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Aula 02: Lógica Externa do VoleibolHabilidades
- Reconhecer os elementos de lógica externa do voleibol.
- Diferenciar e reconhecer as modalidades esportivas com base nos critérios da lógica externa;
Introdução
A lógica externa diz respeito às características e significados sociais que uma determinada prática esportiva apresenta ou adquire num determinado contexto histórico e cultural específicos.
A lógica externa diz respeito às características e significados sociais que determinados esportes adquirem em contextos específicos, que abrange a relevância social dos conteúdos, seu sentido/significado para a explicação da realidade de onde o aluno esteja inserido; contemporaneidade dos conteúdos, relacionando o conhecimento com o contexto social moderno; adequação às possibilidades sócio-cognoscitivas do aluno, adequando o conteúdo para a prática social e possibilidades do aluno enquanto sujeito histórico.
Figura 12: Ex-jogadora Ana Paula critica aceitação de
transexuais em times de vôlei femininos.
Entre os principais elementos da lógica externa do voleibol, vamos estudar:
- Origem histórica; - Organização institucional; - Categorias;
- Benefícios da prática; - Principais eventos esportivos; - Personalidades e curiosidades;
Origem Histórica do Voleibol
Os norte-americanos, no final do século XIX, costumavam praticar determinados esportes de acordo com as estações do ano.
Assim, era comum na primavera praticar o beisebol, no outono o futebol americano e no inverno, realizar sessões de ginástica (calistenia) em ginásios fechados. (BIZZOCHI, 2004)
Em vista da necessidade de se “inventar” uma atividade para entreter os esportistas quando a neve impossibilitava as práticas de atividades recreativas ao ar livre é que surgiu o basquetebol (em 1891, criado na Associação Cristã de Moços – ACM, em Springfield, Massachusetts), sendo que “teve aceitação imediata, popularizou-se e, em pouco tempo, era praticado em todas as ACMs dos Estados Unidos.” (Ibid., p.2).
Mas o que tem a ver o basquete e a calistenia com a origem do vôlei?
Justamente pelo fato de o basquete ser um jogo muito vigoroso e de muito contato físico, e também pela calistenia se caracterizar como sendo exercícios ginásticos “pouco recreativos”, é que William George Morgan, ao assumir o cargo de diretor do Departamento de Atividades Físicas da ACM de Holioke (Massachusetts), em 1895, é desafiado pelo pastor Lawrence Rinder a elaborar um novo jogo para homens de meia-idade. (Ibid., p.3).
Figura 13: William Morgan
Batizado inicialmente de minonette (ou mintonette), uma mistura de basquete e tênis (dois esportes bastante populares entre os norte-americanos), o “novo jogo” começa a ser configurado como um jogo de rebater, utilizando a rede de tênis (a uma altura de 1,98m do chão) e a câmera da bola de basquete como elemento do jogo, além de dez regras básicas.
De acordo com Bizzocchi (2004), vôlei é a adaptação americana de um jogo italiano difundido nos países latinos na Idade média (séculos V a XV).
O esporte foi levado à Alemanha em 1893, onde ficou conhecido com o nome de faut-ball, e dois anos mais tarde foi levado à América.
UI MARIA LENIR ARAÚJO MENESES
Prof° Esp. Leonardo Delgado
Aula 02: LÓGICA EXTERNA DO VOLEIBOL – UNIDADE I Aluno:
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Figura 14: faust-ballO faust-ball ou punhobol era jogado por equipes de duas a nove pessoas, que devolviam a bola ao campo adversário sobre uma rede, utilizando os punhos (faust, em alemão, significa punho). A bola podia tocar duas vezes o chão antes de ser golpeada.
A idéia do minonette entre os alunos daquela instituição foi bem-aceita e os praticantes foram sugerindo mudanças.
