Proposta da Administração
Comentário dos Diretores
(Item 10 do Formulário de referência)
Informações sobre os Administradores
(Item 12.6 a 12.10 do Formulário de Referência)
Remuneração dos Administradores
(Item 13 do Formulário de Referência)
Proposta de Distribuição de Lucros
Anexo 9 da Instrução 481 da CVM
SUMÁRIO
COMENTÁRIO DOS ADMINISTRADORES SOBRE A SITUAÇÃO FINANCEIRA DA COMPANHIA, NOS TERMOS DO ITEM 10 DO FORMULÁRIO DE REFERÊNCIA...2
INFORMAÇÕES SOBRE OS ADMINISTRADORES (ITENS 12.6 A 12.10 DO FORMULÁRIO DE REFERÊNCIA)... 41
REMUNERAÇÃO DOS ADMINISTRADORES (NOS TERMOS DO ITEM 13 DO FORMULÁRIO DE REFERÊNCIA)... 51
ANEXO 9 DA INSTRUÇÃO 481 DA CVM...69
10. Comentário dos administradores sobre a situação financeira da Companhia, nos termos do item 10 do formulário de referência
Comentário dos Diretores:
10.1 - Os diretores devem comentar sobre:
a. condições financeiras e patrimoniais gerais
Os anos de 2008 e 2009 foram marcados pela pior crise financeira desde a década de 30. O ano de 2010 foi o ano da retomada da atividade econômica mundial, puxados principalmente pelos países em desenvolvimento, como: Brasil, China e Índia. Os preços das commodities subiram consideravelmente acima da média nos últimos meses, o otimismo também foi visto nas bolsas mundiais. Desta forma os próximos anos deverão ser promissores e haverá grandes oportunidades de negócios no Brasil, principalmente na área do agronegócio. Em 2011, as grandes economias mundiais deverão reagir melhor aos planos econômicos e desta maneira sustentar o crescimento mundial. Assim a Diretoria da SLC Agrícola acredita que a Companhia está em boas condições financeiras e patrimoniais para dar continuidade ao seu plano de expansão de área plantada para os próximos anos-safras, conforme definido no seu plano estratégico.
b. estrutura de capital e possibilidade de resgate de ações ou quotas, indicando:
i. hipóteses de resgate
ii. fórmula de cálculo do valor de resgate
A Diretoria entende que a atual estrutura de capital da Companhia, no qual é mensurada pela relação de dívida líquida sobre o Patrimônio Liquido, apresenta atualmente níveis de alavancagem em linha com as demais empresas de mesma atividade do mercado. Com relação a hipóteses de resgates de ações ou quotas não há possibilidades no curto e médio prazo para a realização de tal evento.
c. capacidade de pagamento em relação aos compromissos financeiros assumidos.
Considerando o perfil do nosso endividamento financeiro, fluxo de caixa e as condições de liquidez, acreditamos ter recursos suficientes para cumprir todos os compromissos que a companhia possui ou possa vir contrair nos próximos anos. Qualquer mudança da atual situação financeira da companhia deverá ser por algum acontecimento extraordinário. Caso aconteça um novo evento de investimento e/ou custeio e seja necessário captar um novo financiamento, acreditamos não haver dificuldades para a captação do mesmo.
d. fontes de financiamento para capital de giro e para investimentos em ativos não-circulantes utilizadas.
As principais linhas de financiamentos que a Companhia utiliza atualmente são (i) Fundos Constitucionais e (ii) Crédito Rural. Essas linhas são incentivadas pelo governo, assim o seu custo se torna bastante atrativo comparado aos demais financiamentos ofertados no mercado.
d. fontes de financiamento para capital de giro e para investimentos em ativos não-circulantes utilizadas (continuação)
Em 2008, o endividamento total da Companhia encerrou o exercício em R$ 392.688 mil, aumento
de 112% em comparação ao exercício anterior, devido ao avanço da área plantada e a elevação dos
de todo o endividamento da empresa e os Fundos Constitucionais e Crédito Rural correspondiam a 64%
do total.
