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José Fernando da Costa Oliveira

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Academic year: 2021

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(1)

etodos de Decis˜

ao

Jos´

e Fernando da Costa Oliveira

Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Novembro de 2009

(2)

Documento exigido pelo no2 al´ınea b) do Arto8odo Decreto-Lei no239/2007, de 19 de Junho que aprova o regime jur´ıdico do t´ıtulo acad´emico de agre-gado.

(3)

1 Introdu¸c˜ao 1

2 A unidade curricular 5

2.1 A ´area cient´ıfica da Investiga¸c˜ao Operacional . . . 6

2.2 O Mestrado Integrado em Engenharia do Ambiente (MIEA) . 7 2.3 M´etodos de decis˜ao no plano curricular do MIEA . . . 10

3 O contrato 15 3.1 Programa detalhado . . . 16

3.2 Objectivos, competˆencias e objectivos de aprendizagem . . . 20

3.2.1 Objectivos. . . 21

3.2.2 Competˆencias . . . 21

3.2.3 Objectivos de aprendizagem . . . 23

3.3 Bibliografia e outro material de apoio `a aprendizagem . . . . 31

3.3.1 Introdu¸c˜ao ao Apoio `a Decis˜ao e `a Investiga¸c˜ao Ope-racional (IO) . . . 31

3.3.2 Teoria da Decis˜ao . . . 32

3.3.3 Modeliza¸c˜ao de problemas de Programa¸c˜ao Linear e Inteira . . . 32

3.3.4 Programa¸c˜ao Linear . . . 34

3.3.5 Programa¸c˜ao Inteira . . . 34

3.3.6 Problemas de fluxos em redes . . . 35

3.3.7 Problemas de decis˜ao multicrit´erio . . . 37

3.3.8 Filas de Espera . . . 39

3.3.9 Simula¸c˜ao . . . 39

3.4 Software . . . 40

3.5 Avalia¸c˜ao . . . 41

(4)

3.7 Apoio `a unidade curricular na internet . . . 42

4 M´etodos pedag´ogicos e de avalia¸c˜ao 47 4.1 Aprendizagem centrada no estudante . . . 47

4.2 As aulas . . . 52

4.3 Os materiais pedag´ogicos . . . 55

4.3.1 Materiais project´aveis . . . 56

4.3.2 Objectos de aprendizagem . . . 57

4.3.3 Problemas e exerc´ıcios . . . 59

4.3.4 Exames de anos anteriores. . . 59

4.4 A avalia¸c˜ao formativa . . . 59

4.5 A avalia¸c˜ao sumativa . . . 63

4.6 Os resultados . . . 65

4.6.1 Avalia¸c˜ao dos estudantes . . . 65

4.6.2 A avalia¸c˜ao da unidade curricular e dos docentes . . . 69

5 Abordagem ao programa 73 5.1 Introdu¸c˜ao ao Apoio `a Decis˜ao e `a Investiga¸c˜ao Operacional (IO) . . . 73

5.2 Teoria da Decis˜ao . . . 74

5.3 Modeliza¸c˜ao . . . 77

5.4 Programa¸c˜ao Linear . . . 79

5.5 Programa¸c˜ao inteira . . . 81

5.6 Problemas de fluxos em redes . . . 82

5.6.1 Problemas de transportes . . . 82

5.6.2 Problemas de afecta¸c˜ao . . . 83

5.6.3 Problemas de fluxo m´aximo . . . 83

5.6.4 Problemas de caminho m´ınimo . . . 84

5.6.5 Problemas de determina¸c˜ao da ´arvore geradora de custo m´ınimo . . . 85

5.6.6 Outros problemas em redes . . . 85

5.7 Problemas de decis˜ao multicrit´erio . . . 86

5.8 Filas de espera . . . 87

5.9 Simula¸c˜ao . . . 89

6 Coment´arios finais 93

(5)
(6)
(7)

Introdu¸

ao

O presente relat´orio versa a unidade curricular de M´etodos de Decis˜ao do Mestrado Integrado em Engenharia do Ambiente da Faculdade de Engenha-ria da Universidade do Porto.

Esta unidade curricular situa-se no 3o ano curricular no plano de es-tudos e este relat´orio baseia-se na experiˆencia concreta da sua lecciona¸c˜ao desde o ano lectivo de 2006/2007, o seu primeiro ano de funcionamento dado que o curso admitiu pela primeira vez estudantes no ano lectivo de 2004/2005. Apesar da docˆencia desta unidade curricular estar apenas no seu quarto ano, ela capitaliza a experiˆencia de 20 anos de ensino na ´area da Investiga¸c˜ao Operacional, em contextos que v˜ao desde a forma¸c˜ao profissio-nal at´e aos programas doutorais, passando naturalmente pelas licenciaturas e mestrado pr´e-Bolonha e pelos actuais Mestrados Integrados e Mestrados Independentes.

A docˆencia de M´etodos de Decis˜ao ´e partilhada com a Profa Maria Ant´onia Carravilla, colega da FEUP com quem tenho o privil´egio de par-tilhar com frequˆencia a minha actividade lectiva na ´area da Investiga¸c˜ao Operacional, desde h´a j´a muitos anos. Com ela fui descobrindo formas no-vas de ensinar, com ela constru´ı materiais de apoio aos estudantes, com ela desenhei programas curriculares e m´etodos de avalia¸c˜ao inovadores. Assim, ao longo deste relat´orio adoptarei a primeira pessoa do plural para descrever e relatar o funcionamento desta unidade curricular porque, antes de mais, este foi e ´e um trabalho de equipa. Uma equipa que tem crescido, com ou-tros colegas a quererem partilhar a vis˜ao, as estrat´egias e os m´etodos que aqui relato, e onde n˜ao posso deixar de referir os Profs. Miguel Gomes, Jo˜ao Claro e Manuel Pina Marques, e com jovens estudantes de

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doutora-mento, que nos apoiam nas aulas pr´aticas, a serem formados e a adoptarem como sua esta forma de ensino, como as EngasMarta Rocha e Vera Migu´eis. S˜ao formas exigentes, trabalhosas, que exigem aos docentes muitas horas de trabalho fora das aulas, mas que tˆem o retorno ´ımpar do entusiasmo dos estudantes pela unidade curricular e pela ´area da Investiga¸c˜ao Operacional, materializado em aprendizagens s´olidas.

N˜ao posso deixar de referir as oportunidades de forma¸c˜ao pedag´ogica que a Faculdade de Engenharia me proporcionou ao longo destes anos, com os mais reputados especialistas mundiais, sem as quais nunca teria havido a ousadia de navegar por mares desconhecidos e chegar a novos mundos. N˜ao posso deixar de referir um epis´odio em que, quando eu e a Profa Maria Ant´onia nos dirig´ıamos h´a uns anos atr´as para uma sala de aula, carregados com materiais para fazer um jogo did´atico, por sinal um jogo criado no MIT e bem conhecido no mundo inteiro, um colega passa por n´os no corredor e co-menta, jocosamente: “Ent˜ao v˜ao brincar com os meninos?”. Felizmente s˜ao cada vez mais os colegas que aproveitam as oportunidades de forma¸c˜ao que a Faculdade de Engenharia propicia, com um evidente retorno na forma¸c˜ao dos nossos estudantes.

O presente relat´orio divide-se em 4 cap´ıtulos principais, para al´em desta introdu¸c˜ao e de um cap´ıtulo de coment´arios finais. Tive a preocupa¸c˜ao de organizar este relat´orio de forma a compartimentar, tanto quanto poss´ıvel, os aspectos mais relacionados com os conte´udos da unidade curricular, de forma a que um n˜ao especialista em Investiga¸c˜ao Operacional possa ler com fluˆencia este relat´orio, uma vez que muito do que aqui se apresenta ´e utiliz´avel e mape´avel no contexto de outras unidades curriculares. Assim, o cap´ıtulo 5 ´e acess´ıvel apenas a especialistas em Investiga¸c˜ao Operacional, mas todos os outros cap´ıtulos podem ser lidos e compreendidos por qualquer docente do ensino superior, com a excep¸c˜ao da sec¸c˜ao3.3, que ´e dedicada `a bibliografia.

A seguir a esta introdu¸c˜ao surge ent˜ao o cap´ıtulo “A unidade curricu-lar” (cap´ıtulo 2). Neste cap´ıtulo apresento aquilo que se pode considerar o caderno de encargos de um docente que seja chamado `a responsabilidade da lecciona¸c˜ao da unidade curricular. Introduzindo a ´area da Investiga¸c˜ao Operacional, onde os conte´udos de M´etodos de Decis˜ao se inserem, apresenta tamb´em o curso a que a unidade curricular pertence e descreve os objectivos e o programa sucinto previstos no seu plano de estudos para M´etodos de Decis˜ao. O cap´ıtulo seguinte, designado “O contrato”, aborda j´a as

(9)

esco-lhas que s˜ao da total responsabilidade do docente que tiver que leccionar a unidade curricular, mas que s˜ao pr´evias `a lecciona¸c˜ao propriamente dita. ´

