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PROPOSTA ARQUITETÔNICA DE UM INSTITUTO DE BELAS ARTES E DESIGN PARA UBERLÂNDIA-MG

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Academic year: 2021

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1 PROPOSTA ARQUITETÔNICA DE UM INSTITUTO DE BELAS ARTES E

DESIGN PARA UBERLÂNDIA-MG

FRANCO, Guilherme Rodrigues (Unitri, [email protected]) PAULA, Ana Flávia Ferreira de Castro (Unitri, [email protected])

RESUMO:

Não é de hoje que a educação está inserida na humanidade, mas a preocupação de ter um local adequado para que o ensino seja colocado em pratica pode-se dizer que é uma preocupação recente. Sendo assim, este projeto tem como objetivo, oferecer um espaço planejado e pensado para desenvolvimento e idealização da criatividade, de soluções e problemáticas que abordam a área da Arquitetura, do Design e das Artes. Com essa necessidade de transferir conhecimento e com as evoluções sociais, o cenário do ensino precisa ser visto de uma forma diferente da que era imposta no começo do século. Pensar um espaço arquitetônico, que propicie a identidade, integridade, criatividade e que dialogue com o pensamento que este ajuda à moldar, é a premissa que inicia a reflexão e o desenvolvimento deste artigo. A problemática se fundamenta no fato de que Uberlândia não possui um Instituto de Belas Artes e Design planejada para este fim. A necessidade de projetar um espaço como este, oferece oportunidades de aproximação com formações de diferentes centros que juntos abrangem diversos tipos de artes como as artes plásticas, dança, pintura, escultura, teatro, literatura, cinema, fotografia, entre outros. A integração física potencializadora de crescimento mútuo, com trocas fundamentais para uma formação profissional de qualidade, vai além de solucionar de forma eficiente, questões programáticas. A arquitetura escolar tem uma função de extrema importância na formação pedagógica e em sua maioria, essa condição tem sido desprezada com consequências desastrosas.

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2 1. INTRODUÇÃO

Nos dias de hoje, curso de arquitetura e urbanismo e o de design (seja ele o design de interiores, gráfico, moda, etc.) apresenta-se isolados dos demais, tanto de maneira física quanto pedagógica e existe uma certa massificação na educação superior no país, sobretudo as faculdades de Arquitetura. Sem se preocuparem com a qualidade de ensino e espaços adequados para suas atividades, abrem-se escolas superiores como se fossem um comércio qualquer visando somente à concessão de títulos e lucratividade.

O projeto é considerado de natureza arquitetônica e a ideia é propor, através do espaço, a possibilidade de integração total – horizontal e vertical – entre os usuários do edifício, inclusive viabilizando a prática de exposição permanente. As atuais dependências das universidades de Arquitetura, Design e Artes, tanto as dedicadas a graduação, quanto as administrativas apresentam instalações que não às atendem adequadamente e não condizem com as demandas do curso, assim como não apresentam qualidades estéticas arquitetônicas, além de grande parte das atividades curriculares estarem dispersas em outros blocos e instalações, gerando transtornos para os alunos, professores e funcionários. Este trabalho se justifica por tal necessidade, um espaço físico com as infraestruturas exigidas pelo referido curso, uma vez que as atuais condições de suas edificações de caráter provisório, acabam por se tornar um dos agentes limitadores do crescimento e da qualidade do curso de Arquitetura e Urbanismo em Uberlândia / MG.

Atualmente, Uberlândia conta com uma população de quase 700.000 habitantes que cresce cada dia mais. A cidade precisará contar com novos ambientes escolares, pois a rede escolar será insuficiente futuramente, devido ao aumento populacional. A instituição atenderá jovens e adultos ingressantes ou egresso do ensino superior, no período matutino e vespertino e noturno, sendo capaz de receber todos os tipos de educandos.

Para compor este trabalho foi preciso realizar pesquisas relacionadas ao assunto principal, compostas por teses, dissertações e bibliografias, esclarecendo as opiniões existentes sobre o mesmo. Por não existir exemplos deste modelo de escolas na cidade e na região, os estudos de casos

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3 contribuíram para abranger o campo de análises e elaborar as críticas positivas e negativas. Além de ajudar a compreender como deve funcionar um programa deste âmbito social contemplando a conclusão prática e teórica do projeto final, como também a interação com o tema de forma mais direta.

A fim de organizar e planejar e desenvolvimento deste trabalho foi realizado um cronograma de estudos, através da relação entre as divisões das semanas, desde o início até o final da pesquisa e as atividades realizadas nesse processo.

