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Tipos de contratos de trabalho e Rescisão de Contrato de Trabalho

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Tipos de contratos de trabalho e Rescisão de Contrato de

Trabalho

GLAUCIANA DE ARAÚJO SOARES

Gama, DF, 2022.

(2)

CENTRO UNIVERSITÁRIO APPARECIDO DOS SANTOS - UNICEPLAC

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

S676t

Soares, Glauciana de Araujo.

Tipos de contratos de trabalho

e Rescisão de Contrato de Trabalho. Gama, DF:

UNICEPLAC, 2022.

60 p.

1. Contrato trabalhista. 2. Trabalho. 3. CLT. I. Título.

CDU: 658.3

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O QUE VEREMOS:

Em nossos estudos, exploraremos, no campo do Direito do Trabalho, os tipos de contrato:

LEI COMPLEMENTAR Nº 150, DE 1º DE JUNHO DE 2015 EMPREGADO DOMÉSTICO.

Lei do Aprendiz – Lei nº 10097/2000 LEI 13.467/17

Formas de rescisão de Contrato de Trabalho;

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DO CONTRATO DE TRABALHO

DOMÉSTICO

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EMPREGADO DOMÉSTICO

Empregado doméstico é todo trabalhador, com idade mínima de 18 (dezoito) anos, que presta serviços de natureza contínua (frequente, constante), com finalidade não lucrativa à pessoa ou família, no âmbito residencial.

Assim, o traço diferenciador do emprego doméstico é o caráter não-econômico da atividade exercida no âmbito residencial do empregador. Nesses termos, integram a categoria os seguintes trabalhadores: empregado, cozinheiro, governanta, babá, lavadeira, faxineiro, vigia, acompanhante de idosos, motorista particular, jardineiro e até piloto de avião particular, entre outros.

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CONCEITO

Art. 1o Ao empregado doméstico, assim considerado aquele que presta serviços de forma contínua, subordinada, onerosa e pessoal e de finalidade não lucrativa à pessoa ou à família, no âmbito residencial destas, por mais de 2 (dois) dias por semana, aplica-se o disposto nesta Lei.

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CARACTERÍSTICAS

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• Pessoa Física Maior De 18 Anos

• Âmbito residencial

• Prestar Serviços Com Continuidade

• Sob As Ordens Do Empregador Doméstico

• Sem fins lucrativo

• Pessoalidade

• Empregado doméstico =/= Diarista.

• Diarista vai até duas vezes por semana.

CARACTERÍSTICAS

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Parágrafo único. É vedada a contratação de menor de 18 (dezoito) anos para desempenho de trabalho doméstico, de acordo com a Convenção no 182, de 1999, da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e com o Decreto no 6.481, de 12 de junho de 2008.

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CONTRATO PRAZO DETERMINADO

Art. 4o É facultada a contratação, por prazo determinado, do empregado doméstico:

I - mediante contrato de experiência;

II - para atender necessidades familiares de natureza transitória e para substituição temporária de empregado doméstico com contrato de trabalho interrompido ou suspenso.

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Art. 11. Em relação ao empregado responsável por acompanhar o empregador prestando serviços em viagem, serão consideradas apenas as horas efetivamente trabalhadas no período, podendo ser compensadas as horas extraordinárias em outro dia, observado o art. 2o.

§ 1o O acompanhamento do empregador pelo empregado em viagem será condicionado à prévia existência de acordo escrito entre as partes.

§ 2o A remuneração-hora do serviço em viagem será, no mínimo, 25% (vinte e cinco por cento) superior ao valor do salário-hora normal.

Art. 18. É vedado ao empregador doméstico efetuar descontos no salário do empregado por fornecimento de alimentação, vestuário, higiene ou moradia, bem como por despesas com transporte, hospedagem e alimentação em caso de acompanhamento em viagem.

ACOMPANHAMENTO EM VIAGENS

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REGISTRO DE PONTO

Art. 12. É obrigatório o registro do horário de trabalho do empregado doméstico por qualquer meio manual, mecânico ou eletrônico, desde que idôneo.