E aquilo a que poder´ıamos chamar a est´atica da unidade curricular e cor-responde `a ficha de unidade curricular, bastante estendida, que segundo as normas da Universidade do Porto deve ser publicada antes do in´ıcio das aulas. Aqui se fala do programa detalhado, dos objectivos, competˆencias e objectivos de aprendizagem, da bibliografia e restante material de apoio `a aprendizagem, do “software”, dos m´etodos e formas de avalia¸c˜ao, do plano e calendariza¸c˜ao da unidade curricular e, finalmente, dos instrumentos de apoio na internet `a lecciona¸c˜ao da unidade curricular. O cap´ıtulo 4aborda a dinˆamica do processo de ensino/aprendizagem. N˜ao sou neutro nesta quest˜ao e advogo e defendo estrat´egias pedag´ogicas centradas nos estudan-tes e nas suas aprendizagens. Assim, come¸co por fundamentar esta op¸c˜ao, com base em literatura cient´ıfica da ´area das Ciˆencias da Educa¸c˜ao, nos mais recentes documentos relacionados com o processo de Bolonha e em reputa-dos especialistas internacionais nestas quest˜oes. Seguidamente desenvolvo a aplica¸c˜ao destes conceitos atrav´es da forma como organizamos as aulas, como utilizamos os materiais pedag´ogicos e como levamos a cabo a avalia¸c˜ao, quer na sua vertente formativa quer na sua vertente sumativa. A avalia¸c˜ao desempenha um papel crucial no sucesso destes m´etodos pedag´ogicos, uma vez que os estudantes, como todos os seres vivos, se orientam por sistemas de puni¸c˜ao e recompensa. O grande desafio, em que que acredito termos tido sucesso, ´e fazer com que os estudantes, mesmo quando falham (com a inevit´avel “puni¸c˜ao” na classifica¸c˜ao), sintam que melhoraram e que, por-tanto, s˜ao dessa forma recompensados. O segundo factor chave de sucesso est´a em garantir que quem falha e aprendeu tem ainda outra oportunidade. Tal ´e feito com grande rigor e disciplina, at´e porque defendemos a cria¸c˜ao nos estudantes de h´abitos de rigor e correc¸c˜ao, de fazer bem `a primeira, mas com esta forma de avalia¸c˜ao h´a uma inter-penetra¸c˜ao entre a avalia¸c˜ao su-mativa e forsu-mativa. O cap´ıtulo4termina com a apresenta¸c˜ao dos resultados da unidade curricular, dos estudantes e dos docentes, medidos atrav´es dos inqu´eritos pedag´ogicos e das classifica¸c˜oes dos estudantes. No cap´ıtulo 5, chamado “Abordagem ao programa”, apresento uma esp´ecie de mini-gui˜oes para as aulas dedicadas a cada t´opico do programa. Aqui se integram as metodologias pedag´ogicas com os materiais pedag´ogicos, consistindo este cap´ıtulo num autˆentico script que poderia acompanhar os nossos materiais

(10)

pedag´ogicos, funcionando como um manual de instru¸c˜oes para a sua uti-liza¸c˜ao.

(11)

A unidade curricular

Neste cap´ıtulo iremos apresentar o que se poderia designar como o “caderno de encargos” desta unidade curricular, isto ´e, o curso onde ela se insere, o seu enquadramento no plano curricular do curso, os objectivos para ela pretendidos e o programa sucinto. Estes elementos provˆem sobretudo do documento apresentado `a Direc¸c˜ao-Geral do Ensino Superior para efeitos de registo do curso, aquando da sua adequa¸c˜ao a Bolonha. ´E tamb´em feita uma breve descri¸c˜ao da ´area da Investiga¸c˜ao Operacional, onde tˆem origem os conte´udos program´aticos de M´etodos de Decis˜ao.

´

E deste ponto que qualquer docente, a quem seja atribu´ıda a lecciona¸c˜ao da unidade curricular, ter´a que partir. N˜ao podemos deixar de citar o n´umero 1 do artigo 65o do Estatuto da Carreira Docente (Decreto-Lei n.o 205/2009 de 31 de Agosto), que ap´os come¸car por consagrar no artigo 64o a liberdade de orienta¸c˜ao e de opini˜ao cient´ıfica na lecciona¸c˜ao das mat´erias ensinadas, ressalva que tal deve ser feito no contexto dos programas resul-tantes da coordena¸c˜ao a que se refere o artigo 65o:

“Os programas das unidades curriculares s˜ao fixados de forma coordenada pelos ´org˜aos legal e estatutariamente competentes de cada institui¸c˜ao de ensino superior.”

Assim, compete a cada docente instanciar e detalhar os conte´udos pro-gram´aticos e os objectivos de cada unidade curricular, usando para tal os m´etodos pedag´ogicos, onde se inclui o sistema de avalia¸c˜ao, que considere que melhor se adaptam ao contexto que ´e definido para a unidade curricular .

(12)

2.1

A ´

area cient´ıfica da Investiga¸

ao Operacional

A unidade curricular de M´etodos de Decis˜ao insere-se na ´area cient´ıfica mais vasta da Investiga¸c˜ao Operacional.

Embora n˜ao haja uma “defini¸c˜ao oficial” para Investiga¸c˜ao Operacional, esta pode ser descrita como uma abordagem cient´ıfica `a resolu¸c˜ao de pro-blemas associados `a gest˜ao de sistemas complexos1. Uma outra defini¸c˜ao ´e proposta pelo “INFORMS – The Institute for Operations Research and the Management Sciences”, no seu s´ıtio dedicado `a apresenta¸c˜ao e divulga¸c˜ao da Investiga¸c˜ao Operacional2: ‘ ‘Investiga¸c˜ao Operacional ´e a aplica¸c˜ao de m´etodos anal´ıticos avan¸cados para apoiar a tomada de melhores decis˜oes”. Ou ent˜ao, como o nome da pr´opria campanha de divulga¸c˜ao assume, ‘ ‘The science of better”.

A Investiga¸c˜ao Operacional lida fundamentalmente com a estrutura¸c˜ao, modeliza¸c˜ao e resolu¸c˜ao de problemas relacionados com processos de de-cis˜ao. Como tal est´a vocacionada para o apoio `a escolha e implementa¸c˜ao de solu¸c˜oes mais efectivas que, tipicamente, envolvem interac¸c˜oes complexas entre pessoas, materiais, dinheiro e outros recursos. A pr´atica da Inves-tiga¸c˜ao Operacional obriga n˜ao s´o a uma interac¸c˜ao com os sistemas que se pretende abordar, tal como todas as ciˆencias aplicadas, mas tamb´em com os agentes que especificam, projectam, constroem, operam e gerem esses sistemas, isto ´e, com todos os que alguma vez no processo s˜ao agentes de decis˜ao. Por outro lado, a Investiga¸c˜ao Operacional caracteriza-se por uma abordagem racional aos processos de decis˜ao e, sempre que poss´ıvel, quanti-tativa, recorrendo para tal a um conjunto de modelos, t´ecnicas e algoritmos verdadeiramente diversificados e com origem em v´arias ´areas cient´ıficas. De entre estas destacam-se naturalmente a Matem´atica e a Inform´atica.

A Investiga¸c˜ao Operacional tem sido intensivamente utilizada na Eco-nomia, Gest˜ao, Ind´ustria, Administra¸c˜ao P´ublica, etc. Muitos m´etodos anal´ıticos tˆem surgido e evolu´ıdo, como por exemplo: programa¸c˜ao ma-tem´atica, simula¸c˜ao, teoria de jogos, teoria das filas de espera, an´alise de redes, teoria da decis˜ao, an´alise multicrit´erio, etc., que tˆem aplica¸c˜oes po-derosas em in´umeros problemas pr´aticos.

Este car´acter transversal face a todas as ´areas de aplica¸c˜ao tornam-na

1cf. P´agina web da Associa¸ao Europeia de Investiga¸ao Operacional:

http://www. euro-online.org

2

(13)

numa mat´eria natural no curriculum de qualquer curso de Engenharia. Por outro lado, ao envolver processos de decis˜ao, n˜ao se limita `as aplica¸c˜oes da Engenharia e lan¸ca pontes e intersec¸c˜oes claras com algumas Ciˆencias Sociais. Esta dupla personalidade torna ent˜ao a ´area cient´ıfica da Inves-tiga¸c˜ao Operacional incontorn´avel em cursos superiores de Engenharia, e, no presente caso, de Engenharia do Ambiente.

No entanto, a unidade curricular que ´e objecto do presente relat´orio tem o nome de M´etodos de Decis˜ao, e n˜ao Investiga¸c˜ao Operacional. De facto, ao designar a unidade curricular por M´etodos de Decis˜ao, procurou-se salientar a sua incidˆencia na componente mais operacional, do ponto de vista quantitativo, da Investiga¸c˜ao Operacional. N˜ao abdicando de fornecer aos estudantes os fundamentos e bases conceptuais dos m´etodos, e insistindo no “porquˆe?” que est´a na base do pensamento da engenharia e da ciˆencia em geral, as provas de convergˆencia de algoritmos, as demonstra¸c˜oes de propriedade matem´aticas ou, por outro lado, a utiliza¸c˜ao de sistemas de informa¸c˜ao na resolu¸c˜ao de problemas de Investiga¸c˜ao Operacional, n˜ao s˜ao nucleares nesta unidade curricular.

2.2

O Mestrado Integrado em Engenharia do

Ambiente (MIEA)

O Mestrado Integrado em Engenharia do Ambiente (MIEA) da FEUP tem as suas origens na Licenciatura em Engenharia e Gest˜ao do Ambiente (de 5 anos curriculares), que entrou em funcionamento no ano lectivo 2004/2005, e que em 2006/2007, em virtude da adequa¸c˜ao de todos os cursos aos ciclos previstos na Declara¸c˜ao de Bolonha, deu lugar ao Mestrado Integrado em Engenharia do Ambiente.

O MIEA ´e um ciclo de estudos de mestrado integrado, que visa conce-der o grau de mestre depois de cumprido um plano curricular de 5 anos, partilhando com os restantes mestrados integrados da FEUP os seguinte objectivos em termos de conhecimentos e competˆencias:

A concess˜ao do grau de mestre pressup˜oe a demonstra¸c˜ao de: i) Possuir conhecimentos e capacidade de compreens˜ao a um

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1) Sustentando-se nos conhecimentos obtidos ao n´ıvel do 1.o ciclo, os desenvolva e aprofunde;

2) Permitam e constituam a base de desenvolvimentos e/ou aplica¸c˜oes originais, em muitos casos em contexto de investiga¸c˜ao;

ii) Saber aplicar os seus conhecimentos e a sua capacidade de compreens˜ao e de resolu¸c˜ao de problemas em situa¸c˜oes no-vas e n˜ao familiares, em contextos alargados e multidisci-plinares, ainda que relacionados com a sua ´area de estudo; iii) Capacidade para integrar conhecimentos, lidar com quest˜oes complexas, desenvolver solu¸c˜oes ou emitir ju´ızos em situa¸c˜oes de informa¸c˜ao limitada ou incompleta, incluindo reflex˜oes sobre as implica¸c˜oes e responsabilidades ´eticas e sociais que resultem ou condicionem essas solu¸c˜oes e esses ju´ızos; iv) Ser capaz de comunicar as suas conclus˜oes e os

conheci-mentos e racioc´ınios a elas subjacentes, quer a especialistas quer a n˜ao especialistas, de uma forma clara e sem ambi-guidades;

v) Competˆencias de aprendizagem que lhes permita uma apren-dizagem ao longo da vida, de um modo fundamentalmente auto-orientado ou aut´onomo;

Procuraremos demonstrar no presente relat´orio que a unidade curricular M´etodos de Decis˜ao contribuiu clara, activa e cabalmente para o desenvol-vimento das competˆencias acima descritas.

