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TRANSFORMADORES DE POTÊNCIA

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Emissão: EDP Distribuição – Energia, S.A.

DNT – Direcção de Normalização e Tecnologia

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TRANSFORMADORES DE POTÊNCIA

Transformadores de serviços auxiliares para subestações

Características e ensaios

Elaboração: DNT Homologação: conforme despacho do CA de 2007-02-13 Edição: 1ª

(2)

ÍNDICE

1 OBJECTO ... 4

2 NORMALIZAÇÃO DE REFERÊNCIA ... 4

3 CARACTERÍSTICAS GERAIS E CONSTRUTIVAS ... 5

3.1 Tipo de transformador ... 5

3.2 Frequência nominal da rede... 5

3.3 Tipo de arrefecimento ... 5 3.4 Regimes nominais... 5 3.4.1 Generalidades...5 3.4.2 Potências nominais ...5 3.4.3 Correntes nominais ...5 3.4.4 Tensões nominais...5

3.4.5 Funcionamento a uma tensão superior à tensão nominal...5

3.5 Tomadas ... 6

3.6 Tensão de curto-circuito ... 6

3.7 Tensão mais elevada para o material... 6

3.8 Ligação à terra dos neutros... 6

3.9 Níveis de isolamento ... 6

3.10 Símbolos de ligação... 6

3.11 Perdas e níveis de potência sonora... 6

3.12 Corrente em vazio... 6 3.13 Cuba... 6 3.14 Terminais... 7 3.15 Isoladores de travessia... 7 3.16 Isolante ... 7 3.17 Particularidades da instalação ... 7 3.17.1 Olhais de suspensão ...7 3.17.2 Rodas...8 3.17.3 Forma ...8

3.17.4 Patilhas para fixação dos descarregadores de sobretensão (DST) ...8

3.18 Acessórios ... 8

3.18.1 Dispositivos de enchimento e esvaziamento ...8

3.18.2 Relé de protecção do transformador ...8

3.18.3 Caixa de repartição ...8

3.18.4 Termómetro e respectiva bolsa ...8

3.18.5 Terminais de terra ...10

3.19 Marcas... 10

3.20 Acabamento e pintura ... 10

3.21 Chapa de características... 10

(3)

4 TOLERÂNCIAS... 11

5 ENSAIOS ... 11

5.1 Condições gerais... 11

5.2 Tipos de ensaio dos transformadores... 12

5.2.1 Ensaios de tipo ...12

5.2.2 Ensaios especiais ...12

5.2.3 Ensaios de série...12

5.2.4 Ensaios de verificação da identidade ao tipo ...13

5.3 Especificação dos ensaios... 13

5.3.1 Medição da resistência dos enrolamentos ...13

5.3.2 Medição da relação da transformação e verificação do grupo de ligações ...13

5.3.3 Medição da tensão de curto-circuito (na tomada principal), da impedância de curto-circuito e das perdas devidas à carga ...13

5.3.4 Medição das perdas e da corrente em vazio ...13

5.3.5 Ensaio por tensão aplicada ...13

5.3.6 Ensaio por tensão induzida...13

5.3.7 Ensaios de aquecimento ...13

5.3.8 Ensaio à onda de choque atmosférico ...13

5.3.9 Medição da resistência do enrolamento primário em todas as tomadas ...14

5.3.10 Medição da tensão de curto-circuito em todas as tomadas...14

5.3.11 Ensaio de estanquidade...14

5.3.12 Ensaio de resistência ao curto-circuito...14

5.3.13 Medição do nível de potência sonora ...14

5.3.14 Medição da impedância homopolar ...14

5.3.15 Medição das harmónicas da corrente em vazio...14

(4)

1 OBJECTO

A presente especificação destina-se a estabelecer as características gerais a que devem obedecer os transformadores dos serviços auxiliares para subestações AT/MT da EDP Distribuição.

Estes transformadores são para montagem apoiada, embora tenham uma construção idêntica ao transformador de 100 kVA para montagem suspensa segundo o DMA-C52-125/N, de Junho 2001, correntemente designado por “transformador do tipo para poste".

Esta especificação é, conforme já referido anteriormente, baseada no DMA-C52-125/N e, como tal, ao longo das suas secções vão sendo referidas apenas as alterações àquele documento.

2 NORMALIZAÇÃO DE REFERÊNCIA

O presente documento inclui disposições de outros documentos, referenciadas nos locais apropriados do seu texto, os quais se encontram a seguir listados, com indicação das respectivas datas de edição.