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Descanso semanal remunerado

Art. 16. É devido ao empregado doméstico descanso semanal remunerado de, no mínimo, 24 (vinte e quatro) horas consecutivas, preferencialmente aos domingos, além de descanso remunerado em feriados.

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FÉRIAS

• § 2o O período de férias poderá, a critério do empregador, ser fracionado em até 2 (dois) períodos, sendo 1 (um) deles de, no mínimo, 14 (quatorze) dias corridos.

• § 3o É facultado ao empregado doméstico converter um terço do período de férias a que tiver direito em abono pecuniário, no valor da remuneração que lhe seria devida nos dias correspondentes.

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FGTS

Art. 22. O empregador doméstico depositará a importância de 3,2% (três inteiros e dois décimos por cento) sobre a remuneração devida, no mês anterior, a cada empregado, destinada ao pagamento da indenização compensatória da perda do emprego, sem justa causa ou por culpa do empregador.

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FGTS

§ 1o Nas hipóteses de dispensa

por justa causa

ou a pedido, de término do contrato de trabalho por prazo determinado, de aposentadoria e de falecimento do empregado doméstico, os valores previstos no caput serão movimentados pelo empregador.

§ 2o Na hipótese de culpa recíproca, metade dos valores previstos no caput será movimentada pelo empregado, enquanto a outra metade será movimentada pelo empregador.

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Seguro Desemprego

Art. 26. O empregado doméstico que

for dispensado

sem justa causa

fará jus ao benefício do seguro- desemprego, no valor de 1 (um) salário-mínimo, por período máximo de 3 (três) meses, de forma contínua ou alternada.

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Rescisão INDIRETA

Parágrafo único. O contrato de trabalho poderá ser rescindido por culpa do empregador quando:

I - o empregador exigir serviços superiores às forças do empregado doméstico, defesos por lei, contrários aos bons costumes ou alheios ao contrato;

II - o empregado doméstico for tratado pelo empregador ou por sua família com rigor excessivo ou de forma degradante;

III - o empregado doméstico correr perigo manifesto de mal considerável;

IV - o empregador não cumprir as obrigações do contrato;

V - o empregador ou sua família praticar, contra o empregado doméstico ou pessoas de sua família, ato lesivo à honra e à boa fama;

VI - o empregador ou sua família ofender o empregado doméstico ou sua família fisicamente, salvo em caso de legítima defesa, própria ou de outrem;

VII - o empregador praticar qualquer das formas de

violência doméstica ou familiar contra mulheres.

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Art. 34. O Simples Doméstico assegurará o recolhimento mensal, mediante documento único de arrecadação, dos seguintes valores:

I - 8% (oito por cento) a 11% (onze por cento) de contribuição previdenciária, a cargo do segurado empregado doméstico,

II - 8% (oito por cento) de contribuição patronal previdenciária para a seguridade social, a cargo do empregador doméstico,

III - 0,8% (oito décimos por cento) de contribuição social para financiamento do seguro contra acidentes do trabalho;

IV - 8% (oito por cento) de recolhimento para o FGTS;

V - 3,2% (três inteiros e dois décimos por cento), na forma do art. 22 desta Lei;

Simples Doméstico

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FISCALIZAÇÃO

“Art. 11-A. A verificação, pelo Auditor-Fiscal do Trabalho, do cumprimento das normas que regem o trabalho do empregado doméstico, no âmbito do domicílio do empregador, dependerá de agendamento e de entendimento prévios entre a fiscalização e o empregador.

§ 1o A fiscalização deverá ter natureza prioritariamente orientadora.

§ 2o Será observado o critério de dupla visita para lavratura de auto de infração, salvo quando for constatada infração por falta de anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social ou, ainda, na ocorrência de reincidência, fraude, resistência ou embaraço à fiscalização.

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CONTRATO DE APRENDIZAGEM

Regido pela Lei da Aprendizagem Lei nº 10.097/2000

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Lei do Aprendiz – Lei nº 10097/2000

Essa é a lei que rege a contratação de menor aprendiz.