No que diz respeito aos objectivos espec´ıficos para a ´area da Engenharia do Ambiente3:

Sob o ponto de vista profissional os Mestres em Engenharia do Ambiente devem possuir a capacidade para projectar e imple-mentar tecnologias preventivas, de interven¸c˜ao, de abatimento e de reabilita¸c˜ao por forma a minorar ou a eliminar os efeitos ne-fastos da polui¸c˜ao e a diminuir a intensidade de utiliza¸c˜ao dos recursos naturais, minimizando os impactos negativos da activi-dade humana no Ambiente. Algumas das activiactivi-dades t´ıpicas de um Mestre em Engenharia do Ambiente incluem:

3

(15)

• projecto e gest˜ao de esta¸c˜oes de tratamento de ´aguas e ´aguas residuais;

• monitoriza¸c˜ao de descargas de efluentes l´ıquidos, emiss˜oes gasosas, qualidade da ´agua e qualidade do ar;

• diagn´ostico de situa¸c˜oes de contamina¸c˜ao: amostragem, an´alise, tratamento dos dados, interpreta¸c˜ao e an´alise do impacto; • projecto e gest˜ao de sistemas de tratamento de res´ıduos; • previs˜ao do movimento dos contaminantes nos grandes

com-partimentos ambientais: atmosfera, ´agua superficial, sub-terrˆanea e solo;

• projecto e planeamento de estrat´egias de reabilita¸c˜ao de lo-cais contaminados;

• ecologia industrial e sistemas de gest˜ao ambiental;

• desenvolvimento de estrat´egias de resposta a situa¸c˜oes ex-cepcionais de emergˆencia, tais como derrames petrol´ıferos; • planeamento da execu¸c˜ao, direc¸c˜ao t´ecnica e fiscaliza¸c˜ao de

empreendimentos do tipo dos anteriormente referidos; • elabora¸c˜ao de estudos de impacto ambiental, nomeadamente

os associados a grandes empreendimentos de engenharia. O curso de Mestrado Integrado em Engenharia do Ambiente ´e uma forma¸c˜ao abrangente, de espectro largo, que pretende pro-porcionar uma vis˜ao integrada, hol´ıstica e multi-disciplinar `a solu¸c˜ao dos problemas ambientais, desenvolvendo a capacidade de prevenir e de identificar efeitos ambientais perversos, de os solucionar tecnologicamente e de integrar as solu¸c˜oes num de-senvolvimento industrial e social que se deseja sustent´avel.

O plano de estudos do MIEA desenvolve-se ao longo de 5 anos curri-culares (Anexo A), num regime semestral, sendo que o segundo semestre do 5o ano ´e dedicado em exclusivo `a realiza¸c˜ao de um “Projecto de In-vestiga¸c˜ao/Est´agio”, que conduz `a elabora¸c˜ao da Disserta¸c˜ao de Mestrado. Tamb´em no 5o ano o curso divide-se em trˆes ramos, “Diagn´ostico e Pre-vis˜ao”, “Gest˜ao” e “Projecto”, consubstanciados num conjunto de unidades curriculares optativas, no primeiro semestre desse mesmo ano.

(16)

Em cada semestre o curr´ıculo prevˆe a frequˆencia de 5 unidades curricu-lares, com uma m´edia de 6 ECTS cada uma, sendo que formalmente apenas existem aulas teorico-pr´aticas, pr´aticas e laboratoriais. Segundo o calend´ario lectivo da FEUP, cada semestre ´e constitu´ıdo por 15 semanas, sendo que al-gumas dessas semanas tˆem fins curriculares ou extra-curriculares espec´ıficos (e.g. Semana da FEUP, Semana de Prepara¸c˜ao para Exames), n˜ao devendo ser inclu´ıdas no planeamento das unidades curriculares enquanto semanas para o desenvolvimento dos conte´udos program´aticos.

2.3

A unidade curricular de M´

etodos de decis˜

ao

no plano curricular do MIEA

A unidade curricular de M´etodos de Decis˜ao (MD) surge no 1o semestre do 3o curricular do MIEA, sendo-lhe atribu´ıdos 6 ECTS. Isto corresponde, segundo as normas aprovadas no Senado da Universidade do Porto4, a um total de 162 horas de trabalho, por parte dos estudantes. Ainda segundo a proposta de cria¸c˜ao do curso, a unidade curricular de MD insere-se nas ´

areas cient´ıficas “Ciˆencias B´asicas” e “Capacidades e atitudes pessoais, inter-pessoais e profissionais”. Se a inser¸c˜ao na ´area de Ciˆencias B´asicas ´e natural, quando considerados os conte´udos program´aticos da unidade curricular, a inclus˜ao numa ´area relacionada com as capacidades e atitudes n˜ao ser´a t˜ao ´

obvia e ter´a que ter impacto nas estrat´egias de ensino/aprendizagem esco-lhidas para o desenvolvimento da unidade curricular.

Tomando ainda como fonte a proposta de cria¸c˜ao do MIEA, enviada para a Direc¸c˜ao-Geral do Ensino Superior em 2006, espera-se que a unidade curricular de M´etodos de Decis˜ao contribua para o desenvolvimento das seguintes competˆencias, de acordo com a nomenclatura CDIO5

1. Conhecimento T´ecnico e Racioc´ınio

4

1 ECTS = 27 horas

5CDIO s˜ao as inciais de “Conceive – Design – Implement – Operate”. CDIO ´e uma

iniciativa de escolas de engenharia l´ıderes nos Estados Unidos, Europa, Canada, Reino Unido, ´Africa, ´Asia e Nova Zelˆandia, visando conceber e desenvolver uma nova vis˜ao da educa¸c˜ao em engenharia, que aproxime esta das exigˆencias do mundo-real que s˜ao feitas aos engenheiros. O “CDIO Syllabus” ´e a pedra angular desta iniciativa e prop˜oe um conjunto racional, completo, universal e generaliz´avel de objectivos para o ensino da engenharia

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Adquirir com a necess´aria proficiˆencia conhecimentos de ciˆencias b´asicas (1.1) e ser capaz de os utilizar na formula¸c˜ao, resolu¸c˜ao e discuss˜ao de problemas da sua ´area de forma¸c˜ao;

2. Capacidades e Atitudes Pessoais e Profissionais

Adquirir, com a necess´aria proficiˆencia, capacidades e atitudes pessoais e profissionais (2), nomeadamente:

• racioc´ınio em engenharia e resolu¸c˜ao de problemas (2.1) – identifica¸c˜ao e formula¸c˜ao de problemas (2.1.1) – modeliza¸c˜ao (2.1.2)

– estima¸c˜ao e an´alise qualitativa (2.1.3) – an´alise com incerteza (2.1.4)

– solu¸c˜ao e recomenda¸c˜ao (2.1.5)

• experimenta¸c˜ao e descoberta do conhecimento (2.2) – formula¸c˜ao de hip´oteses (2.2.1)

– pesquisa de literatura (2.2.2) – inqu´erito experimental (2.2.3) – teste de hip´oteses e defesa (2.2.4) • pensamento sist´emico (2.3)

– pensamento hol´ıstico (2.3.1)

– emergˆencia e interac¸c˜ao entre sistemas (2.3.2) – prioriza¸c˜ao e focagem (2.3.3)

– trade-offs, julgamento e balanceamento na resolu¸c˜ao (2.3.4) Sendo a iniciativa CDIO uma iniciativa sectorial para a ´area da enge-nharia, n˜ao est´a desgarrada de outras iniciativas mais abrangentes, que tˆem tamb´em o objectivo de caracterizar de forma mais objectiva o resultado da aprendizagem dos estudantes. Assim, por um lado, podemos recorrer aos descriptores de Dublin6, desenhados para serem aplic´aveis a qualquer ´area

cient´ıfica, ou especializar ainda mais atrav´es dos crit´erios de acredita¸c˜ao EURO-ACE, focados j´a em “outcomes”.

6A iniciativa conhecida como “descriptores de Dublin”, teve in´ıcio em 2002 e juntou

agˆencias de acredita¸c˜ao e de qualidade no ensino superior de v´arios pa´ıses europeus. Os descriptores de Dublin estabelecem um conjunto gen´erico de atributos e competˆencias, que devem ser demonstradas para que um grau de bacharel, mestre ou doutor seja atribu´ıdo.

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Assim, `as competˆencias CDIO associadas a M´etodos de Decis˜ao poder-se-`a fazer corresponder os seguintes descriptores de Dublin para os cursos de Mestrado e os seguintes “outcomes” EURO-ACE7:

1.1 Conhecimentos de ciˆencias fundamentais (CDIO) Dublin

a) Possuir conhecimentos e capacidade de compreens˜ao a um n´ıvel que (...) permitam e constituam a base de desenvolvimentos e ou aplica¸c˜oes originais, em muitos casos em contexto de investiga¸c˜ao. EURO-ACE

1. Conhecimento e Compreens˜ao aprofundados referentes a dado ramo. Consciˆencia cr´ıtica da fronteira do ramo de engenharia. 2.1 Pensamento e resolu¸c˜ao de problemas de Engenharia (CDIO)

Dublin

a) Possuir conhecimentos e capacidade de compreens˜ao a um n´ıvel que (...) permitam e constituam a base de desenvolvimentos e ou aplica¸c˜oes originais, em muitos casos em contexto de investiga¸c˜ao; b) Saber aplicar os seus conhecimentos e a sua capacidade de compreens˜ao e de resolu¸c˜ao de problemas em situa¸c˜oes novas e n˜ao familiares, em contextos alargados e multidisciplinares, (...); c) Capacidade para integrar conhecimentos, lidar com quest˜oes complexas, desenvolver solu¸c˜oes ou emitir ju´ızos em situa¸c˜oes de informa¸c˜ao limitada ou incompleta, incluindo reflex˜oes sobre as implica¸c˜oes e responsabilidades ´eticas e sociais que resultem ou condicionem essas solu¸c˜oes e esses ju´ızos;

EURO-ACE

2. An´alise. Capacidade de aplicar m´edodos inovadores, formular e resolver problemas em ´areas emergentes, conceptualizar, resol-ver problemas n˜ao familiares, (...);

3. Projecto. Solu¸c˜ao de problemas n˜ao familiares, criatividade, complexidade, incerteza t´ecnica.

7cf. S. Feyo de Azevedo, High Level Qualifications Frameworks and the EUR-ACE

Framework Standards – do they fit together? Workshop on Overarching and Sectoral Frameworks, ENAEE, European Network for Accreditation of Engineering Education, Brussels, Fondation Universitaire, 22 January, 2009

(19)

2.2 Experimenta¸c˜ao e descoberta do conhecimento (CDIO) Dublin

a) Possuir conhecimentos e capacidade de compreens˜ao a um n´ıvel que (...) permitam e constituam a base de desenvolvimentos e ou aplica¸c˜oes originais, em muitos casos em contexto de investiga¸c˜ao b) Saber aplicar os seus conhecimentos e a sua capacidade de compreens˜ao e de resolu¸c˜ao de problemas em situa¸c˜oes novas e n˜ao familiares, em contextos alargados e multidisciplinares, (...); EURO-ACE

2. An´alise. Capacidade de aplicar m´edodos inovadores, formular e resolver problemas em ´areas emergentes, conceptualizar, resol-ver problemas n˜ao familiares,...