Mas a mudança para o nome atual de volleyball veio quando Morgan foi convidado pelo diretor da Escola para Trabalhadores Cristãos da ACM de Springfield para mostrar sua “invenção”
numa Conferência dos Diretores dos
Departamentos de Atividades Físicas das ACMs. Sua apresentação virou sensação na conferência e gerou discussões entusiasmadas. Lá, foi aceita a ideia do Dr. A. T. Halstead, que sugeriu o nome de volleyball, “já que a bola permanecia em constante voleio (volley, em inglês) sobre a rede.” (BIZZOCHI, 2004, p.4).
Segundo Bizzochi (2004, p.4), “apesar da euforia inicial, o voleibol teve difusão muito pequena nos anos subsequentes (...) [e] o vôlei continuava a ser praticado por grupos de adultos de meia-idade e, exclusivamente, em ambientes fechados.”
Marchi Júnior (2001), ao fazer sua análise sociológica sobre a origem de vôlei, escreve que “o esporte nasceu respeitando as necessidades de uma elite, qual seja, a elite clubística cristã.” (p.74).
Nessa mesma linha, ele ainda escreve que “a burguesia emergente americana necessitava de uma atividade que poupasse os “homens de negócios” dos contatos mais ríspidos e das oscilações climáticas do inverno americano.” (Ibid., p.75)
Matthlesen(1994) também analisa o voleibol num contexto histórico-social, relacionando sua trajetória histórica com os aspectos sociais, políticos e econômicos que, desde sua criação, em 1895, interferiram na sua evolução.
Para esta autora, o voleibol foi criado dentro de um contexto elitista, burguês, destinado para “homens de negócios” entre 40 e 50 anos que, diariamente, se encontravam durante seu tempo livre (p. 194)
Foi só em 1915 que a prática do voleibol foi impulsionada e melhor divulgada nos Estados Unidos, através de uma resolução dos órgãos governamentais de educação, que recomendou tal prática nos programas de Educação Física das escolas norte-americanas. (BIZZOCHI, 2004)
Devido aos núcleos internacionais da Academia Cristã de Moços é que o voleibol se espalhou para os demais países: Canadá (em 1900); Cuba (1905); Peru (1910); Filipinas (1908); Porto Rico, Uruguai, Argentina, China e Japão (1912); Brasil (1915 ou 1916); Europa (1916) e México (1917). (Ibid., p.5)
Além dessa ideia de disseminação do vôlei pelos núcleos internacionais das ACM americanas foram “uma das principais responsáveis pela disseminação da modalidade em termos internacionais”.
Voleibol no Brasil
Não se tem registro exato de quando o vôlei chegou às terras brasileiras.
Oficialmente, a primeira competição do esporte no país foi realizada em Recife (PE), no Colégio Marista de Pernambuco, em 1915.
A partir daquele momento,
entretanto, colégios de outras cidades pernambucanas passaram a ter o vôlei como uma de suas disciplinas de educação física.
Dois anos depois, em 1917, o esporte chegou à ACM de São Paulo.
Vale notar que em 1984 o time de voleibol masculino brasileiro ganhou a sua primeira medalha olímpica nos Jogos Olímpicos de Los Angeles.
Figura 15: Geração de Prata do Voleibol Brasileiro A medalha conquistada foi de prata, motivo pelo qual a equipe ficou conhecida como Geração de Prata, mas a sua importância foi tão grande que teve o mesmo peso que uma medalha de ouro. Esse momento foi um grande passo para disseminar o vôlei entre homens e mulheres.
Oito anos depois, nos Jogos Olímpicos de Barcelona, a equipe masculina de vôlei conquistou o tão sonhado ouro. Ao todo, os homens somam 6 medalhas olímpicas, sendo 3 de ouro (1992, 2004 e 2016) e 3 de prata (1984, 2008 e 2012).
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Figura 16: Geração Ouro do Voleibol BrasileiroQuanto ao time feminino, as mulheres conquistaram 4 medalhas olímpicas, sendo 2 de ouro (2008 e 2012) e duas de bronze (1996 e 2000).
No Brasil, além do voleibol de quadra é muito comum a prática desse esporte na praia. O vôlei de praia começou a ser praticado no nosso país em 1930.
