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A vestimenta como tela para a arte

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Academic year: 2021

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TECNOLOGIA EM DESIGN DE MODA

BÁRBARA DA SILVA SATLER DE AMORIM

A VESTIMENTA COMO TELA PARA A ARTE

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

APUCARANA 2017

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BÁRBARA DA SILVA SATLER DE AMORIM

A VESTIMENTA COMO TELA PARA A ARTE

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial à obtenção do título de Tecnólogo do Curso Superior de Tecnologia em Design de Moda, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Orientadora: Raquel Andrade

APUCARANA 2017

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Ministério da Educação

Universidade Tecnológica Federal do Paraná Câmpus Apucarana

CODEM – Coordenação do Curso Superior de Tecnologia em Design de Moda

TERMO DE APROVAÇÃO

Título do Trabalho de Conclusão de Curso Nº 267 A vestimenta como tela para a arte

por

BÁRBARA DA SILVA SATLER DE AMORIM

Este Trabalho de Conclusão de Curso foi apresentado ao primeiro dia do mês de dezembro do ano de dois mil e dezessete, às vinte e uma horas, como requisito parcial para a obtenção do título de Tecnólogo em Design de Moda, linha de pesquisa Processo de Desenvolvimento de Produto, do Curso Superior em Tecnologia em Design de Moda da UTFPR – Universidade Tecnológica Federal do Paraná. O candidato foi arguido pela banca examinadora composta pelos professores abaixo assinados. Após deliberação, a banca examinadora considerou o trabalho aprovado.

_____________________________________________________________ PROFESSORA RAQUEL RABELO ANDRADE – ORIENTADORA

______________________________________________________________ PROFESSOR NELIO PINHEIRO – EXAMINADOR

______________________________________________________________ PROFESSORA JANETI MARQUES D ANDREA – EXAMINADORA

“A Folha de Aprovação assinada encontra-se na Coordenação do Curso”.

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Resumo

AMORIM, Bárbara da Silva Satler de. A vestimenta como tela para a arte. 2017. Trabalho de Conclusão de Curso de Tecnologia em Design de Moda – Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Apucarana, 2017.

O presente trabalho busca estudar os movimentos artísticos: Cubismo, Expressionismo e a Pop Art, visando utilizar a estética dos mesmos em ilustrações de modo a expressar a arte por meio de peças de roupa através da pintura manual, afim de solucionar o problema dos consumidores estudados em não encontrar marcas de moda que valorizem as diversas culturas brasileiras. Teve-se como objetivo final criar uma coleção de moda que se adequasse aos desejos do público-alvo, que segue um estilo contemporâneo e exclusivo.

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Abstract

AMORIM, Bárbara da Silva Satler de. The vestment as a canvas for art. 2017. Final Course Assigment of Course of Technology in Fashion Design - Technological University Federal of Parana. Apucarana, 2017.

The present work seeks to study the artistic movements: Cubism, Expressionism and Pop Art aiming to use their aesthetics in illustrations in order to express art through pieces of clothing through hand painting freehand, in order to solve the problem of consumers studied of not finding fashion brands that value the diverse Brazilian cultures. The ultimate goal was to create a fashion collection that fit the wishes of the target audience, which follows a contemporary and exclusive style.

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LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1 - “Abaporu”, Tarsila do Amaral, 1923...16

Figura 2 - “Menino Morto”, Cândido Portinari, 1944...18

Figura 3 - “100 Latas de Sopa Campbell”, Andy Warholl, 1962...19

Figura 4 - “Vestido Lagosta”, Elsa Schiaparelli, 1937...21

Figura 5 - Pôster de lançamento da colaboração da Gentle Thrills, 2017...23

Figura 6 - Luan Zumbi, Cleybi Trevisan, 2017... .24

Figura 7 - Público Alvo...24

Figura 8 - Microtendências...27

Figura 9 - Painel Semântico... 28

Figura 10 - “Os Retirantes”, Candido Portinari, 1944... 29

Figura 11 - “Cadeira Multidão”, Irmãos Campana, 2012...30

Figura 12 - “The Brazilian House”, Ricardo Bevilaqua, 2013...30

Figura 13 - As cinco ilustrações principais...31

Figura 14 - Painel explicativo sobre o surgimento do subgrupo de estampas...33

Figura 15 - Partes do processo de pintura da ilustração número 2 no programa PaintTool Sai...34

Figura 16 - Cartela de Cores...35

Figura 17 - Cartela de Tintas...36

Figura 18 - Cartela de Materiais...37

Figura 19 - Geração 1...38 Figura 20 - Geração 2...39 Figura 21 - Geração 3...40 Figura 22 - Geração 4...41 Figura 23 - Geração 5...42 Figura 24 - Geração 6...43 Figura 25 - Geração 7...44 Figura 26 - Geração 8...45 Figura 27 - Geração 9...46 Figura 28 - Geração 10...47 Figura 29 - Geração 11...48 Figura 30 - Geração 12...49 Figura 31 - Geração 13...50 Figura 32 - Geração 14...51 Figura 33 - Geração 15...52 Figura 34 - Geração 16...53 Figura 35 - Geração 17...54 Figura 36 - Geração 18...55 Figura 37 - Geração 19...56 Figura 38 - Geração 20...57

Figura 39 - Ficha técnica 1: Frente e costas...58

Figura 40 - Ficha técnica 1: Materiais...59

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Figura 42 - Ficha técnica 1: Estampa...61

