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RELATÓRIO DE ESTÁGIO
Licenciatura em Energia e Ambiente
Hélder José Serra Carvalho dezembro
1
2018Escola Superior de Tecnologia e Gestão
Instituto Politécnico da Guarda
R E L A T Ó R I O D E P R O J E T O E M
C O N T E X T O E S T Á G I O
CÂMARA MUNICIPAL DE MANTEIGAS
ENERGIA E AMBIENTE
Ficha de identificação
Nome: Hélder José Serra Carvalho Número: 1011701
Curso: Energia e Ambiente
Local de estágio: Câmara Municipal de Manteigas
Rua 1º de Maio 6260-101 Manteigas Telefone: 275 980 000
Correio eletrónico: [email protected]
Data de realização: 1 de setembro de 2017 a 30 de novembro de 2017 Orientador no local de estágio: Engenheiro Pedro Lucas
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Agradecimentos
Todo este trabalho não ficaria completo sem o agradecimento devido a todos aqueles que serviram de motivação para a conclusão deste trabalho.
Em primeiro lugar, agradecer a Câmara Municipal de Manteigas pela abertura que demonstrou para a minha integração no Gabinete Técnico Florestal.
Ao Sr. Eng. João Gabriel Leitão, e ao Sr. Eng. Pedro Lucas pela disponibilidade sempre demonstrada e pelos ensinamentos transmitidos durante todo o tempo de estágio. Ao Prof. Pedro Rodrigues pelos esclarecimentos transmitidos.
Ao Prof. Jorge Gregório pela disponibilidade, pelo apoio e por todas as opiniões válidas que partilhou.
A todos os amigos que viveram comigo os três anos mais marcantes da minha vida. A minha família que é a base de todas as decisões e que sempre se mostrou presente em tudo.
Índice Geral
Introdução ... 1
Capítulo 1 –A Vila de Manteigas ... 2
1.1 - Caracterização da região e do distrito da Guarda ... 3
1.2 - Localização geográfica do concelho de Manteigas ... 4
1.3 - História da Vila e origem do nome ... 5
1.4 - Freguesias do concelho de Manteigas ... 6
1.4.1 - Freguesia de Sameiro ... 7
1.4.2 - Freguesia de Vale de Amoreira ... 8
1.4.3 - Freguesia de Santa Maria ... 9
1.4.4 - Freguesia de São Pedro ... 10
1.5 - Câmara Municipal de Manteigas... 11
Capítulo 2 – O ESTÁGIO ... 14
2.1 - Objetivos e Considerações iniciais ... 15
2.2 - PCQA ... 16
2.2.1 - PCQA’S de anos anteriores ... 17
2.2.2-Frequência e tipos de análises em cada ponto de amostragem: ... 22
2.2.3-Cronograma de recolha de amostras da qualidade da água:... 25
2.2.4-Envio para a entidade competente, ERSAR: ... 25
2.3 - Drenagem de águas residuais: ... 27
2.3.1-Fases da obra: ... 27
2.4 - Análise à diferença entre a água paga pelos munícipes (em baixa), e a água paga pela CMM (em alta). ... 30
2.5.1 - Distribuição mensal dos consumos ... 36
2.5.2 - Recomendações de eficiência energética para o município ... 36 2.5.3 - Consumos energéticos da população do concelho de Manteigas (PORDATA) . 37
2.6.1 - Colaboração na manutenção de sinalética do projeto Green Tracks ... 40
2.6.2 - Participação no simulacro “A Terra treme” ... 40
2.6.3 - Colaboração no preenchimento do formulário para participação na iniciativa Floresta Comum ... 41
Conclusão ... 43
Bibliografia ... 45
Anexo 1 - Ficha de Planeamento de Atividades para o GTF ... 46
Anexo 2 – Comparação dos calendários de análises de água 2017/2018 ... 52
Anexo 3 - Colocação de Saneamento – Rua dos Filipes – Vale de Amoreira ... 54
Anexo 4 - Dia Europeu Sem Carros ... 58
Anexo 5 - Green Tracks - Mudança de sinalização ... 60
Anexo 6 - Simulacro A TERRA TREME ... 62
Índice de Figuras
Figura 1 - Divisão do Distrito da Guarda por concelhos. (Fonte:
http://www.admestrela.pt/aldeias/guarda.asp, visitado em 01-12-2018). ... 3
Figura 2 - Limites geográficos do concelho de Manteigas. (Fonte: https://www.visitarportugal.pt/distritos/d-guarda/c-manteigas?t=informacoes, visitado em 01-01-2018) ... 4
Figura 3 - Vista parcial da vila de Manteigas. (Fonte: https://olhares.sapo.pt/vila_de_manteigasi/foto64908.html, visitado em 01-01-2018) ... 6
Figura 4 – Brasão da Freguesia de Sameiro ... 7
Figura 5 - Skiparque (Fonte: https://skiparque.pt/PT/SkiParque, visitado em 01-01-2018 ... 8
Figura 6 – Brasão da Freguesia de Vale de Amoreira ... 8
Figura 7 – Brasão da Freguesia de Santa Maria ... 10
Figura 8 – Brasão da Freguesia de São Pedro ... 11
Figura 9 – Brasão da Vila de Manteigas... 12
Figura 10 - Organograma de Funcionamento da CMM (Fonte: https://cm-manteigas.pt/wp-content/uploads/2016/06/Organograma-Municipio-de-Manteigas.pdf) ... 13
Figura 11 - Origens de água compradas pelo Município de Manteigas (Fonte: https://portal.ersar.pt/PCQA/PCQA_Geral.aspx ) ... 18
Figura 12 – Zonas de Abastecimento do Município de Manteigas ((Fonte: https://portal.ersar.pt/PCQA/PCQA_Geral.aspx ) ... 19
Figura 13 - Pontos de amostragem na Vila de Manteigas, Freguesia de Santa Maria e São Pedro. ... 20
Figura 14 - Figura 14 – Pontos de amostragem na Freguesia de Sameiro. ... 20
Figura 15 – Ponto de amostragem da Freguesia de Vale de Amoreira. ... 21
Figura 16 - Aprovação do PCQA para o ano de 2018 (Fonte: https://portal.ersar.pt/PCQA/Search.aspx?InFrame=false) ... 26
Figura 17 – Localização do aglomerado populacional servido pela obra de saneamento ... 28
Figura 19 - Quantidade de água comprada, vendida, perdas e autoconsumo em metros cúbicos. Fonte: Gabinete Técnico Florestal - CMM ... 31 Figura 20 Quantidade de água residual entregue, adquirida e vendida em metros cúbicos Fonte: Gabinete Técnico Florestal - CMM ... 32 Figura 21 - Quantidade de água comprada, vendida, perdas e autoconsumo em euros. Fonte: Gabinete Técnico Florestal - CMM ... 32 Figura 22 – Águas residuais entregue, vendida e perdas. Fonte: Gabinete Técnico Florestal - CMM ... 32 Figura 23 – Decomposição de custos do consumo elétrico do primeiro semestre dos anos de 2015, 2016 e 2017, respetivamente ... 35 Figura 24 – Decomposição de custos do consumo elétrico do ano de 2016 ... 35 Figura 25 - Comparação da distribuição mensal dos consumos elétricos no primeiro semestre de 2015 e 2016. Fonte EDP Online ... 36 Figura 26 - Comparação da distribuição mensal dos consumos elétricos no primeiro semestre de 2016 e 2017. Fonte: EDP Online ... 36 Figura 27 - Distribuição do consumo de energia elétrica no concelho de Manteigas. Fonte: PORDATA ... 38 Figura 28 - Distribuição do consumo de energia elétrica no concelho de Manteigas. Fonte: PORDATA ... 38 Figura 29 – Consumos energéticos do concelho de Manteigas. Fonte PORDATA. ... 39
Índice de Tabelas
Tabela 1 - Lista de parâmetros analisados em cada controlo pela CMM (Zona de abastecimento – Carvalheira, Fonte Santa e Fornêas ... 23 Tabela 2 - Lista de parâmetros analisados em cada controlo pela CMM (Zona de abastecimento – Reservatório Novo, Reservatório Velho, S. Sebastião e Vale de Amoreira)... 24 Tabela 3 - Diferencial – Águas de consumo vs Águas residuais, Fonte: Gabinete Técnico Florestal – CMM ... 30 Tabela 4 - Resumo dos consumos elétricos do Município de Manteigas ... 34
Introdução
Este relatório foi realizado no âmbito da unidade curricular de Projeto, que se desenvolveu em formato de estágio na Câmara Municipal de Manteigas, CMM. O estágio decorreu entre os dias 1 de setembro e 30 de novembro de 2017, 3 meses. O relatório para além de apresentar a estrutura orgânica da CMM, dá a conhecer também o concelho e todas as potencialidades que este tem para oferecer. Para além disso o relatório aborda em grande medida as tarefas diárias que se desenvolvem na instituição, recorrendo a tabelas, gráficos ou figuras ilustrativas.