Voleibol no Maranhão
É provável que já na década de 20 o Voleibol fosse praticado nas praias de São Luís, pois SIMÃO FÉLIX – maranhense de Grajaú, onde nasceu em 3 de maio de 1908 e foi um dos um dos grandes atletas do passado, além do futebol praticava basquetebol, voleibol, motociclismo, natação, remo, e muitas outras modalidades.
De acordo com o Prof. Telésforo Sousa, o voleibol chegou ao Maranhão na década de trinta.
Em 1932 foi criado o Grêmio 08 de maio no dia 08 de maio por estudantes do Liceu Maranhense, liderado por Tarcísio Tupinambá.
Em 1937, já existia o Grêmio 8 de Maio, e sua equipe era formada por Zé Rosa, Manolo, Zé Heitor Martins, Reinaldo Nova Costa, Raposo, Rubem Goulart, Paulo Meireles, Zé Carvalho, Zé Meireles.
A primeira competição oficial foi realizada em 08 de maio de 1937 ao lado da Igreja da Sé. As escolas foram as primeiras instituições a adotarem o voleibol na década de 40.
Nas décadas de 50 e 60 houveram as primeiras olimpíadas estudantis, onde o esporte teve seu impulso.
O primeiro clube de São Luís a possuir uma quadra de voleibol foi o Clube Recreativo Jaguarema, fundado em 03 de fevereiro de 1953, pelo Dr. Orlando Araújo.
A década de 70 foi a época áurea do voleibol maranhense.
Voleibol em Barra do Corda
Acredita-se que o inicio de competições de voleibol tenha sido na década de 1970, no Colégio Nossa Senhora de Fátima – Diocesano e na quadra da AABB de Barra do Corda.
No final da década de 1980, foi construído o primeiro ginásio de esportes de Barra do Corda, aonde ainda hoje é praticado o voleibol.
Em setembro de 2010, foi realizado na AABB, O 1º aberto de vôlei de areia de Barra do Corda, organizado pela professora Sabrina Arruda.
A atleta barra-cordense Nyeme Victoria atuando como líbero1 é considerada a maior revelação maranhense dos últimos anos em 2017. No inicio de 2021, atuando como ponteiro2 conquista também o Troféu Viva Vôlei por obter 75% de eficácia no fundamento recepção.
Figura 17: Jogadora maranhense exibe premiação individual
conquistada no México.
Organização Institucional do Voleibol
O voleibol foi jogado pela primeira vez nos Jogos Olímpicos em 1924, como parte de um evento especial onde foram apresentados esportes americanos.
Associação de Voleibol dos Estados Unidos (USVBA)
Em 1928, foi fundada, com a filiação de 22 associações, a Associação de Voleibol dos Estados Unidos (USVBA), que promoveu torneios em diferentes níveis e teve George J. Fischer como o primeiro presidente, mantido no cargo por 24 anos (BIZZOCCHI, 2004).
Figura 18: Associação de Voleibol dos Estados Unidos (USVBA)
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O líbero é um atleta especializado nos fundamentos que são realizados com mais frequência no fundo da quadra, isto é, recepção e defesa.
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O atacante de ponta (também chamado de ponteiro) é uma posição do voleibol. Possui talvez o papel mais difícil de todos em uma equipe porque exige que o jogador seja apto a recepcionar, defender (mesmo quando ele está na zona de ataque, posições 2, 3 e 4) e atacar.
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O primeiro periódico exclusivo do voleibol e de alcance internacional foi lançado nos Estados Unidos em 1940 com o nome National Volleyball Review (rebatizado algum tempo depois como International Volleyball Review, incluindo notícias e resultados de jogos de todo o mundo). O criador do voleibol faleceu em 27 de dezembro de 1942 aos 72 anos de idade em sua cidade natal.
Em 1946, a National Recreation Associations (NRA), em sua publicação Recreatiou, considerou o voleibol o quinto esporte mais praticado nos Estados Unidos, com mais de 5 milhões de participantes e cerca de 1.210 cidades associadas à NRA e mais algumas centenas de cidades não associadas, com quadras construídas especificamente para sua prática.