Figura 43 - Ficha técnica 2: Frente e costas...62

Figura 44 - Ficha técnica 2: Materiais...63

Figura 45 - Ficha técnica 2: Sequência operacional...64

Figura 46 - Ficha técnica 2: Estampa...65

Figura 47 - Ficha técnica 3: Frente e costas...66

Figura 48 - Ficha técnica 3: Materiais...67

Figura 49 - Ficha técnica 3: Sequência operacional...68

Figura 50 - Ficha técnica 3: Estampa...69

Figura 51 - Ficha técnica 4: Frente e costas...70

Figura 52 - Ficha técnica 4: Materiais...71

Figura 53 - Ficha técnica 4: Sequência operacional...72

Figura 54 - Ficha técnica 4: Estampa...73

Figura 55 - Ficha técnica 5: Frente e costas...74

Figura 56 - Ficha técnica 5: Materiais...75

Figura 57 - Ficha técnica 5: Sequência operacional...76

Figura 58 - Ficha técnica 5: Estampa...77

Figura 59 - Prancha look 1...78

Figura 60 - Prancha look 2...78

Figura 61 - Prancha look 3...79

Figura 62 - Prancha look 4...79

Figura 63 - Look 1...80

Figura 64 - Look 2...80

Figura 65 - Look 3...81

Figura 66 - Look 4...81

Figura 67 - Catálogo: Capa, costas, páginas 1 e 2...82

Figura 68 - Catálogo: Páginas 3, 4, 5 e 6...83

Figura 69 - Catálogo: Páginas 7, 8, 9 e 10...84

Figura 70 - Catálogo: Páginas: 11, 12, 13 e 14...85

Figura 71 - Catálogo: Páginas 15, 16, 17 e 18...86

Figura 72 - Cabelo e maquiagem...87

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SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ... 10 1.1 Definição do problema ... 10 1.2 Objetivo geral ... 10 1.3 Objetivos específicos ... 11 1.4 Justificativa ... 11 2 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS ... 12 3 FUNDAMENTAÇÃ TEÓRICA ... 13 3.1 Arte ... 13

3.2 Movimento artístico e vanguardista ... 14

3.2.1 Cubismo ... 15 3.2.2 Expressionismo ... 16 3.2.3 Pop Art ... 19 3.3 A arte e o design ... 20 4 DIRECIONAMENTO MERCADOLÓGICO ... 22 4.1 Empresa ... 22 4.1.1 Nome da Marca ... 22 4.1.2 Segmento ... 22 4.1.3 Estrutura da Marca ... 22 4.1.4 Concorrentes ... 22 4.2 Público alvo ... 24 4.2.1 Análise Mercadológica ... 25 4.3 Pesquisa de tendências ... 26 4.3.1 Macrotendência ... 26 4.3.2 Microtendências ... 26 5 DESENVOLVIMENTO DO PROJETO ... 28 5.1 Painel semântico ... 28 5.2 Especificações do projeto ... 29 5.3 Cartela de cores ... 35 5.4 Cores de tinta ... 36 5.5 Cartela de materiais ... 37 5.6 Geração de alternativa ... 38 5.7 Ficha técnica ... 58

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5.8 Pranchas dos looks confeccionados ... 78

5.9 Looks Confeccionados ... 80

5.10 Catálogo impresso ... 82

5.11 Desfile ... 87

5.11.1 Planejamento de maquiagem, cabelo e produção ... 87

5.11.2 Trilha sonora do desfile ... 88

5.11.3 Sequência de entrada dos modelos na passarela... 89

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS ... 90

7 AGRADECIMENTOS ... 91

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1 INTRODUÇÃO

A arte surgiu a partir do ancestral humano e se desenvolveu conforme o mesmo progredia e se aprimorava. Strickland (2004, p. 4) afirma que “os humanos andaram eretos há milhões de anos, mas só a 25 mil anos nossos ancestrais inventaram a arte”.

Através do estudo dos movimentos artísticos no decorrer das décadas, percebe-se o quanto a arte foi mudando junto ao ponto de vista dos artistas e a forma como estes enxergavam o mundo. O cubismo que tirou a necessidade de reproduzir em seus qudros a realidade; e o grafite que surgiu como forma de revolta para manifestar a todos seus pensamentos e ideais, são exemplos de movimentos que alteraram a definição de “certo e errado” na arte.

Atualmente várias formas de expressão são avaliadas como arte, tal qual a música e a dança, por exemplo. Mas ainda é questionado se a moda se enquadra também neste meio. Sabe-se que pintores e artistas já se associaram a designers em várias ocasiões para criarem peças ou até coleções de moda. Essa conexão da arte com o design é muito importante para o reconhecimento da moda como forma de arte, pois a vestimenta também é uma forma de expressão.

Assim, este trabalho parte do propósito de tornar a roupa uma forma de expressão para a arte por meio da pintura manual em peças de roupa, tomando como referência a cultura brasileira e sua diversidade.

1.1 Definição do problema

É possível experimentar, através da roupa, a popularização de obras de arte, tornando-as mais acessíveis?

1.2 Objetivo geral

Este projeto tem por objetivo reunir esses dois universos: arte e moda, valorizando uma por meio da outra.

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1.3 Objetivos específicos

• Estudar os movimentos artísticos Cubismo, Expressionismo e a Pop Art e o principal artista de cada um;

• Discorrer sobre a ligação da arte com a moda e o design;

• Aplicar ilustrações inspiradas nas estéticas de movimentos artísticos em produtos de moda;

• Incentivar a valorização da cultura e arte brasileira;

• Desenvolver e aplicar em produtos de moda ilustrações inspiradas na estética dos movimentos artísticos estudados.

1.4 Justificativa

Segundo Andrade (2011), as pessoas podem se sentir próximas à arte através de vários meios sem estarem necessariamente em lugares a ela reservados, como museus e galerias. Deste modo, é correto afirmar que é possível transmitir, através da moda, tal proximidade e emoções que a arte causa.

Muitos estilistas se inspiram em movimentos artísticos e na arte em si para criação de suas coleções, como por exemplo Yves Saint Laurent, que já utilizou estampas inspiradas nas obras de Van Gogh, Matisse e Mondrian para criação de suas peças. Seus vestidos inspirados nos quadros de Mondrian são a expressão de uma época e são destacados em qualquer enciclopédia de moda.

Por outro lado, Macedo (2015) em sua pesquisa sobre os consumidores autorais alcunhados como “Unique Sons”, constatou que os mesmos não costumam consumir produtos de marcas brasileiras porque sentem que estas não sabem aproveitar a diversidade brasileira para a criação de peças que os possam representar, além de não satisfazerem a necessidade de se sentirem exclusivos, pois valorizam os produtos que de algum modo são únicos.

Desta maneira, considerando estas afirmações, este estudo se justifica de dois modos: primeiramente pela intenção de aproximar moda e arte, e ainda pelo intento de suprir os anseios do público citado.

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2 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Como embasamento para este trabalho, foi realizada uma revisão bibliográfica sobre os tópicos: arte, história da arte e movimentos artísticos. Foram selecionados três movimentos artísticos para serem estudados, sendo eles o Cubismo, Expressionismo e a Pop Art, dispondo assim, da influência dos mesmos para a criação das pinturas nas peças da coleção. Na sequência, delimitou-se um público alvo que se adéqua aos princípios da marca e tem consciência do valor de um trabalho exclusivo e, por meio das necessidades desse público foi criada uma coleção.