3. Projecto. Solu¸c˜ao de problemas n˜ao familiares, criatividade, complexidade, incerteza t´ecnica.

4. Investiga¸c˜ao. Capacidade de identificar e obter dados, projec-tar e conduzir investiga¸c˜ao anal´ıtica, experimental, modela¸c˜ao, investigar aplicabilidade de t´ecnicas emergentes,...

2.3 Pensamento sist´emico (CDIO) Dublin

b) Saber aplicar os seus conhecimentos e a sua capacidade de compreens˜ao e de resolu¸c˜ao de problemas em situa¸c˜oes novas e n˜ao familiares, em contextos alargados e multidisciplinares, (...); EURO-ACE

2. An´alise. Capacidade de aplicar m´edodos inovadores, formular e resolver problemas em ´areas emergentes, conceptualizar, resol-ver problemas n˜ao familiares,...

3. Projecto. Solu¸c˜ao de problemas n˜ao familiares, criatividade, complexidade, incerteza t´ecnica.

4. Investiga¸c˜ao. Capacidade de identificar e obter dados, projec-tar e conduzir investiga¸c˜ao anal´ıtica , experimental, modela¸c˜ao, investigar aplicabilidade de t´ecnicas emergentes,...

5. Pr´atica de Engenharia. Integra¸c˜ao de conhecimentos de di-versos ramos, compreens˜ao aprofundada de t´ecnicas e m´etodos e suas limita¸c˜oes, ...

(20)

Finalmente, `a unidade curricular est˜ao associados os seguintes conte´udos program´aticos, conforme consta do plano de estudos do MIEA:

• Introdu¸c˜ao ao Apoio `a Decis˜ao e `a Investiga¸c˜ao Operacional (IO). • Modeliza¸c˜ao de problemas de Programa¸c˜ao Linear e Inteira. • Programa¸c˜ao Linear.

• Problemas de fluxos em redes e algoritmos de resolu¸c˜ao. • Teoria da Decis˜ao.

• Problemas de decis˜ao multicrit´erio. • Filas de Espera.

• Simula¸c˜ao.

Este programa ser´a detalhado na sec¸c˜ao 3.1, sendo apresentadas as nos-sas op¸c˜oes para a instancia¸c˜ao deste programa gen´erico.

(21)

O contrato

Neste cap´ıtulo iremos apresentar uma implementa¸c˜ao da unidade curricular M´etodos de Decis˜ao. O conjunto de t´opicos aqui abordados s˜ao normal-mente reunidos na “ficha de unidade curricular”. Assim, este cap´ıtulo pode ser interpretado como uma ficha de unidade curricular estendida, quer nos t´opicos (e.g. nem todos fazem parte da ficha de unidade curricular oficial da Universidade do Porto), quer no detalhe com que estes s˜ao apresenta-dos e fundamentaapresenta-dos. Esta informa¸c˜ao constitui o contrato que os docentes estabelecem com os estudantes, e todo o seu conte´udo est´a dispon´ıvel na primeira semana de aulas. Para tal ´e usado n˜ao s´o o Sistema de Informa¸c˜ao da FEUP, onde a ficha oficial est´a implementada, mas tamb´em a p´agina web da unidade curricular.

A descri¸c˜ao que apresentamos neste cap´ıtulo corresponde ao que efecti-vamente ocorrer´a no ano lectivo 2009/2010. No entanto, tendo n´os iniciado a docˆencia desta unidade curricular no ano lectivo de 2006/2007, o actual figurino de M´etodos de Decis˜ao resulta da evolu¸c˜ao natural de um modelo que, estando pr´oximo do actual, foi sendo melhorado a partir da percep¸c˜ao dos docentes sobre o que resultava melhor ou pior e a partir das opini˜oes dos estudantes, que sempre procuramos e que muito contribuem para a melhoria cont´ınua dos modelos pedag´ogicos.

Nas sec¸c˜oes seguintes abordaremos: • Programa detalhado

• Objectivos, competˆencias e objectivos de aprendizagem • Bibliografia

(22)

• Software

• Trabalhos de casa • Avalia¸c˜ao

• Plano da unidade curricular

• Apoio `a unidade curricular na internet

A componente relativa `a avalia¸c˜ao ser´a mais profundamente discutida e contextualizada no pr´oximo cap´ıtulo, conjuntamente com os m´etodos pe-dag´ogicos, uma vez que ´e indissoci´avel destes.

3.1

Programa detalhado

O programa da unidade curricular, conforme apresentado na sec¸c˜ao2.3, fixa apenas os grandes temas a abordar, que poderemos considerar como m´odulos desta unidade curricular. De seguida, apresenta-se o conte´udo detalhado de cada um desses m´odulos:

1. Introdu¸c˜ao ao Apoio `a Decis˜ao e `a Investiga¸c˜ao Operacional (IO) (a) Introdu¸c˜ao `a Investiga¸c˜ao Operacional: origens e exemplos de

aplica¸c˜ao

(b) Problemas de decis˜ao: breve introdu¸c˜ao `as no¸c˜oes de crit´erios de decis˜ao, incerteza e risco

(c) A hist´oria da Investiga¸c˜ao Operacional (d) A metodologia da Investiga¸c˜ao Operacional 2. Teoria da decis˜ao

(a) Caracter´ısticas da Teoria da Decis˜ao e dos problemas por ela abordados

(b) Decis˜ao com informa¸c˜ao perfeita: decis˜ao e incerteza (c) Crit´erios de decis˜ao n˜ao probabil´ısticos

i. Laplace ii. Maximin iii. Savage

(23)

iv. Hurwicz

(d) Crit´erios de decis˜ao probabil´ısticos i. Minimiza¸c˜ao do valor esperado

ii. Minimiza¸c˜ao da perda de oportunidade esperada (e) ´Arvores de decis˜ao

(f) O valor da informa¸c˜ao adicional

i. O valor esperado da informa¸c˜ao perfeita ii. Probabilidades a posteriori

3. Modeliza¸c˜ao de problemas de Programa¸c˜ao Linear e Inteira

(a) A formula¸c˜ao de modelos matem´aticos em Investiga¸c˜ao Operaci-onal: princ´ıpios e procedimentos

(b) Modeliza¸c˜ao com vari´aveis bin´arias.

(c) Utiliza¸c˜ao de vari´aveis bin´arias para a implementa¸c˜ao de opera¸c˜oes l´ogicas entre restri¸c˜oes.

(d) Estudo de casos:

i. Mistura de produtos

ii. Planeamento da produ¸c˜ao numa refinaria de petr´oleo iii. Arrendamento de espa¸co num armaz´em

iv. Corte de rolos numa f´abrica de papel v. A companhia de avia¸c˜ao Benvoa vi. A urbaniza¸c˜ao de terrenos

vii. A manuten¸c˜ao de avi˜oes no aeroporto Aletrop 4. Programa¸c˜ao Linear (PL)

(a) A PL como caso particular da Programa¸c˜ao Matem´atica (b) Formas do problema de PL e sua equivalˆencia

(c) Resolu¸c˜ao gr´afica. Introdu¸c˜ao dos conceitos de: i. Regi˜ao admiss´ıvel

ii. Restri¸c˜oes redundantes iii. Restri¸c˜oes activas

(24)

v. Problemas imposs´ıveis e problemas ilimitados vi. An´alise de sensibilidade

(d) Abordagem alg´ebrica `a resolu¸c˜ao de problemas de PL

(e) Rela¸c˜ao entre as duas abordagens: o teorema fundamental da PL (f) Motiva¸c˜ao para o m´etodo simplex

(g) M´etodo simplex

(h) M´etodo das penalidades para a determina¸c˜ao de uma base inicial admiss´ıvel.

(i) Utiliza¸c˜ao do “Solver” do Microsoft Excelr para a resolu¸c˜ao de problemas de PL.

5. Programa¸c˜ao inteira

(a) Sensibiliza¸c˜ao para a complexidade computacional da resolu¸c˜ao de problemas de programa¸c˜ao inteira

(b) M´etodo de “branch and bound”

i. ´Arvore de pesquisa e conceitos de ramifica¸c˜ao e limita¸c˜ao ii. Limites superiores e inferiores

6. Problemas de fluxos em redes (a) Problemas de transportes

• Formula¸c˜ao

• Determina¸c˜ao da solu¸c˜ao inicial • M´etodo u-v

• Formula¸c˜ao de problemas de transexpedi¸c˜ao como problemas de transportes

(b) Problemas de afecta¸c˜ao • Formula¸c˜ao

• M´etodo h´ungaro

(c) Problemas de fluxo m´aximo • Formula¸c˜ao

• Adi¸c˜ao alg´ebrica de fluxos e cortes da rede • Teorema fluxo m´aximo - corte minimo

(25)

• Algoritmo de Ford-Fulkerson (d) Problemas de caminho m´ınimo

• Formula¸c˜ao

• Algoritmo de Dijkstra

(e) Problemas de determina¸c˜ao da ´arvore geradora de custo m´ınimo • Algoritmo de Prim

(f) Outros problemas em redes

• Circuitos Eulerianos e o problema do carteiro chinˆes • Circuitos Hamiltonianos e o problema do caixeiro viajante 7. Problemas de decis˜ao multicrit´erio

(a) Introdu¸c˜ao `a ajuda `a decis˜ao multicrit´erio. Conceitos fundamen-tais.

