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CONFECÇÃO DE SILAGEM DE GRÃO ÚMIDO DE MILHO

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Academic year: 2021

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS

UNIDADE UNIVERSITÁRIA DE SÃO LUÍS DE MONTES BELOS

CURSO DE ZOOTECNIA

CONFECÇÃO DE SILAGEM DE GRÃO ÚMIDO DE MILHO

Acadêmico: Kárito Augusto Pereira

Orientadora Profª. Drª: Alliny das Graças Amaral

São Luís de Montes Belos Junho de 2014

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KÁRITO AUGUSTO PEREIRA

CONFECÇÃO DE SILAGEM DE GRÃO ÚMIDO DE MILHO

Monografia apresentada ao Curso de Zootecnia da Unidade Universitária de São Luís de Montes Belos, Universidade Estadual de Goiás, para obtenção do grau em Bacharel em Zootecnia.

São Luís de Montes Belos Junho de 2014

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KÁRITO AUGUSTO PEREIRA

CONFECÇÃO DE SILAGEM DE GRÃO ÚMIDO DE MILHO

Monografia defendida em 09 de Junho de 2014 e aprovada pela Banca examinadora constituída pelos membros:

_________________________________________________ Prof. Drª. Alliny das Graças Amaral

Orientadora UEG

__________________________________________________ Prof. Drº. Rodrigo Zaiden Taveira

Membro UEG

_________________________________________________ Prof. Drº. Osvaldo José da Silveira Neto

Membro UEG

São Luís de Montes Belos Junho de 2014

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DEDICATÓRIA

Aos meus pais...

Bons filhos conhecem o prefácio da história de seus pais. Filhos brilhantes vão muito mais longe, pois conhecem os capítulos mais importantes das suas vidas.

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AGRADECIMENTOS

A Deus, pela vida e a oportunidade concedida de poder sempre alcançar meus objetivos e nunca ter me abandonado em todos os desertos que atravessei, iluminando meus passos e dando-me forças nos momentos de angustia e dificuldades.

Aos meus pais, Vandelino de Paula Pereira, Jânia Lucia Pinto Pereira e a minha irmã Raiane Flávia Pereira por sempre me proporcionarem as melhores condições para minha formação e educação, pois lutaram para que eu recebesse os melhores valores, se dedicando ao máximo sem medir esforços na realização de meus sonhos.

À Professora Doutora Alliny das Graças Amaral, pelo incentivo e apoio em me orientar durante a realização desta monografia e, principalmente pela grande amizade, profissionalismo e muita paciência. Me ensinando também a ter paciência. Meu sincero respeito e agradecimento por tudo!

A Embrapa Arroz e Feijão/Núcleo Regional Centro Oeste Gado de Leite, pela oportunidade de estágio, o que apreendi, levarei eternamente em minha bagagem do aprendizado!

Aos meus supervisores de estágio Fernanda Mara Cunha Freitas, Pricila Vetrano Rizzo e Leandro Matos Ribeiro, pela descontração, auxílios e ensinamentos nos experimentos em execução e durante o período de estágio. Aos demais funcionários do Núcleo, Vicente e João, com certeza fiz bons amigos!

Ao professor doutor Rodrigo Zaiden Taveira, pelos ensinamentos teóricos e práticos. Além das oportunidades e confiança!

A professora doutora Aracele Pinheiro Pales dos Santos, por acreditar no meu potencial e me conceder uma bolsa de iniciação científica.

Ao professor Osvaldo José da Silveira Neto por se disponibilizar a participar da Banca examinadora, sua participação foi ímpar na realização da apresentação e finalização desta etapa.

Ao meu primo Álvaro Guilherme, pela hospedagem e todo apoio durante o estágio.

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Aos meus tios Egnaldo Oliveira de Araújo, Jacqueline Jacob e minha prima Karyne de Oliveira Araujo, pois, sempre me apoiaram e torcem pelo meu sucesso.

Ao grande amigo, Otávio Augusto, pela amizade, apoio no decorrer do curso, conselhos e ajuda nos momentos de necessidade, durante esse tempo você se tornou um irmão!

Aos meus amigos Jorge Fellipe, Loredanna Ramyla, Thauanna Eulina, Bruna Stéfani, Jhonny José, Renata Vaz, Rafael Lennini, Lucas Oliveira, Thays Fernandes, Camila Correia, Lucas Pereira, Walida Luciellen, Kassia Leonel que no decorrer deste tempo permaneceram ao meu lado, esta conquista e nossa!! Só foi possível graças a nossa união! Muito obrigado, pelo apoio e amizade, foi com vocês que tive o prazer de compartilhar parte dos melhores momentos vividos, foram momentos de lutas constantes, noites que foram dia, e dias que foram noites... Passávamos horas e horas estudando para as provas e seminários. E também foram noites de festas inesquecíveis!! Lembranças que levarei para a vida toda!

A Thamara Patrícia, Ulisses Lobo, Laís Pereira, Mariane Campos, Lorrayne Laís, vocês chegaram depois, porem aos poucos foram se tornando se bons amigos.

Aos demais amigos da 19ª turma que iniciaram essa jornada comigo, muito obrigado!

Aos funcionários administrativos da UEG de São Luis de Montes Belos, Juliana Cruvinel, Claudia Luz, Thiago Ferreira e Isabel Côrtes pela ajuda em todos os momentos que precisei.

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SUMÁRIO

LISTA DE TABELAS... ix LISTA DE FIGURAS... x LISTA DA ABREVIATURAS……….………... xi RESUMO... xiii ABSTRACT ... xiv 1 INTRODUÇÃO ... 1 2 REVISÃO DE LITERATURA... 3

2.1 Estimativas e Perspectivas Sobre o Milho Grão no Brasil ……….. 3

2.2 Etapas do Processamento da Selagem de Grão Úmido………. 4

2.2.1 Escolha da planta e plantio……….. 4

2.2.2 Colheita... 5

2.2.3 Processamento do grão úmido……… 6

2.2.4 Compactação……….. 7

2.2.5 Fechamento do silo……… 8

2.2.6 Estabilidade aeróbia da silagem……….. 8

2.2.7 Abertura do silo e retirada da silagem……… 10

2.3 Uso de Inoculantes e Aditivos... 11

2.4. Utilização na Alimentação Animal………... 13

2.5 Aspectos Nutricionais……….………... 16

2.6 Qualidade da SGUM em Função da Temperatura Interna... 17

2.7 Silagem de Grão Úmido como Ração Total... 18

3 RELATÓRIO DE ESTAGIO……….. 19

3.1 Caracterização da Empresa………. 19

3.2. Atividades Desenvolvidas... 20

3.2.1 Produção de silagem de grão úmido de milho utilizando mini silos experimentais... 20

3.2.2 Utilização da parte aérea da mandioca em cultivo adensado para alimentação animal... 21

3.2.3 Compostagem de carcaça……… 22

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3.3.1 Produção de silagem de grão úmido de milho utilizando minisilos

experimentais……….. 23

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS... 34 5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS... 35

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LISTA DE TABELAS

Tabela 1. Porcentagem de matéria seca de cada tratamentos, antes processo de ensilagem.……….. 27 Tabela 2. Estimativas de perdas gasosas por diferença de peso, por

efluentes e totais em silagem de grão úmido de milho……… 30 Tabela 3. Porcentagem de matéria seca conforme os tratamentos após 25

dias de fermentação.………...……….. 31 Tabela 4. Peso dos mini silos no momento do fechamento dos mini silos e

após o 25 dias de fermentação……… 31 Tabela 5. Acompanhamento das temperaturas internas dos mini silos de

grão úmido de milho do 1º que corresponde o dia da abertura

até o 10º dia……….. 32

Tabela 6. Temperatura da massa ensilada de grão úmido de milho após

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LISTA DE FIGURAS

Figura 1. Aparatos para coleta de efluente. Areia fina, tecido de algodão cortados de forma circular com mesmo diâmetro do fundo do minisilo e clarite, respectivamente... 25 Figura 2. Tampas dos minisilos. (A) Perfuração na tampa. (B) Bico de

