ANALISE ECONOMICA E FINANCEIRA DAS EMPRESAS KLABIN SA E VOTORANTIM CELULOSE E PAPEL SA NOS ANOS DE 2001, 2002 E 2003
Monografia apresentada como requisito
a
obten~ao do grau de Especialista em Gestio de Neg6cios, do Departamento de Contabilidade, do Setor de Ciencias Sociais Aplicadas da Universidade Federal do Parana.
Orientador: Prof. Moises Prates Silveira
CURITIBA 2005
II
Agradec;o a Deus por capacitar- me a realizar este trabalho. A todos que direta e indiretamente contribuirao para a realizac;ao deste.
Meu especial agradecimento ao orientador, prof. Moises, pelos seus ensinamentos que possibilitou aprimorar conhecimentos sabre o tema.
GNOATTO, Jocelei de Fatima. Analise Economica e Financeira das Empresas Klabin e Votorantim Celulose e Papel SA nos anos de 2001, 2002 e 2003.A presente monografia desenvolve uma analise sobre o uso da informa<;ao contabil para fins gerenciais, discutindo potencialidades informativas das demonstra<;oes financeiras estabelecidas atraves a CVM - Comissao de Valores lmobiliarios, que dispoes sobre as sociedades anonimas de capital aberto. Aborda os aspectos de evidencia<;ao contidos nas notas explicativas as demonstrayaes financeiras e no relat6rio anual da administrayao. Para realizar esta analise e necessaria utilizar dados de empresas pertencentes ao mesmo ramo de atividade. Neste trabalho serao utilizados as informa<;oes financeiras da Votorantim Celulose e Papel SA e da Klabin SA. A op<;ao por essas empresas e justificada pela similaridade da atividade, ou seja, atuam em mesmo setor e industrializam produtos similares, tambem a disponibilidade de informa<;oes financeiras foi urn fator crucial na escolha das empresas. 0 trabalho faz uma revisao conceitual a respeito da informa<;ao, contemplando o ambiente competitivo da industria brasileira e expoe visoes a respeito do papel e da importancia da contabilidade enquanto sistema de coleta, tratamento e suprimento de dados e informa<;oes. Tambem sugere que devem ser mais exploradas pela contabilidade as possibilidades de fornecimento de informa<;ao final ao tomador de decisoes. A ilustra<;ao das informa<;oes contabeis para fins gerenciais das empresas Klabin SA e Votorantim Celulose e Papel SA e mostrada atraves de graficos, tabelas e quadros que permitem a melhor visualiza<;ao e compreensao dos resultados.
Conclui-se que a informa<;ao contabil e urn elemento importante para a tomada de decisao principalmente em empresas que necessitam de altos investimentos de imobilizado que e o caso das empresas estudadas.
Palavras-chave: analise; economica; financeira; contabil; informa<;ao.
m
LIST A DE QUADROS ... V LIST A DE GRAFICOS ···VI
1 INTRODU<;AO ... 7
1.2 FUNDAMENTA<;AO TEORICA ... 7
1.2.1 Analise Vertical (A V) ... 7
1.2.2 Analise Horizontal (AH) ... 8
1.2.3 Analise Atraves de Indices ... 9
1.2.3 .1 Estrutura de Capitais ... 1 0 1.2.3.1.1 Participa~ao do Capital de Terceiros ... 10
1.2.3.1.2 Composi~ao das Exigibilidades ... 10
1.2.3 .1.3 Imobiliza~ao de Recursos Pr6prios ... 11
1.2.3 .2 Analise Financeira- Liquidez ... 11
1.2.3.2.1 Liquidez Geral ... 12
1.2.3.1.2 Liquidez Seca ... 12
1.2.3.2.3 Liquidez Corrente ... 13
1.2.3 .2.4 Liquidez Imediata ... 14
1.2.3 .3 Analise Economica - Rentabilidade ... 14
1.2.3 .3 .1 Produtividade ... 14
1.2.3.1.2 Margem Liquida ... 15
1.2.3.3.3 Rentabilidade do Ativo ... 15
1.2.3.3.4 Rentabilidade do Patrimonio Liquido ... 16
1.2.4 Analise do Capital de Giro ... 16
1.2.4.1 Capital de Giro (CCL) ... 16
1.2.4.2 Necessidade de Capital de Giro (NCG) ... 17
1.2.4.3 Saldo de Tesouraria (ST) ... 18
1.2.4.4 Efeito Tesoura ... 18
1.2.4.5 Tipos de Estrutura de Balan~os ... ; ... 19
1.2.5 Analise dos Ciclos- Economico e Financeiro ... 22
2 ANALISE DOS DADOS COLETADOS ... 24
2.1 INTRODU<;AO ... 24
2.1.1 Analise Horizontal e Vertical da empresa Klabin SA ... 26
2.1.2 Analise Vertical e Horizontal da empresa Votorantim Celulose e Papel S A ... 29
2.2 ANALISE ATRA vES DE INDICES ... 32
2.2.1 Analise Financeira das empresa Votorantim Celulose e Papel SA e Klabin S A .. 33
2.2.1.1 Liquidez Imediata ... 34
2.2.1.2 Liquidez Seca ... 34
2.2.1.3 Liquidez Corrente ... 35
2.2.1.4 Liquidez Geral ... 36
2.2.2 Analise Estrutural das empresa Votorantim Celulose e Papel SA e Klabim SA .. 36
2.2.3 Analise Economica das empresa Votorantim Celulose e Papel SA e Klabin SA .. 38
2.3 INDICE DE ATIVIDADE- CICLOMETRIA ... .40
2.4 ANALISE DINAMICA ... 43
3 CONCLUSAO ... 48
REFERENCIAS ... 49
ANEXOS ... 50
IV
QUADRO 1 - LIQUIDEZ SECA X LIQUIDEZ CORRENTE ... 13 QUADRO 2- BALAN<;O PATRIMONIAL CORRIGIDO KLABIN SA (em milhares de
reais) ... 26
QUADRO 3- DEMONSTRA<;AO DO RESULTADO DO EXERCiCIO CORRIGIDO
KLABIN SA (em milhares de reais) ... 27
QUADRO 4- BALAN<;O PATRIMONIAL CORRIGIDO VOTORANTIM CELULOSE E
P APEL SA (em milhares de reais) ... 29
QUADRO 5-DEMONSTRA<;AO DO RESULTADO DO EXERCiCIO CORRIGIDO
VOTORANTIM CELULOSE E PAPEL SA (em milhares de reais) ... .30 QUADRO 6-RESULTADOS DOS iNDICES DE AV ALIA<;AO FINANCEIRA,
ESTRUTURAL E ECONOMICA NOS EXERCICIOS DE 2001, 2002 E 2003 NAS EMPRESAS KLABIN SA E VOTORANTIM CELULOSE E P APEL SA ... 32