E foi escolhido,
surpreendentemente, o segundo esporte mais praticado pelas tropas norte-americanas, atrás somente do softball - jogo similar ao beisebol.
Durante a Segunda Guerra Mundial havia organização de torneios entre o Comando Europeu (liderado pelo coronel Edward B. de Groot) e o Comando do Leste (liderado pelo major F. A. Lambert).
Confederação Sul-Americana de Volleyball
A Confederação Sul-Americana de Volleyball foi fundada em 12 de fevereiro de 1946, no Brasil, e teve seu primeiro presidente o Dr. Célio Negreiros de Barros.
De todo modo, ela foi formada antes mesmo da própria FIVB, e permanece a mais antiga dentre as cinco confederações continentais dedicadas a este esporte. Sua sede localiza-se no Rio de Janeiro, Brasil.
Figura 19: Confederación Sudamericana de Voleibol - CSV
Federação Internacional de Voleibol (FIVB)
Com a proposta de difundir o voleibol pelo mundo e também de defender os interesses de suas federações nacionais filiadas é que se cria, em 1947, a Federação Internacional de Voleibol – FIVB, em Paris, tendo como países fundadores: Brasil, França, Itália, Checoslováquia, Estados Unidos, Bélgica, Turquia, Israel, Holanda, Portugal, Romênia, Uruguai, Líbano e Polônia. (ANFILO, 2003; BIZZOCHI, 2004)
Figura 20: FIVB (Federação Internacional de Voleibol)
Confederação Brasileira de Voleibol - CBV
Ate 1954, a organização do voleibol no Brasil Oca a cargo da Confederação Brasileira de Desportos (CBD). A partir dai, forma-se a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV).
Figura 21: Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) A CBV é a entidade máxima do voleibol no Brasil, sediada na Barra da Tijuca.
É responsável pela organização de campeonatos nacionais, como a Superliga, administra as seleções nacionais (masculina e feminina), representa as Federações estaduais desse esporte e responde por tudo o que diz respeito ao vôlei de quadra ou praia em território brasileiro junto ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e a Federação Internacional de Voleibol (FIVB), através da Confederação Sul-Americana de Voleibol (CSV).
É considerada uma das
confederações esportivas mais organizadas e competentes do país e consequentemente tem um dos esportes mais bem gerenciados e que apresentam o maior crescimento de interesse no Brasil.
O voleibol brasileiro acumula cinco títulos olímpicos nas quadras.
Em 1992, 2004 e 2016, com a seleção masculina nos Jogos de Barcelona, Atenas e Rio de Janeiro, respectivamente, e em 2008 e 2012, com a seleção feminina em Pequim e Londres.
Nas areias, três medalhas de ouro
foram conquistadas. No feminino, em
Atlanta/1996, com Jacqueline/Sandra, e, no masculino, em Atenas/2004 com Ricardo/Emanuel e no Rio de Janeiro/2016 com Alison/Bruno..
Além desses títulos, são mais 10 medalhas no voleibol de praia, sete de prata e três de bronze.
Na quadra, já foram conquistadas outras cinco medalhas – três de prata e duas de bronze.
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A entidade conta atualmente com 27 federações filiadas e mais de 87 mil atletas - entre vôlei de quadra e praia - em seus cadastros.
A Federação Maranhense de Voleibol (FMV)3
A Federação Maranhense de Voleibol foi oficializada em 1972 tendo como primeiro presidente o Sr. Júlio César Aboud Nagen.
Figura 22: A Federação Maranhense de Voleibol (FMV) Hoje é presidida pelo Sr. Edvaldo Pereira da Silva, “Biguá”.
A primeira participação do Maranhão a nível nacional foi em 1973
Em 1978 surge o Curso de Educação Física onde são preparados grande parte dos treinadores da capital e do interior do Estado.
Categorias Do Voleibol
No voleibol são sete: pré-mirim, mirim, infantil, infanto juvenil, juvenil, adulto e máster- com variação de altura da rede para cada, levando-se em consideração as idades dos competidores.