Estruturalmente o relatório está dividido em dois capítulos. Antes do primeiro capitulo faço uma ligeira introdução do trabalho, onde abordo a divisão do relatório e descrevo em traços gerais cada um dos dois grandes capítulos. No primeiro capitulo destaca-se a apresentação da CMM através de uma breve narração da sua história e da sua caracterização geral. Apresenta-se também o Gabinete Técnico Florestal, no âmbito do qual foi realizado o estágio, evidenciando as atribuições e funções que lhe estão definidas, assim como os elementos que o compõem.
No segundo capítulo aborda-se o trabalho desenvolvido durante o período de estágio, através da exposição de todas as tarefas realizadas e do acompanhamento de outras atividades gerais que envolveram toda a estrutura da Instituição.
Na conclusão, expõem-se os resultados obtidos em função do trabalho realizado, fazendo também uma reflexão pessoal sobre o estágio e sobre os contributos produzidos.
Capítulo 1
A Vila de Manteigas
1.1 -
Caracterização da região e do distrito da Guarda
O distrito da Guarda distribui-se por uma área de 5 535 km2 (6% da área de Portugal) e
é constituído por 14 municípios: Aguiar da Beira, Almeida, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Gouveia, Guarda que é capital de distrito,
Manteigas, Meda, Pinhel, Sabugal, Seia, Trancoso e Vila Nova de Foz Côa (Figura 1). É
limitado a Norte pelo distrito de Bragança, a Sul pelo distrito de Castelo Branco, a Este por Espanha e a Oeste pelos distritos de Viseu e Coimbra.
Figura 1 - Divisão do Distrito da Guarda por concelhos. (Fonte: http://www.admestrela.pt/aldeias/guarda.asp, visitado em 01-12-2018).
O território do distrito é muito montanhoso, formado por elevações com diversas altitudes, que se distribuem entre os 1 993 metros, no Planalto da Torre da Serra da Estrela, a altitude máxima de Portugal Continental, no município de Seia e os 84 metros, no município de Vila Nova de Foz Côa (no extremo norte do distrito, junto ao rio Douro).
1.2 - Localização geográfica do concelho de Manteigas
O concelho de Manteigas faz parte do distrito da Guarda e integra-se na vasta área da Cordilheira Central, especificamente na Beira Interior Norte, em pleno Coração da Serra da Estrela. Os seus limites e fronteiras encontram-se a noroeste pelo concelho de Gouveia, a leste pelo concelho da Guarda, a sueste pelo concelho da Covilhã e a Oestepelo concelho de Seia, (Figura 2).
Figura 2 - Limites geográficos do concelho de Manteigas. (Fonte:
https://www.visitarportugal.pt/distritos/d-guarda/c-manteigas?t=informacoes, visitado em 01-01-2018)
Esta vila é Sede de um Município com 125 km2 de área, e 3430 habitantes (censos de
2011). Dividido em quatro freguesias, Santa Maria, São Pedro, Sameiro e Vale de Amoreira. Em 2001, a freguesia de Vale de Amoreira foi agrupada ao município, já que antes era pertença do Concelho da Guarda.
Manteigas está localizada em pleno Vale Glaciar do Zêzere, que com a sua forma perfeita em “U”, é um dos melhores exemplos de modelação natural, realizada pela ação erosiva dos glaciares. Esta zona também é propícia ao aparecimento de neve, sendo que
1.3 - História da Vila e origem do nome
No ano de 1188, D. Sancho I deu o primeiro foral à vila de Manteigas e D. Manuel I concedeu-lhe novo Foral a 4 de Março de 1514 em Lisboa, este além do interesse que tem como documento comprovativo da autonomia da vila na época, assume grande significado por nele se achar a referência mais antiga e segura ao foral que D. Sancho I concedeu a Manteigas.
Sobre o passado da vila de Manteigas muito há a dizer, embora alguns pormenores, fruto do passar dos anos, mereçam algumas dúvidas. Ainda assim, existem vários aspetos que requerem atenção.
Relativamente à origem do nome da vila de Manteigas as opiniões são muito divergentes. Uma das versões associa a expressão Manteigas ao plural de manteiga, uma vez que no passado este local foi abundantemente pastoreado por gado dos mais vareados tipos. «Da etymologia deste nome diz o padre António Carvalho da Costa, na
sua chorographia portugueza, «que era antigamente logar muito abundante de vaccas, onde se faziam boas manteigas, de que tomou o nome.» A invasão das manteigas de margarina torna ainda mais lamentável, que aquella villa se não lenha mantido fiel ás suas tradições etymologicas. Vaccarias de finas raças, alimentadas com os ricos pastos, que produzem os magníficos queijos de leite de ovelha, chamados da serra da Estrella, dariam manteiga da mais fina qualidade, muito superior á de Cintra, e rival da melhor manteiga ingleza. É uma exploração industrial a tentar, com certeza de lucro, por quem se resolva a empregar alguns capitães fora da bruta rotina. Pôde ser que eu ainda venha a dar em vaqueiro, por de lodo me enfastiar da politica e desesperar das lettras! E então lá estou cabido, a fazer concorrência às manteigas da quinta de Penha Longa, as melhores de Cintra, pertencente ao meu amigo e habilíssimo
industrial o snr. visconde da Gandarinha», (Navarro, 1884).
Muitas outras versões se contam entre a população, no entanto a apresentada anteriormente é a que merece mais credibilidade e aquela que é em maior escala transmitida entre as gerações.
Figura 3 - Vista parcial da vila de Manteigas. (Fonte:
https://olhares.sapo.pt/vila_de_manteigasi/foto64908.html, visitado em 01-01-2018)
1.4 - Freguesias do concelho de Manteigas
Das quatro freguesias que constituem o concelho, sabe-se que a freguesia de Santa Maria e São Pedro se terão formado entre as datas de 1336 e 1338. A freguesia de Sameiro que pertenceu ao Concelho da Covilhã e ao extinto Concelho de Valhelhas, só em 1835 foi adstrita ao Concelho de Manteigas. O concelho de Manteigas, extinto a 26 de Junho de 1896 e anexado ao da Guarda, veio a ser restaurado em 13 de Janeiro de 1898. A freguesia de Vale de Amoreira passou a integrar o concelho a partir do dia 1 de Janeiro de 2002, ao abrigo da Lei N.º 29/2001 de 12 de Julho.
1.4.1 - Freguesia de Sameiro
A freguesia de Sameiro é uma pequena freguesia rural pertencente ao concelho de
Manteigas. Possui cerca de 400 habitantes, e tem pouco mais de 20 km2 de área. A
população desta aldeia dedica-se maioritariamente à agricultura, construção civil e têxteis. Esta aldeia vive nos meses de verão uma atividade muito grande uma vez que boa parte da população é emigrante e aproveita os meses quentes para se deslocar à sua terra natal.
Figura 4 – Brasão da Freguesia de Sameiro
A grande atração turística desta aldeia e talvez mesmo do concelho é a pista de esqui sintético, Skiparque (Figura 5). Este local concentra em si grande parte dos pontos turísticos de interesse do concelho de manteigas, tais como a neve, a natureza, as casas de xisto, uma praia fluvial, um parque de campismo e diversas atividades de interesse.
Figura 5 - Skiparque (Fonte: https://skiparque.pt/PT/SkiParque, visitado em 01-01-2018
1.4.2 - Freguesia de Vale de Amoreira
Esta freguesia tem cerca de 220 habitantes e pouco mais de 16 km2 de área. Tal como a
freguesia de Sameiro boa parte da população é emigrante e retorna a sua terra natal durante o verão. Ai a freguesia tem um ambiente muito mais festivo e tem como pontos de interesse as suas praias fluviais e as festas religiosas.
