações já em estudo e pensado no propósito de facilitar às PME o acesso ao produto garantia mútua e de agilizar a gestão de operações com os nossos maiores parceiros institucionais, a Banca, assegurando ao mesmo tempo informação on-line aos mutualistas utilizadores
Por força do crescimento exponencial da procura induzida pelas PME Investe, não se verificaram acções de marketing significativas ao longo do ano, quer directas da sociedade, quer baseadas no produto garantia mútua, normalmente a cargo da SPGM. Manteve-se, no entanto, a realização do 4º Fórum Empreendedorismo: O Mundo das PME Face à Evolução do Mercado Global, que contou com muitos mutualistas da sociedade, de entre os cerca de 1 000 participantes.
Enquadramento macroeconómico
Após um ano como o de 2009 em que o produto mundial terá diminuído 0,5%, 2010 ficou marcado pela retoma mundial, tendo o produto mundial crescido cerca de 4,7% segundo as estimativas de Outubro do FMI. Não obstante, este crescimento mundial foi mais acentuado nos países em desenvolvimento e nas novas potências industrializadas – que não foram muito afectados pela crise de 2008/2009 – do que na UE ou nos EUA.
Actualmente, a zona euro enfrenta fortes desafios, motivados por factores como: a crise da dívida soberana da Grécia e da Irlanda, que tiveram de recorrer ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira (EFSF) criado propositadamente para a ajuda à crise grega; a especulação relativa à possível intervenção deste Fundo em Portugal; os receios internacionais quanto ao possível impacto da crise mundial em Espanha; e por fim, o elevado endividamento de várias economias (agravados com as medidas anti-crise tomadas em 2009 e pelos mecanismos de apoio social).
No que à economia portuguesa diz respeito, 2010 foi um ano de alguma retoma económica – segundo o Banco de Portugal (BdP) o PIB terá variado 1,3% – apoiada essencialmente no crescimento das exportações (e diminuição das importações), mas o ano acabou em forte desaceleração (particularmente no consumo privado) decorrente das medidas de austeridade tomadas para combater o elevado deficit das finanças públicas.
Portugal enfrenta agora um enorme desafio, pois necessita de crescer num período de diminuição do apoio estatal, agravado com dificuldades de acesso a crédito internacional, apresentando-se no entanto esta como a única via de ultrapassar os problemas de desemprego e de convergir com os países mais desenvolvidos da UE.
A perspectiva para 2011 é que o plano de austeridade apresentado pelo Governo - cujos efeitos em particular se vão fazer sentir através da descida dos salários da função pública, e das empresas maioritariamente participadas pelo Estado, da subida da taxa máxima do IVA para 23% e da diminuição das deduções fiscais - vá acentuar a diminuição do consumo privado, o que, associado à diminuição do consumo público e aos anunciados cortes em quase todas as rubricas orçamentais, faz com que o BdP preveja para este ano uma variação do PIB de -1,3%.
Não obstante, caso os 0,2% de crescimento do PIB previstos no Orçamento de Estado para 2011 não
pacote com cerca de 50 medidas pró-crescimento que se desenvolve em cinco áreas fundamentais:
competitividade da economia e apoio às exportações; simplificação administrativa e redução dos custos de contexto para as empresas; competitividade do mercado de trabalho; reabilitação urbana e dinamização do mercado de arrendamento; e combate à informalidade, fraude e evasão fiscal e contributiva. Nesta altura decorrem negociações com as várias entidades envolvidas tendo em vista a formalização efectiva até ao final do primeiro trimestre de 2011.
Esta iniciativa poderá desempenhar um papel fundamental no desempenho da economia nacional e evitar a necessidade de novas medidas de austeridade se conseguir que os efeitos pró-crescimento, principalmente o investimento privado e as exportações, sejam superiores aos efeitos contraccionistas das medidas de austeridade.
Reflectindo a instabilidade económica e antecipando o efeito do plano de austeridade, o mercado bolsista português desvalorizou 10,3% durante o ano de 2010, em contraste com as principais bolsas europeias, que registaram valorizações, principalmente a partir do mês de Julho.
A inflação verificada em 2010 em Portugal, calculada pelo INE, cifrou-se nos 1,4% mas demonstra uma tendência de subida, prevendo o BdP um valor de 2,7% para 2011.
Portugal fecha 2010 num cenário de taxas de juro nas emissões de dívida pública dificilmente sustentáveis no médio e longo prazos, o que naturalmente tem reflexos muito negativos na capacidade de financiamento do resto da economia e nos preços praticados pelo funding, que depois se reflectem nos custos de financiamento das empresas.
Sistema Bancário Nacional
Durante 2010, o Sistema Bancário Nacional continuou a verificar dificuldades de financiamento nos mercados internacionais a taxas competitivas, em grande medida decorrentes das dificuldades financeiras do Estado, o que se reflectiu em sucessivos ajustamentos em baixa dos ratings dos bancos (em consonância com o rating do país) e várias agências de rating a manterem outlooks negativos para o futuro. Apesar disso, todos os bancos analisados nos Stress Tests de Julho passado, superaram os cenários mais adversos considerados.
Em consequência destas dificuldades, os bancos procuraram em 2010 reforçar a captação de depósitos e aumentar os seus rácios de capitais prevendo-se que, para 2011, se continue a verificar esta tendência.
(IBMC) do BdP, vem-se assistindo consecutivamente a um aumento das restrições na concessão de crédito, tanto a empresas como a particulares, através do aumento de spreads, garantias exigidas e outras despesas, e também pela diminuição, quer de montantes, quer de maturidades. Tal resulta sobretudo das dificuldades dos bancos no acesso a financiamento de mercado, à sua posição de liquidez e a um aumento dos riscos percepcionados.