QUADRO 7-LIQUIDEZ SECA X LIQUIDEZ CORRENTE VOTORANTIM CELULOSE
E PAPEL SA ... 35 QUADRO 8-LIQUIDEZ SECA X LIQUIDEZ CORRENTE KLABIN SA ... 36
QUADRO 9-RESULTADOS DOS iNDICES DE ATIVIDADE DOS EXERCICIOS DE
2001, 2002 E 2003 NAS EMPRESAS KLABIN SA E VOTORANTIM CELULOSE E PAPELSA ... 40 QUADRO 10- MENSURA<;AO DOS RECURSOS EXIGIDOS PELOS CICLOS DA
PRODU<;AO, OPERACIONAL E FINANCEIRO (EM DIAS)- Votorantin SA ... .40 QUADRO 11 - MENSURA<;AO DOS RECURSOS EXIGIDOS PELOS CICLOS DA
PRODU<;AO, OPERACIONAL E FINANCEIRO (EM DIAS)- Klabin SA ... .42
v
VOTORANTIM CELULOSE E P APEL SA ... .33
GRAFICO 2- ANALISE FINANCEIRA DOS EXERCICIOS DE 2001, 2002 E 2003 NA KLABINL SA ... 33
GRAFICO 3- ANALISE ESTRUTURAL DOS EXERCICIOS DE 2001, 2002 E 2003 NA VOTORANTIM SA ... 36
GRAFICO 4- ANALISE ESTRUTURAL DOS EXERCICIOS DE 2001, 2002 E 2003 NA KLABINL SA ... 37
GRAFICO 5- ANALISE ECONOMICA DOS EXERCICIOS DE 2001, 2002 E 2003 NA VOTORANTIM SA ... 38
GRAFICO 6- ANALISE ECONOMICA DOS EXERCICIOS DE 2001, 2002 E 2003 NA KLABINL SA ... 38
GRAFICO 7-iNDICE DE ATIVIDADE DOS EXERCICIOS DE 2001, 2002 E 2003 NA VOTORANTIM SA ... 40
GRAFICO 8- iNDICE DE ATIVIDADE DOS EXERCICIOS DE 2001, 2002 E 2003 NA KLABINL SA ... 41
GRAFICO 9-ANALISE DINAMICA VOTORANTIM CELULOSE E P APEL SA 2001 43 GRAFICO 10- ANALISE DINAMICA VOTORANTIM CELULOSE E P APEL S A 2002 ... 43
GRAFICO 11 -ANALISE DINAMICA VOTORANTIM CELULOSE E PAPEL SA 2003 ... 44
GRAFICO 12- ANALISE DINAMICA KLABIN SA 2001 ... 44
GRAFICO 13 -ANALISE DINAMICA KLABIN S A 2002 ... .45
GRAFICO 14- ANALISE DINAMICA KLABIN S A 2003 ... .45
GRAFICO 15-VARIA VEL CCL, lOGE ST- VOTORANTIM SA ... 46
GRAFICO 16-VARIA VEL CCL, lOGE ST- KLABIN SA ... .46
VI
1 INTRODUCAO
Este trabalho tern como objetivo o estudo das Demonstrayc5es Financeiras das empresas Klabin S A e Votorantin Celulose S A nos anos de 2001, 2002 e 2003 com o prop6sito de avaliar e comparar a situa9ao economica e financeira entre as empresas, atraves dos dados coletados na CVM - Comissao de Valores Mobiliarios.
A realizayao deste trabalho e motivada basicamente por duas razoes. A primeira diz respeito ao interesse em conhecer o mercado de papel e celulose, suas aplicaycSes e seu retorno.
A segunda razao, parte do pressuposto de que neg6cios, em geral, exigem recursos financeiros para viabilizar o ciclo operacional e a continua9ao das atividades, logo, torna-se necessaria a utilizayao de Indices ou indicadores que demonstrem as necessidades de recursos e a composi9ao que permite a empresa trabalhar com equilfbrio financeiro. As demonstra9oes financeiras fornecem uma serie de dados sobre a empresa, de acordo com regras contabeis. A analise de balan9os transforma esses dados em informaycSes e quanto melhor forem esses dados mais eficientes serao as informa9cSes.
Para o desenvolvimento deste trabalho, inicialmente, foi realizada uma revisao bibliografica dos Indices pertinentes a esta pesquisa. buscando livros, dissertaycSes, revistas e sites com assuntos relacionados. Posteriormente, apresentam-se as analises dos Indices e indicadores obtidos atraves das informa9oes contidas no Balanyo Patrimonial e ORE das empresas citadas.
1.2 FUNDAMENTACAO TEORICA
1.2.1 Analise Vertical (AV)
Segundo Matarazzo (1995, p.249), Analise Vertical baseia-se em valores percentuais das demonstra9oes financeiras. Para isso se calcula o percentual de cada conta em rela9ao a urn valor-base.Por exemplo, na Analise Vertical do balanyo calcula-se o percentual de cada conta em relayao ao total do ativo.
0 objetivo da Analise Vertical (Matarazzo, Dante C., 1995, p. 255) e mostrar a importancia de cada conta em relayao
a
demonstrayao financeira a que pertencee, atraves da comparac;Bo com padroes do ramo ou com percentuais da propria empresa em anos anteriores, permitir inferir se ha itens fora das propor96es normais.
A Analise Vertical atinge seu ponto maximo de utilidade quando aplicada
a
Demonstrayaes de Resultado. Toda a atividade da empresa gira em torno das vendas. Sao elas que devem determinar o que a empresa pode consumir em cada item de despesa. Por isso, na Analise Vertical da Demonstrac;Bo de Resultado, as vendas sao igualadas a 1 00, e todos os demais itens de despesa da Demonstrayao do Resultado pode ser controlado em fun9ao do seu percentual em rela9ao a vendas (Matarazzo, 1995, p.257). Segundo o autor esse controle e extremamente importante quando se lembra que o percentual de Iuera liquido em relac;Bo a vendas costuma ser muito pequeno.
1.2.2 Analise Horizontal (AH)
A evoluc;Bo de cada conta mostra os caminhos trilhados pela empresa e as posslveis tendencias (Matarazzo, 1995, p.251 ). Baseia-se na evolu9ao de cada conta de uma serie de demonstrayaes financeiras em relac;Bo
a
demonstra9ao anterior e/ou em relac;Bo a uma demonstrac;Bo financeira basica, geralmente a mais antiga da serie.Segundo Matarazzo (1995, p.256) seu objetivo e mostrar a evolu9ao de cada conta das demonstra96es financeiras e, pela comparac;Bo entre si, permitir tirar conclusoes sabre a evoluc;Bo da empresa.
