MecatronicaAtual Ed.39 Dez 2008 Artigo Processos de Bateladas
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(2) Sistema de controle para processos de bateladas Há algum tempo os processos de bateladas deixaram de ser um mistério nas indústrias e no ambiente de automação. O cenário atual nos apresenta diversas maneiras de se controlar e monitorar um processo de bateladas, cada um com suas características, vantagens e desvantagens. Este artigo visa mostrar alguns detalhes de quatro maneiras diferentes de se automatizar um processo de bateladas a partir de um sistema de controle. Por Alan Liberalesso*. Controle a partir de CLPs e IBMs Interagir com os equipamentos de campo, como válvulas, morares, sensores e outros dispositivos, através de CLPs (ou PLCs, Programmable Logic Controllers, em inglês) é o recur o mais comum na maioria dos processos indusrriais no mundo, inclusive no Brasil. Neste contexra, cabem ao PLC tarefas como: partida e parada de morares, abertura e fechamento de válvulas, contagem, temporização, monirararnento e comrole de variáveis analógicas, seqüeneiarnemos, emre muiras outros. os processos de bateladas são urilizados alguns algorirmos de pesagem, tabelas de dado e procedimemos. O controle do processo é realizado pelo PLC, o papel dele é a execução das operações, sejam estas fixas ao longo de suas rotinas, sejam parametrizáveis através de alguma interface de operação. As IHMs, equipamentos para visualização e comrole de processo, projetadas para o ambiente industrial e com dezenas de opções disponíveis no mercado, tem o papel de apresentar de maneira didática as informações do processo ao usuário do sistema. No semido contrário, recebe os comandos gerados pelo mesmo e faz a "entrega" ao PLC por meio de sua interface de comunicação..
(3) SELEC~O RECEITR - [F10J ~. RECEIT~ 20mL RECEIT~ 40mL RECEITJ:I 50mL RECEITJ:I 20mL RECEITJ:I 40mL RECEIT~ 50mL. • ••. I F1. Tela de seleção. SETPOINT 9uia transp,vE.'rtical distribuicao tr.ansp. separacao tr.ansp,b.arras transf.b.arras hQmE.'. ###### ###### ###### ###### ###### ######. ######. ###### ######. ###### ######. BBB### BBB### BBB### #BB### BBB###. de receitas.. o. controle dos processos de batelada realizados pelo par PLC-IHM pode ser realizado de diversas maneiras, dependendo do hardware empregado, tipo de processo, número de receitas, entre ourros. Assim: • Processos e aplicações com uma única receita: neste caso, a IHM apresenta Ícones, textos ou teclas de função (dependendo do modelo) onde são solicitadas operações como: iniciar receita/batelada, pausar, abortar, entre outros. A IHM pode apresentar informações como número do passo em execução, mensagens ao operador, tempo da batelada, quantidades adicionadas, etc. O PLC recebe os comandos e execura as operações previamente estabelecidas em sua lógica de controle. É papel do PLC identificar a execução dos passos e gerenciar o processo de bateladas. Dependendo do processo e aplicação, os parâmetros desta receita podem ser alterados via IHM (tempos, velocidades, quantidades, etc.), porém a ordem de execução das tarefas (seqüenciamento da bareladas) não pode ser alterada; • Em processos onde temos mais de uma receita: pode-se trabalhar de maneira semelhante à anterior, somente acrescendo ferramenta para seleção da receita via IHM. Também neste caso existe a opção de se urilizar valores previamente definidos no PLC ou alterá-los via IHM. A maioria das IHMs existentes no mercado obriga que todos os parâmetros das receitas sejam armazenados no PLC, em rabelas de dados que são copiadas para a área de trabalho após seleção e solicitação feita. pelo usuário do sistema. Alguns modelos permitem que todos os dados das receitas fiquem armazenados na própria IHM, liberando memória no PLC e reduzindo drasticamente a necessidade de lógicas dedicadas ao armazenamento e manipulação destes dados no mesmo. A urilização do par IHM-PLC não permite controle de versão, revisão e autoria. Além disso, limita o número de receitas, o acesso aos dados das mesmas, e não permite. Controle com PLCs eSCADA O princípio de controle é o mesmo. A diferença é que com a utilização de sistemas supervisórios tem um grande incremento de capacidade, funcionalidades e ferramentas para interagir com o processo. As aplicações geradas para este tipo de sistema rodam em microcomputadores, os mundialmente. alterar o seqüenciamento das operações. Apesar de normalmente vincularmos processos de bateladas a ranques de produção, adições de matérias-primas, procedimentos, etc., existem muitas máquinas e linhas de. conhecidos PCs. Primeiramente, cada equipamento ou dispositivo do processo que é controlado pelo PLC pode ser manipulado a partir do sistema supervisório. Comandos como abrirlfecharlligarldesligar, seleção de modo de operação (manual, automático, manutenção) são feitos a partir de janelas de. produção que apesar atuarem dentro de processos contínuos ou de controle discreto utilizam parte do princípio de controle de batelada para seleção de produtos, peças, formatos e setup das mesmas. Veja os exemplos na figura 1, figura 2 e figura 3.. controle individualizadas. A indicação dos status (Iigado/ desligado/ aberto/ fechado/em alarme/inibido/em manual/em automático) também é feita de maneira individual e para todos os equipamentos. Variáveis de processo (temperatura, pressão, vazão, nível,. c::I.