DMA-C27-100/N (MAR 2001) ÓLEOS ISOLANTES DE ORIGEM MINERAL PARA TRANSFORMADORES. Características e ensaios

DMA-C52-101/E (AGO 1984) TRANSFORMADORES DE POTÊNCIA. Acabamento e pintura

DMA-C52-125/N (JUN 2001) TRANSFORMADORES TRIFÁSICOS DE MT/BT. Especificações e condições técnicas

IEC60076-1 (2000) Power transformers. Part 1: General

IEC60076-2 (1993) IEC60076-2 Corr. 1(1997)

Power transformers. Part 2: Temperature rise IEC60076-3 (2000)

IEC60076-3 Corr.1(2000)

Power transformers. Part 3: Insulation levels, dielectric tests and external clearances in air

IEC60076-5 (2006) Power transformers. Part 5: Ability to withstand short circuit

IEC 60076-8 (1997) Power transformers. Part 8: Application guide

HD 428.1 S1 (1992) Three-phase oil-immersed distribution transformers 50 Hz, from 50 to 2500 kVA

with highest voltage for equipment not exceeding 36 kV - Part 1: General requirements and requirements for transformers with highest voltage for equipment not exceeding 24 kV

HD 428.1S1:1992/A1 (1995) Amendment to subclause 1.2 of HD

HD 428.3 S1 (1994) Three-phase oil-immersed distribution transformers 50 Hz, from 50 to 2500 kVA,

with highest voltage for equipment not exceeding 36 kV - Part 3: Supplementary requirements for transformers with highest voltage for equipment equal to 36 kV

EN 50216-3 (2002) EN 50216-3/A1 (2002)

Power transformer and reactor fittings - Part 3: Protective relay for hermetically

sealed liquid-immersed transformers and reactors without gaseous cushion

IEC 60060-1 (1989) High-voltage test techniques.

Part 1: General definitions and test requirements

IEC 60060-2 (1994) High voltage test techniques.

Part 2: Measuring systems

IEC 60060-2 Am1 (1996) High voltage test techniques.

Part 2: Amendment No. 1 to IEC 60060-2

IEC 60137 (2003) Insulating bushings for alternating voltages above 1000 v.

IEC 60076-7 (2005) Power transformers - Part 7: Loading guidefor oil-immersed power transformers

ISO 228-1 (2000) Pipe threads where pressure-tight joints are not made on the threads - Part 1:

Dimensions, tolerances and designation

EN 50180 (1997) Bushings above 1 kV up to 36 kV and from 250 a to 3,15 kA for liquid filled

transformers

IEC 60616 (1978) Terminal and tapping markings for power transformers

HD 596 S1 (1996) Bushings up to 1 kV and from 250 A to 5 kA, for liquid filled transformers

IEC60076-10 (2005) Power transformers - Part 10: Determination of sound levels

Quaisquer alterações das referidas edições listadas só serão aplicáveis no âmbito do presente documento se forem objecto de inclusão específica, por modificação ou aditamento ao mesmo.

(5)

a.

3 CARACTERÍSTICAS GERAIS E CONSTRUTIVAS 3.1 Tipo de transformador

Os transformadores objecto desta especificação são trifásicos, enrolamentos com isolamento uniforme1), separados, em cobre, imersos em óleo mineral, herméticos2) à penetração do ar exterior, do tipo "para poste", embora a sua montagem seja apoiad

3.2 Frequência nominal da rede

A frequência nominal das redes onde os transformadores irão ser ligados é de 50 Hz.

3.3 Tipo de arrefecimento

Idêntico ao especificado no DMA-C52-125/N.

3.4 Regimes nominais 3.4.1 Generalidades

Idêntico ao especificado no DMA-C52-125/N.

3.4.2 Potências nominais

A presente especificação é válida para transformadores com a potência nominal de 100 kVA.

Os transformadores devem ser calculados tomando como base as seguintes temperaturas e aquecimentos de acordo com as normas IEC:

Temperatura máxima do ar ... 40 ºC Temperatura mínima do ar:

— Transformadores de potência nominal inferior ou igual a 250 kVA ... -25 ºC — Transformadores de potência nominal superior a 250 kVA ... -5 ºC Temperatura média diária do ar inferior ou igual ... 30 ºC Temperatura média anual do ar inferior ou igual ... 20 ºC Aquecimento médio limite dos enrolamentos ... 65 ºK Aquecimento máximo do óleo na sua parte superior ... 60 ºK O fabricante deve declarar a sobrepressão máxima no interior da cuba do transformador.

3.4.3 Correntes nominais

Idêntico ao especificado no DMA-C52-125/N.