A marca trabalha com o público alvo Unique Sons, que é um grupo de consumidores autorais e tem como foco os Unique Sons brasileiros. Para afirmar a existência e necessidade desse público, foi tomado como base uma pesquisa realizada pela autora Bruna Bordman Macedo, intitulada “Consumo autoral: um estudo sobre os Unique Sons e a sua relação com a cultura e as marcas de moda brasileiras” (2015).

A base da pesquisa é o método bibliográfico onde foram utilizados livros e artigos científicos afim de entender e explicar o comportamento dos Unique Sons e sua relação com a cultura brasileira. Com o conhecimento adquirido, Macedo (2015) elaborou 25 perguntas que foram aplicadas em jovens adultos com idade entre 20 a 35 anos que tem em suas atividades profissionais o envolvimento com o mundo das artes e da criatividade.

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3 FUNDAMENTAÇÃ TEÓRICA

3.1 Arte

Derivada da palavra de origem latina “ars”, significa técnica ou habilidade. É complexo obter uma definição clara do significado de arte, mas entende-se como uma manifestação estética e comunicativa que pode ser expressada por linguagens variadas, como a pintura, dança, arquitetura, cinema e entre outras formas.

A arte surgiu há cerca de 25 mil anos quando o ancestral do ser humano, o homem de Cro-Magnon, desenvolveu a habilidade de criar imagens esculpidas e pintadas. Não há como dissociar a história da arte com a origem e evolução do ser humano, já que está surgiu a partir dele com o desenvolvimento do mesmo e das civilizações (STRICKLAND, 2004).

Dessa maneira, as pinturas rupestres representam a primeira forma de expressão do homem pré-histórico. Elas são encontradas em sítios arqueológicos junto a esculturas primitivas, na qual ambos manifestavam o modo como viviam em grupo, compreendiam a natureza e até a religião.

Observou-se a queda e a ascensão de diversas civilizações no decorrer da história. Segundo Strickland (2004), a pintura, escultura e arquitetura compuseram os valores da cultura dessas civilizações, e é notável a complexidade das mesmas ao reparar as pirâmides do Egito e as ruínas da Mesopotâmia. No decorrer dos anos, os artistas desenvolveram suas técnicas, se especializando em representar a figura humana de forma mais realística, como em esculturas greco-romanas.

Na Idade Média, com o domínio do Cristianismo, a adoração a beleza do corpo foi substituída por pinturas e esculturas voltadas à religião, para adornar catedrais. Neste período surgiram as tapeçarias, pinturas góticas e bizantinas. Com a transição da Idade Média para a Idade Moderna, entre o século XIV e XV, de acordo com o site Mundo Educação (2016), houve uma renovação artística que deu início a Arte Renascentista. À Arte Renascentista sucederam os estilos Rococó e o Barroco; também outras escolas como o Impressionismo, Romantismo, Realismo, Esteticismo e o início do Expressionismo. Esses movimentos artísticos se mantiveram até o fim do século XIX.

O século XX ficou marcado pelas vanguardas artísticas, que segundo o site Mundo Educação (2016) possui inspiração em teorias da psicanálise. Estudar arte não

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é analisar sua evolução do simples para o complexo, e sim as formas que a imaginação assumiu na pintura, escultura e na arquitetura (STRICKLAND, 2004).

Ao indagar a alguém se a arte é necessária, provavelmente essa pessoa responderá que sim; pois a arte causa emoção, reflexão e prazer. Na sociedade atual, as pessoas sentem prazer e um certo alívio ao ver algo visualmente bonito, cantar, dançar ou tocar algum instrumento musical; logo, chega-se à conclusão de que a arte é realmente necessária (DISSANAYAKE, 2002).

É através da arte e das manifestações artísticas que o ser humano expressa seu senso de criatividade, sensibilidade e estética. Proporciona condições de trazer ao exterior seus sentimentos, relacionar-se e autoconhecer-se. Já dizia Nietzsche (1992, p. 12) que “a arte é a tarefa suprema e a atividade propriamente metafísica desta vida”.

Para entender a arte é necessário considerar o contexto em que ela foi feita, o tempo e lugar, a ideologia e estética que influenciaram o artista a produzi-la. Desta forma, Azevedo Junior (2007 apud LACERDA, 2014) afirma que, sabendo analisar e criticar uma obra de arte, é possível apreciá-la e compreender as diferentes maneiras de criar e produzir arte.

3.2 Movimento artístico e vanguardista

Um movimento artístico é representado por uma estética, um estilo de arte com uma filosofia aderida por um grupo de artistas por um período de tempo.

Os movimentos artísticos foram principalmente importantes na arte moderna, rompendo uma tradição cultural do século XIX e trazendo à tona os movimentos vanguardistas. Com os movimentos vanguardistas, a arte do século XX era a liberdade de expressão. Sem a necessidade de agradar, a vivência do artista, seus sentimentos e sua imaginação eram suas inspirações para criar. Strickland (2004) destaca que de toda evolução que a arte ocidental sofreu, o século XX foi o que o fez de forma mais radical, deixando de lado os eventos históricos para retratar a vida contemporânea.

As vanguardas artísticas possuem um ideário revolucionário. Entretanto, muitas vezes, o posicionamento político estava ligado às propostas vanguardistas. O artista da vanguarda expressava seu ponto crítico utilizando de sua própria linguagem, porém, como não era algo explícito, apenas um pequeno público conseguia

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assimilá-lo. O Construtivismo foi a manifestação artística da vanguarda que demonstrava com mais evidência sua conexão com a política (REIS, 2006). Outros movimentos se entrelaçavam com a política, mas de forma menos notória, como por exemplo o Expressionismo. Apesar disso, o artista parou de pensar em um tema ou assunto para sua arte como primeiro plano, tornando a própria pintura o principal elemento de seu trabalho.

No meio da Revolução Industrial, da Primeira Guerra Mundial e de tantos acontecimentos e sofrimentos, a arte se aprimora dando origem a movimentos como o Expressionismo, o Fauvismo, o Cubismo, o Futurismo, o Abstracionismo, o Dadaísmo, o Surrealismo, e a Pop-art, que, de certa forma, expressam a perturbação do homem contemporâneo (A HISTÓRIA, 2013).