A Analise Horizontal do balan9o mostra a quais itens do ativo a empresa vern dando enfase na alocayao de seus recursos e, comparativamente, de quais recursos adicionais se vern valendo. Por exemplo, a Analise Horizontal pode mostrar que a empresa investe prioritariamente em bens do Ativo Permanents, enquanto o principal incremento de recursos se verifica no Passivo Circulante; dai se conclui que a empresa tomou financiamentos de curta prazo para investir no Ativo Permanents (Matarazzo, 1995, p.256) segundo o autor e interessante na Analise Horizontal do balanyo observar comparativamente os seguintes itens.
• Evolu9ao dos totais do Ativo Permanents e Circulante e de cada urn dos seus principais componentes;
• Evolu9ao do Patrimonio Liquido comparativamente ao Exigivel Total;
• Evoluc;ao do Patrimonio Liquido mais Exigfvel a Longo Prazo comparativamente ao crescimento do Ativo Permanents;
• Evoluc;ao do Ativo Circulante em comparac;ao com o crescimento do Passive Circulante;
• Verificac;ao de quanta cada balanc;o da serie contribui para a variac;ao final obtida entre o primeiro e o ultimo balanc;o.
Assaf Neto (1998, p.1 05) chama atengao quanta a Analise Horizontal com base negativa. 0 autor diz que e importante tamar certas precauc;oes nas situac;oes em que a base de comparagao incluir urn valor negative. Nesses casas, o resultado calculado nao reflete corretamente a evolugao dos valores considerados, podendo levar a conclusoes opostas ao que ocorreu efetivamente. Essas inversoes podem ser solucionadas alterando-se o sinal do valor base e, consequentemente, de todos os numeros calculados.
1.2.3 Analise Atraves de Indices
Segundo Matarazzo (1995, p. 153,154) indice e a relagao entre contas ou grupo de contas das Demonstrac;oes Financeiras, que visa evidenciar determinado aspecto da situagao economica ou financeira de uma empresa. Os indices constituem a tecnica de analise mais empregada e a caracteristica fundamental e fornecer visao ampla da situagao economica ou financeira da empresa. Os indices servem de medida dos diversos aspectos economicos e financeiros das empresas e permitem construir urn quadro de avaliac;aes da empresa.
FIGURA 1 -PRINCIPAlS ASPECTOS REVELADOS PELOS iNDICES FINANCEIROS
~ ESTRUTURA
Situac;ao Financeira
---. LIQUIDEZ
Situacao Economica --.-.~ RENTABILIDADE
Fonte: Matarazzo, 1995, p. 156.
1.2.3.1 Estrutura de Capitais
1.2.3.1.1 Participa~o do Capital de Terceiros
Este fndice indica quanto a empresa tomou de capital de terceiros para cada R$ de capital proprio. 0 fndice de participayao de capitais de terceiros relaciona, portanto as duas grandes fontes de recursos da empresa, ou seja, Capitais Proprios e Capitais de Terceiros.
E.
urn indicador de risco ou de dependencia a terceiro por parte da empresa. Tambem pode ser chamado de Grau de Endividamento.Do ponto de vista estritamente financeiro, quanto maior a rela9ao Capital de Terceiros/Patrimonio Liquido menos a liberdade de decisoes financeira da empresa ou maior o grau de dependencia a esses terceiros. Do ponto de vista de obten~o de lucro, pode ser vantajoso para a empresa trabalhar com capitais de terceiros, se a remunera9ao paga a esses capitais de terceiros for menor do que o lucro conseguido com a sua aplica~o nos negocios (MATARAZZO, 1995 p. 160).
Relayao capital de terceiros I capital proprio = Capital de terceiros Patrim6nio Liquido
Em principio, urn resultado superior a 1(um) denota excessive grau de dependencia financeira da empresa em relayao aos recursos de terceiros.
1.2.3.1.2 Composi~o das Exigibilidades
Apos conhecer o grau de participayao de Capital de Terceiros, e preciso saber qual a composi~o dessas dfvidas, se elas sao de curto prazo ou de Iongo prazo.
Este fndice indica qual o percentual de obrigayaes a curto prazo a empresa possui em rela9ao as obriga9oes totais.
Podemos calcular este fndice atraves da seguinte formula:
Composigao das Exigibilidades = Passivo Circulante Capitais de T erceiros
Quanto menos for este fndice, melhor para a empresa, pois sabemos o quao diffcil e geral recursos a curto prazo.
1.2.3.1.3 lmobilizagao de Recursos Pr6prios
Este fndice inca quantos R$ a empresa aplicou no Ativo Permanente para cada R$ de Patrimonio Liquido. Segundo Matarazzo (1995, p.164) as aplicagoes dos recursos do Patrimonio Liquido sao mutuamente exclusivas do Ativo Permanente e do Ativo Circulante. Quanto mais a empresa investir no Ativo Permanente, menos recursos pr6prios sobrarao para o Ativo Circulante e, em consequencia, maior sera a dependencia a Capitais de Terceiros para o financiamento do Ativo Circulante. 0 autor diz que o ideal e a empresa dispor de Patrimonio Liquido suficiente para cobrir o Ativo permanente e ainda sobrar uma parcela suficiente para financiar o Ativo Circulante.
Usamos a seguinte formula para calculo desse lndice:
lmobilizagao de Recursos Pr6prios = Ativo Permanents Patrimonio Liquido
1.2.3.2 Analise Financeira- Liquidez
Os indicadores de liquidez evidenciam a situagao financeira de uma empresa frete a seus diversos compromissos financeiros (Assaf Neto, 1998, p.173).
Sao Indices que, a partir do confronto dos Ativos Circulante com as dividas,
procuram medir o quanto
a
situac;ao financeira da empresa e s61ida (MATARAZZO, 1995, p. 169).A utilizac;ao dos indices financeiros a seguir proporciona
a
administragao dos recursos financeiros, parametres de curto prazo sobre o volume de ativos e passives, a dependencia e composic;ao dos recursos de curto prazo, os ativos de disponibilidade e a capacidade de pagamento.1.2.3.2.1 Liquidez Geral
0 indice de liquidez geral revela a liquidez, tanto no curto prazo como no Iongo prazo (Assaf Neto, 1998, p.174). Indica o quanto a empresa dispoe de recursos no Ativo Circulante + Realizavel a Longo Prazo para cada R$ 1.00 de divida.
Para obter esse fndice, utiliza-se a seguinte formula:
Liquidez Geral = Ativo Circulante + Realizavel a Longo Prazo Passive Circulante + Exigfvel a Longo Prazo
A liquidez geral e utilizada tambem como uma medida de seguranc;a financeira da empresa a Iongo prazo, revelando sua capacidade de honrar todos os seus compromissos (Assaf Neto, 1998, p.17 4).
