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DaCompraeVenda 2°estágio

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Academic year: 2021

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(1)
(2)

 Fase primitiva da civilização:

predominância da troca ou permuta de objetos;

 Uso de mercadorias como padrão,

facilitando o intercâmbio e o comércio de bens úteis aos homens;

 Uso de cabeças de gado (pecus), e

depois, metais preciosos;

 Surgimento da moeda e,

(3)

Art. 481. Pelo contrato de compra e venda,

um dos contratantes se obriga a transferir o

domínio de certa coisa, e o outro, a pagar-lhe

(4)

 Defluem obrigações recíprocas para cada uma das partes.

Para o vendedor a obrigação de transferir o domínio da coisa;

para o comprador a de entregar o preço.

(5)

 Transferir a propriedade (pela tradição ou escritura pública)  Responder pela evicção

(6)

 Pagar o preço  Receber a coisa

(7)

 Na compra e venda existem dois

sistemas, o francês (caráter real) e o alemão (caráter obrigacional). No

sistema francês, seguido pelos italianos, o simples contrato já

transfere a propriedade da coisa para o comprador. No sistema alemão, ao qual se filia o brasileiro, o contrato gera apenas uma obrigação;

(8)

 Os efeitos derivados do contrato são meramente obrigacionais, e não

reais, pois a compra e a venda não transfere, por si só, o domínio da coisa vendida, mas gera apenas, para o devedor, a obrigação de transferi-lo.

(9)

 Há mister de se recorrer a um

procedimento complementar, ou seja, a um modo de adquirir a

propriedade, que é a traditio.

 O domínio se transfere não pelo

contrato, mas pela tradição, se o objeto do negócio for móvel; e pela transcrição se imóvel.

(10)

Exemplo: Roubo de um abadá. João assinou um contrato de compra e

adquiriu um abadá. A entrega só é feita no dia da Micarande. Suponha que o Spazzio seja assaltado e levem os abadás.

(11)

Resposta: Sistema Francês, prejuízo para o dono. No Sistema Alemão,

adotado pelo Brasil, prejuízo do Spazzio.

(12)

 A compra e venda é contrato

consensual, sinalagmático (bilateral), oneroso, em regra comutativo, em

alguns casos sujeitos à forma

prescrita em lei, porem, no mais das vezes, independendo de qualquer

(13)

 É consensual - se aperfeiçoa pela

mera coincidência de vontades sobre o preço e a coisa.

 É sinalagmático (bilateral) – envolve prestações recíprocas de ambas as partes.

(14)

 É oneroso - implica sacrifício patrimonial para ambos

contratantes.

 A compra e venda, regra geral, é contrato comutativo, porque as

prestações são certas e as partes podem antever as vantagens e os sacrifícios.

(15)

 São três elementos que compõem o contrato:

ConsensusPretium

(16)

O consentimento (consensus) deve

recair sobre o objeto e sobre o preço, com a deliberação de alcançar o

resultado que o contrato oferece: a

aquisição da coisa e a transferência do preço.

 O consentimento deve ser livre e

espontâneo, sob pena de anulabilidade do negócio jurídico e deve recair sobre os outros dois elementos.

(17)

 O preço (pretium) é o segundo

elemento estrutural do negócio. Ele deve ser em dinheiro, pois, se o

não for, caracteriza-se o contrato de troca e não o de compra e venda.

(18)

 Ademais deve ser sério, pois se for irrisório ou fictício não haverá

(19)

 Art. 485. A fixação do preço pode ser deixada ao arbítrio de terceiro, que os contratantes logo designarem ou prometerem designar. Se o terceiro não aceitar a incumbência, ficará

sem efeito o contrato, salvo quando acordarem os contratantes designar outra pessoa.

(20)

 Art. 486. Também se poderá deixar a fixação do preço à taxa de mercado ou de bolsa, em certo e determinado dia e lugar.

(21)

 Art. 487. É lícito às partes fixar o preço em função de índices ou

parâmetros, desde que suscetíveis de objetiva determinação.

(22)

 Art. 488. Convencionada a venda sem

fixação de preço ou de critérios para a sua determinação, se não houver

tabelamento oficial, entende-se que as partes se sujeitaram ao preço corrente nas vendas habituais do vendedor.

 Parágrafo único. Na falta de acordo,

por ter havido diversidade de preço, prevalecerá o termo médio.

(23)

 Art. 489. Nulo é o contrato de

compra e venda, quando se deixa ao arbítrio exclusivo de uma das partes a fixação do preço.

(24)

 A coisa (res) é o terceiro elemento básico do negócio. Em tese podem ser objeto de compra e venda todas as coisas que não estejam fora do comércio.

