26 DE OUTUBRO DE 2020
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Análises por Thales Inada
Influências do
Mercado Tradicional
No Brasil tivemos uma semana de alta no IBOV puxada principalmente pelos bancos, mas as principais bolsas do mundo tiveram uma correção causada pela segunda onda do COVID que vem se intensificando.
O dólar apesar de alguma movimentação, ficou a semana toda oscilando ao redor dos R$ 5,60. Com a chegada das eleições dos EUA devemos ter algum direcionamento do dólar.
Então podemos considerar que essa semana as criptomoedas descolaram do mercado tradicional, pois tivemos uma semana de forte alta e inclusive marcada pela máxima do ano em dólares e máxima histórica em reais. Portanto hoje vamos comentar sobre esse otimismo do mercado e até onde podemos ter alguma correção saudável para entradas atrasadas no curto prazo.
Tendências
T E R M O D A S E M A N A
Provavelmente você já ouviu essa palavra, mas o que ela realmente significa? Como definir uma tendência? Parece fácil olhar para o gráfico e falar que estamos em uma “tendência de alta”, mas precisamos identificar algumas características.
Resumidamente, devemos observar os topos e fundos. Se tivermos topos e fundos mais altos do que os anteriores, temos uma tendência de alta. Do mesmo jeito que topos mais baixos e fundos mais baixos, definem uma tendência de baixa.
Portanto uma tendência lateral pode ser caracterizada por topos mais baixos e fundos mais altos. No BTC tivemos todos esses casos no gráfico semanal.
Vale lembrar também que quanto maior o prazo, mais forte será a tendência. Portanto nossa referência principal pode ser a tendência do gráfico semanal.
Visão Geral
Após a máxima do ano no BTCUSD dia 21, ontem tivemos a máxima renovada. Assim também marcamos uma nova máxima histórica no BTCBRL, mais precisamente em R$ 74.489.
Essa alta do BTC com certeza puxou todo o mercado, mas notem que em fortes movimentos, as altcoins tendem a se desempenhar um pouco pior.
A exceção essa semana certamente ficou para a LTC. Quem acompanha nosso relatório, mais precisamente no dia 21 de setembro, pegou essa dica. Portanto hoje vamos atualizar sua posição na altcoin da semana.
Apesar desse marco do mercado, devemos tomar um pouco de cuidado com a visão geral, principalmente usando como base a capitalização total do mercado que vamos analisar a seguir.
CRIPTO
% 7 DIAS
+13,19%
+8,83%
+7,35%
+23,61%
+0,38%
Bitcoin
Bitcoin Cash
Ethereum
Litecoin
PAXG
*25/10/2020 Variação percentual dos preços em USD. Fonte: www.tradingview.com
+4,49%
Capitalização
total do mercado
Com a alta do BTC essa semana, tivemos uma forte alta no Total Market Capitalization. Então também temos uma nova máxima no ano e inclusive superamos a máxima de 2019, o que ainda não aconteceu no bitcoin.
Apesar disso, por enquanto estamos apenas testando essa resistência, ainda não conseguimos rompê-la nitidamente assim como no BTCUSD.
Certamente os USD 400 bilhões é um patamar bem importante para o mercado, pois depois dele, não temos resistências muito bem definidas.
Podemos considerar as próximas resistências intermediárias em USD 430 e 475 bi. Mas caso venha alguma correção, primeiro suporte em USD 350 bi e depois um bem importante apenas em USD 300 bi.
Bitcoin pelo mundo
Apesar da nova máxima do ano ontem, ainda não conseguimos retomar a alta. Será que já frustramos a continuidade do movimento? Certamente não é um sinal positivo, mas ainda não caracteriza uma frustração.
Primeiro pois geralmente não temos fortes movimentos aos finais de semana e segundo pois o volume nesta tentativa não foi tão relevante.
Apesar disso, podemos sim corrigir um pouco, mas por enquanto estamos apenas prolongando uma congestão. Se viermos a corrigir, primeiro suporte relevante apenas em USD 12.000.