1.4.3 - Freguesia de Santa Maria
A freguesia de Santa Maria é uma das duas freguesias urbanas do concelho de
Manteigas. Tem cerca de 1400 habitantes e mais de 24 km2 de área.
Existem documentos que afirmam que o início da vila de Manteigas era apenas constituído por uma única freguesia, de Santa Maria, e que teria tido começo na primeira metade do século XIV.
Esta freguesia apresenta património em várias vertentes, desde o natural ao edificado. O património natural invade grande parte da freguesia, já que esta possui boa parte da sua área em locais florestais. Em todas as estações do ano as paisagens são apaixonantes, tanto pelo branco da neve ou pelas cores do outono esta freguesia possui muitos locais de interesse.
O património edificado mais relevante passa pela igreja da misericórdia, pela igreja matriz, por mais oito capelas dispostas nos mais variados locais. A primeira referência à igreja matriz de Santa Maria remonta a 1388, o que pressupõem que esta tenha sido edificada poucos anos antes.
Já a igreja da misericórdia pensasse que tenha sido construída entre as datas de 1685-1688, pois no seu interior existem referências arcaicas escritas numa têmpera, “Capela
da missa quotidiana para sempre, instituída nesta casa pelo reverendo Alberto Leitão, natural da vila de Manteigas… 1688 anos…”.
A casa das obras é uma robusta construção possuindo brasão, o que significa título de nobreza. No interior existem ainda algumas peças de mobiliário de qualidade, nomeadamente sete quadros a óleo dos séculos XVIII e XIX que retratam algumas das mais iminentes figuras da família. Construída, na segunda metade do Século XVIII pelo capitão-mor, mais tarde desembargador João Teodoro Saraiva Fragoso de Vasconcelos Cardoso, a Casa das Obras impõe-se pelas suas dimensões. O nome de Casa das Obras está por certo relacionado com a expectável e delonga construção que deve ter durado, pelo menos, de 1770 ao primeiro quarto do Século XIX.
Figura 7 – Brasão da Freguesia de Santa Maria
1.4.4 - Freguesia de São Pedro
A freguesia de São Pedro possui tal como Santa Maria cerca de 1400 habitantes, mas
uma área muito maior em comparação com as restantes freguesias, mais de 63 Km2.
Esta freguesia concentra em si a parte mais urbana da vila, as industrias e a maioria do comércio.
É uma freguesia que tem também alguns pontos de interesse tais como igrejas, e capelas. Em termos naturais é nesta freguesia que se encontra o Vale Glaciar do Zêzere, a Torre e o Covão d’Ametade.
Nesta freguesia encontra-se também o CIVGLAZ, Centro Interpretativo do Vale Glaciar do Zêzere, que se tem revelado uma aposta ganha no que diz respeito a captação de turistas para esta zona da Serra da Estrela.
Figura 8 – Brasão da Freguesia de São Pedro
1.5 - Câmara Municipal de Manteigas
O edifício da Câmara Municipal de Manteigas, localiza-se na rua 1º de Maio, na Vila de Manteigas. A data da sua construção é de 20 de setembro de 1966. O Presidente da CMM é o Sr. Esmeraldo Saraiva Neto Carvalhinho, a vice-Presidente é a Sra. Célia Maria Ramos Morais, conta ainda com mais três vereadores. São eles o Sr. José Manuel Biscaia, o Sr. José Manuel Saraiva Cardoso, e o Sr. Francisco Botão Elvas.
Esta Câmara encontra-se dividida em dois departamentos, o Departamento de Administração Geral (DAG) e o Departamento de Planeamento, Obras e Urbanismo (DPOU), dentro de cada um destes departamentos existe uma divisão em vários gabinetes técnicos, conforme consta do organograma apresentado na Figura 10.
O Gabinete Técnico Floresta (GTF), é parte integrante do DPOU, e é constituído por 3 elementos. O Sr. Eng Pedro Lucas, o Sr. Paulo Costa e a Sra. Maria Eduarda Rosa.
Figura 10 - Organograma de Funcionamento da CMM (Fonte: https://cm-manteigas.pt/wp-content/uploads/2016/06/Organograma-Municipio-de-Manteigas.pdf)
Capítulo 2
O Estágio
2.1 - Objetivos e Considerações iniciais
A oportunidade de poder desenvolver um projeto em contexto de estágio na CMM trouxe-me desde cedo a perspetiva de mais-valias futuras em vários contextos, desde o ponto de vista do trabalho nos diversos departamentos da CMM, bem como uma visão prática da área do ambiente e da floresta, departamento esse onde eu estava incluído. Desde o primeiro momento tive uma receção positiva por parte de todos os elementos pertencentes ao GTF, o Eng. Pedro Lucas descreveu-me as atividades realizadas naquele departamento e nas quais eu podia dar o meu contributo em termos práticos. Este departamento não realiza apenas funções na área da Floresta, tem sob a sua alçada temáticas como:
Gestão florestal;
Proteção civil;
Regulamento do apoio à produção de feijoca;
Ambiente;
Turismo;
Rede de percursos pedestres;
Promoção do espaço florestal – eventos;
Piscinas municipais; e
Sistema de gestão da qualidade.
Dentro destas temáticas existem diversas atividades que se encontram calendarizadas anualmente, todo o mapa de atividades encontra-se no anexo 1.
Após saber quais os pontos que este gabinete tratava, foram-me dadas algumas tarefas relacionadas com a área da minha formação superior.
Assim sendo os pontos abordados durante o estágio foram os seguintes:
Elaboração do cronograma de análises Plano de Controlo e Qualidade da Água
(PCQA);
Acompanhamento de uma obra de colocação de saneamento básico na freguesia
Acompanhamento da preparação e do desenvolvimento das celebrações do dia europeu sem carros;
Ajuda na manutenção dos “Green Tracks”;
Manutenção da documentação, mapas e informativos para entrega no posto de
turismo e CIVGLAZ;
Participação no simulacro de Sismo. Iniciativa “Portugal Treme”;
Recolha de dados sobre o consumo de energia elétrica dos contratos da CMM; e
Recolha e análise de dados dos consumos energéticos do concelho.
2.2 - PCQA
O PCQA constitui um programa de controlo analítico cujo objetivo é verificar o cumprimento dos valores paramétricos do Decreto-lei nº 306/2007, de 27 de agosto, relativos à qualidade da água para o consumo humano. O PCQA é elaborado nos termos definidos no anexo III do decreto-lei, do qual faz parte integrante, e submetido à aprovação da autoridade competente, atualmente a ERSAR.
Desta forma, o PCQA, permite avaliar continuamente a qualidade da água fornecida aos utentes do sistema de abastecimento garantindo a sua conformidade com os valores legalmente estabelecidos.
Nos abastecimentos em baixa, esta é realizada pela análise da água que sai das torneiras dos consumidores e nos abastecimentos em alta, pela análise da água que é entregue às EG (entidades gestoras) em baixa nos PE (Ponto de Entrega). A frequência de amostragem é fixada em função do volume de água fornecida ou da população servida em cada ZA (Zona de abastecimento), nos casos do abastecimento em baixa, e pelo volume de água fornecida no PE, nos casos de abastecimento em alta.
No caso desta autarquia o abastecimento é feito em baixa e as analises são realizadas na sua maioria, diretamente em habitações particulares e em edifícios ou locais públicos, como cafés, restaurantes, entre outros.
Neste tema a minha tarefa baseou-se em estabelecer um calendário para a ocorrência das análises no ano de 2018, bem como rever todos os pontos-chave do programa.
2.2.1 - PCQA’S de anos anteriores
De modo a poder usufruir de mais conhecimentos sobre o tema em análise, elaborei uma pesquisa sobre os programas de controlo e qualidade da água dos anos anteriores. Utilizei para isso o portal da ERSAR. Com os programas de controlo anteriores tomei conhecimento de alguns pontos que passo a explanar:
A elaboração de um Plano de controlo é um processo dividido em algumas etapas: O primeiro passo assenta sobre a questão dos volumes comprados à entidade gestora em alta. Neste caso a entidade que gere a água que é comprada pelo município de Manteigas é às Águas de Lisboa e Vale do Tejo.
Este volume de água comprado à entidade gestora em alta é todo ele dividido pelos diferentes reservatórios que por sua vez abastecem as diferentes zonas do concelho de Manteigas.
