• Nenhum resultado encontrado

Dimens˜oes Homol´ogicas I

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2022

Share "Dimens˜oes Homol´ogicas I"

Copied!
52
0
0

Texto

(1)

Dimens˜ oes Homol´ ogicas I

Roger R Primolan

Study seminar RTAG, IME-USP

S˜ao Paulo, 08 de outubro de 2021.

(2)

T´ opicos

1 Hist´oria, Motiva¸c˜ao e Revis˜ao Classifica¸c˜oes cl´assicas.

No¸c˜oes de Homologia

2 Resultados T´ecnicos Idempotentes Algebra Envolvente´

Dimens˜oes Homol´ogicas para ´Algebras de Dimens˜ao Finita

3 Principal Resultado Aplica¸c˜ao

(3)

Burocracias

Aqui sempre pensarei que K´e um corpo algebricamente fechado e as

´

algebras que aparecem s˜ao K-´algebras unitais, associativas, conexas, b´asicas e de dimens˜ao finita. Todos os m´odulos sobre As˜ao unitais. Os tensores ⊗s˜ao sempre⊗K.

(4)

Table of Contents

1 Hist´oria, Motiva¸c˜ao e Revis˜ao Classifica¸c˜oes cl´assicas.

No¸c˜oes de Homologia

2 Resultados T´ecnicos Idempotentes Algebra Envolvente´

Dimens˜oes Homol´ogicas para ´Algebras de Dimens˜ao Finita

3 Principal Resultado Aplica¸c˜ao

(5)

Caso I: Semissimples

Um dos primeiros resultados de classifica¸c˜ao de ´algebras ´e para as ´algebrassemissimples.

Atrav´es dos trabalhos de Emil Artin(1898-1962) e Joseph Wedderburn (1882-1948), realizados em 1907 e 1927, sabemos que essas ´algebras, no nosso contexto, s˜ao somas de matrizes com entradas em K:

A∼=Mn1(K)⊕ · · · ⊕Mnr(K). Nota: aqui n˜ao ´e necess´ario supor que a ´algebra ´e b´asica.

Figure:Emil Artin (1898-1962)

Figure:Joseph Wedderburn (1882-1948)

(6)

Caso I: Semissimples

Um dos primeiros resultados de classifica¸c˜ao de ´algebras ´e para as ´algebrassemissimples.

Atrav´es dos trabalhos de Emil Artin(1898-1962) e Joseph Wedderburn(1882-1948), realizados em 1907 e 1927, sabemos que essas ´algebras, no nosso contexto, s˜ao somas de matrizes com entradas em K:

A∼=Mn1(K)⊕ · · · ⊕Mnr(K).

Nota: aqui n˜ao ´e necess´ario supor que a ´algebra ´e b´asica.

Figure:Emil Artin (1898-1962)

Figure:Joseph Wedderburn

(7)

Caso II: Heredit´ ario.

Outro teorema de

classifica¸c˜ao de ´algebras ´e o para ´algebrasheredit´arias b´asicas.

Estas s˜ao ´algebras de caminhos:

A∼=KQA,

onde QA ´e aaljava de Gabriel (ordin´aria)deA. Em 1972, Peter Gabriel(1933-2015), classifica as ´algebras heredit´arias b´asicas de tipo de representa¸c˜ao finito, elas correspondem aosdiagramas de Dynkin de tipoA,D e E.

Figure:Peter Gabriel (1933-2015)

(8)

Caso II: Heredit´ ario.

Outro teorema de

classifica¸c˜ao de ´algebras ´e o para ´algebrasheredit´arias b´asicas. Estas s˜ao ´algebras de caminhos:

A∼=KQA,

onde QA ´e aaljava de Gabriel (ordin´aria)deA.

Em 1972, Peter Gabriel(1933-2015), classifica as ´algebras heredit´arias b´asicas de tipo de representa¸c˜ao finito, elas correspondem aosdiagramas de Dynkin de tipoA,D e E.

Figure:Peter Gabriel (1933-2015)

(9)

Caso II: Heredit´ ario.