Neste contexto, as Linhas PME Investe, pelo facto de reduzirem consideravelmente o risco assumido pelos bancos no crédito que concedem, continuaram a ter um papel preponderante na possibilidade das PME acederem a financiamentos, bem como na manutenção dos níveis acentuados de crescimento verificado no Sistema Nacional de Garantia Mútua.
Para o ano de 2011, prevê-se que as dificuldades dos bancos no acesso ao crédito se irão manter enquanto não melhorarem os fundamentais de Portugal e enquanto as taxas de juro não voltarem a diminuir, com consequências na manutenção e eventual acentuação das restrições ao crédito.
Figura 1: Evolução da Oferta e Procura de Crédito a Empresas e Particulares in Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito
Actividade
Enquadramento Geral
A actividade da Norgarante em 2010 foi fundamentalmente desenvolvida no âmbito das Linhas de Crédito PME Investe, que representaram 93% dos montantes garantidos no ano.
A Sociedade teve um desempenho positivo, tratando, por regra, em tempo, o número significativo de solicitações de garantias que se continuou a verificar, quer em termos de análise de crédito, quer em termos de prazos de resposta, quer na contratação atempada e adequada de todas as operações.
Mantiveram-se os protocolos já estabelecidos com os bancos protocolados, e que nesta altura são os seguintes:
Banco Bilbao Vizcaya Argentaria, S.A.
Banco BPI, S.A.
Banco Comercial Português, S.A.
Banco Espírito Santo, S.A.
Banco Popular Portugal, S.A.
Banco Português de Negócios, S.A.
Banco Santander Totta, S.A.
Banif – Banco Internacional do Funchal, S.A.
Barclays Bank PLC
Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo, CRL
Caixa Económica Montepio Geral
Caixa Geral de Depósitos, S.A.
No que respeita às Linhas de Crédito PME Investe, além dos mencionados anteriormente, acrescem os seguintes bancos, protocolados apenas nesse âmbito:
Banco de Investimento Global, S.A.
Banco Efisa, S.A.
Banco Finibanco, S.A.
Banco Investe, S.A.
Deutsche Bank (Portugal), S.A.
Caixa de Aforros de Vigo, Ourense e Pontevedra
Caixa Leasing e Factoring - Instituição Financeira de Crédito, S.A.
Várias Caixas Agrícolas e a Caixa Central do Crédito Agrícola Mútuo
Além das PME Investe e dos protocolos específicos com os bancos para as linhas de crédito com garantia mútua às empresas, mantiveram-se em 2010 os vários acordos com a Madeira e os Açores, destinados a estender às PME daquelas regiões autónomas, um conjunto de operações idênticas às que beneficiam as empresas do continente.
Em Outubro de 2008 foi celebrado um protocolo com o IDE e as principais Instituições Financeiras para estender o apoio às PME da Região Autónoma da Madeira, de forma análoga às linhas PME Investe do continente. Esta linha que ascendeu a € 40 milhões e teve continuidade em 2009 e em 2010.
Em Junho de 2009, foi celebrado um protocolo com a Região Autónoma dos Açores e os principais Bancos para criar a Linha de Crédito Açores Empresas, que ascende a € 20 milhões, de forma análoga às linhas PME Investe do continente, que também teve continuidade em 2010.
Mantiveram-se as Agências do Porto, Aveiro, Braga e Viseu em funcionamento, conseguindo o efeito de proximidade pretendido.
Pela conjugação de todos estes factores, verificou-se um crescimento muito significativo da carteira de garantias da sociedade, acompanhada por um aumento médio da taxa de cobertura do Fundo de Contragarantia Mútuo.
Actividade
A Norgarante, em termos de valores acumulados desde o início da actividade, chegou ao final de 2010 com 43 182 garantias contratadas, num montante total de € 2 483,7 milhões. Estas garantias permitiram o apoio a mais de 26 800 PME, com um volume de emprego de cerca de 420 mil trabalhadores e que fizeram investimentos de € 4 700 milhões. A grandeza destes números mostra a importância que a Norgarante conseguiu ter na economia nacional, e em especial na sua zona geográfica de influência.
Empresas Apoiadas (valores acumulados)
0 5 000 10 000 15 000 20 000 25 000 30 000
2008 2009 2010
Investimento e Emprego Apoiados (valores acumulados)
0 500 1 000 1 500 2 000 2 500 3 000 3 500 4 000 4 500 5 000
2008 2009 2010
Milhões
0 50 000 100 000 150 000 200 000 250 000 300 000 350 000 400 000 450 000
Investimento Emprego
Em 2010, a Norgarante analisou 23 067 operações no montante de € 1 649 milhões, registando uma redução de 21% em número e um aumento de 6,6% em montante face ao ano anterior. Foram aprovadas 19 936 operações, no montante de € 1 095 milhões, registando uma redução de 37,7% em número e 30% em montante, face ao período homólogo.
Em 2010 foram emitidas 16 427 garantias, no montante global de € 789 milhões, registando uma redução de 26% em número e em montante, face ao ano anterior.
Evolução Operações/Garantias (Montante)
0 200 400 600 800 1 000 1 200 1 400 1 600 1 800
2008 2009 2010
€ Milhões
Solicitadas Aprovadas Concretizadas Vivas em Carteira Evolução Operações/Garantias (N.º)
0 5 000 10 000 15 000 20 000 25 000 30 000 35 000
2008 2009 2010
Solicitadas Aprovadas Concretizadas
A carteira viva da Norgarante ascendeu no final do ano a € 1 682 milhões, registando um crescimento de 31,73% face ao ano anterior. Esta carteira contempla 39 905 garantias prestadas, em nome de 26 031 empresas.