Como podemos ver na Figura 11, existem sete origens de água no concelho de Manteigas. Uma delas, a nascente de São Sebastião é pertença do Município sendo considerada por isso uma origem de água própria. As restantes seis origens de água, encontram-se espalhadas pelo território da vila e são todas elas pertença da entidade gestora em alta, tendo por isso a Câmara de comprar o volume de água suficiente para um abastecimento seguro e eficiente das populações.
Na mesma imagem podemos ver também os volumes de água a comprar para o ano de 2018 em cada origem.
Figura 11 - Origens de água compradas pelo Município de Manteigas (Fonte: https://portal.ersar.pt/PCQA/PCQA_Geral.aspx )
O passo seguinte na construção de um PCQA passa pela distribuição da água comprada, por todas as ZA. Cada ZA representa um reservatório, e cada reservatório abastece uma determinada fração da população. Em relação a este ponto, os reservatórios continuaram a ser os mesmos dos anos anteriores, uma vez que estes não apresentaram qualquer problema de conservação ou de mau dimensionamento. Importa também referir, que o abastecimento dos reservatórios é feito por adução gravítica em todos os casos.
A zona de influência de cada reservatório continuou a ser a mesma dos anos anteriores, isto é, os reservatórios continuam a abastecer as mesmas freguesias, com as mesmas populações e sem mudanças nas redes de abastecimento.
Figura 12 – Zonas de Abastecimento do Município de Manteigas ((Fonte: https://portal.ersar.pt/PCQA/PCQA_Geral.aspx )
A tarefa seguinte na elaboração do PCQA, é a escolha sobre os pontos de amostragem. Tratando-se de um plano de análises anual, os pontos de amostragem já estão praticamente definidos, sendo utilizados os mesmos pontos dos anos anteriores. Nesta etapa carece de atenção o facto de alguns destes locais de amostragem serem de acesso público, tais como cafés e restaurantes, e, por conseguinte, poderem estar encerrados. Portanto é necessário a verificação da lista de pontos de amostragem, e no caso de algum dos pontos não se encontrar disponível, ser encontrado outro ponto com características similares na mesma zona geográfica.
Após a aprovação dos pontos de amostragem pela ERSAR, estes só poderão ser alterados pela EG por razões de força maior, sendo necessária uma comunicação prévia à ERSAR tendo o cuidado de manter uma distribuição espacial equitativa. Ao selecionar os pontos de amostragem em cada ZA deve considera-se a representatividade das amostras recolhidas relativamente à qualidade da água que é fornecida, tendo em consideração as características da rede, dimensão e traçado, estações elevatórias, reservatórios e pontos de recloragem.
Figura 13 - Pontos de amostragem na Vila de Manteigas, Freguesia de Santa Maria e São Pedro. Pontos de amostragem da ZA da Carvalheira (amarelo); Pontos de amostragem das ZA Fornêas (preto); Pontos
de amostragem da ZA da Fonte Santa (azul).
Figura 14 - Pontos de amostragem na Freguesia de Sameiro. Pontos de amostragem da ZA Sameiro Novo (Laranja); Pontos de amostragem da ZA Sameiro Velho (Roxo).
Figura 15 – Ponto de amostragem da Freguesia de Vale de Amoreira. Pontos de amostragem da ZA Vale de Amoreira (Vermeho).
Nas imagens anteriores encontram-se as freguesias do concelho. Podemos através delas ter uma noção da distribuição dos pontos de amostragem, verifica-se que a distribuição em termos espaciais se faz de uma forma equitativa tanto quanto possível tentando sempre manter as características dos locais de amostragem se estes forem alterados. Cada cor representa os pontos de amostragem de cada zona de abastecimento. As freguesias urbanas de Santa Maria e de São Pedro são abastecidas pelo reservatório das Caldas de Manteigas (azul), pelo reservatório da Carvalheira (amarelo) e pelo reservatório das Fôrneas (preto). Na freguesia de Sameiro existem dois reservatórios, o Novo (laranja) e o Velho (purpura). Na freguesia de Vale de Amoreira existe um reservatório (Vermelho).
Existe apenas um reservatório que é propriedade da CMM, que se situa em S. Sebastião e que está representado a verde. Este reservatório apenas abastece o Estádio Municipal e todos os pontos de amostragem estão dentro do complexo desportivo.
2.2.2-Frequência e tipos de análises em cada ponto de
amostragem:
Após a definição das zonas de amostragem, dos volumes considerados e da população abastecida em cada zona, determina-se a frequência mínima de amostragem para cada um dos controlos de rotina e inspeção.
De acordo com o DL 306/2007 é estabelecida uma frequência mínima para cada tipo de controlo. Sendo certo que ao efetuar-se um controlo de inspeção (CI), os controlos de rotina (CR) estão implícitos dentro da análise. Da mesma forma ao efetuar-se o CR2 também se efetua o CR1.
O CR1 e o CR2 fornecem, regularmente, informações sobre a qualidade organolética e microbiológica da água destinada ao consumo humano, bem como informações que nos permitem saber se os tratamentos, nomeadamente a desinfeção são eficazes, e se a qualidade da água produzida se encontra de acordo com o DL 306/2007.
O CI fornece informação química sobre a água destinada ao consumo humano, nomeadamente de compostos ou elementos que podem ter um efeito adverso significativo na saúde humana.
Tabela 1 - Lista de parâmetros analisados em cada controlo pela CMM (Zona de abastecimento – Carvalheira, Fonte Santa e Fornêas
PARÂMETROS A PESQUISAR
GRUPO DE
PARÂMETR
OS
ZONA DE
ABASTECIMEN
TO
Nº DE
ANÁLISES
AGENDAD
AS
Escherichia coli (E. coli)
CR1 CARVALHEIRA FONTE SANTA FÔRNEAS 12 Bactérias coliformes Desinfetante residual Amónio CR2 4 Número de colónias a 22 ºC Número de colónias a 37 ºC Condutividade Cor pH Manganês Oxidabilidade Cheiro a 25ºC Sabor a 25ºC Turvação Alumínio CI 1 Clostridium perfringens Ferro Nitritos Benzo(a)pireno Cálcio Chumbo Cobre Dureza Total Enterococos Magnésio Níquel
Hidrocarbonetos Aromáticos Policíclicos (HAP)
Trihalometanos Radão
Tabela 2 - Lista de parâmetros analisados em cada controlo pela CMM (Zona de abastecimento – Reservatório Novo, Reservatório Velho, S. Sebastião e Vale de Amoreira)
PARÂMETROS A PESQUISAR
GRUPO DE
PARÂMETR
OS
ZONA DE
ABASTECIMEN
TO
Nº DE
ANÁLISES
AGENDAD
AS
Escherichia coli (E. coli)
CR1 RESERVATÓRIO NOVO (Sameiro) RESERVATÓRIO VELHO (Sameiro) S SEBASTIÃO VALE DE AMOREIRA 6 Bactérias coliformes Desinfetante residual Amónio CR2 2 Número de colónias a 22 ºC Número de colónias a 37 ºC Condutividade Cor pH Manganês Oxidabilidade Cheiro a 25ºC Sabor a 25ºC Turvação Alumínio CI 1 Clostridium perfringens Ferro Nitritos Benzo(a)pireno Cálcio Chumbo Cobre Dureza Total Enterococos Magnésio Níquel
Hidrocarbonetos Aromáticos Policíclicos (HAP)
Trihalometanos Radão
2.2.3-Cronograma de recolha de amostras da qualidade da
água:
Após a verificação de todas as zonas de amostragem e demais indicadores, foi elaborado o cronograma com as análises a realizar nos diversos locais. Para a elaboração deste cronograma foram impostas algumas considerações. São elas:
Tentativa, dentro do possível, de não repetir as mesmas datas do ano anterior;
Mudança da sequência das datas, de modo a que o Controlo Inspeção fosse
realizado numa data diferente do ano anterior.
Com estas referências foi criado um calendário, que se apresenta no anexo 2:
Podemos verificar que as análises foram marcadas para datas diferentes do ano anterior, tendo em atenção as observações anteriores.
2.2.4-Envio para a entidade competente, ERSAR:
Após a passagem por todos estes passos, o programa deve ser enviado para a ERSAR. Esta entidade irá analisar todos os pontos do PCQA e posteriormente emitir um parecer, o qual pode ser positivo ou negativo. No caso do trabalho que elaborei na CMM, após completar o preenchimento de todos os critérios já abordados neste relatório, na plataforma online da ERSAR, enviei o mesmo para a entidade de modo a que esta pudesse fazer a sua análise.
