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Processo Administrativo Fiscal Alexandre Lugon

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(1)

Processo Administrativo

Fiscal

(2)

O Novo Codigo de Processo Civil

e o Processo Administrativo

(3)

O Novo Codigo de Processo Civil x o

Processo Administrativo Fiscal

(4)

Lei nº 13.105 de 2015

Art. 15.

Na ausência de normas que regulem processos

eleitorais, trabalhistas ou administrativos, as disposições

deste

Código

lhes

serão

aplicadas

supletiva

e

(5)

Na esfera do direito tributário, quando a legislação específica

(Decreto nº 70.235, de 1972, Decreto nº 7.574, de 2011 e Lei

nº 9.784, de 1999) não tratar suficientemente sobre

determinada matéria processual administrativo-tributária, o

intérprete, na aplicação da norma, está autorizado a integrá-la

com os dispositivos normativos prescritos no CPC.

(6)
(7)

O dispositivo prevê que nenhum órgão jurisdicional poderá decidir com base em fundamento de que não se tenha dado às partes conhecimento e oportunidade de manifestação, mesmo que de matéria de ordem pública se trate. Ou seja, mesmo em matérias que o juiz pode conhecer de ofício, a decisão somente poderá ocorrer posteriormente à intimação da parte contrária para, querendo, apresentar manifestação.

(8)

Art. 10. O juiz não pode decidir, em grau algum de jurisdição, com base em fundamento a respeito do qual não se tenha dado às partes oportunidade de se manifestar, ainda que se trate de matéria sobre a qual deva decidir de ofício.

(9)
(10)

“denomina-se motivação a exposição ou a indicação por escrito dos fatos e dos fundamentos jurídicos do ato (CF/88. art. 50, caput, da lei 9784/99). (...) Hoje, em face da ampliação do acesso ao Judiciário (CF/88, art. 5º, XXXV), conjugado com o da moralidade administrativa (CF/88, art. 37, caput), a motivação é, em regra, obrigatória.”

(11)

“denomina-se motivação a exposição ou a indicação por escrito dos fatos e dos fundamentos jurídicos do ato (CF/88. art. 50, caput, da lei 9784/99). (...) Hoje, em face da ampliação do acesso ao Judiciário (CF/88, art. 5º, XXXV), conjugado com o da moralidade administrativa (CF/88, art. 37, caput), a motivação é, em regra, obrigatória.”

(12)

Art. 11. Todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade.

Parágrafo único. Nos casos de segredo de justiça, pode ser autorizada a presença somente das partes, de seus advogados, de defensores públicos ou do Ministério Público.

(13)

Art. 489 § 1o Não se considera fundamentada qualquer decisão judicial, seja ela interlocutória, sentença ou acórdão, que:

I - se limitar à indicação, à reprodução ou à paráfrase de ato normativo, sem explicar sua relação com a causa ou a questão decidida;

II - empregar conceitos jurídicos indeterminados, sem explicar o motivo concreto de sua incidência no caso;

III - invocar motivos que se prestariam a justificar qualquer outra decisão;

IV - não enfrentar todos os argumentos deduzidos no processo capazes de, em tese, infirmar a conclusão adotada pelo julgador;

V - se limitar a invocar precedente ou enunciado de súmula, sem identificar seus fundamentos determinantes nem demonstrar que o caso sob julgamento se

ajusta àqueles fundamentos;

VI - deixar de seguir enunciado de súmula, jurisprudência ou precedente invocado pela parte, sem demonstrar a existência de distinção no caso em julgamento ou a superação do entendimento.

(14)

No plano do processo administrativo tributário, o artigo 31 do Decreto n. 70.235/72, estabelece que:

Art. 31. A decisão conterá relatório resumido do processo, fundamentos legais, conclusão e ordem de intimação, devendo referir-se, expressamente, a todos os autos de infração e notificações de lançamento objeto do processo, bem como às razões de defesa suscitadas pelo impugnante contra todas as exigências.

(15)

AUTO DE INFRAÇÃO. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. NECESSIDADE DE DEMONSTRAÇÃO COMPLETA DO FATO E SUAS FONTES. NULIDADE POR VÍCIO MATERIAL.

Fulcro nos artigos 33, da Lei n. 8.212/1991, qualquer lançamento de crédito tributário deve conter todos os motivos fáticos e legais, bem como descrição precisa dos fatos ocorridos e suas fontes para apuração do crédito tributário, sob pena de nulidade por vício material obedecendo o art. 142 do CTN.

(16)

CESSÃO DE MÃODE OBRA. NECESSIDADE DE ELEMENTOS PARA CONFIGURAÇÃO.