Evolução da Carteira
0 200 400 600 800 1 000 1 200 1 400 1 600 1 800
2008 2009 2010
€ Milhões
0 5 000 10 000 15 000 20 000 25 000 30 000 35 000 40 000 45 000
Carteira Viva Novas Reduções Nº
Carteira Viva
0 200 400 600 800 1 000 1 200 1 400 1 600 1 800
2008 2009 2010
€ Milhões
Carteira Viva Risco Líquido
A contragarantia média do Fundo de Contragarantia Mútuo registou um aumento, passando de 78,57% em 2009, para 81,89% em 2010, fruto do aumento do peso dos financiamentos de médio e longo prazo que beneficiam de uma contragarantia superior, nomeadamente os associados às Linhas de Crédito PME Investe.
Para além do contacto directo com as empresas, este ano manteve-se uma forte utilização pelas instituições de crédito das linhas de crédito protocoladas, que se traduziu num ligeiro aumento face ao ano anterior, sendo que 99,8% das propostas da banca foram ao abrigo dos protocolos celebrados com as sociedades de garantia mútua. Estas operações representaram 97,7% do volume total de garantias emitidas.
Por isso, e no seguimento do verificado em anos anteriores, a grande maioria das garantias emitidas em 2010, são relativas a financiamentos bancários, mantendo-se o aumento do peso deste tipo de operações, sobretudo as operações de médio e longo prazo.
Garantias Emitidas por Tipo de Operação (% do n.º de garantias emitidas no ano)
0%
20%
40%
60%
80%
100%
2008 2009 2010
Financiam ento MLP Financiam ento CP Leasing Fornecedores Incentivo Públicos Estado
Factoring Clientes Outros
Garantias Emitidas por Tipo de Operação (% do montante de garantias emitidas no ano)
0%
20%
40%
60%
80%
100%
2008 2009 2010
Financiam ento MLP Financiam ento CP Leasing Fornecedores Incentivo Públicos Estado
Factoring Clientes Outros
Naturalmente, as instituições de crédito foram, em 2010, as principais beneficiárias das garantias prestadas pela Norgarante, em que a Caixa Geral de Depósitos, o Millennium BCP, o Banco Espírito Santo, o Banco Santander Totta e o Banco BPI, foram os bancos que representaram uma maior relevância.
Garantias Emitidas por tipo de beneficiário (Montante)
Estado 0,2%
Outros 1,8%
BBPI 13%
BES
15% MBCP
17%
CGD 19%
Banca 98%
Outros 12%
BST Barclays 14%
8%
Garantias Emitidas por tipo de Beneficiário (Montante)
0 200 400 600 800 1 000 1 200
2008 2009 2010
€ Milhões
Banca Estado Outros
Equipa e Meios
As instalações da sede da Norgarante situam-se na Avenida da Boavista, Edifício Passeio da Boavista, no Porto.
A Agência de Braga está localizada no Edifício Santa Bárbara, próximo do Jardim de Santa Bárbara e do Campo da Vinha, em Braga.
A Agência de Aveiro está situada na Av. Dr. Lourenço Peixinho, no Edifício Ana Vieira, em Aveiro.
A Agência de Viseu está instalada no Rossio, num edifício da Rua Conselheiro Afonso de Melo.
Em 2010, as agências foram responsáveis pelo seguinte desempenho em termos de montante garantido relativo: Porto - 25%, Braga - 19%, Aveiro - 17% e Viseu - 7%. A Sede é responsável por 32% do montante garantido, na qual se incluem as operações a Micro e Pequenas Empresas das Linhas de Crédito PME Investe, bem como as operações provenientes de outras sociedades de garantia mútua, vulgo “operações sindicadas”.
Em 2010, procedeu-se à ampliação das instalações da Sede e da Agência do Porto, com a aquisição de duas fracções contíguas às actuais, cujas obras ficaram concluídas no 1º semestre de 2010 e bem assim da mudança de instalações da Agência de Braga, no primeiro trimestre do ano findo.
Garantias Emitidas por Agência (N.º)
Braga 7%
Aveiro 6%
Sede 74%
Porto 9%
Viseu 4%
Garantias Emitidas por Agência (Montante)
Viseu 7%
Aveiro 17%
Sede 32%
Porto 25%
Braga 19%
A actividade desenvolvida ao longo do ano implicou um reforço da equipa da sociedade e um investimento adicional em meios informáticos e no desenvolvimento das ferramentas de controlo e
tarefas consideradas mais sazonais.
Também em 2009, e após uma reflexão estratégica levada a cabo nos primeiros meses do ano, a sociedade viu alterado o seu organigrama, passando a dispor da seguinte estrutura interna:
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
COMISSÃO EXECUTIVA
DIRECÇÃO COMERCIAL [DC]
DIRECÇÃO DE RISCO [DR]
DIRECÇÃO DE OPERAÇÕES [DO]
COMPLIANCE MONITOR
Agências Departamento de
Análise de Risco [DAR]
Departamento de Acompanhamento e
Recuperação de Crédito [DRC]
Departamento Jurídico [DJ]
Departamento de Execução de Operações [DEO]
Departamento de Marketing e Organização [DMO]
Apoio Comercial
AUDITORIA INTERNA Focal Point
RISK MONITOR
SECRETARIADO
Além de se terem reforçado as áreas de acompanhamento e gestão do risco, foi definida uma área de operações, e um departamento de organização interna e marketing, um auditor interno que articulará com a Direcção de Auditoria Interna para todo o “grupo garantia mútua”, cuja direcção central se encontra na SPGM. Já no final do ano, foi aprovado o modelo de funcionamento das áreas de Compliance e Gestão de Riscos, ambas a funcionar em articulação com a respectiva Direcção central, que se encontra na SPGM e coordenará estas actividades para todo o “grupo garantia mútua”, à semelhança do que já faz a auditoria interna.