Numa primeira fase foram comunicados à CMM alguns erros nos valores de volumes entre os comprados e os utilizados para abastecimento. Após a correção dos mesmos a entidade reguladora emitiu a sua aprovação do Programa de Controlo e Qualidade da
Água (Figura 16). Este momento constituiu para mim uma grande satisfação, uma vez
Figura 16 - Aprovação do PCQA para o ano de 2018 (Fonte: https://portal.ersar.pt/PCQA/Search.aspx?InFrame=false)
2.3 - Drenagem de águas residuais:
Outro dos temas abordados durante o meu estágio foi a drenagem de águas.
Nesta área, o concelho de Manteigas apresenta diversos problemas, tanto ao nível de águas residuais como de águas pluviais. Apesar do município de Manteigas ser dotado de infraestruturas de drenagem de águas residuais em praticamente toda a sua extensão, estas apresentam problemas de ligações com redes pluviais, que aumentam muito o caudal de água a tratar em ETAR. Existe também alguns pontos da vila que não têm rede de águas pluviais existindo a ligação direta de caleiros para a rede de drenagem. Na aldeia de Vale de Amoreira existia ainda uma pequena rua em que a drenagem de águas residuais era feita para fossas céticas. Esse problema foi resolvido pela Câmara Municipal recentemente e foi-me colocada a hipótese de acompanhar a realização da obra. Dado que esta se enquadra perfeitamente naquilo que se trata em algumas unidades curriculares da Licenciatura em Energia e Ambiente, aceitei de imediato a proposta e acompanhei durante três dias o desenvolvimento da obra de colocação de rede de drenagem com ligação à rede principal.
Nesta obra estive acompanhado pelo Sr. Eng. António Manuel Gonçalves, que fiscalizava a obra em questão, que me possibilitou a aprendizagem de várias matérias práticas.
Esta obra foi dividida em diversas fases, das quais acompanhei na totalidade uma delas, e outras parcialmente.
2.3.1-Fases da obra:
1. Devido à existência da rede de abastecimento de águas, esta teve de ser precavida de qualquer dano que pudesse ocorrer durante o processo de abertura de valas. Dessa forma acompanhei na totalidade a derivação da rede de abastecimento de água, feita através do exterior ligando diretamente o abastecimento de água aos contadores das habitações. Esta medida foi encarada apenas como precaução e assim ficou salvaguardado qualquer dano que pudesse
2. A segunda fase da obra foi a abertura das valas e das caixas tal como estava projetado.
3. Após o término das escavações foram colocadas as redes de drenagem de águas residuais, com a respetiva ligação à rede principal de drenagem.
4. Com a tarefa anterior concluída foi novamente ligada a rede de abastecimento de água ao tubo já existente, uma vez que esta não sofreu qualquer dano durante os trabalhos.
5. Por fim, as condutas foram aterradas e o pavimento foi reposto em toda a extensão da obra.
No anexo 3 encontram-se algumas fotografias que mostram os trabalhos realizados nesta obra.
2.4 - Análise à diferença entre a água paga pelos
munícipes (em baixa), e a água paga pela CMM (em alta).
Durante o período de estágio tive também a oportunidade de ter acesso a alguns valores sobre os pagamentos de água em alta, feitos pela CMM à entidade gestora. E também do pagamentos dos consumidores, estes já em baixa.Acerca dos próximos valores pude tirar algumas conclusões, que apresento a seguir.
Tabela 3 - Diferencial – Águas de consumo vs Águas residuais, Fonte: Gabinete Técnico Florestal – CMM
Através da Tabela 3 podemos verificar alguns aspetos relevantes no que diz respeito à gestão da água do Concelho. Importa contextualizar a situação dizendo que, a CMM adquire a água em “alta” e posteriormente faz a sua gestão em “baixa” através da sua disponibilização e venda aos munícipes. Esses por sua vez após a utilização da água desfazem-se dela através das redes de saneamento. A partir desse momento a água volta a estar sob domínio da CMM até chegar a estação de tratamento de água, onde será realizado o respetivo tratamento pela entidade gestora em “alta”. É neste sentido que se percebe que a CMM tem um elevado prejuízo, por exemplo, no mês de janeiro de 2016,
a CMM comprou 26543 m3 de água, correspondente a 16681 €. No mesmo mês a água
consumida pelos munícipes e libertada para as redes de saneamento representou um custo para a CMM de 34704,75€ no seu tratamento, mas apenas foram pagos pelos munícipes 8606,19€.
É neste ponto que se nota uma diferença anómala que acarreta prejuízos avultados à CMM. O volume de águas residuais entregues pela CMM à entidade que irá fazer o
tratamento, é muito mais elevado que o volume vendido aos munícipes. Dos 61681 m3
entregues pela CMM à entidade gestora em baixa, apenas são vendidos aos munícipes
adquirida vendida autoconsumo perdas adquirida vendida autoconsumo perdas entregue adquirida vendida entregue vendida perdas
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 12 13 14 15 jan/16 26 543 13 367 77 13 099 16 681,00 € 8 002,90 € 62,25 € 7 766,40 € 61 681 26 543 13 444 34 704,75 € 8 606,19 € 26 098,56 € fev/16 25 465 11 581 119 13 765 16 004,09 € 6 655,55 € 94,62 € 8 161,27 € 63 076 25 465 11 700 35 490,04 € 7 161,86 € 28 328,18 € mar/16 30 898 11 571 1 458 17 869 19 418,60 € 6 620,38 € 1 159,14 € 10 594,53 € 49 274 30 898 13 029 27 724,19 € 7 619,55 € 20 104,64 € abr/16 26 641 12 979 1 795 11 867 16 746,17 € 7 499,02 € 1 427,06 € 7 035,94 € 46 291 26 641 14 774 26 045,53 € 8 249,04 € 17 796,49 € mai/16 32 727 12 481 972 19 274 20 568,07 € 7 252,77 € 772,79 € 11 427,55 € 63 134 32 727 13 453 35 522,55 € 7 929,94 € 27 592,61 € jun/16 38 198 13 649 9 531 15 018 24 006,46 € 8 341,68 € 7 577,25 € 8 904,17 € 39 345 38 198 23 180 18 816,78 € 12 362,46 € 6 454,32 € jul/16 40 868 13 438 3 926 23 504 25 684,48 € 10 352,34 € 3 121,29 € 13 935,52 € 40 868 33 437 17 364 15 991,27 € 11 520,58 € 4 470,69 € ago/16 48 713 19 909 4 595 24 209 30 614,85 € 13 357,64 € 3 577,39 € 14 353,52 € 51 800 24 504 24 504 24 773,39 € 14 583,21 € 10 190,18 € set/16 38 921 18 862 3 330 16 729 24 460,83 € 18 449,72 € 3 342,12 € 2 668,99 € 34 276 18 862 22 192 16 392,52 € 13 174,00 € 3 218,52 € out/16 32 455 22 195 2 478 7 782 20 397,12 € 15 095,56 € 2 701,40 € 2 600,16 € 43 840 22 195 24 673 20 966,52 € 13 160,56 € 7 805,96 € nov/16 33 228 21 046 663 11 519 20 882,94 € 16 673,60 € 527,11 € 3 682,23 € 57 552 21 046 21 709 27 524,29 € 12 413,74 € 15 110,55 € dez/16 33 426 14 231 479 18 716 20 701,88 € 9 411,84 € 380,82 € 10 909,22 € 32 926 33 426 14 710 20 701,88 € 9 249,93 € 11 451,95 € TOTAL 408 083 185 309 29 423 193 351 256 166 € 127 713 € 24 743 € 102 040 € 584 063 333 942 214 732 304 654 € 126 031 € 178 623 € ÁGUA (€) mês-ano
ÁGUAS RESIDUAIS (m3) ÁGUAS RESIDUAIS (€)
13444 m3. Este diferencial representa apenas no mês de Janeiro um prejuízo de mais de 26 mil euros.
Apresento a seguir algumas possíveis explicações para os prejuízos observados:
Ligações ilegais à rede de drenagem;
Roturas na rede de drenagem provocadas pela deterioração dos seus
constituintes, originando assim entrada de água existente em lençóis freáticos; e
Ligações de águas pluviais à rede de saneamento.