No ano de 2009, a Companhia encerrou com um endividamento total de R$ 460.651 mil sendo (i) 34% de Fundos Constitucionais,(ii) 27% Crédito Rural, (iii) 15% do IFC e (iv) 23% outros. A redução no empréstimo externo se deu em função da variação cambial positiva que ocorreu no ano e não por amortizações, no final do período o saldo bruto de principal do contrato era de US$ 40.000.000,00.
O ano de 2010 encerrou com um endividamento de R$ 449.593 mil valor 2,4% menor que o ano anterior. O custo médio da dívida está em 6,9%a.a.. O ano de 2010 praticamente fechou com o mesmo nível de endividamento em relação a 2009, mas com alterações entre as linhas de financiamento. Foi amortizada parcialmente uma operação de NCE com custo acima de 11%aa. Esta amortização foi parcialmente compensada pelo aumento do endividamento junto ao BNDES, no qual a empresa foi beneficiada pela linha do PSI (Programa de Sustentação do Investimento) com taxas de 4,5 e 5,5%aa. Já a linha de Poupança Rural (Banco do Nordeste) foi realocada para a linha de FNE Custeio (Fundos Constitucionais).
e. fontes de financiamento para capital de giro e para investimentos em ativos não-circulantes que pretende utilizar para cobertura de deficiências de liquidez.
A SLC Agrícola tem acesso a linhas com custo bastante atrativos por ser uma empresa exportadora. Entre as principais fontes podemos citar (i) ACC (Antecipação de Contrato de Câmbio), (ii) ACE (Antecipação de Cambiais Entregues), (iii) NCE (Nota de Crédito a Exportação), (iv) PPE (Pré Pagamento de Exportação), entre outras. No ano de 2008, a empresa tinha em carteira operações de ACC, porém ao final dos anos de 2009 e 2010 este tipo de operação não fez parte da composição do endividamento. Com o lastro de exportação, contratou-se operações NCE com vencimento no ano de 2011.
f. níveis de endividamento e as características de tais dividas, descrevendo ainda:
i. contratos de empréstimo e financiamento relevantes
A tabela a seguir demonstra a evolução do endividamento da empresa, nos anos de 2008, 2009 e 2010:
LINHA DE FINANCIAMENTO
Saldo Devedor Custo % a.a. Saldo Devedor Custo % a.a. Saldo Devedor Custo % a.a.
Financiamento de Investimentos
BNDES 40.941 9,2% 36.643 8,3% 47.943 6,5%
Fundos Constitucionais Investimento 85.857 7,4% 119.159 7,4% 123.516 7,3%
Sub-Total 126.798 8,0% 155.802 7,6% 171.459 7,1%
Financiamento de Custeio
ACC 4.698 10,0% - - - -
NCE - - 47.263 11,7% 17.576 11,7%
Crédito Rural 39.372 6,8% 126.577 6,8% 125.852 6,8%
Fundos Constitucionais Custeio 126.532 7,4% 36.818 8,3% 66.735 7,4%
Empréstimo Externo 95.288 5,1% 70.628 3,5% 67.971 5,1%
Poupança Rural - - 23.563 7,1% - -
Sub-Total 265.890 6,5% 304.849 7,0% 278.134 6,8%
TOTAL 392.688 7,0% 460.651 7,2% 449.593 6,9%
2008 2009 2010
Considerações importantes sobre BNDES
Esses contratos são captados através de bancos parceiros, no qual realizam a captação junto ao
BNDES e repassam os recursos para a SLC. São garantidos por alienação fiduciária ou penhor
dos bens financiados e por aval da Companhia ou da SLC Participações S.A. As amortizações são
realizadas em base mensal, trimestral, semestral ou anual, os períodos dos contratos variam de 5
até 10 anos, com carência de até 24 meses.