Bunsen. (C) Tampa com o bico de Bunsen. (D) Tampas dos mini silos com os aparatos e identificadas individualmente……. 26 Figura 3. Posicionamento aleatório dos minisilos sobre a mesa de forma

casualizada até o momento da abertura………. 28 Figura 4. (A) Pesagem dos minisilos de cada tratamento antes da

abertura. (B) Perda na parte superior dos minisilos. (C) aferição da temperatura interna. (D) Descarte de 2 cm da camada superficial dos minisilos……….………. 29

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LISTA DE ABREVIATURAS

SGUM Silagem de Grão Úmido de Milho

SGU1% Silagem de Grão Úmido com 1% de Uréia

SGU2% Silagem de Grão Úmido com 2% de Uréia

SGULP Silagem de Grão Úmido com Lactobacillus plantarum

SGULB Silagem de Grão Úmido com Lactobacillus buchneri

SGURC Silagem de Grão Úmido correspondente a Ração Total

kg Quilogramas g Gramas ha-1 Hectare ha Hectares mm Milímetros m2 Metros quadrados m3 Metros cúbicos m Metros cm Centímetros

micras Milésima parte de um milímetro

AFM1 aflatoxina M1 AFB1 aflatoxina B1 O2 Oxigênio ºC Graus Celsius MS Matéria Seca PVC Policloreto de polivinila

UFC Unidade Formadora de Colônia t-1 Toneladas

vs Versos

FDA Fibra Digestível em Detergente Acido PB Proteína Bruta

FDN Fibra Digestível em Detergente Neutro EE Estrato Etéreo

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EB Energia Bruta N – NH3

Nitrogênio amoniacal NDT Nitrogênio Digestível Total

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RESUMO

A silagem nada mais é que armazenagem de grãos na atmosfera modificada. Fazendo necessário a conservação de grãos de cereais na forma úmida. Por tanto, objetivou-se a partir deste trabalho apresentar uma revisão da literatura sobre, a confecção de silagem de grão úmido de milho. E a apresentação das atividades desenvolvidas no estagio supervisionando realizado na Embrapa Arroz e Feijão/Núcleo Centro Oeste de Gado de Leite. Na técnica da ensilagem, são adotadas estratégias dentre os processos de sua produção. Alem do uso de inoculantes e aditivos vem crescendo exponencialmente. E cada vez mais pesquisas vêm confirmando sua utilização como um importante componente energético da dieta para a maioria das espécies de interesse zootécnico. Alem do expressivo trabalho desenvolvido no Núcleo de Bovino de Leire voltado ao desenvolvimento e sustentabilidade para a agricultura familiar como o uso da parte área da mandioca na alimentação animal e a compostagem de carcaça, sendo realizado durante o período de estagio a produção de silagem de grão úmido de milho utilizando minisilos experimentais. Considerando que elaboração e processamentos da silagem de grão úmido de milho é uma tecnologia que pode contribuir de forma significativa a fim de melhorar os índices de produtividade dos animais. Entretanto seu uso ainda e considerado incipiente no pais, com necessidade de novos estudos em sua utilização em relação as dificuldades de processamento e fornecimento aos animais. Ressaltando que as outras atividades em desenvolvimento do Núcleo Avançado de Apoio à Transferência de Tecnologia são mais voltadas ao interesse da agricultura familiar, a fim de atender a demanda de informações de pequenos produtores, com produção de alimento assegurando a sustentabilidade dessas famílias.

PALAVRAS-CHAVE: Alimentação animal, ensilagem, inoculantes, animais domésticos.

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ABSTRACT

The silage is nothing but grain storage in modified atmosphere. Conservation of cereal grains in wet form needed doing. Therefore, the aim of starting this work to present a review of the literature on the making of silage, high moisture corn. And the presentation of the stage supervising activities carried out at Embrapa Rice and Beans / Midwest Center for Dairy Cattle. In the technique of ensiling, are among the strategies adopted for their production processes. Besides the use of inoculants and additives is growing exponentially. And more and more researches have confirmed its use as an important energy component of the diet for most livestock species. Besides the significant work done at the Center for Veal Leire focused on the development and sustainability of family farming as the use of cassava area in animals and carcasses composting, being held during the stage production of silage, wet grain corn using experimental minisilos. Whereas the preparation and processing of silage moisture corn is a technology that can contribute significantly to improve the productivity rates of animals. However its use and still considered nascent in the country, requiring further studies on its use in relation to processing difficulties and animal feeding. Noting that other activities in development of the Advanced Support Center for Technology Transfer are more geared to the interests of family farmers in order to meet the demand for information from small producers, with production of food ensuring the sustainability of these families.

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1 INTRODUÇÃO

A silagem nada mais é que armazenagem de grãos na atmosfera modificada, ou seja, na ausência de oxigênio, minimizando o desenvolvimentos de fungos, bactérias patogênicas, ácaros e roedores, visando o processo de desenvolvimento de bactérias homofermentativas, sendo este altamente desejável para a produção de ácido lático e diminuição do pH da silagem (SOUZA, 2001).

O processo de ensilagem de cereais é uma técnica bastante antiga, existe a provavelmente mais de 4 mil anos, época em que Egípcios, Gregos e Romanos armazenavam grãos de cereais e forragem picada em silos. No Egito foi encontrado pinturas rupestres que ilustram os habitantes da região, fazendo a confecção de silagens, desde o período de 1.000 a 1.500 A.C.

Os primeiros estudos destinados a produção de silagem de grão úmido de milho ocorreram nos Estados Unidos no fim da década de 50 do século passado, e então apenas 20 anos depois, que esse procedimento passou a se tornar rotina em confinamentos de bovino de corte. No Brasil, a silagem de grãos úmidos só foi introduzida a partir de 1981 na região de Castro (PR), pelos criadores de suínos e depois, empregados na alimentação de bovinos de leite e corte (COSTA et al., 2004). Entretanto, só a partir da década de 90 a silagem de grão úmido, utilizada na alimentação de bovinos teve um aumento em seu consumo (JOBIM et al., 2003).

Com a globalização do mercado, a pecuária vem sofrendo profundas modificações com o objetivo de atingir índices zootécnicos mais eficientes, sobretudo o mercado consumidor, cada vez mais exigente, vem pressionando os produtores a adotarem medidas de controle de qualidade em todas as fases dos sistemas de criação.

Então faz-se necessário a conservação de grãos de cereais na forma úmida, tecnologia de maior expansão no setor produtivo devido a sua eficiência tanto qualitativa quanto quantitativa de conservação de matérias primas empregadas na alimentação animal (COSTA et al., 2002).

Assim, a silagem de grão úmido de milho tem sido utilizada para solucionar os problemas de armazenamento de matérias-primas nas propriedades rurais,

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melhorando tanto o valor nutricional deste alimento bem como a redução do grau de contaminação das dietas dos animais.

A fim de maximizar a produção e qualidade na conservação da silagem de grão úmido de milho, o seu uso vem sendo estudado na alimentação animal com o uso de aditivos e inoculastes neste processo de ensilagem, a fim de identificar seu desempenho em diferentes espécies de animais domésticos.

Esta é uma tecnologia que pode ser utilizada nas mais diversos níveis de tecnologia, porém cuidados específicos são necessários a fim de produzir alimento conservado, com qualidade.

Objetivou-se a partir deste trabalho apresentar uma revisão da literatura sobre, a confecção de silagem de grão úmido de milho. E a apresentação das atividades desenvolvidas no estagio supervisionando realizado na Embrapa Arroz e Feijão/Núcleo Centro Oeste de Gado de Leite.

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2 REVISÃO DA LITERATURA

2.1 Estimativas e Perspectivas Sobre o Milho Grão no Brasil

O grão do milho é a principal fonte de energia para ruminantes e monogástricos, e por isto a necessidade de estudá-lo e utilizá-lo conforme a sua constituição química e física (KEPLIN e LAZZARI, 2001).

O milho é uma cultura que permite duas safras ao ano no Brasil, a maior é a de verão, concentrando-se a maior parte da produção na região Sul do Brasil seguido pela região Centro-Oeste (CEPEA, 2008).

A cultura do milho pode ser plantada no período de entressafra, porém esperam-se menores produtividades da cultura, devido aos meses de plantio de janeiro a março, dependendo da região, objetiva-se maior renda para os produtores em períodos considerados de transição (BACK e LAZZARI, 2001).