1.2.3.1.2 Liquidez Seca
Este fndice revela a porcentagem das dividas a curto prazo em condic;oes de serem liquidadas imediatamente (ASSAF NETO, 1998, p.173). Este fndice "e urn teste de forc;a" aplicado a empresa ( MATARAZZO C DANTE, 1995p. 179); visa medir o grau da sua situagao financeira.
Este fndice e obtido atraves da seguinte formula:
Liquidez Seca = Ativo Circulante - Estogue Passive Circulante
Segundo Matarazzo este fndice conjugado com o Indica de Liquidez Corrente e urn reforc;o
a
conclusao as finanyas da empresa.0 quadro a seguir ilustra essas ideias.
QUADRO 1 - LIQUIDEZ SECA X LIQUIDEZ CORRENTE
Liquidez Liquidez Corrente
Nivel Alta Baixa
Situayao financeira em principia
Situayao insatisfat6ria, mas atenuada
Alta financeira pela Liquidez Seca. Em certos
boa casos pode ate ser considerada
Liquidez razoavel
Sec a Situayao financeira em principia satisfat6ria. A baixa liquidez
Seca nao indica
Baixa necessariamente Situayao
comprometimento da situayao financeira financeira. Em certos casos pode insatisfat6ria.
ser sintoma de excessivos estoques "encalhados".
Fonte: MATARAZZO (1998, p.179) 1.2.3.2.3 Liquidez Corrente
0 fndice de liquidez corrente indica a capacidade da empresa em honrar suas obrigac;oes de curta prazo. Se o quociente for igual ou maior que 1 (urn) demonstra que o montante do ativo circulante e suficiente frente as obrigac;oes do passivo circulante. Se o quociente for manor que 1 , indica que os recursos de curta prazo sao insuficientes para quitar as obrigayaes do mesmo perfodo, desta forma, a empresa necessita tamar recursos de Iongo prazo, seja atraves de emprestimos ou integralizac;ao de capital. Outra alternativa e a conversao de ativos permanentes em ativos correntes. Para obter o fndice utiliza a seguinte formula:
Liquidez Corrente = Ativo Circulante Passivo Circulante
Segundo Assaf Neto (1998, p. 174) Quanto maior a liquidez corrente, mais alta se apresenta a capacidade da empresa em financiar suas necessidades de capital de giro.
1.2.3.2.4 Liquidez lmediata
0 Indica de Liquidez lmediata demonstra a capacidade da empresa em liquidar imediatamente suas dividas de curto prazo. Este Indica e obtido atraves da expressao apresentada em (ASSAF NETO 1998, p.273).
Liquidez lmediata _= _ _ ...:D:..i:.:::S.~:.PO~n'-!.:i~ve~l"---....:.
Passivo Circulante
Segundo Assat Neto (1998, p.273) esse quociente normalmente e baixo pelo pouco interesse das empresas em manter recursos monetarios em caixa, ativos operacionalmente de baixa rentabilidade.
1.2.3.3 Analise Economica - Rentabilidade
Os indices deste grupo mostram qual a rentabilidade dos capitais investidos, isto e, quanto rendeu OS investimentos e, portanto, qual 0 grau de exito economico da empresa (MATARAZZO, 1995p.181).
1.2.3.3.1 Produtividade
Este indica mostra quanto a empresa vendeu para cada R$ de investimento total. Segundo Matarazzo (1995 p. 182) nao se pode dizer se uma empresa esta vendendo pouco ou muito olhando apenas para o valor absoluto de suas vendas.
Uma empresa que vende R$ 10000 por mes tern suas vendas elevadas se o seu Ativo e de R$ 5000. Porem serao baixas se o Ativo for de R$ 200000
Obtemos este indica atraves da seguinte formula:
Produtividade = Vendas Liquidas Ativo Media
1.2.3.1.2 Margem Liquida
Indica a lucratividade da empresa, ou seja, quanta a empresa obtem de Iuera para cada R$ 1 00 vendidos.
Margem Liquida
=
Luera Liquido Vendas Liquidas1.2.3.3.3 Rentabilidade do Ativo
Este indica mostra quanta a empresa obteve de Luera Liquido em relagao ao Ativo. Atraves desse indica pode-se medir a capacidade da empresa de gerar Luera Liquido, seja atraves do aumento das vendas ou melhorando sua margem de Iuera.
Matarazo ( 1998, p. 184/185)/ndica quanto a empresa obtem de /ucro para cada R$ 1,00 de investimento total. Quanto maior melhor. Este indice mostra quanto a empresa obteve de lucro liquido em relac;ao ao ativo.
E
uma medida do potencial de gerac;ao de /ucro da parte da empresa... uma medida de capacidade da empresa em gerar lucro /iquido e assim poder capitalizar-se.E
uma medida do desempenho comparativo da empresa ano a a no.Para obter este indica usa-se a seguinte formula:
Rentabilidade do Ativo
=
Luera Liquido X Vendas Vendas Ativo Total=
Luera Liquido Ativo TotalPara que a Rentabilidade do Ativo seja maior, mantendo a mesma propor9ao de investimentos em ativos,
e
necessaria que a empresa aumente o giro dos ativos, fazendo conversao de ativos ociosos ou de giro Iento. Outra altemativa pode ser a redu9ao dos custos quando da aquisi9ao dos produtos ou corte nas despesas operacionais e financeiras.1.2.3.3.4 Rentabilidade do Patrim6nio Liquido
Segundo Matarazzo (1995,p.186) somente a verifica98o do Lucro Liquido de uma empresa, nao esclarece a sua situac;ao economica da empresa. 0 indica de Rentabilidade do Patrimonio Liquido tern como fun98o, mostrar qual a taxa de rendimento do Capital Proprio. Assim pode-se comparar esse indica com outros indices do mercado e avaliar se a empresa oferece rentabilidade inferior ou superior.
Usa-se a seguinte formula:
Rentabilidade do Patrimonio Liquido _= _ _ _ ...;L::.:u:.:cr:::..o=-=L::..:iga.::u:::.:id::.:o::;.._ _ _:.
Patrimonio Liquido Medio
1.2.4 Analise do Capital de Giro 1.2.4.1 Capital de Giro (CCL)
Segundo Assaf Neto (1998, p. 194) o Capital de Giro e fundamental para a avaliayao do equilibria financeiro de uma empresa. Pela analise de seus elementos patrimoniais sao identificados os prazos operacionais, o volume de recursos a Iongo prazo que se encontra financiando o giro e a necessidade de investimento operacional. 0 autor afirma que o comportamento do capital de giro "e extrema mente dinamico", exigindo mode los eficientes e rapidos de avaliayao da situayao financeira da empresa.