3.4.4 Tensões nominais

Idêntico ao especificado no DMA-C52-125/N.

3.4.5 Funcionamento a uma tensão superior à tensão nominal Idêntico ao especificado no DMA-C52-125/N.

1) O isolamento dos enrolamentos de um transformador diz-se uniforme quando a tensão suportável à frequência industrial em relação à terra de cada ponto ligado aos terminais é a mesma.

2) Um transformador diz-se hermético quando não se podem produzir trocas notáveis entre os seus componentes internos e a atmosfera exterior.

(6)

3.5 Tomadas

Idêntico ao especificado no DMA-C52-125/N.

3.6 Tensão de curto-circuito

O valor da tensão de curto-circuito à temperatura de referência de 75 ºC deve ser a constante do quadro 1 seguinte.

Quadro 1

Valores da tensão de curto-circuito Tensão nominal do enrolamento primário (kV) Potência nominal (kVA) Tensão de curto-circuito (%) ≤ 20 100 4,0 30 100 5,0

3.7 Tensão mais elevada para o material Idêntico ao especificado no DMA-C52-125/N.

3.8 Ligação à terra dos neutros

Idêntico ao especificado no DMA-C52-125/N.

3.9 Níveis de isolamento

Idêntico ao especificado no DMA-C52-125/N.

3.10 Símbolos de ligação

Idêntico ao especificado no DMA-C52-125/N.

3.11 Perdas e níveis de potência sonora

Os valores para as perdas em vazio (Po) e em carga (Pcc) e os níveis admissíveis de potência sonora (Lwa) dos transformadores objecto da presente especificação são os seguintes:

S (kVA) U (kV) (W) Po (W)[75ºC] Pcc Lwa (dB) 10 190 1540 49 15 190 1540 49 100 30 210 1530 49

Os valores das perdas em carga entendem-se à temperatura de referência de 75 ºC.

3.12 Corrente em vazio

Idêntico ao especificado no DMA-C52-125/N.

3.13 Cuba

(7)

3.14 Terminais

Os terminais devem ser do tipo exterior, sendo três terminais para o primário e quatro para o secundário.

Os terminais do enrolamento primário devem ser marcados com as letras 1U, 1V e 1W e os do enrolamento secundário com as letras 2U, 2V, 2W e 2N, com a disposição assinalada na figura 1 abaixo.

Figura 1

Os terminais devem ser providos de dispositivos que impeçam a sua rotação.

Os terminais devem ser dimensionados de tal forma que em serviço cíclico normal durante os períodos autorizados pela norma IEC 60076-7, possam suportar sem dano sobrecargas de corrente da ordem de 1,5 x In.

Os terminais de AT devem ser do tipo extraíveis de cone exterior de acordo com a norma EN 50180, para uma corrente estipulada de 630 A e superfície de contacto tipo C.

Os terminais de BT (incluindo o terminal do neutro) devem ser em latão, com roscado M12 e intensidade nominal de 250 A, de acordo com a norma HD 596 S1. O aperto dos ligadores de saída deve fazer-se por porca, contra-porca e duas anilhas de travamento.

3.15 Isoladores de travessia

Os isoladores de travessia devem ser montados na tampa, perpendicularmente à sua superfície. Os isoladores são três de AT e quatro de BT.

Os isoladores de BT devem ser do tipo exterior.

Os isoladores de AT devem ser do tipo exterior e adequados ao tipo de terminais especificados na secção anterior.

A tampa da cuba deve dispor de batentes que impeçam a rotação dos isoladores BT.

A projecção vertical das travessias deve ficar interior à projecção vertical da cuba no plano da base. As travessias de BT devem ficar protegidas por uma caixa metálica de forma, robustez e dimensões suficientes para que fique impedido o contacto directo com partes em tensão e seja permita uma fácil montagem e desmontagem dos cabos BT, impossibilitando a acumulação de água no seu interior. Esta caixa deve possuir bucins para possibilitar a entrada destes cabos.

3.16 Isolante

Idêntico ao especificado no DMA-C52-125/N.

3.17 Particularidades da instalação 3.17.1 Olhais de suspensão

(8)

3.17.2 Rodas

Nestes transformadores não são montadas rodas.

3.17.3 Forma

Idêntico ao especificado no DMA-C52-125/N.

3.17.4 Patilhas para fixação dos descarregadores de sobretensão (DST)

Nestes transformadores não são montadas patilhas para fixação dos descarregadores de sobretensão.

3.18 Acessórios

Quanto à disposição dos acessórios deve ser observado o indicado na figura 2 seguinte. Os transformadores não são equipados com hastes de descarga.