Segundo ela, todos os estabelecimentos têm a obrigação de empregar um número de jovens aprendizes que corresponda de 5% a 15% do total de seus funcionários para exercerem funções que demandem formação profissional.

Ainda muito confundido com o programa de estágio, o Jovem Aprendiz é a única política pública regulamentada pela Lei da Aprendizagem ( Lei Nº 10097/2000). Podem participar jovens entre 14 e 24 anos incompletos que estão cursando ensino fundamental, médio ou concluíram. Os jovens são contratados em regime CLT especial com tempo pré- determinado.

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O QUE É CONTRATO DE APRENDIZAGEM?

O programa de aprendizagem é regulado pela Lei nº 10.097/2000, e determina que estabelecimentos de qualquer natureza cumpram uma cota equivalente a um mínimo de 5% e um máximo de 15% do seu quadro de funcionários cujas funções demandem formação profissional, por estabelecimento, na contratação formal de aprendizes, visando o desenvolvimento efetivo e integral de novos

profissionais. Desse modo,

o foco é a contratação do público jovem, com pouca ou nenhuma experiência profissional.

O artigo 428 da CLT define o contrato de aprendizagem como um contrato de trabalho especial.

(24)

O QUE É O PROGRAMA DE APRENDIZAGEM?

Para ser aprendiz, o adolescente ou jovem, entre 14 a 24 anos, deve estar matriculado e frequentando a escola, caso não tenha concluído o Ensino Médio. Caso haja alguma localidade sem a oferta do Ensino Médio, a contratação do aprendiz pode acontecer sem frequência escolar, desde que tenha concluído o Ensino Fundamental. Segundo a lei, a idade máxima prevista não se aplica a pessoas com deficiência.

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Como recrutar e contratar o aprendiz?

O empregador pode realizar a seleção do aprendiz considerando faixa etária, escolaridade, atividades laborais compatíveis e também considerando práticas de recrutamento ético e inclusivo.

A contratação pode ser efetuada de forma direta (contrato celetista celebrado direto com o aprendiz) ou indireta (quando a entidade qualificadora assume a função de empregadora e formadora teórica, sendo autorizada apenas a Entidades Sem Fins Lucrativos e as Entidades de Práticas Desportivas, mediante contrato ou convênio com o estabelecimento cumpridor da cota).

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Requisitos do contrato de aprendizagem

• Anotação na CTPS (Carteira de Trabalho e Previdência Social). No campo

“função” deve ser anotado o termo “aprendiz”, seguido da função constante no programa de aprendizagem em que o jovem está matriculado;

• Contrato por escrito;

• Contrato por prazo determinado, não podendo ultrapassar 2 anos;

• Aprendiz deve possuir entre 14 e 24 anos;

• Aprendiz deve estar inscrito em programa de aprendizagem de formação técnico-profissional

• Se o aprendiz não tiver concluído o ensino médio, deve estar matriculado e frequentar a escola.

São vedadas a prorrogação e a compensação de jornada de trabalho.

(Art. 61. D9579)

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Art. 428. Contrato de aprendizagem é o contrato de trabalho especial, ajustado por escrito e por prazo determinado, em que o empregador se compromete a assegurar ao maior de 14 (quatorze) e menor de 24 (vinte e quatro) anos inscrito em programa de aprendizagem formação técnico-profissional metódica, compatível com o seu desenvolvimento físico, moral e psicológico, e o aprendiz, a executar com zelo e diligência as tarefas necessárias a essa formação.

DEFINIÇÃO – CONTRATO DE APRENDIZAGEM

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ANOTA AÍ!

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Rescisão do Contrato de Trabalho

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O que é Rescisão de Contrato de Trabalho CLT?

A rescisão do contrato de trabalho é a formalização por parte do empregador do término do vínculo entre as partes, que determina o fim da relação trabalhista, que pode ser por vontade do empregador ou do colaborador.

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Classificações da rescisão do contrato trabalhista

Sem justa causa: A iniciativa é feita por parte do empregador, onde não existe mais interesse na continuação dos serviços prestados pelo colaborador.