2. REFERENCIAL TEÓRICO

A ARQUITETURA COMO ESTUDO E PROFISSÃO

Em 2016, a arquitetura como forma de ensino no Brasil completou 200 anos de história. Como profissão, é uma das carreiras mais antigas do mundo. Por muito tempo, os métodos de construção foram propagados verbalmente, geração em geração entre os responsáveis do cargo. Foi através da assinatura do D. João VI para o decreto de criação da Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios que iniciou no país o ensino acadêmico. Desde então, houve alterações em muita coisa de forma natural. Seja no método de ensino, no modo de construção e até mesmo na maneira de pensar a arquitetura desde o jeito como a sociedade acomoda, reside e preenche espaços (VALIM, 2016).

Atualmente, a arquitetura e o urbanismo enfrentam uma sucessão de desafios como: a relevância da função dos profissionais pela comunidade, a constante falta de consideração com projetos íntegros em obras públicas e problemas morais como reserva técnica. Visto que os profissionais arquitetos e urbanistas são essenciais para contribuir para suavizar amplos dilemas urbanos como a ausência de integração entre as cidades, a mutabilidade urbana e a carência de habitações.

Este contexto repercute no ensino. Visando o conforto social, o progresso urbano e o desenvolvimento sustentável, as universidades procuram uma educação que consiga associar tanto as evoluções tecnológicas vinculadas as

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4 técnicas e aos materiais de construção, quanto a exaltação dos arquitetos e urbanistas.

“Atendendo ao bem comum, que provem aos meus fiéis vassalos de se estabelecer no Brasil uma Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios em que se promova, e difunda a instrução, e conhecimentos indispensáveis aos homens (…)” decretou D. João VI, em 12 de agosto de 1816, iniciando o primeiro curso de arquitetura do Brasil. Implantada no decorrer da missão artística francesa ao país, a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios também ofertava os cursos de pintura e escultura. (VALIM, 2016).

Foi nos séculos XVIII e XIV que o arquiteto era visto como um artista e isso justifica a proximidade com as Belas Artes. A assinatura do decreto foi um destaque jurídico, político e administrativo para a regularização do ensino, pois até 1816, não existia no Brasil uma escola ou educação própria para arquitetos. No currículo dos primeiros arquitetos era composto por algumas matérias como: História da Arquitetura, Construção e Perspectiva, Estereotomia (técnica para corte de materiais de construção), Desenho, Cópia de Modelos, Estudo de Escalas e Composição. Os mestres docentes da Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios foram notáveis nomes do cenário artístico na França pós-Napoleão como: os pintores Jean-Baptiste Debret e Nicolas-Antoine Taunay e o arquiteto Auguste Henry Victor Grandjean de Montigny, um dos ganhadores do Prix de Rome, bolsa anual destinada a artistas promissores que comprovavam o seu talento e arte através de uma competição com eliminatórias muito exigentes.

A escola ganhou o nome de Academia Imperial de Belas Artes em 1822 com a Independência. Em 5 de novembro de 1826, um novo local na Avenida Passos, no Centro do Rio, projetado por Grandjean de Montigny foi inaugurado por D. Pedro I. Porém, o edifício foi demolido no decorrer do Estado Novo e o pórtico foi transferido para o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, no qual está localizado nos dias de hoje. (VALIM, 2016).

Em 1937, em um novo decreto, de Getúlio Vargas, foi criado o Museu Nacional de Belas Artes, que recebeu o curso de Arquitetura até 1961, onde

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5 após 24 anos foi transferido para a cidade universitária. Só em 1945 houve a desvinculação da Escola de Belas Artes e as graduações de Arquitetura e Urbanismo constituíram a Universidade do Brasil, atualmente Universidade Federal do Rio de Janeiro. Desde a década de 60, a universidade foi transferida para o local atual, na Ilha do Fundão, em um edifício projeto por Jorge Machado Moreira, arquiteto.

Já o curso de urbanismo no Brasil iniciou com a Universidade do Distrito Federal em 1935 e, em 1939, como pós-graduação devido a preocupação com a perda das diferenças e o ensino para uma vida urbana. Contavam com professores como: Lúcio Costa e Carlos Leão.

A criação do modelo de cursos que permanece até os dias de hoje e a unificação dos cursos de arquitetura e urbanismo se deu em 25 de junho de 1969, devido a Reforma do Ensino Superior, aprovada pelo Conselho Federal de Educação. Na atualidade, segundo dados do Sistema de Inteligência Geográfica do CAU (IGEO), existem 418 cursos de Arquitetura e Urbanismo de graduação no Brasil.

Segundo Demétrio (1989), somente em 29 de agosto de 1828, com a rubrica e guarda de D. Pedro I, foi baixado Decreto Imperial fixando as primeiras exigências para elaboração de projetos e trabalhos de construtores, então conhecidos como “empreiteiros”, estabelecendo regras para a construção de obras públicas relativas à navegação fluvial, abertura de canais, construção de estradas, pontes e aquedutos, prevendo a participação, nessas atividades.

