Definição
• "Finanças Públicas é a terminologia que tem sido tradicionalmente
aplicada ao conjunto de problemas da política econômica que
envolvem o uso de medidas de tributação e de dispêndios públicos".
Funções do governo
• Função alocativa
• Promover ajustamentos na alocação de recursos
• Eficiência econômica • Falhas de mercado
• Externa/idades,
• Existência de bens públicos,
• Falhas de informação (ou assimetria de informações), • Mercados incompletos,
• Riscos pesados,
• Falhas na competição (poder de mercado) e • Existência de desemprego e inflação.
Funções do governo
• Função distributiva
• Promover ajustamentos na distribuição de renda
• Tributos e Transferências • Subsídios • Salário Mínimo • Proteção tarifária • Renúncia fiscal
• Função estabilizadora
• Manter a estabilidade econômica, com um alto nível de emprego e preços estáveis
• Política Fiscal
• Política Monetária
Aplicação 01
• De acordo com o relatório Focus impresso na última sexta-feira,
29/10, o Brasil deverá crescer -3,02% em 2015 e -1,42% em 2016.
Além disso, de acordo com os dados publicados pelo IBGE, a inflação
acumulada em 12 meses é de 9,52%.
• i. Quais instrumentos de política econômica podem ser adotados a
fim de ajustar a atual situação?
• ii. Esses instrumentos são capazes de prover o crescimento e reduzir
as taxas de inflação?
Os multiplicadores Fiscais
Os multiplicadores Fiscais
• Se a Propensão marginal a consumir for igual à propensão marginal a
poupar, o valor do multiplicador será igual a 2.
• O multiplicador da renda numa economia fechada é maior do que em uma
economia aberta.
• Quanto maior for a propensão marginal a consumir (ou menor a propensão
marginal a poupar), maior será o valor do multiplicador.
• Em uma economia fechada e sem governo, quanto mais próximo de zero
estiver a propensão marginal a poupar, maior será o efeito de um aumento
dos investimentos sobre a renda.
• O valor do multiplicador pode ser maior que 1O.
• Numa economia fechada, o multiplicador não pode ser menor que um.
• O valor do multiplicador não pode ser menor que zero.
Teorema do orçamento equilibrado
• Orçamento equilibrado: T = G
• Teoria do Orçamento equilibrado: = VarY = VarG = VarT
• Intensidade dos instrumentos de política fiscal
• a política fiscal via gastos é mais intensa que a política fiscal via tributação. • Os estabilizadores automáticos da renda
Aplicação
• Apesar da situação de déficit fiscal, o governo deseja adotar uma
nova política de gastos alicerçada no aumento de tributos, de acordo
com o Teorema do Orçamento Equilibrado.
• i. Qual o impacto esperado sobre a renda?
• ii. Essa política muda a situação de déficit fiscal apresentada
anteriormente?
Breve Revisão
• "A arte da tributação consiste em depenar o ganso de modo a se
obter a maior quantidade possível de penas com a menor quantidade
possível de grasnidos.” (Jean-Baptiste Co/bert, ministro da economia
do rei Luís XIV, França)
Fontes de financiamento do governo
• Emissão de moeda;
• Lançamento de títulos públicos;
• Empréstimos;
Princípios teóricos da tributação
• Princípio da neutralidade
• O princípio da neutralidade diz que os impactos gerados pelo ônus
tributário não devem alterar, ou intervir o mínimo possível, a alocação de recursos na economia.
• Lump Sum Tax • Excise Tax
Aplicação 02
• Tendo em vista a atual situação fiscal do governo brasileiro, os
analistas estudam a possibilidade de implementar novos impostos
com vistas a aumentar a capacidade de arrecadação e poupança do
governo, mas não definiram, ainda, qual deverá ser o tipo de tributo a
ser adotado: se lump sum tax ou excise tax.
• i. Quais os benefícios e malefícios de cada um desses tipos de
tributação.
