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Arq. Bras. Oftalmol. vol.74 número6

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Academic year: 2018

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Arq Bras Oftalmol. 2011;74( 6): 391

E

D I T O R I A L

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ED I T O R I A L

Uma boa fase para a internacionalização da pesquisa biomédica brasileira

A great season for internationalization of brazilian medical research

EDUARDO M. ROCHA1

As notícias do Brasil projetam otimismo para o futuro. Em esportes, negócios, política e também em ciência e tecnologia, o Brasil foi retratado entre os melhores do mundo.

Em ciências da saúde, houve a maior visibilidade jamais registrada em revistas internacionais para o que está acontecendo em nossos hospitais e universidades(1-3). Por exemplo, a revista The Economist chamou a

atenção de pesquisadores do mundo inteiro sobre o oportunidades de formação e emprego na pesquisa biomédica no Brasil(4).

A participação de pesquisadores e instituições brasileiras em avanços nas ciências está sendo observada quase todas as semanas no noticiário diário nacional e nas principais revistas científicas(5,6). As agências federais

brasileiras de fomento a pesquisa (por exemplo, CAPES e CNPq) estão fazendo grandes esforços, fornecendo subsídios para as nossas instituições e estudantes buscando a internacionalização. Além disso, é um bom momento para trazer de volta os pesquisadores, que se mudaram em décadas anteriores e fizeram carreira nos EUA e na Europa. Da mesma forma, é muito comum agora, ao escolher um palestrante internacional para uma conferência no Brasil, tem entre as melhores opções um cientista brasileiro.

A razão para todos esses eventos favoráveis da ciência brasileira é a estabilidade econômica e sua persistência em bons padrões nos últimos 15 anos. Além disso, o momento econômico delicado para vários países europeus e para os EUA criam a percepção de que o Brasil pode ter um assento entre os líderes científicos mundiais.

No entanto, o cenário é competitivo e o número de cadeiras é limitado. A China, a Índia e outros países também estão fazendo altos investimentos e boas escolhas para um futuro mais confortável e saudável em direção a uma revolução científica e tecnológica na área médica. Além disso, os líderes tradicionais são especialistas em reverter crise. Assim, todos nós sabemos que há muito a fazer para colocar a ciência e tecnologia brasileira entre os 5 melhores do mundo.

As chances nunca foram tão favoráveis ao Brasil e como os nossos leitores podiam observar ao longo de 2011, o ABO participa deste esforço para mostrar ao mundo a melhor pesquisa oftalmológica produzida no Brasil e de publicar informações científicas de qualidade produzidas em qualquer lugar do mundo. Para isso, em 2011 mudamos o sistema de submissão eletrônica, intensificamos a exposição internacional e facilitamos aos autores a apresentação dos seus trabalhos de acordo com as diretrizes de publicação internacional em medicina(7).

Em consideração aos nossos leitores e autores, queremos estar servindo ciências médicas mais e melhor em 2012.

REFERÊNCIAS

1. Regalado A. Science in Brazil. Brazilian science: riding a gusher. Science. 2010;330(6009): 1306-12.

2. Brazil’s biotech boom. Nature. 2010;466(7304):295.

3. Zorzetto R, Razzouk D, Dubugras MT, Gerolin J, Schor N, Guimarães JA, et al. The scientific production in health and biological sciences of the top 20 Brazilian universities. Braz J Med Biol Res. 2006;39(12):1513-20.

4. Go south, young scientist. An emerging power in research. The Economist [Internet]. 2011 [ cited 2011 Dec 23]. Available from: http://www.economist.com/node/17851421 5. Dolgin E. In Brazil, basic stem cell research lags behind clinical trials. Nat Med. 2011; 17(10):

1172.

6. May M. Brazilian drug companies hope to benefit from foreign investment. Nat Med. 2011; 17(10):1171.

7. Chamon W, Melo Jr. LA. Impact factor and insertion of the ABO in the world scientific literature [editorial]. Arq Bras Oftalmol. 2011;74(4):241-2.

Submitted for publication: January 19, 2012 Accepted for publication: January 20, 2012

1Physician, Departamento de Oftalmologia, Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço,

Universidade de São Paulo - USP - Ribeirão Preto (SP), Brazil.

Funding: No specific financial support was available for this study.

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