Espera-se no Brasil crescimento de 2,67% ao ano nos próximos anos, com aumento de 0,73% da área plantada. Vários estudos e projeções realizados pela Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura. Pecuária e Abastecimento (MAPA) indicam aumento de 19,11 milhões de toneladas entre a safra de 2008/2009 e 2019/2020. Estima-se que na safra de 2019/2020, a produção deverá ficar em 70,12 milhões de toneladas e o consumo em 56,20 milhões de toneladas (MAPA, 2013).

De acordo com os dados da CONAB (2014), o país reduziu sua estimativa para a produção de milho, mas manteve a previsão de colheita de grãos recorde no país apesar da seca e das altas temperaturas, estima-se uma colheita recorde na safra de 2013/2014 de 75,5 milhões de toneladas, sendo esta uma projeção abaixo dos 79 milhões estimados em janeiro, uma redução de mais de 6% em relação ao ano anterior. Estas projeções podem ser modificadas de acordo com a distribuição de chuvas em cada ano agrostológico.

Já o consumo interno de milho que em 2013 representou 66,7% da produção, e deve continuar nos próximos anos para 66,9%. Então, a fim de manter o consumo interno projetado de 62,6 milhões de toneladas e garantir um volume razoável de estoques finais e o nível de exportações projetado, estima-se

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uma projeção de 93 milhões de toneladas atendera a demanda em 2023 (MAPA, 2013).

2.2 Etapas do Processamento da Silagem de Grão Úmido de Milho

2.2.1 Escolha do material genético

O planejamento para a produção de uma boa silagem é o primeiro passo para alcançar resultados satisfatórios, sendo considerado de extrema importância, resultando em produto de qualidade (LEH, 2001). As etapas envolvidas no processamento do grão úmido de milho envolvem tecnologias que permitem adaptações conforme a estrutura física de cada propriedade e de seus recursos disponíveis (SOUZA, 2001),

Segundo GOBETTI et al., (2013) a qualidade nutricional de silagens de grãos úmidos inicia com a escolha do híbrido de milho. A produtividade é uma característica indispensável, sendo encontrados híbridos com capacidade produtiva superior a 15.000 kg/ha-1, mas em especial devem apresentar resistência a micotoxinas e baixa porcentagem de grãos ardidos, deve-se observar a adaptação do híbrido a cada região do país e o ciclo da cultura.

Assim, como na confecção da silagem de milho, utilizando a planta inteira, os mesmo cuidados são dispensados para o processamento da ensilagem apenas de grão, para preservar a qualidade da de grão úmido. Na técnica da ensilagem, são adotadas estratégias como: dimensionamento do silo adequado, de acordo com a produtividade média esperada, rapidez no momento da colheita; transporte e moagem; compactação necessária para acomodar com eficiência as partículas do material; agilidade na vedação do silo, essa é uma etapa muito importante, pois garante uma boa fermentação em meio anaeróbio; (LUGÃO et al., 2011).

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2.2.2 Colheita

A colheita do grão de milho é uma etapa fundamental na qualidade da silagem, por isto os maquinários utilizados neste processo devem estar em bom estado de manutenção. De maneira geral a colheita é feita com colheitadeira convencional. Durante a colheita deve-se priorizar o ponto de debulha, ou seja, a facilidade que o grão se solta do sabugo, uma vez que influencia no rendimento do material ensilado.

O teor de umidade do grão no momento da colheita deve ser de 30 a 35%, considerado o ideal o mínimo de 26 e máximo de 40%, pois em umidades superiores a 40% a quantidade de água excessiva no grão, interfere na maturação fisiológica resultando em perda de matéria seca, fermentação excessiva e perda de energia durante a estocagem (LEH, 2001).

Quando a matéria seca excede ao ideal, muito seco, ou seja, umidade inferior a 26% dificulta o processo de moagem além de interferir negativamente a ação das bactérias e fungos anaeróbios que irão fermentar a massa moída de milho, pois terá consistência endurecida, o que acarreta maiores perdas na passagem pelo trato digestório, resultando no baixo aproveitamento do amido disponível para fermentação no rúmen (GOBETTI et al., 2013).

Porém, SOUZA (2001) cita que o ponto ideal de colheita do grão úmido de milho está entre 28 a 40% de umidade, pois nesta faixa as perdas na lavoura são consideradas mínimas e a porcentagem de grãos danificados por fungos são baixos.

LEH (2001) ainda ressalta que umidade abaixo de 30 a 35% o grão perde de 1 a 2 pontos percentuais por dia de água, através da evaporação para o ambiente, em virtude de 3 a 5 dias pode ultrapassar o ponto ideal de colheita ou maturação fisiológica, este momento se caracteriza quando cessa a translocação de nutrientes da planta para o grão, momento que aparece uma camada preta na base do grão.

De maneira prática pode-se observar a maturação fisiológica representa o momento em que a espiga encontra-se com a palha seca, este processo ocorre normalmente aos 50 dias após a polinização (PINTO, 2009).

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Assim, quanto mais tempo o grão permanece na lavoura exposto ao clima, maiores serão as perdas de qualidade e quantidade (LEH, 2001).

SOUZA (2001) salienta que a silagem de grão úmido de milho ocorre em torno de 30 dias antes do momento em que se poderia colher o milho destinado ao armazenamento com 13% de umidade, resultando em liberação da área para o uso em outras atividades, além de garantir a qualidade de matéria prima nas composições das rações.

Quanto mais breve possível o grão é retirado do campo após a sua maturação fisiológica, evitam-se perdas de quantidade e qualidade, sobretudo essas perdas são dependentes das condições climáticas na fase de maturação em relação ao ponto de colheita e ou atraso na colheita (LEH, 2001).

2.2.3 Processamento do grão úmido

A moagem dos grãos úmidos é um procedimento necessário, pois, além de facilitar a compactação, também melhora a absorção de nutrientes no trato digestório do animal. Esta prática pode ser realizada de acordo com as necessidades de cada propriedade, sendo recomendado o uso de desintegrador quando a mais de 100 sacas de milho/hora, a fim de evitar que o milho colhido seja acometido pela fermentação aeróbia devido ao tempo de espera na carreta (LUGÃO et al., 2011).

De acordo com SOUZA (2001) o grão úmido de milho não pode ser ensilado na forma de grão inteiro, pois além da moagem, facilita o consumo pelos animais, visto que, a moagem tem a finalidade de diminuir o espaço vazio entre as partículas, interferindo no aumento da ação das bactérias acidófilas, resultando em maior armazenamento dos grãos em um mesmo espaço em que se poderia armazenar a silagem de planta inteira.

Na alimentação de bovinos LUGÃO et al., (2011), recomendam utilizar moagem mais grossa, ou seja, quebra do grão em três ou quatro partes, através de peneira de 1,5 mm. Para ruminantes a moagem mais fina do grão proporciona passagem mais rápida pelo trato digestivo, reduzindo a degradabilidade e digestibilidade do alimento, devido a diminuição do tempo de colonização através das bactérias ruminais, resultando em menos aproveitamentos de nutrientes,

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possível redução da gordura do leite e aumento da ocorrência de deslocamento de abomaso. Mas, para monogástricos, especialmente para suínos a granulometria pode ser fina, processado com peneira de 0,8 mm. Entretanto, quanto mais úmido os grãos de milho, maior pode ser a granulometria (NUMMER FILHO, 2001).

As partículas muito grandes, ou seja, maior que 1000 micrometros de diâmetro geométrico médio resulta em perda de grão pelas fezes, assim a importância de uma granulometria do processamento com desintegradores SOUZA (2001). Visto que o tamanho da partícula do grão interfere diretamente no processo de fermentação (LEH, 2001).

2.2.4 Compactação

LEH (2001) cita que este a compactação é um dos processos que precisa ser criterioso, pois visa a remoção de todo o oxigênio no interior da massa ensilada. A compactação permite a fermentação anaeróbia com produção de ácido lático, propiônico e outros que reduzem o pH da massa ensilada em torno de 3,5, favorecendo a conservação por vários meses ou anos.

A compactação da silagem deve ser realizada a medida que o milho e moído. A fim de melhor a fermentação anaeróbia a silagem de grão úmido de milho deve ter densidade entre 1.000 e 1.200 kg/m3, pois assim favorece a estabilidade aeróbia durante a utilização da silagem, visto que a densidade não pode ser inferior a 900 kg/m3 (LUGÃO et al., 2011).