Assim, e a nível organizacional, o Sistema Nacional de Garantia Mútua chega ao final do ano com três novas unidades orgânicas, decorrentes das imposições do Banco Central e respectivos normativos, que assegurarão funções nas áreas do chamado Sistema de Controlo Interno: a Auditoria Interna, o Compliance e a Gestão de Riscos, que, centradas na SPGM, servirão todo o universo da Garantia Mútua.
Política de Remunerações e prémios
Os membros do Conselho de Administração e da Comissão Executiva auferem apenas uma senha de presença por cada reunião em que estejam efectivamente presentes, não existindo remunerações fixas permanentes atribuídas. Historicamente não se verificou, nem verifica, a atribuição de quaisquer prémios de performance, nem de outro qualquer tipo, aos membros do Conselho de Administração e da Comissão Executiva.
Os colaboradores da sociedade auferem o respectivo salário, podendo ser elegíveis para a atribuição de um prémio semestral de performance, nos termos de um modelo de avaliação definido, que contempla variáveis quantitativas e qualitativas. Por regra, só os colaboradores com mais de um ano de casa são elegíveis para prémios, e estes poderão atingir até um total anual de 2 meses de salário, sendo superiores apenas em casos absolutamente excepcionais e analisados caso a caso entre as chefias respectivas e a Administração Executiva diária.
Análise económica e financeira
No exercício de 2010, a Norgarante obteve um resultado antes de impostos de cerca de 5,4 milhões de euros que corresponde a um aumento significativo face ao exercício anterior e representa 16,9%
do valor total de proveitos apurados.
Os Impostos Correntes estimados ascendem a 4,4 milhões de euros tendo-se agravado, face a 2009, em 122,5%, sendo parcialmente compensado pelo reconhecimento de Impostos Diferidos, que, em 2010, ascenderam a 2,6 milhões de euros.
Este procedimento é feito na sequência da adaptação da contabilidade da Norgarante, desde o exercício de 2006, à Norma Internacional de Contabilidade (doravante designada por NIC) n.º 12, do International Accounting Standards Committee – IASB, processo que originou o reconhecimento de impostos diferidos em capitais próprios, e, posteriormente, em proveitos, quando referentes ao próprio exercício fiscal. No ano de 2010, as reversões entretanto ocorridas foram contabilizadas em encargos por impostos diferidos e os impostos diferidos resultantes das novas diferenças temporárias, decorrentes do desfasamento entre a base tributável de um activo ou passivo e o seu valor contabilizado, foram reconhecidas em rendimentos por impostos diferidos.
Assim, a Sociedade obteve um lucro líquido de 3,6 milhões de euros, que comparado com um resultado líquido negativo de 2,1 milhões de euros obtido em 2009, representa um crescimento de 5,7 milhões de euros.
À semelhança do que se verificou nos dois últimos anos, em 2010 a Sociedade apresentou um acentuado crescimento do seu nível de actividade obtendo resultados significativos, em termos absolutos e quando comparados com 2009. Assim, a margem financeira no montante de 1,6 milhões de euros, reflecte um aumento de 64,1%, e o produto bancário no valor de 21,3 milhões de euros, um aumento de 83,4%.
RESULTADO
€uros % (1) €uros % (1) €uros t.c.a. (%)
Total de Proveitos 32 112 015,56 100,0 16 560 850,14 100,0 15 551 165,42 93,9
Total de Custos 26 683 416,93 83,1 19 382 939,23 117,0 7 300 477,70 37,7
Resultado Antes de Impostos (1) 5 428 598,63 16,9 -2 822 089,09 -17,0 8 250 687,72 292,4
Impostos correntes -4 352 060,09 -13,6 -1 956 133,30 -11,8 -2 395 926,79 122,5
Impostos diferidos 2 555 986,00 8,0 2 690 716,79 16,2 - 134 730,79 -5,0
Resultado do Exercício 3 632 524,54 11,3 -2 087 505,60 -12,6 5 720 030,14 274,0
Variação
Ano 2010 Ano 2009
Os Proveitos totalizaram, no exercício de 2010, o valor de 32,1 milhões de euros, reflectindo um aumento de 93,9% quando comparado com o exercício anterior, com as componentes com impacto financeiro - nomeadamente os Rendimentos relativos a Serviços e Comissões de garantia e os Juros das Aplicações Financeiras efectuadas –, a representarem cerca de 70,1%, evidenciando a consolidação da carteira da Sociedade bem como o reforço das aplicações financeiras resultante do aumento do seu capital social.
Aquele crescimento resulta, essencialmente, do aumento dos Rendimentos de Serviços e Comissões (10 milhões de euros), das Reposições do Exercício (4,1 milhões de euros), das Reposições Associadas a Créditos a Clientes (870,6 milhões de euros) e dos Juros e Rendimentos Similares (632,5 milhões de euros).