No feminino, a relação é a seguinte: - Iniciante (sub 13), até 12 anos;
- Pré-Mirim (sub 14), até 13 anos; - Mirim (sub 15), até 14 anos; - Infantil (sub 16), até 15 anos;
- Infanto-Juvenil (sub 18), 16 e 17 anos; e - Juvenil (sub 20), 18 e 19 anos.
Para o masculino, a divisão ficou assim:
- Iniciante (sub 13), até 12 anos; - Pré-Mirim (sub 14), até 13 anos; - Mirim (sub 15), 14 anos; - Infantil (sub 17), 15 e 16 anos; - Infanto-Juvenil (sub 19), 17 e 18 anos; - Juvenil (sub 21), 19 e 20 anos (nascidos em
86 e 85).
A entidade também ratificou a normatização da FIVB com relação à altura da rede, em vigor desde 1993:
- Iniciante, 2.05m (Feminino) e 2.20m (Masculino); - Pré-Mirim, 2.10m (F) e 2.25m(M); - Mirim, 2.15m (F) e 2.30m (M); 3
Fonte: HEITOR FILHO. O Voleibol no Maranhão. Disponível online via < http://heitorvoleibol.blogspot.com/2007/04/o-voleibol-no-maranho.html>, capturado em 14 de março 2021
- Infantil, 2.20m (F) e 2.35m (M); - Infanto-Juvenil, 2.24m (F) e 2.43m (M); - Juvenil, 2.24 (F) e 2.43 (M); e
- Adulto, 2.24(F) e 2.43 (M).
Principais Eventos Esportivos do Voleibol
A primeira competição internacional da qual o Brasil participou foi o 1º Campeonato Sul-Americano, em 1951.
O Campeonato Sul-Americano de Voleibol é um torneio de seleções de voleibol da América do Sul organizado a cada dois anos pela Confederação Sul-Americana de Voleibol.
O Sul-Americano foi patrocinado pela então Confederação Brasileira de Desportos (CBD), com o apoio da Federação Carioca de Volley Ball, e aconteceu no ginásio do Fluminense, no Rio de Janeiro, entre 12 e 22 de setembro daquele ano, sendo campeão o Brasil, no masculino e no feminino.
A estreia do país em competições em solo europeu foi para a disputa do Campeonato Mundial de Paris (FRA), em 1956, quando a Seleção masculina foi comandada pelo técnico Sami Mehlinsky. O Brasil terminou na 11ª colocação.
Em 1964, o vôlei brasileiro marcou presença nos Jogos Olímpicos de Tóquio, quando o esporte fez sua estreia na competição. Assim como no futebol o Brasil é o único país que disputou todas as Copas do Mundo, os sextetos nacionais masculinos de vôlei participaram de todas as edições das Olimpíadas.
Entre as principais competições de voleibol, destacam-se:
Internacionais
- Torneio Olímpico de Voleibol: a cada quatro anos, desde 1964.
- Campeonato Mundial de Voleibol: a cada quatro anos, desde 1949 (homens) e 1952 (mulheres)
- Copa do Mundo: a cada quatro anos, desde 1965 (homens) e 1973 (mulheres) - Liga Mundial: anualmente, desde 1990 - Grand Prix: anualmente, desde 1993 - Copa dos Campeões de Voleibol: a cada
quatro anos, desde 1993.
Nacionais
- Superliga Brasileira de Voleibol (Brasil) - Liga Italiana de Voleibol (Itália)
Estaduais (Maranhão)
- Campeonato Maranhense de Vôlei indoor - Campeonato Maranhense de Vôlei de Praia
Barra do Corda/MA
- Campeonato de Verão; - Campeonato de Inverno
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Personalidades e curiosidades do VoleibolJosé Roberto
José Roberto Guimarães (Quintana, 31 de julho de 1954) ou simplesmente Zé Roberto, é um ex-jogador de vôlei e atual técnico da Seleção Brasileira de Voleibol Feminino.
Figura 23: José Roberto Guimarães.