3.18.1 Dispositivos de enchimento e esvaziamento

Os transformadores devem possuir um dispositivo de enchimento de diâmetro mínimo 21 mm, obturável por tampa estanque.

Devem também possuir na parte inferior um dispositivo de esvaziamento com válvula, obturado por bujão ou equivalente, perfeitamente estanque e resistente ao óleo, previsto para poder ser ligado a uma máquina de tratamento.

3.18.2 Relé de protecção do transformador

Estes transformadores devem ser fornecidos com um relé de protecção de acordo com a norma EN_50216-3, implantado na tampa e com dois contactos (um para alarme e outro para disparo).

Todos os contactos do relé de protecção devem ser convenientemente ligados a uma régua de terminais existente na caixa de repartição, por meio de cabos VV com condutores de 1,5 mm2 de secção.

3.18.3 Caixa de repartição

Esta caixa deve obedecer às seguintes características:

— ser dimensionada por forma a permitir um bom acesso e uma fácil realização das ligações aos terminais nela instalados.

— ter um grau de protecção IP 55 e IK 10.

— ser em material não metálico com adequada resistência às intempéries e ao envelhecimento devido aos raios solares.

— Ter entradas e saídas de cabos pela sua parte inferior, executadas por intermédio de bucins de diâmetro apropriado aos respectivos cabos.

— ter uma barra de cobre para ligação à terra das bainhas metálicas dos cabos. — ter um terminal de terra que assegure a ligação à rede de terras.

3.18.4 Termómetro e respectiva bolsa

(9)

Transformador dos serviços auxiliares Figura 2 Legenda da figura 2: 1 - Dispositivo de esvaziamento 2 - Olhal de suspensão 3 - Terminais de terra

4 - Relé de protecção – Orifício de implantação 5 - Dispositivo para arrastamento

(10)

3.18.5 Terminais de terra

Nas zonas assinaladas na figura 2 (localização aproximada) devem existir dois terminais cilíndricos em aço inox soldados ao transformador, com um comprimento mínimo de 20 mm possuindo um roscado interior M12, equipados com parafuso também em aço inox, destinados a assegurar a ligação à terra. O terminal existente na tampa deve situar-se aproximadamente na vertical do terminal existente na base.

3.19 Marcas

O número de fabrico deve ser indicado na tampa e, se possível, na cuba, no núcleo, e no conjunto dos enrolamentos.

3.20 Acabamento e pintura

A concepção e o estudo dos pormenores de fabrico das cubas devem ter em consideração a prevenção da corrosão.

As partes constituintes dos transformadores devem ser cuidadosamente soldadas de modo a poderem suportar os ensaios de controlo de estanquidade definidos na secção 5.3.11 .

As arestas vivas das peças metálicas devem ser rebarbadas.

Sempre que houver necessidade de proceder a soldaduras numa superfície em que já esteja aplicado um revestimento, todas as zonas que forem afectadas têm de ser decapadas de acordo com o que for especificado.

Se o esquema de pintura exigir uma preparação da superfície só conseguida por uma decapagem a jacto abrasivo a preparação das superfícies das zonas de soldadura deve ser efectuada por esse processo. Salvo acordo expresso da EDP Distribuição para um esquema de pintura proposto pelo construtor, deve ser seguida a especificação do documento DMA-C52-101/E.

3.21 Chapa de características

Na cuba deve ser colocada uma chapa de características com as seguintes indicações: a) Nome do construtor

b) A referência "Transformador dos Serviços Auxiliares" c) Tipo de transformador

d) Número de fabrico e) Ano de fabrico f) Potência nominal

g) Referência à especificação DMA-C52-126 (edição em vigor) h) Número de fases

i) Grupo de ligação j) Frequência nominal

k) Tensões nominais e escalões de variação da relação de transformação l) Correntes nominais

m) Tensão nominal de curto-circuito n) Tipo de montagem

o) Nível de isolamento p) Massa total

q) Massa de parte activa r) Massa do óleo

(11)

A chapa de características, resistente às intempéries e ao envelhecimento, deve poder ser visível de um dos planos, em qualquer das posições em que o transformador venha a ser montado. Assim, ou a chapa é amovível ou é colocada nas quatros faces verticais do transformador.

Se for amovível, à saída de fábrica será fornecida na posição (face) indicada na figura 1 (ver secção 3.14 do presente documento).

A chapa de características pode ser em material auto-aderente e ser colocada na cuba/alhetas, desde que se mantenham todas as características atrás especificadas.