(b) Escalas de avalia¸c˜ao. (c) Problemas multiatributo

i. M´etodos de agrega¸c˜ao: fun¸c˜oes de utilidade ii. O Processo Anal´ıtico Hier´arquico (AHP) 8. Filas de Espera

(a) Conceitos b´asicos de sistemas de filas de espera. (b) Medidas de desempenho para filas M/M/1

(c) Medidas de desempenho para filas M/M/S (d) Filas de tamanho limitado

9. Simula¸c˜ao

(a) Tipos e modelos de simula¸c˜ao (b) Simula¸c˜ao estat´ıstica

i. Gera¸c˜ao de n´umeros pseudo-aleat´orios

ii. Amostragem de histogramas e de distribui¸c˜oes de probabili-dades

iii. Obten¸c˜ao de resultados com um modelo de simula¸c˜ao: inter-valos de confian¸ca e dimensionamento de amostras

(26)

iv. Exemplos de aplica¸c˜ao (c) Simula¸c˜ao discreta

i. Elementos da simula¸c˜ao discreta ii. Ciclos de actividades e eventos iii. T´ecnicas de avan¸co no tempo iv. Estrutura de um simulador discreto

v. Abordagem por eventos `a simula¸c˜ao discreta vi. Exemplo de aplica¸c˜ao

3.2

Objectivos, competˆ

encias e objectivos de

aprendizagem

A terminologia relativa ao resultado efectivo do processo de aprendizagem, n˜ao se encontra completamente unificada e nem sempre os diversos auto-res, que escrevem sobre estes temas, usam as mesmas designa¸c˜oes para a mesma coisa. Assim, na l´ıngua inglesa, as express˜oes “educational objec-tives”, “outcomes”, “learning objecobjec-tives”, etc., coexistem, dificultando um mesmo entendimento para as mesmas realidades. Esta falta de estabilidade nas designa¸c˜oes propaga-se naturalmente para a l´ıngua portuguesa. Assim, come¸caremos por estabelecer a nossa pr´opria compreens˜ao para os termos que usaremos, de modo a que estes n˜ao sejam obst´aculo `a apreens˜ao do que realmente importa e que est´a para al´em das designa¸c˜oes.

Seguiremos de perto a terminologia defendida por Felder e Brent1 num artigo em que tˆem como objectivo, entre outros, dar uma panorˆamica do processo de acredita¸c˜ao ABET, clarificando a terminologia associada. As-sim, para uma unidade curricular, definiremos:

Objectivos Objectivos amplos que derivam dos objectivos definidos para o curso.

Competˆencias Saberes, competˆencias e atitudes que os estudantes devem possuir, ap´os frequentarem com sucesso a unidade curricular.

Objectivos de aprendizagem Objectivos relacionados com as competˆencias e que se exprimem como declara¸c˜oes sobre as coisas que os estudantes

1

Richard Felder and Rebbeca Brent, Designing and Teaching Courses to Satisfy the ABET Engineering Criteria, Journal of Engineering Education, 92 (1), 7-25 (2003).

(27)

que frequentam com sucesso a unidade curricular devem ser capazes de fazer, explicar, calcular, deduzir, projectar, etc...

A palavra “competˆencias” surge com um duplo significado. Por um lado ´e usada como tradu¸c˜ao de “outcomes”, seguindo uma tendˆencia geral nas tradu¸c˜oes destes termos para a l´ıngua portuguesa, e que ´e usada no sistema de informa¸c˜ao acad´emica da FEUP e da Universidade do Porto (Si-FEUP/SIGARRA). A designa¸c˜ao “resultados” seria na nossa opini˜ao mais adequada, mas n˜ao ´e comummente usada. Por outro lado, usamos “com-petˆencias” como tradu¸c˜ao de “skills”, no sentido mais operacional deste termo. O SiFEUP/SIGARRA usam a designa¸c˜ao “resultados de aprendi-zagem”, preferindo n´os, neste texto, a designa¸c˜ao “objectivos de aprendiza-gem” por traduzir mais a dinˆamica do processo e n˜ao a est´atica do resultado.

3.2.1 Objectivos

Os objectivos gen´ericos desta unidade curricular est˜ao definidos no plano de estudos do curso onde se insere e foram discutidos na sec¸c˜ao 2.3. Por uma quest˜ao de completude, enunciamos de seguida as competˆencias CDIO para as quais esta unidade curricular contribui, que numa perspectiva hier´arquica de implementa¸c˜ao de um curso s˜ao os seus objectivos de car´acter mais amplo:

• Conhecimento T´ecnico e Racioc´ınio

Adquirir, com a necess´aria proficiˆencia, conhecimentos de ciˆencias b´asicas e ser capaz de os utilizar na formula¸c˜ao, resolu¸c˜ao e discuss˜ao de problemas da sua ´area de forma¸c˜ao;

• Capacidades e Atitudes Pessoais e Profissionais

Adquirir, com a necess´aria proficiˆencia, capacidades e atitudes pessoais e profissionais, nomeadamente:

– racioc´ınio em engenharia e resolu¸c˜ao de problemas – experimenta¸c˜ao e descoberta do conhecimento – pensamento sist´emico

3.2.2 Competˆencias

A meio caminho entre objectivos gen´ericos e objectivos de aprendizagem detalhados, as competˆencias surgem como a primeira concretiza¸c˜ao dos

(28)

sa-beres, competˆencias e atitudes ao conte´udo program´atico espec´ıfico de uma unidade curricular. Para M´etodos de Decis˜ao definimos:

• Identificar e abordar de forma h´abil e estruturada problemas de de-cis˜ao.

Esta competˆencia n˜ao se “ensina” mas resultar´a da sucessiva exposi¸c˜ao dos estudantes aos diversos tipos de problemas de decis˜ao e m´etodos de resolu¸c˜ao. Contribuir´a muito para esta competˆencia a componente de avalia¸c˜ao “trabalhos de casa”, como mostraremos em cap´ıtulo pr´oprio. • Construir modelos de problemas de decis˜ao.

Para todos os problemas de decis˜ao abordados nesta unidade curricular trabalha-se a componente de modeliza¸c˜ao, isto ´e, sempre partimos de descri¸c˜oes mais ou menos realistas e mais ou menos complexas de problemas reais ou, pelo menos, veros´ımeis, e passamos pelos modelos espec´ıficos de cada tipo de problema.

• Usar m´etodos quantitativos na obten¸c˜ao de solu¸c˜oes para os modelos constru´ıdos, como suporte para decis˜oes fundamentadas.

Esta competˆencia est´a relacionada com os diversos algoritmos e m´etodos de resolu¸c˜ao para os diversos tipos de problemas. Vai no entanto mais longe, ao pretender distinguir a solu¸c˜ao de um problema da decis˜ao que essa solu¸c˜ao pode fundamentar.

• Usar folhas de c´alculo para an´alise e obten¸c˜ao de solu¸c˜oes para os modelos constru´ıdos.

Para diversos tipos problemas iremos trabalhar a constru¸c˜ao de mo-delos em folhas de c´alculo e a resolu¸c˜ao autom´atica dos mesmos. • Come¸car a usar a informa¸c˜ao extra´ıda dos modelos para induzir e

motivar mudan¸cas organizacionais. ´

E extremamente ambicioso, no contexto de uma unidade curricular que se situa no 3o ano de um mestrado integrado, pretender que os estudantes consigam usar as restantes competˆencias em contextos de mudan¸cas organizacionais. No entanto, sem este objectivo ut´opico, corre-se o risco de reduzir a Investiga¸c˜ao Operacional a um conjunto de modelos matem´aticos e de algoritmos inform´aticos, perdendo-se a

(29)

sua essˆencia sist´emica. A ambi¸c˜ao ´e limitada pela utiliza¸c˜ao dos verbos “induzir” e “motivar”, mas sobretudo pela no¸c˜ao de in´ıcio dos in´ıcios que “come¸car a usar” traduz.

3.2.3 Objectivos de aprendizagem

Segundo Kennedy et al.2, os objectivos de aprendizagem est˜ao focados no que o estudante deve atingir, mais do que nas inten¸c˜oes do professor, e que deve poder demonstrar no fim de uma actividade de aprendizagem. Segundo o guia para a utiliza¸c˜ao de ECTS3:

Learning outcomes are verifiable statements of what learners who have obtained a particular qualification, or completed a programme or its components, are expected to know, understand and be able to do. As such they emphasise the link between teaching, le-arning and assessment. Lele-arning outcomes statements are ty-pically characterised by the use of active verbs expressing kno-wledge, comprehension, application, analysis, synthesis and eva-luation, etc. The use of learning outcomes makes the objectives of learning programmes clearer and more easily understood for students, employers and other stakeholders.

Gostar´ıamos de desde j´a salientar a utilidade dos objectivos de apren-dizagem para tornar mais claro, para os estudantes, quais s˜ao os objec-tivos da unidade curricular e, consequentemente, o que ser´a alvo de ava-lia¸c˜ao. Defendemos, seguindo autores reputados, que os objectivos de apren-dizagem devem ser suficientemente detalhados para que possam funcionar para o estudante como uma “check list” dos seus conhecimentos e com-petˆencias antes de uma avalia¸c˜ao. N˜ao podemos aceitar que o processo de ensino/aprendizagem/avalia¸c˜ao seja um “jogo do gato e do rato”, onde o efeito surpresa ´e determinante na ac¸c˜ao do “gato”.