(4) t~. manufatura. procedimemos, sejam estes relacionados aos processos de dosagem, sejam instruções de trabalho ou procedimento de ontrole (ex.: agitação, resfriamento, tempo de espera, etc.). Também é papel deste tipo de sistema a interface para solicitação de produção (lotes a produzir número de bateladas, etc.), velocidade) são monitoradas e controladas a partir de computadores, fisicamente posicionados junto ao processo, em salas de controle, ou remotamente, a quilômetros de distância; E o processo de batelada, o que. Nesre sistema fica restrita a alteração da ordem de execução dos passos e assim como na arquitetura anterior, não é possível repetir um passo já executado, operações em paralelo, defasagem entre passos, etc. Exemplos na figura 4 e figura 5.. esta arquitetura pode proporcionar? Com relação à capacidade de armazenamento de receitas, milhares podem fazer parte do sistema; quanto ao gerenciamento das mesmas arravés da tela do computador, pode-se visualizar e selecionar utilizando filtros como código, versão, família, produto, receita. Além desses, é possível definir o tamanho da batelada e a quantidade de bateladas a produzir. Como controle, operações como pausar, parar, abortar, pular passo, alterar parâmetros e tempos, são operações comuns. Pode-se até montar uma fila de produção, onde são selecionadas. Nesta arquitetura o sistema supervisório mantém a atribuição de monitoramento e controle do processo, mas o gerenciamento da batelada cabe a um sistema MES, desenvolvido através de linguagens de programação de alto nível. Neste caso, todas as informações referentes às receitas (códigos, matérias-primas, passos, procedimentos, etc.) ficam armazenadas em bancos de dados. todas as bateladas para um determinado período (hora, turno, dia). As telas de acompanhamento da produção rrazem informações importantes do processo e da batelada, como a indicação do passo atual, dos passos executados com os respectivos registros (quantidade real, tempo consumido, alarmes, etc.), das bateladas que estão em execução, do status e. do tipo relacional, os quais proporcionam, entre outras vantagens, maior capacidade de armazenamemo, utilização de ferramemas de consulta, acesso remoto e por mais de uma estação de trabalh%peração, rastreabilidade e trabalho com sistema de armazenamento aberto e escalonável. O sistema MES contempla telas e recursos para cadastro de matérias-primas,. conteúdo dos tanques. Gráficos regisrram o comportamento das variáveis e as telas sinóticas (que apresentam o layout do processo) trazem em tempo real as informações do chão-de-fábrica.. procedimentos, parâmetros e registros, bem como a montagem da receita com dados de cabeçalho (código, nome, descrição, data de criação e revisão, versão, produto, etc.), e com. Controle por PLC, SCADAe Sistemas MES (Sistemas de Execução da Manufatura). a composição. dos passos com os respectivos. uma ferramenta para acompanhamento da produção (lote em andamento, bateladas concluídas taru. etc.). O sistema de relatório também faz parte de um istema ME seja ele gerado dentro do próprio i tema, seja através de algum sofrware de relatório de mercado ou mesmo a partir de ferramenta Web (para consulta atravé de um navegador como o Internet Explorer. da .\ficrosoft) Em uma visão mai ampla, o sistema MES responde por: • Cadastros: roda a entrada de dados que visa alimentar as tabelas do banco de dados com informações para futura' • Solicitação de produção: interface onde é inserido o plano de produção, ou seja, a relação de receitas a produzir, o número de lote ou ordem de fabricação e o número de bateladas desejadas de cada uma (figura 6); • Acompanhamento da produção: interface para visualização do andamento da produção, com status das receitas, bateladas em andamento, concluídas ou na fila para produção (figura 7); • Relatórios: ferramenta de consulta que permite fazer a rastreabilidade de um lote ou seqüência específica e também, na combinação de seus filtros, a consulta de bateladas produzidas no passado (figura. 8)..