PROVEITOS
€uros % (1) €uros % (1) €uros t.c.a. (%)
Juros e Rendimentos Similares 1 616 661,52 5,0 984 132,21 5,9 632 529,31 64,3 Rendimentos de Serviços e Comissões 20 902 323,01 65,1 10 922 653,26 66,0 9 979 669,75 91,4 Outros Rendimentos de Exploração 144 641,96 0,5 137 020,80 0,8 7 621,16 5,6 Reposições do Exercício 6 944 368,62 21,6 2 883 604,84 17,4 4 060 763,78 140,8 Reposições Associadas ao Crédito a Clientes 2 504 020,45 7,8 1 633 439,03 9,9 870 581,42 53,3
TOTAL 32 112 015,56 100,0 16 560 850,14 100,0 15 551 165,42 93,9 Nota: t.c.a. - taxa de crescimento anual; (1) % do total de proveitos.
Ano 2009
Ano 2010 Variação
O acréscimo das Reposições Associadas ao Crédito a Clientes é explicado pela recuperação de valores de crédito totalmente provisionados a 31 de Dezembro de 2009, sendo ainda justificado pelas reposições de montantes não aceites fiscalmente para cobertura das garantias executadas em 2008 e 2009. Estes valores encontram-se, de acordo com a grelha temporal de provisionamento prevista no Aviso n.º 3/95 do Banco de Portugal, em condições de serem efectivamente aceites em termos fiscais no exercício de 2010. De forma a incluir esta realidade nas contas da Sociedade, reduzindo deste modo o tratamento fora de balanço da componente fiscal, é efectuado um movimento sem impacto líquido em resultados, que consiste na constituição de provisões aceites fiscalmente por contrapartida de reposições não aceites.
A variação na rubrica de Reposições do Exercício é justificada pelo aumento global das provisões económicas e anti-ciclo. Os factores económicos que motivaram a constituição destas provisões em
O acréscimo de 5,6% relativamente ao exercício anterior verificado na rubrica de Outros Rendimentos de Exploração está, igualmente, relacionado com outros proveitos operacionais - onde se incluem, por exemplo, as comissões de serviço (comissão de renovação, montagem, emissão, alterações contratuais) e os reembolsos de despesas.
GARANTIAS
€uros % €uros % €uros % €uros t.c.a. (%)
PEDIP II 1 132 780 0,3 1 030 052 0,1 321 006 0,0 -709 046 -68,8
PEDIP II FEI 50%
POE 50% 76 605 976 20,8 70 568 759 5,5 64 538 247 3,8 -6 030 512 -8,5
POE 75% 1 583 425 0,4 1 837 772 0,1 3 051 653 0,2 1 213 881 66,1
POE FEI 75% 82 075 0,0 10 740 0,0 -10 740 -100,0
IFT FEI 50%
INTERNACIONALIZAÇÃO 375 000 0,1 375 000 0,0 312 500 0,0 -62 500 -16,7
POE FEI II 75% 50 154 283 13,6 28 550 457 2,2 14 809 046 0,9 -13 741 412 -48,1
START-UP/EARLY (GAR TEC) 134 784 0,0
LVT 75% 1 738 557 0,5 2 320 929 0,2 2 397 103 0,1 76 174 3,3
LVT 85% PRASD 2 661 660 0,7 3 143 270 0,2 2 404 792 0,1 -738 478 -23,5
FINICIA - EIXO II 1 404 764 0,4 1 543 840 0,1 1 042 298 0,1 -501 541 -32,5
FINICIA - EIXO III 412 326 0,1 889 247 0,1 665 793 0,0 -223 454 -25,1
FINICIA - EARLY STAGE START UP 402 823 0,1 503 611 0,0 362 378 0,0 -141 233 -28,0
POE/PRIME 75% 67 949 623 18,4 77 165 675 6,0 67 190 784 4,0 -9 974 892 -12,9
ENSINO SUPERIOR 583 333 0,2 850 000 0,1 850 000 0,1
QREN - PMEInveste I 133 963 433 36,3 165 045 910 12,9 124 254 553 7,4 -40 791 357 -24,7
QREN - PMEInveste II 29 812 493 8,1 169 650 210 13,3 150 756 870 9,0 -18 893 340 -11,1
QREN - PMEInveste III - Exportadores 121 034 549 9,5 118 075 403 7,0 -2 959 146 -2,4
QREN - PMEInveste III - Automóvel 11 167 500 0,9 14 051 123 0,8 2 883 623 25,8
QREN - PMEInveste III - Turismo 9 843 158 0,8 19 737 645 1,2 9 894 487 100,5
QREN - PMEInveste III - Micro Pequenas Empresas 223 430 477 17,5 137 009 812 8,1 -86 420 665 -38,7
QREN - PMEInveste II - 90% 1 009 375 0,1 2 403 597 0,1 1 394 222 138,1
QREN - PMEInveste III - Exportadores - 90% 11 565 294 0,9 10 073 283 0,6 -1 492 012 -12,9
QREN - PMEInveste III - Turismo - 90% 10 228 090 0,8 19 101 996 1,1 8 873 905 86,8
QREN - PMEInveste III - Automóvel - 90% 7 472 500 0,6 6 636 740 0,4 -835 760 -11,2
Seguros de Crédito 3 666 667 0,3 3 654 866 0,2 -11 801 -0,3
QREN - Sector Cortiça 8 302 356 0,7 11 699 756 0,7 3 397 400 40,9
QREN - PMEInveste IV - Exportadores 129 920 879 10,2 205 685 074 12,2 75 764 195 58,3
QREN - PMEInveste IV - Micro Pequenas Empresas 178 092 254 13,9 197 356 829 11,7 19 264 576 10,8
QREN - PMEInveste IV - Exportadores (GE) - 90% 37 789 717 3,0 57 536 076 3,4 19 746 359 52,3
QREN - PMEInveste V - MPE 66 335 321 3,9 66 335 321
QREN - PMEInveste V - Geral 79 935 675 4,8 79 935 675
QREN - PMEInveste V - Geral Nova 37 231 974 2,2 37 231 974
QREN - PMEInveste VI - MPE 66 364 184 3,9 66 364 184
QREN - PMEInveste VI - Geral 151 796 261 9,0 151 796 261
QREN - PMEInveste VI - Export 27 787 755 1,7 27 787 755
QREN - PMEInveste VI - Export Nov 8 302 344 0,5 8 302 344
FINICIA - EIXO II - Reafectação 166 150 0,0 842 151 0,1 676 001 406,9
FINICIA - EARLY STAGE START UP - Reafectação 36 875 0,0 71 000 0,0 34 125 92,5
FINICIA - EIXO III - Reafectação 865 903 0,1 865 903
IEFP - Financiamentos 6 921 773 0,4 6 921 773
RAM - PMEMadeira 17 825 0,0 17 825
TOTAL 368 997 336 100,0 1 277 211 314 100,0 1 682 451 391 100,0 405 240 077 31,7
Nota: t.c.a. - taxa de crescimento anual
Ano 2010
Ano 2008 Ano 2009 Variação
A carteira de garantias vivas apresenta uma taxa de crescimento de 31,7% face a 2009 e continua a ser o resultado do crescimento significativo da actividade comercial da Norgarante, em grande medida por força das Linhas de Crédito PME Investe.
