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2. O índice experimental UV como usá-los

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Academic year: 2021

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RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA SOLAR

CUIDADOS ESPECIAIS

ÍNDICE

1. Introdução --- 1

1. 2. O índice experimental UV – como usá-los --- 1

3. As categorias de exposição --- 2

4. Fatores que afetam a exposição individual --- 2

5. Raios UV e como a superexposição pode ser perigosxposição individual --- 3

6. Recomendações --- 5

7. Buraco da camada de ozônio --- 6

8. Coleta de dados do INPE e projetos envolvidos --- 6

9. Conclusão--- 7

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.

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Introdução

Foi o aumento da incidência de câncer de pele, problemas oculares (tais como cataratas) e outros efeitos devido à exposição solar, que várias organizações internacionais iniciaram um programa de estudos e pesquisas dos raios solares que atingem a terra. Estações Meteorológicas já usavam equipamentos para determinação das horas de insolação e alguns Departamentos de Pesquisas já estudavam a energia solar com finalidades diversas. O Departamento de Pesquisas e Desenvolvimento da EPA (Environmental Protection Agency) dos Estados Unidos da América forneceu os fundamentos teóricos e o Serviço Nacional de Meteorologia (WNS) criou o ÍNDICE EXPERIMENTAL UV (Tabela 1), que pode ser usado como parte da previsão do tempo para o grande público.

2. O índice experimental UV – como usá-los

O índice experimental UV foi criado baseado na radiação solar medida, ou seja, na hora em que o sol está no zênite (exatamente no meio do curso do nascer ao pôr do sol). A tabela 1, a seguir, fornece os valores dos índices pela categoria de exposição.

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Significa que nos lugares onde o índice é 0 - 2 a exposição solar tem efeitos mínimos enquanto nos lugares +10 o efeito é muito alto.

Tabela 1

Índices Categorias de Exposição

0 – 2

mínimo

2 – 6

moderado

6 - 8

alta

8 - 11

muito alta

+11 extrema

3. As categorias de exposição

Com a divulgação dos índices de UV diário, pelos Serviços de Proteção e Saúde Pública, por órgãos governamentais ou privados, a exposição solar deve ser observada levando-se em conta fatores que influenciam seus efeitos tais como:

a. tipo de solo (areia, água ou neve);

b. tipos de pele individual (pele branca muito sensível, pele escura menos sensível);

c. tempo de exposição; d. horário da exposição.

4. Fatores que afetam a exposição individual

O importante é que o grande público seja educado quanto aos fatores que podem afetar os efeitos da radiação solar, para melhor uso do Índice UV. Um dos fatores mais importante é a cobertura de nuvens. Dias com céu parcialmente nublado (transmite 73% da radiação UV) ou com nebulosidade variada (transmite 89% da radiação UV), faz com que o índice UV seja consideravelmente menor. Dias chuvosos ou com cobertura espessa reduz bastante os efeitos da radiação (transmite 32 da radiação UV). O índice varia em função da localização, ou seja, latitude e longitude, e da época do ano: no

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inverno o índice é menor que na primavera e outono que são menores que no verão. Um outro fator importante é o horário em que as pessoas se expõem ao sol. O horário de pico está por volta das 12 horas (meio dia solar na região equatorial) quando o sol está no zênite e sem nuvens. Para se ter uma idéia da variação da radiação UV, sabe-se que até 10:00 hs e após 14:00 hs o valor se reduz à metade, isto explica por que o banho de sol saudável deve ser feito fora desse intervalo. Tipos de solo são igualmente importantes ser considerado na duração da exposição solar. Água, areia e neve refletem raios UV e por isso intensifica os efeitos da exposição. Atividades como SURF e NATAÇÃO devem, portanto ter cuidados para evitar a superexposição ao sol. Não podemos esquecer também das atividades dos trabalhadores com atividade externa que devem usar roupas especiais e bonés.