Analisando os pontos anteriores, verifica-se que o caudal de drenagem aumenta drasticamente, principalmente em dias de chuva e assim a CMM gasta milhares de euros em tratamentos que poderiam ser evitados. A analise desta matéria, suportada também nos gráficos seguintes, revela que a CMM teria todas as vantagens em investir em soluções para esta situação. A renovação de algumas partes da rede de drenagem e o melhoramento da rede de águas pluviais trariam melhorias evidentes a nível económico.
Figura 19 - Quantidade de água comprada, vendida, perdas e autoconsumo em metros cúbicos. Fonte: Gabinete Técnico Florestal - CMM
0 10.000 20.000 30.000 40.000 50.000 60.000
jan-16 fev-16 mar-16 abr-16 mai-16 jun-16 jul-16 ago-16 set-16 out-16 nov-16 dez-16
ABASTECIMENTO DE ÁGUA (m
3)
Figura 20 - Quantidade de água residual entregue, adquirida e vendida em metros cúbicos Fonte: Gabinete Técnico Florestal - CMM
Figura 21 - Quantidade de água comprada, vendida, perdas e autoconsumo em euros. Fonte: Gabinete Técnico Florestal - CMM
Figura 22 – Águas residuais entregue, vendida e perdas. Fonte: Gabinete Técnico Florestal - CMM
0 20.000 40.000 60.000 80.000
jan-16 fev-16 mar-16 abr-16 mai-16 jun-16 jul-16 ago-16 set-16 out-16 nov-16 dez-16
ÁGUAS RESIDUAIS (m
3)
entregue adquirida vendida
0,00 € 5.000,00 € 10.000,00 € 15.000,00 € 20.000,00 € 25.000,00 € 30.000,00 € 35.000,00 €
jan-16 fev-16 mar-16 abr-16 mai-16 jun-16 jul-16 ago-16 set-16 out-16 nov-16 dez-16
ABASTECIMENTO DE ÁGUA (€)
adquirida vendida autoconsumo perdas
0,00 € 5.000,00 € 10.000,00 € 15.000,00 € 20.000,00 € 25.000,00 € 30.000,00 € 35.000,00 € 40.000,00 €
jan-16 fev-16 mar-16 abr-16 mai-16 jun-16 jul-16 ago-16 set-16 out-16 nov-16 dez-16
ÁGUAS RESIDUAIS (€)
2.5 - Análise dos consumos de energia elétrica do
concelho de Manteigas
Outra das atividades que me foi solicitada, foi a análise dos consumos de energia elétrica dos contratos do município. Esta atividade passou por recolher dados de consumos energéticos, tanto a nível de energia elétrica em edifícios municipais, como de outros tipos de energia em todo o concelho.
Para esta tarefa, usei como ferramenta principal o site da EDP, de onde pude recolher os gráficos apresentados pela plataforma EDP online. Perante esses gráficos elaborei um pequeno resumo que apresentei ao executivo da Câmara Municipal. Usei também o portal PORTADA, que me possibilitou analisar os consumos energéticos da população de Manteigas. Pude também elencar alguns gráficos que me elucidaram acerca dos gastos energéticos da população.
Durante o período de recolha de dados tentei elaborar gráficos comparativos de períodos homólogos. No que diz respeito a energia elétrica gasta pelo município, foi possível comparar o primeiro semestre de 2015, 2016 e 2017, bem como o ano de 2015 e 2016 em toda a sua extensão.
Na recolha de dados acerca da população do concelho, foi possível agrupar valores de vários anos. Recolhi também informação de alguns gráficos que representam o consumo energético do município num passado recente.
Após este resumo efetuado pude tirar algumas conclusões, tais como:
- Em relação ao consumo de energia elétrica, o Município de Manteigas apresenta de um modo geral uma redução ao longo dos meses em que foi possível fazer uma comparação, anos de 2015, 2016 e 2017. Esta redução pode ser explicada com algumas medidas adotadas pelo município ao longo dos últimos anos, tais como a instalação de luminárias LED (projeto em fase de desenvolvimento inicial), e o controlo de consumos desnecessários em edifícios públicos.
Na recolha de dados efetuada e apresentada ao executivo, surgiam algumas opções de redução de consumo elétrico propostas pela EDP, uma dessas opções (colocações de
34 resultados positivos atingidos após a implementação dessa medida, deveria ser feito um esforço de investimento para que todas as luminárias que são propriedade da CMM pudessem usufruir da tecnologia LED, e assim baixar os encargos económicos nesta área.
Além desta proposta, são também propostos à CMM mais duas opções de redução da fatura da eletricidade, são elas a aposta em painéis fotovoltaicos, e a correção do fator de potência através a implementação de baterias de condensadores.
A seguir apresento uma tabela com alguns valores relativos ao somatório dos contratos.
Tabela 4 - Resumo dos consumos elétricos do Município de Manteigas
Consumos 1º semestre (kWh) Média do setor no 1º semestre (kWh) Custo 1º semestre (€) Variação (%) Consumo anual (kWh) Média anual do setor kWh Custo anual € 2015 49 998 74 997 10 624 - 108 723 109 268 22 939 2016 38 292 57 438 8 790 -23,40% 72 845 - 26 064 2017 53 805 - 12 029 40,50% - - -
Os valores apresentados na tabela anterior dizem respeito ao somatório de todos os contratos de fornecimento de energia que a CMM tem com a EDP. Devido a falta de alguns dos valores, apenas pode ser feita uma comparação com algum critério aos valores dos primeiros semestres dos anos de 2015, 2016 e 2017. Verifica-se que os valores dos primeiros semestres são inferiores aos valores da média do setor tanto em 2015, como em 2016. Já em 2017 não podemos ter essa certeza uma vez que esse valor ainda não se encontrava disponível à data da pesquisa. Quanto ao valor pago pela CMM, observamos que de 2015 para 2016 houve uma redução de quase 2 mil euros no primeiro semestre. Já em comparação com o ano de 2017 existiu um aumento algo substancial. Podemos justificar esse aumento com eventos realizados pela primeira vez no município e também com um inverno mais rigoroso.
Quanto ao consumo anual apenas podemos comparar o ano de 2015 e 2016. Verifica-se através da análise dos valores da tabela que em termos de consumo, este diminuiu. Já o valor a pagar aumentou em cerca de 3 mil euros. O fator primordial que contribui para o aumento do preço é a parcela do acesso às redes. Nos gráficos seguintes verificamos a decomposição dos custos e teremos uma noção melhor do valor desta parcela.
Figura 23 – Decomposição de custos do consumo elétrico do primeiro semestre dos anos de 2015, 2016 e 2017, respetivamente
Figura 24 – Decomposição de custos do consumo elétrico do ano de 2016
Nos gráficos anteriores podemos ver a decomposição dos custos que são suportados pela CMM. Podemos concluir que a parcela de acesso às redes é aquela que representa uma percentagem maior. Este valor prendesse com a tarifa de uso das redes de transporte, de distribuição e a tarifa de uso global do sistema.
Em relação ao valor da energia consumida propriamente no primeiro semestre de 2016 houve uma diminuição do valor e no período homólogo de 2017 esse valor já aumentou, tal como tinha sido referido anteriormente.
2.5.1 - Distribuição mensal dos consumos
Figura 25 - Comparação da distribuição mensal dos consumos elétricos no primeiro semestre de 2015 e 2016. Fonte EDP Online
Na Figura 25 verifica-se a distribuição mensal dos consumos no primeiro semestre de 2015 e 2016. Concluímos que em praticamente todo o primeiro semestre os resultados foram bastante positivos face ao mesmo período do ano anterior. Apenas no mês de Maio o consumo aumentou. Esse aumento face ao mesmo mês do ano anterior pode ser justificado com acertos de leituras.
Figura 26 - Comparação da distribuição mensal dos consumos elétricos no primeiro semestre de 2016 e 2017. Fonte: EDP Online
Na Figura 26 comparamos o primeiro semestre de 2016 com o de 2017. Verifica-se tal como na Figura 25 resultados positivos na maioria dos meses. No entanto nos meses de Março e Abril há um aumento exponencial do consumo, sendo esse aumento pouco justificável com os eventos realizados no concelho, ou até com acertos de leituras efetuadas.
2.5.2 - Recomendações de eficiência energética para o
município
A plataforma EDP online sugere algumas formas de poupança de energia.