3.2.1 Cubismo

O nome “cubismo” surgiu a partir de um comentário de Matisse sobre uma paisagem de Georges Braque dizendo que sua obra não se passava de “cubinhos” (STRICKLAND, 2004). Apesar das pinturas cubistas não representarem cubos, especificamente, ou quebrarem objetos e paisagens em cubos, a denominação permaneceu. Não havia nenhum compromisso com a realidade; com a aparência real das coisas. Buscava-se representar as três dimensões dos seres numa superfície plana, usando formas geométricas.

O cubismo é dividido em duas fases: o cubismo analítico e o sintético. O analítico foi nomeado assim pois analisavam-se as formas dos objetos para representá-los de modo que eles fossem decompostos, fragmentados. Certas pinturas são tão fragmentadas que é praticamente impossível o reconhecimento do que está sendo representado.

No cubismo sintético usavam-se cores mais fortes; é uma forma de arte denominada colagem. Conforme Trindade (2007), o cubismo sintético enxergava na natureza um espaço tátil, ultrapassando as sensações visuais que a pintura propõe. Trabalhava com diferentes materiais para representar um objeto, que decomposto, é remontado segundo a imaginação do artista e aguça o espectador.

Artistas brasileiros sofreram influências do cubismo como Tarsila do Amaral e Di Cavalcanti. Segundo Avelino, Moreno e Gonçalves (1999), Tarsila teve contato com o cubismo na Semana da Arte Moderna em 1922, mas foi em 1923 em sua ida para

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Europa que este se intensificou em suas obras. Na imagem abaixo (Figura 1) observa-se um dos quadros mais famosos de Tarsila, o Abaporu.

Figura 1 “Abaporu”, Tarsila do Amaral, 1928

Fonte: Cultura Genial, 20171

De acordo com Abreu (2008), Cézanne foi o primeiro artista a utilizar a estética cubista; ele achava que a pintura deveria representar as formas da natureza utilizando cones, cilindros e esferas. Porém, foram Pablo Picasso e Georges Braque que tornaram o movimento cubista em algo concreto.

3.2.2 Expressionismo

O expressionismo teve início com Edvard Munch, famoso por sua obra “O Grito” e outras que, como está, expressavam os sentimentos do pintor como medo, angústia, isolamento, ciúmes e desejo. Outra importante precursora do expressionismo foi Paula Modersohn-Becker, que com seus traços modernos, retratava camponeses e autorretratos nus à procura da “maior simplicidade da forma”, segundo a mesma. Para Senna (2010) os nus de Paula não continham erotismo, mas mostravam um vínculo do camponês com a terra.

As preocupações do expressionismo foram totalmente contrárias as do impressionismo. O impressionismo dava importância às sensações da luz e cor de um

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reflexo do dia, que não são permanentes, não se importando com os sentimentos ou uma problemática social. O expressionismo era puro sentimento.

O expressionismo se desenvolveu principalmente na Alemanha moderna com um grupo de jovens artistas denominado Die Brücke, ou em português, “A Ponte”. O grupo foi fundado em 1905 em Dresden por Ernst Ludwig Kirchner, e dele faziam parte Fritz Bleyl, Erich Heckel e Karl Schmidt-Rottluft. Acreditavam que seus quadros seriam uma ponte para o futuro e que a arte em geral deveria expressar os sentimentos do artista. Conforme afirmado no site Deutsche Welle (2011), a arte expressionista era feita com base na emoção, sem a preocupação em reproduzir de forma realística.

Pregavam um retorno à vida. Para isso, valorizavam os contornos simplificados, as formas reduzidas e as cores vivas, brilhantes e contrastadas. Era uma arte do imediato, do impulso, do arrebatamento, da emoção. No centro não estava mais a reprodução exata da realidade pelo artista, mas do que ele sentia ao contemplá-la (DEUTSCHE WELLE, 2011, on-line).

Para muitos, o expressionismo divide-se em duas partes: o pré-guerra e o pós-guerra. De acordo com Mattos (2002), no período de pré-guerra o movimento buscava por uma nova linguagem expressiva, e após o conflito apresentava características mais nacionalistas.

Como uma reação à Primeira Guerra Mundial, no início de 1940 o Expressionismo Abstrato começou a aprimorar-se, e durou até o começo dos anos 50. Enquanto o Surrealismo e o Dadá faziam-se questionar o que era arte, os artistas abstratos confiavam no instinto para produzir suas obras de arte, não vendo necessidade em reproduzir imagens reconhecíveis ou formas geométricas. “O ato apaixonado de pintar tornou-se em si mesmo um valor absoluto” (STRICKLAND, 2004, p. 158).

Para Silva (2014), Jackson Pollock foi um dos principais expressionistas abstratos da época. Abandonando todas as formas de pintura convencionais como o pincel e o cavalete, aplicava a técnica do dripping, utilizando pingos e chapiscos em suas pinturas, todas feitas no chão de seu estúdio. O mesmo explicava que “a origem da minha pintura é o inconsciente”; considerava a sua pintura uma busca interior (SILVA, 2014, p. 22).

Outros famosos expressionistas abstratos foram Paul Klee, Arshile Gorky, Willem de Kooning, Franz Kline e Mondrian.

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O expressionismo figurativo também surgiu no pós-guerra com pintores que viram a necessidade de manter viva a pintura figurativa. Acreditava-se que além de seu aspecto exterior, a arte deveria expressar uma mensagem, uma verdade.

Frida Kahlo ficou muito conhecida por suas obras no expressionismo figurativo. De acordo com Strickland (2004), a maior parte são autorretratos, nos quais a artista sempre se retratava usando roupas e acessórios mexicanos. Kahlo expunha que não pintava sonhos e sim sua realidade.

No Brasil, o movimento expressionista também foi muito importante e teve como referência os artistas Candido Portinari e Anita Mafaltti. É claramente possível ver nas obras de Candido Portinari suas denúncias à sociedade brasileira e as consequências do desequilíbrio social. Na Figura 2 vê-se o quadro “Menino Morto” do pintor no qual, segundo Silva (2008), Portinari buscou simbolizar com as lágrimas de pedra, o pranto dos nordestinos castigados pela morte e a seca.

Figura 2 - “Menino Morto”, Candido Portinari, 1944

Fonte: Maria Preta, 20112

O expressionismo não foi um movimento uniforme, havendo uma grande dissemelhança estilística em vários polos artísticos, que existiam de maneira simultânea.