O lançamento deve observar a existência ou não dos efetivos elementos para caracterização de cessão de mão-de-obra para fins de

(17)

NORMAS PROCESSUAIS - NULIDADE - DECISÃO - Implica preterição do direito de defesa a omissão da autoridade em consignar na decisão os argumentos que embasaram suas razões para decidir, tornando-a, em consequência, imotivada. Não supre a ausência dos requisitos especificados no art. 31 do Decreto n.º 70.235/72 a remissão a outro processo onde esses fundamentos estariam presentes. Decisão que se anula com base no que dispõe o art. 59, II, do mesmo diploma legal

(18)

NULIDADE - Decisão omissa quanto ao exame de argumentos apresentados para defesa do contribuinte deve ser declarada nula, por ensejar cerceamento do direito de defesa e supressão de instância (Decreto nº 70.235/72, artigos 31 e 59)

(19)

Emprego de todos os meios para provar a verdade dos fatos,

ou seja, um sistema aberto para produção das provas

(20)

De início, destaca-se que o CPC além de ter mantido a ampla

atividade probatória, também não hierarquizou os meios de

prova. É o que se infere do artigo 369,

verbis:

(21)

Art. 369. As partes têm o direito de empregar todos os meios legais, bem como os moralmente legítimos, ainda que não especificados neste Código, para provar a verdade dos fatos em que se funda o pedido ou a defesa e influir eficazmente na convicção do juiz.

(22)

E essa amplitude na produção de provas atende ao princípio do livre convencimento do julgador, insculpido no ordenamento processual administrativo através do artigo 29, do Decreto n.º 70.235/1972, senão vejamos:

Art. 29. Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção, podendo determinar as diligências que entender necessárias

(23)
(24)

Art. 372. O juiz poderá admitir a utilização de prova produzida em outro processo, atribuindo-lhe o valor que considerar adequado, observado o contraditório.

(25)
(26)

O Decreto n.º 70.235/1972 trata superficialmente da distribuição do ônus da prova no processo administrativo tributário. Diz apenas que é ônus do agente fiscal provar a ocorrência do ilícito fiscal (art. 9º) e ônus do contribuinte provar o que alega (art. 16, III).

(27)

No que se refere à distribuição do ônus da prova, o CPC abandonou a rigidez da regra anterior, passando a relativiza-la através de sua dinamização

(28)

NCPC Art. 373. O ônus da prova incumbe:

I - ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito;

II - ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor.

(29)

Implica estabelecer favor probationis em prol do demandante, transferindo o encargo de provar a inveracidade de certas alegações suas ao réu. Há uma alteração do próprio objeto da prova, presumindo-se existente, no próprio processo e por obra do juiz, o fato constitutivo do direito do autor, para que caiba então ao réu produzir a respectiva contraprova, sob pena de julgamento desfavorável.[19]

(30)

Entretanto, ao nosso ver, a sobredita regra deve ser aplicada com temperamento no processo administrativo tributário, pois não se pode perder de vista que a obrigação de provar está expressamente atribuída tanto à autoridade fiscal (artigo 9º do Decreto n.º 70.235/1972[20]), quanto ao contribuinte que contesta o lançamento (Art. 16 do Decreto n.º 70.235/1972[21]).

Assim, o processo administrativo tributário, formalizado pelo lançamento tributário, deve estar cabalmente demonstrado tanto no plano fático quanto no jurídico, acompanhado de todos os elementos de prova capazes de exteriorizar o ilícito, uma vez que a presunção de fé pública do agente fiscal não se destina a suprir lacunas probatórias.

(31)

De outro norte, se for impugnado pelo contribuinte, caberá ao mesmo desconstituí-lo por outras provas e fundamentos.

(32)

Ementa: RATEIO DE DESPESAS. Para que o Fisco não acate o método de rateio utilizado pelo sujeito passivo, cabe a ele - Fisco - comprovar que o contribuinte não utilizou o método eleito. Não é cabível a inversão do ônus da prova a fim de obrigar o sujeito passivo a comprovar a regularidade de suas despesas..

(33)

RATEIO DE DESPESAS. COMPROVAÇÃO DO CRITÉRIO. A prova da utilização do critério previsto em convênio de rateio se faz pelos meios admitidos em Direito. A juntada de documentos após a apresentação da impugnação e do recurso voluntário que ocorre para esclarecer os fatos já colacionados na impugnação e no recurso voluntário não está atingida pela preclusão. A sua análise se justifica frente ao princípio finalístico do processo administrativo fiscal. O acatamento das provas está previsto pelo princípio do livre convencimento do julgador consubstanciado no artigo 29 do Decreto 70.235/72. (Processo n 16.327.000011/2005-60 Acórdão n° 9101-00.630 — 1° Turma)

(34)

ALEGAÇÃO. PROVA. - Os fatos alegados na defesa precisam ser comprovados, sob pena de não serem considerados no julgamento. (Processo 11831.007178/2002-95 Acórdão no 1101-00.630 — 1a Câmara / 1a Turma Relator Carlos Eduardo Guerreiro)

(35)

Assim, respeitadas as disposições contidas no Decreto n. 70.235/72, acima referenciadas, poderá o julgador se valer da dinamização do ônus da prova previsto no artigo 373, §1º, do CPC, para resolver a lide instaurada no âmbito administrativo-tributário, consagrando, especialmente, o princípio da busca da verdade material.

(36)

PROVAS. PRECLUSÃO.

Diante de fatos e razões novas trazidas aos autos, admite-se a juntada posterior de documentos nos termos da letra "c", do §4º, do artigo 16, do Decreto nº 70.235/72.