• A instalação de painéis fotovoltaicos para produzir energia elétrica através da
energia solar, na instalação camarária situada na Senhora dos Verdes, poderia produzir benefícios anuais na ordem dos 340 €. O investimento necessário seria de
aproximadamente 2000 €. Observa-se então que em cerca de 6 anos o investimento seria amortizado.
• Na instalação da Fábrica do rio o custo da energia reativa é elevado. A energia
reativa é a energia que cria o fluxo magnético indispensável ao funcionamento de motores, transformadores etc. Para que este valor seja minorado, deve-se efetuar um investimento de forma a corrigir o fator de potencia. Nesse sentido é feita uma proposta de instalação de baterias de condensadores, com um investimento de pouco menos de 2000 €. As baterias de condensadores são utilizadas nestes casos para aproximar o valor do fator de potência de 1, e assim reduzir o valor da energia reativa. No caso desta instalação o valor que se prevê recuperar no final de um ano é de mais de 2600 €.
• Outra forma de poupança de energia que é proposta, é a substituição das
lâmpadas existentes por LED e fluorescentes economizadoras. Esta proposta iria reduzir o consumo em cerca de 15 %, o prazo de retorno do investimento é de cerca de 3 anos e é uma solução com um período de vida útil elevado. Como já foi referido anteriormente neste capítulo, esta solução já começou a ser implementada, e com efeitos positivos. Mais uma razão para que seja feito um esforço para a concretização desta proposta.
2.5.3 - Consumos energéticos da população do concelho
de Manteigas (PORDATA)
Relativamente à temática energética efetuei também uma pesquisa na base de dados estatísticos, PORDATA, sobre os consumos energéticos da população do concelho de Manteigas. A informação obtida através da página eletrónica da PORDATA mostra o comportamento em termos energéticos da população do concelho.
Figura 27 - Distribuição do consumo de energia elétrica no concelho de Manteigas. Total consumo de energia elétrica por setor de atividade económica (laranja); Outros (roxo); Indústrias transformadoras
(preto); Construção (Verde); Comércio (amarelo);Transportes (vermelho);Fonte: PORDATA
Podemos verificar através da Figura 27 como se distribui o consumo de energia elétrica no concelho de Manteigas. Verifica-se que até 2012, o consumo de energia em praticamente todos os setores era estável, o setor das indústrias transformadoras era o que mais energia consumia apenas atrás do setor “outros”. Observa-se então que existe uma fragmentação grande de atividades económicas consumidoras de energia, uma vez que o setor “outros” é o que mais energia consome.
Figura 28 - Distribuição do consumo de energia elétrica no concelho de Manteigas. Tota do consumo de energia elétrica (laranja); Baixa tensão (azul); Alta tensão (verde); autoconsumo (preto). Fonte:
Na Figura 28 encontra-se descrito o consumo de energia em baixa e alta tensão no concelho de Manteigas. Verifica-se um ligeiro decréscimo ao longo dos anos em ambos os tipos, facto aceitável, uma vez que o concelho viveu nos últimos anos uma estagnação bastante visível. Nesta imagem está também representado o autoconsumo no concelho, o qual é muito reduzido. Este ponto é bastante importante, uma vez que o concelho possui características naturais muito relevantes para ser feita uma aposta forte nas energias renováveis. Estas características já começam a ser exploradas por alguns habitantes deste concelho, mas como é visível na imagem, ainda não é notório em termos estatísticos essa aposta.
Figura 29 – Consumos energéticos no concelho de Manteigas. Gasóleo rodoviário (amarelo); Gasolina sem chumbo 95 (verde); Gasolina sem chumbo 95 (preto); Gás butano (laranja); Gás propano (verde
escuro); Gasóleo para aquecimento (vermelho escuro); Gás-auto (GPL) (azul); outros produtos de petróleo (vermelho claro); Fuel (castanho claro). Fonte PORDATA.
Por último neste capítulo, apresentasse a Figura 29 com os consumos energéticos discriminados por tipos de combustíveis usados no Município. O gasóleo rodoviário é o mais utilizado com larga vantagem relativamente aos restantes combustíveis. Realça--se o facto de entre 2009 e 2011 existir uma subida acentuada do consumo de gasóleo para aquecimento mantendo-se estável a partir desse ano. Na generalidade, todos os combustíveis têm vindo a sofrer um ligeiro decréscimo de consumo, e no ano de 2015 o gás propano deixou mesmo de ser o segundo mais consumido sendo ultrapassado pela gasolina sem chumbo 95.
2.6 - Outras Atividades
2.6.1 - Colaboração na manutenção de sinalética do
projeto Green Tracks
Outra das atividades realizadas durante o período de estágio foi relacionada com o projeto green tracks. Este projeto já com alguns anos de existência apresenta-se como uma rede de 16 percursos pedestres localizados no Concelho de Manteigas, que disponibilizam aos turistas que queiram conhecer melhor a região, uma forma bastante apelativa de agrupar tradições e costumes representativos da cultura desta vila e ao mesmo tempo desfrutar das paisagens existentes nesta zona da Serra da Estrela. Uma das atividades regulares realizada no âmbito deste projeto são revisões a sinalética existente nos trilhos, bem como às marcações que se encontram no decorrer dos mesmos. Nesse sentido desenvolvi em alguns dias do estágio essa mesma revisão, passando as minhas tarefas por verificar o estado das marcações existentes e se necessário reforça-las bem como das placas orientadoras (Anexo 5).
2.6.2 - Participação no simulacro “A Terra treme”
No dia 13 de outubro a Autoridade Nacional de proteção civil promoveu um simulacro de um sismo a nível nacional. Esta atividade, que já se vem realizando a alguns anos, já em tempos tinha contado com a participação da Câmara Municipal de Manteigas. Assim este ano foi proposta a participação nesta atividade, proposta essa que foi aceite. A minha tarefa baseou-se na recolha dos panfletos disponibilizados pela ANPC (Anexo 6), e distribuição por todos os funcionários internos da CMM, bem como a tentativa de sensibilização de todo o pessoal para a participação nesta atividade. No dia 13, todo o processo decorreu com relativa normalidade tendo os funcionários aderido em grande escala.
2.6.3 - Colaboração no preenchimento do formulário para
participação na iniciativa Floresta Comum
Na vertente da floresta também me foi dada a oportunidade de conhecer melhor os objetivos do Município. Uma das iniciativas que já é recorrente nesta vila é a reflorestação de alguns locais afetados por incêndios em anos anteriores. Perante isso dei a minha colaboração no preenchimento do formulário (Floresta Comum). No anexo 7 está representado um exemplar do formulário, de forma a poder haver uma perceção melhor do trabalho desenvolvido.
Este programa tem por objetivo o fomento e o incentivo à criação de uma floresta autóctone com altos índices de biodiversidade e de produção de ecossistemas.
2.6.4 - Apoio na organização da atividade do Dia Europeu
Sem Carros
O Dia Europeu Sem Carros celebra-se anualmente a 22 de setembro.
Esta atividade ocorre durante a Semana Europeia da Mobilidade, e a data visa sensibilizar a população e autoridades para a necessidade de reduzir o tráfego rodoviário dentro das cidades, de forma a aumentar a qualidade de vida e garantir a sustentabilidade dos recursos naturais, optando por alternativas de transporte menos poluentes como os transportes públicos e bicicletas. Integrado na Semana Europeia da Mobilidade, o Dia Europeu Sem Carros é celebrado através da promoção de ações de sensibilização.
Nas cidades que aderem à iniciativa do Dia Europeu Sem Carros, algumas ruas são fechadas ao trânsito de forma a incentivar os cidadãos a escolher meios de mobilidade como os transportes alternativos, mais amigos do ambiente.
No caso do município de Manteigas, o dia foi celebrado, e contou com diversas atividades. Foi encerrada ao trânsito, uma das vias principais da Vila durante o dia, para que de forma simbólica se transmitisse o ímpeto da celebração daquele dia. Nas imediações do edifício da Câmara Municipal o dia foi celebrado com a presença das
vila. As atividades desenvolvidas passaram por animação de rua, atelier de pintura, palestras subordinadas ao tema das energias renováveis, disponibilização às crianças de carros a pedais e bicicletas elétricas, carros elétricos e atividades desportivas (Anexo 4).
Conclusão
Após ter tido a oportunidade de estar 3 meses dentro de uma instituição como a CMM, posso retirar algumas conclusões acerca do seu funcionamento e organização de trabalho.
