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UM CATECISMO BATISTA

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Academic year: 2021

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UM CATECISMO BATISTA

COM COMENTÁRIO

Um Estudo Introdutório da Doutrina Bíblica

Em Forma de Catecismo

Com Comentário

W. R. Downing

PUBLICAÇÕES P.I.R.S.

Um Ministério da Igreja Batista da Graça Soberana Avenida West Edmundson, 271

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Direitos Autorais © 2008 de W. R. Downing

Um Catecismo Batista com Comentário por W. R. Downing

Versão 1.7

Publicado por Publicações P.I.R.S.

Publicações Impressas nos Estados Unidos da América ISBN 978-1-60725-963-3

As Citações Escriturárias são da Versão Almeida Corrigida Fiel da Sagrada Escritura ou de uma tradução livre pelo autor.

Desenho da Capa: Paul S. Nelson. Pintura da Capa: Paulo diante do Areópago por Rafael: Domínio Público.

Todos os direitos reservados somente ao autor. Nenhuma parte deste livro deve ser reproduzida em qualquer forma que seja sem a prévia permissão do autor.

Edição em Português:

Tradução para português: Hiriate Luiz Fontouro

Revisão: Paul Cahoon, Benjamin Gardner, Albano Dalla Pria e Erci Nascimento Editor: Calvin G Gardner

Outras Publicações deste Autor… Como Estudar a Bíblia O Crente e Seus Livros Hermenêutica Bíblica

Historiografia e História da Igreja Primitiva até 313 a.C. A Bíblia e o Problema do Conhecimento

Manual de Exegética para Estudos Bíblicos Lições Introdutórias ao Novo Testamento Grego

Um Programa para um Estudo Introdutório ao Hebreu Bíblico Uma Cronologia Bíblica e Eclesiástica

A Igreja Neotestamentária

Palestras sobre Renovação Religiosa

Palestras sobre Calvinismo e Arminianismo Um Manual de Membresia da Igreja

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PREFÁCIO

Este Catecismo é um estudo introdutório da Doutrina Bíblica. Ele se apresenta sob a forma de um catecismo para a facilidade do estudo, da organização dos assuntos e da memorização. Ele é destinado para o uso em nossa própria congregação. Nós acreditamos que ele é proveitoso para os pais usarem no culto familiar, para Aulas Bíblicas, aulas de educação no lar, para o uso de crianças maiores, e para o uso de todos aqueles que desejarem obter uma compreensão básica da Doutrina Bíblica.

Este é um Catecismo Batista. É destinado para o nosso povo Batista. Enquanto que nós temos muito em comum com outros Cristãos, nós também temos nossos próprios distintivos que sustentamos ser escriturísticos. Estes são enfatizados e detalhados quando necessário.

Este é um catecismo com Comentário. As questões básicas e salientes sob cada título são brevemente explicadas e discutidas de forma ordenada. Como tal, torna-se um manual introdutório para o estudo doutrinário.

É nossa intenção, se a Providência Divina fornecer o tempo e a facilidade, ampliar esta obra introdutória em uma obra muito maior que fará uso de notas, estudos e citações de vários autores exegéticos, históricos e teológicos.

Que esta obra elementar possa provar, na bondosa providência de Deus, ser aceitável e útil entre nosso povo Batista.

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CONTEÚDO

INTRODUÇÃO ...11

As Escrituras ... 11

O Termo “Catequizar” ... 11

C. H. Spurgeon sobre Catequizar ...12

O Uso Prático de um Catecismo ... 12

Algumas Objeções Contra o Catecismo Respondidas ...13

Perguntas e Respostas acerca do Uso de um Catecismo...13

PARTE I: O CRENTE E SEU DEUS ... .21

Questão 1: Qual é a única verdade inspirada, infalível e inerrante para o homem? ... 21

Questão 2: Qual é a principal finalidade do homem? ... 23

Questão 3: Qual é o único grande Objeto de nosso conhecimento, adoração e gozo? ... 24

Questão 4: Como Nós podemos conhecer Deus? ... 26

Questão 5: Quais são os dois tipos de revelação Divina que Deus nos deu para que possamos conhecê-lo?...27

Questão 6: Qual é a importância das Escrituras?...28

PARTE II: AS ESCRITURAS COMO A PALAVRA DE DEUS ...3 O Questão 7: O que é a Bíblia? ... 30

Questão 8: Quais são os termos importantes acerca da Bíblia como A Palavra escrita de Deus? ...31

Questão 9: O que se entende por “inspiração” da Escritura?...31

Questão 10: O que se entende por “autoridade” da Escritura? ... 33

Questão 11: O que se entende por “infalibilidade” da Escritura?... 35

Questão 12: O que se entende por “inerrância” da Escritura?... 36

Questão 13: O que se entende por “suficiência” da Escritura? ... 36

Questão 14: O que se entende por “canonicidade” da Escritura? ... 37

Questão 15: O que se entende por “iluminação”? ... 39

Questão 16: Em qual forma Deus nos deu sua Palavra? ...40

Questão 17: Qual é a mensagem central da Bíblia? ... 41

Questão 18: Por que o estudo das Escrituras é vital para cada crente? ... 43

Questão 19: O que Deus exige de cada crente em sua Palavra ... 44

PARTE III: A NATUREZA, O PROPÓSITO E O CARÁTER DE DEUS ...46

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Questão 21: Quais são os nomes de Deus?... ... 48

Questão 22: Quais são os atributos de Deus? ... 49

Questão 23: O que as Escrituras ensinam a respeito da natureza da Divindade? ... 49

Questão 24: Quem é Deus o Pai? ... 53

Questão 25: Quem é o Senhor Jesus Cristo? ...53

Questão 26: Quem é o Espírito Santo? ...57

Questão 27: O que as Escrituras ensinam a respeito do propósito de Deus? ... 58

Questão 28: O que as Escrituras ensinam a respeito do caráter moral de Deus? ... 61

Questão 29: O que as Escrituras ensinam a respeito da bondade amorosa de Deus? ... 62

PARTE IV: AS OBRAS DA CRIAÇÃO E DA PROVIDÊNCIA DE DEUS ... 63

Questão 30: O que vem a ser a obra da criação? ... 63

Questão 31: Como Deus criou o homem? ... 67

Questão 32: De acordo com as Escrituras, por que Deus criou o homem? ... 68

Questão 33: As Escrituras ensinam que Deus criou o homem em um estado de inocência ou de justiça original?...69

Questão 34: O que as Escrituras ensinam a respeito da relação de Adão e o resto da raça humana? ...70

Questão 35: Quais são as obras da Providência de Deus? ...71

PARTE V: O PECADO E A LEI ... .. 72

Questão 36: De acordo com as Escrituras, o que vem a ser o pecado?...73

Questão 37: Qual foi o pecado de Adão? ... 75

Questão 38: Quais foram os resultados do pecado de Adão?...76

Questão 39: Qualquer ser humano, por seus próprios esforços, pode merecer ou ganhar aceitação diante de Deus?...77

Questão 40: O que Deus tem dado ao homem para dissuadi-lo de tentar salvar a si mesmo por seus próprios esforços e obras?...78

Questão 41: A Lei foi ab-rogada pela obra redentora do Senhor Jesus Cristo? ...80

Questão 42: Qual é a relação entre a Lei e o Evangelho? ...84

Questão 43: Qual é a essência dos Dez Mandamentos?...85

Questão 44: Qual é o Primeiro Mandamento? ...86

Questão 45: Qual é o significado do Primeiro Mandamento? ...86

Questão 46: Qual é o Segundo Mandamento? ...88

Questão 47: Qual é o significado do Segundo Mandamento? ...88

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Questão 49: Qual é o significado do Terceiro Mandamento? ...90

