• Nenhum resultado encontrado

Newsletter n. 71 Junho/2015

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Newsletter n. 71 Junho/2015"

Copied!
8
0
0

Texto

(1)

Destaques desta edição

Mercado de Capitais

CVM divulga novas regras sobre operações de fusão, cisão, incorporação e incorporação de ações, envolvendo emissores de valores mobiliários registrados na categoria A...

Previdenciário

As submassas nos planos de benefícios das Entidades Fechadas de Previdência Complemen-tar...

As alterações no Regime Geral de Previdência Social e seus reflexos nos planos de benefícios complementa-res...

Contencioso

A Presidente da República sancionou a Lei nº 13.140, de 26.06.2015, que dispõe sobre a mediação entre particu-lares como meio de solução de controvérsias e sobre a autocomposição de conflitos no âmbito da administração pública...

Notícias

O Conselho Nacional de Previdência Complementar - CNPC edita duas novas Resolu-ções... 1 2 4 5 6

(2)

CVM divulga novas regras sobre operações de

fusão, cisão, incorporação e incorporação de

ações,

envolvendo

emissores de valores

mobiliários registrados na categoria A

Fábio Lemos de Oliveira*

No dia 15.06.2015, a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”) divulgou a Instrução CVM 565 que traz novas regras para operações de fusão, cisão, incorporação e incorporação de ações envolvendo emissores de valores mobiliários registrados na categoria A.

A referida norma tem como objetivo aumentar o grau de transparência e informações a serem disponibilizadas pelos administradores aos acionistas, de forma a permitir uma análise da operação, ressaltando os deveres fiduciários do administrador em relação não apenas à companhia, como também com respeito às sociedades que devem prestar as informações.

A norma aperfeiçoa o conteúdo das informações a serem prestadas, envolvendo aspectos estratégico, econômico e mais: i) informações financeiras das sociedades envolvidas; ii) descrição dos termos e condições da operação; iii) critérios e conteúdo mínimo dos laudos de avaliação; iv) consequências de sua não concretização; v) vantagens estratégicas, vi) fatores de riscos relacionados à operação; vii) benefícios esperados; etc.

A norma exige, ainda, que sejam preparadas informações financeiras pro

forma, contemplando a operação almejada das sociedades resultantes da

operação, como se estas já existissem, com a mesma data base da utilizada para a realização da operação.

Por fim, a Instrução CVM 565 altera, ainda, parte da Instrução CVM 481, no que versa sobre os documentos necessários ao exercício do direito de voto, para compatibilizá-la com a nova norma, bem como regulamenta as condições de liquidez necessárias para a exclusão do direito de recesso, na forma do art. 137, inciso II, alínea “a”, da Lei das Sociedades Anônimas.

* Fábio Lemos de Oliveira é advogado de BCCS ([email protected]).

Mercado de

Capitais

(3)

As submassas nos planos de benefícios das

Entidades Fechadas de Previdência Complementar

Flavio Martins Rodrigues* Lygia Avena**

O tratamento das submassas nos planos de previdência complementar tem sido assunto instigante e desafiador para todos que atuam nesse Regime Previdenciário.

Tivemos a oportunidade de participar de recente evento organizado pelo CEJUPREV - Centro de Estudos Jurídicos da Previdência Complementar da ABRAPP, que tratou da matéria sob a ótica jurídica, atuarial e institucional da supervisão.

Entende-se por “submassas” um ou mais grupos de participantes, que possuem direitos e deveres homogêneos entre si, mas distintos em relação a outros participantes ou grupos de participantes do mesmo plano de benefícios.

A independência patrimonial dos planos de benefícios, prevista na Lei Complementar nº 109, de 29.05.2001 (“LC 109/2001”) e com a atribuição de uma identificação no Cadastro Nacional de Planos de Benefícios-CNPB, ainda gera resistência, sobretudo no âmbito do Poder Judiciário.

De fato, somente as EFPC possuem personalidade jurídica e o plano de benefícios não está claramente identificado como um patrimônio de afetação (com direitos e obrigações específicas). Assim, a submassa, como um novo conjunto autônomo, traz ainda maiores dificuldades de compreensão.

Ao tempo da vigência da Lei n° 6.435, de 15.07.1977, o foco da legislação era a entidade e o seu respectivo patrimônio. Com o desenvolvimento do Regime de Previdência Complementar e das EFPC, que passaram a ser também de multiplano e multipatrocínio, os planos de benefícios passaram a ter um disciplinamento e ênfase maior na legislação, sobretudo a partir da LC 109/2001 e das sucessivas Resoluções do órgão normativo do Regime até os dias de hoje.

(4)

O plano de benefícios é visto considerando de forma homogênea direitos e obrigações dos participantes, sem levar em conta as especificidades e distinções jurídicas atribuídas às submassas.