De acordo com Fleuriet (2003, p.12), o Capital de Giro (CCL) representa urn conceito economico financeiro, e nao legal, formando uma fonte de recursos permanentes, necessaria para financiar a necessidade de Capital de Giro da empresa, quando o CCL for positive, maior sera a liquidez da empresa e menores as possibilidades de apresentar situagao de desequilibro financeiro; no entanto, quando negative, indica uma aplicagao de fundos de curta prazo para o financiamento de parte do seu ativo permanents, o que aumenta o risco de insolvemcia da empresa, mas que nem sempre significa dificuldades financeiras para empresa.
1.2.4.2 Necessidade de Capital de Giro (NCG)
A Necessidade de Capital de Giro,
e
composta por itens que mantem relac;ao direta com as atividades operacionais, ou seja, ligadas as contas ciclicas do ativo e passive, conforms cementa Fleuriet (2003, p.1 0) "As contas ciclicas do ativo e passive que constituem Necessidade de Capital de Giro sao contas ligadas as operac;oes da empresa."Assim pode-se obter a NCG, pela seguinte equagao: NCG = ACC - PCC.
Pela propria metodologia de calculo, observa-se que a NCG pode ser positiva ou negativa, quando positiva, significa que as aplicac;Oes no ACC sao superiores as fontes de recursos do PCC, o que gera necessidade de recursos, para as quais a empresa deve obter outras fontes de recursos, que podem ser pr6prias (mediante aumento de capital, reinvestimento dos Iueras gerados nas operac;oes. Conforms destacado por Fleuriet (2003, p. 7) " Quando, no ciclo financeiro, as saidas de caixa ocorrem antes das entradas de caixa, a operagao da empresa cria uma necessidade de aplicagao permanents de fundos, que se evidencia no balanc;o por uma diferenc;a positiva entre o valor das contas ciclicas do ativo e das contas ciclicas do passive.
Denomina-se Necessidade de Capital de Giro (NCG) esta aplicac;ao permanents de fundos."
Quando a NCG for negativa, significa que o ativo operacional
e
menor que o passive operacional, evidenciando que nao ha necessidade de recursos para o giro dos neg6cios. Segundo Fleuriet (2003,p.10, no caso em que a NCG apresenta-se negativa "no ciclo financeiro" as saidas de caixa ocorrem depois das entradas de caixa. 0 passive ciclico toma-se maior que o ativo ciclico, constituindo-se em fontede fundo para a empresa. Todavia, esta situayao nao ocorre na pratica com grande frequencia."
1.2.4.3 Saldo de Tesouraria (ST)
A variavel saldo de tesouraria pode ser obtida pela diferen9a entre o Ativo Circulante Financeiro eo Passive Circulante Oneroso ( ST = ACF- PCO) ou pela diferen9a entre o Capital de Giro e Necessidade de Capital de Giro ( ST
=
CCL -NCG).
Pode-se concluir que, o ST sao recursos de curta prazo que poderao sobrar ou faltar no caixa da empresa, com vistas a fazer frete aos seus compromissos, funcionando como urn eficiente indicador da saude financeira da empresa, ou seja, se apresenta liquidez satisfat6ria ou insatisfat6ria.
Quando o ST apresenta-se positive, indica uma sabra de recursos de curta prazo, ou seja, o capital de giro e suficiente para cobrir as necessidades de capital de giro, e ainda mantem urn nivel de caixa ou ate mesmo aplica96es no mercado financeiro, garantindo a liquidez da empresa. Segundo Fleuriet (2003, p. 14) urn Saldo de Tesouraria positive e elevado nao significa necessariamente uma condi9ao favoravel para as empresas, talvez pode significar que a empresa nao esteja aproveitando as oportunidades de investimentos propiciadas par sua estrutura financeira.
0 ST apresenta-se negative, quando a empresa possui fontes de recursos de curta prazo, financiando as atividades operacionais da empresa, ou seja, indica que o Capital de Giro e insuficiente para cobrir a necessidade de capital de giro, o que pode levar a empresa a uma situayao de insolvencia.
1.2.4.4 Efeito Tesoura
Segundo Assaf Neto (1998, p.202) quando uma empresa apresenta par varies exercicios seguidos urn crescimento do NCG superior ao do CCL, diz-se que ela convive como denominado "efeito tesoura", identificado par urn crescenta saldo disponfvel negative.
Fleuriet (2003, p.37) diz que diante de perspectivas de insolvencia,
e
importante fazer urn acompanhamento do Saldo de Tesouraria, pais saldos negatives sucessivos e crescentes podem revelar posslveis dificuldades financeiras para empresa, portanto, a administragao financeira tern obrigagao de acompanhar a evolugao do Saldo em Tesouraria.
Para Assaf Neto (1998, p. 202) o Efeito Tesoura pode ocorrer par varias razoes, ou seja:
• Crescimento elevado do nlvel de atividade empresarial (overtrade);
• Desvio de recursos do giro para imobilizac;oes;
• lnflagao etc.
Segundo Fleuriet (2003,p.42) para evitar o efeito tesoura o autofinanciamento da empresa deve ser o suficiente para financiar, pelo menos, os aumentos de sua necessidade de capital de giro.
1.2.4.5 Tipos de Estrutura de Balanc;os
Para melhor compreensao da situac;ao financeira das empresas com base no modelo de avaliac;ao, Analise de Capital de Giro; alguns autores como Braga (1991) apresentam 6 tipos de estrutura de balanc;o posslveis para as empresas. Sao estes os tipos:
Tipo I
PCO ACF
PCC ACC
ANC PNC
Fonte: Braga (1991)
Restric;Oes: ST>O NCG<O CCL>O Condigao:
ST>CCL>NCG
Segundo Braga ( 1991 ) as empresas que apresentam este tipo de estrutura, possuem situagao financeira de excelente liquidez, indicando que
ha
recurso permanente aplicado no ativo circulante cfclico e consequentemente folga financeira para fazer frente aos compromissos de curto prazo.Tipo II
PCO ACF
PCC ACC
ANC PNC
Fonte: Braga (1991)
Restric;Oes: ST>O NCG<O CCL>O
Condigao: ST <CCL>NCG
Empresas com este tipo de estrutura apresentam-se com uma situaqao financeira s6/ida, pois dispoe de saldo de tesouraria positive para suas necessidades de Capital de Giro. Braga (1991, p.11) diz que "Neste tipo de balanqo, os recursos permanentes aplicados no Capital de Giro (CCL) suprem a insuficifmcia do PCC, e ainda permitem a manutenqao de um sa/do positivo de tesouraria. 0 sa/do positivo de tesouraria indica uma situaqao financeira s6/ida enquanto for mantido deterrninado nivel de operaqdes."
Tipo Ill
PCO ACF
PCC ACC
ANC PNC
Fonte: Braga (1991)
Restric;Oes: ST <0 NCG>O CCL>O
Condigao: ST <CCL <NCG
Este tipo de balango indica situagao financeira insatisfat6ria, ou seja, ha uma insuficiencia de recursos operacionais para a manutengao das atividades. Braga (1995, p.56) complementa, que fontes de recursos a curta prazo vern sendo empregadas.