Outro teorema de

classifica¸c˜ao de ´algebras ´e o para ´algebrasheredit´arias b´asicas. Estas s˜ao ´algebras de caminhos:

A∼=KQA,

onde QA ´e aaljava de Gabriel (ordin´aria)deA. Em 1972, Peter Gabriel(1933-2015), classifica as ´algebras heredit´arias b´asicas de tipo de representa¸c˜ao finito, elas correspondem aosdiagramas

Figure:Peter Gabriel

(10)

Rela¸c˜ ao com Homologia

• Uma ´algebraA´e semissimplesquando todoA-m´oduloM ´e projetivo.

• Uma ´algebraB ´e heredit´ariaquando todo subm´odulo de um B-m´odulo projetivo ´e projetivo.

• 0→P0 =M →M →0.

• 0→P1 →P0 →M →0

Isso nos d´a a interpreta¸c˜ao que uma categoria de m´odulos sobre um anel ´e t˜ao complicadaquanto as aproxima¸c˜oes de seus m´odulos por m´odulos projetivos.

(11)

Rela¸c˜ ao com Homologia

• Uma ´algebraA´e semissimplesquando todoA-m´oduloM ´e projetivo.

• Uma ´algebraB ´e heredit´ariaquando todo subm´odulo de um B-m´odulo projetivo ´e projetivo.

• 0→P0 =M →M →0.

• 0→P1 →P0 →M →0

Isso nos d´a a interpreta¸c˜ao que uma categoria de m´odulos sobre um anel ´e t˜ao complicadaquanto as aproxima¸c˜oes de seus m´odulos por m´odulos projetivos.

(12)

Rela¸c˜ ao com Homologia

• Uma ´algebraA´e semissimplesquando todoA-m´oduloM ´e projetivo.

• Uma ´algebraB ´e heredit´ariaquando todo subm´odulo de um B-m´odulo projetivo ´e projetivo.

• 0→P0 =M →M →0.

• 0→P1 →P0 →M →0

Isso nos d´a a interpreta¸c˜ao que uma categoria de m´odulos sobre um anel ´e t˜ao complicadaquanto as aproxima¸c˜oes de seus m´odulos por m´odulos

(13)

Dimens˜ oes Homol´ ogicas

Dado uma ´algebraAe um A-m´odulo M definimos:

1 adimens˜ao projetivade M em rela¸c˜ao a A´e o m´ınimo dos tamanhos das resolu¸c˜oes projetivas de M comoA-m´odulo e denotada pdAM.

2 adimens˜ao global´e o supremo das dimens˜oes projetivas dos A-m´odulos e ´e denotada gldim(A).

Moralmente: a dimens˜ao projetiva de um m´odulo mede o qu˜ao longe de projetivo ele ´e, j´a a dimens˜ao global de uma ´algebra mede o qu˜ao complicada ela ´e.

Exemplos:

• Se P ´e um A-m´odulo projetivo, ent˜ao pdAP = 0. Em particular, seA

´

e semissimples, ent˜ao gldim(A) = 0.

• Se A´e heredit´aria, ent˜ao pdAM 51, para todo A-m´odulo M. Em particular, gldim(A)51.

(14)

Dimens˜ oes Homol´ ogicas

Dado uma ´algebraAe um A-m´odulo M definimos:

1 adimens˜ao projetivade M em rela¸c˜ao a A´e o m´ınimo dos tamanhos das resolu¸c˜oes projetivas de M comoA-m´odulo e denotada pdAM.

2 adimens˜ao global´e o supremo das dimens˜oes projetivas dos A-m´odulos e ´e denotada gldim(A).

Moralmente: a dimens˜ao projetiva de um m´odulo mede o qu˜ao longe de projetivo ele ´e, j´a a dimens˜ao global de uma ´algebra mede o qu˜ao complicada ela ´e.

Exemplos:

• Se P ´e um A-m´odulo projetivo, ent˜ao pdAP = 0. Em particular, seA

´

e semissimples, ent˜ao gldim(A) = 0.

• Se A´e heredit´aria, ent˜ao pdAM 51, para todo A-m´odulo M. Em particular, gldim(A)51.

(15)

Dimens˜ oes Homol´ ogicas

Dado uma ´algebraAe um A-m´odulo M definimos:

1 adimens˜ao projetivade M em rela¸c˜ao a A´e o m´ınimo dos tamanhos das resolu¸c˜oes projetivas de M comoA-m´odulo e denotada pdAM.