(37)

Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2006 IRRF - ÔNUS DA PROVA - CPC ARTIGO 333 - APLICAÇÃO SUBSIDIÁRIA. A regra contida no artigo 333 do CPC é de aplicação subsidiária ao PAF. Cabe ao contribuinte a prova quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do fisco. Não comprovada a retenção pela fonte pagadora, tampouco o recolhimento por parte do beneficiário dos rendimentos, incabível o aproveitamento do respectivo valor na Declaração de Ajuste Anual.[15].

(38)

Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal - Ano-calendário: 2004 - ÔNUS DA PROVA. DIREITO CREDITÓRIO.

O ônus da prova do crédito tributário é do contribuinte (Artigo 373 do CPC). Não sendo produzido nos autos provas capazes de comprovar seu pretenso direito, a manutenção do débito é medida que se impõe.

(39)

Nova regulamentação no tocante ao "onus probandi”

prescrevendo que poderá o juiz atribuir o ônus de provar de modo diverso ao que tradicionalmente dispunha o código anterior (ao autor,

quanto ao fato constitutivo; ao réu, quanto aos fatos impeditivos, modificativos ou extintivos), em casos previstos em lei ou diante de

(40)

§ 1o Nos casos previstos em lei ou diante de peculiaridades da causa

relacionadas à impossibilidade ou à excessiva dificuldade de cumprir o encargo nos termos do caput ou à maior facilidade de obtenção da prova do fato contrário, poderá o juiz atribuir o ônus da prova de modo diverso, desde que o faça por decisão fundamentada, caso em que deverá dar à parte a oportunidade de se desincumbir do ônus que lhe foi atribuído.

(41)

§ 2o A decisão prevista no § 1o deste artigo não pode gerar situação

em que a desincumbência do encargo pela parte seja impossível ou excessivamente difícil.

§ 3o A distribuição diversa do ônus da prova também pode ocorrer por

convenção das partes, salvo quando:

I - recair sobre direito indisponível da parte;

(42)

Ressalta-se ainda, que o §2º do artigo 373, do CPC veda a distribuição dinâmica do ônus probatório nos casos em que a obtenção das provas seja impossível ou excessivamente difícil, conhecidas pela doutrina como “provas diabólicas”.

(43)

Como consequência, vislumbra-se uma superaração a probatio

diabolica, transferindo a contraprova de determinados fatos à parte

contrária quando esta possua conhecimentos científicos, técnicos ou informações específicas sobre os fatos, ou maior facilidade para sua demonstração

(44)
(45)

Art. 384. A existência e o modo de existir de algum fato podem ser atestados ou documentados, a requerimento do interessado, mediante ata lavrada por tabelião.

Parágrafo único. Dados representados por imagem ou som gravados em arquivos eletrônicos poderão constar da ata notarial.

(46)
(47)

Art. 439. A utilização de documentos eletrônicos no processo convencional dependerá de sua conversão à forma impressa e da verificação de sua autenticidade, na forma da lei.

Art. 440. O juiz apreciará o valor probante do documento eletrônico não convertido, assegurado às partes o acesso ao seu teor.

Art. 441. Serão admitidos documentos eletrônicos produzidos e conservados com a observância da legislação específica.

(48)
(49)

Conforme leciona o ilustre processualista Fredie Didier Jr., “Precedente é a decisão judicial tomada à luz de um caso concreto, cujo núcleo essencial pode servir como diretriz para o julgamento posterior de casos análogos.

(50)

A observância dos precedentes judiciais quando do lançamento do crédito tributário, bem como a sua observância pelos tribunais administrativos é, sem dúvida, a questão mais controversa da aplicabilidade das regras do novo CPC ao processo administrativo tributário

(51)

A nova legislação processual também introduziu as regras do distinguishing, ou seja, a necessidade de o julgador demonstrar a existência de distinção ou identidade entre o caso em julgamento e o precedente invocado pela parte, sob pena de nulidade.

(52)

Também inseriu a regra do overruling, na qual a modificação de enunciado de súmula, de jurisprudência pacificada ou de tese adotada em julgamento de casos repetitivos observará a necessidade de fundamentação adequada e específica, considerando os princípios da segurança jurídica, da proteção da confiança e da isonomia, além da possibilidade de ser precedida por audiência pública com a participação de pessoas ou órgãos que possam contribuir para a rediscussão da matéria

(53)

Art. 927. Os juízes e os tribunais observarão:

I - as decisões do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade;

II - os enunciados de súmula vinculante;

III - os acórdãos em incidente de assunção de competência ou de resolução de demandas repetitivas e em julgamento de recursos extraordinário e especial repetitivos;

IV - os enunciados das súmulas do Supremo Tribunal Federal em matéria constitucional e do Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional; V - a orientação do plenário ou do órgão especial aos quais estiverem vinculados.

(54)

§ 1o Os juízes e os tribunais observarão o disposto no art. 10 e no art.

489, § 1o, quando decidirem com fundamento neste artigo.

§ 2o A alteração de tese jurídica adotada em enunciado de súmula ou

em julgamento de casos repetitivos poderá ser precedida de audiências públicas e da participação de pessoas, órgãos ou entidades que possam contribuir para a rediscussão da tese.

§ 3o Na hipótese de alteração de jurisprudência dominante do

Supremo Tribunal Federal e dos tribunais superiores ou daquela oriunda de julgamento de casos repetitivos, pode haver modulação dos efeitos da alteração no interesse social e no da segurança jurídica.