A existência de submassas em um plano de benefícios é comum e muitas vezes inevitável, uma vez que pode decorrer de várias situações, tais como: (i) a alteração de regras do regulamento, preservando-se o direito adquirido e o direito acumulado dos participantes, como impõe o art. 17 da LC 109/2001; (ii) a migração de participantes entre planos; (iii) a existência de direitos distintos decorrentes de diversas legislações (ex. planos de benefícios com grupos de participantes antes e depois do Decreto n° 81.240/1978, que estabeleceu limite etário para a concessão de benefícios); (iv) a transferência de participantes; (v) a cisão de plano; (vi) a incorporação de plano; (vii) a fusão de planos, dentre outros fatores.

Considerando essa realidade, uma primeira medida preventiva de riscos jurídicos a ser adotada é a redação clara e precisa dos direitos e obrigações estabelecidos para cada massa de participantes, conforme os fatos geradores que originaram essas distinções. Na medida em que o regulamento do plano de benefícios representa o contrato entre as partes, quanto mais claras forem as regras contratadas, menores serão os riscos jurídicos envolvidos.

A segunda medida preventiva é o esclarecimento ao Poder Judiciário sobre a matéria em todos os fóruns possíveis, i.e., de forma institucional e nos processos judiciais em que o assunto se coloque. O entendimento jurídico dessa segmentação de grupos (a partir da diferenciação de regras) dentro de um mesmo plano é essencial para a segurança jurídica e financeira do contrato previdenciário.

Já no que tange à legislação, o representante da PREVIC no evento pode antecipar que uma norma está sendo examinada para enfrentar situações hoje controvertidas ou não previstas em razão das submassas e os seus respectivos subpatrimônios dentro de um mesmo plano previdenciário.

(5)

Poderíamos citar, como exemplo de controvérsia, a situação em que há uma submassa em um plano (portanto, um “subplano”), em situação de déficit e outro subplano, que apresenta superávit. Embora a legislação apenas trate do equacionamento do déficit e distribuição do superávit do plano como um todo, seria recomendável que tal situação fosse contemplada no ordenamento jurídico das EFPC.

As submassas existem e existirão sempre a partir de dois pressupostos legais: (i) o respeito ao direito adquirido e ao direito acumulado; e (ii) a possibilidade jurídica de alteração dos regulamentos dos planos de benefícios complementares, bem como por conta dos “movimentos nos planos” a que antes nos referimos.

Portanto, a adequada normatização a tratar das submassas certamente deverá ser objeto de priorização institucional no âmbito do Regime de Previdência Complementar, contribuindo para uma maior segurança jurídica do contrato previdenciário, suas entidades, participantes e patrocinadores.

* Flavio Martins Rodrigues é sócio de BCCS ([email protected]). ** Lygia Avena é advogada de BCCS ([email protected]).

As alterações no Regime Geral de Previdência

Social e seus reflexos nos planos de benefícios

complementares

Andrea Corrêa Neubarth* Gabriel Leite**

Nos últimos meses, temos assistido um grande debate sobre alterações nas regras de aposentadorias e pensões do Regime Geral de Previdência Social (“RGPS”), administrado pelo Instituto do Seguro Social (“INSS”). Como instrumentos desse processo de alterações destacam-se: a Medida Provisória n° 664, de 30.12.2014, convertida na Lei n° 13.135, de 17.06.2015, e, mais recentemente, a MP n° 676, de 17.06.2015, que introduz uma regra opcional à aplicação do fator previdenciário.

(6)

Estão sendo alteradas regras de elegibilidade e de cálculo dos benefícios de aposentadoria, pensão e auxílio doença. Para ter a dimensão do impacto nos planos de benefícios complementares será necessário esperar a efetiva aprovação das leis, o tratamento a ser dado durante o período em que a Medida Provisória gerou efeitos, o período de vacatio legis após a sanção presidencial da Lei n° 13.135/2015. A nova MP 676/2015, editada após o veto presidencial à alternativa aprovada pelo Congresso, introduz uma alternativa à aplicação do fator previdenciário, introduzindo a denominada fórmula 90/100. Com essa regra, haverá um impacto positivo no valor das aposentadorias em comparação com o fator previdenciário, mesmo que se trate de proposta menos drástica do que a apresentada pelo Congresso (fórmula 85/95).

Nesse novo contexto, em que se somam alterações dia a dia, como uma “reforma diluída” da previdência, os planos de benefícios na modalidade de benefício definido que têm benefícios atrelados aos valores pagos pelo INSS, terão grandes desafios. O primeiro deles é entender quais as consequências efetivas dessa cumulação de normas, depois quantificar em termos financeiros e atuariais os impactos que tais alterações possam provocar nas reservas garantidoras de benefícios. De qualquer forma, o que se vislumbra é a complexidade cada vez maior nos cálculos das premissas advindas dos benefícios concedidos pelo INSS, o que pode gerar um risco e um custo administrativo significativos.