(5) Controle via PLC, SCADA e Softwares de Bateladas (baseados na norma para bateladas ISA 588) Dependendo da característica do processo e da flexibilidade exigida pelo mesmo, uma aplicação para batelada deverá ser muito mais que um seqüenciador de passos combinado com procedimentos específicos como adição de matérias-primas, aquecimento, agitação, tempos de espera, etc. Operações como paralelismo, defasagem de passos, transições baseadas em eventos, loops, etc., podem ser exigidas para a execução da receita (produção da batelada). E aí que entram a norma 15A 588 e os softwares de bateladas. Resumidamente, a 588: • Define um modelo para controle de bateladas o qual é usado como um padrão por muitas indústrias; • Fornece uma terminologia comum para o controle de bateladas, permitindo que usuários diferentes possam expressar suas idéias sobre uma base comum e esta base comum de. asoeeceas. 1"Receitas e. I. I. ::J. cadastro. ""FAMlllA DE PRODUTOS 1~ ""FAMlllA DE PRODUTOS 2"' B PRODUTO 1 à- RECEITA 1 Código: 123-156789 RECEITA 2. • 5e duas plantas/linhas tiverem equipamentos semelhantes, pequenos códigos permitem uma implementação mais fácil com a reutilização dos códigos; • Conceirua a separação do controle do equipamento do controle do procedimento (receita) que descreve como fazer o produto final, permitindo múltiplos produtos, múltiplos procedimento, múltiplas unidades de produção. Os softwares de bateladas de mercado visam atender à norma 15A 588 e possuem ferramentas adicionais que permitam a integração destes com PLCs, por exemplo, e também ferramentas que agregam valor aos usuários e que procure diferenciá-lo dos outros softwares disponíveis. O modelamento do sistema é dividido em duas partes:. de Receitas. ::J. I--:J. Unidade:. ]. Família:. ]. Produto:. ]. Receita:. I. Validade:. Tecnologia:. (Meses). Batch Size: Última Atualização: Responsáveis. r rr. cadastro Revisão. r Aprovação r Reprovação. 1. I. Observação:. I Excluir Qeftníllvamenlel. II .c.ancelar I -I-I-nc-'u-Ir-II. QK. Excluir. I~. IF6. Tela de cadastro de receitas. Receitas. I Código: I Receita:. Família:. FCNersão:. -I. hem Ordem 31. 37. 32. 38. 33. 3'l. 34. .e. 35. 41. 36. 42. 37. 43. Batch Size: Procedimento. -I. '1. Total%:r--. ----. Pl. P2. P3. :J. P4. .J. .. -ProcedImentos Unld.Proced:. -I. :J ~. --------~-_-_-~-~-~-_-_-_-_-__ __:-~-_----J~ Ordem: ro--. ------J~I. I liovo Passo I •. Atualizar Total KG:r--. ------. ----. Unidade. ..- I. Produto: 1. 1-----------------Tecnologia:-I. --EI<-cl-u-ir-I. ===Alt==era==r ==. Parâmetro. e o fato de termos pequenos códigos permite que as receitas sejam modificadas com maior facilidade;. Cadastro. Código:. Versão:. terminologias e modelos permitem aos usuários integrarem soluções de diferentes fornecedores; • A norma especifica que o código do controlador deve ser dividido em pequenas partes (módulos de controle),. ----. IPendente. Status:. r. Procedimentos. Receitas. ====Q=K====I. I. Cancelar. Unidade. Valo.. QUANTIOAOE. ,. QUANTIDADE. k'J. (ODlGO. lill. Produto:. Peso T.érico:. Data:. C4dlOO. na velocidade. v.cuo. final. (h):. r--=. Final (h):. tnrdo. Fim. Adltlonado. p.,. r--. entre. Tempenhlr.. In'''.. ·0.40 e -0,33 k9f/cm3.. In!'clo (h):. ~. do Prodvto(·C):. Temperatura. (a +1- -0,1 kgf/c:m') por 10 mln.. de transfer~nc:la. r--=. Peso R.al. de 30 Hz por.) mln. Inrelo (h):. Faurv6cuo c:om recldo. r--=. C6d: I. Peso T.órico. lote. Inicio (h):. Misturar. I I. Lote':. C6di90:. r--=. F8. Acompanhamento de bateladas.. (h),. Ap6s a transferência. Flnlll (h):. r--=. r--= manter. do Produto F'noO (h),. todas. Temperaturll. ~. (-C): ~. r--= ~. IIS condi"aes do produto. por 15 mino. (·C):. ~. I. I ltemlD. ..