(55)

§ 4o A modificação de enunciado de súmula, de jurisprudência

pacificada ou de tese adotada em julgamento de casos repetitivos observará a necessidade de fundamentação adequada e específica, considerando os princípios da segurança jurídica, da proteção da confiança e da isonomia.

§ 5o Os tribunais darão publicidade a seus precedentes,

organizando-os por questão jurídica decidida e divulgando-organizando-os, preferencialmente, na rede mundial de computadores.

(56)

os precedentes judiciais proferidos nas sistemáticas de uniformização de jurisprudência acima destacadas (artigo 927 do novo CPC) são de observância obrigatória pelos julgadores administrativos?

(57)

Resposta- Vide Art. 15 NCPC. Na ausência de normas que regulem processos eleitorais, trabalhistas ou administrativos, as disposições deste Código lhes serão aplicadas supletiva e subsidiariamente.

(58)

O processo administrativo federal, que já previa a observância das decisões proferidas (i) pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal; (ii) em sede de Súmula Vinculante do Excelso Pretório; ou (iii) pelo Supremo Tribunal Federal ou Superior Tribunal de Justiça, em sede de recursos representativos de controvérsia e de repercussão geral, conforme os artigos 543-B e 543-C do CPC de 1973.

(59)

Art. 928. Para os fins deste Código, considera-se julgamento de casos repetitivos a decisão proferida em:

I - incidente de resolução de demandas repetitivas; II - recursos especial e extraordinário repetitivos.

Parágrafo único. O julgamento de casos repetitivos tem por objeto questão de direito material ou processual.

(60)

Entre os instrumentos representativos da técnica de precedentes, o CPC trouxe também o chamado “Incidente de Resolução de Demandas

(61)

Art. 976. É cabível a instauração do incidente de resolução de demandas repetitivas quando houver, simultaneamente:

I - efetiva repetição de processos que contenham controvérsia sobre a mesma questão unicamente de direito;

(62)

Em síntese, referido incidente se destina a “viabilizar uma verdadeira concentração de processos que versem sobre uma mesma questão de direito no âmbito dos tribunais e permitir que a decisão a ser proferida nele vincule todos os demais casos que estejam sob a competência territorial do tribunal julgador.” (Cassio Scarpinella Bueno. Novo Código de Processo Civil Anotado. Saraiva. 2015, p. 612).

Neste cenário, surge o debate quanto à possibilidade de que referido sistema de precedentes possa repercutir no processo administrativo tributário,

(63)

as regras inerentes ao deferimento, rito, forma, utilização e

valoração da prova pericial

(64)

Art. 464. A prova pericial consiste em exame, vistoria ou

avaliação.

§ 1

o

O juiz indeferirá a perícia quando:

I - a prova do fato não depender de conhecimento especial de

técnico;

II - for desnecessária em vista de outras provas produzidas;

III - a verificação for impraticável.

(65)

Art. 464. A prova pericial consiste em exame, vistoria ou

avaliação.

§ 1

o

O juiz indeferirá a perícia quando:

I - a prova do fato não depender de conhecimento especial de

técnico;

II - for desnecessária em vista de outras provas produzidas;

III - a verificação for impraticável.

(66)

§ 2

o

De ofício ou a requerimento das partes, o juiz poderá, em

substituição à perícia, determinar a produção de prova técnica

simplificada, quando o ponto controvertido for de menor

complexidade.

§ 3

o

A prova técnica simplificada consistirá apenas na inquirição

de especialista, pelo juiz, sobre ponto controvertido da causa que

demande especial conhecimento científico ou técnico.

(67)

§ 4

o

Durante a arguição, o especialista, que deverá ter formação

acadêmica específica na área objeto de seu depoimento, poderá

valer-se de qualquer recurso tecnológico de transmissão de sons

e imagens com o fim de esclarecer os pontos controvertidos da

causa.

(68)

Art. 465. O juiz nomeará perito especializado no objeto da

perícia e fixará de imediato o prazo para a entrega do laudo.

§ 1

o

Incumbe às partes, dentro de 15 (quinze) dias contados

da intimação do despacho de nomeação do perito:

I - arguir o impedimento ou a suspeição do perito, se for o

caso;

II - indicar assistente técnico;

III - apresentar quesitos.

(69)

§ 2

o

Ciente da nomeação, o perito apresentará em 5 (cinco)

dias:

I - proposta de honorários;

II - currículo, com comprovação de especialização;

III - contatos profissionais, em especial o endereço eletrônico,

para onde serão dirigidas as intimações pessoais.

(70)

§ 3

o

As partes serão intimadas da proposta de honorários

para, querendo, manifestar-se no prazo comum de 5 (cinco)

dias, após o que o juiz arbitrará o valor, intimando-se as

partes para os fins do

art. 95

.

§ 4

o

O juiz poderá autorizar o pagamento de até cinquenta

por cento dos honorários arbitrados a favor do perito no início

dos trabalhos, devendo o remanescente ser pago apenas ao

final, depois de entregue o laudo e prestados todos os

esclarecimentos necessários

.