Com justa causa: O contrato de trabalho sofre rescisão devido a um ato faltoso, previsto no Art. 482 – CLT, e que devido a gravidade, foi necessário o rompimento do vínculo empregatício.

Rescisão indireta: Normalmente ocorre quando o empregador não cumpre com todos os termos previstos no contrato de trabalho. E pode ocorrer também em situações onde o colaborador sofre danos morais ou corre risco de vida no exercício da profissão.

Acordo entre partes: um formato que surgiu com a Reforma Trabalhista, e está prevista através do Art. 484-A – CLT, e ocorre quando ambas as partes concordam com o término do contrato.

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O que diz a Lei sobre a rescisão de contrato de trabalho ?

A rescisão contratual está prevista na CLT, através dos Artigos 477 e 478, conforme citações abaixo:

Art. 477. Na extinção do contrato de trabalho, o empregador deverá proceder à anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social, comunicar a dispensa aos órgãos competentes e realizar o pagamento das verbas rescisórias no prazo e na forma estabelecidos neste artigo.

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Como funciona a rescisão de contrato de trabalho

A rescisão de contrato de trabalho é a formalização do fim do vínculo empregatício, ou seja, aponta o término da relação de trabalho por vontade do empregado ou do empregador.

Classificações para rescisão de contrato de trabalho, tanto das empresas, como dos profissionais:

Sem justa causa;

Por justa causa;

Rescisão Indireta e,

Acordo Mútuo.

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Classificações para rescisão de

contrato de trabalho

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COM Justa Causa

Quando ocorre falta grave por parte do trabalhador, é o momento de refletir sobre a rescisão do contrato de trabalho por justa causa.

Neste caso, o empregador deve ter a certeza absoluta das intenções do trabalhador, buscar informações e coletar provas de que houve intenção faltosa. Em alguns casos, o trabalhador não sabia das consequências de seus atos e, por isso,

importante que exista segurança por parte do empregador quando aplicar uma penalidade tão grave como a justa causa. O empregado pode cometer mais de um motivo de justa causa.

Outro fator importante é o trabalhador ser reincidente ou não. O empregador deve buscar no prontuário profissional do trabalhador verificar se houve outras penalidades disciplinares e analisar sua história na empresa. Somente assim a empresa terá́ recursos e apoio legal suficientes.

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SEM JUSTA CAUSA

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Demissão sem justa causa: o que é?

A demissão sem justa causa é uma categoria de desligamento em que o trabalhador é despedido sem motivo legal. Portanto, a empresa deve recompensá-lo com benefícios para manter o processo de desligamento de acordo com as regras trabalhistas.

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O que diz a lei sobre a demissão sem justa causa?

Art. 477 CLT – É assegurado a todo empregado, não existindo prazo estipulado para a terminação do respectivo contrato, e quando não haja ele dado motivo para cessação das relações de trabalho, o direito de haver do empregador uma indenização, paga na base da maior remuneração que tenha percebido na mesma empresa”.

Quais as regras?

A empresa não precisa explicar o motivo da decisão de demitir um funcionário, mas deve notificar o funcionário com antecedência – 30 dias previamente – ou pagar pelo aviso prévio.

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Verbas rescisória, são elas:

• saldo de salário dos dias trabalhados;

• aviso prévio indenizado;

• aviso prévio indenizado proporcional;

• férias proporcionais, acrescidas de 1/3 constitucional;

• décimo terceiro proporcional;

• multa de 40% referente ao FGTS;

• seguro-desemprego;

• saldo do FGTS.

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RESCISÃO INDIRETA

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Rescisão Indireta

Considera-se despedida indireta a falta grave praticada pelo empregador em relação ao empregado que lhe preste serviço.

A falta grave, neste caso, é caracterizada pelo não cumprimento da lei ou das condições contratuais ajustadas por parte do empregador.

A despedida indireta é assim denominada porque a empresa ou o empregador não demite o empregado, mas age de modo a tornar impossível ou intolerável a continuação da prestação de serviços.