Já no que diz respeito aos custos suportados em 2010, o seu valor total sofreu um aumento de cerca de 7,3 milhões de euros em relação aos custos incorridos em 2009. Esta variação foi fortemente influenciada pelos encargos com serviços e comissões, respeitantes à comissão de contragarantia, e pelo já referido agravamento do valor das Provisões do Exercício (na ordem dos 3,3 milhões de euros) e do crescimento de 51,2% das Correcções Associadas ao Crédito a Clientes. Estas duas rubricas, em conjunto, são responsáveis em grande parte pelo aumento dos custos acima mencionado (6,1 milhões de euros).
CUSTOS
€uros % (1) €uros % (1) €uros t.c.a. (%)
Juros e Encargos Similares 19 083,59 0,1 10 754,60 0,1 8 328,99 77,4 Encargos com Serviços e Comissões 1 193 751,04 3,7 339 836,70 2,1 853 914,34 251,3 Gastos Gerais Administrativos 862 755,31 2,7 969 127,94 5,9 - 106 372,63 -11,0 Gastos com Pessoal 1 302 727,20 4,1 989 961,11 6,0 312 766,09 31,6 Amortizações do Exercício 158 169,76 0,5 105 945,13 0,6 52 224,63 49,3 Outros Encargos de Exploração (2) 122 877,57 0,4 66 204,45 0,4 56 673,12 85,6 Imparidade de Outros Activos 10 510,89 0,0 12 151,08 0,1 - 1 640,19 -13,5 Provisões do Exercício 14 649 659,45 45,6 11 358 466,16 68,6 3 291 193,29 29,0 Correcções Associadas ao Crédito a Clientes 8 363 882,12 26,0 5 530 492,06 33,4 2 833 390,06 51,2
Total de Custos antes de Impostos 26 683 416,93 83,1 19 382 939,23 117,0 7 300 477,70 37,7 Notas: t.c.a. - taxa de crescimento anual; (1) % do total de proveitos; (2) inclui impostos (não sobre os lucros).
Ano 2009
Ano 2010 Variação
Conforme já referido anteriormente, a Norgarante definiu como orientação estratégica a obtenção de um nível de provisionamento económico e anti-ciclo sobre a carteira líquida de contragarantia do Fundo de Contragarantia Mútuo de 6%, o que conduziu a um reforço de cerca de 14,6 milhões de euros.
Simultaneamente o aumento da actividade operacional teve impacto no reforço de Provisões para Riscos Gerais de Crédito.
Em resultado da actual conjuntura económica, o nível de crédito malparado no sistema financeiro tem vindo a subir de forma particularmente acentuada desde meados de 2008. Em consequência, a rubrica de Correcções Associadas ao Crédito onde são registadas as provisões para cobertura de garantias sinistradas e pagas, bem como as notas de débito e facturas não pagas pelos clientes, registou uma variação relevante explicada, em grande parte, pela maior dimensão da carteira da Sociedade, pela actual conjuntura económica e seu reflexo no tecido empresarial, concretizando-se
contragarantia devida ao Fundo de Contragarantia Mútuo.
Na rubrica Imparidade de Outros Activos foi reconhecido o montante de 10,5 mil euros decorrente da diferença apurada do valor dos imóveis (entregues para reembolso de crédito), à data da avaliação, e o valor da dívida existente.
O impulso que a actividade sofreu tornou inevitável o reforço da estrutura base da Sociedade, sendo este facto relevado nas variações positivas ocorridas nas rubricas relativas aos Custos com os Recursos Humanos, com uma variação positiva de cerca de 312,8 mil euros.
O valor do Activo líquido da Norgarante, em Dezembro de 2010, é de cerca de 91,4 milhões de euros, superior em cerca de 28,8 milhões de euros face a 2009. Este acréscimo evidencia-se no aumento da liquidez da empresa (cerca de 13,3 milhões de euros) o qual resulta do aumento de capital social de 50 milhões de euros para 65 milhões de euros - a primeira tranche foi realizada em Setembro de 2010 no montante de 7,5 milhões de euros - e do aumento das comissões de garantia; é ainda explicada pelo crescimento da rubrica de Outros Activos (aproximadamente 12,8 milhões de euros e maioritariamente referentes a valores de comissões de garantia facturadas e ainda não recebidas do FINOVA no quadro das linhas PME Investe) e pelo reconhecimento de activos por Impostos Diferidos (aumento de cerca de 2,6 milhões euros).