Na minha opinião o funcionamento da instituição pode ser melhorado uma vez que existe falta de pessoal com habilitações e conhecimentos específicos em algumas áreas. Existe um Eng. Civil que coordena todo o departamento de obras e planeamento, um Eng. Florestal que tem a seu cargo o Gabinete Técnico Florestal, e um Eng. Topográfico que tem a seu cargo o Gabinete de Apoio ao Investimento, onde são tratadas todas as candidaturas a fundos comunitários do município.
No que diz respeito a área da minha Licenciatura, Energia e Ambiente, esta encontra-se a cargo do gabinete florestal, notando-se aí alguma falta de orientação em relação à temática ambiental. De certo modo pode-se justificar esta desorientação com o excesso de trabalho colocado num só funcionário, como pode ser visível no Anexo 1.
Em termos gerais foi-me dada a oportunidade de integrar todas as atividades que no momento do estágio estavam em desenvolvimento e que teriam algum benefício para o meu desenvolvimento académico. De salientar o acompanhamento da colocação da rede de saneamento na Rua dos Filipes, na freguesia de Vale de Amoreira, e a elaboração do PCQA para o ano de 2018.
Em relação à temática das águas, de abastecimento e de drenagem, pode-se dizer que apresentam diversos problemas estruturais. Em termos práticos o balaço entre as águas compradas e as águas consumidas e tratadas revela-se extremamente negativo. Este aspeto encontra-se demonstrado nas tabelas e gráficos apresentados sobre o volume de água que o município adquire em alta e o volume de água que é entregue aos munícipes, observa-se que os prejuízos são grandes e que poderá haver um investimento nesta área no concelho de Manteigas, para que se executem obras de melhoramento das redes de saneamento e drenagem, e assim possa haver um maior controlo da quantidade de águas residuais transportadas para a ETAR.
Posso concluir que este estágio foi produtivo, desde logo por poder estar próximo da minha terra natal e assim poder entender melhor alguns dos problemas que surgem no
dia-dia, por outro lado foi possível ter uma melhor perceção do mundo do trabalho real e das relações interpessoais que numa instituição como a CMM têm de existir.
Bibliografia
NAVARRO, Emygdio (1884) Quatro dias na Serra da Estrela. Porto: Livraria Civilização.
SÁ MARQUES, José Alfeu; OLIVERIA SOUSA, Joaquim José (2006) Hidráulica Urbana: Sistemas de Abastecimento de Água. Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra.
Camara Municipal de Manteigas: https://cm-manteigas.pt/, acedido em 30 de novembro de 2017
Pordata: https://www.pordata.pt/, acedido em 30 de novembro de 2017 Portal ERSAR: https://portal.ersar.pt, acedido em 30 de novembro de 2017
Floresta Comum: http://www.florestacomum.org/, acedido em 30 de novembro de 2017 ADM Estrela: http://www.admestrela.pt/aldeias/guarda.asp, acedido em 10 de dezembro de 2018
Visitar Portugal: https://www.visitarportugal.pt/distritos/d-guarda/c-manteigas?t=informacoes, acedido em 10 de dezembro de 2018
Olhares Fotografia Online: https://olhares.sapo.pt/vila_de_manteigasi/foto64908.html, acedido em 11 de dezembro de 2018
Anexo 1 - Ficha de Planeamento de
Atividades para o GTF
1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 ec uta r o P la no M un ic ip al d e DF CI 2 01 3-20 17 itor iz ar o P la no M un ic ip al d e DF CI (2 01 4) or ar o P la no O pe ra ci on al M un ic ip al 2 01 5 or ar /s ub me te r c an di da tu ra F un do F lo re sta l P . al iz ar o S is te ma d e In fo rma çã o Ge og rá fic a rtogr af ia 1 :2 .0 00 V ila e P en ha s D ou ra da s g er ir ec uta r o P la no d e Fo go Co ntr ol ad o 20 12 -2 01 6 stã o da ma ta mu ni ci pa l d a Ca rv al he ira stã o da ma ta mu ni ci pa l d o So uto do Co nc el ho stã o da ma ta mu ni ci pa l d a Re lv a da R eb ol ei ra sta P úb lic a al ie na çã o ma t. le nh os o - Ca rv al he ira sta P úb lic a al ie na çã o ma t. le nh os o - R eb ol ei ra al iz aç ão d e aç ão d e se ns ib ili za çã o Di a da Á rv or e al iz aç ão a çã o de se ns . D ia d a Fl or es ta A utóc ton e rir e a co mp an ha r e q. mu ni ci pa l s ilv ic ul tu ra p re v. ua ci on ar a a tiv id ad e da re si na ge m na s ma ta s m. da Á rv or e - o rg an iz ar a a çã o de se ns ib ili za çã o da Á rv or e - a va lia r a a tiv id ad e da F lo re sta A utóc ton e - o rg an iz ar a a çã o de se ns . da F lo re sta A utóc ton e - a va lia r a a tiv id ad e oi ar o u de se nv ol ve r c an di da tu ra a o Pr og ra ma LI FE oi ar o u de se nv ol ve r c an di da tu ra a o PR O DE R 20 20 2015 iv id ad e: G ES TÃ O F LO RE ST A L Ta re fa s Se rv iç o: G ab in et e Té cn ic o Fl or est al sp on sá ve l: Pe dr o Lu ca s Eq ui pa : Pe dr o Lu ca s 2016 2017 Ju lh o Ag os to Se te mb ro O utu br o N ov emb ro De ze mb ro Ja ne iro Fe ve re iro M ar ço Ab ril M ai o Ju nh o
48 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 e str utu ra fu nc io na l d o Se rv iço M un ici pa l P C M un ici pa l d e Pr ote çã o Ci vi l o do P la no M un ici pa l d e Eme rg ên cia d e PC za r s imu la cr o Liv eE x nta r/ ac omp an ha r p ro je to PR OT ECM UN ve r l imp ez a d as li nh as d e ág ua q ue atr av . a V . ar P la no d e In te rv en çã o pa ra Ep isó di os N ev e r P la no d e In te rv en çã o pa ra Ep isó di os N ev e Ju nh o Ju lh o Ag os to Ta re fa s 2015 2016 2017 Ja ne iro Fe ve re iro M ar ço Ab ril M ai o De ze mb ro Se te mb ro Ou tu br o No ve mb ro sá ve l: Pe dr o Lu ca s Eq ui pa : D PO U + D AG ad e: P RO TE ÇÃ O C IV IL Se rv iço : G ab in et e Té cn ico Fl or est al 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 e x e cu ta r o p la n o e r e p o rta r d a d o s à E R S A R p u b li ci ta r e d ita is tr ime str a is r e me te r ID Q A à E R S A R e la b o ra r p la n o 2 0 1 6 e s u b me te r à E R S A R p ro mo v e r co n tr a ta çã o d e s e rv iç o s 2 0 1 6 s u b me te r re la tór io d a q u a li d a d e d o s e rv iç o a co mp a n h a r a u d itor ia a n u a l e e fe tu a r me lh f o rma çã o d e ta ri fá ri o s a o c o n su mi d o r fi n a l S a n e a me n to - a co mp a n h a r in sp e çã o à s re d e s S a n e a me n to - ca rtogr a fa r a s re d e s S a n e a me n to - ma n u te n çã o d a r e d e d e á g u a S a n e a me n to - ma n u te n çã o r e d e s a n e a me n to S a n e a me n to - d e se n v o lv e r p la n o s d e p e rd a s S a n e a me n to - re v is ã o d o s re g u la me n tos o s só li d o s - re v is ã o d o r e g u la me n to o s só li d o s - a co mp a n h a r a g e stã o ra r ca n d id a tu ra a o P ro g ra ma E COX X I D E S C - o rg a n iz a r a s e ma n a e u ro p e ia d a mo b il . D E S C - a v a li a r o i mp a cto d a s a ti v id a d e s d e se n . Ju n h o Ju lh o A g o sto T a re fa s 2015 2016 2017 Ja n e ir o F e v e re ir o M a rç o A b ri l M a io D e ze mb ro S e te mb ro O u tu b ro N o v e mb ro n sá v e l: P e d ro L u c a s E q u ip a : D PO U id a d e : A MBI E N T E S e rv iç o : G a b in e te T é cn ic o F lo re st a l
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