 Assim, escapam ao campo da compra e venda as coisas

insuscetíveis de apropriação e as legalmente inalienáveis.

(25)
(26)

 O alienante responde pela perda que o adquirente venha a sofrer ao ser

privado da coisa comprada, em

virtude de sentença judicial que a atribui a terceiro; como também

responde pelos vícios ocultos de que a coisa vendida por acaso seja

(27)

 O princípio da autonomia da vontade

contratual faculta às partes a prerrogativa de ajustar o que

entenderem a respeito, atribuindo a uma ou a outra parte provenientes do

contrato.

Em seu silêncio, entretanto, supre a

lei, parcialmente, a omissão, dispondo

que as despesas da escritura ficam a

cargo do comprador e as da tradição, a cargo do vendedor.

(28)

 Até o momento da tradição, os riscos da coisa correm por conta do

vendedor, e os do preço por conta do comprador. O legislador nada mais

faz do que aplicar o princípio

segundo o qual res perit domino, isto é, a coisa perece em poder do seu dono.

(29)

 Não sendo a venda a crédito, o vendedor

não é obrigado a entregar a coisa antes de receber o preço. O vendedor desfruta de uma garantia mais ampla que o

comprador. Não obstante o prazo

ajustado para o pagamento, se antes da tradição o comprador cair em insolvência, poderá o vendedor sobrestar na entrega da coisa, até que o comprador lhe dê

(30)
(31)

 É anulável a venda de ascendente a descendente, salvo se os outros

descendentes e o cônjuge do

alienante expressamente houverem consentido.

 Em ambos os casos, dispensa-se o consentimento do cônjuge se o

regime de bens for o da separação obrigatória.

(32)

 Sob pena de nulidade, não podem ser

comprados, ainda que em hasta pública: I - pelos tutores, curadores, testamenteiros

e administradores, os bens confiados à sua guarda ou administração;

II - pelos servidores públicos, em geral, os bens ou direitos da pessoa jurídica a que servirem, ou que estejam sob sua

(33)

III - pelos juízes, secretários de tribunais,

arbitradores, peritos e outros serventuários ou auxiliares da justiça, os bens ou direitos sobre que se litigar em tribunal, juízo ou

conselho, no lugar onde servirem, ou a que se estender a sua autoridade;

IV - pelos leiloeiros e seus prepostos, os bens de cuja venda estejam encarregados.

Parágrafo único. As proibições deste artigo estendem-se à cessão de crédito.

(34)

 Não pode um condômino em coisa

indivisível vender a sua parte a

estranhos, se outro consorte a quiser, tanto por tanto.

 O condômino, a quem não se der

conhecimento da venda, poderá,

depositando o preço, haver para si a

parte vendida a estranhos, se o requerer no prazo de cento e oitenta dias, sob

(35)

 Sendo muitos os condôminos,

preferirá o que tiver benfeitorias de maior valor e, na falta de

(36)

 Um cônjuge, qualquer que seja o regime de bens, exceto no da

separação absoluta, só estará

legitimado a alienar, hipotecar ou gravar com ônus reais os bens

imóveis depois de obter autorização do outro, ou do suprimento judicial de seu consentimento.

(37)
(38)

 Trata-se de venda ultimada à vista de amostra exibida pelo vendedor, que provocou o assentimento do comprador.

 O negócio esta perfeito e acabado, daí surgindo para este último o

direito de obter entrega de coisa igual à amostra.

(39)

 Assim, se o vendedor se arrepender e propositalmente enviar coisa

diversa ao comprador, a este

compete enjeitar o objeto ofertado, bem como exigir a mercadoria que adquiriu, igual à amostra.

(40)

 CC: Se a venda se realizar à vista de amostras, protótipos ou modelos,

entender-se-á que o vendedor

assegura ter a coisa as qualidades que a elas correspondem.

(41)

 A venda se diz ad mensuram quando a preocupação das partes for vender e comprar determinada área de

terreno.

 O negócio é estipulado tendo em vista uma certa dimensão.

(42)

 O propósito do comprador é obter aquela

área determinada, necessária e suficiente

para o seu negócio. E o preço foi pago tendo em vista esse fim.

 Se porventura o imóvel não apresenta

referida extensão, frusta-se uma expectativa com que o comprador legitimamente

contava. Por isso, o legislador dá-lhe ação

para pedir a complementação da área, a fim de obter aquilo que comprou.