Questão 50: Qual é o Quarto Mandamento?...92

Questão 51: Qual é o significado do Quarto Mandamento? ... 92

Questão 52: Qual é o Quinto Mandamento? ... 95

Questão 53: Qual é o significado do Quinto Mandamento? ... 95

Questão 54: Qual é o Sexto Mandamento? ... 97

Questão 55: Qual é o significado do Sexto Mandamento? ... 97

Questão 56: Qual é o Sétimo Mandamento? ...100

Questão 57: Qual é o significado do Sétimo Mandamento? ...100

Questão 58: Qual é o Oitavo Mandamento? ...102

Questão 59: Qual é o significado do Oitavo Mandamento? ...102

Questão 60: Qual é o Nono Mandamento?...105

Questão 61: Qual é o significado do Nono Mandamento? ...105

Questão 62: Qual é o Décimo Mandamento? ...107

Questão 63: Qual é o significado do Décimo Mandamento? ...107

PARTE VI: O PROPÓSITO REDENTOR E REMIDOR ...109

Questão 64: Deus deixou toda a humanidade perecer debaixo de condenação em um estado de pecado e miséria? ...109

Questão 65: O que é a redenção? ...111

Questão 66: O que vem a ser o “Pacto da Graça”?...113

Questão 67: Quem são as Pessoas Divinas envolvidas no Pacto da Graça, e quais são as respectivas obras delas?...115

Questão 68: O que vem a ser a Divina eleição?...116

Questão 69: O que vem a ser a predestinação Divina no contexto da redenção?...119

Questão 70: Quem é o Redentor dos eleitos de Deus? ...120

Questão 71: Como o Senhor Jesus Cristo tornou-se o Redentor dos eleitos de Deus?...122

Questão 72: Quais os ofícios o Senhor Jesus Cristo executa como nosso Redentor?....124

Questão 73: Como o Senhor Jesus Cristo executa o ofício de um profeta? ...125

Questão 74: Como o Senhor Jesus Cristo executa o ofício de um sacerdote? ...127

Questão 75: Como o Senhor Jesus Cristo executa o ofício de um rei ...128

Questão 76: Como nós somos feitos participantes da redenção realizada pelo Senhor Jesus Cristo? ...130

Questão 77: Como o Espírito Santo aplica sobre nós a Redenção comprada por Cristo?...132

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PARTE VII: SALVAÇÃO E EXPERIÊNCIA CRISTÃ …...……...136

Questão 78: O que vem a ser o ministério da graça Divina na salvação e experiência do crente? ...137

Questão 79: Por que é vital considerar tanto os aspectos objetivos ou eternos, como os subjetivos ou temporais e os experimentais da salvação? ...140

Questão 80: Qual é a confiança, segurança e encorajamento do crente nesta vida presente em sua experiência pessoal?...142

Questão 81: O que vem a ser o chamado eficaz? ...144

Questão 82: De quais benefícios aqueles que são chamados eficazmente participam nesta vida?...147

Questão 83: A regeneração o que é?...149

Questão 84: Qual é o exato ministério do Espírito Santo no pecador antes da conversão, na mesma pessoa no ato da conversão, e como crente depois da conversão?...153

Questão 85: O que vem a ser convicção salvadora do pecado? ...159

Questão 86: O que é conversão? ...161

Questão 87: Qual é a relação necessária entre a regeneração e a conversão? ...163

Questão 88: Qual é a diferença entre a conversão Bíblica e o moderno “decisionismo”?...164

Questão 89: O que vem a ser fé salvífica ou evangélica? ...167

Questão 90: O que vem a ser arrependimento salvífico ou evangélico para a vida? ...170

Questão 91: Qual é a relação lógica e cronológica entre a fé e o arrependimento? ...172

Questão 92: O que é justificação?... 172

Questão 93: O que é adoção?... 177

Questão 94: O que é santificação? ... 179

Questão 95: Quais são os três aspectos necessários da santificação? ...183

Questão 96: Quais são os dois aspectos da santificação progressiva ou prática? ...187

Questão 97: O que é oração?... 193

Questão 98: Qual é o significado da oração na vida e experiência do crente? ...197

Questão 99: Qual regra Deus nos tem dado para nossa direção na oração? ...199

Questão 100: O que o prefácio da Oração Modelo nos ensina? ...201

Questão 101: O que a primeira petição da Oração Modelo nos ensina? ...202

Questão 102: O que a segunda petição da Oração Modelo nos ensina? ...203

Questão 103: O que a terceira petição da Oração Modelo nos ensina? ...204

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Questão 105: O que a quinta petição da Oração Modelo nos ensina? ...207

Questão 106: O que a sexta petição da Oração Modelo nos ensina?...208

Questão 107: O que a conclusão e a doxologia da Oração Modelo nos ensina?...209

Questão 108: Existem falsos Cristãos assim como verdadeiros Cristãos? ...210

Questão 109: Como alguém conhece a diferença entre o “Cristão meramente professo” e o verdadeiro Cristão? ... 211

Questão 110: Qual é a segurança da fé? ...213

Questão 111: Existe uma segurança defeituosa incompleta da fé assim como uma segurança da fé verdadeira e escriturística? ... 214

Questão 112: Quais são os aspectos bíblicos da segurança da fé? ...215

Questão 113: Do que o crente é salvo ou entregue? ...220

Questão 114:Qual é a relação do crente com o pecado? ...221

Questão 115: Se o crente é eficazmente trazido a uma união com Cristo, com tudo que tal união implica, por que e como ele ainda peca? ...223

Questão 116: O crente pode obter a vitória sobre qualquer pecado conhecido? ...226

Questão 117: Como o crente deve lidar com o pecado em sua vida? ... 227

Questão 118: O que se entende por “liberdade Cristã”?...228

Questão 119: Os crentes verdadeiros, devido às suas imperfeições, tentações e pecados que os atingem, podem cair do estado da graça? ...229

Questão 120: O que vem a ser uma cosmovisão? ...231

Questão 121: O que vem a ser uma cosmovisão Bíblica ou Teísta Cristã ? ...233

Questão 122: Como a cosmovisão do crente difere daquela do não crente? ...234

Questão 123: Por que uma cosmovisão bíblica é necessária para uma cristandade consistente? ... 235

Questão 124: Qual é o padrão moral para a vida do crente? ...236

Questão 125: O que Deus tem infalivelmente ordenado como o objetivo espiritual comum para todos os crentes sem exceção?...239

Questão 126: Quais são os meios privados da graça que Deus tem ordenado para o bem-estar espiritual, crescimento e maturidade dos crentes? ... 241

Questão 127: Quais são os meios públicos da graça que Deus tem ordenado para o bem-estar spiritual, crescimento, e maturidade dos crentes?...243

Questão 128: O crente, como filho de Deus e cidadão de seu reino celeste, está isento dos problemas e males comuns ao homem? ...244

Questão 129: O crente, ainda sujeito aos males, problemas e tristezas comuns ao homem, pode, contudo esperar por encontrar contentamento, cumprimento, e gozo nesta vida presente? ...247

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Questão 131: Quem é o grande adversário do crente?...251

Questão 132: Qual é o conforto do crente durante toda a vida, em seu leito de morte, e na sua hora da morte? ... 252

Questão 133: Todos os crentes morrem com segurança total, conforto e gloriosa expectação da glória? ... 254

VIII: EVANGELISMO E O MINISTÉRIO DO EVANGELHO ...255

Questão 134: O que é o Evangelho? ... 255

Questão 135: O que é Evangelismo?...262

Questão 136: O que vem a ser Apologética... 263

Questão 137: Quais são as responsabilidades evangelísticas e apologéticas incumbidas a todo crente?... 266

Questão 138: O que vem a ser a pregação?...267

Questão 139: O que se entende por “livre oferta do evangelho”? ...269

Questão 140: Qual é a relação do chamado eficaz e a regeneração para com a pregação do evangelho? ...270

Questão 141: Todo crente é chamado para o serviço Cristão? ...272

Questão 142: Quem deve se dedicar ao ministério público da Palavra? ...273

Questão 143: O que é um reavivamento ou tornar despertado espiritualmente? ...275

Questão 144: Os reavivamentos religiosos devem ser esperados nesta era moderna da história da igreja?...279

Questão 145: Quais são os dois precursores bíblicos e históricos do reavivamento espiritual e de um estado despertado?... 284

IX: A IGREJA E AS ORDENANÇAS ………...285

Questão 146: O que significa a palavra “igreja”? ...286

Questão 147: O que vem a ser uma igreja Neotestamentária ou uma igreja evangélica? ...287

Questão 148: Qual é a distinção entre a igreja e o reino? ...289

Questão 149: As igrejas Neotestamentárias sempre existiram desde o ministério terreno de nosso Senhor até o presente dia? ...291