Segundo SOUZA (2001), quanto maior a quantidade de água, maior e melhor será a compactação, mas o teor de umidade da massa ensilada não pode ultrapassar a 40%, pois prejudica o desenvolvimento das bactérias homofermentativas e dificulta a mistura com outros ingredientes devido a agregação de partículas formando agregados circulares. Já em situações em que o teor de umidade estiver inferior a 28% a adição de água limpa e não clorada pode ser uma saída muito útil para assegurar esta umidade e facilitar a compactação, visto que o baixo teor de água resulta em fermentações indesejáveis.

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2.2.5 Fechamento do silo

A rapidez e a qualidade no processo de fechamento do silo é um ponto chave para a obtenção de uma silagem duradoura e qualidade desejável.

O fechamento do silo não precisa ser diário, e pode ser cheio por vários dias, desde que evite ficar mais de dez horas sem receber material novo sob a última camada compactada exposta ao ar, portanto deve-se colher milho suficiente para moer no mesmo dia, não deixando para o dia seguinte, e quando terminar de moer o volume colhido no mesmo dia faz-se a última compactação, adiciona-se o inoculante em cada camada a ser compactada e então se cobre a superfície do silo com a lona, e no dia seguinte retira-se a lona, inocula-se novamente e continua o processo normalmente até o fim da colheita dos grãos. SOUZA (2001).

O fechamento do silo é de extrema importância que se retire todo o ar sob a lona, que pode ser realizado colocando uma camada de terra, areia ou similar sobre a mesma. Recomendava-se também o uso de lona mais grossa, igual ou superior a 200 micras, assegurando maior proteção contra perfurações (LUGÃO et al., 2011).

Caso ocorrera perfurações da lona, há ocorrência de deterioração em camadas próximas a superfície, decorrentes de bolsões ou entrada de ar devido ao rompimento da lona ou má compactação (LEH, 2001).

2.2.6 Estabilidade aeróbia da silagem

No Brasil, a maioria das propriedades rurais não apresentam locais adequados para a armazenagem de insumos utilizados na alimentação animal, resultando em perdas significativas com desperdícios de grãos devido ao ataque de insetos, roedores e fungos (REIS et al., 2001)

O tempo de armazenamento dependerá fundamentalmente da compactação e vedação do silo, visto que o fechamento quando realizado adequadamente pode armazenar uma silagem de grão úmido de milho por vários anos. Sobretudo há produtores utilizando esta silagem por um período máximo de

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dois anos, demonstrando a eficiência da preservação do processo de ensilagem, isso, porque a composição química e a qualidade da silagem de grão ímido de milho (SGUM) não apresenta alteração no armazenamento entre 56 a 365 dias (LUGÃO et al., 2011).

Durante este processo de armazenamento em condições de manejo inadequado, resulta em toxinas produzidas por fungos que se desenvolvem nos grãos, estas por sua vez, podem causar perdas irreversíveis aos animais, como redução no desempenho, hemorragia, comprometimento do sistema imunológico, danos no fígado a aborto (PENZ JR, 1992).

Embora já existam mais de 400 tipos de micotoxinas, uma das mais conhecidas é a aflatoxina M1 (AFM1), que tem sido encontrada no leite de animais alimentados com ração contaminada por aflatoxina B1 (AFB1), possui efeito tóxico e é considerada problema de saúde pública, visto que os indivíduos mais jovens são mais sensíveis aos seus efeitos (PEREIRA et al., 2005).

Todo e em qualquer processo fermentativo de ensilagem de grãos úmido de milho durante o armazenamento pode ocorrer perda de matéria seca 96,9; proteína bruta 97,2; fibra bruta 95,5; extrato etéreo 100,5; N-livre 95,9 e cinzas 82,4 principalmente em alta umidade, mas essas perdas podem ser maiores com o tempo de estocagem, sobretudo se ocorrer algum tipo de deterioração (KEPLIN & LAZZARI, 2001).

A densidade da silagem e um indicativo de bom processo de compactação, ou seja, de expulsão de O2 do material ensilado, isto possibilita padrões fermentativos desejáveis no alimento conservado. De acordo com LEH (2001), um metro cúbico de silagem de grão úmido de milho pesa em torno de 1000 a 1300 kg, o equivalente a 15 a 16 sacos de milho correspondente a 60 kg, com 13% de umidade.

A estabilidade aeróbia da silagem é definida com a resistência da massa de forragem a degradação que ocorre após na abertura do silo, ou o tempo que a silagem leva para atingir a temperatura superior de 2ºC acima da temperatura do ambiente, ou seja, é a fermentação aeróbia que ocorre após a abertura do silo. Após a fermentação será mais intensa, quanto melhor for a qualidade da silagem, devido aos maiores teores de carboidratos solúveis residuais e de ácido lático (JOBIM et al., 2003).

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A melhor estabilidade da silagem de grão úmido ocorre em temperaturas inferiores a 10ºC e superiores 40ºC, pela inibição de fungos, já temperatura intermediárias pode apresentar efeito reverso (PHILLIP & FELLNER, 1992).

Segundo GOBETTI et al., (2013) no período de estabilidade aeróbia da silagem ocorre três fases. A primeira inicia-se no enchimento do silo com processos de respiração e proteólise, que são atividades enzimáticas importantes para a conservação da matéria-prima, porque a respiração nada mais é que a transformação dos carboidratos solúveis (açúcares) da planta em gás carbônico e água, que libera o calor, já a proteólise é a degradação das proteínas, resultando em produção de peptídeos e aminas (asparagina e glutamina).

Na segunda fase as enterobactérias do gênero Clostridium, podem se desenvolver e competir com as bactérias ácido-láticas pelos carboidratos solúveis, apresentando impactos negativos sobre a qualidade nutricional da silagem, causando fermentação secundária, convertendo açúcares e ácidos orgânicos em ácido butírico, resultando em perdas de matéria seca e de energia digestível no material ensilado (GOBETTI et al., 2013)

Dentre todas as fases, a terceira e considerada a mais estável, desde que o silo esteja corretamente vedado sob ausência total de oxigênio e com valor de pH abaixo de 3,8. Posteriormente ocorre a fase final, de 14 e 21 dias depois do material ser ensilado, em condições de ser fornecido aos animais, em razão que na abertura do silo expõe a silagem ao oxigênio, consequentemente pode provocar perdas nutricionais pela ação de microorganismos aeróbios que consomem açúcares, produtos de fermentação e outros nutrientes solúveis na silagem, por isso destaca-se a importância da retirada mínima de 10 cm recomendada diariamente (McDONALD et al., 1991).

2.2.7 Abertura do silo e retirada da silagem

No momento da abertura do silo deve-se observar a temperatura, normalmente deve-se estar próxima a temperatura do ambiente, entretanto se estiver quente significa que o ciclo fermentativo não se completou e não deve ser fornecida aos animais sob risco de distúrbios entéricos. Em relação a coloração, deve ser amarelada permanecendo até o fim do fornecimento aos animais. O

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cheiro é característico, o sabor é ácido, devem-se descartar locais com odores estranhos, pois indicam estado de putrefação e devem ser retiradas e nunca fornecidas aos animais (SOUZA, 2001).

O tempo necessário para que ocorra a fermentação da silagem é de 21 a 28 dias, sendo desde o enchimento do silo até a sua abertura. Posteriormente outro procedimento importante é o tamanho da fatia retirada diariamente que não deve ser inferior a 10 cm em toda a área frontal, a fim de evitar a entrada de oxigênio em seu interior e posterior deterioração. Quando houver terra sobre a lona deve-se atentar para não contaminar a silagem, e após retirada da fatia diária da massa ensilada deve-se fechar imediatamente o silo a fim de evitar a exposição do material ensilado aos raios solares (LUGÃO et al., 2011& LEH, 2001).

De acordo com SOUZA (2001) o processo de retirada da silagem deve ser contínuo respeitando a camada mínima diária. Já, no processo de fornecimento da massa ensilada aos animais, deve-se levar em consideração os equipamentos utilizados no transporte, pois a silagem é acida podendo com o passar do tempo de uso do equipamento e ou implemento causar corrosões de metais já que o pH e próximo a 4,0.

No processo de ensilagem pode haver perdas potenciais de 14%, sendo na colheita de 1 a 5%, na fermentação de 1 a 2%, por fermentação aeróbia de 1 a 2% e na superfície e cocho de alimentação de 0 a 5% (NUMMER FILHO, 2001). Já segundo de NOVAES; LOPES & CARNEIRO, (2004) citaram valores médios de perdas totais de 16 a 73%.