Para a escrita de objectivos de aprendizagem ´e frequente recorrer `a taxo-nomia de Bloom, uma vez que esta fornece uma hierarquia para o dom´ınio

2Declan Kennedy, ´Aine Hyland and Norma Ryan, Writing and Using Learning

Out-comes: a Practical Guide, in EUA Bologna Handbook – Making Bologna work, dispon´ıvel

emhttp://www.bologna-handbook.com/

3

ECTS Users’ Guide (2008) Brussels: Directorate-General for Education and Culture. Available online at: http://ec.europa.eu/education/lifelong-learning-policy/doc/ ects/guide_en.pdf

(30)

cognitivo e uma lista de verbos, adequada `a express˜ao de verdadeiros ob-jectivos de aprendizagem para cada n´ıvel, que se traduzem em declara¸c˜oes sobre as coisas que os estudantes que frequentam com sucesso a unidade curricular devem ser capazes de fazer, explicar, calcular, deduzir, projec-tar, etc. Transcrevemos de seguida uma tabela pr´atica, relacionando verbos ilustrativos com n´ıveis do dom´ınio cognitivo, adaptada deGuide to learning outcomes – Staff and Student Development Department, UCE Birmingham, 2007.

Competˆencias intelectuais

Avalia¸c˜ao S´ıntese

An´alise julgar Conhecimento e compreens˜ao Aplica¸c˜ao compor estimar

Compreens˜ao distinguir planear avaliar Conhecimento interpretar analisar propor classificar

traduzir aplicar diferenciar projectar comparar definir redefinir empregar calcular formular rever repetir discutir usar experimentar organizar valorar registar descrever demonstrar testar montar estimar listar reconhecer dramatizar comparar coligir

lembrar explicar praticar contrastar construir nomear expressar ilustrar criticar criar relatar identificar operar inspeccionar organizar sublinhar localizar escalonar debater gerir

reportar esbo¸car questionar preparar

rever relatar

dizer resolver

examinar categorizar

Lembrar Explicar Resolver Resolver Criar Julgar informa¸c˜ao informa¸c˜ao problemas problemas respostas criticamente importante importante fechados abertos “´unicas” baseado

em conhecimento

Esta lista n˜ao ´e, nem pretende ser exaustiva, e o mesmo verbo surge, por vezes, em mais do que um n´ıvel cognitivo. Tal adv´em da riqueza da linguagem humana, que atribui a uma mesma palavra diferentes matizes, que podem fazer variar o seu posicionamento cognitivo na escala de Bloom, e tamb´em dos diferentes n´ıveis de profundidade e dos diferentes contextos em que os verbos podem ser aplicados.

(31)

Apresentam-se, seguidamente, os objectivos de aprendizagem, publicita-dos e fornecipublicita-dos aos estudantes, da unidade curricular M´etodos de Decis˜ao do MIEA:

• Problemas de Teoria da Decis˜ao

– Dado um problema de decis˜ao, identificar o decisor, as ac¸c˜oes alternativas, os estados da natureza e a sequˆencia de decis˜oes. – Reconhecer ac¸c˜oes alternativas que n˜ao sejam mutuamente

ex-clusivas.

– Calcular a consequˆencia de cada par (ac¸c˜ao alternativa, estado da natureza).

– Reconhecer decis˜oes dominadas.

– Representar um problema de decis˜ao por meio de uma ´Arvore de Decis˜ao.

– Identificar a decis˜ao a tomar:

∗ caso o decisor tenha informa¸c˜ao perfeita; ∗ pelo crit´erio de Laplace;

∗ pelo crit´erio MaxiMin (ou MiniMax); ∗ pelo crit´erio de Savage;

∗ pelo crit´erio de Hurwicz;

∗ pelo crit´erio do M´aximo Valor Esperado;

∗ pelo crit´erio da m´ınima Perda de Oportunidade Esperada – Determinar o VEIP (aumento do Valor Esperado se a informa¸c˜ao

for perfeita).

• Formula¸c˜ao de Modelos de Programa¸c˜ao Linear e de Programa¸c˜ao Inteira ou Bin´aria

– Dado um enunciado com a descri¸c˜ao de um problema, formular esse problema atrav´es de uma fun¸c˜ao objectivo e de um conjunto de restri¸c˜oes lineares, quer com vari´aveis cont´ınuas, inteiras ou bin´arias.

– Utilizar vari´aveis bin´arias como vari´aveis auxiliares para formular situa¸c˜oes diferentes da simples conjun¸c˜oes de restri¸c˜oes, como por exemplo:

(32)

∗ disjun¸c˜ao de restri¸c˜oes ∗ implica¸c˜ao de restri¸c˜oes

∗ valores m´ınimos para vari´aveis (e.g. ou vale zero ou ´e maior que...)

– Descrever o que significam e fazem um conjunto de restri¸c˜oes, no contexto de um problema concreto.

• Resolu¸c˜ao de problemas de programa¸c˜ao linear e m´etodo Simplex – Resolver graficamente um problema de programa¸c˜ao linear com

duas vari´aveis.

– Fazer uma an´alise de sensibilidade aos coeficientes da fun¸c˜ao ob-jectivo e aos lados direitos das restri¸c˜oes (termos independentes) com base na resolu¸c˜ao gr´afica do problema. Determinar quando a solu¸c˜ao ´optima n˜ao ´e ´unica.

– Interpretar os relat´orios de resolu¸c˜ao e de an´alise de sensibilidade produzidos pelo Solver do Microsoft Excel.

– Saber relacionar v´ertices da regi˜ao admiss´ıvel, numa representa¸c˜ao gr´afica, e solu¸c˜oes b´asicas de um sistema de equa¸c˜oes, numa re-presenta¸c˜ao alg´ebrica de um problema de programa¸c˜ao linear. – Reconhecer e utilizar os conceitos de vari´avel b´asica e n˜ao b´asica,

solu¸c˜ao admiss´ıvel e n˜ao admiss´ıvel, solu¸c˜ao ´optima, restri¸c˜ao redundante e restri¸c˜ao activa.

– Resolver problemas de programa¸c˜ao linear de maximiza¸c˜ao e mi-nimiza¸c˜ao pelo m´etodo simplex, nomeadamente:

∗ determinar uma solu¸c˜ao inicial, incluindo a utiliza¸c˜ao do m´etodo do ”Big-M”quando ´e necess´ario utilizar vari´aveis ar-tificiais.

∗ inserir uma vari´avel na base. ∗ retirar uma vari´avel da base.

∗ reconhecer quando uma solu¸c˜ao ´e ´optima. ∗ reconhecer quando uma solu¸c˜ao n˜ao ´e ´unica.

∗ reconhecer quando um problema ´e ilimitado ou imposs´ıvel. – Determinar os efeitos e impactos na solu¸c˜ao ´optima de introduzir

(33)

• Resolu¸c˜ao de problemas de programa¸c˜ao inteira pelo m´etodo de ”branch-and-bound”

– Dado um conjunto desordenado de n´os de uma ´arvore de pesquisa: ∗ determinar se o problema ´e de minimiza¸c˜ao ou de

maxi-miza¸c˜ao.

∗ reconstruir a ´arvore de problemas.

∗ saber e explicar se a ´arvore est´a completamente explorada ou n˜ao, e porquˆe.

– Dada uma ´arvore de pesquisa pelo m´etodo ”branch-and-bound”: ∗ indicar os melhores limites, superior e inferior, conhecidos

at´e ao momento. • Problemas de fluxos em redes

– Dado a descri¸c˜ao de um problema (enunciado) saber se lhe cor-responde algum dos tipos dos problemas de fluxos em redes es-tudados e identificar o tipo de problema (transportes, afecta¸c˜ao, fluxo m´aximo, caminho m´ınimo, ´arvore suporte de comprimento m´ınimo).

– Para qualquer um dos problemas:

∗ dada uma solu¸c˜ao verificar se esta ´e ou n˜ao admiss´ıvel. ∗ introduzir restri¸c˜oes adicionais atrav´es da manipula¸c˜ao dos

custos afectos a cada ramo (e.g. introdu¸c˜ao de custos infini-tos).

• Problemas de transportes:

– Formular um problema como um problema de transportes (for-mula¸c˜ao num quadro de transportes) na forma standard, incluindo a cria¸c˜ao de origens ou destinos fict´ıcios com as disponibilidades, ou necessidades, e os custos unit´arios de transporte apropriados. – Determinar uma solu¸c˜ao inicial admiss´ıvel pela regra dos canto

NW e pela regra dos custos m´ınimos, incluindo acrescentar vari´aveis b´asicas degeneradas (com valor zero) para tornar o grafo de solu¸c˜oes uma ´arvore conexa.

(34)

– Fazer itera¸c˜oes do algoritmo de transportes pelo m´etodo u-v, in-cluindo o c´alculo das diferen¸cas e dos custos marginais, a de-termina¸c˜ao da vari´avel que entra na base e a vari´avel que sai. Actualiza¸c˜ao do quadro atrav´es da soma e subtrac¸c˜ao de teta. – Reconhecer se um quadro dado corresponde ´a solu¸c˜ao ´optima e

se h´a mais solu¸c˜oes com o mesmo valor (´optimos alternativos). – Calcular o valor (fun¸c˜ao objectivo) de uma solu¸c˜ao.

• Problemas de afecta¸c˜ao:

– Formular um problema como um problema de afecta¸c˜ao (quadro de afecta¸c˜ao) incluindo a cria¸c˜ao de linhas ou colunas fict´ıcias para tornar o quadro quadrado.

– Transformar um problema de maximiza¸c˜ao num problema de mi-nimiza¸c˜ao

– Resolver um problema de minimiza¸c˜ao pelo m´etodo h´ungaro – Determinar solu¸c˜oes ´optimas alternativas

– Calcular o custo de uma solu¸c˜ao • Problemas de fluxo m´aximo:

– Formular um problema como uma rede de fluxos

– Determinar do fluxo m´aximo que pode atravessar a rede atrav´es do algoritmo de adi¸c˜ao sucessiva de fluxos desde o n´o inicial ao n´o final da rede, incluindo fluxos ”negativos”nalguns ramos j´a percorridos por fluxos de sentido contr´ario

– Determinar cortes m´ınimos na rede, que provam a optimalidade da solu¸c˜ao.

– A partir da rede na situa¸c˜ao de fluxo m´aximo saber responder a quest˜oes como:

∗ justifica-se ou n˜ao a substitui¸c˜ao de um tro¸co?

∗ que tro¸co da rede ampliar para aumentar o fluxo que a pode atravessar?

• Problemas de caminho m´ınimo:

– Formular um problema como uma rede para a determina¸c˜ao do caminho entre dois n´os que tem “custo” m´ınimo.