De forma geral, enquanto nos mantivermos próximos dos USD 13.000, temos boas chances de rompê-lo. Em caso de continuidade da alta, devemos analisar um período maior, como o gráfico semanal a seguir.
Nesse período fica bem nítida como conseguimos romper os USD 12.000 com um movimento amplo e bom volume na semana. Esse movimento certamente demonstrou uma confiança do mercado.
Agora essa antiga resistência nos serve como suporte. Uma correção para os USD 12.000 ainda seria bem saudável por não perdermos o topo anterior.
Então devemos ficar atentos com esse possibilidade pois estamos testando a máxima de 2019. Podemos considerar esse pico até por volta dos USD 14.000.
Caso consiga rompê-lo, podemos ter um caminho bem amplo e sem muitas resistências relevantes até o topo histórico dos USD 20.000.
Nesse período também fica bem nítida a tendência de alta com os topos e fundos ascendentes desde o fundo do ano.
Bitcoin no Brasil
Máxima histórica em reais renovada ontem, praticamente nos R$ 74.500. Será que vamos ter uma nova máxima em breve?
Não tivemos um topo marcante com pico de volume, então é perfeitamente possível. Também não tivemos uma correção mais significativa até o momento, então seguimos o ritmo e mantemos as expectativas.
Em reais podemos até esboçar um canal de alta no gráfico diário. Seu topo fica por volta dos R$ 75.000, estamos quase lá. Os próximos alvos comentaremos no gráfico semanal. No caso de um correção, temos como primeiro suporte o antigo topo histórico dos R$ 70.000. Se testarmos o topo do canal e logo em seguida perder este suporte, é possível uma correção mais significativa.
Devido a superação da máxima histórica do BTCBRL, não temos mais histórico de preços para utilizarmos como referência.
Então uma das soluções é adaptar os próximos alvos conforme os valores em dólares. Outra solução é extrapolarmos longas linhas de tendência.
Supondo que o BTCUSD busque até os USD 14.000 e o dólar se mantenha por volta dos R$ 5,60, temos um alvo teórico de R$ 78.400. Lembrando que sempre temos um pequeno ágio em relação ao real.
Levando em consideração um canal histórico do BTCBRL é possível inclusive buscarmos o topo do canal verde. Nesse caso o alvo fica bem ambicioso, pois no momento está por volta dos R$ 83.000.
Em nossa última análise da LTC do dia 21 de novembro, comentamos que estávamos sobre uma Linha de Tendência de Alta (LTA). Após uma tentativa frustrada de perdê-la, tivemos uma ótima reação do mercado nas últimas semanas.
Por um período, respeitamos a resistência dos USD 50,00 mas com a alta do BTC essa semana, conseguimos rompê-la e desencadear essa forte alta. Desde a última análise, chegamos a subir mais de 30%.
Fazendo um leve ajuste da Linha de Tendência de Baixa (LTB), podemos considerar que estamos exatamente sobre ela agora. Portanto muita cautela no momento, ainda mais depois de uma alta como essa.
A resistência superada dos USD 50,00 agora nos serve como suporte. Podemos considerar que inclusive coincide com a LTA. Por outro lado, se rompermos a LTB, devemos sair desta longa tendência lateral da LTC dos últimos anos.
Assim como na LTCUSD, na LTCBRL também tivemos uma semana de tentativa de perda da LTA, mas que reagiu continuamente nas semanas seguintes.
Na Litecoin, ainda não tivemos uma superação da máxima do ano assim como tivemos no BTC, mas estamos perto. Para a LTCBRL a máxima do ano foi marcada por dois topos nos R$ 375.
Portanto esta é nossa próxima resistência mais relevante. Como ela ainda está cerca de 15% do patamar atual, muita calma, pois podemos não chegar nela tão rápido.
Por outro lado, agora o suporte mais próximo ficou um pouco distante, por volta dos R$ 280. Inclusive coincidindo com a LTA.
De forma geral, enquanto não perdermos a LTA, certamente seguimos otimistas com a prata digital.