2.3 Uso de Inoculantes e Aditivos

Segundo KIYOTA et al., (2011), a utilização de aditivos na ensilagem tem como propósito melhorar a qualidade da fermentação durante o período de armazenamento e manter a estabilidade aeróbia durante a utilização da silagem, reduzindo perdas de nutrientes, aumentar o consumo de MS e melhorar o desempenho dos animais.

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É de extrema importância o conhecimento da utilização de aditivos, em relação ao quanto eles podem melhorar o padrão de fermentação, consumo, digestibilidade e a produção animal (SIQUEIRA et al., 2005).

A produção de ácido lático é desejável a fim de promover a fermentação láctica, através do uso das bactérias: Lactobacillus plantarum, Lactobacillus

buchneri, Streptococcus faecium, Pedicoccus acidilactici entre outros que

aceleram o processo de fermentação, auxiliam na redução do pH mais rapidamente, sendo esta uma característica bastante desejável pois, quanto mais rápido o pH diminui, melhor a qualidade final da silagem, visto que o pH = 4,0 ou inferior ajuda a controlar os microrganismos indesejáveis (SOUZA, 2001).

OLIVEIRA (2009) e ÍTAVO (2004) analisaram a utilização de aditivos na silagem de grão úmido e identificaram que o Lactobacillus buchneri ou Benzoato de sódio melhoraram a qualidade bromatológica da silagem após a sua abertura.

A inoculação pode ser feita em água para a reidratação ou diluída em água pulverizada sob a massa ensilada a cada 10 cm na camada do grão moído, e quanto melhor a distribuição do inoculante, melhor será a qualidade da silagem (SOUZA, 2001).

A utilização de aditivos ainda melhora os aspectos de conservação da silagem após a abertura, quando exposta ao oxigênio podendo diminui as perdas após o início de sua utilização, além de manter a dieta total em temperatura ambiente por mais tempo (SOUZA, 2001).

O período mínimo do processo fermentativo da silagem de grão úmido e de 28 dias sem o uso de inoculantes e 8 dias com inoculante, mas sabe-se que há inoculantes específicos para grãos úmidos com período fermentativo de ate 3 dias (SOUZA, 2001).

Já, REIS et al., (2008), demonstram que a inoculação da silagem de grão úmido de milho com a utilização de dose de Lactobacillus buchneri na concentração de 1 x 105 UFC/g de massa ensilada mostrou-se eficaz no controle de leveduras e fungos, além de promover o aumento na estabilidade aeróbia. Contudo, além de proporcionar melhor padrão de fermentação e a estabilidade da silagem, deve-se levar em consideração o custo/benefício, segundo JOBIM et al., (2003).

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De acordo com ANDRADE et al., (2004), em seu trabalho e suas associações com o uso promotor de crescimento, simbióticos e sem aditivos nas rações de frangos de corte, demonstrou que na ausência de aditivo proporciona os piores desempenhos quando comparados ao promotor de crescimento, sem alteração no rendimento de carcaça e partes das aves. Uma vez que, independente do aditivo, a silagem de grão úmido de milho pode substituir 50% do grão seco sem comprometer o desempenho, o rendimento de carcaça e partes das aves, além de não influenciar o desenvolvimento do trato gastrintestinal e reduzir o custo de produção, apesar de promover maior deposição de gordura abdominal.

Contudo, mesmo utilizando as boas práticas do processo de ensilagem, com o uso correto de tamanho de partícula, o rápido enchimento, a boa compactação, vedação e o adequado dimensionamento do silo, são imprescindíveis na confecção da silagem e não podem ser substituídas por inoculantes (ÍTAVO et al., 2006).

A adição de uréia em silagem de grão úmido exerce efeito no controle da amônia (DOLBERG,1992). O uso da uréia na silagem favorece a fermentação, e o enriquecimento do nitrogênio, sendo recomendado 5 kg/ton de material ensilado, distribuído uniformemente (VILELA, 2006).

Em sua pesquisa, JOBIM et al., (2008), demonstram que a silagem de grão úmido com utilização de uréia, após o início do processo de deterioração, ocorre aumento no valor do pH, entretanto com menos variações, em relação a utilização de soja e girassol. Reafirmando que, a adição de uréia na silagem de grão úmido melhora a composição bromatológica, melhora a estabilidade em aerobiose e diminui as perdas de matéria seca.

2.4 Utilização na Alimentação Animal

Segundo COSTA et al., (2004) a silagem de grãos úmidos de milho na alimentação animal no Brasil, cada vez mais pesquisas vem confirmando sua utilização como um importante componente energético da dieta para a maioria das espécies de interesse zootécnico.

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Em ruminantes alimentados com dietas a base de grãos possuem certa instabilidade na população microbiana, devido as variações na produção de AGV, diminuição do poder tamponante do rúmem, visto que há menos mastigação e produção de maiores níveis de propionato e butirato (GOBETTI et al., 2013).

Sobretudo, PASSINI et al., (2003), demonstraram que os parâmetros de fermentação ruminal e a degradabilidade do volumoso não sofreram influência com o uso do grão úmido. Conforme exposto por PIZZUTI et al., (2009) a utilização do grão úmido pelo grão seco não modificou o rendimento do desempenho de bezerras em fase de crescimento.

SILVA et al., (2007) salientam que ruminantes que são suplementados com silagem de grão úmido ingerem menos quantidade de alimento e são mais eficientes em comparação a utilização do grão seco, mas apresentam menor rendimento de carcaça.

IGARASI et al., (2008) em experimento com bezerros F1 Red Angus × Nelore, machos Inteiros em confinamento em tratamentos constituídos por dieta total com silagem de grão úmido de milho, como ingrediente energético principal, e dieta total com silagem de grão úmido de sorgo, como ingrediente energético principal descrevem que utilizando silagem de grão úmido de milho não altera as características físico-químicas de carcaças e maciez de carne de bovinos jovens em confinamento.

Em bovinos jovens submetidos a confinamento a silagem do grão úmido se mostra mais vantajosa, pois melhorou 9,7% a eficiência alimentar, mas não alterou as características de composição da carcaça (HENRIQUE et al., 2007).

De acordo com PASSINI et al., (2002), silagem de grão úmido de milho apresenta resultados satisfatórios quando adicionada em dietas de terminação em bovinos jovens confinados, visto que não prejudica o desempenho animal, melhora as características de rendimento da carcaça e qualidade da carne, onde níveis de 14% de PB na fase inicial podem ser reduzidos para 11% na fase de terminação sem prejudicar a carcaça ou a qualidade da carne.

Resultados semelhantes foram apresentados por PORTELLA & ALVES, (2002), demonstrando que em sistemas de produção mais especializados em engorda de novilhos para o abate precoce em condições de pastejo, no terço final exige suplementação energética alta, que pode ser suplementada através da

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silagem de grão úmido, tornando uma excelente alternativa para uso permanente em ganho em peso e acabamento de carcaça, sobretudo consideráveis reduções no custo por quilo da suplementação alimentar.

A utilização na alimentação de frangos de corte SARTORI, et al., (2002) afirmaram que o grão úmido pode ser substituído pelo grão seco em até 100% até os 21 dias de idade.

GONÇALVES et al., (2005) demonstraram que em sistemas de criação convencional e alternativo de frangos de corte, a silagem do grão úmido pode substituir até 60% do milho seco, sem prejudicar o desempenho, rendimento de carcaça e cortes, além de otimizar os índices econômicos.

A substituição do grão seco pelo grão úmido de milho em dietas de suínos demonstram não afetar o balanço de nitrogênio e energia, e também a silagem de grão úmido apresenta teores digestíveis de matéria seca, energia bruta e metabolizável superiores ao grão seco (SILVA et al., 2005).

Conforme também demonstrado por OLIVEIRA et al., (2004), o grão seco pode ser inteiramente substituído pelo grão úmido sendo viável na alimentação de suínos em fase de creche.

Coeficientes de digestibilidade total da matéria seca, energia e do nitrogênio da ração, em suínos suplementados com silagem de grão úmido podem apresentar em média 4% maiores comparado com aqueles que receberam milho seco. Demonstrando que a silagem de grãos úmidos de milho não promove um aumento na ocorrência de lesões gástricas e proporciona melhor desempenho devido seu maior valor alimentício, podendo sua substituição ser total do grão seco pelo grão úmido, resultados esses confirmados por LOPES et al., (2001).