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Demissão com Justa Causa

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Demissão COM Justa Causa

O artigo 482 da Consolidação das leis trabalhistas (CLT) nos ensina treze motivos graves que autorizam a demissão do empregado por justa causa.

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Requisitos para a justa causa

Primeiramente, o empregador não pode utilizar nenhum motivo para a justa causa que não esteja expressamente mencionado no artigo 482 da CLT. (na lista do tópico acima).

Qualquer interpretação deve seguir uma linha restritiva, exatamente para evitar dispensas arbitrárias. Além disso, dois requisitos são de extrema importância e devem ser observados:

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Requisitos

• Requisito temporal: a relação de causa e efeito deve estar muito clara. Para tanto, a punição deve ser na sequência ou logo após o cometimento da falta, ou ela se perderá no tempo, podendo ser só mais um trunfo na hora do descontentamento com o empregado;

• Requisito de gravidade: faltas leves devem ser punidas levemente, com proporcionalidade e adequação.

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ACORDO MÚTUO

RESCISÃO DO CONTRATO DE

TRABALHO POR MÚTUO ACORDO, COM A REFORMA TRABALHISTA – LEI

13.467/17

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A Lei 13.467/17, conhecida como Reforma Trabalhista, acrescentou à CLT uma nova modalidade de rescisão contratual: a rescisão por mútuo acordo entre empregado e empregador.

Nos termos do artigo 484-A, nesta modalidade de rescisão – por mútuo acordo, o empregado tem direito ao percebimento das seguintes verbas trabalhistas: (a) metade do aviso prévio, se indenizado; (b) metade da multa rescisória (20%), sobre o saldo do FGTS prevista no parágrafo 1º do artigo 18 da Lei 8.036/1990; (c) todas as demais verbas trabalhistas rescisórias, como saldo de salário, férias vencidas e proporcionais indenizadas, 13º salário, dentre outros; (d) saque de 80% do saldo do FGTS.

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Cabe ressaltar que esta hipótese de extinção do contrato não autoriza a habilitação do empregado para recebimento do seguro desemprego. Outro destaque necessário, é

sobre o prazo estabelecido no artigo 477, §6º da CLT, cujo texto da nova lei não impôs qualquer alteração.

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VERBAS RESCISÓRIA:

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Vamos Praticar!

As formas de rescisão do contrato de trabalho podem ser classificadas em: Dispensa por justa causa, Dispensa sem justa causa Pedido de demissão, Rescisão indireta e Rescisão por culpa recíproca.

Podemos afirmar:

A) Dispensa por justa causa causada pelo empregado - Ocorre quando o empregado comete faltas graves, em casos de desonestidade ou má conduta, indisciplina, negligência, abandono do emprego, violação de segredo da empresa, embriaguez em serviço, agressão física e à honra contra colegas, chefe e empregador, entre outras, como previsto no art. 482 da CLT. Nesse caso, o empregado só recebe o saldo de salário e os períodos de férias vencidas.

B) Pedido de demissão - Ocorre quando o empregado quer deixar o emprego. Nesse caso, algumas verbas rescisórias são devidas apenas pela metade, sendo elas: multa do FGTS, aviso prévio indenizado, 13° salário proporcional e férias proporcionais acrescidas de 1/3, mas tem direito ao seguro desemprego.

C) Dispensa por justa causa - Ocorre quando o fim do contrato se dá por vontade única do empregador.

Nessas circunstâncias, o empregado tem direito ao aviso prévio, férias vencidas, acrescidas de 1/3, férias proporcionais, décimo terceiro salário proporcional, saldo de salário, além de multa de 40% sobre o FGTS, que é a penalidade para a dispensa imotivada.

D) Dispensa sem justa causa - Ocorre quando o fim do contrato se dá por vontade única do empregado.

Desta forma, o empregado tem direito a férias vencidas, férias proporcionais, décimo terceiro salário proporcional, saldo de salário. Tem direito também de sacar os depósitos do FGTS. O empregado não tem direito ao seguro-desemprego.

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Referências

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