(71)

§ 5

o

Quando a perícia for inconclusiva ou deficiente, o juiz

poderá reduzir a remuneração inicialmente arbitrada para o

trabalho.

§ 6

o

Quando tiver de realizar-se por carta, poder-se-á

proceder à nomeação de perito e à indicação de assistentes

técnicos no juízo ao qual se requisitar a perícia.

(72)

Art. 466. O perito cumprirá escrupulosamente o encargo que

lhe

foi

cometido,

independentemente

de

termo

de

compromisso.

§ 1

o

Os assistentes técnicos são de confiança da parte e não

estão sujeitos a impedimento ou suspeição.

§ 2

o

O perito deve assegurar aos assistentes das partes o

acesso e o acompanhamento das diligências e dos exames

que realizar, com prévia comunicação, comprovada nos autos,

com antecedência mínima de 5 (cinco) dias.

(73)

Art. 467.

O perito pode escusar-se ou ser recusado por

impedimento ou suspeição.

Parágrafo único. O juiz, ao aceitar a escusa ou ao julgar

procedente a impugnação, nomeará novo perito.

Art. 468. O perito pode ser substituído quando:

I - faltar-lhe conhecimento técnico ou científico;

II - sem motivo legítimo, deixar de cumprir o encargo no prazo

que lhe foi assinado.

(74)

§ 1

o

No caso previsto no inciso II, o juiz comunicará a

ocorrência à corporação profissional respectiva, podendo,

ainda, impor multa ao perito, fixada tendo em vista o valor da

causa e o possível prejuízo decorrente do atraso no processo.

§ 2

o

O perito substituído restituirá, no prazo de 15 (quinze)

dias, os valores recebidos pelo trabalho não realizado, sob

pena de ficar impedido de atuar como perito judicial pelo

prazo de 5 (cinco) anos.

(75)

§ 3

o

Não ocorrendo a restituição voluntária de que trata o §

2

o

, a parte que tiver realizado o adiantamento dos honorários

poderá promover execução contra o perito, na forma dos

arts.

513 e seguintes deste Código

, com fundamento na decisão

que determinar a devolução do numerário.

(76)

Art.

469.

As

partes

poderão

apresentar

quesitos

suplementares durante a diligência, que poderão ser

respondidos pelo perito previamente ou na audiência de

instrução e julgamento.

Parágrafo único. O escrivão dará à parte contrária ciência da

juntada dos quesitos aos autos

(77)

Art. 470. Incumbe ao juiz:

I - indeferir quesitos impertinentes;

II - formular os quesitos que entender necessários ao

esclarecimento da causa.

Art. 471. As partes podem, de comum acordo, escolher o

perito, indicando-o mediante requerimento, desde que:

I - sejam plenamente capazes;

(78)

§ 1

o

As partes, ao escolher o perito, já devem indicar os

respectivos assistentes técnicos para acompanhar a realização

da perícia, que se realizará em data e local previamente

anunciados.

§ 2

o

O perito e os assistentes técnicos devem entregar,

respectivamente, laudo e pareceres em prazo fixado pelo juiz.

§ 3

o

A perícia consensual substitui, para todos os efeitos, a

(79)

Art. 472. O juiz poderá dispensar prova pericial quando as

partes, na inicial e na contestação, apresentarem, sobre as

questões de fato, pareceres técnicos ou documentos

elucidativos que considerar suficientes.

(80)

Art. 473. O laudo pericial deverá conter:

I - a exposição do objeto da perícia;

II - a análise técnica ou científica realizada pelo perito;

III - a indicação do método utilizado, esclarecendo-o e

demonstrando

ser

predominantemente

aceito

pelos

especialistas da área do conhecimento da qual se originou;

IV - resposta conclusiva a todos os quesitos apresentados pelo

juiz, pelas partes e pelo órgão do Ministério Público.

(81)

§ 1o No laudo, o perito deve apresentar sua fundamentação em linguagem

simples e com coerência lógica, indicando como alcançou suas conclusões. § 2o É vedado ao perito ultrapassar os limites de sua designação, bem como

emitir opiniões pessoais que excedam o exame técnico ou científico do objeto da perícia.

§ 3o Para o desempenho de sua função, o perito e os assistentes técnicos

podem valer-se de todos os meios necessários, ouvindo testemunhas, obtendo informações, solicitando documentos que estejam em poder da parte, de terceiros ou em repartições públicas, bem como instruir o laudo com planilhas, mapas, plantas, desenhos, fotografias ou outros elementos necessários ao esclarecimento do objeto da perícia.

(82)

Art. 474. As partes terão ciência da data e do local designados

pelo juiz ou indicados pelo perito para ter início a produção

da prova.

Art. 475. Tratando-se de perícia complexa que abranja mais

de uma área de conhecimento especializado, o juiz poderá

nomear mais de um perito, e a parte, indicar mais de um

assistente técnico.

Art. 476.

Se o perito, por motivo justificado, não puder

apresentar o laudo dentro do prazo, o juiz poderá

conceder-lhe, por uma vez, prorrogação pela metade do prazo

originalmente fixado.

(83)

Art. 477. O perito protocolará o laudo em juízo, no prazo fixado pelo juiz, pelo menos 20 (vinte) dias antes da audiência de instrução e julgamento.