De acordo com SOUZA (2001), em pesquisa realizada com suínos, a ração pronta deve ser consumida em um prazo máximo de 24 horas, pois a partir deste momento aumenta a temperatura do alimento e inicia o processo de deterioração reduzindo a qualidade do produto. Há a necessidade de misturar todos os dias, por conter alto teor de umidade, isto irá garantir uma alimentação de boa palatabilidade. A silagem de grãos úmidos de milho é um alimento que pode ser fornecido a todas as fases de suínos, sobretudo o arraçoamento depende de cada fase que se encontra os animais.

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O uso da silagem de grão úmido na alimentação de suínos em pequenas propriedades que são produtoras do grão torna-se bastante viável o uso deste processo para proporcionar bom retorno sobre o capital investido, devido à economia dos custos que a tecnologia permite (BACK, 2001).

2.5 Aspectos Nutricionais

Dados comparativos citados por GOBETTI et al., (2013), demonstra que o amido é uma molécula heterogênea, sendo constituído por dois polímeros de glicose, amilose (22 a 28%) e amilopectina (72 a 78%). Confrontando os resultando de KOTARSKI; WANISHA & THUR, (1992), onde demonstram que a proporção de amilose no grânulo de amido varia de 14-34%, enquanto a amilopectina varia de 70-80% do amido no grão de milho. Mas, estruturalmente, identificou-se que o grão de milho integral possui taxa de digestão de 62,6%, o grão quebrado de 65%, grão moído de 76,4% e o grão úmido de 86%.

A utilização de grão úmido em substituição ao grão seco na alimentação de cordeiros identificou maior ganho em peso de 167,6 versus 133,3 e 193,4 versus 135,6 g/dia, conversão alimentar de 5,57 versus 6,37 e 0,05 versus 6,68 e eficiência alimentar de 17,95 versus 15,69 e 19,79 versus 14,74, respectivamente (ÍTAVO et al., 2004).

BIAGGIONI et al., (2009), demonstraram que utilizando a silagem de grão úmido de milho na alimentação animal, há uma redução no consumo, entretanto observa-se ganhos significativos em relação a melhoria da eficiência alimentar, cerca de 9 e 25%, sendo confirmada por várias fontes na literatura, obtendo resultando ainda mais consistentes em relação a conversão alimentar.

A composição química da silagem de grão úmido de milho pode variar em função de teor de umidade no momento da ensilagem, proporção de sabugo presente entre outros fatores (RIBAS et al., 2009).

Há destaque em relação a composições nutricionais da silagem de grão úmido com 0,23% de fósforo total e 0,01% de cálcio, quando corrigidos para 87,45% de matéria seca (EMBRAPA, 1991).

Em utilização da silagem de grão úmido de milho, identificou-se que a presença acentuada de sabugo de milho, no máximo 10% não altera a qualidade

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da silagem em relação aos teores de MS, FDA e FDN, mas provoca redução nos teores de proteína e digestibilidade in vitro da matéria seca (JOBIM et al., 1997).

LAZZARI & LZAZZARI (2001) durante o processo fermentativo pode ocorrer perdas de energia e mudanças na solubilidade da proteína, principalmente em silagem de grãos com alta umidade, perdas leves na quantidade de matéria seca, proteína bruta e fibra bruta.

O milho com maior teor de óleo apresenta bom valor nutricional e conteúdo de energia digestível de 2.647 e 2.853 kcal kg-1, na forma de silagem de grão úmido de milho e silagem de milho seco reidratado respectivamente, em silagens para suínos, visto que, quanto maior o teor de oleio no hibrido de milho, maior será sua importância nutricional (SILVA, et al., 2006).

Segundo EMBRAPA (1991) demonstra que a digestibilidade da proteína da silagem de grão úmido de milho pode ser próxima a 96%, entretanto essa variação pode ser de até 35% quando se utiliza grão de milho.

2.6 Qualidade da SGUM em Função da Temperatura Interna

A temperatura interna da silagem tem um efeito bastante significativo, sendo considerado um dos fatores que mais influenciam qualquer sistema de armazenamento, visto que, o desenvolvimento da maioria das reações químicas aumenta a partir da elevação da temperatura interna, entretanto, temperaturas muito altas podem desenvolver a morte de microrganismos e inativação de enzimas, retardando as reações químicas necessárias. Já que a pressão desenvolvida internamente poder ter influência na qualidade final do produto, por isso a importância de não permitir trocas gasosas em ambiente externo. (BIAGGIONI et al., 2009).

De acordo com SOUZA (2001) a ração contendo silagem de grão úmido de milho tratada com inoculante durante sua elaboração, constatou que e de extrema importância que a ração seja consumida no máximo em 24 horas, visto que as 8, 12, 16 e 20 horas do primeiro dia a silagem manteve-se em 22ºC, no segundo dia ouve uma variação de 23-28ºC, já no terceiro dia a temperatura esteve entre 35-53ºC, e no quarto dia entre 46-47ºC, demonstrando o efeito da temperatura ambiente e desenvolvimento de microrganismos na silagem.

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De acordo com BIAGGIONI et al., (2009) demonstraram que o pH ideal deve estar na faixa de 3,8 a 4,2. Com a finalidade de se obter a melhor qualidade da silagem de grão úmido deve-se manter temperatura interna de 20/30ºC, resultando em menor produção de ácido acético. Já na ausência de pressão, 25ºC apresenta as melhores condições em relação a qualidade final do produto.

2.7 Silagem de Grão Úmido como Ração Total

Devido ao ter alto teor de umidade, dificuldades ou impossibilidades da silagem de grão úmido de milho em ração total são evidentes, sendo necessário seu preparo diário ao fornecimento aos animais, pois a partir dos poucos trabalhos realizados nesta área, identificou-se que é um produto que necessita ser consumido em um prazo máximo de 24 horas, quando retirado do silo (LEH, 2001).

Segundo JOBIM et al., (2008) afirmam a viabilidade da adição de grãos de soja na silagem de grão úmido de milho, com resultados positivos em relação ao aumento no teor de proteína bruta sem prejuízos para a conservação da silagem, alem de melhorar a silagem de milho, visto que os teores de amido podem ser reduzidos com adição grãos de soja, além de apresentar taxa de degradação mais lenta do que silagem de milho puro. Reafirmando que o uso de 20% de grãos de soja na silagem de grão úmido melhora a composição bromatológica e reduz a degradabilidade efetiva da matéria seca.

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3 RELATÓRIO DE ESTAGIO

3.1 Caracterização da Empresa

As atividades de estágio foram conduzidas nas dependências do Núcleo Avançado de Apoio à Transferência de Tecnologia, Regional Centro-Oeste da Embrapa Gado de Leite situado na Embrapa Arroz e Feijão, Rodovia GO-462, km 12, Zona Rural, município de Santo Antonio de Goiás – GO, como pode ser observado na figura 6, com extensão de 1.027 ha, Latitude: “16º28'00", Longitude: 49º17'00", Altitude: 823,00, com extensão de 46,6 ha. O clima da região é classificado como Aw, tropical de savana megatérmico.

A Embrapa Arroz e Feijão é um dos 37 Centros de Pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), empresa pública federal de direito privado, vinculada ao Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

A missão da Embrapa, como instituição de pesquisa, desenvolvimento e inovação atuando em nível nacional, é "viabilizar soluções de pesquisa, desenvolvimento e inovação para a sustentabilidade da agricultura em benefício da sociedade brasileira".

A visão de futuro, para o horizonte 2023, ano em que celebrará seu cinquentenário, é "ser um dos líderes mundiais na geração de conhecimento, tecnologia e inovação para a produção sustentável de alimentos, fibras e agroenergia".

Apresenta como objetivo garantir a competitividade e sustentabilidade da agricultura brasileira. Atingir um novo patamar tecnológico competitivo em agroenergia e biocombustíveis, intensificar o desenvolvimento de tecnologias para o uso sustentável dos biomas e integração produtiva das regiões brasileiras; Prospectar a biodiversidade para o desenvolvimento de produtos diferenciados e com alto valor agregado para exploração de novos segmentos de mercado e contribuir para o avanço da fronteira do conhecimento e incorporar novas tecnologias, inclusive as emergentes.