2 Disponível em<http://www.mariapreta.org/2011/06/crianca-morta-por-candido-portinari.html >.

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3.2.3 Pop Art

A Pop Art foi um movimento vanguardista que surgiu por volta de 1950, quando as imagens reconhecíveis voltaram à tona. Contudo, o movimento só ficou realmente conhecido no começo da década de 60. Roy Lichtenstein era conhecido por pintar quadros derivados de histórias em quadrinhos. Segundo Archer (2001), Lichtenstein selecionava quadros individuais das revistas em quadrinhos e os reproduzia numa escala maior em óleo sobre tela, mudando pequenas coisas para que se encaixassem em seus efeitos desejados. Utilizando apenas cores primárias, usava formas simplificadas e mostrava ao espectador o que ele já conhecia, porém de modo distinto.

A televisão, a publicidade, artistas famosos e o consumismo eram as inspirações da Pop Art. Este movimento não expressava sentimentos, era irônico e mecanizado. As pinturas de Andy Wahrol, por exemplo, buscavam mostrar que os artistas venerados daquela época eram apenas imagens sem personalidade, apenas aparências. O artista queria que sua arte não tivesse emoção e percebe-se isso em seu quadro 100 Latas de Sopa Campbell (Figura 3), onde ele reproduz um artigo de consumo de maneira automatizada.

Figura 3 - “100 Latas de Sopa Campbell”, Andy Warholl, 1962

Fonte: Warburg 20163

3 Disponível em< http://warburg.chaa-unicamp.com.br/artistas/view/724#img_3699 >. Acesso em: 25

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Archer (2001) explica que, para os críticos a Pop Art não mostrava nenhuma mudança do material a ser reproduzido; que não era nada que as pessoas já não tivessem visto pois não era uma arte transformadora.

Após um tempo, a Pop Art passou de um modismo a algo sofisticado, uma vez que diante do cenário vivido, o trabalho desses artistas tornou-se valorizado.

3.3 A arte e o design

No sentido de reconhecer o que é arte delimita-se que não é apenas o bonito e sim o que desperta um sentimento. Em suas teorias, Tolstói (1898, apud BRAGA, 2013) defende que a beleza não deve ser um critério para definir o que é arte ou não, pois o objetivo da mesma não é produzir o belo, mas sim a expressão e/ou a comunicação.

Considerando a teoria de Tolstói e o modo como pintores e estilistas procedem, é possível afirmar que moda também é arte. Para criar uma peça, o estilista empenha-se em manter o equilíbrio entre cor, caimento, volume e ritmo, se igualando de certo modo com o pintor ou escultor, que igualmente preocupam-se com os mesmos recursos.

A moda e o design estão conectados, e isto é um fato à se analisar que a denominação atual para quem atua no ramo da moda é designer. No campo de Design de Moda, o estilista está para arte como o designer está para o design. Neste sentido Christo (2006, p. 4) esclarece que “o estilista se assemelharia ao conceito de artista como um gênio, pertencente ao campo da arte”.

Lipovetsky (1989, apud REFOSCO, BURSOY, BROEGA, 2011) revela que em meados do século XIX costureiros eram considerados artistas. O mesmo e suas peças eram exaltados em jornais de moda, podendo serem comparados com pintores cujas obras são assinadas e protegidas por lei.

Na década de vinte, diversos estilistas e artistas plásticos se juntaram em favor da inovação, como argumentam Refosco, Bursoy e Broega.

[. . . ] Elsa Schiaparelli e o artista plástico surrealista Salvador Dalí, colaboraram para estreitar os laços entre a arte e a moda quando, ele e o também artista Jean Cocteau, desenvolveram tecidos com os novos materiais - rayon e o celofane, que pareciam vidro, para esta criar peças do vestuário, que além de roupas, concebeu também acessórios de moda como: colares, malas, luvas e chapéus, todos bastante inusitados quanto à forma, quanto ao uso de elementos

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lúdicos e de uma paleta de cores viva (REFOSCO, BURSOY, BROEGA, 2011, p. 9 apud LAURENT, 2008, p. 34).

Figura 4 - Vestido Lagosta inspirado nas obras de Salvador Dalí, Elsa Schiaparelli, 1937

Fonte: Revista Cliche, 20124

Um dos maiores exemplos da conexão da arte com a moda foi Paul Poiret Alson que, famoso por seu trabalho feito de forma tridimensional, trabalhava os drapeados direto no corpo. Usando inspirações da moda ocidental, deu as mulheres roupas confortáveis as libertando dos espartilhos. Para se inspirar em suas criações, frequentava galerias de arte e contratava artistas para fazer suas ilustrações (REFOSCO, GURSOY, BROEGA, 2011).

É fato que a moda tem valor social e distingue socialmente, não apenas em relação a classes; através dela pode-se notar o gosto musical de alguém, por exemplo, ou seja, sua identidade. Desta maneira a moda pode ser vista como forma de arte, pois, do mesmo modo que um quadro ou uma escultura, a roupa pode causar agrado pela emoção que transmite a um indivíduo e uma ligação com seu íntimo. Ambos encantam, uma vez que contém elementos que fazem parte da personalidade de cada indivíduo.

4 Disponível em< http://www.revistacliche.com.br/2012/01/a-moda-de-elsa-schiaparelli/ >. Acesso em:

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4 DIRECIONAMENTO MERCADOLÓGICO

4.1 Empresa

Com o propósito de tornar concreto todo o conhecimento realizado, este tópico contém todas as informações sobre a marca.

4.1.1 Nome da Marca

Razão Social: Sathler Ltda.

4.1.2 Segmento

O seguimento casual wear feminino e masculino.

4.1.3 Estrutura da Marca

Da mesma forma da arte, pretende-se criar uma moda para todos, não fazendo uma definição de feminino e masculino, do belo e do feio; uma moda sem rótulos, desenvolvendo uma coleção com peças exclusivas em pintura manual, ao qual poderá ser replicada em produtos divididos em uma grade de tamanhos: P, M e G. De qualquer modo, entende-se que cada uma poderá ser considerada única, uma vez que a pintura manual, mesmo que aplicada nos mesmos lugares nas peças, nunca ficariam iguais, pois cada mancha terá sua peculiaridade.