§ 1o As partes serão intimadas para, querendo, manifestar-se sobre o

laudo do perito do juízo no prazo comum de 15 (quinze) dias, podendo o assistente técnico de cada uma das partes, em igual prazo, apresentar seu respectivo parecer.

§ 2o O perito do juízo tem o dever de, no prazo de 15 (quinze) dias,

esclarecer ponto:

I - sobre o qual exista divergência ou dúvida de qualquer das partes, do juiz ou do órgão do Ministério Público;

(84)

§ 3

o

Se ainda houver necessidade de esclarecimentos, a parte

requererá ao juiz que mande intimar o perito ou o assistente

técnico a comparecer à audiência de instrução e julgamento,

formulando, desde logo, as perguntas, sob forma de quesitos.

§ 4

o

O perito ou o assistente técnico será intimado por meio

eletrônico, com pelo menos 10 (dez) dias de antecedência da

audiência.

(85)

Art. 478. Quando o exame tiver por objeto a autenticidade ou

a falsidade de documento ou for de natureza médico-legal, o

perito será escolhido, de preferência, entre os técnicos dos

estabelecimentos oficiais especializados, a cujos diretores o

juiz autorizará a remessa dos autos, bem como do material

sujeito a exame.

(86)

§ 1

o

Nas hipóteses de gratuidade de justiça, os órgãos e as

repartições oficiais deverão cumprir a determinação judicial

com preferência, no prazo estabelecido.

§ 2

o

A prorrogação do prazo referido no § 1

o

pode ser

(87)

§ 3

o

Quando o exame tiver por objeto a autenticidade da

letra e da firma, o perito poderá requisitar, para efeito de

comparação, documentos existentes em repartições públicas

e, na falta destes, poderá requerer ao juiz que a pessoa a

quem se atribuir a autoria do documento lance em folha de

papel, por cópia ou sob ditado, dizeres diferentes, para fins de

comparação.

(88)

Art. 479. O juiz apreciará a prova pericial de acordo com o

disposto no

art. 371

, indicando na sentença os motivos que o

levaram a considerar ou a deixar de considerar as conclusões

do laudo, levando em conta o método utilizado pelo perito.

outra.

(89)

Art. 480. O juiz determinará, de ofício ou a requerimento da

parte, a realização de nova perícia quando a matéria não

estiver suficientemente esclarecida.

§ 1

o

A segunda perícia tem por objeto os mesmos fatos sobre

os quais recaiu a primeira e destina-se a corrigir eventual

omissão ou inexatidão dos resultados a que esta conduziu.

§ 2

o

A segunda perícia rege-se pelas disposições estabelecidas

para a primeira.

§ 3

o

A segunda perícia não substitui a primeira, cabendo ao

(90)
(91)

Um Estado Democrático de Direito, que tem por fundamento

a existência do devido processo legal, deve respeitar as

seguintes garantias processuais, entre outras: o tratamento

paritário das partes no processo (artigo 5º, caput, da CF;

artigo 7º do CPC); o atendimento ao princípio da legalidade

processual (artigo 5º, II da CF; artigo 8º do CPC);

(92)

a inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da

imagem (artigo 5º, X); a inviolabilidade do sigilo da

correspondência e das comunicações de dados e telefônicas,

reguladas na forma da lei (artigo 5º, XII); o direito de petição

(artigo 5º, XXXIV); o julgador natural (artigo 5º, XXXVII e LIII);

o devido processo legal (artigo 5º, inciso LIV); o contraditório

e a ampla defesa, com todos os meios e recursos a ela

inerentes (artigo 5º, LV, da CF;

(93)

O descumprimento desses princípios e regras no processo

administrativo tributário pode resultar na invalidade do ato

administrativo de lançamento por cerceamento ao direito de

defesa do contribuinte, caso reste demonstrado o prejuízo à

parte

(94)

O

novo

CPC

destaca-se

pela

valorização

dos

precedentes judiciais. Novos instrumentos, como o

incidente de resolução de demanda repetitiva (IRDR)

e o mecanismo do recurso repetitivo, abrangendo,

para abarcar, inclusive, o Supremo Tribunal Federal,

auxiliam a comunidade jurídica para a criação de uma

jurisprudência uniforme e estável.

(95)

Objetivo maior é um um tratamento igual

entre os jurisdicionados

(96)

Processo Administrativo Tributário:

inexistência

de

regramento

uniforme

nacional:

Decreto

70235/72 e normas esparças + Lei

nº 9.784, de 1999, denominada Lei

Geral do Processo Administrativo

Federal – LGPAF,

(97)

A aplicação supletiva e subsidiária do

Código de Processo Civil

(98)

Posicionamento majoritário do órgão judicante

federal no sentido da aplicação subsidiária do art.

15 do atual Código de Processo Civil ao processo

administrativo.