Considerações importantes sobre Fundos Constitucionais
Apenas dois bancos ofertam essa linha para a empresa (i) BNB (Banco do Nordeste do Brasil) e (ii) BB (Banco do Brasil), a única diferença é a localização da unidade de produção a ser aplicada os recursos, as fazendas da região Centro-Oeste do Brasil são atendidas pelo BB, enquanto as fazendas da região Nordeste do Brasil são atendidas pelo BNB. Essa linha atende necessidades de custeio e investimento. Esses contratos são garantidos por avais da Companhia ou da SLC Participações S.A., e, em algumas operações, por penhor e por hipoteca de terras. A periodicidade das suas amortizações é anual ou semestral, os prazos dos contratos variam de 4 até 8 anos, com carência de até 12 meses.
Considerações importantes sobre NCE
Essa linha foi contratada para o custeio de comercialização da safra 2009/10, com prazo de 24 meses e 12 meses de carência. São contratos garantidos por aval da Companhia ou da SLC Participações S.A. A periodicidade das suas amortizações é mensal, com vencimentos entre os períodos de 11/08/2010 e 07/07/2011.
Considerações importantes sobre Crédito Rural
Essa linha possui como característica o alinhamento com o ciclo operacional da companhia, a liberação do recurso acontece no momento da aquisição dos insumos e as amortizações são realizadas após a colheita e comercialização da commodity. São garantidos por aval da Companhia ou da SLC Participações S.A., e, em algumas operações, pelo penhor da safra. A periodicidade das suas amortizações é mensal e possuem um prazo total de até 1 ano.
Considerações importantes sobre Empréstimo Externo
Recursos captados junto à IFC – International Finance Corporation, com vencimento final para 15/01/2018, garantidos por aval das empresas controladas e hipoteca da Fazenda Paiaguás S.A.
Este contrato prevê o cumprimento de certos compromissos (“covenants”) de liquidez corrente, endividamento sobre o Ebitda e o Patrimônio Líquido e limite de amortização anual de dívida em relação à geração operacional de caixa. Esses compromissos são revisados trimestralmente a cada divulgação de resultados.
f. níveis de endividamento e as características de tais dividas
ii. outras relações de longo prazo com instituições financeiras Não aplicável
iii. grau de subordinação entre as dividas Não aplicável
iv. Eventuais restrições impostas ao emissor, em especial, em relação a limites de endividamento e contratação de novas dívidas, à distribuição de dividendos, á alienação de ativos, à emissão de novos valores mobiliários e à alienação de controle societário.
Limites de endividamento, contratação de novas dívidas
O Conselho de Administração em reunião realizada em 19 de novembro de 2010, revisou os
limites de alçada da Diretoria para a contratação de endividamento. Para emissão de quaisquer
instrumentos de crédito para a captação de recursos, ou outros de uso comum no mercado ,
Distribuição de dividendos
A Companhia segue os preceitos da Legislação Societária, Lei nº 6404/76 e as normas constantes do Estatuto Social. Juntamente com as demonstrações financeiras do exercício, o Conselho de Administração apresentará à Assembléia Geral Ordinária proposta sobre a destinação do lucro líquido do exercício, calculado após a dedução das participações referidas no artigo 190 da Lei das Sociedades por Ações, ajustado para fins do cálculo de dividendos nos termos do artigo 202 da mesma lei.
Alienação de ativos
O limite para aquisição ou alienação de bens do ativo permanente, salvo se a transação estiver contemplada no orçamento da Companhia é no montante de R$20.000.000,00 (vinte milhões de reais), conforme deliberação do Conselho de Administração realizada em 29 de outubro de 2008.
Emissão de novos valores mobiliários
O Conselho de Administração, conforme estabelece o artigo 19, inciso XIII do estatuto social, tem poder para autorizar a emissão de ações da Companhia, conforme os limites previstos no artigo 6º do estatuto Social em até mais 1.952.500 (um milhão e novecentas e cinqüenta e duas mil e quinhentas) ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal.