Na coleção as peças contêm pinturas feitas de forma manual à mão livre aplicadas de modo intuitivo. Desta forma, as peças à venda são únicas. Além das peças das coleções, a marca também trabalhará a partir de pedidos dos clientes ou venda de peças que foram feitas sem um pedido específico, tendo sempre uma mesma data para lançamento para que assim os clientes da marca saibam quando sairá algo novo.

4.1.4 Concorrentes

Até o momento, não foram encontrados concorrentes diretos que trabalhem com o mesmo propósito da marca de valorizar a cultura de seu próprio país. Porém averiguou-se a existência de marcas que utilizam da pintura manual como forma de expressar sua arte em peças de roupa.

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A Gentle Thrills é uma marca desenvolvida pela americana Isa Beniston em Los Angeles, Califórnia, onde a mesma trabalha suas ilustrações em peças de roupa através da pintura à mão livre, pintura a partir de telas e em bordados em suéteres (Figura 5). Caracteriza-se a marca Gentle Thrills uma concorrente direta da Sathler, porém a intenção da marca não é exatamente a mesma.

Figura 5 – Gentle Thrils com Big Bud, 2017

Fonte: Gentle Thrills, 20175

Também como concorrente direto elegeu-se o artista e designer Luan Zumbi, que utiliza de sua arte para pintar à mão livre peças de roupas de marcas já existentes com um tema específico ou não, ou a pedido de clientes. Abaixo (Figura 6), vê-se o artista usando uma camisa com a arte de sua autoria.

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Figura 6 - Luan Zumbi por Cleybi Trevisan, 2017

Fonte: Circolare, 20176

4.2 Público alvo

Figura 7 - Público Alvo

Fonte: Loja Prosa, 20177

6 Disponível em:<http://www.circolare.com.br/retratos/best-buddies-no-cartel-011/>. Acesso em: 19 de

ago de 2017.

7 Disponível em:< http://www.lojaprosa.com/pd-49da98-calca-linho-black.html>. Acesso em: 19 de ago

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O público alvo da marca são os consumidores autorais Unique Sons brasileiros que possuem uma faixa etária de 25 a 30 anos. Esse grupo é composto em sua maioria por filhos únicos, por isso cresceram sendo o centro das atenções e tendo um tratamento especial.

Este tipo de público está sempre em busca de exclusividade, por esta razão não se importam em esperar para receber um produto, contanto que o mesmo seja exclusivo. Segundo Macedo (2015, p. 63) “os jovens selecionados possuem forte ligação com marcas expressivas e com o consumo e estão todos bastante atualizados com o mundo da moda”.

Deste modo, eles procuram por marcas que os atendam de forma diferenciada e tenham proximidade com seus consumidores para interagirem com a mesma. Pagam pela experiência de compra prezando pelo produto como um todo, desde a ergonomia da peça até a embalagem.

São produtores de conteúdo e acessam diversos blogs ou já tiveram o seu próprio, preferindo esta plataforma, pois podem receber e compartilhar conteúdo. Desta forma, costumam trabalhar com publicidade e são envolvidos com o mundo das artes e criatividade. São influenciadores pois estão sempre à frente de seu tempo.

Prezam pela valorização da cultura de seu país e buscam por peças e marcas que, além de se encaixarem em sua identidade, saibam tirar inspiração de toda a diversidade cultural que o Brasil possui.

4.2.1 Análise Mercadológica

Morace (2012) já confirma em sua obra Consumo Autoral a existência dos Unique Sons, que são um grupo de pessoas da Geração Y com a faixa etária de 20 a 35 anos, que buscam peças que se adequem a sua identidade através da exclusividade e da valorização de sua cultura por meio de marcas de moda. O mesmo destaca em uma entrevista para a revista Dialeto (2013) a importância do Genius Loci, que é a valorização da cultura e comportamento do país. Os Unique Sons prezam pelo Genius Loci. Assim, Morace (2012) destaca que os Unique Sons têm preferências por roupas que trazem consigo uma história no seu uso ou em sua produção.

Segundo a pesquisa realizada por Macedo (2015), na opinião de Unique Sons brasileiros, as marcas brasileiras não se preocupam com a verdadeira identidade cultural de seu país, pelo contrário, estão sempre procurando inspirações vindas de

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fora. Assim, eles acabam por consumir produtos estrangeiros pois procuram marcas que possam contribuir com o reconhecimento da cultura brasileira e não acham.

Como resultado, Macedo (2015) constatou em sua pesquisa que os consumidores autorais levam em conta sua identidade para compra de uma peça e consideram a moda uma forma de manifestação. Para os mesmos, o conforto vai além da peça e sua funcionalidade, tendo seu início na experiência de compra, na forma como são atendidos, até em como sua imagem será exibida para a sociedade com o uso daquela determinada roupa. São consumistas e pagam um valor alto se acharem que certa peça irá agregar valor à sua imagem. Porém, não costumam ser fiéis à marcas brasileiras pois acreditam que estas possuem muitas peças iguais, não satisfazendo seus anseios pela unicidade. Ademais, julgam que as mesmas não levam em consideração a própria diversidade brasileira, não se importando com a diferença de corpos e culturas.

Por fim, a autora compreende que “o foco não deve ser a venda propriamente dita, mas a realização de desejos e anseios específicos de cada cliente” (MACEDO, 2015, p. 90), colocando como desafio às marcas brasileiras vislumbrar os caminhos criativos, afetivos e únicos para agradar e trazer para si os consumidores autores Unique Sons, que podem alavancar uma marca se esta der à ele o valor que procuram.

4.3 Pesquisa de tendências

4.3.1 Macrotendência

A macrotendência utilizada no projeto é a denominada “Contra a corrente”. Está é uma tendência que tem como propósito comunicar ideias e crenças a determinadas culturas, transformando a roupa numa forma de expressão e opinião e “trazendo uma proposta mais pessoal e política para as roupas”. (FASHION BUBBLES, 2017, on-line)

4.3.2 Microtendências

Do simples ao moderno, de tecidos com caimento leve ao estruturado, peças com estilo Oversized, assimetria e com bolsos, shapes simples e limpos, essas serão as microtendências utilizadas para a coleção da marca (Figura 8).