2 adimens˜ao global´e o supremo das dimens˜oes projetivas dos A-m´odulos e ´e denotada gldim(A).

Moralmente: a dimens˜ao projetiva de um m´odulo mede o qu˜ao longe de projetivo ele ´e, j´a a dimens˜ao global de uma ´algebra mede o qu˜ao complicada ela ´e.

Exemplos:

• Se P ´e um A-m´odulo projetivo, ent˜ao pdAP = 0. Em particular, seA

´

e semissimples, ent˜ao gldim(A) = 0.

• Se A´e heredit´aria, ent˜ao pdAM 51, para todo A-m´odulo M. Em particular, gldim(A)51.

(16)

Dimens˜ oes Homol´ ogicas

Dado uma ´algebraAe um A-m´odulo M definimos:

1 adimens˜ao projetivade M em rela¸c˜ao a A´e o m´ınimo dos tamanhos das resolu¸c˜oes projetivas de M comoA-m´odulo e denotada pdAM.

2 adimens˜ao global´e o supremo das dimens˜oes projetivas dos A-m´odulos e ´e denotada gldim(A).

Moralmente: a dimens˜ao projetiva de um m´odulo mede o qu˜ao longe de projetivo ele ´e, j´a a dimens˜ao global de uma ´algebra mede o qu˜ao complicada ela ´e.

Exemplos:

• Se P ´e um A-m´odulo projetivo, ent˜ao pdAP = 0. Em particular, seA

´

e semissimples, ent˜ao gldim(A) = 0.

• Se A´e heredit´aria, ent˜ao pdAM 51, para todo A-m´odulo M. Em particular, gldim(A)51.

(17)

Table of Contents

1 Hist´oria, Motiva¸c˜ao e Revis˜ao Classifica¸c˜oes cl´assicas.

No¸c˜oes de Homologia

2 Resultados T´ecnicos Idempotentes Algebra Envolvente´

Dimens˜oes Homol´ogicas para ´Algebras de Dimens˜ao Finita

3 Principal Resultado Aplica¸c˜ao

(18)

Idempotentes

1 Dada uma ´algebraA, um sistema completo deidempotentes ortogonais e primitivos ´e um conjunto{e1, . . . ,en}tal que 1 =P

ei, eiejijei e que ´e maximal para essas duas condi¸c˜oes.

2 Do ponto de vista alg´ebrico usamos o scioppara encontrar, a menos de isomorfismo, osprojetivos irredut´ıveisna categoria dos A-m´odulos. Eles s˜ao:

P[i] .

=Aei,15i 5n.

3 Com esses podemos considerar os m´odulos simples na categoria dos A-m´odulos. Eles s˜ao:

S[i] .

= topP[i] = P[i]

radP[i], 15i 5n.

(19)

Idempotentes

1 Dada uma ´algebraA, um sistema completo deidempotentes ortogonais e primitivos ´e um conjunto{e1, . . . ,en}tal que 1 =P

ei, eiejijei e que ´e maximal para essas duas condi¸c˜oes.

2 Do ponto de vista alg´ebrico usamos o scioppara encontrar, a menos de isomorfismo, osprojetivos irredut´ıveisna categoria dosA-m´odulos.

Eles s˜ao:

P[i] .

=Aei,15i 5n.

3 Com esses podemos considerar os m´odulos simples na categoria dos A-m´odulos. Eles s˜ao:

S[i] .

= topP[i] = P[i]

radP[i], 15i 5n.

(20)

Idempotentes

1 Dada uma ´algebraA, um sistema completo deidempotentes ortogonais e primitivos ´e um conjunto{e1, . . . ,en}tal que 1 =P

ei, eiejijei e que ´e maximal para essas duas condi¸c˜oes.

2 Do ponto de vista alg´ebrico usamos o scioppara encontrar, a menos de isomorfismo, osprojetivos irredut´ıveisna categoria dosA-m´odulos.

Eles s˜ao:

P[i] .

=Aei,15i 5n.

3 Com esses podemos considerar os m´odulos simples na categoria dos A-m´odulos. Eles s˜ao:

S[i] .

= topP[i] = P[i]

radP[i], 15i 5n.