A profissão Arquiteto é perfeita para aqueles criativos e metódico, para quem tem bom relacionamento com as pessoas e é entusiasmado com cultura e história. É o arquiteto que cria planos e modelos, desenha detalhes, confere e coordena a construção de um determinado local, “levando em conta as necessidades das pessoas e suas relações com o meio ambiente” (DAHER, 2007), como também, estudar problemas relativos à estética.

Em uma época em que a arquitetura adquire grandes realizações perante a sociedade, é preciso retomar os primórdios da profissão. A profissão arquiteto tem uma ligação direta com a arte e as técnicas, tendo seu início na época do

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6 Renascimento Italiano, é nesta etapa histórica que a arquitetura possuía traços totalmente apontado para o seguimento da arte.

Mesmo com várias ações governamentais empregadas no país desde o Brasil Império chegando até as quatros primeiras décadas do Brasil República, nunca chegaram a um nível de contentamento das exigências dos profissionais da engenharia, arquitetura e agrimensura.

Em 1993, depois de 123 anos da Instituição da Academia Real Militar, existia um número muito baixo de associações que batalhavam por uma extensa regulamentação de nível federal de suas profissões. Foi com o decreto nº 23.569 que houve o decreto relacionado ao exercício das profissões do engenheiro (civil, industrial, mecânico-eletricista, geógrafo e de minas), bem como as do engenheiro-arquiteto ou arquiteto e do agrimensor.

O mesmo Decreto elaborou o Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura – CONFEA e os Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura – CREAS, para fiscalizar as profissões e fixar cada composição e atribuição. Em 24 de dezembro de 1966, surgiu a Lei nº 5.194 que preservou as entidades fiscalizadoras, CONFEA e CREAs e uniu os engenheiros, arquitetos e agrônomos perante a sustentação de um mesmo estatuto profissional. E foi só nas primeiras décadas do século XX que teve o início do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU), o que mostrou um claro atraso na guerra por um conselho independente e uni profissional que era desejado pelos arquitetos desde o surgimento do CREA/BR.

Em 1971, surgem os primeiros sindicatos (SP, RJ e BA). Em 1973, são criadas a Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo (ABEA) e a Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA). Em 1976, nasce a Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas (ABAP) e, em 1979, é fundada a Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA). (MORENO et al., 2015)

Moreno (2015) ainda diz que, com uma comunidade unida e consolidada, entre os anos de 1998 e 2003, arquitetos e urbanismos estavam em uma posição

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7 favorecida. Assim, em ato público, apresentado à sociedade, as cincos entidades entraram em consenso e aprovaram um anteprojeto de lei para a regulamentação da profissão e criação do CAU. Todo o desenvolvimento foi realizado durante o XVIII Congresso Brasileiro de Arquitetos, em 2003 no Rio Centro, no Rio de Janeiro, e expresso na “Carta do Rio”.

Evidenciando o verdadeiro valor de toda a luta e força da categoria, o anteprojeto foi confiado as várias autoridades da República, tendo apoio das mais variadas instituições nacionais e internacionais. Em 2010, depois de várias audiências públicas na Câmara e no Senado, o Congresso acatou o projeto, conduzindo-o para sanção presidencial (MORENO et al., 2015). Concluindo todo a sucessão de luta para a criação do Conselho, e então ocorre a conclusão do primeiro passo:

Finalmente, no penúltimo dia de 2010, às vésperas de deixar seu cargo, o presidente Lula recebe no Palácio do Planalto representantes das entidades da classe e assina a Lei N° 12.378, regulamentando o exercício da Arquitetura e Urbanismo e criando o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/ BR) e os conselhos de Arquitetura e Urbanismo dos estados e do Distrito Federal (CAU/UF). A Lei é publicada no Diário Oficial da União do dia seguinte, recebendo a data de 31 de dezembro de 2010. (MORENO et al., 2015, p. 06)

Enfim, o Conselho começa a valer, tornando um combate de anos, em uma prática em absoluto exercício até os dias atuais, assegurando que todos os direitos dos arquitetos e urbanistas sejam garantidos por forças de lei. Uma conquista de grande importância que comprova uma consolidação e autenticação da profissão fazendo com que o arquiteto e urbanista não fique nas sombras de outros profissionais.