5. Raios UV solar e como a superexposição pode ser perigosa

A energia irradiada pelo sol atinge a Terra como raios VISÍVEIS, INFRAVERMELHOS e ULTRAVIOLETAS (UV). Os raios UV são do tipo UV-A de 320 a 400 nanômetros, UV-B de 280 a 320 nanômetros e UV-C de 100 a 280 nanômetros. A camada de OZÔNIO que está localizada entre 25 a 28 km de altitude ao redor da Terra absorve apenas a radiação UV-C, porém a radiação UV-A e UV-B atinge a superfície. Enquanto uma pequena exposição é saudável e até agradável, uma superexposição pode ser perigosa. Problemas de Câncer de pele, envelhecimento precoce e distúrbios oculares tais como cataratas e queimaduras da córnea, estão ligados à superexposição solar. É durante o VERÃO que aumentam as chances de se adquirir um desses males.

Como prevenção à exposição excessiva aos raios solares, várias instituições desenvolveram um programa de índice de UV solar. Trata-se de um valor proporcional à intensidade da radiação medida ao meio dia local, ponderado com o espectro de sensibilidade biológica de eritema e integrada no intervalo de comprimentos de ondas de 280 nm a 400 nm. É representado por um número entre 0 a 16 (adimensional), distribuído segundo as categorias apresentadas na tabela 2. Na tabela 3 são mostrados os índices UV-B e o tempo (em minutos) de exposição ao sol que pode gerar eritema.

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Tabela 0: Fotótipos da pele humana

Tipo de pele

Fotótipo de

pele Cor da pele Característica A nunca bronzeia sempre queima muito branca (loiras e ruivas)

queimadura avermelhada; inchaço doloroso

B

às vezes bronzeia em geral queima

morena Clara aparência avermelhada; pode bronzear gradualmente C em geral bronzeia raramente queima

morena escura raramente queima; bronzeamento rápido D sempre bronzeia raramente queima morena bem escura e negra

raramente queima; bronzeamento muito rápido

Fonte: Kirchhoff (1995).

Tabela 3: Índices de UV-B e tempo de exposição para causar queimaduras

Valor do índice

tempo (minutos) para queimar (pele mais sensível)

tempo (minutos) para queimar (pele menos sensível)

0 – 2 30 Mais do que 120 3 20 90 4 15 75 5 12 60 6 10 50 7 8,5 40 8 7,5 35 9 7 33 10 6 30 11 5,5 27 12 5 25 13 Menos de 5 23 14 4 21 15 – 16 Menos de 4 20 Fonte: Kirchhoff (1995).

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A título de exemplo, tomando-se duas pessoas, uma com pele tipo A (mais sensível) e outra tipo B (menos sensível), considerando-se os índices de radiação ultravioleta medidos em Natal-RN em 20 de dezembro de 2007, pelo INPE-CRN (ver http://www.crn2.inpe.br/lavat/), como igual a 12, a pessoa de pele tipo “A” desenvolveria eritema em apenas 5 minutos de exposição ao Sol, enquanto a pessoa de pele tipo “D” só sofreria o efeito após 25 minutos de exposição.

Com base na figura 3 pode se escolher o melhor protetor solar que mais se adequa ao seu tipo de pele para o índice, por exemplo:

9 Pele tipo A com um índice 12 como exemplificado acima:

9 Escolha do Protetor: para o índice 12 temos 5 minutos para se queimar, portanto ao se escolher o fps=25, temos 5 minutos x 25 = 125 minutos, sabendo-se que de acordo com a Organização Mundial de Saúde os protetores só dão uma boa proteção à pele humana no máximo de 120 minutos se aplicado uniformemente sobre à pele uma quantidade de aproximadamente de uma mão cheia.

6. Recomendações

É recomendável então que se observem os seguintes cuidados:

9 Limitar o tempo de exposição aos raios solares, mais fortes, entre 10 hs e 14 hs; 9 Sempre procurar abrigo para evitar exposição demorada ao sol;

9 Em atividades ao ar livre ou trabalho usar fps > que 15 e aplicar a cada 02hs; 9 Usar chapéu de abas largas para proteger os olhos, orelhas, face e pescoço; 9 Usar camisas e calças compridas de preferência de tecidos de algodão; 9 Usar óculos de proteção solar de 100% para UV-A e UV-B;

9 Evitar exposições a lâmpadas “tipo luz do sol” e de bronzeamento artificial; 9 Sempre verificar os índices de UV publicados na mídia.