Questão 150: Quem é o fundamento da igreja Neotestamentária? ...293

Questão 151: Qual é o propósito de uma igreja Neotestamentária? ...294

Questão 152: Qual é o poder de uma igreja Neotestamentária? ... 295

Questão 153: Qual forma de governo eclesiástico é achada como sendo o mais próximo dos ensinamentos do Novo Testamento? ... 297

Questão 154: Quais são os ofícios em uma igreja Neotestamentária? ...298

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Questão 156: O que vem a ser o batismo?...300

Questão 157: Qual é o modo escriturístico e quem são os sujeitos apropriados para o batismo? ...301

Questão 158: Os filhos dos crentes professos devem ser batizados? ...304

Questão 159: O que vem a ser a Ceia do Senhor?...305

Questão 160: Quais são os elementos apropriados para serem usados na observância da Ceia do Senhor? ... 306

Questão 161: Todos os Cristãos devem comungar juntos na Ceia do Senhor? ...308

Questão 162: Quem deve participar da Ceia do Senhor? ...310

Questão 163: O que é disciplina da igreja? ...311

Questão 164: Qual deve ser a principal marca distintiva dos verdadeiros Cristãos em sua relação com os outros? ...315

X: AS ÚLTIMAS COISAS ...316

Questão 165: Quais são as várias “mortes” descritas na Escritura? ...317

Questão 166: O que é a morte física?...319

Questão 167: Por que os crentes morrem?...320

Questão 168: O que vem a ser o estado intermediário?...322

Questão 169: O que vem a ser a ressurreição dos justos? ...324

Questão 170: Quais são as três maiores visões acerca do milênio? ...326

Questão 171: O que vem a ser a ressurreição para julgamento? ...329

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INTRODUÇÃO

As Escrituras

“Tão-somente guarda-te a ti mesmo, e guarda bem a tua alma, que não te esqueças daquelas coisas que os teus olhos têm visto, e não se apartem do teu coração todos os dias da tua vida; e farás saber a teus filhos, e aos filhos de teus filhos…quando o SENHOR me disse…os farei ouvir as minhas palavras, e aprendê-las-ão, para me temerem todos os dias que na terra viverem, e as ensinarão a seus filhos.” Deuteronômio 4:9–10.

“E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentados em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por frontais entre os teus olhos. E escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas.” Deuteronômio 6:4–9.

“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justice; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda boa obra.” 2 Timóteo 3:16–17.

“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.” 2 Timóteo 2:15

“…Pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor.” Efésios 6:4.

O Termo "Catequizar"

A palavra Portuguesa "catecismo" é derivada do verbo Grego katēchēo, "entoar em voz alta, ensinar oralmente, instruir pela boca." Este termo tinha originalmente a ideia de "falar para baixo ou por cima," ou seja, de atores num palco elevado. É um composto da preposição kata, "para baixo, por toda parte, completamente" e do verbo ēchēo, "soar," a fonte da nossa palavra em Português, "eco." Parece haver nesta etimologia a ideia de uma resposta responsiva. Catequese tem a conotação de instrução oral completa ou repetida, e é apenas um dos vários termos relacionados para instrução ou ensino encontrado nas Escrituras. O termo em si ocorre oito vezes no Novo Testamento (duas vezes como "informado" em Atos 21:21,24, referindo-se à informação boca-a-boca): “Para que conheças a certeza das coisas de que já estás catequizado.” Lucas 1:4.

“Este era constantemente catequizado no caminho do Senhor, e fervoroso de espírito, falava e ensinava diligentemente as coisas do Senhor…” Atos 18:25.

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“E sabes a sua vontade e aprovas as coisas excelentes, sendo constantemente

catequizado por lei...” Romanos 2:18.

“Todavia eu antes quero falar na igreja cinco palavras na minha própria inteligência, para que possa catequizar os outros, do que dez mil palavras em língua desconhecida.” 1 Coríntios 14:19.

“E o que é catequizado na palavra reparta de todos os seus bens com aquele que o instrui.” Gálatas 6.6.

C. H. Spurgeon sobre Catequizar

(Da introdução de seu próprio Catecismo Batista)

Em matéria de doutrina você encontrará congregações ortodoxas habitualmente mudadas para heterodoxia no decorrer de trinta ou quarenta anos, e isto acontece porque, frequentemente, não tem havido a catequese das crianças nas doutrinas essenciais do Evangelho. Da minha parte, estou cada vez mais convencido que o estudo de um bom catecismo escriturístico é de valor infinito para os nossos filhos... Mesmo que os jovens não entendam todas as perguntas e respostas... contudo, permanecendo em suas memórias, elas serão de infinito valor quando o tempo do entendimento chegar, por ter conhecido estas mui excelentes, sábias e judiciosas definições das coisas de Deus... Vai ser uma bênção para eles — a maior de todas as bênçãos... uma bênção na vida e na morte, no tempo e na eternidade, a melhor das bênçãos que Deus pode dar... estou convencido que o uso de um bom catecismo em todas as nossas famílias será uma grande proteção contra os crescentes erros dos tempos e, portanto, eu compilei este pequeno manual... para o uso de minha própria igreja e congregação. Aqueles que o usam em suas famílias ou classes devem trabalhar para explicar o sentido para os menores; mas as palavras devem ser cuidadosamente aprendidas de coração, pois elas serão entendidas melhor quando a criança avançar em idade.

O Uso Prático de um Catecismo

O uso prático deste catecismo pode ser sumarizado nas seguintes considerações: 1. A Catequese é uma prática escriturística. É ensinada tanto no Velho como

no Novo Testamento tanto por preceito como por exemplo .

2. Muitos podem ter um conhecimento geral da Bíblia, porém uma grande falta na capacidade de raciocinar a partir das Escrituras de uma forma doutrinariamente consistente. Nós devemos conhecer a Bíblia doutrinariamente e devemos conhecer

nossa doutrina bíblicamente. A menos que cheguemos a um conhecimento

doutrinário consistente das Escrituras, o nosso conhecimento da Palavra de Deus é tanto deficiente quanto defeituoso. O uso de um catecismo leva alguém a pensar tanto biblicamente como doutrinariamente. É uma introdução muito básica e necessária para a doutrina Bíblica e para a teologia elementar.

3. Este é um catecismo com comentário. Tal trabalho se destina a educar toda a

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meio de educarem a si mesmos na doutrina básica da Bíblia. As notas são destinadas a servir de base para a instrução da família e discussão da verdade bíblica.

4. As perguntas e respostas são seguidas por um ou mais textos-prova, e devem ser memorizados com a pergunta e sua resposta.

5. Quanto à metodologia, é sugerido que os pais instruam seus filhos nas perguntas, respostas e textos-prova e, então discuta os assuntos envolvidos. Os filhos menores podem ser capazes apenas de memorizar as perguntas e respostas, enquanto os filhos mais velhos serão capazes de memorizar uma ou mais referências escriturísticas. Aqueles que são mais velhos também podem começar a assimilar os assuntos envolvidos.

Algumas Objeções Contra o Catecismo Respondidas

PRIMEIRA OBJEÇÃO: Por que, como Batistas, usar um catecismo? Os catecismos não pertencem apenas aos Romanistas, Luteranos ou Cristãos Reformados? Nós temos apenas um credo: a Bíblia! Nós não colocaremos e não podemos colocar qualquer literatura no mesmo patamar com as Escrituras, ou adicionar à Palavra de Deus de forma alguma.

RESPOSTA:

1. A Catequese ou a instrução oral repetitiva é escriturística. Ela foi dada por ordem divina no Velho Testamento e é ratificada no Novo Testamento pelo exemplo inspirado Apostólico.

2. Esta não é uma questão de acrescentar algo às Escrituras, mas sim o uso de uma ajuda necessária para uma compreensão abrangente do seu ensino doutrinário. Deus nos criou racionais, seres moralmente responsáveis, criados à sua imagem e semelhança. Fomos criados tanto com capacidade como com necessidade de organizar. Uma abordagem ordenada ou sistemática à verdade divina é uma necessidade, como pode ser visto na existência necessária de doutrina e teologia. Infelizmente, muitos que se opõem ao uso de um catecismo se voltam para o uso muito questionável de outros materiais de ensino religioso que são doutrinariamente superficiais ou doentios.