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8 AS DIRETRIZES DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

O Ministério da Educação (MEC) através da Resolução No 2, de 17 de

junho de 2010 implementou novas Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de bacharelado em Arquitetura e Urbanismo. A disposição dos cursos pelo país terá que ser estruturada com exata definição dos componentes curriculares, que englobarão: projeto pedagógico, descrição de competências, habilidades e perfil desejado para o futuro profissional, conteúdos curriculares, estágio curricular supervisionado, acompanhamento e avaliação, atividades complementares e trabalho de curso sem prejuízo de outros aspectos que tornem consistente o projeto pedagógico (SPELLER, 2010).

O planejamento pedagógico do curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo, além da nítida compreensão do curso, com suas particularidades, seu currículo absoluto e sua parte operacional, terá que introduzir, sem danos de outros, alguns aspectos como:

I - objetivos gerais do curso, contextualizado às suas inserções institucional, política, geográfica e social;

II - condições objetivas de oferta e a vocação do curso; III - formas de realização da interdisciplinaridade; IV - modos de integração entre teoria e prática;

V - formas de avaliação do ensino e da aprendizagem;

VI - modos da integração entre graduação e pós-graduação, quando houver;

VII - incentivo à pesquisa, como necessário prolongamento da atividade de ensino e como instrumento para a iniciação científica;

VIII - regulamentação das atividades relacionadas com o Trabalho de Curso, em diferentes modalidades, atendendo às normas da instituição;

IX - concepção e composição das atividades de estágio curricular supervisionado em diferentes formas e condições de realização, observados seus respectivos regulamentos;

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9 Quanto as ações pedagógicas objetivando o progresso das práticas e ações com responsabilidades técnicas e sociais, deverá ser levado em conta os princípios:

I - a qualidade de vida dos habitantes dos assentamentos humanos e a qualidade material do ambiente construído e sua durabilidade;

II - o uso da tecnologia em respeito às necessidades sociais, culturais, estéticas e econômicas das comunidades;

III - o equilíbrio ecológico e o desenvolvimento sustentável do ambiente natural e construído;

IV - a valorização e a preservação da arquitetura, do urbanismo e da paisagem como patrimônio e responsabilidade coletiva.

Os conteúdos curriculares do curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo deverão ser distribuídos em dois fundamentos e um Trabalho de Curso:

I - Núcleo de Conhecimentos de Fundamentação; II - Núcleo de Conhecimentos Profissionais;

III - Trabalho de Curso.

O Núcleo de Conhecimentos de Fundamentação deverá ser constituído por áreas do saber que concedam o fundamento teórico preciso para que o futuro profissional consiga aperfeiçoar seu conhecimento e será formado por: Estética e História das Artes; Estudos Sociais e Econômicos; Estudos Ambientais; Desenho e Meios de Representação e Expressão.

Speller (2010) diz que, o Núcleo de Conhecimentos Profissionais será formado por áreas do saber indicadas à preparação da individualidade profissional do egresso e será formado por: Teoria e História da Arquitetura, do Urbanismo e do Paisagismo; Projeto de Arquitetura, de Urbanismo e de Paisagismo; Planejamento Urbano e Regional; Tecnologia da Construção; Sistemas Estruturais; Conforto Ambiental; Técnicas Retrospectivas; Informática Aplicada à Arquitetura e Urbanismo; Topografia.

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10 E por fim, o Trabalho de Curso terá a supervisão de um docente, envolvendo todos os métodos de uma pesquisa técnico-científica, a serem feitas pelo acadêmico pelo período do último ano do curso.

O Trabalho de Curso é parte curricular obrigatório e realizado durante o último ano de estudos como exercício de resumo e união de aprendizado e solidificação das técnicas de pesquisa, e constatará algumas normas como:

I - trabalho individual, com tema de livre escolha do aluno, obrigatoriamente relacionado com as atribuições profissionais;

II - desenvolvimento sob a supervisão de professor orientador, escolhido pelo estudante entre os docentes do curso, a critério da Instituição;

A instituição deverá emitir regulamentação própria, aprovada pelo seu Conselho Superior Acadêmico, contendo, obrigatoriamente, critérios, procedimentos e mecanismo de avaliação, além das diretrizes e técnicas relacionadas com sua elaboração (SPELLER, 2010).

AS DIRETRIZES DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENSINO DE ARQUITETURA E URBANISMO

A Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo (ABEA) baseado na Resolução No 2, de 17 de junho de 2010, dispõe a carga horária mínima e duração dos cursos de graduação, bacharelados, na modalidade presencial. Onde, os estágios e atividades complementares dos cursos de graduação, bacharelados, na modalidade presencial, não deverão exceder a 20% (vinte por cento) da carga horária total do curso, salvo nos casos de determinações legais em contrário (RONCA, 2007).