• ii. Em qual cenário cada um desses deveria ser adotado?
• iii. Qual a ligação desses tipos de tributação com a função alocativa
do governo?
• Conceitos Fundamentais a serem abordados:
• Lump Sum Tax:
• Ideal do ponto de vista da eficiência econômica por não gerar distorções na economia; • Não altera o equilíbrio de mercado por não afetar os preços.
• Imposto neutro – eficiente
• Altera o orçamento do consumidor
• Excise Tax:
• Sobretaxa tributária acrescentada ao preço de cada unidade do produto; • Altera o preço relativo dos bens
• Apontamentos:
• Se:
• Consumo de quantidade positiva do bem que será alvo do excise tax • + Estrutura de preferências composta por curvas bem comportadas • = Lump Sum é preferível pois é mais eficiente.
• Princípio da Equidade
• Princípio do benefício
• O ônus tributário deveria ser repartido entre os indivíduos de acordo com o benefício que cada um recebe em relação aos bens e serviços prestados pelo governo.
• Princípio da capacidade ou habilidade de pagamento
• A repartição tributária deveria ser baseada na capacidade individual de contribuição. • Equidade Horizontal e Equidade Vertical
• Existe equidade vertical quando uma pessoa que ganha R$ 20.000,00 paga R$ 2.000,00 em impostos e uma pessoa que ganha R$ 1.000,00 paga R$ 200,00?
Aplicação 03
• O governo brasileiro está considerando aplicar os novos tributos
através da adoção do princípio do benefício.
• i. Quais são os pontos favoráveis para a adoção desse tipo de
princípio?
• ii. Quais são os pontos desfavoráveis para a adoção desse tipo de
princípio?
• Conceitos Fundamentais a serem abordados:
• Pontos favoráveis:
• Não é justo que um indivíduo pague indiretamente pelo benefício do outro; • Alinhamento com o sistema de livre mercado;
• O pagamento evita desperdícios. A não adoção do princípio traz um estímulo à superutilização do recurso.
• Ponto desfavorável:
• Difícil mensuração do benefício gerado pelo bem para cada indivíduo. • Dificuldade em indicar o valor a ser pago.
Tipos de Impostos
• Ingressos públicos: receitas originárias e derivadas
• Eles são considerados todas as entradas de bens ou direitos, em um certo período de tempo, que o Estado utiliza para financiar seus gastos, podendo ou não se incorporar ao seu patrimônio.
• Classificação das receitas públicas:
• 1.natureza;
2. indicador de resultado primário; e • 3. fonte/destinação de recursos.
• Receitas Públicas originárias • Receitas Públicas derivadas
• Receitas tributárias • Contribuições especiais
Tipos de Impostos
• Impostos Diretos e Indiretos
• Impostos Específicos (ad rem) e Ad Valorem
• Ad valorem
• Por dentro - ICMS • Por fora - IPI
Aplicação 04
• O governo precisa definir o novo imposto a ser implementado no ano
que vem.
• i. Qual imposto é mais oneroso para o consumidor: o ad valorem por
dentro ou por fora?
• ii. Qual desses tipos de tributação é o mais frequentemente utilizado
no Brasil?
Tipos de Impostos
• Impostos proporcionais, progressivos e regressivos
• Impostos cumulativos e não cumulativos
Aplicação 05
• Entre as opções dadas pelos analistas ao governo, indicou-se pela
criação de nova faixa de imposto de renda, equivalente a 35% para
aqueles que ganham acima de R$ 10.000,00.
• i. Essa opção é validada pela equidade vertical?
Aplicação 06
• O governo federal deseja reativar a CPMF.
• i. Quais os impactos positivos gerados pela reativação?
• ii. Considerando os tipos de impostos existentes, quais os impactos
negativos?