A evolução da actividade da Norgarante tem vindo a ser acompanhada por sucessivos aumentos de capital social, tendo em 2010 sido concretizado um aumento de capital de 50 para 65 milhões de euros, com a realização da primeira tranche correspondente a metade daquele valor, e ficando a segunda tranche de ser realizada formalmente até 19 de Setembro de 2011, ainda que se espera venha a ser chamada pelo Conselho de Administração até ao final do primeiro semestre de 2011.
Com um valor de Capitais Próprios de aproximadamente 63,6 milhões de euros, a Norgarante apresenta uma autonomia financeira de 69,60%.
É de assinalar também que, das responsabilidades extrapatrimoniais decorrentes da emissão de garantias em nome e a pedido das micro e pequenas e médias empresas suas accionistas beneficiárias, que ascendiam, em 31 de Dezembro de 2010, a 1 682,5 milhões de euros, encontram- se directamente contragarantidos pelo Fundo de Contragarantia Mútuo 1 377,7 milhões de euros, pelo que as responsabilidades líquidas da Norgarante ascendem a 304,7 milhões de euros.
A Norgarante apresenta, a 31 de Dezembro de 2010, um rácio de solvabilidade de 9,13%, rácio este que traduz a relação entre os fundos próprios e o total dos activos e elementos extrapatrimoniais
Sociedade para fazer face às responsabilidades assumidas.
Refira-se, finalmente, que a Sociedade não é devedora de quaisquer importâncias ao Estado ou à Segurança Social, encontrando-se regularizada a sua situação perante estas duas Entidades.
Perspectivas futuras
Em parceria com as demais entidades ligadas ao Sistema Nacional de Garantia Mútua, as entidades públicas, com especial destaque para o IAPMEI e Turismo de Portugal, I.P., os Gabinetes de Gestão dos diferentes programas comunitários e dos Ministérios interessados, a banca accionista e as associações empresariais, a NORGARANTE pretende continuar a contribuir de forma significativa para facilitar o acesso ao financiamento pelas Micro e Pequenas e Médias Empresas, através da prestação das garantias necessárias, seja para a realização de investimentos, seja para a sua actividade corrente.
Tal torna-se particularmente importante na difícil conjuntura que enfrentamos, de forte instabilidade nos mercados financeiros, com quebra de confiança dos consumidores e da procura externa e interna, e elevada taxa de desemprego e dívida pública.
Espera-se que, em 2011, as linhas de crédito PME Investe mantenham um impacto significativo na actividade da Norgarante, ao mesmo que permitirão o apoio a um número muito significativo de empresas, quer ao nível da obtenção de financiamento para planos de investimento, quer ao nível da obtenção de financiamento para fundo de maneio.
No ano que agora começa, a sociedade pretende retomar alguma presença nas acções destinadas ao aumento da notoriedade do produto Garantia Mútua, o que tem vindo a acontecer e irá, certamente, ser potenciado com algumas novas acções de marketing e comunicação da Garantia Mútua ao longo de 2011. Tais acções ficarão, como em anos anteriores, naturalmente dependentes do volume de intervenção nas Linhas de Crédito PME Investe que possa advir para a sociedade.
Para ambos os objectivos poderá vir, também, a contribuir a estratégia de abertura de agências, iniciada com a abertura no Porto, continuada com a agência de Braga, seguida da abertura da agência de Aveiro e prosseguida com a abertura da agência de Viseu.
Depois da ampliação das instalações da Sede e da Agência do Porto, com a aquisição de duas fracções contíguas às actuais, cujas obras ficaram concluídas no 1º semestre de 2010 e bem assim da mudança de instalações da Agência de Braga, no primeiro trimestre do ano findo, admite-se no Plano de Actividades para 2011 a abertura de um novo ponto de contacto directo com o mercado, assim a evolução da actividade e a conjuntura o justifiquem.
As parcerias com bancos, que têm vindo a ser dinamizadas e ampliadas, e que estimamos assim continuem em 2011, ao nível da assinatura de protocolos que viabilizem a celebração de linhas de
crescimento da actividade no ano agora iniciado, mesmo para além das PME Investe, mantendo-se o contacto regular com o mercado alvo.
Ao mesmo tempo, a parceria estratégica da Garantia Mútua com as iniciativas em curso de entidades públicas ligadas à dinamização empresarial, como é o caso do Programa INOFIN do IAPMEI, os Protocolos estabelecidos com Seguradoras de Crédito, os desenvolvimentos previstos no âmbito do QREN, e as Linhas de Crédito PME Investe, permitirão alavancar os resultados perspectivados para a actividade, não só para as PME, mas também na área do empreendedorismo e das operações de montante muito reduzido, destinadas a empresas e empresários que muito dificilmente acedem de modo simples ao crédito bancário.
O ano de 2011 verificará, certamente, também o evoluir do sistema para novos formatos de garantia e o potenciar dos já recentemente iniciados, em particular ao nível das garantias para os estudantes do ensino superior, bem como da Linha de Crédito para Apoio ao Empreendedorismo e à Criação do Próprio Emprego, celebrado com o Instituto do Emprego e Formação Profissional.
Naturalmente, a actividade da sociedade para 2011 será ainda afectada pela conjuntura que se verificou nos últimos tempos, levando a critérios de prudência acrescidos na análise das operações, bem como a um acompanhamento muito próximo da actual carteira de garantias.
Importa salientar que a economia da área de influência da Norgarante é a que apresenta um maior nível de insolvência de empresas, e que se encontra claramente mais deprimida, face à média nacional, o que condicionará, pelo menos em parte, a evolução da sociedade.