(99)

REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL – FALTA/PARTE ILEGÍTIMA – Falta de instrumento de procuração – Duplo grau de jurisdição administrativa. O próprio sujeito passivo, em processo administrativo, ao contrário do judicial, pode subscrever impugnações e recursos. O fazendo através de Advogado, deverá ser anexado instrumento de procuração. Não estando o processo devidamente instruído com a mesma, deverá a autoridade julgadora a quo saneando o processo nos termos do art. 13 do CPC, intimar o contribuinte para anexá-la. Decisão que não conheça do recurso por falta de instrumento de procuração, sem antes intimá-lo nos termos supra, será nula por afetar o direito de defesa do contribuinte. Não sendo válida a decisão a quo, será nula a decisão de órgão julgador recursal enquanto pendente aquela, pois seria suprimida uma instancia julgadora, o que feriria o princípio do devido processo legal. Processo anulado a partir da decisão de primeira instancia, inclusive para que outra seja prolatada atacando o mérito. (Acórdão no 201-70.652, DOU de 22/09/1997).

(100)

TFEP

TAXA

DE

FISCALIZAÇÃO

DE

ENGENHOS DE PUBLICIDADE

– REPETIÇÃO

DE

INDÉBITO

– RECLAMAÇÃO EXORDIAL

INTEMPESTIVA

– SUPERAÇÃO DA ALEGAÇÃO

DE INTEMPESTIVIDADE

– CAUSA MADURA –

LANÇAMENTOS EM ESTRITA CONSONÂNCIA

COM

CRITÉRIOS

LEGALMENTE

ESTABELECIDOS REFERENTES AOS

CADEP”s

N°s 0001 E 0002

– INEXISTÊNCIA DE VALORES

A

REPETIR

RECURSO

VOLUNTÁRIO

DESPROVIDO.

(101)

– Aplicável, ao caso, o princípio da causa madura,

subsidiariamente e por analogia (art. 336 do Código

Tributário

Municipal),

presentes

que

estão

os

pressupostos do §3° do art. 515 do CPC, hábeis a

permitir o julgamento da lide, desde logo, pela Junta

de Recursos Fiscais. (Acórdão nº: 8.833/3ª, data da

publicação: 02/10/2010, processo nº:

01-156.451/08-37, Relator: Bernardo Motta Moreira).

(102)

Quando a causa versar somente sobre questão de

direito e estiver em condições de julgamento

imediato, ou seja, não necessitar de produção de

outras provas além das que já constam nos autos,

o juiz poderá julgar o meritum causae de imediato

sem sequer citar a parte contrária.

(103)

Os

precedentes

ganharam

espaço

e

importância no novo CPC, de forma a agilizar

os procedimentos e resguardar a segurança

jurídica, evitando decisões conflitantes e

contraditórias.

(104)

Ao tratar dos elementos e dos efeitos

da sentença, a Lei nº 13.105/2015

dispõe

sobre

o

dever

de

fundamentação, com destaque para o

respeito aos precedentes

(105)

Caso não se utilize dos precedentes apontados,

será necessário apontar eventual superação ou

distinção através das conhecidas técnicas de

confronto, interpretação e aplicação do precedente

(distinguishing) e sua superação (overruling).

(106)

Caso não se utilize dos precedentes apontados,

será necessário apontar eventual superação ou

distinção através das conhecidas técnicas de

confronto, interpretação e aplicação do precedente

(distinguishing) e sua superação (overruling).

(107)

Os Juízes e Tribunais, ao observarem as

orientações dos Tribunais Superiores, não poderão

“decidir com base em fundamento a respeito do

qual não se tenha dado às partes oportunidade de

se manifestar, ainda que se trate de matéria sobre

a qual deva decidir de ofício” (art. 10), reafirmando

que a decisão em desconformidade não será

considerada fundamentada.

(108)

Os

Juízes

e

Tribunais,

ao

observarem

as

orientações dos Tribunais Superiores, não poderão

“decidir com base em fundamento a respeito do

qual não se tenha dado às partes oportunidade de

se manifestar, ainda que se trate de matéria sobre

a qual deva decidir de

ofício” (art. 10), reafirmando

que a decisão em desconformidade não será

considerada fundamentada.

(109)

Incidente

de

Resolução

de

Demandas

Repetitivas

(110)

Os Juízes e Tribunais, ao observarem as

orientações dos Tribunais Superiores, não poderão

“decidir com base em fundamento a respeito do

qual não se tenha dado às partes oportunidade de

se manifestar, ainda que se trate de matéria sobre

a qual deva decidir de ofício” (art. 10), reafirmando

que a decisão em desconformidade não será

considerada fundamentada.

(111)

O Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas – IRDR – ocorrerá quando identificada controvérsia com potencial de gerar relevante multiplicação de processos fundados em idêntica questão de direito e de causar grave insegurança jurídica, decorrente do risco de coexistência de decisões conflitantes. Nos termos do art. 976, o novel incidente será cabível quando atendidos, simultaneamente, dois pressupostos, quais sejam:

– efetiva repetição de processos que contenham controvérsia sobre a mesma questão unicamente de direito (inciso I);

(112)

O IRDR faz com que determinada questão de direito, comum a diversas demandas que passam a ser adjetivadas de “repetitivas”, seja submetida ao Tribunal de Justiça ou Tribunal Regional Federal, para fixação de um precedente, cabendo ao uiz ou relator por ofício, partes e Ministério Público ou Defensoria Pública mediante petição, ambos os casos instruídos com documentos comprobatórios do preenchimento dos requisitos, requerer a uniformização do entendimento.