3. A catequese é uma abordagem elementar organizada para a verdade da Palavra de Deus. É uma introdução primária ao ensino doutrinário das Escrituras. 4. Há uma grande necessidade que todos os crentes têm pelo menos de dois

tipos de conhecimento sobre a verdade de Deus: Primeiro, cada jovem deve ter pelo menos um conhecimento geral das Escrituras. O que muitos chamam de "Histórias Bíblicas" dá à criança mais jovem um conhecimento geral da Bíblia, seu formato histórico, os princípios básicos da história redentora e algum conhecimento sobre os vários livros da Bíblia e seus personagens principais.

Segundo, todo jovem deve ser ensinado a compreender, pensar e raciocinar

doutrinariamente a partir das Escrituras. Durante séculos, este tem sido o propósito de um catecismo doutrinariamente sadio. A catequese cessou entre

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nossos antepassados Batistas quando eles não mais enfatizaram seus distintivos doutrinários e Confissões de Fé. Nas escolas dominicais os catecismos foram substituídos pelas revistas "trimestrais" que tem provado, acreditamos nós, ser vastamente inferior.

5. Os Batistas usaram catecismos extensivamente e com muito proveito espiritual até o século passado. Esta objeção por si mesma demonstra o triste desvio de alguns Batistas de seus próprios distintivos e práticas doutrinários, e a ignorância de alguns Batistas modernos sobre a sua própria história e herança espiritual. A seguir estão alguns dos catecismos mais conhecidos, escritos e usados pelos Batistas:

o Henry Jessey, Batista Particular, Um Catecismo para Crianças, ou para

os Pequeninos, 1652.

o Hercules Collins, Batista Particular, O Catecismo Ortodoxo (adaptado do Catecismo Heidelberg), 1680.

o Thomas Grantham, Batista Geral, Catecismo do São Paulo (baseado nos seis princípios dos Hebreus 6), 1687.

o Benjamin Keach e William Collins, O Catecismo Batista, 1693. o A Associação Batista Filadélfia de Batistas Particulares publicou um

catecismo anexo à sua Confissão de Fé Filadélfia, 1742.

o William Gadsby, Evangelho Padrão Batista, publicou um catecismo intitulado As Coisas Certamente Mais Cridas Entre Nós, 1809.

o C. H. Spurgeon pu bli co u Um Catecismo Batista (compilado a partir do Breve Catecismo de Westminster e Catecismo Batista de Keach), 1855.

o A D i r e t o r i a d a E s c o l a D o m i n i c a l d a C o n v e n ç ã o B a t i s t a d o S u l publicou dois catecismos: o primeiro de J. P. Boyce, Um Breve Catecismo da Doutrina Bíblica (1864) e o segundo de John A. Broadus (1892). A última obra foi publicada em conjunto por ambas as Convenções Batista do Sul e a Sociedade de Publicação Batista Americana.

SEGUNDA OBJEÇÃO: Os catecismos não introduzem o erro no pensamento de muitos?

RESPOSTA:

1. Isto pode ser verdade, mas a culpa não está no uso de um catecismo, por si só, mas em pressuposições não escriturísticas e às tradições religiosas, que foram sobrepostas sobre a Palavra de Deus.

2. Um catecismo é verdadeiro e útil apenas quando ele comunicar com precisão a verdade das Escrituras.

3. Idealmente, evangelismo através de catequese leva a uma profissão de fé confiável.

4. Um catecismo deve ser um conservante da verdade e não uma introdução ao erro. Um catecismo é dado apenas como bom, verdadeiro ou preciso quanto às

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pressuposições doutrinárias e teológicas de seu (s) autor (es). Como a própria Palavra de Deus em si deve ser abordada com pressuposições consistentes, como toda literatura religiosa, inclusive um catecismo.

TERCEIRA OBJEÇÃO: Há um grande perigo em se desviar da linguagem bíblica, tanto na redação quanto na forma.

RESPOSTA:

1. Há sempre um perigo em desviar-se das Escrituras, tanto da doutrina e da prática. Isto é verdade em qualquer tipo de pregação ou ensino.

2. A melhor prevenção contra tal desvio tem sido o uso conciso, declarações compreensivas que afirmam precisa e consistentemente a verdade dos Credos, Confissões e Catecismos Escriturários - se eles forem doutrinariamente sadios e refletirem com precisão o ensinamento das Escrituras.

3. Há uma necessidade de proposições e resumos concisos e consistentes doutrinários ou teológicos. A palavra "modelo" em 2 Timóteo 1:13 refere-se a um esboço distinto ou resumo da verdade Divina. Uma dada proposição ou declaração teológica é necessariamente mais concisa do que qualquer versículo da Bíblia porque, se verdadeira ou fiel e coerente com a Palavra de Deus, é baseada na analogia da fé [o ensino total, auto-consistente da Palavra de Deus, uma vez que incide sobre qualquer aspecto dado da verdade Divina], e não sobre um ou mesmo vários textos-prova.

QUARTA OBJEÇÃO É muito perigoso ensinar jovens e crianças não convertidos a dar respostas bíblicas ou corretas á questões doutrinárias.

RESPOSTA:

1. Esta objeção é baseada numa preocupação grande e legítima pelas almas das crianças que podem tornar-se Cristãos meramente professos pela simples memorização e recitação da verdade sem uma operação interior da graça salvadora.

2. Esta objeção pode ser igualmente trazida contra os jovens, crianças não convertidas tendo lido ou memorizado a Escritura, aprendido a orar ou assentado num ministério educacional de pregação consistente.

3. Cada avenida legítima para a comunicação da verdade Divina deve ser usada para convicção, conversão, edificação e maturidade espiritual de nós mesmos e nossas famílias. Isto inclui todos os meios da graça, tanto públicos como privados — leitura e oração pessoal e familiar, adoração coletiva, o ministério público da Palavra, comunhão santificada com o povo de Deus e a leitura de literaturas religiosas sadias.

4. O instrumento primário depois das Escrituras deveria ser o uso de um catecismo sadio. Isto é para manter os princípios de instrução Divinamente ordenados na Escritura. Um catecismo é destinado a suplementar e reforçar, e não para substituir a primazia da Palavra de Deus.

QUINTA OBJEÇÃO: O uso de um catecismo promove a prática perigosa de desenvolver mentalmente um “texto-prova”, isto é, o perigo de basear um sistema doutrinário em algumas passagens comparativamente selecionadas da Escritura, um

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método usado por várias seitas? e outros que sempre produz tanto um mau entendimento como uma má interpretação da Escritura.

RESPOSTA:

1. Esta objeção é baseada em parte na falácia que a Palavra de Deus deve declarar uma dada doutrina repetidamente como sendo verdade. Uma vez é suficiente, embora nenhuma verdade bíblica esteja apenas num texto isolado. A necessidade de repetição de qualquer aspecto dado da verdade Divina para estabelecer sua validade revela uma visão muito deficiente tanto de Deus como da Escritura. Cada declaração da Escritura é verdadeira e verdade . 2. A verdade da Escritura existe como um todo compreensivo, consistente,

unificado. Enquanto que o catecismo pode dar apenas uma declaração ou duas para verificar o ensino doutrinário da Escritura, se estas declarações forem claras e consistentes com a “analogia da fé”, elas formam uma base escriturística para a fé de alguém. Muitas vezes no testemunho evangelístico ou no rigoroso exercício de apologética evangelística, uma clara declaração sadia da Escritura pode ser o único firme ou possível fundamento para discussão. 3. É quase impossível que qualquer catecismo possa ou deva existir sem uma

determinada quantidade de explicação ou a necessidade de um estudo mais aprofundado. As perguntas, respostas e textos-prova do catecismo fornecem uma introdução ao ensino doutrinário da Escritura, não a palavra final e exaustiva. As perguntas e respostas despertam necessariamente a curiosidade da criança ou do novo convertido e pedem por explicação adicional e discussão.

Perguntas e Respostas

Acerca do Uso de um Catecismo

As seguintes perguntas e respostas servirão para analisar e resumir os assuntos

envolvidos, e impor a grande necessidade para o uso consistente de um catecismo sadio. 1ª PERGUNTA – Por que usar um Catecismo?