T IPO IV
PCO ACF
ACC
PCC
ANC PNC
Fonte: Braga(1991)
Restric;Oes: ST <0 NCG>O CCL<O
Condigao: ST<CCL<NCG
Este tipo de situagao financeira
e
considerado pessimo, pais o Capital de Giro liquido,e
negativo, demonstra que a empresa utiliza-se de recursos de curta prazo para financiar ativos nao circulantes, revelando acentuado desequilfbrio entre as fontes de recursos obtidas e suas aplicac;Oes.E
urn tipo de estrutura patrimonial muito comum em companhias estatais (BRAGA, MARQUES, 1995, p.56)TipoV
PCO ACF
ACC
PCC
ANC PNC
Fonte: Braga (1991)
Restric;Oes: ST <0 NCG<O CCL<O
Condigao: ST>CCL <NCG
Neste tipo de estrutura, constata-se uma situa9ao financeira muito ruim, ja que fontes de recursos de curto prazo, financiam as opera96es da empresa e parte de seu permanents. Porem para Braga ( 1991) este tipo de balan9o, nao e tao grave quanto o tipo IV, ja que os passivos clclicos, financiam a aplicayaes no ativo clclico, amenizando o efeito sobre o saldo de tesouraria.
TipoVI
PCO ACF
ACC
PCC
ANC PNC
Fonte: Braga (1991)
Restriyaes: ST>O NCG<O CCL<O Condiyao: ST>CCL>NCG
Situayao financeira considerada de alto risco, pois o CCL e NCG sao negativos, gerando urn saldo positivo de tesouraria, neste caso os passivos clclicos financiam os ativos clclicos. Para Braga(1995) esse tipo de balan9o pode sinalizar para o fato de que a empresa nao esta desempenhando suas opera96es de maneira adequada.
1.2.5 Analise dos Ciclos- Economico e Financeiro
Atraves das tecnicas da Analise de Balanyo, torna-se posslvel mensurar os indicadores da ciclometria da empresa, os quais permitem determinar o volume medio de capital aplicado e de origens que se renovam em determinado perlodo.
Segundo Fleuriet (2003, p.6) "0 ciclo economico caracteriza-se pelo prazo decorrido entre as entradas de materias-primas e as saidas de produtos acabados, enquanto que
o
ciclo financeiro caracteriza-se pelo prazo decorrido entre as saidasde caixa (pagamento de fornecedores) e as entradas de caixa (recebimento de clientes),"
Assim tem-se que, o ciclo operacional compreende o perfodo em que a empresa mantE~m recursos investidos na produyao de urn produto ou estocagem de mercadorias e prazo de recebimento de duplicatas a receber, o qual representa urn indicador do volume de investimentos necessaries para financiar os clientes. 0 ciclo operacional em industrias tendem a ser mais longos, influenciados pelos ciclos de estocagem de materia-prima, produtos em elaborayao e produtos acabados, ja em empresas comerciais sao menores, influenciados apenas pelo prazo de renovac;ao de estoques e recebimento das vendas.Fieuriet (2003, p.6) diz que os ciclos financeiros e economico relacionam-se atraves da seguinte expressao: ciclo financeiro = ciclo economico + prazo media de recebimento das contas a receber-
prazo media de pagamento a fornecedores.
2 ANALISE DOS DADOS COLETADOS
2.1 INTRODUCAO
Klabin SA
0 ana de 2001 foi marcado pelo born desempenho operacional em uma conjuntura economica adversa. A implementayao das diretrizes tra9Bdas no plano estrategico da Companhia refletiu-se na melhoria de desempenho, na reduyao de custos e na competitividade nos mercados globalizados.
Ao Iongo dos ultimos anos, a Klabin retomou o caminho da lucratividade operacional direcionando investimentos em urn conjunto de neg6cios nos quais ocupa posigao de lideran98 de mercado.
0 ana de 2002 marcou urn periodo especialmente desafiador para a Klabin.
No ambito operacional, muitos foram os avangos decorrentes da reestruturagao implementada no final de 2001 e dos ganhos de qualidade, reduyao de custos e produtividade obtidos ao Iongo do ana.
Essa melhoria no desempenho operacional, entretanto, foi afetada pelo cenario desfavoravel que marcou a economia brasileira em 2002, impactada pelas incertezas do periodo pre-eleitoral e pela forte oscilayao do cambia. A combinayao da desvalorizayao da moeda nacional e o fechamento das linhas de credito a exportagao no segundo semestre do ana foi danosa para o resultado financeiro da Klabin, revertendo o resultado operacional e gerando prejuizo no periodo.
Com vistas a melhorar a sua estrutura de capital, a Administrayao da Klabin equacionou a sua divida. Urn importante passe ocorreu no final de 2002, quando a composigao do endividamento sofreu profunda alterayao, com o volume da divida em moeda estrangeira, que atingia 70% em dezembro de 2001, passando a representar 34% do endividamento total. A meta e melhorar a capitalizagao da Klabin e, para isso, a Companhia incluiu a rigorosa limitayao dos investimentos e a alienagao de ativos em sua estrategia de curta prazo, alem do continuo aumento de geragao de caixa das operagaes, associado a urn apropriado retorno sabre os investimentos.
Com a reestrutura~o, a empresa reduziu seu portfolio de neg6cios, reduziu significativamente seu nfvel de endividamento e ampliou o potencial de crescimento nos mercados de produtos em que atua.
Votorantim Celulose e Papel SA
A Votorantim foca suas atividades em celulose e papel, sendo que o ultimo neg6cio inclui a distribui~o de papeis. Em 2002 manteve posigao de lideranga praticamente em todas as suas linhas de produtos.
Apesar da depreciagao do real, do baixo crescimento da economia brasileira e do reduzido patamar de pregos internacionais da celulose, os resultados da empresa em 2002 foram superiores aos do exercfcio de 2001 , antes do efeito negative da equivalencia patrimonial. Por sua flexibilidade de produtos e mercados e pela estrategia de perseguir redu¢es de custos e aumentos de produtividade, a Votorantim conseguiu incrementar as receitas, a geragao de caixa e as margens, mesmo sem elevar os volumes de vendas. Alem disso, a companhia teve uma
administra~o financeira adequada as turbulencias de mercado, sabendo gerir a desvalorizagao da moeda, negociando operagoes de emprestimo que impulsionaram receitas financeiras, compensando praticamente todas as despesas financeiras e os dispendios ligados as operagoes de protegao cambial de passives em d61ar.