(113)

Ampliação dos efeitos do julgamento dos

Recursos Extraordinário e Especial Repetitivos

(114)

EFEITOS- maior força das decisões

tomadas sob o rito dos recursos

repetitivos – seja em sede de recurso

especial ou extraordinário

(115)

De acordo com o art. 1.036 do novo código,

havendo

multiplicidade

de

recursos

extraordinários ou especiais com fundamento

em idêntica questão de direito, haverá afetação

para julgamento de acordo com as disposições

previstas na nova lei, nos termos de Regimento

Interno do Supremo Tribunal Federal e no do

Superior Tribunal de Justiça.

(116)

Com o novo CPC, as decisões em repetitivos,

súmulas, repercussão geral e súmula vinculante

do STF serão, de fato, vinculantes aos juízes de

primeiro grau. Se uma sentença violar uma

decisão,

súmula

ou

repetitivo

vai

caber

(117)

Os precedentes e sua necessária

observância no Processo Administrativo

Tributário

(118)

dificuldade

em

se

definir

quando

a

jurisprudência se tornaria pacífica de forma a

autorizar, por exemplo, que não se efetue a

atividade plenamente vinculada nos termos do art.

142

do

CTN

diante

de

um

entendimento

(119)

Com o novo CPC, as decisões em repetitivos,

súmulas, repercussão geral e súmula vinculante

do STF serão, de fato, vinculantes aos juízes de

primeiro grau. Se uma sentença violar uma

decisão,

súmula

ou

repetitivo

vai

caber

(120)

Ministério da Fazenda editou a Portaria nº

586, que alterou o Regimento Interno do

CARF, aprovado pela Portaria nº 256, de

2009, para inserir a obrigação de os relatores

de recursos que estejam em trâmite no órgão

reproduzirem em seus votos a jurisprudência

do Supremo Tribunal Federal ou do Superior

Tribunal de Justiça.:

(121)

Art. 62-A. As decisões definitivas de mérito,

proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e

pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria

infraconstitucional, na sistemática prevista

pelos artigos 543-B e 543-C da Lei n

o

5.869,

de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo

Civil,deverão

ser

reproduzidas

pelos

conselheiros no julgamento dos recursos no

âmbito do CARF.

(122)

Significa que as decisões de mérito prolatadas

em sede de repercussão geral e de recurso

repetitivo

deverão

ser

reproduzidas

pelos

(123)

A

recepção

dos

julgados

dos

Tribunais

Superiores pela Procuradoria-Geral da Fazenda

Nacional e pela Receita Federal do Brasil

(124)

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional – PGFN –

chegou à conclusão de que não mais deverá contestar

ou interpor recursos quando a tese sustentada pela

parte contrária ou a decisão judicial fundar-se em

julgado proferido na forma dos arts. 543-B e 543-C do

CPC (Parecer PGFN/CRJ nº 492, de 2010).

(125)

Significa que as decisões de mérito prolatadas

em sede de repercussão geral e de recurso

repetitivo

deverão

ser

reproduzidas

pelos

(126)

publicado no Diário Oficial da União do dia 5 de julho de 2013, o despacho do Ministro da Fazenda aprovando os termos do Parecer PGFN/CDA/CRJ nº 396/2013, que concluiu que a existência de dispensa de impugnação judicial em virtude de tese julgada sob a sistemática dos recursos repetitivos, deve implicar na abstenção de fiscalização e de novos lançamentos; impedimento aos procedimentos de cobrança dos créditos já constituídos, inclusive quando submetidos a parcelamento; impedimento às restrições quanto à regularidade fiscal e à inscrição no CADIN; óbice ao envio dos créditos já constituídos para inscrição em dívida ativa pela PGFN.

(127)

Aguardava-se no ordenamento jurídico

uma lei em sentido formal regulando o

assunto e determinando a vinculação da

fiscalização às decisões proferidas pelo

STF e STJ por meio de repercussão geral

e recurso repetitivo

(128)

Publicada a Lei nº 12.844, de 19 de julho de 2013, que

alterou a Lei nº 10.522/2002

prevendo vinculação da

RFB às decisões judiciais desfavoráveis à Fazenda

Nacional proferidas em Recursos Extraordinários com

Repercussão Geral (STF) ou em Recursos Especiais

Repetitivos (STJ), após expressa manifestação da PGFN.

(129)

Nos termos do art. 3º da Portaria Conjunta

PGFN/RFB nº 1/2014, regulamentadora das

alterações legislativas acima mencionadas, a

manifestação da PGFN dar-se-á por meio de

notas explicativas, que conterão a delimitação

da matéria decidida e os esclarecimentos e/ou

orientações sobre questões suscitadas pela

RFB.

(130)

Publicada a Lei nº 12.844, de 19 de julho de 2013, que

alterou a Lei nº 10.522/2002

prevendo vinculação da

RFB às decisões judiciais desfavoráveis à Fazenda

Nacional proferidas em Recursos Extraordinários com

Repercussão Geral (STF) ou em Recursos Especiais

Repetitivos (STJ), após expressa manifestação da PGFN.

(131)

Sobreio o novo CPC reforçando o valor dos precedentes

judiciais.

(132)

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