RESPOSTA - Existem várias razões pelas quais as igrejas, famílias e indivíduos devem fazer um bom uso de um catecismo adequado:

1. O uso de um catecismo é escriturístico em princípio e é baseado no mandamento Divino para a instrução bíblica no Velho Testamento e também o exemplo inspirado do Novo Testamento (Deuteronômio 4:9-10; 6:4-9; Lucas 1:4; Gálatas 6:6, Efésios 6:1-4). O formato de perguntas e respostas dos catecismos modernos é incidental ao princípio escriturístico que permeia a catequese, que evidentemente consistia de instrução oral repetitiva, compromisso com a memória e uma resposta oral.

2. Toda pessoa precisa de dois tipos de conhecimento bíblico: primeiro, toda pessoa deveria ter pelo menos um conhecimento geral da Bíblia, seu formato histórico, os princípios básicos da história redentora e algum conhecimento acerca dos vários livros da Bíblia, as circunstâncias históricas da escrita deles e seus principais personagens. Segundo, toda pessoa deveria ser ensinada a compreender, pensar e raciocinar doutrinariamente a partir das Escrituras. Desde os tempos Bíblicos, este tem sido o propósito de um

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catecismo doutrinariamente sadio. Estes dois tipos de conhecimento, bíblico e doutrinário, necessariamente se complementam. A verdade doutrinária é a mensagem da Bíblia, a verdadeira "alma" da Escritura.

3. O uso de um catecismo é o método mais conciso e melhor para incutir a verdade Divina na mente e no coração e imprimi-la na memória.

4. Os catecismos podem ser escritos (e têm sido escritos), de tal forma a serem

adequados e apropriados para qualquer idade ou nível de desenvolvimento espiritual.

o As criancinhas podem pelo menos aprender as perguntas e respostas de um catecismo muito simples, e muitas vezes começam a memorizar pelo menos um versículo da Escritura em cada conjunto. Muito deve ser feito quando a mente é jovem, propensa a aprender e absorver, e em grande parte desocupada das questões da vida.

o As crianças mais velhas e os novos convertidos podem lucrar muito com os catecismos, que, necessariamente, e, naturalmente, exigem explicação e discussão.

o O processo real de catequese pressupõe que aqueles que catequizam os outros tenham um fundamento suficiente e maturidade na verdade para explicar a partir das Escrituras as verdades declaradas no catecismo. 2ª PERGUNTA – Quais são os requerimentos necessários para um catecismo? RESPOSTA – Os requerimentos necessários ou essenciais para um catecismo sadio são pelo menos quatro em número:

1. O catecismo deve ser completamente escriturístico na formulação de suas respostas.

2. Os textos-prova devem ensinar claramente a verdade referente à pergunta e a resposta dada. As pressuposições doutrinárias do catecismo devem ser sadias. 3. As perguntas e respostas devem ser adequadas, ou seja, de tal natureza que elas

não estejam nem muito envolvidas nem sejam complexas para serem memorizadas nem simples demais para serem úteis àqueles que são mais velhos.

4. Alguns catecismos são mais adequados para crianças pequenas, outros são mais adequados para crianças mais velhas e adultos. Algumas perguntas exigem respostas estendidas para transmitir adequadamente a verdade. Algumas das respostas neste catecismo são necessariamente longas.

3ª PERGUNTA – Qual é o propósito de um catecismo?

RESPOSTA – O propósito para o uso de um catecismo é pelo menos nônuplo:

1. Instruir no essencial da fé Cristã. O assunto é a verdade, a verdade Divina! Nós devemos fazer tudo o que pudermos para imprimir esta verdade na mente e no coração tanto dos salvos quanto dos não salvos, e especialmente dos nossos filhos. Existem duas questões: primeiro, toda criança e todo novo convertido deve ser instruído nos fundamentos ou essências da fé Cristã, tanto quanto possível (3 João 4). Segundo, todo Cristão deve procurar tornar-se

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tanto um estudante da Bíblia como um teólogo (2 Timóteo 3.16-17; Hebreus 5:11-14; 2 Pedro 3:18).

2. Para imprimir a verdade Divina no coração e na mente. A concisão do catecismo como uma série de declarações doutrinais claras derivadas da Escritura, é calculada para incutir a verdade no processo de pensamento e imprimi-la na mente e no coração. A menos que a verdade doutrinária seja cuidadosa e escrituristicamente contemplada, ela nunca será verdadeira e plenamente compreendida, devidamente abraçada ou ter a prática implementada na vida (Salmos 119:11).

3. Para evangelizar os não convertidos. Os pais Cristãos catequizando os seus filhos é o melhor meio de evangelizá-los verdadeiramente de uma forma consistente e equilibrada. As mentes deles têm que lidar com a verdade e as consciências deles podem ser sondadas no contexto de todo o conselho de Deus. Nos anos posteriores a verdade pode ser aplicada à consciência através da lembrança de tal instrução (Efésios 6:1-4; 2 Timóteo 3:15).

4. Para preparar para o ministério público da Palavra. A p r e g a ç ã o p ú b l i c a d a P a l a v r a d e D e u s d e v e a b o r d a r u m a s é r i e d e a s s u n t o s : a v e r d a d e d o E v a n g e l h o , uma cosmovisão Cristã, toda a gama de doutrina Cristã e sua aplicação à vida da igreja e do indivíduo, a família cristã, a relação do Cristão com a sociedade não regenerada em que vive e as variedades da experiência cristã. Catequizar necessariamente prepara os pais, as crianças e jovens convertidos para o ministério da Palavra por incutir neles uma consciência de Deus, permitindo-lhes começar a pensar de forma consistente a partir das Escrituras, dando-lhes uma compreensão básica das verdades escriturísticas e doutrinárias, e familiarizando-os com terminologia doutrinária e teológica (2 Timóteo 1:13; 2:2)

5. Para atuar como uma prevenção do erro e da heresia. A melhor prevenção contra o erro e a heresia é a Palavra de Deus certamente [correta ou consistentemente] compreendida. O catecismo é uma declaração concisa e exata da Palavra de Deus em sua expressão doutrinária (Efésios 4:11-16; 2 Timóteo 4:1-5; 2 Pedro 3:16-18).

6. Para atuar como uma prevenção da decadência espiritual. O verdadeiro conhecimento das Escrituras é, necessariamente, um conhecimento consistente [e, portanto, não contraditória] do seu ensino doutrinário. O uso de um catecismo como uma abordagem concisa, lógica, sistemática à verdade divina deve refrescar a mente e o coração e acelerar o zelo de alguém. Há uma relação necessária e imediata entre a verdade e a consciência e entre a verdade e o zelo, se o Espírito e a graça de Deus estão presentes (Hebreus 5:10-14; 2 Pedro 3:16-18).

7. Para edificar os crentes de todas as idades e níveis de maturidade espiritual. Todos sem exceção vão se beneficiar com o uso de um catecismo. As criancinhas e os novos convertidos serão instruídos consistentemente na fé, crentes maduros devem ser atualizados e vivificados pela reiteração da verdade e os crentes idosos devem ser sustentados e animados pela verdade imutável estabelecida pelas Escrituras.

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8. Para rever a essência da doutrina Cristã. O âmbito do seu ensino e da concisão de suas respostas fazem de um catecismo uma fonte primária para uma revisão de qualquer aspecto da verdade doutrinária, declarada de forma simples, concisa e escrituística.

9. Para proporcionar uma grande e necessária ajuda em defesa da fé. A concisão do catecismo em expressar a verdade doutrinária, e a memorização dos textos-prova, fornecem os elementos essenciais necessários para defender a fé ou explicá-la aos outros de forma clara e escriturística (2 Coríntios 10:3-5; 1 Pedro 3:15; Judas 3).

4ª PERGUNTA – Quanto tempo e esforço devem ser dados ao uso de um catecismo? RESPOSTA - O tempo e o esforço gastos na utilização de um catecismo devem ser tanto quanto ou mais do que o tempo e esforço gasto em qualquer outra disciplina. Muito tempo pode ser dado a eventos esportivos para o desenvolvimento motor e habilidades sociais necessárias, mas qual é o bem que estes fazem para a alma? A catequese é tanto para o tempo presente quanto para a eternidade. Como o estudo da matemática, história, o uso básico de ferramentas manuais ou mecânicas, e a aquisição geral de habilidades são consideradas necessárias para a educação da criança, assim o tempo e o esforço devem ser despendidos para instruir a mente e o coração e, assim, alcançar a alma. Que instrução é mais importante do que a verdade Divina? Que habilidade é mais importante e duradoura do que a de compreender o ensino doutrinário das Escrituras?