As Instituições de Ensino Superior, terão que firmar os tempos mínimos e máximos de integralização curricular por curso, assim como sua duração, seguindo por base as orientações:

I – a carga horária total dos cursos, ofertados sob regime seriado, por sistema de crédito ou por módulos acadêmicos, atendidos os tempos letivos

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11 fixados na Lei no 9.394/96, deverá ser dimensionada em, no mínimo, 200 (duzentos) dias de trabalho acadêmico efetivo;

II – a duração dos cursos deve ser estabelecida por carga horária total curricular, contabilizada em horas, passando a constar do respectivo Projeto Pedagógico;

III – os limites de integralização dos cursos devem ser fixados com base na carga horária total, computada nos respectivos Projetos Pedagógicos do curso, observados os limites estabelecidos nos exercícios e cenários apresentados no Parecer CNE/CES no 8/2007.

Fica assim definido que a carga horária mínima dos cursos de graduação, bacharelados, na modalidade presencial para o curso de Arquitetura e Urbanismo deverá ser de 3.600 horas.

Hingel (2002) fala que, seguindo requisitos para abertura e funcionamento dos cursos, o ABEA ainda prevê padrões de qualidade para os cursos de Arquitetura e Urbanismo no Brasil. As Instituições de Ensino Superior de Graduação em Arquitetura e Urbanismo - públicas e privadas, universidades ou isoladas, deverão se pautar nos padrões de qualidade estabelecidos para a área. Os espaços e equipamentos, o sistema de prevenção de incêndio, as instalações elétricas, hidráulicas e hidro-sanitárias, de telefonia/fax, de computadores e outras relativas a equipamentos especializados devem estar adequados às normas de segurança e de manutenção. Todos os espaços construídos devem ter insolação, iluminação natural, iluminação artificial e aeração adequadas às necessidades humanas.

A determinação do corpo docente deve ser baseada em um quadro qualificado e em número suficiente para que seja respeitada a relação professor/aluno, seguindo a seguinte proporção: aula teórica, 1 professor a cada 30 alunos e aula prática, 1 professor a cada 15 alunos (HINGEL, 2002).

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12 O ESPAÇO EDUCACIONAL E CULTURAL

O ambiente físico escolar é, por essência, o local do desenvolvimento do processo de ensino e aprendizagem. O edifício escolar deve ser analisado como resultado da expressão cultural de uma comunidade, por refletir e expressar aspectos que vão além da sua materialidade. Assim, a discussão sobre a escola ideal não se restringe a um único aspecto, seja de ordem arquitetônica, pedagógica ou social: torna-se necessária uma abordagem multidisciplinar, que inclua o aluno, o professor, a área de conhecimento, as teorias pedagógicas, a organização de grupos, o material de apoio e a escola como instituição e lugar. (KOWALTOWSKI, 2011).

Tudo que rodeia a educação é fruto da história da nossa sociedade em suas mais variadas ramificações. As concepções sobre a educação fazem parte também dos caminhos tomados pela humanidade na procura de cultura e conhecimento. A sociedade cresce de acordo com a quantidade e complexidade dos conhecimentos passados de uma geração para a outra.

Kowaltowski (2011) ainda diz que, a especialização dos membros da comunidade na execução de cada tarefa produtiva impõe aprendizados específicos. Isso quer dizer que a questão educativa vai além do ambiente estritamente familiar e aparece na instituição que transmite o saber: a escola.

Atualmente a sociedade espera que as pessoas aprendam tudo no ambiente escolar, coloca a responsabilidade toda em cima dos educadores e esquece que exemplo vem também do meio em que aluno está em inserido fora dos portões da escola. Apesar de esta tarefa ser uma mistura de conhecimentos, a sala de aula procura ser um modelo que tenta demonstrar como é a sociedade em que vivemos (KOWALTOWSKI, 2011).

Na maioria das escolas o método de ensino adotado é aquele em que o professor é a autoridade, o que acaba quebrando o princípio de igualdade de condições dos alunos. Esse princípio é quebrado pelo aparecimento de líderes que estabelecem uma hierarquia entre eles. Esta maneira de colocar o professor como líder forma os valores que regem o mundo e a sociedade quando eles se tornam adultos, o que é transmitido para os alunos pela rotina escolar. A

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13 especialização de tarefas na sociedade também levou à criação e evolução dos sistemas de aprendizagem.

A ARQUITETURA PARA PROJETOS CULTURAIS

Nos últimos anos, a arquitetura passou por revisões, tal qual a arte se transformou. Todos os preceitos mais modernos, desde os vastos vãos até a veracidade dos materiais, tiveram uma reavaliação conceitual de muita importância. A arquitetura para projetos culturais alterou-se consideravelmente. Sendo capaz de integrar desde os antigos princípios acadêmicos até os mais ousados hightechs, os arquitetos da atualidade possuem uma vasta liberdade para sugerir as mais diversas alternativas para os projetos culturais. É a precaução com a implantação urbana e a influência das amplas movimentações internas que se torna o ponto comum que unifica a linguagem da maioria (KIEFER, 2000).