(6) 1. Modelamento físico do processo • Célula de processo: onde é definida a área responsável para a produção das bateladas (planta/processo/linha); • Unidades: conjunto de módulos de controle e de equipamentos responsável pela execução de uma, algumas ou rodas as erapas do processo (tanques, rearores, silos, etc.); • Módulo de equipamento: conjunto de equipamentos que realizam atividades do processo, como aquecimento, dosagem, etc;. Conclusões. uma solução atender aos propósitos, caberá uma análise sobre necessidades futuras e. A solução a ser adotada deverá ser definida após a análise de uma série de fatores, como característica do processo, necessidades do sistema de formulação, estrutura e número de receitas, parâmetros e registros necessários, infra-estrutura de automação existente e/ou requerida, cusros envolvidos, entre outros. Dependendo das informações acima será possível afirmar quais soluções atenderão às necessidades do processo. E quando mais de. relação custo-benefício para se definir qual solução será adotada e implementada. MA Alan Liberalesso é engenheiro de aplicações da BASE Automação e colaborador do "Batch Control Comunidade Online".. MIXER. • Módulo de controle: dispositivo de controle, como válvula, moror, sensor, etc.. • Procedimentos da unidade: conjunto de operações utilizadas para seqüenciamento dentro da unidade; • Operações: conjunto de atividades agrupadas e que visam o atendimento de necessidades da batelada/processo;. TEMPORIZACAO ADICAO _MANUAL Phase Tags. ~. UN~~. UN01_TEIolPORIZACAO. rn. UN01.../4DICAO....AGUA. li3. UNOI.../4DtCAIVI4P. ~. ! I? Prestate ! ~ Aborting. ~ UN01~UEOMENTO. ~I g. :...... I....·~. UNDlj.DICACUolANUAl. 1·..... ~. N01_AEORClJt..ACAD. ~. UNO'l.)olENSAGEW. Restarting Running. :...... Stopping. L...~. REQUEST. $.. ... F11. Phases e estado no PLC.. ; F9. Phases (Procedimentos} de uma Unit.. (interface ao operador para visualização e controle das bateladas), Archiver (geração dos registros eletrônicos das bateladas) e Report Editor (criação e customização de relatórios com os registros eletrônicos).. T=I"I?OR1Vo.CAO:1STAT=.. =. C. -_:TE. O sistema supervisório continua com a atribuição de monitoramento e controle do processo. Ao PLC cabe toda a interface com o chão de fábrica, como as tarefas de partida e parada de motores, abertura e fechamento de válvulas, monitoramento e controle de variáveis analógicas. Do modelo físico definido para o controle da batelada cabem ao PLC as rotinas com as phases e os estados das mesmas, cada uma com uma função especifica como agitação, adição de materiais, resfriamento, entre outras, definidas quando do modelamento do sistema de bateladas. Veja os exemplos na figura 9, figura 10 e figura 11.. Holding. $". • Fases: realização de tarefas/ações básicas e simples, como adição de materiais, agitação, transferência, entre muiros outros. O software de bateladas é dividido em módulos, sendo que a base é definida por: Equipment Editor (modelamento físico), Recipe Editor (modelamento procedural), Server (gerenciamento da batelada e comunicação do módulo View com o PLC), View. MENSAGEM. $" Ê]... 2. Modelamento procedural do processo • Procedimento: estratégia para execução do processo/batelada;. $". +. T:\lFORIZACAO lSTAT=. F11. Receita em SFC.. 'co. '=.=T=.
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