5ª PERGUNTA – Quem deve se beneficiar do uso de um catecismo?

RESPOSTA – Qualquer pessoa deveria se beneficiar grandemente do uso de um catecismo:

1. As criancinhas, que precisam ser instruídas nos ensinos básicos da Escritura, para o bem de suas próprias almas e sua salvação, e prepará-las para se sentarem sob a pregação do Evangelho de forma inteligente.

2. As crianças mais velhas e jovens adultos, que precisam conhecer a verdade da Palavra de Deus e do caminho da salvação.

3. Os novos convertidos, que necessitam de serem confirmados na fé através da instrução básica na verdade doutrinária.

4. Os cristãos maduros, que necessitam ter um conhecimento abrangente da verdade a fim de viver de forma consistente e inteligente na fé e também para instruir os outros nas coisas Divinas.

5. Os anciãos, ministros e professores, que não só devem ser firmemente radicados na fé, mas devem ensinar e ministrar para os outros também em seus respectivos níveis. Uma revisão de um catecismo em pontos doutrinários essenciais deve ser uma parte essencial da preparação do sermão.

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6. Os não convertidos de qualquer e todas as idades. No catecismo eles encontrarão a verdade escrituristicamente, de forma simples e consistentemente explicada. Isto certamente trabalhará para a sua compreensão da pregação, e pode trabalhar para a sua convicção de pecado e de forma inteligente fechando com Cristo na fé salvadora.

6ª PERGUNTA - Quais são os valores de um catecismo?

RESPOSTA – Existem dois grandes valores no uso de um catecismo:

1. Um valor imediato ou primário. Isto consiste em inculcar a verdade Divina na mente ou no coração, e através disto, na consciência e na vida. Para os descrentes, ele fornece uma base escriturística para a verdade do Evangelho e para a esperança de salvação. Para o salvo, ele constrói uma base escriturística e doutrinária sólida para toda a vida.

2. Um valor final ou secundário. O catecismo a um determinado grau marcará a pessoa para a vida, sendo salva ou não salva. A verdade uma vez comissionada à memória encontrará a sua marca em incutir uma consciência de Deus, despertando a consciência e proporcionando um sentido escriturístico do certo e do errado.

Que situação diferente existiria hoje em nossas famílias e na sociedade em geral, se a maioria tivesse sido instruída com um catecismo sadio! Um clima moral diferente prevaleceria, um abençoado ponto de contato com a verdade do Evangelho já teria sido implantado na mente e no coração. Hoje nós vivemos em uma sociedade abertamente secularizada onde muitos homens e mulheres não têm nenhuma crença em Deus ou em um conceito de verdade qualquer que seja. Nada existe em seus corações ou mentes para evitar a sua queda em mergulho para a impiedade e imoralidade. Ao mesmo tempo as barreiras espirituais e morais necessárias foram erguidas e executadas com o uso de um catecismo sadio em grande parte da sociedade.

O que dizer da atual falta, ou até mesmo, do desprezo pela verdade doutrinária entre os professos Cristãos? Um verdadeiro e completo conhecimento das Escrituras é um conhecimento doutrinário. A menos que nós cheguemos a um conhecimento doutrinário da Escritura, o nosso conhecimento necessariamente permanecerá num determinado tamanho parcial, inadequado e muitas vezes bastante inconsistente. Nós devemos conhecer a Bíblia doutrinariamente e devemos conhecer a nossa doutrina bíblicamente. Este é o objetivo da catequese.

E o que dizer de nossas igrejas? A tendência atual em direção à mera tradição, ao mundanismo, ao subjetivismo e o irracionalismo é em grande parte o resultado da terrível ausência da verdade, verdade acreditada e inculcada através da pregação e do uso de um catecismo sadio. Que diferença seria vista em nossas igrejas hoje se nossos pais tivessem sido fiéis em catequizar esta presente geração! Numa época que questiona toda a autoridade, desafia a veracidade da Escritura e em grande parte se recusa a ouvir a pregação bíblica com autoridade do púlpito, um fundamento escriturístico e doutrinário sólido é extremamente necessário. Que diferença será vista se nós mesmos revertêssemos este triste desvio da prática escriturística e começássemos sistemática,

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amorosa e pacientemente a instruir e doutrinar esta geração! Não seria isto por si mesmo um verdadeiro avivamento?

PARTE I

O CRENTE E O SEU DEUS

O estudo das coisas Divinas em geral é chamado de "Teologia", do Gr. Theos , "Deus", e

logos ou logia, "palavra, estudo ou doutrina." A doutrina do homem é chamada de

"Antropologia," do Gr. anthropos. Literalmente, tudo é determinado por uma doutrina de Deus revelada através da Escritura. É de extrema importância que seja tanto escriturística como piedosa em tal estudo.

1ª Pergunta – Qual é a única verdade inspirada, infalível e inerrante para o homem? Resposta - A única verdade inspirada, infalível e inerrante para o homem é a Palavra escrita de Deus, a Bíblia.

2 Timóteo 3:16-17. 16 “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; 17Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.”

Mateus 4:4. ... “Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus.”

Veja também: Gênesis 2:17-19 ; 3:1-12; Deuteronômio 8:3; Hebreus 1:1-3; 2 Pedro 1:20-21; 3:15-16.

COMENTÁRIO

Alguns catecismos e obras sobre teologia começam com Deus e daí a razão para as Escrituras ser como uma revelação necessária e de Deus. Esta é uma abordagem filosófica. Nós devemos começar com as Escrituras. Somente a Bíblia é a verdade objetiva e escrita (2 Timóteo 3:16-17). Isto deve garantir que o nosso pensamento permanecerá escriturístico em vez de filosófico, tanto em consistência quanto em nossa abordagem das realidades Divinas.

A Bíblia é a nossa única regra de fé [crença, doutrina] e prática [vida]. A Escritura é a nossa única fonte objetiva de verdade e de conhecimento, e nosso padrão para uma vida adequada, porque é a real Palavra de Deus escrita. Veja as perguntas 7, 9 e 10. É através das Escrituras que nós temos um verdadeiro conhecimento de Deus, de nós mesmos e do universo ao nosso redor. Nós podemos saber muito sobre Deus através de sua criação (Romanos 1:18-20) e do nosso próprio processo de pensamento instintivo, como fomos criados à imagem e semelhança [revelação natural] de Deus. Mas a auto-consistência moral de Deus [seu caráter absolutamente justo], seu amor redentor, sua graça e misericórdia, e outras características morais necessárias só podem ser conhecidas através

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da história redentora escrita em sua Palavra [revelação especial]. Veja a Pergunta 5. É apenas nas Escrituras que encontramos a salvação do pecado, a esperança de libertação na obediência ativa e passiva do Senhor Jesus Cristo; a verdadeira e objetiva reconciliação com Deus, e a certeza da esperança para o futuro. A natureza pode nos alegrar com as suas belezas e maravilhas; nós podemos ter pensamentos elevados e sublimes em nossas imaginações, mas somente nas Escrituras é que vamos encontrar o coração de Deus revelado e descobrir a glória e a doçura do evangelho.

Além disso, nós devemos entender que a Queda afetou os processos de pensamento do homem, e sua percepção das realidades espirituais é muito limitada ou distorcida pelo pecado [os efeitos noéticos do pecado, do Gr. noeō, "perceber, entender." O processo de pensamento moral, intelectual e julgamento do homem caído ficou aleijado pela queda. Conferir em Romanos 1:21-25; 1 Coríntios 2:14; Efésios 4:17-19]. Veja as perguntas 37 e 38. Assim, a revelação natural [Deus revelado através de sua criação] torna-se distorcida através de uma perspectiva caída e pecaminosa. Finalmente, a verdade que o homem conhece através da revelação natural em qualquer medida [suficiente para mantê-lo indesculpável], ele procura suprimir, uma vez que agrava a sua mente, convence sua consciência e define-se contra suas pressuposições naturais e pecaminosas (Romanos 1:18-20). Veja a pergunta 10. A Escritura não revela tudo (Deuteronômio 29:29), mas revela suficientemente o que nós necessitamos saber: que nós somos pecadores diante de Deus, como ter o perdão dos pecados, como se reconciliar com Deus através do Senhor Jesus Cristo, como viver de modo aceitável perante ele nesta vida e nos preparar para a eternidade. É apenas através das Escrituras que nós temos uma cosmovisão Teísta Cristã consistente, uma experiência Cristã válida e uma fé transcendente, contudo prática. Veja a Pergunta 121.