Considerado legendário pela Federação Internacional de Voleibol, é o único técnico no mundo campeão olímpico com seleções de ambos os sexos: a seleção masculina em Barcelona 1992 e a seleção feminina em Pequim 2008 e Londres 2012. Único tricampeão olímpico do esporte brasileiro, ele também é formado em Educação Física.
Ana Moser
A gaúcha é considerada uma das maiores atacantes da história do vôlei no Brasil. Atuava na seleção que trouxe a primeira medalha olímpica para o país no voleibol feminino.
Figura 24: Ana Moser
Nessa mesma equipe, disputou três Jogos Olímpicos, além de ser medalhista em Copa do Mundo, Campeonato Mundial, Jogos Pan-Americanos e Copa dos Campeões.
Já foi capitã da seleção principal e obteve títulos muito importantes, como o bicampeonato no Mundial de Clubes e o tricampeonato no Grand Prix.
Fernanda Venturini
De acordo com a FIVB, é a única brasileira entre as quatro melhores jogadoras de vôlei do século XX. Com a seleção, conquistou diversos títulos, como o Grand Prix (1994, 1996 e 2004) e o título de campeã brasileira (12 vezes!).
Atuou como levantadora e é uma das maiores referências de vôlei da história.
Figura 25: Fernanda Venturini
Bernardinho
Bernardo Rocha de Rezende,
conhecido como Bernardinho, (Rio de Janeiro, 25 de agosto de 1959) é um ex-jogador de voleibol brasileiro.
Como treinador, Bernardinho é o maior campeão da história do voleibol, acumulando mais de trinta títulos importantes em vinte e dois anos de carreira dirigindo as seleções brasileiras feminina e masculina. Entre 2001 e 2017, foi o técnico da seleção brasileira de voleibol masculino.
Como treinador conquistou incríveis 6 medalhas olímpicas consecutivas: Atlanta 1996, Sydney 2000 em ambas ocasiões obteve o bronze pela seleção feminina.
Em Atenas 2004 sagrou-se campeão pela seleção masculina. E ainda tem duas medalhas de prata, a primeira em Pequim 2008 e a segunda em Londres 2012 e conquistou novamente o ouro no Rio 2016.
Figura 26: Bernardinho
Antônio Filho
Antônio Bezerra de Sousa Filho nascido em 28 de agosto de 1967, é Profissional de Educação Física (Cref 002054 G/MA), Graduado em Educação Física e Pós Graduado em Educação Física e Esporte: Planejamento e Gestão, professor da rede municipal desde 2002.
Foi campeão dos jogos escolares pelo CEC de Barra do Corda no período de 2005 a 2011 e pela Escola Frederico Figueira no ano de 2016. No total foram 8 (oito) títulos no jogos escolares de Barra do Corda.
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Figura 27: Antônio Filho
Atualmente trabalhando na Escola Municipal Unidade Integrada Frederico Figueira com projetos de escolinhas de Futebol Voleibol.
Iniciou no voleibol ainda na adolescência, frequentando a Escola particular Centro Cenecista de Barra do Corda-CNEC, nas antigas séries denominadas de ginásio.
Estabeleceu-se seu primeiro contato com essa modalidade esportiva, não nas aulas de Educação Física, mas nas práticas de voleibol de rua na frente à escola CNEC, com colegas e vizinhos, aonde aprendeu os fundamentos básicos do voleibol, somente observando e praticando, posteriormente começou a participar de jogos escolares de Barra do Corda, quase sempre disputando as finais da modalidade.
Foi campeão na modalidade dos anos de 1984 a 1988, sendo tetra campeão pela escola CNF no torneio dos 500 anos do Brasil.
Como jogador desde 1988 participou diversos campeonatos realizados na cidade até os dias atuais na equipe da Trizidela, com 29 anos de existência, a única equipe que participou de todos os campeonatos realizados na cidade conquistando nesse período 14 títulos entre campeonato cordino e torneio de férias, sendo considerado durante vários anos o melhor atleta da cidade de Barra do Corda na década de 1990, com participação na seleção de Barra do Corda durante os anos de 1995 a 2010.