(35)

– Determinar a distˆancia m´ınima entre um n´o e todos os outros n´os da rede atrav´es do algoritmo de Dijkstra, quer para redes com ramos n˜ao dirigidos quer com ramos dirigidos (com um sentido). – Determinar o caminho m´ınimo atrav´es da subtrac¸c˜ao das

etique-tas dos n´os da rede

– A partir das etiquetas determinar, sempre que poss´ıvel, a distˆancia e o caminho m´ınimo entre outros dois n´os que n˜ao os inicialmente considerados. Saber em que circunstˆancias ´e que isso pode ser feito e em que circunstˆancias ´e que n˜ao pode.

• Problemas de determina¸c˜ao da ´arvore geradora de custo m´ınimo: – Perante a descri¸c˜ao de um problema reconhecer que este ´e

re-sol´uvel como um problema de determina¸c˜ao da ´arvore geradora de custo m´ınimo.

– Determinar a ´arvore geradora de custo m´ınimo aplicando o algo-ritmo de Prim.

• Outros problemas em redes

– Descrever os problemas de circuitos Eulerianos e Hamiltonianos, assim como os problemas de optimiza¸c˜ao que lhes est˜ao associados (problema do carteiro chinˆes e problema do caixeiro viajante), em termos de decis˜oes, objectivo e restri¸c˜oes.

– Reconhecer a complexidade adicional da resolu¸c˜ao do problema do caixeiro viajante, quando comparado com os problemas trata-dos nos t´opicos anteriores.

• Multicrit´erio

– Dado um problema de decis˜ao multicrit´erio, identificar as alter-nativas e os crit´erios de decis˜ao.

– Saber passar as escalas de avalia¸c˜ao usadas para os diferentes crit´erios para escalas num´ericas, conhecendo as consequˆencias de cada uma das decis˜oes tomadas nesse processo.

– Saber usar o m´etodo AHP para determinar pesos relativos dos atributos e obter uma ordena¸c˜ao das alternativas.

(36)

– A partir da descri¸c˜ao de um problema, verificar se se trata de um problema de filas de espera M/M/1 ou M/M/S.

– Para estes casos, calcular as medidas de desempenho de uma fila de espera (L, Lq, W, Wq) e as probabilidades associadas quer `a permanˆencia num dado estado (e.g. Pn) quer as associadas `as m´etricas (e.g. P(W>t) ).

– Avaliar alternativas de configura¸c˜ao de filas de espera (n´umero de servidores e eficiˆencia de servidores), a partir de custos atribu´ıdos quer ao servi¸co quer ao tempo dos clientes, e seleccionar as me-lhores.

• Simula¸c˜ao

– Dada a descri¸c˜ao de um sistema a simular, determinar as entida-des, actividades e eventos envolvidos na simula¸c˜ao. Determinar os estados de cada entidade e as regras para ocorrer uma mudan¸ca de estado.

– Executar uma simula¸c˜ao por eventos, representando a evolu¸c˜ao do sistema ao longo da simula¸c˜ao atrav´es de uma tabela de esta-dos e de uma lista de eventos.

– Extrair resultados da simula¸c˜ao efectuada, como tempos m´edios num estado ou n´umero m´edio de entidades num estado (por exem-plo, numa dada fila de espera).

– Gerar n´umeros aleat´orios com uma distribui¸c˜ao de probabilida-des:

∗ discreta, atrav´es de um histograma ou tabela de probabili-dades dada e a partir de n´umeros aleat´orios uniformemente distribu´ıdos entre 0 e 1.

∗ cont´ınua, a partir da fun¸c˜ao inversa da distribui¸c˜ao de pro-babilidade acumulada e a partir de n´umeros aleat´orios uni-formemente distribu´ıdos entre 0 e 1.

– Utilizar os n´umeros aleat´orios para gerar tempos de ocorrˆencia de eventos numa simula¸c˜ao discreta.

– Utilizar os n´umeros aleat´orios para fazer uma simula¸c˜ao estat´ıstica. – Extrair resultados da simula¸c˜ao estat´ıstica efectuada.

(37)

3.3

Bibliografia e outro material de apoio `

a

aprendizagem

Nesta sec¸c˜ao apresentaremos a bibliografia de apoio `a unidade curricular. Para cada cap´ıtulo ou tema apresentaremos dois n´ıveis de bibliografia.

O primeiro n´ıvel ´e constitu´ıdo pelo material de apoio `a lecciona¸c˜ao em sala de aula:

• materiais project´aveis (habitualmente designadas por transparˆencias ou slides);

• cadernos de exerc´ıcios; • folhas de c´alculo • gui˜oes

Todos estes materiais s˜ao da autoria ou co-autoria dos docentes que lec-cionam esta unidade curricular e est˜ao publicamente dispon´ıveis no endere¸co

webhttp://www.fe.up.pt/~mac/ensino/docs/InvestigacaoOperacional/

Documentacao_InvestigacaoOperacional.html. Teremos oportunidade

de comentar a sua forma de utiliza¸c˜ao pelos estudantes no cap´ıtulo 4. O segundo n´ıvel de bibliografia corresponde a fontes a que os estu-dantes poder˜ao/dever˜ao recorrer para complementar a sua aprendizagem. Propositadamente concisa, tivemos a preocupa¸c˜ao de indicar livros facil-mente acess´ıveis, isto ´e, dispon´ıveis nas livrarias especializadas e, preferen-cialmente, dispon´ıveis na Biblioteca da FEUP.

3.3.1 Introdu¸c˜ao ao Apoio `a Decis˜ao e `a Investiga¸c˜ao Operacional (IO)

N´ıvel 1

• Hist´oria e metodologia da Investiga¸c˜ao Operacional Maria Ant´onia Carravilla

FEUP, 2009, 2001, 1998. N´ıvel 2

• Introduction to Operations Research – 8th edition Hillier, Frederick S. e Lieberman, Gerald

(38)

• Investiga¸c˜ao Operacional

L. Valadares Tavares, Rui Carvalho Oliveira, Isabel Hall Themido, F. Nunes Correia

Mc Graw-Hill, 1996. 3.3.2 Teoria da Decis˜ao

N´ıvel 1

• Teoria da Decis˜ao

Transparˆencias de apoio `a lecciona¸c˜ao de aulas te´oricas – Vers˜ao 2.1 Maria Ant´onia Carravilla

FEUP, 2009, 2008, 2002, 1998.

• Exerc´ıcios e casos de Teoria da Decis˜ao Maria Ant´onia Carravilla et al

FEUP, 2008, 2002, 1998. • Falhan¸co total

in Revista Vis˜ao

15 de Setembro de 2005. N´ıvel 2

• Introduction to Operations Research – 8th edition Hillier, Frederick S. e Lieberman, Gerald

Mc Graw-Hill, 2005.

• Making Hard Decisions with Decision Tools Clemen, R.T.

Duxbury Press, Pacific Grove, 2000.

• Operations Research, Principles and Practice Ravindran, Philips e Solberg

John Wiley & Sons, 1987.

3.3.3 Modeliza¸c˜ao de problemas de Programa¸c˜ao Linear e Inteira

(39)

• Constru¸c˜ao de modelos de Programa¸c˜ao Linear e Programa¸c˜ao Inteira Transparˆencias de apoio `a lecciona¸c˜ao de aulas te´oricas – Vers˜ao 2.0 Jos´e F. Oliveira, Maria Ant´onia Carravilla

FEUP, 2009, 2000, 1998.

• Exerc´ıcios de Formula¸c˜ao de Modelos de PL, PI ou PB Jos´e F. Oliveira, Maria Ant´onia Carravilla et al

FEUP, 2009, 2000, 1998. • Folhas de c´alculo:

– Mistura de Produtos

– Companhia de Avia¸c˜ao Benvoa – Produ¸c˜ao e distribui¸c˜ao

– Produ¸c˜ao e distribui¸c˜ao (duas m´aquinas) – Refinaria de Petr´oleo

– Arrendamento de Espa¸co em Armaz´em

– Planeamento da Produ¸c˜ao numa F´abrica de Papel – Selec¸c˜ao de Eventos na UPorto

– Aeroporto ALETROP – Urbaniza¸c˜ao

– Escalonamento de Recursos Humanos Maria Ant´onia Carravilla, Jos´e Fernando Oliveira FEUP, 2003-2009.

N´ıvel 2

• Introduction to Operations Research – 8th edition Hillier, Frederick S. e Lieberman, Gerald

Mc Graw-Hill, 2005.

• Otimiza¸c˜ao Combinat´oria e Programa¸c˜ao Linear Goldbarg, Marco Cesar e Luna, Henrique Pacca Editora CAMPUS, 2000.

(40)

3.3.4 Programa¸c˜ao Linear N´ıvel 1

• Programa¸c˜ao Linear e m´etodo simplex

Transparˆencias de apoio `a lecciona¸c˜ao de aulas te´oricas – vers˜ao 2 Jos´e F. Oliveira, Maria Ant´onia Carravilla

FEUP, 2009, 1998.

• Exerc´ıcios de Programa¸c˜ao Linear e M´etodo Simplex Jos´e F. Oliveira, Maria Ant´onia Carravilla et al FEUP, 2009, 2000, 1998.

• Gui˜ao para a utiliza¸c˜ao do Solver do Excel Jos´e F. Oliveira

FEUP, 1998.

• Folha de c´alculo de apoio `a aprendizagem de Programa¸c˜ao Linear Jos´e F. Oliveira

FEUP, 2005. N´ıvel 2

• Introduction to Operations Research – 8th edition Hillier, Frederick S. e Lieberman, Gerald

Mc Graw-Hill, 2005.

• Operations Research, an Introduction Taha, Hamdy A.

Prentice Hall, 1997.

• Operations Research, Principles and Practice Ravindran, Philips e Solberg

John Wiley & Sons, 1987. 3.3.5 Programa¸c˜ao Inteira

N´ıvel 1

• Programa¸c˜ao Inteira

Transparˆencias de apoio `a lecciona¸c˜ao de aulas te´oricas – vers˜ao 1 Jos´e F. Oliveira, Maria Ant´onia Carravilla

(41)

• Exerc´ıcios de Programa¸c˜ao Inteira

Jos´e F. Oliveira, Maria Ant´onia Carravilla et al FEUP, 2009, 2000, 1998.

N´ıvel 2

• Introduction to Operations Research – 8th edition Hillier, Frederick S. e Lieberman, Gerald

Mc Graw-Hill, 2005.