Nos anos 80, com o excesso de renovação dos museus, incluíram as procuras museológicas cientificamente determinadas. É nessa fase que os museus param de ser apenas galerias de exposição (que muitas das vezes eram mal iluminadas no período palaciano e muito iluminadas no modernismo). Para que ficasse nítido uma certa oposição entre a linguagem funcionalista dos verídicos modernistas e suas práticas, os arquitetos começaram a enfrentar com muito mais rigidez toda a dificuldade do programa de um museu.

Montaner diz em seu livro “Novos Museus”, que a peculiaridade dominante dos novos museus é a dificuldade do programa, alterações do espaço flexível pelas usuais salas e galerias, a perfeição das técnicas de conservação, exposição e iluminação das peças e o papel urbano que constituem, como memória e local de arte (KIEFER, 2000).

Com a possibilidade de cidades e países se vincularem nas rotas turísticas internacionais, os projetos culturais adquiriram uma atual relevância econômica e social.

Ao longo da nossa história, a arquitetura e arte revelam a evolução da sociedade. A história do homem e do mundo podem ser contados através desta relação. Assim como a arquitetura, a arte também está conectada a fatores

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14 históricos, sociais e geográficos. A arquitetura se prosperou por meio da arte e as pessoas querem cada vez mais usufrui-la e vivê-la. A arte se concretiza através da arquitetura, essa relação forma a base de progresso da humanidade e sua história.

(...) através da arte da arquitetura o ser humano cria um ambiente para si próprio; ele forma o espaço. Através da arte da escultura o ser humano povoa esse ambiente, esse espaço, com materializações da sua própria percepção de qualidade de ser vivo, qual é sobretudo a característica da existência potencialmente capaz de agir. Através da arte da pintura a humanidade cria a ilusão de todo tipo concebível de ambiente e todo tipo de efeito em relação a estes ambientes. (DIAMONSTEIN,1981, p. 17).

Unidas, as artes constituem um elemento único criando e construindo o espaço do homem. Anteriormente da arquitetura contemporânea, era usado muito ornamento nas construções, a estética era exagerada pelo decorativismo e acrescia valor ao edifício. Com a chegada da arquitetura moderna, afastou o uso de adornos quebrando valores estéticos.

A arquitetura compreende uma ligação harmonizada com o campo das artes. Baseado na troca de ideias, características, funções e auxílios, existem muitos anos de interação. Comum conjunto apoiado em simbologia gráfica e fundamentos representativos, a arquitetura pode ser vista como uma forma única de manifestação.

A arquitetura começou a privilegiar inovações técnicas, novos materiais, formas simples e um estilo diferente de tudo que se viu atualmente. A Bauhaus foi uma grande ação cultural e artística que marcou este momento. A primeira escola de design do mundo, foi criada em 1919 por Walter Gropius e com ela veio grande progresso para a arquitetura e as artes. Seu propósito era unificar e conceber uma inovação na geração de escola e sentido estético.

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15 A funcionalidade questionava a arte e as pessoas acreditavam que não era necessária. Vários arquitetos entendiam a ideia de decorar comprometidos com o passado.

A arte soma a arquitetura, espaços vazios se completam através da constituição de fundamentos estéticos que igualam o processo criativo do arquiteto. O arquiteto Niemayer tinha a estabilidade em suas obras, o contraste de linhas curvas, verticais e horizontais, o vazio e o cheio, o escuro e o claro é o que faz com que sua obra fique viva.

Lucio Costa, um dos maiores colaboradores da arquitetura moderna do Brasil, também plantava a simplicidade entre as artes, pregava a necessidade das artes se integrarem a arquitetura. A obra é estudada integralmente, de forma que o arquiteto se torne o próprio artista e que dessa forma ele tenha a formação de um composto único.

Enfim, percebe-se que a comunicação entre as artes, a arquitetura e o design é apoiada por grandes nomes da Arquitetura, assim como muitos foram e ainda são influenciados por eles. A construção de lugares, da história e da cidade é graças pela junção da arte, arquitetura e do design.

3. DIAGNÓSTICO E ASPECTOS PROJETUAIS

ANÁLISE DO TERRENO

O município de Uberlândia é dividido em cinco regiões, são elas: Norte, Sul, Oeste, Leste e Centro. É no contexto da descentralização urbana da área central de Uberlândia que a Zona Sul passou a aumentar o número da sua população, não só pela saturação do centro, mas também devido as novas maneiras de moradias de luxo que se instalaram na região: os condomínios verticais e horizontais que trazem uma nova forma de moradia, com muito modernismo e conforto, sendo um novo progresso para a cidade.