A evolução da actividade tem vindo a ser acompanhada por aumentos de capital da sociedade.
Depois de um primeiro aumento, de € 3 760 000,00, para € 6 000 000,00, em Julho de 2005, foi realizado um novo aumento de capital, para € 12 000 000,00, em Agosto de 2006. Em Novembro de 2008 verificou-se um novo aumento de capital para € 20 000 000,00. Em 2009, verificou-se um novo aumento do capital social da Sociedade para € 50 000 000,00. Em 2010 ocorreu um novo aumento de capital para € 65 000 000,00, realizado até € 57 500 000,00 em Setembro, esperando-se a realização do remanescente até ao final do primeiro semestre de 2011.
Finalmente, a melhoria contínua dos serviços da sociedade aos seus mutualistas leva-nos a colocar a hipótese de avançar, ainda em 2011, se possível, ou logo que a conjuntura e o nível de actividade o
Agradecimentos
Gostaríamos de expressar o nosso especial agradecimento aos nossos Accionistas privados e públicos e, muito especialmente, aos Mutualistas, individuais e associações empresariais, que continuarão a encontrar na Norgarante o maior empenho em manter o espírito de parceria criado.
Expressamos, também, aos restantes Órgãos Sociais o nosso agradecimento pela disponibilidade sempre presente nas respectivas áreas de actuação.
À Lisgarante, à Garval e à Agrogarante reconhecemos a colaboração e o empenho na procura das melhores práticas, o esforço conjunto de aumento da visibilidade da garantia mútua e a colaboração em diversas operações.
À SPGM expressamos o reconhecimento pelo empenho e disponibilidade no apoio prestado nas diferentes áreas à Sociedade e ao desenvolvimento do Sistema de Garantia Mútua português.
Ao Ministério da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento, ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, ao Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, ao Ministério da Agricultura, ao IAPMEI, ao Turismo de Portugal, I.P., ao IFAP, ao IEFP, ao Gabinete do Gestor do PRIME e do COMPETE, ao Gabinete do Gestor do AGRO, ao IDERAM e Governo Regional da Madeira e ao Governo da Região Autónoma dos Açores, bem como aos Bancos e demais parceiros institucionais, nomeadamente ao FINOVA e a sua sociedade gestora PME Investimentos, ao Fundo Europeu de Investimentos e à Comissão Europeia, agradecemos as parcerias estabelecidas no desenvolvimento de novos produtos com aplicação da Garantia Mútua em favor das PME.
Aos colaboradores da Sociedade agradecemos em particular o elevado profissionalismo no desempenho das funções exercidas, num ano particularmente exigente, e expressamos o desejo de que continuem a desenvolver um bom trabalho em prol do tecido empresarial português e do país.
Proposta de aplicação de resultados
De acordo com a lei e os Estatutos da Sociedade, o Conselho de Administração propõe que a Assembleia-geral aprove a seguinte aplicação do resultado positivo apurado no exercício de 2010, no valor de € 3 632 524,54:
i. Para reserva legal € 363 252,45
ii. Para fundo técnico provisão € 542 859,86
iii. Para resultados transitados € 2 726 412,23
Porto, 27 de Janeiro de 2011.
OCONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
José Fernando Ramos de Figueiredo - Presidente António Manuel Rodrigues Marques
Nuno Miguel de Brito e Silva Gonçalves Artur José Cordeiro Rodrigues
Carlos Gustavo Vieira Farrajota Cavaco Carlos Manuel Portela Enes Epifânio José Alberto da Silva Moura
José Manuel Simões Soares de Oliveira
Maria Isabel Soares Alvarenga de Andrade Correia de Lacerda Rogério Manuel dos Santos Hilário
III. Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2010 Balanço em 31 de Dezembro de 2010
Ano 2010 Ano 2009
ACTIVO
Caixa e disponibilidade em bancos centrais 2 800,00 2 800,00 2 800,00
Disponibilidades em outras instituições de crédito 1 849 166,42 1 849 166,42 511 948,67
Activos financeiros detidos para negociação 18 480,00
Outros activos financeiros ao justo valor através de resultados
Activos financeiros disponíveis para venda 18 480,00 18 480,00
Aplicações em instituições de crédito 60 266 662,84 60 266 662,84 48 321 228,96
Crédito a clientes 14 725 960,69 14 531 933,14 194 027,55 107 884,42
Investimentos detidos até à maturidade Activos com acordo de recompra Derivados de cobertura
Activos não correntes detidos para venda 704 739,13 65 739,13 639 000,00 680 720,17
Propriedades de investimento
Outros activos tangíveis 2 186 260,75 441 866,06 1 744 394,69 1 548 382,53
Activos intangíveis 77 450,81 70 221,22 7 229,59 14 132,44
Investimentos em filiais, associadas e empreendimentos conjuntos Activos por impostos correntes
Activos por impostos diferidos 7 311 134,56 7 311 134,56 4 755 148,56
Outros activos 19 375 829,39 19 375 829,39 6 603 129,58
Total de Activo 106 518 484,59 15 109 759,55 91 408 725,04 62 563 855,33
Valores antes de provisões, imparidade e amortizações
(1)
Provisões, imparidade e amortizações
(2)
Valor líquido
(3) = (1) - (2) Valor líquido
Ano 2010 Ano 2009
Passivos Eventuais 1 687 641 602,20 1 281 938 403,98
- Garantias e Avales 1 682 451 390,68 1 277 211 313,90
- Outros 5 190 211,52 4 727 090,08
Compromissos 24 519 348,00 24 237 748,00