• Otimiza¸c˜ao Combinat´oria e Programa¸c˜ao Linear Goldbarg, Marco Cesar e Luna, Henrique Pacca Editora CAMPUS, 2000.

• Integer and Combinatorial Optimization Nemhauser, George L. e Wolsey, Laurence A. John Wiley & Sons, Inc., 1988.

3.3.6 Problemas de fluxos em redes

N´ıvel 1

• Problemas de decis˜ao em redes (introdu¸c˜ao)

Transparˆencias de apoio `a lecciona¸c˜ao de aulas te´oricas – Vers˜ao 2.0 Jos´e F. Oliveira

FEUP, 2001, 1997. • Problemas de transportes

Transparˆencias de apoio `a lecciona¸c˜ao de aulas te´oricas – Vers˜ao 2.1 Jos´e F. Oliveira

FEUP, 2009, 2001, 1997. • Exerc´ıcios de Transportes

Jos´e F. Oliveira, Maria Ant´onia Carravilla et al FEUP, 2009, 2000, 1998.

• Folhas de c´alculo:

– Fabricante de frigor´ıficos – Construtora de Avi˜oes

(42)

– Transexpedi¸c˜ao

Jos´e Fernando Oliveira, Maria Ant´onia Carravilla FEUP, 2003-2009.

• Problemas de afecta¸c˜ao

Transparˆencias de apoio `a lecciona¸c˜ao de aulas te´oricas – Vers˜ao 2.1 Jos´e F. Oliveira

FEUP, 2009, 2001, 1997. • Exerc´ıcios de Afecta¸c˜ao

Jos´e F. Oliveira, Maria Ant´onia Carravilla et al FEUP, 2009, 2000, 1998.

• Folhas de c´alculo: – Asa de Luxo – Layout Fabril

Jos´e Fernando Oliveira, Maria Ant´onia Carravilla FEUP, 2003-2009.

• Problemas de fluxo m´aximo

Transparˆencias de apoio `a lecciona¸c˜ao de aulas te´oricas – Vers˜ao 2.1 Jos´e F. Oliveira

FEUP, 2009, 2001, 1997. • Exerc´ıcios de Fluxo M´aximo

Jos´e F. Oliveira, Maria Ant´onia Carravilla et al FEUP, 2009, 2000, 1998.

• Folhas de c´alculo:

– Fluxo M´aximo N´o 0 N´o 4

Jos´e Fernando Oliveira, Maria Ant´onia Carravilla FEUP, 2003-2009.

• Problemas de caminho m´ınimo

Transparˆencias de apoio `a lecciona¸c˜ao de aulas te´oricas – Vers˜ao 2.1 Jos´e F. Oliveira

(43)

• Exerc´ıcios de caminho M´ınimo

Jos´e F. Oliveira, Maria Ant´onia Carravilla et al FEUP, 2009, 2000, 1998.

• Folhas de c´alculo: – Exerc´ıcio dos slides – Ven de Dor

Jos´e Fernando Oliveira, Maria Ant´onia Carravilla FEUP, 2003-2009.

• Outros problemas em redes

Transparˆencias de apoio `a lecciona¸c˜ao de aulas te´oricas – Vers˜ao 2.1 Jos´e F. Oliveira

FEUP, 2009, 2001, 1997. • Folhas de c´alculo:

– ´Arvore de suporte de comprimento m´ınimo Jos´e Fernando Oliveira, Maria Ant´onia Carravilla FEUP, 2003-2009.

N´ıvel 2

• Introduction to Operations Research – 8th edition Hillier, Frederick S. e Lieberman, Gerald

Mc Graw-Hill, 2005.

• Operations Research, an Introduction Taha, Hamdy A.

Prentice Hall, 1997.

• Networks and Algorithms: an introductory approach Dolan, Alan e Aldous, Joan

John Wiley and Sons, 1993.

3.3.7 Problemas de decis˜ao multicrit´erio N´ıvel 1

(44)

• Multicrit´erio

Maria Ant´onia Carravilla FEUP, 2003.

• Exerc´ıcios de an´alise multicrit´erio Maria Ant´onia Carravilla

FEUP, 2009, 2003. • Folhas de c´alculo:

– AHP – Compara¸c˜ao de ´Areas – AHP – NatureToys

– Escolher um autom´ovel Maria Ant´onia Carravilla FEUP, 2003.

N´ıvel 2

• Multiattribute problems4

Class Notes MAD – Decision Aid Methodologies Manuel Ant´onio Matos

FEUP, 2005.

• Making Hard Decisions with Decision Tools Clemen, R.T.

Duxbury Press, Pacific Grove, 2000. • Multiple Criteria Decision Making

Zeleny, M.

McGraw-Hill, 1982.

• Decisions with Multiple Objectives: Preferences and Value Tradeoffs Keeney, R., Raiffa, H.

Wiley, 1976.

4

(45)

3.3.8 Filas de Espera N´ıvel 1

• Filas de Espera

Transparˆencias de apoio `a lecciona¸c˜ao de aulas te´oricas – vers˜ao 1.0 Jos´e F. Oliveira

FEUP, 1998.

• Exerc´ıcios de filas de espera

Jos´e F. Oliveira, Maria Ant´onia Carravilla et al FEUP, 2000, 1998.

• Folhas de c´alculo:

– Filas M/M/1 e M/M/S Jos´e Fernando Oliveira FEUP, 2008.

N´ıvel 2

• Introduction to Operations Research – 8th edition Hillier, Frederick S. e Lieberman, Gerald

Mc Graw-Hill, 2005. • Investiga¸c˜ao Operacional

L. Valadares Tavares, Rui Carvalho Oliveira, Isabel Hall Themido, F. Nunes Correia

Mc Graw-Hill, 1996.

3.3.9 Simula¸c˜ao N´ıvel 1

• Simula¸c˜ao

Transparˆencias de apoio `a lecciona¸c˜ao de aulas te´oricas – vers˜ao 1.0 Jos´e F. Oliveira

FEUP, 2001. • Folhas de c´alculo:

(46)

– Filas de Espera e Simula¸c˜ao – Simula¸c˜ao Estat´ıstica Jos´e Fernando Oliveira FEUP, 2008.

N´ıvel 2

• Introduction to Operations Research – 8th edition Hillier, Frederick S. e Lieberman, Gerald

Mc Graw-Hill, 2005.

• Simula¸c˜ao por computador. Fundamentos e implementa¸c˜ao de c´odigo em C e C++

Ant´onio E.S. Carvalho Brito e J. Manuel Feliz Teixeira Publind´ustria, 2001

• Operations Research, an Introduction Taha, Hamdy A.

Prentice Hall, 1997

3.4

Software

Esta unidade curricular insere-se no terceiro ano de um mestrado integrado que n˜ao ´e uma especializa¸c˜ao em Investiga¸c˜ao Operacional. Assim, as com-petˆencias principais a desenvolver n˜ao est˜ao ao n´ıvel da utiliza¸c˜ao de software profissional para a resolu¸c˜ao de problemas de decis˜ao, mas sim no reconhe-cimento, modeliza¸c˜ao e abordagem estruturada `a resolu¸c˜ao destes proble-mas. Este enquadramento tem um impacto ´obvio na decis˜ao de incluir nos conte´udos program´aticos os diversos algoritmos para resolu¸c˜ao manual dos problemas (e.g. m´etodo simplex, m´etodo u-v), mas tamb´em na intensidade com que ferramentas de resolu¸c˜ao autom´atica s˜ao usadas, orientando ainda a escolha desse software.

Neste contexto, a nossa op¸c˜ao ´e a utiliza¸c˜ao do Microsoft Excelr. Esta aplica¸c˜ao, ou uma outra equivalente, est´a presente em virtualmente todos computadores pessoais do mundo, garantindo que as competˆencias adquiri-das pelos estudantes podem ser facilmente utilizaadquiri-das no seu futuro profissi-onal, o que n˜ao aconteceria se a op¸c˜ao fosse por software profissional como o GAMSr ou o CPLEXr.

(47)

Por outro lado, a utiliza¸c˜ao deste software ´e trabalhada na modeliza¸c˜ao de problemas de programa¸c˜ao linear e inteira e na sua resolu¸c˜ao com o Solverr da Frontline Systems, dispon´ıvel gratuitamente como um suple-mento para o Excel, cobrindo-se assim a formula¸c˜ao e resolu¸c˜ao autom´atica de uma parte consider´avel dos problemas abordados na unidade curricular, desde os problemas de programa¸c˜ao linear ou inteira at´e aos problemas de fluxos em redes, formul´aveis com modelos lineares.

3.5

Avalia¸

ao

A forma de avalia¸c˜ao escolhida para esta unidade curricular, de acordo com o Gloss´ario Acad´emico da Universidade do Porto5, ´e de “Avalia¸c˜ao distribu´ıda com exame final”:

Avalia¸c˜ao distribu´ıda ao longo do ano, do semestre ou trimestre lectivos, de acordo com os princ´ıpios definidos pelo Senado da U.Porto e com as normas estabelecidas pelo Conselho Pedag´ogico de cada Unidade Orgˆanica, obrigando `a realiza¸c˜ao de um exame final.

Dada a rela¸c˜ao fundamental e estruturante entre a avalia¸c˜ao e os m´etodos pedag´ogicos, a avalia¸c˜ao ser´a detalhadamente discutida em cap´ıtulo pr´oprio, conjuntamente com estes. No entanto, gostar´ıamos de desde j´a defender esta modalidade de avalia¸c˜ao mista que, na sua componente distribu´ıda, conduz `a aprendizagem dos estudantes ao longo do semestre, motivando-os e fornecendo-lhes um retorno sobre as suas aprendizagens (fun¸c˜ao formativa da avalia¸c˜ao), e que, em sede de exame final, constitui uma oportunidade para avaliar a s´ıntese realizada por cada estudante e a integra¸c˜ao dos v´arios cap´ıtulos ou temas do programa. Finalmente, todo o esfor¸co do estudante ´e reconhecido para efeitos de avalia¸c˜ao sumativa, sendo que na componente da avalia¸c˜ao distribu´ıda se permite que aprenda com os seus erros e mesmo assim consiga, dentro de limites, obter a classifica¸c˜ao m´axima desta compo-nente.

5

Referências

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