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Dentre as contribuições da unidade desça-se a garantia da competitividade e sustentabilidade da agricultura brasileira; contribuir para o avanço da fronteira do conhecimento e incorporar novas tecnologias, inclusive as emergentes; intensificar o desenvolvimento de tecnologias para o uso sustentável dos biomas e integração produtiva das regiões brasileiras.

A Embrapa Arroz e Feijão conta atualmente com um quadro de 310 empregados, distribuídos nas mais distintas categorias funcionais, com empregados capacitados principalmente nas áreas técnicas.

Desse contingente de empregados 57 (18,39%) são pesquisadores, 27 (8,71%) são técnicos de nível superior, que atuam no apoio de atividades de pesquisa e administração, e 226 (72,90%) são assistentes e auxiliares de operações.

Dos pesquisadores, 12 (21%) são pós-doutores, 39 (69%) doutores e 06 (10%) mestres. Além de empregados, a força de trabalho da Unidade é composta de aproximadamente 118 estagiários e bolsistas, além de 16 prestadores de serviços terceirizados, dos quais 02 prestam serviços técnicos, 10 atuam na higienização e 04 na vigilância.

O período de estágio compreendeu desde 16 de dezembro de 2013 a 14 de março de 2014, perfazendo 312 horas. O objetivo deste estágio foi acompanhar as atividades de pesquisa desenvolvidas no Núcleo Centro Oeste de Gado de Leite, sob a supervisão do Pesquisador Dr. Leovegildo Mattos de Oliveira.

3.2 Atividades Desenvolvidas

3.2.1 Produção de silagem de grão úmido de milho utilizando minisilos experimentais

A silagem de grão úmido de milho é uma alternativa para o armazenamento deste cereal, utilizada principalmente para avicultura e suinocultura, porém ainda pouco explorada para bovinocultura de corte e leite. O processo consiste na colheita do material com teor de matéria seca entre 35 a

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40%, contudo uma nova proposta seria a utilização do grão seco sendo reidratado antes da ensilagem.

Para o processo da ensilagem de grão úmido em minisilos utilizou-se como matéria prima principal milho em grão, quebrado em três ou quatro partes. Foram utilizados 30 minisilos, com cinco repetições para cada tratamento.

Utilizou-se cinco tratamentos para a confecção da SGUM: T1: silagem de grão úmido de milho (SGUM), T2: silagem de grão úmido acrescido com 1% de uréia (SGU1%), T3: silagem de grão úmido acrescido com 2% de uréia (SGU2%), T4: silagem de grão úmido com inoculante bacteriano a base de Lactobacillus

plantarum (SGULP), T5: silagem de grão úmido com inoculante bacteriano a base

de Lactobacillus buchneri (SGULB) e T6: silagem de grão úmido com ração completa (SGURC), com 5 repetições para cada tratamento, correspondendo a 30 minisilos.

Após a hidratação do grão, iniciou o processo de ensilagem a partir do tratamento 1 sendo denominado de controle, onde foi ensilado apenas o grão de milho hidratado, introduzindo o grão dentro do minisilos e compactando com um objeto de PVC, tipo pilão, realizando este processo de compactação até que o minisilo estivesse completamente cheio e conciso, e assim para os demais tratamentos.

Após o tempo de fermentação de 25 dias, os minisilos foram pesados para estimar as perdas gasosas em relação a matéria natural, alem das avaliação de aferição da temperatura interna, exposição da massa ensilada ao ar atmosférico, a fim de verificar a estabilidade aeróbica dos componentes dos tratamentos.

3.2.2 Utilização da parte aérea da mandioca em cultivo adensado para alimentação animal

A utilização da parte área da mandioca (Manihot esculenta Crantz) apresenta grande potencial para a alimentação animal, além dos resíduos de sua produção que podem ser utilizados como fontes de energia e proteína substituindo o milho e o farelo de soja na ração concentrada.

No intuito de atender a pequenos produtores, e devido a cultura local, iniciou-se no Núcleo Regional Centro Oeste da Embrapa Arroz e Feijão pesquisas

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relacionadas a produtividade de diversos cultivares de mandioca, para atender a demanda de informações de pequenos agricultores. Este experimento terá duração de dois anos.

O experimento está em andamento e é constituído por 8 clones de mandioca, 2 clones de mandioca mansa (mesa) e 6 de mandioca brava (indústria), sendo estes: 330/09 - indústria, 450/08 - mesa, 273/08 - mesa, 15/09 - indústria, 357/09 - indústria, 359/09 - indústria, 355/09 - indústria, 374/09 - indústria. Distribuídos em 3 blocos com 16 parcelas em cada bloco, 2 parcelas de cada material.

No dia 3 de fevereiro de 2014 foi realizada a primeira avaliação da produtividade da parte área das mandiocas, pois o primeiro corte foi feito por tempo, aos 4 meses, chamado de corte de uniformização. Foi retirada de cada parcela a área amostrável, ou seja, a área da parcela menos a bordadura de 60 cm, corte no centro da parcela e posteriormente avaliadas.

O restante dos materiais que não foram coletados e ficaram no campo foram cortados e triturados com ensiladeira acoplada ao trator e fornecida as vacas em lactação.

Dentre as variedades de mandioca a que mais apresentou maior proporção de folha foi à variedade 374/09 – indústria com relação folha/caule de 0,706, visto que, a produção de folha é o desejável para o fornecimento aos animais. E a variedade 357/09 - indústria apresentou a menos relação folha/caule com 0,442. Entretanto a variedade 450/08 de mesa apresentou 47.145 plantas m2.

3.2.3 Compostagem de carcaça

O manejo de compostagem de carcaça é realizado no Núcleo Avançado de Apoio à Transferência de Tecnologia no Centro-Oeste – Embrapa Gado de Leite desde agosto de 2012 seguindo as recomendações do Comunicado Técnico 61.

Recomenda-se que as pilhas sejam formadas por camadas sobrepostas com materiais orgânicos e palha, formando um “sanduíche” de várias camadas. A altura dessas pilhas varia de 1,50 a 1,80 m de altura; base da pilha com 3,0 a 4,0 m e comprimento variável, pois este depende da quantidade de material disponível em cada propriedade.

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O material vegetal utilizado é proveniente de restos de cultura da Embrapa Arroz e Feijão e outros Núcleos Avançados da Embrapa Soja e Embrapa Algodão, restos de silagem, capim seco e podas de jardim. Além de animais mortos, são acrescentados à compostagem, esterco seco, esterco líquido que contribui para umedecer a pilha principalmente na época seca do ano, restos de abates experimentais realizados por Núcleo Regional da Embrapa Cerrados, ovários utilizados para aspiração pelo Laboratório de Reprodução Animal da Embrapa Cenargen.

As análises físico-química e microbiológica são realizadas de acordo com o recomendado no Comunicado Técnico 61, respeitamos o período de 4-6 meses para verificar se as carcaças e outros materiais acrescentados à pilha estavam totalmente decompostos.

Para amostragem da compostagem, é utilizado um trado holandês e as amostras retiradas em zigue-zague. As amostras simples foram homogeneizadas para a obtenção de uma amostra composta que foi peneirada em peneira de malha de 2 mm.

A amostra físico-química foi realizada em um laboratório particular de Goiânia e a microbiológica enviada para a Embrapa Gado de Leite em Juíz de Fora e as análises feitas pelo Dr. Marcelo Otênio.

3.3 Atividade Especifica

3.3.1 Produção de silagem de grão úmido de milho utilizando minisilos experimentais

Para o processo da ensilagem de grão úmido em minisilos utilizou-se como matéria prima principal milho em grão, quebrado em três ou quatro partes em moinho martelo utilizando peneira de 1,5 mm, conforme NUMMER FILHO (2001). Foram pesadas três amostras do material (milho) com aproximadamente 1 kg e levadas a estufa de ventilação forçada, a temperatura de 60ºC por 72 horas, para determinação da primeira porcentagem de matéria seca (%MS) antes da

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hidratação. Após este período de secagem os materiais foram novamente pesados e foi calculada a %MS, pela fórmula:

%ASA = (AS x 100) / AU

Onde:

ASA = amostra seca ao ar (%);

AS = amostra seca, depois de retirada da estufa (g); AU = amostra úmida, antes de colocar na estufa (g).