* Andrea Corrêa Neubarth é advogada de BCCS ([email protected]). ** Gabriel Leite é estagiário de BCCS ([email protected]).

Regulamentação das atividades de mediação de

conflitos entre particulares e sobre a

autocomposição de conflitos no âmbito da

administração pública

José Luiz Braga*

O DOU que circulou no dia 29 de junho último publicou a Lei nº 13.140, de 26.06.2015, que regulamentou as atividades de mediação de conflitos entre

(7)

particulares, bem como a chamada autocomposição de conflitos no âmbito da administração pública.

Traçando regras processuais específicas para cada caso – conflitos entre particulares e a autocomposição -, a nova lei cria a possibilidade de mediação para a solução de controvérsias, ainda que extrajudicialmente, o que pode resultar de previsão em contratos entre particulares ou através de proposta por qualquer das partes.

* José Luiz Braga é advogado de BCCS ([email protected]).

O Conselho Nacional de Previdência

Complementar

-

CNPC edita duas novas

Resoluções

Sem prejuízos dos comentários a serem feitos na próxima edição da Newsletter, informamos que o Conselho Nacional de Previdência Complementar-CNPC editou duas novas Resoluções (DOU de 26.06.2015). A saber:

Resolução n° 20, de 18.06.2015:

Altera a Resolução n° 8, de 31.10.2011, para fazer constar que está autorizado que a PREVIC adeque as Demonstrações Contábeis à planificação contábil padrão e discipline a forma, o meio e a periodicidade para o envio destas;

Na realidade, esta Resolução vem ratificar o conteúdo da Instrução PREVIC n° 21, de 23.03.2015, que prevê prazos diferenciados de envio das Demonstrações Contábeis, conforme o perfil de risco da EFPC;

Resolução n° 21, de 18.06.2015:

Altera a Resolução n° 19, de 30.03.2015, para estabelecer que entidades acessíveis aos empregados de empresas privadas ou a associados a instituidores deverão exigir que a maioria dos membros dos conselhos deliberativos e fiscal sejam certificados;

(8)

Para efeito de aferição da maioria, os titulares e os suplentes serão considerados dois grupos distintos. Essa Resolução expressamente prevê que o Administrador Estatutário Tecnicamente Qualificado-AETQ e os empregados diretamente responsáveis pela aplicação dos recursos garantidores deverão ser certificados previamente ao exercício dos respectivos cargos.

Endereços Av. Rio Branco, 110 39º e 40º Andar – Centro Rio de Janeiro - RJ CEP: 20040-001 Tel.: (21) 3861-5800 Fax: (21) 3861-5861/62 Rua Joaquim Floriano, 100 16º Andar – Itaim Bibi São Paulo - SP CEP: 04534-000 Tel.: (11) 2198-2800 Fax: (11) 2198-2849 SHIS Quadra 01, Casa 06 - Lago Sul Brasília-DF CEP: 71615-210 Tel.: (61) 3226-3035 / 3224-0168 / 4108 / 3223-7701 www.bocater.com.br

O conteúdo desta Newsletter é simplesmente informativo, não devendo ser entendido como opinião legal, sugestão ou orientação de conduta. Quaisquer solicitações sobre a forma de proceder ou esclarecimentos sobre as matérias aqui expostas devem ser solicitados formalmente aos advogados de BCCS.

Referências

Documentos relacionados

Sempre que a assembleia geral for convocada para deliberar sobre fusão, cisão, incorporação e incorporação de ações envolvendo pelo menos um emissor de valores

Pode obter mais informações sobre a reciclagem correta nos serviços municipais ou na agência do meio ambiente. As pilhas e as baterias devem estar identificadas com um recipiente

 A instituição credora deve integrar o SFN - Sistema Financeiro Nacional, sendo admitida a emissão da Cédula de Crédito Bancário em favor de instituição domiciliada no exterior,

Já Brealey & Myers (1995, apud SUEN E KIMURA, 1997) definem que, sob a ótica financeira, as fusões ocorrem, strictu sensu, quando duas ou mais empresas

Em síntese, o rito especial fixado pela Lei nº 13.188/2015 prevê que, uma vez distribuída a ação (no foro do domicílio do ofendido ou no lugar onde o agravo

A Companhia pode ter sua condição financeira e os seus resultados operacionais afetados adversamente, ainda que tenha direito à recomposição econômico-financeira

Porém, em 2008 anunciamos uma nova política de dividendos, na qual nos comprometemos em pagar pelos 3 anos seguintes (2008 inclusive), pelo menos 50% do Lucro Líquido do

Deverá existir permanentemente no canteiro, recipiente (caixa )para óxido de alumínio , máquina de jato (cap. 300 Litros), bicos de jato (venturi curto) Ø 5/16”, mangueiras nos Ø: