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Perguntas Frequentes
Embalagens e Resíduos de Embalagens
1. Qual o enquadramento legal para embalagens e resíduos de
embalagens?
As embalagens e resíduos de embalagens regem-se pelos princípios e normas aplicáveis ao sistema de gestão de embalagens e resíduos de embalagens constantes no Decreto-Lei n.º 366-A/97, de 20 de Dezembro, alterado pelo Decreto-Lei n.º 162/2000, de 27 de Julho e pelo Decreto-Lei n.º 92/2006, de 25 de Maio, que transpõem para o Direito interno, as Directivas 94/62/CE e 2004/12/CE do Parlamento Europeu e do Conselho.
2. Qual a definição de embalagem de acordo com a legislação em vigor?
De acordo com o disposto na alínea a) do Art.º 2.º do Decreto-Lei n.º 336-A/97, de 20 de Dezembro, define-se como “Embalagem”, todos e quaisquer produtos feitos de materiais de qualquer natureza utilizados para conter, proteger, movimentar, manusear, entregar e apresentar mercadorias, tanto matérias-primas como produtos transformados, desde o produtor ao utilizador ou consumidor, incluindo todos os artigos “descartáveis” utilizados para os mesmos fins. Posteriormente, o Decreto-Lei n.º 92/2006, de 25 de Maio, introduziu um conjunto de critérios que auxiliam na aplicação da definição de “embalagem”.
3. De quem é a responsabilidade pela gestão das embalagens e resíduos
de embalagens?
A responsabilidade pela concepção da embalagem e pela gestão do resíduo resultante é do embalador/importador, responsável pela colocação do produto no mercado nacional. A opção de gestão deverá estar claramente divulgada ao consumidor através de uma marcação, de modo a que este adira à deposição selectiva.
4. O que são embalagens reutilizáveis?
As embalagens reutilizáveis são embalagens concebidas e projectadas para cumprir, durante o seu ciclo de vida, um número mínimo de viagens ou rotações. Estas embalagens são enchidas de novo, com ou sem apoio de produtos auxiliares presentes no mercado que permitam o novo enchimento da própria embalagem, e utilizadas para o mesmo fim para que foram concebidas. As embalagens reutilizáveis passam a resíduos de embalagens quando deixarem de ser reutilizadas.
5. Como devem ser geridas as embalagens reutilizáveis?
As embalagens reutilizáveis têm de estar obrigatoriamente abrangidas por um Sistema de Consignação para Embalagens Reutilizáveis (de acordo com o disposto no Capítulo II da Portaria n.º 29-B/98, de 15 de Janeiro).
O embalador deverá garantir que o sistema de consignação aplicável a embalagens reutilizáveis funciona nos moldes especificados em seguida, de acordo com o previsto no Capítulo II (Embalagens reutilizáveis) da Portaria n.º 29-B, de 15 de Janeiro.
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É da responsabilidade dos:
• Embaladores e/ou responsáveis pela colocação de embalagens no mercado
nacional de produtos embalados em reutilizáveis: as acções C (recuperação e reutilização das suas embalagens) e B (recolha das embalagens armazenadas pelos distribuidores/comerciantes);
• Distribuidores/comerciantes as acções 2, 3 e A (respectivamente cobrança e
reembolso ao consumidor de um depósito e armazenagem das embalagens usadas).
6. Como funciona o sistema de consignação das embalagens reutilizáveis?
A Portaria n.º 29-B/98, de 15 de Janeiro, estabelece as regras de funcionamento do sistema de consignação aplicável às embalagens reutilizáveis no seu capítulo II. Neste contexto, deverá verificar, de acordo com os requisitos definidos, se as embalagens podem ser consideradas reutilizáveis. As embalagens reutilizáveis encontram-se obrigatoriamente abrangidas por um sistema de consignação e, nessa medida, têm de respeitar as características de funcionamento desse sistema. Refere-se que o funcionamento de um sistema de consignação de embalagens reutilizáveis, definido ao abrigo da legislação nacional aplicável (Decreto-Lei n.º 366-A/97, de 20 de Dezembro, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 162/2000, de 27 de Julho e pelo Decreto-Lei n.º 92/2006, de 25 de Maio, e pelas especificações aduzidas pela Portaria n.º 29-B/98, de 15 de Janeiro), pressupõe que a reutilização dessas embalagens constituiu um objectivo claro do embalador inicial dessas embalagens, tendo por isso implementado um sistema apropriado para providenciar o retorno/devolução das embalagens vazias para as reencher e colocar novamente com o produto no mercado.
Neste âmbito, baseando-nos na abordagem apresentada na Norma CEN EN 13429: Embalagem - Reutilização constata-se que, para que um fabricante de embalagens possa designar de reutilizável um certo tipo de embalagens, deverá assegurar que:
• A reutilização da embalagem constitui um objectivo claro do embalador;
• A embalagem pode ser tratada de modo satisfatório;
• Nos mercados onde o distribuidor comercializa o produto embalado, existe disponível um sistema apropriado para providenciar a reutilização da embalagem.
Complementando estes aspectos normativos à descrição do funcionamento de um sistema de consignação para embalagens reutilizáveis, constante no Capítulo II da
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Portaria anteriormente referenciada, verifica-se que este deverá seguir o esquema ilustrado na questão anterior (n.º 5).
Face ao exposto e caso sejam cumpridos os requisitos aí discriminados, pode concluir-se que as embalagens se tratam de embalagens reutilizáveis.
Nesta sequência, refere-se que legalmente não é requerida qualquer aprovação desta Agência para o sistema de consignação para embalagens reutilizáveis, que deverá funcionar com base no pagamento/devolução de um depósito e segundo o sistema "fechado" representado no esquema mencionado.
Acresce referir que a reutilização de embalagens deverá funcionar com base num sistema "fechado", isto é, as embalagens deverão ser reutilizadas para o mesmo fim para as quais foram produzidas, de acordo com o previsto na legislação nacional nesta matéria, e não para outro fim.
7. Quando é que uma embalagem reutilizável se transforma em resíduo de
embalagem?
A partir do momento em que a embalagem reutilizável termina o seu ciclo de retorno, transforma-se em resíduo de embalagem, sendo da responsabilidade do embalador e/ou responsável pela colocação no mercado nacional de produtos embalados em reutilizáveis, providenciar a gestão correcta desses resíduos.
8. O que é o depósito e quem o fixa?
O depósito consiste numa quantia que o consumidor tem que pagar quando adquire um produto acondicionado em embalagem reutilizável, que lhe é devolvido quando entrega essa embalagem vazia.
O valor mínimo do depósito deve estimular a devolução da embalagem vazia, sem ultrapassar o seu valor real.
De acordo com a legislação em vigor em matéria de embalagens e resíduos de embalagens, está prevista a possibilidade legal de o Governo, através de Despacho conjunto dos Ministros da Economia e do Ambiente, poder vir a fixar valores mínimos de depósito em sistemas de consignação de embalagens reutilizáveis.
9. Existem metas de reutilização a cumprir?
Para o período entre 1997 e 1999, houve metas de reutilização, discriminadas para os seguintes 4 líquidos alimentares: bebidas refrigerantes, cervejas, águas minerais naturais, de nascentes ou outras embaladas e vinhos correntes.
10. O que são embalagens não reutilizáveis?
As embalagens não reutilizáveis são aquelas de fim único, que, consequentemente se transformam em resíduos de embalagens após o consumo do produto que contiveram, indo posteriormente ser contabilizadas para o cumprimento das metas nacionais de reciclagem e de valorização.
11. Existem metas para embalagens não reutilizáveis?
Sim, existem as seguintes metas de valorização e de reciclagem (em peso) que Portugal terá que atingir em 2011 e discriminadas no art.º 7.º do Decreto-Lei n.º 92/2006, de 25 de Maio:
Prazo Valorização
Reciclagem
Global Vidro Papel Metais Plásticos Madeira Decreto-Lei nº 92/2006,
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12. Como podem ser geridas as embalagens não reutilizáveis?
As embalagens não reutilizáveis têm de estar obrigatoriamente abrangidas por um de dois sistemas (no âmbito do descrito no Capítulo III da Portaria n.º 29-B/98, de 15 de Janeiro):
• Sistema de Consignação para embalagens não reutilizáveis;
• Sistema Integrado.
13. Como funciona o sistema de consignação para embalagens não
reutilizáveis?
O sistema de consignação será aplicado nos moldes descritos no Capítulo III da Portaria n.º 29-B/98, de 15 de Janeiro.
Neste sistema de consignação, deverão ser introduzidas as alterações julgadas necessárias ao esquema de funcionamento anteriormente descrito (ver Sistema de consignação aplicado a embalagens reutilizáveis), tendo o mesmo que ser autorizado pela Agência Portuguesa do Ambiente.
14. Como funciona o sistema integrado para embalagens não reutilizáveis?
No âmbito do sistema integrado, os embaladores, os responsáveis pela colocação de produtos no mercado nacional e os industriais de produção de embalagens ou matérias-primas para o fabrico de embalagens transmitem a sua responsabilidade pela gestão dos resíduos das suas embalagens a uma entidade gestora devidamente licenciada para exercer essa actividade.
A transferência de responsabilidade para a entidade gestora é objecto de contrato escrito, com a duração mínima de três anos.
15.Enquanto embalador e/ou distribuidor/comerciante com um volume
anual de vendas superior a 900 mil euros tenho que preencher anualmente, respectivamente, os quadros constantes do Anexo I e II do Despacho n.º 7415/99, de 25 Março?
O Despacho n.º 7415/99, de 25 de Março (que incluía os modelos previstos no n.º 4 da Portaria 29-B/98, de 15 de Janeiro), encontra-se revogado desde 18 de Dezembro de 2006 pelo n.º 4 da Portaria 1408/2006 que institui o SIRER (Sistema Integrado de Registo de Resíduos). Assim, terá que proceder de acordo com o preconizado sobre esta matéria naquela Portaria, actualmente alterada pelas Portarias n.º 320/2007, de 23 de Março e n.º 249-B/2008, de 31 de Março.
16. As embalagens têm de ter uma marcação?
A marcação, assunto abordado no art.º 6.º do Decreto-Lei n.º 366-A/97, de 20 de Dezembro (alterado pelo Decreto-Lei n.º 162/2000, de 27 de Julho) envolve as seguintes 4 situações distintas:
• dependentes de directrizes comunitárias:
- n.º 1 do art.º 6.º do Decreto-Lei n.º 366-A/97, de 20 de Dezembro, a inerente a embalagem reutilizáveis, que de acordo com o previsto nesta fase de discussão da proposta de Directiva sobre Marcação, se prevê que seja de adesão voluntária;
- n.º 5 do art.º 6.º do Decreto-Lei n.º 366-A/97, de 20 de Dezembro, a inerente ao tipo de material constituinte da embalagem, que de acordo com o preconizado da Decisão 97/129/CE relativa ao Sistema de materiais de embalagem, é numa primeira fase, de adesão voluntária.
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n.º 2 do art.º 6.º do Decreto-Lei n.º 366-A/97, de 20 de Dezembro, a inerente a embalagens não reutilizáveis sujeitas a consignação, cujo símbolo específico obrigatório será definido pelos operadores económicos nacionais que implementarem o referido sistema de consignação;
- n.º 3 do art.º 6.º do Decreto-Lei n.º 366-A/97, de 20 de Dezembro, a inerente a embalagens sujeitas ao sistema integrado, cujo símbolo específico obrigatório para embalagens primárias (salvo se for solicitada isenção de marcação), será definido pela entidade gestora prevista no art.º 8.º da portaria 29-B/98, de 15 de Janeiro.
De uma forma genérica, a marcação adequada é aposta na própria embalagem ou rótulo, devendo ser claramente visível e de fácil leitura e ter uma duração compatível com o tempo de vida da embalagem, mesmo depois de aberta (n.º 6 do art.º 6.º do Decreto-Lei n.º 366-A/97, de 20 de Dezembro).
17.Como se pode pedir isenção de marcação de embalagens primárias
sujeitas ao sistema integrado?
Os pedidos de isenção de marcação de embalagens primárias abrangidas pelo sistema integrado deverão ser sujeitos a apreciação pela Agência Portuguesa do Ambiente. Para o efeito, o embalador deverá enviar os seguintes elementos:
• a identificação dos produtos cuja embalagem pretendem ver isentas,
efectuando uma descrição das mesmas, quer em termos do material utilizado, quer do seu tamanho (enviando sempre que possível fotografias dessas embalagens);
• o quantitativo de embalagens que pretende seja abrangido pela isenção e o
período em que requer a isenção de marcação das mesmas;
• clarificação relativa ao destino de comercialização dos produtos, ou seja, se
os produtos embalados se destinam ao consumidor comum ou ao industrial;
• outros aspectos que considerem relevantes para fundamentação do pedido apresentado.
18.Quais são as entidades gestoras licenciadas em Portugal para a gestão
de embalagens não reutilizáveis?
Em Portugal existem três entidades gestoras licenciadas, a Sociedade Ponto Verde, a Valormed e a SIGERU.
19. Qual o âmbito de actuação da Sociedade Ponto Verde?
O Sistema Integrado de Gestão de Embalagens – SIGRE, gerido pela entidade gestora, Sociedade Ponto Verde (SPV), foi licenciado pelos Ministros da Economia e do Ambiente, em 1 de Outubro de 1997, para a gestão de embalagens urbanas. Três anos depois, a SPV alargou o seu âmbito de actuação à gestão de embalagens não urbanas.
Em 7 de Dezembro de 2004, foi concedida uma nova licença à SPV, a vigorar até 31 de Dezembro de 2011, que abrange todos os materiais e tipos de embalagens (primárias, secundárias e terciárias) não reutilizáveis colocadas no mercado nacional, provenientes do sector da indústria, comércio, serviços, distribuição e agrícolas, independentemente da sua natureza perigosa ou não, de acordo com a classificação constante da Lista Europeia de Resíduos, desde que tenham pago o Valor Ponto Verde, e que não estejam abrangidas por outros sistemas de gestão, integrados ou de consignação.
A SPV no exercício da sua actividade tem de dar cumprimento dos objectivos de gestão legalmente propostos, ficando obrigada a privilegiar a reciclagem em detrimento de outras formas de valorização de resíduos de embalagens.
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Contactos
• Sociedade Ponto Verde
Edifício Infante D. Henrique Rua João Chagas, n.º 53 – 1º Dtº Cruz Quebrada
1495- 764 Dafundo Telefone: 21 0102400 Fax: 21 0102499
http://www.pontoverde.pt
20.As embalagens de matérias-primas ou produtos embalados importadas
directamente e que utilizo para consumo próprio, estão abrangidas pelo Decreto-Lei n.º 366-A/97, de 20 de Dezembro?
Um embalador/importador ao proceder à primeira colocação de embalagens ou produtos embalados no mercado nacional, são responsáveis pela sua gestão, pelo que tem obrigatoriedade de efectuar a adesão a um sistema integrado (aplicável apenas a embalagens não reutilizáveis) ou de implementar um sistema de consignação (aplicável a embalagens não reutilizáveis ou reutilizáveis) para a gestão das suas embalagens e resíduos de embalagens. Esta situação verifica-se independentemente das embalagens serem colocadas no mercado no fluxo urbano ou não urbano, devendo preencher todos os requisitos deste normativo e demais que lhe seja aplicável.
Em caso de opção pelo sistema de consignação para embalagens não reutilizáveis, este deverá ser objecto de autorização pela Agência Portuguesa do Ambiente, seguindo os trâmites constantes na legislação em vigor, e que são similares aos previstos para a elaboração do caderno de encargos de entidades gestoras de sistema integrado.
21.Para aderir à entidade gestora do sistema integrado de embalagens e
resíduos de embalagens – Sociedade Ponto Verde, que tipo de embalagem deve ser declarada? Em caso de ter embalagens secundárias e terciárias (de transporte) estas também devem ser declaradas?
De acordo com o n.º 2 do artigo 1º do Decreto-Lei n.º 366-A/97, de 20 de Dezembro, este diploma é aplicável a “(…) todas as embalagens colocadas no mercado, sejam elas utilizadas ou produzidas, nomeadamente, aos níveis doméstico, industrial, agrícola ou do comércio, incluindo escritórios, lojas e serviços.” Complementarmente, a definição de embalagem de acordo com a alínea a) do n.º 1 do artigo 2º do Decreto-Lei n.º 92/2006, de 25 de Maio, refere que: “Embalagem - todos e quaisquer produtos feitos de materiais de qualquer natureza utilizados para conter, proteger, movimentar, manusear, entregar e apresentar mercadorias, tanto matérias- primas como produtos transformados, desde o produtor ao utilizador ou consumidor, incluindo todos os artigos «descartáveis» utilizados para os mesmos fins(…).” Assim, todas as embalagens que se enquadrem na tipologia definida no nº 2 do artigo 2º deste normativo, ou seja, embalagens de venda ou primárias, embalagens grupadas ou secundárias e embalagens de transporte ou terciárias, encontram-se abrangidas pelo disposto no diploma em apreço, devendo em caso de adesão à entidade gestora actualmente licenciada,
proceder à sua declaração em conformidade.
22.Qual o âmbito de actuação da VALORMED?
O Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagens e Medicamentos – SIGREM, gerido pela entidade, VALORMED, foi licenciado pelos Ministros da Economia e do Ambiente e Ordenamento do Território, com efeitos desde 1 de
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Janeiro de 2000 sendo o seu horizonte até 31 de Dezembro de 2005. O seu âmbito de actuação abarcava:
• resíduos de embalagens, que contenham medicamentos ou equiparados,
“urbanas” ou industriais, comerciais ou de serviços, primárias, secundárias ou terciárias, desde que tenham origem na recolha efectuada pelas farmácias e na separação efectuada pelas indústrias farmacêuticas, ou pelas empresas distribuidoras do sector;
• resíduos de medicamentos, salvo resíduos de medicamentos com origem
hospitalar.
Em Fevereiro de 2007, foi concedida uma nova licença à Valormed, com efeitos a partir de 1 de Novembro de 2006, sendo o seu horizonte até 31 de Dezembro de 2011. O seu âmbito de actuação foi alargado para os seguintes quatro Subsistemas:
• Subsistema a) – Resíduos de embalagens de serviço e resíduos de
embalagens primárias, secundárias e terciárias, contendo medicamentos e outros produtos fora de uso, nomeadamente, medicamentos homeopáticos, produtos dietéticos, dermo-cosméticos, produtos de puericultura, e resíduos de produtos veterinários vendidos nas farmácias para os animais domésticos, que tenham sido vendidos ao público, nomeadamente em farmácias comunitárias, parafarmácias ou grandes superfícies;
• Subsistema b) – Resíduos de embalagens primárias, secundárias e
terciárias resultantes do processo e actividade da indústria farmacêutica e
da distribuição, nomeadamente embalagens de matérias-primas,
embalagens resultantes das operações de produção e enchimento, embalagens de transporte, bem como resíduos de embalagens de venda provenientes das devoluções das farmácias e dos distribuidores;
• Subsistema c) – Resíduos de embalagens primárias, secundárias e
terciárias, isentos de medicamentos e de outros produtos produzidos nas farmácias hospitalares e classificados no Grupo II, excluindo as embalagens que saem das farmácias para as enfermarias e salas de tratamento;
• Subsistema d) – Resíduos de embalagens de medicamentos e de produtos
de uso veterinário não doméstico, contendo ou não resíduos desses produtos e medicamentos.
Com a nova licença em vigor, pretende-se que o tipo de gestão destes resíduos - a valorização energética, em duas unidades de valorização energética de resíduos sólidos urbanos existentes em Portugal continental (VALORSUL e LIPOR), passe igualmente a incluir a reciclagem dos resíduos de embalagens de papel/cartão, de filme plástico e de outros materiais vulgarmente utilizados pela indústria farmacêutica e pelo sector da distribuição de medicamentos, após separação (numa unidade de triagem), dos resíduos de medicamentos que eventualmente ainda possam conter.
Contactos
• Valormed
Av. das Túlipas
Edifício Miraflores, n.º 6 – 15.º D 1495- 167 Algés
Telefone: 21 4139650 Fax: 21 4139659
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23.Qual o âmbito de actuação da SIGERU?
O Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagens e Resíduos em Agricultura, Lda. – SIGERU, o qual é gerido pela entidade gestora, VALORFITO, foi licenciado a 1 de Dezembro de 2005, com o horizonte até 31 de Dezembro de 2011. Assegura a gestão dos resíduos de embalagens primárias não reutilizáveis provenientes do fluxo não urbano, nomeadamente do sector agrícola, com capacidade inferior a 250 litros e de natureza perigosa dado terem contido produtos fitofarmacêuticos. Encontram-se excluídas:
• as embalagens secundárias e terciárias de produtos fitofarmacêuticos;
• as embalagens e respectivos resíduos que não pagaram o valor de prestação
financeira a suportar pelos embaladores de produtos fitofarmacêuticos e outros responsáveis pela colocação daqueles produtos no mercado nacional;
• resíduos de excedentes de produtos fitofarmacêuticos.
A VALORFITO está vinculada a adoptar, os princípios e a hierarquia das operações de gestão de resíduos de embalagens, definidos na legislação nacional que rege o fluxo das embalagens e seus resíduos, assumindo o compromisso de aumentar progressivamente as quantidades em peso de embalagens declaradas de produtos fitofarmacêuticos, com o objectivo de aproximar essas quantidades às quantidades totais de embalagens colocadas no mercado nacional. Esta entidade gestora contava no ano de 2006 com 280 centros de recepção distribuídos no Continente. De acordo com o mencionado na Portaria n.º 209/2004, de 3 de Março, que define a Lista Europeia de Resíduos, os resíduos de embalagens de produtos fitofarmacêuticos são codificadas sob o código 15 01 10* - embalagens contendo ou contaminadas por resíduos de substâncias perigosas.
Contactos
• VALORFITO
Av. das Túlipas
Edifício Miraflores, n.º 6 – 7.º D 1495-158 Algés
Telefone: 21 4107209 Fax: 21 4139214
http://www.valorfito.com
24. A queima de paletes de madeira constitui uma operação de gestão
ambientalmente correcta?
Sempre foi entendimento desta Agência, que a gestão dos resíduos de embalagens de madeira deve ser assegurada, pelos embaladores e/ou importadores, responsáveis pela colocação do produto no mercado nacional ou pelos produtores, segundo o sistema de gestão pelo qual tenham optado. Se os responsáveis pela gestão dos resíduos em causa não cumprem as suas obrigações, como resulta implícito do pedido formulado, à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), esta deve, naturalmente, determinar a abertura dos procedimentos sancionatórios previstos na lei, adoptando as medidas necessárias para compelir os responsáveis a reassumir as suas obrigações. Não obstante os princípios referidos, a APA tem afastado, sempre que questionada a tal propósito, qualquer atitude de inflexibilidade. Tal tem-se devido, essencialmente, ao reconhecimento da especificidade da situação portuguesa (estabelecida expressamente nas directivas comunitárias) e à preocupação por assegurar uma efectiva adaptação dos agentes económicos aos objectivos quantitativos de gestão deste tipo de resíduos. Existem,
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no entanto, razões para reassumir um critério de maior exigência face ao regime legal. Em primeiro lugar, o próprio decurso do tempo, que já permitiu aos operadores adequar as suas estruturas às obrigações de gestão que sobre si impendem; em segundo lugar, a evolução das disposições comunitárias, que revalorizou a importância da reciclagem face à valorização energética e segmentou objectivos por material, aí incluindo a madeira; em terceiro lugar, porque o próprio sistema português de gestão de resíduos de embalagens se encontra no termo final de uma importante reformulação. Assim, em conformidade com o regime legal aplicável (Decreto-Lei n.º 366-A/97, de 20 de Dezembro, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 162/2000, de 27 de Julho e pelo Decreto-Lei n.º 92/2006, de 25 de Maio, e especificações aduzidas pela Portaria n.º 29-B/98, de 15 de Janeiro), não se pode considerar prática admissível a queima de resíduos de embalagens de madeira, a título de utilização pessoal, por parte dos trabalhadores da unidade fabril, nas respectivas lareiras domésticas. Tal como salientado, a gestão deste tipo de resíduos (para além das obrigações específicas de recolha e triagem que oneram o seu detentor), pressupõe a respectiva valorização, prioritariamente a reciclagem e, em casos determinados, a valorização energética, realizada por operadores legalmente habilitados para tal, de forma a atingir objectivos quantitativos pré-fixados.