(21)

Exemplo

Considere a aljava Q

2

1 3

b a

c

Para a ´algebraA que ´e o quociente de KQ pelo ideal I =hba,cbi os simples s˜ao:

S[1] : 0 S[2] : Ke2

Ke1 0 0 0

S[3] : 0

(22)

Exemplo

E os projetivos irredut´ıveis s˜ao

P[1] : Ka P[2] : Ke2

Ke1 0 0 Kb

P[3] : K(ac)

Kc Ke3

0

(23)

Algebra Envolvente I ´

Dada uma ´algebraAqualquer, podemos considerar a estrutura de

multiplica¸c˜ao deAcomo duas estruturas de m´odulos da seguinte maneira:

1 A´e um Am´odulo `a esquerda com a a¸c˜ao de a∈Asendo a multiplica¸c˜ao `a esquerda a(b) =ab,∀b∈A.

2 A´e um Am´odulo `a direita com a a¸c˜ao de a∈Asendo a multiplica¸c˜ao `a direita aop(b) =ba,∀b∈A.

3 Essas duas estruturas satisfazem a seguinte propriedade: dados a,b,c ∈A

a◦bop(c) =a(cb) =acb=bop(ac) =bop◦a(c).

Duas estruturas deA-m´odulo, uma de cada lado, em um espa¸co vetorial M que satisfazem (3) formam uma estrutura de A,A-bim´odulopara M. Como os A-m´odulos `a direita s˜aoAop-m´odulos `a esquerda, podemos reinterpretar os A,A-bim´odulos comoAe =A⊗Aop-m´odulos `a esquerda.

(24)

Algebra Envolvente I ´

Dada uma ´algebraAqualquer, podemos considerar a estrutura de

multiplica¸c˜ao deAcomo duas estruturas de m´odulos da seguinte maneira:

1 A´e um Am´odulo `a esquerda com a a¸c˜ao de a∈Asendo a multiplica¸c˜ao `a esquerda a(b) =ab,∀b∈A.

2 A´e um Am´odulo `a direita com a a¸c˜ao de a∈Asendo a multiplica¸c˜ao `a direita aop(b) =ba,∀b∈A.

3 Essas duas estruturas satisfazem a seguinte propriedade: dados a,b,c ∈A

a◦bop(c) =a(cb) =acb=bop(ac) =bop◦a(c).

Duas estruturas deA-m´odulo, uma de cada lado, em um espa¸co vetorial M que satisfazem (3) formam uma estrutura de A,A-bim´odulopara M. Como os A-m´odulos `a direita s˜aoAop-m´odulos `a esquerda, podemos reinterpretar os A,A-bim´odulos comoAe =A⊗Aop-m´odulos `a esquerda.

(25)

Algebra Envolvente I ´

Dada uma ´algebraAqualquer, podemos considerar a estrutura de

multiplica¸c˜ao deAcomo duas estruturas de m´odulos da seguinte maneira:

1 A´e um Am´odulo `a esquerda com a a¸c˜ao de a∈Asendo a multiplica¸c˜ao `a esquerda a(b) =ab,∀b∈A.

2 A´e um Am´odulo `a direita com a a¸c˜ao de a∈Asendo a multiplica¸c˜ao `a direita aop(b) =ba,∀b∈A.

3 Essas duas estruturas satisfazem a seguinte propriedade: dados a,b,c ∈A

a◦bop(c) =a(cb) =acb=bop(ac) =bop◦a(c).

Duas estruturas deA-m´odulo, uma de cada lado, em um espa¸co vetorial M que satisfazem (3) formam uma estrutura de A,A-bim´odulopara M.

Como os A-m´odulos `a direita s˜aoAop-m´odulos `a esquerda, podemos reinterpretar os A,A-bim´odulos comoAe =A⊗Aop-m´odulos `a esquerda.

(26)

Algebra Envolvente I ´

Dada uma ´algebraAqualquer, podemos considerar a estrutura de

multiplica¸c˜ao deAcomo duas estruturas de m´odulos da seguinte maneira:

1 A´e um Am´odulo `a esquerda com a a¸c˜ao de a∈Asendo a multiplica¸c˜ao `a esquerda a(b) =ab,∀b∈A.

2 A´e um Am´odulo `a direita com a a¸c˜ao de a∈Asendo a multiplica¸c˜ao `a direita aop(b) =ba,∀b∈A.

3 Essas duas estruturas satisfazem a seguinte propriedade: dados a,b,c ∈A

a◦bop(c) =a(cb) =acb=bop(ac) =bop◦a(c).