Concurso Público AFC / STN / 2012 / 2013 Cargo: Analista de Finanças e Controle
Prova Discursiva / Área do Conhecimento: Econômico- Financeira Questão 2
Concurso Público AFC / STN / 2012 / 2013 Cargo: Analista de Finanças e Controle
Prova Discursiva / Área do Conhecimento: Econômico- Financeira Questão 3
No atual cenário, o governo pode reduzir os subsídios
governamentais nos empréstimos do BNDES, reduzir a entrada do
capital especulativo e priorizar a eficiência do gasto público.
Tais instrumentos geram efeitos positivos imediatos, em especial
junto a dívida pública interna, com possibilidade de redução da taxa de
juros básica.
A fim de ajustar a situação atual, pode ser adotada uma política
fiscal expansionista. Nesse caso, haverá aumento no nível de emprego,
mas a inflação também será elevada. É possível, ainda, optar por uma
política contracionista. Com a adoção dessa política, a inflação será
contida, mas haverá maior recessão e nível de emprego. Portanto, no
curto prazo, com base na Curva de Phillips, a situação atual envolve um
dilema entre inflação e desemprego.
TRATA-SE DE UM IMPOSTO DE FÁCIL ARRECADAÇÃO E CONTROLE, POIS TODAS AS OPERAÇÕES FINANCEIRAS SÃO NATURALMENTE REGISTRADAS, SUA APLICAÇÃO SOBRE OPERAÇÕES FINANCEIRAS É FEITA PELAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS, HAVENDO ÔNUS APENAS NO RECOLHIMENTO DO TRIBUTO À CONTA ÚNICA, O QUE REDUZ OS CUSTOS ADMINISTRATIVOS DO IMPOSTO, ALÉM DE PERMITIR UM GRANDE CONTROLE SOBRE OPERAÇÕES FINANCEIRAS O QUE AUXÍLIA NO COMBATE A FRAUDES.
CONTUDO, CABE RESSALTAR QUE A CPMF REPRESENTA UM AUMENTO DA CARGA TRIBUTÁRIA, SENDO POR ISSO CARACTERIZADO COMO UM POLÍTICA FISCAL RESTRITIVA, O QUE SIGNIFICA QUE HAVERÁ, A PRINCÍPIO, O DESAQUECIMENTO DA DEMANDA AGREGADA PELA REDUÇÃO DA RENDA DISPONÍVEL PARA SOCIEDADE.
QUANTO À CARACTERIZAÇÃO DO IMPOSTO, TRATA-SE DE UM IMPOSTO PROPORCIONAL, NÃO HAVENDO EFEITOS POSITIVOS OU NEGATIVOS SOBRE A FUNÇÃO DISTRIBUTIVA. CUMULATIVO POIS A CADA NOVA TRIBUTAÇÃO O MESMO RECURSO FINANCEIRO SERÁ TRIBUTADO. RESSALTE-SE QUE O EXCESSO DE TRIBUTAÇÃO VIA MERCADO FINANCEIRO PODE AFETAR A UTILIZAÇÃO DO SISTEMA FINANCEIRO, AUMENTANDO AS TRANSAÇÕES EM MEIO FIDUCIÁRIO, AFETANDO O PLANEJAMENTO DO BANCO CENTRAL E DIFICULTANDO A ACESSO AOS SERVIÇOS BANCÁRIOS ÀS CLASSES “D” E “E”.
Déficit e dívida pública
• Carga tributária bruta (CTB) =Total de impostos arrecadados
• Carga tributária líquida (CTL)=(CTB)- Transferências do governo
• gastos com programas de transferência de renda, subsídios, assistência e previdência social e os juros da dívida interna.
• Poupança do governo= (CTL)- Gastos correntes
Déficit Público
Déficit/superávit público=Poupança do governo- gastos de capital
ou
Déficit público/superávit público= poupança do
governo-investimentos do governo
ou
Déficit/superávit público= Total de impostos- Transferências do
governo - Gastos correntes - gastos de capital (investimentos)
Métodos de financiamento do déficit público
• Emitir moeda : o Banco Central (instituição emissora de moeda)
emite moeda e a entrega ao Tesouro Nacional (União);
Aplicação
• Devido a um forte problema déficit fiscal, o governo necessitará
realizar o financiamento de sua dívida.