Sabrina Arruda
A professora Sabrina Arruda nasceu em 24 de março de 1989. Em 2007, aos 18 anos mudou-se para São Luís onde teve a oportunidade de treinar em algumas equipes e defender o estado em algumas competições nacionais pelo vôlei e graduar-se em Educação Física pelo CEUMA, pós graduou-se em treinamento desportivo e atualmente atua como professora da rede municipal de Barra do Corda e é proprietária da SA Sports.
Figura 28: Sabrina Arruda
Quando mais jovem tinha o sonho de ser jogadora de vôlei e acredita que este foi o motivo maior que a impulsionou na sua profissão a qual exerce com maior prazer e paixão. "Quando pequena foi apaixonada por esportes". Sempre esteve em algumas ruas ou quadras esportivas jogando, defendeu o estado do Maranhão em algumas competições nacionais pelo vôlei.
Sua trajetória na prática esportiva iniciou durante o período escolar e estendeu até o ensino superior, destaque nos anos de 2011, onde o Maranhão obteve até então uma conquista inédita na história do voleibol feminino em competições nacionais. "Representando a equipe do Pitágoras conquistou a medalha de bronze nos jogos universitários brasileiros, realizado em campinas.
Neste mesmo ano consagrou-se campeã no Campeonato Brasileiro dos Institutos Federais e Vice Campeã, no voleibol de praia nas areias do Rio de Janeiro.
Em 2013, foi vice-campeã dos Jogos Universitários Brasileiros realizados na cidade de Goiânia, chegando pela primeira vez as finais nacional.
Retrospectiva e Principais resultados:
- Tricampeã jogos escolares de Barra do Corda (Escola Estadual Professor Galeno Edgar Brandes (CEM) e Centro Educacional Cristão (CEC).
- Eneacampeã - Jogos Cordino (Os que estou conseguindo lembrar no momento).
- Penta campeã (Campeonato Cordino )
- 2008 e 2009 - 6° lugar nos Jogos Universitários Brasileiros pela faculdade Ceuma nas cidades de Maceió e Fortaleza
- 2009 - Campeã da Copa Primavera
- 2010 - 5° lugar nos Jogos Universitários Brasileiros pela Faculdade Pitágoras na cidade de Blumenau - 2010 - Campeã da Copa Primavera
- 2011 - 3° lugar nos Jogos Universitários Brasileiros pela Faculdade Pitágoras na cidade de Campinas. E participação na liga do Desporto Universitário - 2012 - 8° lugar nos Jogos Universitários Brasileiros pela Faculdade Pitágoras na cidade de Foz de Iguaçu
- 2012 - 1° lugar nos Jogos Brasileiros dos Institutos Federais em Brasília
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- 2012 - Vice - Campeã vôlei de areia nos JogosBrasileiros dos Institutos Federais.
- 2013 - 2° lugar nos Jogos Universitários Brasileiros pela faculdade Pitágoras em campinas
- 2013 - Participação na Liga Nacional em Fortaleza
- 2015 - 2° lugar copa primavera pela equipe Vôlei Clube
Nyeme Victoria Alexandre Costa
Figura 29: Nyeme
Nascida em Barra do Corda no dia 11/10/1998, é considerada uma das melhores atletas da atualidade.
Nyeme Costa é filha do Técnico da MAPANETE, Nelinho e da professora e Jogadora de Voley Nívea Maria.
Nyeme iniciou no vôlei em sua cidade (Barra do Corda, no Maranhão) aos 9 anos de idade, porém apenas como lazer, depois foi para São Luís, onde atuou pelo Upaon-Açu, logo depois recebeu a grande oportunidade de integrar o elenco do Maranhão Vôlei em uma Superliga (2013), também passou pelo Barueri e a partir do começo de 2015 no ADC Bradesco, onde permanece atualmente.
Suas principais conquistas na carreira são as seguintes:
- Campeã Invicta por Barueri (na categoria Infantil).
- Vice campeã Estadual Infanto pelo Bradesco em 2014.
- Vice-campeã do Paulista Infanto pelo Bradesco em 2015.