O terreno escolhido para implantação do projeto fica em uma Zona Residencial e em um Setor de Vias Coletoras - SVC, é a região sul da cidade, que acomoda a função habitacional, propícia a receber o uso multifamiliar vertical e atividades compatíveis com este uso; compreendem áreas e lotes lindeiros às

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16 vias coletoras, adequadas à implantação de atividades que sirvam de apoio à população de um bairro;

A escolha da área para sua implantação é importante para desenvolver o projeto, a ideia é utilizar uma área com proximidade de universidades, áreas verdes e que tenha uma ligação fácil com as principais vias do entorno.

Com isso, a área que irá receber o Instituto de Belas Artes e Design estará no Bairro Gávea que segundo a prefeitura de Uberlândia faz parte do projeto Bairros Integrados, que “procura racionalizar a quantidade de “bairros” existentes na cidade, através de critérios como a homogeneidade de cada setor, os limites naturais, as características geográficas e de uso e ocupação do solo e o sistema viário.” Sendo assim, a área engloba vários loteamentos conforme podemos perceber na figura 1. É um setor considerado novo, pois são bairros que passaram a ser definidos recentemente.

Fig. 1 – Mapa localizando o terreno e os bairros do entorno. Fonte: o autor.

A área em estudo pode ser considerada uma região muito bem estruturada quando o assunto é o sistema viário. Com relação ao acesso as demais zonas da cidade, estes são facilitado através da Avenida dos Vinhedos, uma via arterial, e da Avenida Nicomedes Alves dos Santos, uma via estrutural.

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17 Com relação ao centro de Uberlândia, a distância de 5,5 km torna-se um percurso relativamente rápido e de fácil acesso, devido as duas vias citadas serem meios principais de se conectar com o destino central e demais bairros.

A análise topográfica da área, de acordo com a figura 2, busca através das curvas de níveis a compreensão do relevo, ou seja, da superfície em questão, permitindo a visualização de diversos fatores, como o escoamento da água e as orientações e variações da dimensão da declividade da superfície. Assim, no mapa, podemos ver que o terreno escolhido, sofre um desnível de 15 metros, sendo a maior parte de declive, na região sudeste da gleba, e aplanando logo mais perto do lago e do rio que passa na região noroeste do terreno. A maior curva de nível é a de número 790, situada perto de uma rotatória, e a menor de número 775.

Fig. 2 – Mapa topográfico do terreno. Fonte: o autor.

CONCEITO

O desenvolvimento de uma percepção criativa, que esteja além da visão do senso comum, deve ser encarado como um novo processo de aprendizado. A ação de aprender está diretamente relacionada às habilidades associativas e criativas do indivíduo, muito mais do que a capacidade de armazenar e decorar

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18 informações. Em outras palavras, terá um aprendizado mais eficiente o profissional que refinar sua percepção e souber correlacionar as informações que recebe.

É baseado na proposta do novo Instituto de Belas Artes e Design de criar um ambiente com um espaço apropriado para o desenvolvimento das artes, associado a fomentação do processo criativo livre nos diversos cursos, que se explica o conceito do projeto arquitetônico:

Pensar fora da caixa.

A expressão em inglês “thinking outside the box”, cuja tradução é “pensando fora da caixa”, é uma metáfora que significa pensar de uma maneira não-convencional: ter uma nova perspectiva. A “caixa” deve ser interpretada não somente como o ambiente que nos circunda, mas principalmente como o modo de elaborarmos nosso raciocínio e agirmos.

O ritmo alucinante em que muitos profissionais se encontram pode levá-los a tomar atitudes ou a formular opiniões sem o tempo de reflexão necessário, fato que quase sempre resulta na chegada ao senso comum e/ou na ausência de inovações. Para sair da “caixa” é preciso, antes de tudo, compreender com clareza o que acontece dentro dela; conhecer todos os caminhos já trilhados, engendrar informações para, então, criar algo novo. Trilhar caminhos por meio de perguntas: “como isso pode mudar?” ou “o que já existe e pode ser utilizado como meio para a mudança?”.

A curiosidade, portanto, é uma habilidade que pode ser exercitada por meio da observação, da criação de mapas mentais e hipóteses. Ao visualizar as etapas do pensamento, as tomadas de decisões ou a implementação de novas ideias tornam-se mais seguras e certeiras.

Um incentivo simples e didático é questionar-se sempre: quando foi a última vez que eu me interessei por algo desconhecido, que me propus a ler ou a fazer algo novo? Enfim, quando eu tentei “sair da caixa”?