(43)

 A venda se diz ad corpus quando a preocupação das partes é vender e comprar coisa certa e discriminada, na forma que exige objetivamente, sem que a circunstância de ter uma ou outra extensão constitua motivo de maior relevo na formação do

(44)

 A referência à medida é meramente enunciativa, tendo por finalidade,

apenas, melhor caracterizar a coisa.  Por essa razão, na venda ad corpus

não se defere, ao comprador que

verificou não ter o imóvel comprado a medida constante da escritura,

(45)

 Havendo dúvida quanto ao fato de a venda ser ad corpus ou ad

mensuram e ocorrendo

desconformidade entre a medida

enunciada no instrumento e a que o imóvel efetivamente apresenta,

(46)

 Nas vendas de imóveis exige o fisco a transcrição das certidões negativas de impostos a que possam estar os mesmos sujeitos.

 Cumprindo tal requisito, fica o adquirente exonerado de

responsabilidade pelos impostos vencidos.

(47)

 Nas coisas vendidas conjuntamente, o defeito oculto de uma não autoriza a rejeição de todas.

(48)
(49)

 O compromisso de venda e compra, como contrato preliminar que é, tem por objeto um contrato futuro de

venda e compra.

 Assim sendo, pode ser definido como ajuste de vontades, por meio do qual os contratantes prometem,

reciprocamente, levar a efeito uma compra e venda.

(50)

 Na compra e venda, o vendedor se

obriga a transferir o domínio e este efetivamente se transfere, com a transcrição do título no registro de Imóveis.

 Todavia, na mera promessa bilateral de

venda e compra, o promitente vendedor apenas promete que, no futuro, e se

receber o preço, venderá o imóvel pretendido.

(51)

 De modo que continua titular do domínio, o qual será de futuro

transferido.

 Tal posição constitui, obviamente, excelente garantia para o vendedor.

(52)

 O contrato de compromisso de compra e venda, cujo fim é a

outorga de um contrato definitivo, gera para as partes uma obrigação de fazer recíproca: a de passarem um contrato definitivo - a compra e venda.

(53)

 Na venda com reserva de domínio, o alienante, embora tendo transferido ao adquirente a posse da coisa

alienada, conserva o domínio

sobre a mesma até ser pago da totalidade do preço.

(54)

 Se o preço não foi integralizado no tempo devido, o vendedor pode

reivindicar a coisa ou se reintegrar em sua posse, porque conserva

condição de dono, e o comprador inadimplente perde a legitimação para detê-la.

(55)

 O inadimplemento da obrigação de pagar as prestações devidas, por parte do comprador, abre para o vendedor uma dupla via:

a) pode este pleitear o pagamento das obrigações vencidas e vincendas;

b) pode considerar desde logo

rescindido o contrato e pleitear a reintegração na posse.

(56)

 Para valer entre as partes basta que a venda com reserva de domínio se ultime por escrito, deve o contrato ser registrado, para ter eficácia erga omnes.

(57)

 É o negócio jurídico através do qual o adquirente de um bem móvel

transfere o domínio do mesmo ao credor que emprestou o dinheiro

para pagar-lhe o preço, continuando, entretanto, o alienante a possuí-lo pelo constituto possessório,

resolvendo-se o domínio do credor, quando for ele pago de seu crédito.

(58)

 Mediante o constituto possessório o adquirente continua na posse direta do veículo, por exemplo,

transferindo-se para o financiador

apenas a titularidade do domínio e a posse indireta.

(59)

 Se o financiado deixar de pagar as prestações por ele devidas, a coisa alienada fiduciariamente se integra inexoravelmente no patrimônio do credor, dando lhe o ensejo de obter a posse direta da mesma, para o fim de vendê-la e pagar-se de seu

(60)

 Comprovada a mora no pagamento de uma das prestações, as demais se vencem por antecipação e o

credor pode, desde logo, requerer a busca e apreensão da coisa, a qual será concedida liminarmente.

(61)

 O vendedor de coisa imóvel pode

reservar-se o direito de recobrá-la no prazo máximo de decadência de três anos, restituindo o preço

recebido e reembolsando as despesas do comprador, inclusive as que, durante o período de resgate, se efetuaram com a sua autorização escrita, ou para a

(62)

 A venda feita a contento do

comprador entende-se realizada sob condição suspensiva, ainda que a

coisa lhe tenha sido entregue; e não se reputará perfeita, enquanto o

adquirente não manifestar seu agrado.

(63)

 Também a venda sujeita a prova presume-se feita sob a condição

suspensiva de que a coisa tenha as qualidades asseguradas pelo

vendedor e seja idônea para o fim a que se destina.

(64)

 A preempção, ou preferência, impõe ao comprador a obrigação de

oferecer ao vendedor a coisa que aquele vai vender, ou dar em

pagamento, para que este use de seu direito de prelação na compra, tanto por tanto.

(65)

 O prazo para exercer o direito de preferência não poderá exceder a cento e oitenta dias, se a coisa for móvel, ou a dois anos, se imóvel.

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