Acreditando que a Bíblia é a real Palavra de Deus escrita não algo é meramente teórico ou abstrato. É a substância de uma fé viva que repousa na verdade da Palavra de Deus, independentemente das circunstâncias. Tal crença não é mero fideísmo [uma fé irracional nua]. Nossa fé é fundamentada na Palavra racional de um Deus auto-revelado e inteligente. O testemunho do Espírito Santo autentica esta Palavra para a mente, para o coração e para a alma do crente. Seus mandamentos, profecias, advertências e promessas são total e infalivelmente verdadeiros. As Escrituras são, portanto, para formar a verdadeira estrutura de nossas vidas. Veja a Pergunta 10.

Muitos podem negar o Cristianismo porque não conseguem acreditar em milagres, ou presumir que existam inconsistências no sistema Cristão. Estes se opõem à Divindade do Senhor Jesus Cristo, ao Nascimento Virginal, à natureza vicária da morte de nosso Senhor ou à ressurreição, etc.. Estes são pensados como sendo irracionais, ou seja, contrários à razão. Tais realidades nunca são a questão real. A questão primária é que Deus falou claramente e com autoridade absoluta para o homem (Hebreus 1:1-2), e este registro foi escrito. Esta revelação Divina em forma escrita continua com plena autoridade [o significado de "está escrito" (Gr. gegraptai, tempo perfeito) é "Ela permanece escrita com autoridade inalterada"]. A verdadeira questão é sempre a veracidade de Deus na e através da Bíblia. As Escrituras são a sua Palavra, e nós somos obedientes ou desobedientes a ele e à elas. Veja a Parte II.

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Será que as Escrituras têm seu devido lugar em nossas vidas? As nossas vidas refletem a sua orientação e poder transformador? Será que nós amamos e obedecemos a Deus, conforme revelado em sua Palavra?

2ª Pergunta - Qual é a principal finalidade do homem?

Resposta - A principal finalidade do homem é glorificar a Deus e desfrutar dele para sempre.

1 Coríntios 10:31. “Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus.”

Apocalipse 4:11. “ Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas.”

Veja também: 1Crônicas 29:10-14; Eclesiastes 7:29; 12:13-14 . COMENTÁRIO

Este universo e todas as coisas e todos que estão nele existem para o bom prazer e glória de Deus. O homem é o portador da imagem de Deus, criado como ele e para ele (Gênesis 1:26-28). O homem foi criado originalmente justo para encontrar significado e satisfação em servir a Deus e desfrutar de sua comunhão (Eclesiastes 7:29). Veja a Pergunta 33. O primeiro homem, Adão, foi criado para "pensar os pensamentos de Deus depois dele," isto é, para dar o mesmo significado a tudo o que Deus tinha dado a ele em virtude de seu ato criativo. Veja a Pergunta 31. No contexto da criação primitiva, não caída, nada mais poderia ser acrescentado à alegria e satisfação do primeiro par. No entanto, em Adão a raça humana caiu da sua retidão original e tornou-se intelectualmente incapacitada, moralmente depravada e pecaminosamente empírica (Gênesis 3:1-8; Romanos 1:18-25; 5:12; 1 Coríntios 2:14; Efésios 4:13-17). Veja as perguntas 34, 37 e 38. A salvação no tempo e na história humana é a redenção da imagem Divina no homem (Romanos 8:29). Isto exigiu a encarnação, humilhação e exaltação do Senhor Jesus Cristo (Filipenses 2:5-11), e a união dos crentes com e em Cristo (Romanos 6:1-14; 8:28-39; Colossenses 3:1-4). Veja a Pergunta 125. Finalmente, todos os atributos Divinos serão glorificados, seja no julgamento ou redenção do homem e do universo (2 Pedro 3:7-13).

A natureza e o caráter de Deus revelados nas Escrituras formam a base de toda a verdade, conhecimento, esperança e confiança para o crente. Nós confiamos em Deus e descansamos nEle pela fé, não por causa do que ele fez, faz, ou pode fazer por nós, para nós ou através de nós, mas sim, por causa de quem e do que ele é, ou seja, a fé repousa na Pessoa de Deus, não meramente em suas ações. Nós só encontramos sentido e plenitude quando o fazemos no contexto do verdadeiro prazer e glória de Deus. Você já descobriu a principal finalidade do homem? Você está percebendo porque Deus criou você e situou você neste ponto do tempo na história? A glória de Deus é seu

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constante e maior objetivo? Você encontra prazer em seu relacionamento com o Altíssimo?

3ª Pergunta - Quem é o único grande Objeto de nosso conhecimento, adoração e prazer?

Resposta - O único grande Objeto de nosso conhecimento, adoração e prazer é o triuno, o autorrevelado Deus da Escritura.

Salmos 29:2. “Dai ao Senhor a glória devida ao seu nome, adorai o SENHOR na beleza da santidade.”

Salmos 73:25-26. 25“Quem tenho eu no céu senão a ti? E na terra não há quem eu deseje além de ti. 26ª minha carne e o meu coração desfalecem; mas Deus é a fortaleza do meu coração, e a minha porção para sempre.”

Salmos 96:9. “Adorai o Senhor na beleza da santidade; tremei diante dele toda a terra.”

Provérbios 1:7. “O temor do Senhor é o princípio do conhecimento; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução.”

Provérbios 9:10. “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é o entendimento.”

João 17:3. “E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.”

1 Coríntios 10:31. “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus.”

Veja também: Romanos 1:18-32; 11:33-36; Atos 17:27; Efésios 4:17-19. COMENTÁRIO

Existem várias abordagens para a crença ou descrença em Deus. Nenhuma crença, ou sistema é simplesmente neutro; cada um traz com ela implicações teológicas, morais e éticas necessárias. Estas implicações foram e são vistas ao longo da história da humanidade e em suas várias culturas e sociedades. Cada religião, portanto, tem uma visão de mundo e da vida correspondente.

O teísmo é a crença em um Deus ou deuses. O ateísmo é a descrença em Deus ou deuses. O ateísmo, como sustentado pelo homem moderno, secularizado, pressupõe a evolução, o acaso e o destino. O deísmo é a ideia racionalista de que Deus é um ser pessoal absoluto e criador do universo, mas que ele nem se revelou nem está envolvido nos eventos da natureza, história ou no drama humano. Assim, o homem não precisa temer a Deus ou a retribuição. O politeísmo é a crença em vários deuses. O politeísmo não pode trazer todas as características Divinas em um só ser. O ceticismo, negando a

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revelação Divina, acredita que a razão não pode provar a existência de Deus. O

panteísmo sustenta que Deus é semelhante à criação. É a negação da personalidade de

Deus, e, portanto, de qualquer responsabilidade para com Deus. O Panenteísmo fornece uma base filosófica para o teísmo aberto ou Processo Teológico. Deus é identificado com o universo, mas ele é mais do que o universo. Ele é a mente eterna da qual o universo é o corpo, por assim dizer. Tanto Deus quanto o universo estão em processo de expansão; o futuro é desconhecido. O Pluralismo Religioso, característica da filosofia pós-moderna, é a ideia de que todas as religiões têm algo de bom, e os homens podem ter um relacionamento significativo com Deus através de vários caminhos religiosos. Todas estas várias visões têm falta uma fonte revelada definitiva, uma revelação Divina autoatestada, e, portanto, uma base epistemológica suficiente [fonte da verdade e do conhecimento].