• i. Discorra sobre os tipos possíveis de financiamento.
• ii. Aponte os benefícios e os malefícios de cada tipo de
Aplicação
• A tabela abaixo apresenta os dados iniciais do governo central para os meses de junho a setembro de 2015. Com bases nesses dados, é possível indicar que o grau de endividamento brasileiro aumentou? Com o objetivo estrito de reduzir o grau de endividamento,, quais os pontos negativos da implementação de política monetária expansionista?
6. RESULTADO PRIMÁRIO GOVERNO CENTRAL (3 - 4 + 5)
Tesouro Nacional
Previdência Social (RGPS) 9/
Previdência Social (RGPS) - Urbano 3/ Previdência Social (RGPS) - Rural 3/
Banco Central 10/
7. AJUSTE METODOLÓGICO 11/ 8. DISCREPÂNCIA ESTATÍSTICA
9. RESULTADO PRIMÁRIO DO GOVERNO CENTRAL (6 + 7 + 8) 12/ 10. JUROS NOMINAIS 12/
11. RESULTADO NOMINAL DO GOVERNO CENTRAL (9 + 10) 12/
-8.247,4 -7.094,6 -5.075,2 -6.932,0 -1.957,0 -1.597,3 276,4 2.807,9 -6.266,5 -5.671,6 -5.153,5 -9.690,3 747,3 1.317,2 1.671,5 -801,7 -7.013,8 -6.988,8 -6.825,0 -8.888,6 -23,9 174,3 -198,1 -49,6 442,7 352,6 380,3 434,1 -761,5 702,1 -2.238,8 n.d. -8.566,2 -6.039,9 -6.933,7 n.d. -21.131,6 -54.665,7 -41.742,7 n.d. -29.697,7 -60.705,6 -48.676,5 n.d.
Tabela 1.1. Resultado Primário do Governo Central 1/ Brasil
-Mensal - 1997 a 2015
Aplicação
Discriminação
1. RECEITA TOTAL
Receitas do Tesouro Nacional
Receita Bruta Impostos Contribuições Demais 2/
d/q Cessão Onerosa Exploração Petróleo (-) Restituições
(-) Incentivos Fiscais
Receitas da Previdência Social
Receitas da Previdência Social - Urbano 3/ Receitas da Previdência Social - Rural 3/
Receitas do Banco Central
jun/15 jul/15 ago/15 set/15
98.130,5 105.634,2 95.492,8 95.711,9 70.277,3 77.180,7 67.429,3 68.163,1 73.611,9 81.571,6 70.607,3 71.139,7 37.058,5 37.007,0 31.105,7 33.066,4 27.243,0 30.494,7 27.625,9 28.719,5 9.310,4 14.069,9 11.875,7 9.353,8 - - - --3.324,0 -4.390,9 -3.178,0 -2.976,6 -10,6 0,0 0,0 0,0 27.600,0 27.992,4 27.965,7 27.307,9 27.001,9 27.406,1 27.362,4 26.719,2 598,1 586,4 603,3 588,7 253,1 461,1 97,7 241,0
Os dados apresentados abaixo se referem ao resultado primário do governo central entre os meses de janeiro e setembro de 2015. Quais as fontes de receita de maior e menor crescimento no período? A que fatores tais variações podem ser atribuídas?