Em 2003 apresentaram urn dos cenarios mais adversos ja enfrentados pela Votorantim Celulose e Papel desde a sua funda~o em 1988. Os grandes blocos economicos e consumidores de celulose, como EUA e Europa, apresentaram baixo nfvel de crescimento. Para a economia brasileira, foi urn tfpico ano de ajuste. Ap6s o choque cambial de 2002, a alta da infla~o e a falta de financiamentos daquele ano, o pafs foi submetido a urn programa economico com altas taxas de juros. A queda de 18% no cambia ao Iongo do ano afetou negativamente as receitas de exportagoes. Apesar da conjuntura enfrentada em 2003 foi o melhor ano da historia da Votorantim, o que demonstra a capacidade da empresa de consolidar sua estrategia de crescimento sustentado.
2.1.1 Analise Horizontal e Vertical da empresa Klabin S A
QUADRO 2 - BALANCO PATRIMONIAL CORRIGIDO KLABIN SA (em milhares de reais)
Descricao da Conta 2.001 AV AH 2.002 AV AH 2.003 AV AH
Ativo Circulante 1.015.808 17 100 1.280.696 22 126 1.506.637 36 118
Disponibilidades 50.690 1 100 64.157 1 127 625.311 15 975
Cn§ditos 554.136 9 100 856.283 15 155 430.901 10 50
Estoques 268.665 4 100 259.064 5 96 234.506 6 91
Outros 142.317 2 100 101.193 2 71 215.919 5 213
Ativo Realizavel a Lonqo Prazo 419.640 7 100 1.244.447 22 297 596.579 14 48 Creditos com Pessoas Ligadas 56.262 1 100 753.513 13 1339 136.549 3 18
Outros 363.379 6 100 490.934 9 135 460.030 11 94
Ativo Perrnanente 4.609.048 76 100 3.211.132 56 70 2.029.178 49 63
lnvestimentos 756.641 13 100 948.879 17 125 202.597 5 21
lmobilizado 3.437.014 57 100 2.031.864 35 59 1.728.299 42 85
Diferido 415.392 7 100 230.389 4 55 98.282 2 43
Descricao da Conta 2.001 AV% AH 2.002 AV% AH 2.003 AV% AH
Passivo Total 6.044.496 100 100 5.736.275 100 95 4.132.394 100 69
Passivo Circulante 2.032.385 34 100 2.502.008 44 123 1.122.807 27 55 Emprestimos e Financiamentos 1.380.130 23 100 1.165.785 20 84 615.154 15 45
Debentures 2.723 0 100 544.333 9 19990 0 0 0
Fornecedores 158.337 3 100 206.044 4 130 105.408 3 67
Impastos, Taxas e Contribuicoes 51.226 1 100 29.181 1 57 83.523 2 163
Dividendos a Pagar 40.948 1 100 0 0 0 200.238 5 489
Dividas com Pessoas Ligadas 47.924 1 100 157.885 3 329 0 0 0
Outros 103.039 2 100 126.833 2 123 94.815 2 92
Cambiais e duplicatas descontadas 248.056 4 100 271.947 5 110 23.669 1 10 Passivo Exigivel a Longo Prazo 2.218.145 37 100 2.006A82 35 90 1.191.886 29 54 Emprestimos e Financiamentos 1.772.392 29 100 1.105.890 19 62 816.779 20 46
Debentures 157.378 3 100 636.008 11 404 0 0 0
Dividas com Pessoas Ligadas 6.089 0 100 7.063 0 116 93.301 2 1532
Outros 282.286 5 100 257.522 4 91 281.806 7 100
Res. de Exercicios Futuros 35.959 1 100 5.876 0 16 0 0 0
Arrend. empresa control. conjunto 35.959 1 100 5.876 0 16 0 0 0
Patrimonio Liquido 1.758.007 29 100 1.221.908 21 70 1.817.701 44 103 Capital Social Realizado 1.091.953 18 100 902.138 16 83 800.000 19 73
Reservas de Capital 280.400 5 100 218.354 4 78 193.845 5 69
Reservas de Reavaliacao 131.456 2 100 105.775 2 80 91.647 2 70
Reservas de Lucro 254.198 4 100 -4.358 0 -2 732.209 18 288
Legal 34.896 1 100 0 0 0 50.044 1 143
Estatutaria 223.646 4 100 0 0 0 686.030 17 307
Outras Reservas de Lucro -4.343 0 100 -4.358 0 100 -3.865 0 89
Ac;:oes em tesouraria -4.836 0 100 -4.358 0 90 -3.865 0 80
Outras 493 0 100 0 0 0 0 0 0
Lucros/Preiuizos Acumulados 0 0 100 0 0 0 0 0 0
QUADRO 3- DEMONSTRACAO DO RESUL TADO DO EXERCICIO CORRIGIDO KLABIN SA (em milhares de reais)
Descrivao da Conta 2.001 AV AH 2.002 AV AH 2.003 AV AH
Receita Bruta de Vendas e/ou
Servi~;os 566.046 100 100 3.172A78 100 560 3.127.264 100 552 Deducoes da Receita Bruta -24.280 -4 100 -331.528 -10 1365 -343.241 -11 1414 Receita Liquida de Vendas e/ou
Servicos 541.767 100 100 2.840.950 100 524 2.784.023 100 514
Custo de Bens e/ou Serviyos -
Vendidos 229.781 -42 100 -1.602.115 -56 697 -1.545.219 -56 672
Resultado Bruto 311.986 58 100 1.238.834 44 397 1.238.804 44 397
-
Despesas/Receitas Operacionais 154.805 -29 100 -1.606.179 -57 1038 -1.017.065 -37 657
Com Vendas -59.211 -11 100 -324.039 -11 547 -300.773 -11 508
Gerais e Administrativas -15.933 -3 100 -166.739 -6 1047 -192.610 -7 1209
Financeiras -68.886 -13 100 -1.135.410 -40 1648 -387.686 -14 563
Receitas Financeiras 9.987 2 100 69.132 2 692 12.702 0 127
Despesas Financeiras -78.873 -15 100 -1.204.542 -42 1527 -400.388 -14 508
Outras Receitas Operacionais 588 0 100 32.787 1 5573 13.913 0 2365
Outras Despesas Operacionais -6.288 -1 100 -74.597 -3 1186 -72.879 -3 1159 Resultado da Equivalencia
Patrimonial -5.075 -1 100 61.818 2 -1218 -77.030 -3 1518
Resultado Operacional 157.181 29 100 -367.345 -13 -234 221.739 8 141 Resultado Nao Operacional 635 0 100 -11.853 0 -1867 897.366 32 141385
Receitas 2.839 1 100 4.585 0 162 1.217.522 44 42884
Despesas -2.204 0 100 -16.438 -1 746 -320.156 -11 14524
Resultado Antes
Tributac;:ao/Participac;:oes 157.816 29 100 -379.198 -13 -240 1.119.105 40 709 Provisao para IR e Contribuiyao
Social -50.518 -9 100 1.056 0 -2 -61.656 -2 122
IR Diferido 0 0 100 143.253 5 0 -56.570 -2 0
Participac;:oes!Contribuir;;oes
Estatutarias 0 0 100 0 0 0 0 0 0
Participac;:oes 0 0 100 0 0 0 0 0 0
Contribuicoes 0 0 100 0 0 0 0 0 0
Reversao dos Juros sobre Capital
Proprio 0 0 100 0 0 0 0 0 0
Lucro/Prejuizo do Exercicio 107.298 20 100 -234.890 -8 -219 1.000.879 36 933
0 ativo total da empresa teve urn decrescimo de 28% de 2001 para 2003.