- Bi Campeã do Torneio Inicio pelo Bradesco (2015 e 2016).
- Vice campeã do Brasileiro de Seleções (2ª Divisão) pelo Maranhão.
Nyeme também integrou a Seleção Brasileira Infanto no Mundial Sub 18 no ano passado (ficando nas estatísticas como a 7a melhor passadora).
Em 2013, a barra-cordense Nyeme Victória, com apenas 15 anos, é premiada como a melhor atleta do voleibol maranhense. Ao lado de 24 outras categorias do esporte amador e profissional, Nyeme faturou o troféu da empresa
de comunicação Mirante, o qual a cerimônia de premiação foi realizada no teatro Artur Azevedo, em São Luís.
Beatriz Alves
Beatriz é a mais nova revelação do voleibol cordino, iniciou seu treinamento em Barra do Corda, mas logo teve que mudar-se para São Luís, participou dos Jogos Escolares Brasileiros, foi escolhida na 10ª edição do Troféu Mirante Esporte de 2015, como melhor jogadora de voleibol do estado do Maranhão.
Figura 30: Beatriz Alves
Curiosidades sobre o vôlei Curiosidade 1
Vicente Pinheiro de Carvalho, o Vicentão, jogador do time brasileiro na década de 50, criou um saque conhecido como “Jornada nas Estrelas”.
É um saque por baixo, em que a bola alcança uma altura que pode chegar a 25 metros e desce em uma linha quase reta ao campo adversário.
Por alcançar altitudes tão grandes, a bola é momentaneamente camuflada pela luz, de forma que não é vista e se torna mais difícil saber onde vai cair. Foi muito usado e se tornou popular com outro jogador, Bernard, na década de 80. Contudo, nos dias de hoje, não é mais utilizado.
Curiosidade 2
Um jogador de vôlei pode dar, em média, 80 saltos em uma única partida. E esse número ainda pode chegar a 100!
Curiosidade 3
Houve uma época em que foi criada uma regra que impedia que o jogo fosse parado para a secagem da quadra. Os jogadores deveriam levar toalhinhas na parte de trás dos calções para fazerem, eles mesmos, a limpeza. Mas ela não está mais em vigor — ainda bem!
Curiosidade 4
Na década de 80, houve destaque para um jogador na seleção brasileira de vôlei: Antônio Carlos Moreno.
Ele jogou 366 jogos em 21 anos. Entre os torneios dos quais participou, foram
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quatro Jogos Pan-Americanos, sete Campeonatos Sul-Americanos, além de cinco Olimpíadas e quatro Campeonatos Mundiais.
Curiosidade 5
O ex-treinador da seleção brasileira, Bebeto, era uma pessoa bem supersticiosa: em um jogo na Holanda, em 1998, sua calça rasgou na parte de trás devido a um prego.
Mas, a partir do momento do rasgo, o Brasil passou a ser o time vencedor. Então, nos jogos seguintes, ele usou aquela mesma calça até que o Brasil sofreu uma derrota depois de quatro partidas.
QUESTÕES 1. Em que ano foi criado o voleibol? a) 1997
b) 2007 c) 1895 d) 1996 d) NDA
2. Quem inventou o voleibol? a) Roberto Carlos
b) Pelé
c) William G. Morgan d) Ronaldinho Gaúcho e) Michael Jackson
3. Qual era o nome original do voleibol? a) Mintonette
b) Futvôlei c) vôlei d) volibol
e) Bola sobre rede
4. Onde foi criado o voleibol? a) Munique - Alemanha b) Rio de Janeiro - Brasil c) Massaschusetts - USA d) Roma- Itália
c) Bueno Aires - Argentina
5. Qual Organização Institucional do Voleibol organiza as competições de voleibol a nível nacional no Brasil? a) FIFA b) CSV c) FIVB d) CBV e) FMV
6. Qual a personalidade mais famosa na atualidade no vôlei de Barra do Corda?
a) Antônio Filho b) Sabrina Arruda c) Nyeme d) Beatriz Alves