25.Qual o contacto das principais associações do sector das Embalagens?
Associação Nacional da Indústria para a Protecção das Plantas - ANIPLA Av. das Túlipas Edifício Miraflores, nº 6 – 7E
1495 – 161 Algés Tel. 214139213 Fax: 214139214
Associação Nacional Farmácias - ANF R. Marechal Saldanha, 1
1249 – 069 Lisboa Tel. 213400600 Fax: 213472994 [email protected]
Federação de Cooperativas de Distribuição Farmacêutica - FECOFAR
Av. Marechal Gomes da Costa, 19 1800 – 255 Lisboa
Tel. 218380865 Fax: 218591002
Associação de Grossistas de Produtos Químicos e Farmacêuticos -GROQUIFAR
Av. António Augusto Aguiar, nº 118 – 1º 1050 – 019 Lisboa
Tel. 213193860 Fax: 213193869
Associação dos Industriais de Vidro de Embalagem - AIVE Av. Largo de Andaluz, nº 16, 1º Dto
1050 Lisboa Tel. 213549810 Fax: 213549185
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Associação Portuguesa da Indústria de Plásticos - APIP Av. Edifício Logoplaste
Estrada da Malveira 2750 Cascais Tel. 214858500 Fax: 214858501
Associação da Indústria Papeleira - CELPA AR. Marquês de Sá da Bandeira, 74 – 2º 1069 – 076 Lisboa
Tel. 217611510 Fax. 217611511
Associação da Restauração e Similares de Portugal - ARESP Av. Duque de Ávila, nº 75
1000 Lisboa Tel. 213527060 Fax: 213549428
Associação das Industrias de Madeira e Mobiliário de Portugal R. Alvares Cabral, 291
4050 – 041 Porto Tel. 223394200 Fax: 22394210
Associação dos Comerciantes e Industriais de Bebidas Espirituosas e Vinhos - ACIBEV
Av. Largo do Carmo, nº 15, 1º 1200 Lisboa
Tel. 213462318 Fax: 213427517
Federação dos Industriais de óleos e Derivados - FIOVDE Av. António José de Almeida, nº 7, 2º
1000 – 042 Lisboa Tel. 217991550 Fax: 217991551
Associação Nacional dos Industriais de Lacticínios - ANIL Av. R. Campo Alegre, nº 830, 5º
4150 Porto Tel. 222001229 Fax: 222056450
Associação Nacional de Comerciantes de Produtos Alimentares - ANACPA Av. Elias Garcia, nº 59, 4º
1000 – 148 Lisboa Tel. 217996410 Fax: 217962470
Associação Portuguesa dos Industriais de Águas Minerais Naturais e de Nascente - APIAM
Av. Av. Miguel Bombarda, nº 110, 2º Dto 1050 Lisboa
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Fax: 217938233
Associação Nacionais dos Industriais de Refrigerantes e Sumos de Frutos -ANIRSF
Av. Miguel Bombarda, nº 110, 2º D 1050 – 167 Lisboa
Tel. 217940574 Fax: 217938233
Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição - APED Campo Grande, 286 – 5º
1700 – 096 Lisboa Tel. 21750920/29 Fax: 217571952