Duas estruturas deA-m´odulo, uma de cada lado, em um espa¸co vetorial M que satisfazem (3) formam uma estrutura de A,A-bim´odulopara M. Como os A-m´odulos `a direita s˜aoAop-m´odulos `a esquerda, podemos reinterpretar os A,A-bim´odulos comoAe =A⊗Aop-m´odulos `a esquerda.

(27)

Algebra Envolvente II ´

Se {e1, . . . ,en}´e umsciop paraA, ent˜ao

{ei⊗ej |15i,j 5n}

´

e um sciop paraAe .

=A⊗Aop. Denotamos P[i,j] .

=Ae(ei⊗ej) e S[i,j] .

= topP[i,j]∼= HomK(S[i],S[j]).

Existe um resultado que permite encontrar qual ´e a ´algebra envolvente para uma ´algebra de caminhos. Na verdade esse resultado ´e mais geral e serve para alguns quocientes por ideais de duas ´algebras de caminhos, esse resultado mais geral pode ser encontrado em [Ska11, Proposi¸c˜ao 2.4], aqui apenas falarei do resultado que nos interessa.

(28)

Algebra Envolvente II ´

Se {e1, . . . ,en}´e umsciop paraA, ent˜ao

{ei⊗ej |15i,j 5n}

´

e um sciop paraAe .

=A⊗Aop. Denotamos P[i,j] .

=Ae(ei⊗ej) e S[i,j] .

= topP[i,j]∼= HomK(S[i],S[j]).

Existe um resultado que permite encontrar qual ´e a ´algebra envolvente para uma ´algebra de caminhos. Na verdade esse resultado ´e mais geral e serve para alguns quocientes por ideais de duas ´algebras de caminhos, esse resultado mais geral pode ser encontrado em [Ska11, Proposi¸c˜ao 2.4], aqui apenas falarei do resultado que nos interessa.

(29)

Algebra Envolvente III ´

Lemma

[Ska11, Proposi¸c˜ao 2.2] Sejam Q e R duas aljavas finitas, ent˜ao

KQ⊗KR ∼= K(Q×R) κ(Q,R) , onde κ(Q,R) .

={αβ−βα |α∈Q, β∈R} e Q×R ´e a aljava cujos v´ertices s˜ao Q0×Q1 e flechas(Q1×R0)∪(Q0×R1).

A pergunta natural agora ´e: Que?!

(30)

Algebra Envolvente III ´

Lemma

[Ska11, Proposi¸c˜ao 2.2] Sejam Q e R duas aljavas finitas, ent˜ao

KQ⊗KR ∼= K(Q×R) κ(Q,R) , onde κ(Q,R) .

={αβ−βα |α∈Q, β∈R} e Q×R ´e a aljava cujos v´ertices s˜ao Q0×Q1 e flechas(Q1×R0)∪(Q0×R1).

A pergunta natural agora ´e: Que?!

(31)

A Melhor Resolu¸c˜ ao Projetiva

Uma pergunta natural de se fazer ´e se existe uma resolu¸c˜ao projetiva que nos permite ler, sem grandes dificuldades, qual ´e a dimens˜ao projetiva do m´odulo resolvido.

A resposta ´e positiva e esta resolu¸c˜ao ´e chamada de resolu¸c˜ao projetiva minimal.

1 Uma cobertura projetivapara um A-m´odulo M ´e um epimorfismo h:P −→M

tal que P ´e projetivo e o homomorfismo induzido

¯h: topP −→topM

´

e um isomorfismo.

2 Uma resolu¸c˜ao projetiva minimal´e uma resolu¸c˜ao projetiva tal que cada

dn:Pn−→Im(dn)

´

e uma cobertura projetiva.

(32)

A Melhor Resolu¸c˜ ao Projetiva

Uma pergunta natural de se fazer ´e se existe uma resolu¸c˜ao projetiva que nos permite ler, sem grandes dificuldades, qual ´e a dimens˜ao projetiva do m´odulo resolvido. A resposta ´e positiva e esta resolu¸c˜ao ´e chamada de resolu¸c˜ao projetiva minimal.