Esse decrescimo deveu-se principalmente ao Ativo Permanents que teve uma queda de 37% e o Ativo Realizavel a Longo Prazo mais de 50%, porem o ARLP nao teve tanta importancia pois em 2001 ele representava apenas 7% do ativo total e em 2003 14%. Dessa forma alterou-se a estrutura do ativo, em 2001 os recursos achavam-se investidos em dois terc;:os no Ativo Permanents e o Ativo Circulante correspondia a apenas 16% do ativo total. Ja em 2003 a maior parte do ativo ainda continua concentrada no Ativo Permanents, porem com 49% e o Ativo circulante com 36% correspondendo um acrescimo do Ativo Circulante de 18% em relagao a 2001. Por outro lado, quem financiava os investimentos em 2001 era em boa parte
o Capital de T erceiros pois 33% correspondia ao Passive Circulante e 36% ao Passive Exigfvel a Longo Prazo. Ja em 2003 o Passive Circulante correspondia a 27% do Passive Total, percentual este menor que o Ativo Circulante. Outre aspecto que se destaca sao as conta Fornecedores e Estoque. Todos os anos analisados a 1 o e menor que a 2°, esse resultado e desfavoravel pois normal mente
"Fornecedores" representa uma fonte estavel de recursos e muito mais barata. A empresa substituiu-a em boa parte por Emprestimos e Financiamentos pais em 2001 essa conta representava 52% do Passive Total sendo 22% a curto prazo e em 2003 baixou para 35% do Passive Total e apenas 15% a curto prazo.
Em resume conclui-se que o primeiro ano analisado teve investimento macic;o no imobilizado em boa parte com capital de terceiros a curta prazo, nao sendo muito favoravel para a empresa. Porem como os investimentos foram em maquinas e equipamentos com o objetivo de melhorar a qualidade dos produtos e o desempenho operacional, ao Iongo dos tres anos esse quadro mudou, 2002 foi urn ana diffcil, mas 2003 apresentou melhoras, diminuindo as dividas e aumentando as disponibilidades.
lsso se confirma ao analisar as vendas. Em 2002, em virtude dos investimentos realizados em 2001, as vendas tiveram urn salto de 460%, mas mesmo assim a empresa fechou o ano com prejufzo, decorrente das oscilac;oes do mercado financeiro. 0 que pode-se destacar sao as despesas financeira que correspondiam a 42% das vendas. Em 2003 a empresa teve o resultado dos investimentos em 2001 e 2002, fechando o ano com urn Iuera de 36% em dados atualizados.
2.1.2 Analise Vertical e Horizontal da empresa Votorantim Celulose e Papel S A
QUADRO 4 - BALANCO PATRIMONIAL CORRIGIDO VOTORANTIM CELULOSE E PAPEL SA (em milhares de reais)
Descricao da Conta 2.001 AV AH 2.002 AV AH 2.003 AV
Ativo Total 4.383.695 100 100 4.734.285 100 108 4.621.189 100
Ativo Circulante 575.631 13 100 680.555 14 118 720.287 16
Disponibilidades 50.451 1 100 100.703 2 200 72.624 2
Creditos 305.618 7 100 283.321 6 93 231.238 5
Estoques 192.690 4 100 164.502 3 85 169.141 4
Outros 26.872 1 100 132.029 3 491 247.284 5
Ativo Realizavel a Longo Prazo 179.016 4 100 485.146 10 271 309.224 7
Creditos Diversos 162.334 4 100 459.594 10 283 285.862 6
Outros 16.682 0 100 25.552 1 153 23.362 1
Ativo Permanente 3.629.048 83 100 3.568.584 75 98 3.591.678 78
lnvestimentos 246.351 6 100 697.043 15 283 925.898 20
lmobilizado 3.277.850 75 100 2.819.302 60 86 2.608.934 56
Diferido 104.847 2 100 52.239 1 50 56.846 1
Descri9ao da Conta 2.001 AV AH 2.002 AV AH 2.003 AV
Passivo Total 4.383.695 100 100 4.734.285 100 108 4.621.189 100
Passivo Circulante 492A05 11 100 846.199 18 172 501.093 11
Emprestimos e Financiamentos 66.671 2 100 61.670 1 92 83.414 2
Fornecedores 181.678 4 100 167.344 4 92 88.426 2
lmpostos, Taxas e Contribuicoes 39.985 1 100 33.104 1 83 31.411 1
Dividendos a Pagar 125.575 3 100 109.384 2 87 238.800 5
Provisoes 0 0 100 185.881 4 0 0 0
Dividas com Pessoas Ligadas 0 0 100 0 0 0 0 0
Outros 78.185 2 100 288.815 6 369 59.042 1
Cambiais descontadas 313 0 100 0 0 0 0 0
Passivo Exigivel a Longo Prazo 336.513 8 100 704.111 15 209 651.966 14 Emprestimos e Financiamentos 189.751 4 100 413.787 9 218 407.767 9
Outros 146.761 3 100 290.324 6 198 244.199 5
Patrimonio Liquido 3.554.777 81 100 3.183.975 67 90 3.468.130 75 Capital Social Realizado 2.322.993 53 100 1.919.187 41 83 1.701.900 37
Reservas de Capital 63.907 1 100 56.481 1 88 63.930 1
Reservas de Reavalia9ao 57.022 1 100 42.846 1 75 35.089 1
Reservas de Lucro 1.110.856 25 100 1.165.462 25 105 1.667.211 36
Legal 67.806 2 100 73.388 2 108 109.030 2
Reten9ao de Lucros 1.060.128 24 100 1.100.724 23 104 1.558.275 34
Outras Reservas de Lucro -17.078 0 100 -8.649 0 51 -94 0
Acoes em tesouraria -17.078 0 100 -8.649 0 51 -94 0
Lucros/Prejuizos Acumulados 0 0 100 0 0 0 0 0
AH 105 125 144 76 88 920 173 176 140 99 376
80 54
AH 105 102 125 49 79 190
0 0 76 0 194 215 166 98 73 100
62 150 161 147
1 1 0