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Figura 8 - Microtendências, 2017

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5 DESENVOLVIMENTO DO PROJETO

5.1 Painel semântico

Figura 9 – Painel Semântico

Fonte: Autor, 2017

O painel semântico (Figura 9) carrega as inspirações desta coleção. No lado direito vê-se o sol e pedaços de terra rachada, com fragmentos do quadro “Os Retirantes” de Portinari, que representam a fome e tristeza causada pela seca, com tons sóbrios como preto e cinza juntamente com nuances de marrom e verde. À esquerda, pode-se notar partes da Cadeira Multidão, dos Irmãos Campana, que com os bonecos que foram costurados por nordestinas em cores fortes e vibrantes, simbolizam a transição dos nordestinos para o sudeste. Há também os prédios coloridos que remetem a arquitetura de Olinda, a qual irá ser traduzida como a chegada dos mesmos em São Paulo, trazendo cor e alegria para a cidade e fazendo referência a sua colaboração para a construção da mesma. As formas retas e as levemente curvadas representam os shapes e caimentos das peças da coleção. Unindo todas essas cores e formas, o dripping e o pincel em vermelho caracterizam a pintura manual.

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5.2 Especificações do projeto

A coleção é intitulada Filhos do sol pois é inspirada na história da transição dos nordestinos em busca de uma vida melhor no Sudeste. As pinturas criadas pela autora do projeto tiveram como base as obras “Os Retirantes” de Candido Portinari (Figura 10), “Cadeira Multidão” dos Irmãos Campana (Figura 11) e a arquitetura de Olinda pela fotografia de Ricardo Bevilaqua (Figura 12), com suas casas e prédios coloridos, representando as fases da fome e seca, a transição e a chegada dos nordestinos na cidade de São Paulo, respectivamente. As cores dos tecidos são tons sóbrios como cinza, marrom claro, azul claro e branco pois as peças terão como foco a pintura, e estas irão conter diversas cores, indo desde o preto aos tons de marrom escuros e claros, nuances de amarelo, vermelho, verde e azul.

Figura 10 – “Os Retirantes”, Cândido Portinari, 1944

Fonte: Dois Pensamentos, 20118

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Figura 11 - Cadeira Multidão, Irmãos Campana, 2002

Fonte: Bom estar em casa, 20109

Figura 12 – “The Brazilian House”, Ricardo Bevilaqua, 2013

Fonte: Flickr, 201310

Para a criação dos shapes das roupas, usou-se como base as silhuetas retângulo e ampulheta, mas não com a cintura muito marcada, tendo como preferência formas retas havendo na coleção apenas alguns tecidos com leve fluidez. Esta caraterística mais limpa e simples das gerações de alternativa foi delimitada tendo em vista o destaque das pinturas manuais nas peças.

9 Disponível em:<http://www.bomestaremcasa.com.br/?p=1318>. Acesso em: 22 de ago de 2017.

10 Disponível em:<https://www.flickr.com/photos/ricardobevilaqua/9479524873/in/dateposted/>.

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5.2.1 Estamparia do projeto

A inspiração para a criação das estampas surgiu a partir das obras anteriormente citadas. Foi realizada uma pesquisa literária sobre os significados destas obras em que captou-se a essência das mesmas, tendo como objetivo a criação das ilustrações apresentadas na Figura 13.

Figura 13 – As cinco ilustrações principais

Fonte: Autora, 2017

Da obra Os Retirantes de Cândido Portinari, manteve-se as expressões tristes das figuras nos quadros 1 e 2. Para causar melhor a sensação de calor e seca do

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Nordeste. Para não deixar a ilustração com aspecto mórbido, optou-se por utilizar tons terrosos ao invés dos azuis acinzentados da obra e adicionou-se cactos a elas.

A Cadeira Multidão dos Irmãos Campana originou os quadros 3 e 4. Ao olhar a obra, foi notado que há partes que se sobressaem: vê-se muitas pernas e rostos. A partir da união da interpretação visual assimilada com o significado da obra dado pelos artistas, foram criadas as ilustrações.

Já a interpretação da fotografia de Ricardo Bevilaqua (Figura 12), resultou no quadro 5. Manteve-se o aspecto quadrado de algumas casas e nuances de azul, vermelho e amarelo. Foram adicionados telhados e figuras na composição. Pode-se notar na ilustração pessoas passando embaixo e outras nas janelas, algumas usando chapéus que remetem aos nordestinos.

Conforme expostos, foram criadas pela autora do presente projeto um grupo com cinco ilustrações principais para serem aplicadas nas gerações de alternativa da coleção Filhos do Sol. Cada uma das ilustrações resultou em mais uma, dando origem a um subgrupo de mais cinco ilustrações, como mostra a Figura 14. Cada uma destas dez estampas foi repetida em apenas duas gerações de alternativa, tendo em vista a manutenção do aspecto de unicidade e exclusividade da coleção.

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Figura 14 – Painel explicativo sobre o surgimento do subgrupo de estampas

Fonte: Autora, 2017

Tais ilustrações foram criadas primeiramente no papel e posteriormente estas foram passadas para o computador e finalizadas no programa de ilustração Paint Tool Sai (Figura 15).

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Figura 15 – Partes do processo de pintura da ilustração número 2 no programa PaintTool Sai

Fonte: Autora, 2017

A transferência das ilustrações para o tecido foi feita também pela autora do projeto por meio da pintura manual. Para isto foi necessário redesenhar as imagens nas peças para assim começar a pintura. Foram utilizadas tintas de tecido da marca Acrilex e uma tinta preta de serigrafia da marca Gênesis. O processo de pintura foi bem demorado pois algumas das tintas eram mais líquidas e estas necessitaram de mais de uma camada para melhor aproximação das cores originais das ilustrações. Após as pinturas prontas as peças foram lavadas.

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5.3 Cartela de cores

Figura 16 – Cartela de cores

Fonte: Autora, 2017

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5.4 Cores de tinta

Figura 17 – Cartela de tintas

Fonte: Autora, 2017

Essa cartela é referente as tintas empregadas nas estampas das pinturas manuais.