O Cristianismo Bíblico não é meramente teísta, ou seja, não se limita a acreditar na existência de um Deus. O Cristianismo Bíblico sustenta o Teísmo Cristão, o que necessariamente significa que o triuno, o Deus autodescoberto? se revelou na criação, providência, história, sua Palavra escrita e no Senhor Jesus Cristo. Apenas o Teísmo Cristão possui a base suficiente, como religião revelada, para fornecer um sistema coerente de verdade para a teologia, criação, história, moral e ética - uma cosmovisão inclusiva. Veja Perguntas 120-123. O Teísmo Cristão como um sistema de crenças que sustenta que o Deus triuno revelou a si mesmo, que ele é o único Grande Objetivo do conhecimento, e que ter um relacionamento correto com ele através da Pessoa e obra de seu Filho leva ao mais alto significado e satisfação.

O triuno, o autorrevelador Deus da Escritura é a fonte de todo o conhecimento verdadeiro. O homem como um ser criado deve encontrar a fonte da verdade e do conhecimento fora de si mesmo. Assim, o homem é por necessidade uma criatura de fé. Embora o homem moderno de bom grado se considere científico e empírico em sua epistemologia [ciência do conhecimento e reivindicações da verdade], ele é necessariamente levado a um princípio de fé, e, portanto, a uma postura pressuposicional para aquilo que ele considera ser verdadeiro e verdade. Como o portador da imagem de Deus, o homem deve encontrar o sentido - a verdade e o conhecimento - em seu Criador. Veja as Perguntas 31, 120 e 121. Para o homem conhecer a si mesmo, ele deve, como o portador da imagem de Deus, começar com Deus.

Deus é o Criador, Sustentador e Governador do universo criado, e suas leis reinam em todas as esferas - espiritual, moral e física (Romanos 11:36). Conhecer a Deus é possuir o verdadeiro conhecimento; suprimir o conhecimento de Deus é negar a possibilidade da verdade, do conhecimento e da realidade. Ter um relacionamento correto com Deus no contexto de sua Lei - Palavra, ou seja, ser reconciliado com Deus por meio de Jesus Cristo pela fé é realmente conhecê-lo e, assim, possuir a única base correta e consistente para verdadeiramente entender algumas coisas ou a totalidade das coisas. Ter um relacionamento correto com Deus, através da Pessoa e obra do Senhor Jesus Cristo é encontrar o perdão, a reconciliação, a paz e a comunhão, e, portanto, a comunhão com alegria em Deus (Romanos 3:21-26; 5:1-2; 1João 1:3-7).

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Para os crentes, a Palavra escrita de Deus constitui a nossa única regra de fé e prática. Sob o senhorio soberano de Jesus Cristo (Mateus 28:18, Atos 2:36), esta Palavra é para governar todas as esferas da vida – os reinos espiritual, religioso, moral, ético, social, político e espiritual. Jesus Cristo é o Senhor soberano do universo e sua palavra é a lei do crente. As reivindicações totalitárias de Cristo Jesus como Senhor soberano devem ser acreditadas, amadas e obedecidas alegremente, declaradas e defendidas em todas as esferas da existência humana.

Como o Senhor DEUS é o Criador, Possuidor e Governante Soberano do céu e da terra, como todo fato é um fato criado e como nós devemos fazer tudo para a glória de Deus, não há nada que seja secular; tudo é enfim sagrado. Assim, tudo em nosso pensamento, fala e atos são enfim uma forma de adoração - ou deveria ser. A adoração formal, seja pública ou privada, deve refletir o caráter de Deus; deve ser santa, justa, reverente, alegre e honrosa a Deus, ou seja, a adoração deve ser teocêntrica [centrada em Deus] e não antropocêntrica [centrada no homem]. A verdadeira adoração deve ser regulada pela Palavra de Deus, e não pela inovação do homem. Adoração e entretenimento são mutuamente exclusivos. Muito do "culto" contemporâneo nem é digno desse nome, nem glorifica ao Deus da Escritura. Ver Perguntas 144 e 151.

A verdadeira espiritualidade é essencialmente intelectual, como alguém deve apreender e entrar em acordo com a verdade de Deus escrita a fim de cumprir com o evangelho e consistentemente aplicar esta verdade à vida e experiência. Não existe lugar para uma religião irracional. Uma fé inteligente, que é baseada na Bíblia, dá a base adequada e suficiente para o sentimento. A verdade e as emoções estão inerentemente relacionadas. A primeira deve servir de base para a última ou a religião seria irracional e inconsistente. Veja a Pergunta 7. Você conhece a Deus? Você se alegra nele do modo como ele tem se revelado a você em sua Palavra? O seu culto honra a Deus? Ele reflete Seu caráter santo e justo?

4ª Pergunta - Como nós podemos conhecer a Deus?

Resposta – Nós podemos conhecer a Deus apenas como ele tem tido o prazer de revelar-se a nós.

Jó 11:7.” Porventura alcançarás os caminhos de Deus, ou chegarás à perfeição do Todo-Poderoso?”

Salmos 19:1-3. 1”Os céus declaram a glória de Deus, e o firmamento anuncia a obra das suas mãos. 2Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite. 3Não há linguagem nem fala onde não se ouça a sua voz.”

Atos 17:27-28. 2”7Para que buscassem ao Senhor, se porventura, tateando, o pudessem achar; ainda que não está longe de cada um de nós; 28Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos ...”

Veja também: Gênesis 1:1; João 1:9,18; Romanos 1:18-25; 2:14-16; Colossenses 2:9; 1 Timóteo 3:16; Hebreus 1:1-3.

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COMENTÁRIO

Deus é o nosso Criador; nós somos suas criaturas. As Escrituras devem cuidadosamente manter esta distinção e relação Criador-criatura. Portanto, nós só podemos conhecê-lo como ele tem o prazer de revelar-se a nós. Ele é infinito; nós somos finitos. Ele é absoluto [autoexistente e sem quaisquer limitações externas]; nós somos relativos [dependentes de Deus e das circunstâncias externas para a nossa existência e significado]. Nós não somos apenas limitados por nossa condição de criaturas, mas também pelas consequências intelectuais [efeitos noéticos] do pecado (Romanos 1:18-25; 1 Coríntios 2:14).

Deus se revelou a nós de várias maneiras. Estes caminhos são de natureza progressiva e histórica: primeiro Deus revelou-se a nós através da luz da natureza. O homem é o portador da imagem de Deus e possui um instinto para o Divino. Os efeitos noéticos do pecado têm entorpecido e distorcido isto. O homem por natureza é incuravelmente religioso, mas falta tanto a capacidade como a motivação para buscar a Deus corretamente (Atos 17:22-31). Ele é "epistemologicamente falido, ou seja, pecaminosamente fútil em seu raciocínio incapacitado e suprime o que ele sabe da verdade, como seu ser interior está "às escuras" (Romanos 1:18-25; Efésios 4:17-19). Segundo, Deus revelou-se em e através de sua criação na medida em que o homem caído é inescusável, embora ele suprima este testemunho (Romanos 1:18-20). Veja a Pergunta 10. Terceiro, Deus revelou-se através de suas relações providenciais na história, mas o homem interpreta supersticiosamente como de suas próprias pressuposições em termos de acaso, destino ou sorte, não dando glória a Deus (Romanos 1:21-25; 2 Pedro 3:3-6). Veja a Pergunta 35. Quarto, Deus revelou-se através da sua Palavra. Esta revelação foi escrita e preservada (João 17:17; 1 Timóteo 3:16; 2 Pedro 1:20-21). Permanece em todo tempo como testemunha da natureza, do caráter, do propósito e da veracidade de Deus. Somente nas Escrituras está a mensagem da salvação e reconciliação. Finalmente, Deus revelou-se em e através do Senhor Jesus Cristo, seu Filho eterno e o único Redentor (João 1:14,18; Filipenses 2:5-11; 1 Timóteo 3:16; Hebreus 1:01-4). Veja as perguntas 25, 70-75.

É através das Escrituras que nós podemos conhecer a Deus, a nós mesmos, compreender o mundo à nossa volta, e ter uma revelação definitiva e com autoridade acerca da salvação do pecado, de uma vida justa, da história humana e de nosso próprio destino. Você O conhece? Você O conhece e a si mesmo como revelado em sua Palavra? Você O conhece salvíficamente no Senhor Jesus?

5ª Pergunta - Quais são os dois tipos de revelação divina que Deus nos deu para que possamos conhecê-lo?

Resposta - Deus nos tem dado tanto a revelação geral quanto a revelação especial. Mateus 4: “4. Ele [Jesus], porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus.”

Referências

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