Alienação de controle acionário
A Alienação do Controle da Companhia, direta ou indiretamente, tanto por meio de uma única operação, como por meio de operações sucessivas, deverá ser contratada sob condição, suspensiva ou resolutiva, de que o adquirente se obrigue a efetivar oferta pública de aquisição das ações dos demais acionistas, observando as condições e os prazos previstos na legislação vigente e no Regulamento de Listagem do Novo Mercado, de forma a lhes assegurar tratamento igualitário àquele dado ao Acionista Controlador Alienante.
g. limites de utilização dos financiamentos já contratados
A Companhia possui um limite de endividamento aprovado em Reunião do Conselho de Administração de R$ 730.000 mil, no final de ano exercício de 2010, os financiamentos contratados totalizavam R$ 449.593 mil, sendo assim não ultrapassa o limite aprovado pelos acionistas. Atualmente a empresa não trabalha com nenhum limitador por linha de financiamento, o controle é sobre o endividamento total.
h. alterações significativas em cada item das demonstrações financeiras
As demonstrações financeiras individuais e consolidadas foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, que compreendem as normas estabelecidas pela Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”) e os pronunciamentos, interpretações e orientações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (“CPC”) e de acordo com as Normas Internacionais de Relatórios Financeiros (IFRS), emitidas pelo International Accounting Standards Board (“IASB”).
As demonstrações financeiras referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2009, originalmente preparadas de acordo com as práticas contábeis brasileiras vigentes naquela data (BRGAAP antigo), estão sendo apresentadas para fins de comparação e contemplam os ajustes necessários para estarem de acordo com as normas internacionais de contabilidade.
Para fins de elaboração e divulgação das demonstrações financeiras individuais e consolidadas,
a data de transição foi considerada como sendo 1º de janeiro de 2009, sendo esta a data para a
mensuração inicial e apresentação das demonstrações financeiras da Companhia
A reconciliação do patrimônio líquido e do resultado, bem como a descrição dos efeitos de transição das práticas contábeis brasileiras anteriormente adotadas no Brasil para o CPC/IFRS estão demonstradas a seguir.
CONSOLIDADO
31/12/2009 1/1/2009
BRGAAP anterior
Ajustes
de CPC/IFRS BRGAAP anterior Ajustes de CPC/IFRS publicado transição ajustado publicado transição ajustado Ativo
Circulante
Estoques 248.531 (8.860) 239.671 259.079 (5.116) 253.963 Ativo biológico (i) 189.514 12.276 201.790 193.855 10.384 204.239 Imposto de renda e
contribuição social
diferidos (ii) 20.963 (20.963) - 42.387 (42.387) -
459.008 (17.547) 441.461 495.321 (37.119) 458.202
Não circulante Imposto de renda e contribuição social
diferidos (ii) 50.626 20.305 70.931 56.541 42.387 98.928
50.626 20.305 70.931 56.541 42.387 98.928
Ativo biológico (i) - 17.094 17.094 - 14.761 14.761
Imobilizado (iv) 784.821 1.347.437 2.132.258 674.320 1.351.114 2.025.434 784.821
1.364.531 2.149.352 674.320 1.365.875 2.040.195
1.294.455 1.367.289 2.661.744 1.226.182 1.371.143 2.597.325
CONSOLIDADO
31/12/2009 1/1/2009
BRGAAP
anterior Ajustes de CPC/IFRS
BRGAAP
anterior Ajustes de CPC/IFRS publicado transição ajustado publicado transição Ajustado Passivo
Circulante Imposto de renda e
contribuição social diferidos (ii) 16.726 (16.726) - 9.322 (9.322) -
Não circulante Imposto de renda e
contribuição social diferidos (ii) 63.280 413.372 476.652 59.220 407.712
466.932 Deságio em controladas (vi) 22.587 (22.587) - 22.587 (22.587) -
85.867 390.785 476.652 81.807 385.125 466.932
Patrimônio líquido Outros resultados
abrangentes (iv) 12.017 982.687
994.704
(78.573) 982.687
904.114 Lucros Acumulados - 10.543 10.543 - 12.653 12.653
Total do patrimônio líquido 12.017 982.687 994.704 (78.573) 995.340 916.767
114.610 1.367.289 1.471.356 12.556 1.371.143 1.383.700