Necessidade de Financiamento do Setor
Público Não Financeiro (NFSP)
Necessidade de Financiamento do Setor
Público Não Financeiro (NFSP)
• As NFSP segundo o critério "acima" da linha
• Déficit nominal ou total (Necessidade de Financiamento do Setor Público
Conceito nominal)
• Déficit primário ou fiscal (Necessidade de Financiamento do Setor Público
-Conceito primário)
• Correção monetária e cambial da dívida e os pagamentos de juros de dívidas contraídas anteriormente
• Gastos não financeiros – despesas não financeiras
• Déficit operacional (Necessidade de Financiamento do Setor Público
-Conceito operacional):
Necessidade de Financiamento do Setor Público
Não Financeiro (NFSP) – Abaixo da linha
• A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) é dada pela soma das dívidas interna e externa do setor público (governo central, Estados e municípios e empresas estatais) junto ao setor privado, incluindo a base monetária e excluindo-se ativos do setor público, tais como reservas internacionais, créditos com o setor privado e os valores das privatizações. Ou seja, estes últimos {os ativos}, por serem excluídos, reduzem a dívida líquida do setor público.
• .Ajuste patrimonial corresponde a variações nos saldos da dívida líquida não consideradas no cálculo do déficit público. Inclui as receitas de privatização e a incorporação de passivos contingentes (esqueletos}, que correspondem a dívidas juridicamente reconhecidas pelo governo, de valor certo, e representativas de déficits passados não contabilizados (o efeito econômico já ocorreu no passado). • A Dívida Fiscal líquida (DFL} é dada pela diferença entre a DLSP e o ajuste
1,94 2,04 1,51 1,51 1,89 1,20 1,35 1,45 0,47 0,11 0,33 -0,60 0,00 -0,04 0,04 0,01 1,31 1,15 1,07 2,00 0,10 -0,02 -0,09 0,03 0,05 0,83 0,17 0,07 -0,04 0,57 -0,05 -0,13 0,03 0,08 0,08 0,05 0,07 0,19 0,13 0,16 0,00 -0,01 0,00 -0,01 Primário Nível federal Governo federal Bacen INSS
Empresas estatais federais Nível regional
Governos estaduais Governos municipais
Empresas estatais estaduais Empresas estatais municipais
Regimes de Contabilização
• Regime de competência
• Regime de caixa
• Resultado primário: Caixa
• Resultado Nominal: híbrido
Conceitos importantes:
• Setor público não- financeiro:
• -Administrações diretas federal, estaduais e municipais; -Administrações
indiretas;
-Sistema público de previdência social;
- Empresas estatais não-financeiras federais, estaduais e municipais; - Itaipu
Binacional; e
• - Fundos públicos cuja fonte de recursos é constituída de contribuições fiscais
e parafiscais.
• governo geral": abrange as administrações diretas federal. estaduais.
municipais. bem como o sistema público de previdência social.
Conceitos Importantes
• Dívida líquida do setor público
• Corresponde ao saldo líquido do endividamento do setor público não-financeiro e do BACEN frente ao sistema não-financeiro (público e privado), ao setor privado não-financeiro e ao resto do mundo.
• Dívida pública do governo geral
• A dívida bruta do governo geral abrange o total dos débitos de responsabilidade do governo federal, estaduais e municipais, junto ao setor privado, ao setor público financeiro, ao BACEN e ao resto do mundo.
Evolução e sustentabilidade do
endividamento público
• A razão dívida / PIB
• Conceitos adicionais
• Solvência • Liquidez
• Sustentabilidade = solvência + liquidez • Vulnerabilidade
A LRF
• Objetivo:
• Estabelecer "normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal"
• 1 - A ação planejada e transparente;
2 - Prevenção de riscos e correção de desvios que afetem o equilíbrio das contas públicas;
• 3 - garantia de equilíbrio nas contas, via cumprimento de metas de resultados entre receitas e despesas, com limites e condições para a renúncia de receita e a geração de despesas com pessoal, seguridade, dívida, operações de crédito, concessão de garantia e inscrição em restos a pagar.
Disposições da LRF sobre a dívida pública e
ajuste fiscal
• Plano Plurianual (PPA)
• Estabelece, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada .
• Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)
• Compreende as metas e prioridades da administração pública federal, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subsequente, orienta a elaboração da lei orçamentária anual, dispõe sobre as alterações na legislação tributária e estabelece a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento (§20 do art. 165 da Constituição).
• Lei Orçamentária Anual (LOA)
•
Federalismo X Federalismo Fiscal
• O federalismo (ou Pacto Federativo) é uma técnica administrativa
que possibilita o exercício do poder em grandes territórios
• Boa governabilidade
• federalismo fiscal é "descentralização fiscal", no sentido de que o
federalismo fiscal é intimamente ligado à descentralização da política
fiscal (política de
Federalismo Fiscal
• três abordagens que justificam a adoção do federalismo fiscal:
• a) Concorrência entre governos locais revela as preferências das
pessoas pelos bens públicos;
• b) Cooperação entre níveis de governo aumenta a eficiência do setor
público;
Aplicação
• O governo de um determinado país hipotético deseja adotar o
federalismo fiscal no seu território.
• Aponte as vantagens desse tipo de repartição. • Aponte as desvantagens.
Dominância Fiscal e Dominância Monetária
• Aplicação. Existe um forte combate dos economistas brasileiros a
respeito da dominância fiscal ou monetária no país.
• Escreva um texto explicando a definição de dominância fiscal e monetária. • No Brasil, qual dominância predomina. Aponte argumentos para a sua
Sistema previdenciário
• Aplicação:
• Com base nos indicadores de NFSP, observa-se que o grau de
endividamento do país cresce por conta das questões previdenciárias.
• Quais fatores levam ao déficit previdenciário tanto do regime geral quanto to regime próprio?
• De acordo com o cálculo atuarial para a projeção do RGPS, o déficit da
previdência deverá ser de R$ 3 trilhões em 2050. Que medidas deverão ser tomadas, hoje, para conter esse cenário?
Os investimentos no Brasil
• Em economia, investir significar comprar bens de capital, no intuito
de aumentar a capacidade produtiva da economia (aplicação
financeira não significa investimento);
• O investimento é igual à poupança (isto é, quanto maior o nível de
poupança da economia, maior será o nível de investimento);
• Um sinônimo comum para investimento é o termo "formação bruta
de capital". Em muitos textos, é assim que aparece (e é assim que a
ESAF pediu no edital de APO).
• No tocante ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS), sao fatores que contribuem para o déficit a diminuição da base tributária, ocasionada pelo envelhecimento da população, e a inexistência de idade mínima para
aposentadoria por tempo de contribuição. Ademais, o fato do piso da
aposentadoria ser indexado ao valor do salário mínimo, o qual vêm sendo reajustado em percentuais acima da inflação, também pressiona a despesa previdenciária.
Com relação ao Regime Próprio de Previdência dos Servidores Públicos (RPPS), colaboram para a acentuação do déficit as pensões por viuvez e a omissão de
idade mínima para aposentadoria por tempo de contribuição.
Tendo em vista o alto déficit observado atualmente, com despesas em torno de 8% do PIB, e a tendência ao aumento do gasto e estagnação da receita, faz-se
necessária a adoção de reformas estruturais de longo prazo. A reforma da
previdência deve ser realizada a fim de se obter o equilíbrio entre os gastos do governo e as receitas auferidas. Como tal medida possui alto custo político,
recomenda-se adoção de medidas de transição das regras. Sugere-se a adoção de idade mínima para aposentadoria por tempo de contribuição e o aumento do
tempo de contribuição, a fim de amenizar a sobrevida existente após a
aposentadoria. Além disso, deve-se também reduzir a diferença nos anos de
aposentadoria entre homens e mulheres, visto que estas possuem expectativa de vida superior a dos homens.