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19 PARTIDO ARQUITETÔNICO

Atualmente, os métodos de ensino e os espaços educacionais para os cursos de Arquitetura, Urbanismo, Artes e Design são “engessados” e nem um pouco flexível. Nossos pensamentos estão alocados em nosso cérebro e é nele que encontramos nossos neurônios que estão conectados uns aos outros através de sinapses, e juntos formam uma grande rede, chamada REDE NEURAL. As sinapses transmitem estímulos através de diferentes concentrações de Na+ (Sódio) e K+ (Potássio), e o resultado disto pode ser estendido por todo o corpo humano. Esta grande rede proporciona uma fabulosa capacidade de processamento e armazenamento de informação. A proposta do partido arquitetônico é propor, através da rede neural formada a partir da conexão de vários pontos (figura 3), um complexo onde ele como um todo estimulará e agregará na criatividade e no desenvolvimento de cada aluno, onde o espaço vai contribuir para o ensino.

Fig. 3 – Esquema do partido arquitetônico. Fonte: Google Imagens (modificado pelo autor).

ESPACIALIDADES

Para a criação do programa de necessidades foram realizados estudos sobre os principais ambientes que compõem o ambiente escolar através de

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20 estudos de caso e pesquisas no programa do Ministério da Educação e Cultura (MEC) e na Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo (ABEA).

Após a análise bibliográfica determinou que a separação do edifício por setores torna mais descomplicado o pré-dimensionamento de cada ambiente. Logo, o edifício será dividido em seis setores principais que são:

- Administrativo - Educacional Arquitetura - Educacional Artes - Área Comum - Educacional Comunicação - Educacional Design - Teatro - Auditório - Exposições

- Refeitório

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21 O complexo terá capacidade para 3.576 alunos em período integral divididos em 13 cursos distribuídos conforme a figura 5.

Fig. 5 – Quadro de programa educacional por cursos. Fonte: O autor.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A aplicação de novos métodos de ensino impactou diretamente na formação dos projetos de arquitetura escolar. A implantação de ambientes adequados com espaços de interação livre se tornou relevante, assim como a criação de ateliês mais flexíveis, que permitem montagens diferentes de acordo com a necessidade das atividades e dos alunos.

A partir do levantamento teórico e das referências, fica evidente a importância da integração das pessoas que contribuem para a formação

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22 intelectual e moral de cada aluno. Já com o levantamento espacial do terreno e de seu entorno foi possível definir algumas decisões projetuais visando o benefício da população local e o bem-estar dos alunos, funcionários e familiares. Com a realização das pesquisas concluiu-se que a contribuição da arquitetura escolar no sucesso de uma pedagogia aplicada é imprescindível para que haja uma boa relação dos alunos com o ambiente formado. As impressões e desenvolvimento da criatividade são únicos e permanecem na memória criando uma conexão entre o espaço e esta etapa da vida: o ensino superior.

É fundamental que o espaço promova relação do ser com a comunidade como um todo, sendo um local onde se desenvolve a moral, ética e valores com criatividade.

5. REFERÊNCIAS

DAHER, Valquíria. Guia Megazine de Profissões. Rio de Janeiro, Ediouro, O Globo, 2007, p. 16-7.

DEMÉTRIO, V. A. Retrospectiva sobre as profissões fiscalizadas pelo sistema CONFEA/CREAs. São Paulo: CREA-SP, 1989.

DIAMONSTEIN, Barbaralee (ed.). Artists & Architects. New York, Whitney Library of Design, 1981

HINGEL, Murílio De Avellar. Roteiro das informações a serem fornecidas pelas IES, para a abertura e funcionamento de cursos. São Paulo, 2002.

KIEFER, Flávio. Arquitetura de museus. Rio Grande do Sul, 2000.

KOWALTOWSKI, Doris C. C. K. Arquitetura Escolar: o projeto do ambiente de ensino. São Paulo: Oficina de Textos, 2011.

MORENO, Julio. Relatório da Gestão Fundadora do CAU/BR (2011 - 2014). 2a Edição, 2015.

RONCA, Antônio Carlos Caruso. RESOLUÇÃO No 2. Dispõe sobre carga horária mínima e procedimentos relativos à integralização e duração dos cursos de graduação, bacharelados, na modalidade presencial. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO, CÂMARA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR. 18 de junho de 2007.

SPELLER, Paulo. RESOLUÇÃO No 2. Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO, CÂMARA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR. 17 de junho de 2010.

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23 VALIM, Marta. Duzentos anos do ensino de arquitetura no Brasil: história e reflexões. CAU/RJ CONSELHO DE ARQUITETURA E URBANISMO DO RIO DE JANEIRO. Rio de Janeiro, 12 de agosto de 2016.

Referências

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