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5.5 Cartela de materiais

Figura 18 – Cartela de materiais

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5.6 Geração de alternativa

Figura 19 – Geração 1

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Figura 20 – Geração 2

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Figura 21 – Geração 3

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Figura 22 – Geração 4

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Figura 23 – Geração 5

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Figura 24 – Geração 6

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Figura 25 – Geração 7

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Figura 26 – Geração 8

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Figura 27 – Geração 9

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Figura 28 – Geração 10

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Figura 29 – Geração 11

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Figura 30 – Geração 12

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Figura 31 – Geração 13

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Figura 32 – Geração 14

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Figura 33 – Geração 15

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Figura 34 – Geração 16

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Figura 35 – Geração 17

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Figura 36 – Geração 18

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Figura 37 – Geração 19

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Figura 38 – Geração 20

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5.7 Ficha técnica

Figura 39 – Ficha Técnica 1: Frente e costas

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Figura 40 – Ficha técnica 1: Materiais

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Figura 41 – Ficha técnica 1: Sequência operacional

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Figura 42 – Ficha técnica 1: Estampa

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Figura 43 – Ficha técnica 2: Frente e costas

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Figura 44 – Ficha técnica 2: Materiais

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Figura 45 – Ficha técnica 2: Sequência operacional

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Figura 46 – Ficha técnica 2: Estampa

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Figura 47 – Ficha técnica 3: Frente e costas

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Figura 48 – Ficha técnica 3: Materiais

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Figura 49 – Ficha técnica 3: Sequência operacional

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Figura 50 – Ficha técnica 3: Estampa

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Figura 51 – Ficha técnica 4: Frente e costas

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Figura 52 – Ficha técnica 4: Materiais

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Figura 53 – Ficha técnica 4: Sequência operacional

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Figura 54 – Ficha técnica 4: Estampa

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Figura 55 – Ficha técnica 5: Frente e costas

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Figura 56 – Ficha técnica 5: Materiais

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Figura 57 – Ficha técnica 5: Sequência operacional

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Figura 58 – Ficha técnica 5: Estampa

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5.8 Pranchas dos looks confeccionados

Figura 59 – Prancha look 1

Fonte: Autora, 2017

Figura 60 – Prancha look 2

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Figura 61 – Prancha look 3

Fonte: Autora, 2017

Figura 62 – Prancha look 4

Fonte: Autora, 2017

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5.9 Looks Confeccionados Figura 63 – Look 1 Fonte: Autora, 2017 Figura 64 – Look 2 Fonte: Autora, 2017

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Figura 65 – Look 3

Fonte: Autora, 2017

Figura 66 – Look 4

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5.10 Catálogo impresso

Figura 67 – Catálogo: Capa, costas, páginas 1 e 2

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Figura 68 – Catálogo: Páginas 3, 4, 5 e 6

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Figura 69 – Catálogo: Páginas 7, 8, 9 e 10

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Figura 70 – Catálogo: Páginas 11, 12, 13 e 14

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Figura 71 – Catálogo: Páginas 15, 16, 17 e 18

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5.11 Desfile

5.11.1 Planejamento de maquiagem, cabelo e produção

Figura 72 – Cabelo e maquiagem

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A maquiagem escolhida foi uma sombra laranja que preenche toda a pálpebra, subindo para o arco das sobrancelhas e acabando no canto externo dos olhos. Foi usado blush de mesmo tom e uma boa quantidade de iluminador para causar a sensação de calor e pele corada. Nos lábios usou-se apenas protetor labial para obter um pouco de brilho.

O cabelo utilizado nas modelos mulheres é volumoso e despojado, buscando proporcionar uma aparência natural e de liberdade. Já os modelos homens desfilaram com topetes curtos e modernos.

Para o desfile optou-se por usar tênis brancos que dão um aspecto confortável e atual aos looks. Assim, todas as escolhas foram realizadas com o intuito de ressaltar o conforto e a contemporaneidade da coleção.

5.11.2 Trilha sonora do desfile

A música escolhida para integrar o desfile foi a canção instrumental regional denominada “Os Retirantes” ¹¹ composta por Levi Leosan.

_________________

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5.11.3 Sequência de entrada dos modelos na passarela

Figura 73 – Sequência passarela

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6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A pesquisa evidenciou que é possível usar a moda como forma de expressão para arte. Durante o estudo deste projeto pôde-se notar o quão a moda e a arte estão ligadas de forma a criar algo novo e dar mais significado à peças de roupa. Além disso, ao longo da análise do público alvo, notou-se como ausente é a busca das marcas brasileiras pela diversidade de culturas de seu próprio país para a criação de produtos que possam representá-los como brasileiros.

A partir deste projeto criou-se o entendimento de que, através da arte é possível ter o reconhecimento de diversas culturas, contar partes de suas histórias em peças exclusivas que podem se encaixar na identidade desse público alvo, que busca essa valorização do Genius Loci.

(91)

7 AGRADECIMENTOS

Gostaria de agradecer a todos que me ajudaram e me apoiaram a fazer este trabalho ir para frente. Primeiramente agradeço a Deus que, mesmo não lendo trabalhos de conclusão de curso, já sabe o que estou pensando em escrever. Obrigada por me fazer levantar da cama todos os dias, principalmente nos momentos de ansiedade que me faziam travar.

Agradeço imensamente ao Daniel Freitas que foi meu modelo e uma das pessoas que sempre estavam dispostas a me ajudar quando eu achava que poderia ser só eu e eu. A Camila Sousa que mesmo de longe fez de tudo para me ajudar e levantou em vários momentos deste trabalho quando eu estava caindo. A Juliana Diogo que estava sempre ali para me ajudar a me organizar porque eu sou uma pessoa perdida em relação a datas e cronogramas. Obrigada por ter sido a minha melhor amiga nessa faculdade e por sempre ter me ajudado quando podia. Nunca vou esquecer que sua mãe, pedra preciosa, fez a capa de um trabalho de história da moda que eu não conseguiria terminar. Ao Caio Verdelli que aturou todas as minhas perguntas e indecisões e clareou minhas ideias em várias situações. A minha primeira orientadora Bruna Vilas Boas que acreditou nesse trabalho e estava pronta para me ajudar quando eu a procurava. A minha também orientadora Raquel Andrade que me ajudou a estar aqui hoje apresentando esse trabalho, e se hoje ele está como está é por causa dela também. Aos meus amigos Valdir Mariucci e Roberta Aquino que se dispuseram a fazer as fotos maravilhosas do meu catálogo. Sério, o que seria de mim sem a ajuda de vocês? Ao Guilherme Fernandes que estava presente no dia das fotos para me ajudar e todos os meninos da minha casa e o pessoal da Pixel Comunicação que sempre falavam que estavam gostando do que eu estava fazendo. A Mayara Mininel que aumentava minha autoestima quando eu não acreditava no meu trabalho e não estava gostando de nada que estava fazendo, obrigada pelas palavras. E a minha família que, apesar de longe, me encorajaram a permanecer firme e forte.

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Referências

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