• Em análise dos indicadores de Necessidade de Financiamento do Setor Público, observa-se que a Previdência Social está absorvendo recursos de outros outras unidades
administrativas públicas. Verifica-se a ausência de capacidade de financiamento total das despesas do sistema previdenciário por meio da arrecadação proveniente desse sistema. • Tanto o regime previdenciário geral, composto pelos beneficiários do mercado privado
-regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), quanto o regime previdenciário próprio, composto pelos beneficiários do setor público, estão em déficit. Isso ocorre devido à transição demográfica da população brasileira e, consequente, redução da população economicamente ativa, não acompanhada de crescimento proporcional do produto. Há uma tendência de diminuição da população economicamente ativa, sem que a produtividade do trabalho cresça na mesma proporção.
• Desse modo, a população economicamente ativa não é capaz de suprir a despesa com os benefícios previdenciários da população economicamente inativa. Verifica-se que o Brasil envelheceu antes de desenvolver-se.
• Vislumbra-se a necessidade de reforma da legislação vigente, com vistas a aumentar o período de atividade da população, diminuindo-se o tempo de dependência do
benefício, assim como a melhoria da qualificação profissional e da infraestrutura brasileira, de modo a propiciar o aumento da renda. A autossuficiência do regime previdenciário propicia o alívio do orçamento público e a possibilidade de maior eficiência na alocação da receita pública.
• O déficit previdenciário no Brasil se deve a diversos fatores, destacando-se o aumento da expectativa de vida da população brasileira, que atualmente se situa em cerca de 74
anos. Outro dado relevante está na estrutura dos regimes previdenciários: ambos prevêem aposentadoria em idade precoce; baixos valores de contribuição
comparativamente aos benefícios concedidos; má gestão dos fundos previdenciários. O problema agrava-se na medida em que não há perspectiva de aumento de contribuição no médio e longo prazos, que possam fazer frente ao exponencial aumento de benefícios previstos em lei.
• Para conter o déficit estrutural da previdência pública brasileira, deverá ser promovida ampla reforma previdenciária que se alinhe à nova realidade populacional do país,
conforme já especificado. Esta reforma deverá contemplar, dentre outras medidas, o aumento da idade mínima para aposentadoria, bem como o aumento do período de contribuição. Deve-se, também, buscar a diminuição das disparidades entre as
aposentadorias urbanas e rurais, esta altamente deficitária. As disparidades entre os regimes próprio e geral devem ser minimizadas com modelos de previdência
complementar, por exemplo. Além disso, deverá ser revisado o alinhamento dos
períodos contributivos e de idade mínima para aposentadoria entre homens e mulheres, uma vez que as atuais regras não mais contemplam as expectativas de vida de mulheres e homens, uma vez que aquelas têm maior expectativa de vida e menor período
contributivo.
• Por fim, se faz necessário mencionar que, além dos desafios atuariais, existe pouco
ambiente político para se implementar alterações no sistema previdenciário, devido ao ser caráter impopular.
• A Constituição de 1988, ao estender o benefício da previdência a todos os
brasileiros, contribuiu para o agravamento do déficit previdenciário, em especial em função da integração ao sistema dos trabalhadores rurais. Tal situação
deteriorou-se ao longo dos anos com a urbanização do país, uma vez que se
reduziu bruscamente a base de contribuintes para esse setor. É de salientar que a questão dessa redução atinge também, em menor escala, os trabalhadores
urbanos e os servidores públicos.
Além dessa redução da base, outro ponto crucial para o agravamento do déficit diz respeito à indexação dos benefícios ao salário mínimo. A essa situação, soma-se sua forma de correção e soma-seu aumento real nos últimos anos.
Como forma de conter esse cenário deve-se avaliar, dentre outros pontos, o
estabelecimento de idade mínima para aposentadoria, em razão do aumento da expectativa de vida do brasileiro. Ainda nessa seara, vale a desindexação do
benefício ao salário mínimo, para conter seu crescimento em termos reais, mantendo, contudo, a correção da inflação para manutenção do poder de
compra. Por fim, outra alternativa a ser analisada seria a revisão das detrás de concessão de pensões, atualmente pagas, em muitos casos, a pessoas