O teor de médio de matéria seca do cereal foi de 96,64%.

Para a realização da SGUM foram utilizados 30 minisilos, com cinco repetições para cada tratamento. Os minisilos são constituídos de cano PVC de 30 cm de altura e 10 cm de diâmetro interno, com tampas e fundos móveis, fixados por braçadeiras, com capacidade de 2,5kg.

Os tubos e as tampas foram pesados, identificados com etiquetas de cada tratamento. No fundo dos minisilos, foram colocados 350 g de areia número 01 ou fina, além de tecido de algodão cortados de forma circular com mesmo diâmetro do fundo do minisilo, juntamente com filtro constituído por tela, ilustração representativa, através da figura 1. Após a montagem do aparato, os minisilos foram novamente pesados, tendo assim o peso exato do conjunto.

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Fonte: Arquivo pessoal, (2014).

Figura 1. Aparatos para coleta de efluente. Areia fina, tecido de algodão cortados de forma circular com mesmo diâmetro do fundo do minisilo e clarite, respectivamente.

As tampas dos minisilos possuem uma pequena perfuração por onde se introduziu o bico de Bunsen, com finalidade de liberação de gases da fermentação.

Quando os minisilos já estavam todos prontos com os aparatos, foram pesados, identificados com etiqueta e pesados sem a tampa, entretanto a tampa foi pesada separadamente dos minisilos e também identificadas de acordo com cada um, ilustração representativa, através da figura 2.

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Fonte: Arquivo pessoal, (2014).

Figura 2. Tampas dos minisilos. (A) Perfuração na tampa. (B) Bico de Bunsen. (C) Tampa com o bico de Bunsen. (D) Tampas dos minisilos com os

aparatos e identificadas individualmente.

Utilizou-se cinco tratamentos para a confecção da SGUM: T1: silagem de grão úmido de milho (SGUM), T2: silagem de grão úmido acrescido com 1% de uréia (SGU1%), T3: silagem de grão úmido acrescido com 2% de uréia (SGU2%), T4: silagem de grão úmido com inoculante bacteriano a base de Lactobacillus

plantarum (SGULP), T5: silagem de grão úmido com inoculante bacteriano a base

de Lactobacillus buchneri (SGULB) e T6: silagem de grão úmido com ração completa (SGURC), com 5 repetições para cada tratamento, correspondendo a 30 minisilos.

Após moagem grosseira em três partes, o material foi reidratado na proporção de 30% de água para cada 100 kg de milho moído, o período de hidratação foi de 2 horas, realizado em todos os tratamentos, com amostragem para determinação da MS, conforme é exposto na tabela 1.

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Tabela 1. Porcentagem de matéria seca de cada tratamentos, antes processo de ensilagem. Tratamento % MS SGU 73,13 SGU1% 72,57 SGU2% 74,18 SGULP 76,17 SGULB 73,84 SGURC 81,21

Fonte: Arquivo pessoal, (2014).

Após a hidratação do grão, iniciou o processo de ensilagem a partir do tratamento 1 sendo denominado de controle, onde foi ensilado apenas o grão de milho hidratado, introduzindo o grão dentro do minisilos e compactando com um objeto de PVC, tipo pilão, realizando este processo de compactação até que o minisilo estivesse completamente cheio e conciso.

Para o preparo da T2: SGU1% misturou-se a uréia com o grão úmido utilizando caixa plástica que obtenção de material homogêneo, em seguida realizou o mesmo processo de ensilagem, o preparo das demais ensilagens com seus respectivos tratamentos. Nos tratamentos que continham inoculantes bacterianos, fez-se a diluição dos mesmos de acordo com as recomendações do fabricante, diluído na água de hidratação. Visto que a inoculação pode ser feita em água de reidratarão ou diluída em água pulverizada sob a massa ensilada a cada 10 cm na camada do grão moído, e quanto melhor a distribuição do inoculante, melhor será também a qualidade da silagem (SOUZA, 2001).

Já o tratamento SGURC, tem a finalidade de simular a ração total, pois se constitui em mistura de 57,5% grão úmido de milho hidratado; 36,0% de soja grão moída; 2,0% de uréia, 1,5% de sal branco e 3,0% de núcleo mineral para vacas em lactação, visto que todos os ingredientes foram devidamente misturados para obtenção de mistura homogênea e ensilados como os demais.

Após a ensilagem os minisilos foram pesados, vedados e pesados novamente, posicionados aleatoriamente de forma casualizada, sobre uma mesa

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de laboratório em ambiente com temperatura média ±26ºC até o momento da abertura dos minis silos, ilustração representativa, através da figura 3.

Fonte: Arquivo pessoal, (2014).

Figura 3. Posicionamento aleatório dos minisilos sobre a mesa de forma casualizada até o momento da abertura.

Com o restante do milho de cada tratamento, retirou-se 3 amostras de aproximadamente de 400 g cada e foram colocadas em sacos de papel, onde uma amostra de cada repetição dos tratamentos foi utilizada para análise de matéria seca a 65ºC, as outras duas amostras que foram coletas permaneceram guardas para demais análises bromatológicas. Apos às 72 horas em estufa de ventilação forçada, retirou-se as amostras de cada tratamento com as 5 repetições por tratamento, totalizando 30 amostras que foram pesadas, obtendo a matéria seca de todos os tratamentos ensilados com suas respectivas repetições.

Após o tempo de fermentação de 25 dias, os minisilos foram pesados para estimar as perdas gasosas em relação a matéria natural, como demonstrado através da Tabela 6, estimado de acordo com a formula:

PG = (PSI – PSF) / MNI x 100 Onde:

PG = perdas por gases em % da MN;

PSI = peso do silo inicial, após vedação, ao fechar (kg); PSF = peso do silo final, após fermentação, na abertura (kg); MNI = quantidade de forragem ou matéria natural ensilada (kg).

(43)

Os minisilos foram pesados fechados e pesado novamente após a abertura, observou-se se havia algum tipo de perda na parte superior da tampa, sendo descartados 2 cm da camada superficial, e aferida a temperatura interna, ilustração demonstrativa através da figura 4, e só então retirou-se o material ensilado até o aparato inferior, pesando-os para verificar a perda por efluentes, como demonstrado através da tabela 2, conforme formula:

PE = (PSAF – PSAI) / MNI x 100 Onde:

PG = produção de efluentes (kg de efluente em % da MN); PSAF = peso do conjunto minisilo e aparato após abertura (kg);

PSAI = peso do conjunto minisilo e aparato antes da ensilagem do material (kg); MNI = quantidade de forragem ou matéria natural ensilada (kg)

Fonte: Arquivo pessoal, (2014).

Figura 4. (A) Pesagem dos minisilos de cada tratamento antes da abertura. (B) Perda na parte superior dos minisilos. (C) aferição da temperatura interna. (D) Descarte de 2 cm da camada superficial dos minisilos.

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Tabela 2. Estimativas de perdas gasosas por diferença de peso, por efluentes e totais em silagem de grão úmido de milho.

Tratamento % Perdas Gasosa % Perdas por Efluente % Perdas Totais SGU 1,38 0,26 1,64 SGU1% 1,60 0,27 1,87 SGU2% 0,62 0,35 0,96 SGULP 0,31 0,26 0,57 SGULB 0,98 0,20 1,18 SGURC 0,00 0,22 0,22

Fonte: Arquivo pessoal, (2014).

Para aferição da temperatura ambiente e temperatura interna dos minisilos foram utilizados um termômetro digital THERMOMETER. E na pesagem dos materiais como minisilos e suas tampas, volume de uréia e inoculentes usou balança analítica digital TECNAL.

Na ocasião de abertura dos minisilos e homogeneização da silagem de três repetições, foram retiradas amostras de cada um, para análise do pH e avaliação bromatológica do alimento. As amostras foram devidamente identificadas, sendo a primeira parte colocada em sacos de plásticos transparentes e lacrados então congeladas para futuras análise e a segunda parte acondicionada em saco de papel e pesadas para realizar a matéria seca em estufa de ventilação forçada a temperatura de 60 ºC por 72 horas, como identifica-se através da tabela 3, com destaque na pequena elevação na avaliação de matéria seca da SGUM1% e SGUM2% em comparação com os mesmos tratamentos da tabela 1.

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