1 Uma cobertura projetivapara um A-m´odulo M ´e um epimorfismo h:P −→M

tal que P ´e projetivo e o homomorfismo induzido

¯h: topP −→topM

´

e um isomorfismo.

2 Uma resolu¸c˜ao projetiva minimal´e uma resolu¸c˜ao projetiva tal que cada

dn:Pn−→Im(dn)

´

e uma cobertura projetiva.

(33)

A Melhor Resolu¸c˜ ao Projetiva

Uma pergunta natural de se fazer ´e se existe uma resolu¸c˜ao projetiva que nos permite ler, sem grandes dificuldades, qual ´e a dimens˜ao projetiva do m´odulo resolvido. A resposta ´e positiva e esta resolu¸c˜ao ´e chamada de resolu¸c˜ao projetiva minimal.

1 Uma cobertura projetivapara um A-m´odulo M ´e um epimorfismo h:P −→M

tal que P ´e projetivo e o homomorfismo induzido

¯h: topP −→topM

´

e um isomorfismo.

2 Uma resolu¸c˜ao projetiva minimal´e uma resolu¸c˜ao projetiva tal que cada

dn:Pn−→Im(dn)

´

e uma cobertura projetiva.

(34)

A Melhor Resolu¸c˜ ao Projetiva

Uma pergunta natural de se fazer ´e se existe uma resolu¸c˜ao projetiva que nos permite ler, sem grandes dificuldades, qual ´e a dimens˜ao projetiva do m´odulo resolvido. A resposta ´e positiva e esta resolu¸c˜ao ´e chamada de resolu¸c˜ao projetiva minimal.

1 Uma cobertura projetivapara um A-m´odulo M ´e um epimorfismo h:P −→M

tal que P ´e projetivo e o homomorfismo induzido

¯h: topP −→topM

´

e um isomorfismo.

2 Uma resolu¸c˜ao projetiva minimal´e uma resolu¸c˜ao projetiva tal que cada

dn:Pn−→Im(dn)

(35)

Equivalˆ encias Homol´ ogicas

O legal de estudar dimens˜oes homol´ogicas para ´algebras de dimens˜ao finita - esta ´ultima dimens˜ao ´e a de espa¸co vetorial - ´e que podemos nos

restringir aos m´odulos simples. Vejamos como isso acontece:

1 A dimens˜ao global de uma ´algebra de dimens˜ao finita ´e o supremo da dimens˜ao projetiva de seus m´odulos simples.

2 Para umA-m´oduloM s˜ao equivalentes:

1 pdAM 5n.

2 Extn+1(M,S) = 0, para todos os m´odulos simples.

3 A resolu¸ao projetiva minimal paraM tem comprimento no m´aximon. Juntando essas duas informa¸c˜oes acima, vemos que podemos descobrir a dimens˜ao global de uma ´algebra olhando apenas para os grupos

ExtnA(S,S0) com S eS0 A-m´odulos simples.

(36)

Equivalˆ encias Homol´ ogicas

O legal de estudar dimens˜oes homol´ogicas para ´algebras de dimens˜ao finita - esta ´ultima dimens˜ao ´e a de espa¸co vetorial - ´e que podemos nos

restringir aos m´odulos simples. Vejamos como isso acontece:

1 A dimens˜ao global de uma ´algebra de dimens˜ao finita ´e o supremo da dimens˜ao projetiva de seus m´odulos simples.

2 Para umA-m´oduloM s˜ao equivalentes:

1 pdAM 5n.

2 Extn+1(M,S) = 0, para todos os m´odulos simples.

3 A resolu¸ao projetiva minimal paraM tem comprimento no m´aximon.

Juntando essas duas informa¸c˜oes acima, vemos que podemos descobrir a dimens˜ao global de uma ´algebra olhando apenas para os grupos

ExtnA(S,S0) com S eS0 A-m´odulos simples.