Diariamente o INPE – CRN apresenta os índices de UV a cada meia hora para Natal através do endereço: http://www.crn2.inpe.br ou através do link abaixo: http://www.dge.inpe.br/ozonio/calendaruvb.htm não somente para Natal, como também para169 cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes.

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7. Buraco da camada de ozônio

A densidade da camada de Ozônio na estratosfera está bem determinada através de medidas realizadas constantemente por balões-sonda, espectrofotômetros em terra e em satélites, e medidores de UV-B e UV-A também em terra e nos satélites. O nível de ozônio estratosférico está caindo desde os valores medidos na última década. Uma rede de monitoração foi montada para acompanhar permanentemente os níveis de ozônio.

Foi através dessa rede de monitoração que se observaram nas regiões polares as seguintes situações:

Na região antártica, no início do verão (23 de outubro/95) o índice UV chegou a 5-6, valores comparáveis ao da Europa Central e Sul no fim de abril. No Ártico (polo Norte) o índice UV está em torno de 0 - 1.

Através das fotos de satélites (TOMS/TOVS NASA/ NOAA foi então constatado a existência de uma grande região em forma oval sobre o continente ANTÁRTICO com valores do ozônio estratosférico muito baixo, que chamamos de buraco na camada de Ozônio. Podemos obter imagem diária da situação global da camada de Ozônio através do seguinte endereço na Internet:

ftp://jwocky.gsfc.nasa.gov/pub/eptoms/images/global/y96/gf96mmdd.gif onde mm é o mês e dd é o dia que se deseja a imagem.

OUTROS ENDEREÇOS

Para maiores informações sobre o assunto, aqui vão alguns endereços na Internet:

ÍNDICE UV

http://satelite.cptec.inpe.br/uv/ http://toms.gsfc.nasa.gov/

8. Coleta de dados do INPE e projetos envolvidos

O INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, com sede principal em São José dos Campos - São Paulo e suas Agências e Centros Regionais em quase todo território brasileiro, realiza coleta de dados de ozônio da superfície e da estratosfera, da

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radiação Ultravioleta solar e de outros gases tais como o dióxido de carbono e o metano, de forma contínua e programada. Em destaque temos os Laboratórios de Variáveis Ambientais Tropicais, do Centro Regional do Nordeste, em Natal e Barra de Maxaranguape equipados com os seguintes instrumentos:

a. Espectrofotômetro Brewer automatizado através de computador e software dedicado trabalha ininterruptamente e além de medir a densidade da camada de ozônio ainda mede Radiação Ultravioleta e SO2;

b. UV-Biometer - é um instrumento menos sofisticado que o Brewer, usado para medir a radiação UV-B. O seu detetor é calibrado em MED (Minimum Erithema Dosis), que é a mínima energia capaz de causar queimadura de pele, com essa informação calculamos o índice de UV-B, em tempo real, para informação ao público, principalmente quando é usado em conjunto com o Brewer. Este instrumento trabalha automaticamente, tanto na aquisição como na gravação de seus dados por possuir um Datalogger interno.

c. O Radiômetro GUV - é um instrumento que mede a radiação ultravioleta em quatro comprimentos de onda: 305, 320, 340 e 380nm e também contém um canal de medição da radiação foto-sinteticamente ativa (PAR) na faixa de 400 até 700 nm que é muito importante para a biologia. As medições são feitas em tempo real de 08:00 às 20:00 GMT.. Usa um computador dedicado para armazenar todos os dados coletados e processados em médias de 05 em 05 minutos.

9. Conclusão

Os dados coletados são matérias primas dos cientistas brasileiros e estrangeiros conveniados para estudos do comportamento e evolução da camada de ozônio que envolve a Terra. Universidades brasileiras, americanas, argentinas, chilenas e bolivianas têm grupos de pesquisadores que trabalham na coleta e análise desses dados. O objetivo principal é quantificar o valor da radiação ultravioleta solar para evitar problemas

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futuros. O nosso objetivo com este trabalho é melhor informar ao grande público o que o Brasil está fazendo nesta área da ciência tão importante para o ser humano.

Francisco Raimundo da Silva

Eng. Eletr./MSc. Eng. MEC. - Termociências Responsável pelo LAVAT – INPE - CRN

Referências

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