(37)

Equivalˆ encias Homol´ ogicas

O legal de estudar dimens˜oes homol´ogicas para ´algebras de dimens˜ao finita - esta ´ultima dimens˜ao ´e a de espa¸co vetorial - ´e que podemos nos

restringir aos m´odulos simples. Vejamos como isso acontece:

1 A dimens˜ao global de uma ´algebra de dimens˜ao finita ´e o supremo da dimens˜ao projetiva de seus m´odulos simples.

2 Para umA-m´oduloM s˜ao equivalentes:

1 pdAM 5n.

2 Extn+1(M,S) = 0, para todos os m´odulos simples.

3 A resolu¸ao projetiva minimal paraM tem comprimento no m´aximon.

Juntando essas duas informa¸c˜oes acima, vemos que podemos descobrir a dimens˜ao global de uma ´algebra olhando apenas para os grupos

ExtnA(S,S0) com S eS0 A-m´odulos simples.

(38)

Exemplo I

Para A1=k[x]/hx2i a seguinte sequˆencia exata ´e uma resolu¸c˜ao projetiva minimal para S[1] (o ´unico simples):

· · · →P[1]→P[1]→P[1]→K=S[1]→0.

(39)

Exemplo II

Considere a aljava Q : 1 a 2 . E considereA2 =KQ, ent˜ao seus projetivos irredut´ıveis s˜ao: P[1] : Ke1 Ka e

P[1] : 0 Ke2 . Com esses dados conseguimos calcular:

0 S[1]

0 S[2]

(40)

Exemplo III

Considere a aljava Q

2

1 3

b a

c

Para a ´algebraA3 que ´e o quociente de KQ pelo ideal I =hba,cbi os projetivos irredut´ıveis s˜ao

P[1] : Ka P[2] : Ke2

Ke1 0 0 Kb

P[3] : K(ac)

0

(41)

Exemplo III

Conseguimos calcular as seguinte resolu¸c˜oes projetivas minimais:

0 S[1]

0 S[2]

0 S[3]

(42)

Exemplo IV

Agora a aljava Q ´e

4

2 3

1

b d

a c

A ´algebra ´e A4=KQ/I, ondeI =hba−dci. Os projetivos irredut´ıveis s˜ao

(43)

Table of Contents

1 Hist´oria, Motiva¸c˜ao e Revis˜ao Classifica¸c˜oes cl´assicas.

No¸c˜oes de Homologia

2 Resultados T´ecnicos Idempotentes Algebra Envolvente´

Dimens˜oes Homol´ogicas para ´Algebras de Dimens˜ao Finita

3 Principal Resultado Aplica¸c˜ao

(44)

Resolu¸c˜ ao Projetiva Minimal para A como A

e

-m´ odulo I

Lemma

[Hap89, Lema da se¸c˜ao 1.5] Seja

· · ·Rn−→Rn−1 −→ · · · −→R1 −→R0 −→A−→0 uma resolu¸c˜ao projetiva minimal para A como Ae-m´odulo. Ent˜ao

Rn=M

i,j

P[i,j]dim ExtnA(S[i],S[j]).

Ideia da demonstra¸c˜ao:

1 EscrevaRn=L

i,jP[i,j]rij, pois estes s˜ao os projetivos indecompon´ıveis de Ae−mod.

2 Aplique o funtor HomAe(−,S[i,j]).

3 Note que os diferenciais do novo complexo s˜ao nulos - ocorre pois a

(45)

Resolu¸c˜ ao Projetiva Minimal para A como A

e

-m´ odulo II

4 Segue o cˆomputo

rij = dim ExtnAe(A,S[i,j]) = dim ExtnAe(A,HomK(S[i],S[j]))

= dimHn(A,HomK(S[i],S[j])) = dim ExtnA(S[i],S[j]).

(46)

Dimens˜ ao Global e Dimens˜ ao Projetiva

Corollary

Seja A uma K-´algebra de dimens˜ao finita, ent˜ao pdAeA= gldim(A).

Demonstra¸c˜ao: Usando a resolu¸c˜ao minimal que obtivemos, isto ´e, o n-´esimo termo dela ´e dado por

Rn=M

i,j

P[i,j]dim ExtnA(S[i],S[j])

temos o seguinte cˆomputo

pdAeA= sup{n∈N |Rn6= 0}

= sup{n∈N | ExtnA(S[i],S[j])6= 0}= gldim(A).

Isso nos diz, moralmente, que A´e t˜ao complicado comoAe-m´odulo quanto o ´e como ´algebra.

(47)

Dimens˜ ao Global e Dimens˜ ao Projetiva

Corollary

Seja A uma K-´algebra de dimens˜ao finita, ent˜ao pdAeA= gldim(A).

Demonstra¸c˜ao: Usando a resolu¸c˜ao minimal que obtivemos, isto ´e, o n-´esimo termo dela ´e dado por

Rn=M

i,j

P[i,j]dim ExtnA(S[i],S[j])

temos o seguinte cˆomputo

pdAeA= sup{n∈N |Rn6= 0}

= sup{n∈N | ExtnA(S[i],S[j])6= 0}= gldim(A).

(48)

Exemplo

• Se A´e uma ´algebra de caminhos conexa comJ(A)6= 0, ent˜ao pdAeA= 1.

• Se A=Mn(K), ent˜aopdMn(K)eMn(K) = 0.

• Lembrando que A1 ´e a ´algebra dual temos pdAe

1A1=∞.

• pdAe

3A3 = 3.

• Lembrando que Ae2 =A4, vale que pqA4A2 = 1, apesar de que gldim(A4) = 2

(49)

Exemplo

• Se A´e uma ´algebra de caminhos conexa comJ(A)6= 0, ent˜ao pdAeA= 1.

• Se A=Mn(K), ent˜aopdMn(K)eMn(K) = 0.

• Lembrando que A1 ´e a ´algebra dual temos pdAe

1A1=∞.

• pdAe

3A3 = 3.

• Lembrando que Ae2 =A4, vale que pqA4A2 = 1, apesar de que gldim(A4) = 2

(50)

Exemplo

• Se A´e uma ´algebra de caminhos conexa comJ(A)6= 0, ent˜ao pdAeA= 1.

• Se A=Mn(K), ent˜aopdMn(K)eMn(K) = 0.

• Lembrando que A1 ´e a ´algebra dual temos pdAe

1A1=∞.

• pdAe

3A3 = 3.

• Lembrando que Ae2 =A4, vale que pqA4A2 = 1, apesar de que gldim(A4) = 2

(51)
(52)

Bibliografia

Obrigado pela aten¸ c˜ ao! D´ uvidas?

William Crawley-Boevey.

Noncommutative algebra 2: Representations of finite-dimensional algebras.

Dieter Happel.

Hochschild cohomology of finite—dimensional algebras.

Ineminaire d’Algebre Paul Dubreil et Marie-Paul Malliavin, pages 108–126.

Springer, 1989.

Øystein Ingmar Skartsæterhagen.

Quivers and admissible relations of tensor products and trivial extensions.

Master’s thesis, Institutt for matematiske fag, 2011.

Referências

Documentos relacionados

Os roedores (Rattus norvergicus, Rattus rattus e Mus musculus) são os principais responsáveis pela contaminação do ambiente por leptospiras, pois são portadores

•   O  material  a  seguir  consiste  de  adaptações  e  extensões  dos  originais  gentilmente  cedidos  pelo 

Isso ´e particularmente ´ util em duas e trˆes dimens˜oes espaciais, pois h´ a muitos problemas em F´ısica (vide Cap´ıtulo 42, p´ agina 2259) nos quais coordenadas

Defini¸ c˜ ao 11: Uma curva plana projetiva ´e uma classe de equivalˆencia de polinˆ omios homogˆeneos n˜ ao constantes, F ∈ K[X, Y, Z], m´odulo a rela¸c˜ao que identifica

Para a célula fabricada em silício monocristalino (c-Si), comprimentos de onda pouco energéticos não são aproveitados, tais fótons não têm energia necessária para

Figura: Imagem Vector e diferentes resolu¸c˜ oes de raster [Klawonn, 2012].. Aula 2 - Princ´ıpios b´ asicos de imagens de duas

Para o Planeta Orgânico (2010), o crescimento da agricultura orgânica no Brasil e na América Latina dependerá, entre outros fatores, de uma legislação eficiente

Esta disse~ aborda as relayoes entre o choro e o repert6rio pianistico brasileiro, atraves de um enfoque analitico sobre aspectos hist6ricos e musicais referentes tanto ao