3.22 Altitude

Nos transformadores para utilizar a altitudes superiores a 1000 m e inferiores a 2000 m, admite-se uma redução da potência nominal correspondente a uma redução de aquecimento de 2% por cada escalão de 500 m acima de 1000 m. Contudo, nestes transformadores, deve ser tido em conta o aumento das distâncias de isolamento no ar.

As travessias destas unidades devem ser ensaiadas separadamente.

4 TOLERÂNCIAS

Para ter em consideração as diferenças inevitáveis na qualidade de matérias-primas e as irregularidades normais da fabricação, bem como os erros de medida, admite-se que os valores obtidos nos ensaios possam diferir dentro de certos limites dos valores garantidos.

As tolerâncias a aplicar são as constantes do parágrafo 9 da IEC 60076-1.

Quando o afastamento for superior ao limite indicado considera-se que o transformador não satisfaz a especificação.

5 ENSAIOS

5.1 Condições gerais

A fim de garantir que os transformadores a adquirir pela EDP Distribuição tenham um nível de qualidade compatível com as condições de exploração a que vão ser submetidos, os mesmos devem ser sujeitos a ensaios. O construtor deve também possuir procedimentos de acompanhamento da qualidade das matérias-primas e componentes que utilizar no fabrico dos transformadores.

Os transformadores devem ser submetidos a ensaios nas modalidades seguidamente referidas na secção 5.2 .

Os ensaios devem ser efectuados a uma temperatura ambiente compreendida entre 10 ºC e 40 ºC. Todos os elementos constitutivos e acessórios susceptíveis de influenciar o funcionamento do transformador durante o ensaio devem estar na sua posição definitiva.

Salvo especificação em contrário, o comutador de tomadas deve estar ligado na posição principal. Para todas as características excepto o isolamento, os ensaios são baseados nas condições nominais de funcionamento, a menos que o documento ou cláusula relativa ao ensaio em causa disponha de maneira diferente.

(12)

5.2 Tipos de ensaio dos transformadores

Para verificação da conformidade com as prescrições do presente documento devem ser efectuados os seguintes tipos de ensaios:

— ensaios de tipo; — ensaios especiais; — ensaios de série;

— ensaios de identidade ao tipo. 5.2.1 Ensaios de tipo

Os ensaios de tipo são os ensaios efectuados sobre um transformador representativo de outros transformadores com vista a mostrar que todos eles satisfazem às condições especificadas que não são controladas pelos ensaios de série.

Um transformador é considerado como representativo de outros se tiver a mesma tensão nominal, a mesma potência nominal, o mesmo tipo, o mesmo dieléctrico, a mesma altitude nominal de funcionamento e o mesmo sistema de fabrico.

São ensaios de tipo os seguintes: a) ensaio de aquecimento;

b) ensaio à onda de choque atmosférico.

5.2.2 Ensaios especiais

São ensaios diferentes dos ensaios de série e dos ensaios de tipo, a serem efectuados sobre um transformador representativo de outros transformadores, por acordo entre a EDP Distribuição e o construtor. Os ensaios considerados nesta rubrica são os seguintes:

a) resistência ao curto-circuito;

b) medição da impedância homopolar; c) medição do nível de potência sonora;

d) medição das harmónicas da corrente em vazio;

e) medição da resistência do enrolamento primário em todas as tomadas; f) medição da tensão de curto-circuito em todas as tomadas;

g) ensaio de controlo de estanquidade.

5.2.3 Ensaios de série

Estão incluídos os seguintes ensaios a que devem ser submetidos cada um dos transformadores produzidos:

a) medição da resistência dos enrolamentos (ensaio individual);

b) medição da relação de transformação e verificação do grupo de ligações (ensaio individual); c) medição da tensão de curto-circuito (tomada principal), da impedância de curto-circuito e das

perdas devido à carga (ensaio individual);

d) medição das perdas e da corrente em vazio (ensaio individual); e) ensaio por tensão aplicada (ensaio individual);

f) ensaio por tensão induzida (ensaio individual);

g) ensaios de verificação das características do revestimento protector (ensaios por amostragem). Os ensaios de série são efectuados pelo construtor, devendo este, sempre que solicitado, fornecer os respectivos registos à EDP Distribuição.

(13)

5.2.4 Ensaios de verificação da identidade ao tipo

São ensaios realizados de forma ocasional com vista a verificar se os transformadores continuam a ser fabricados em conformidade com o presente documento. Para este efeito a EDP Distribuição definirá, em cada caso, qual ou quais dos ensaios devem ser realizados, normalmente seleccionados a partir dos ensaios atrás listados.

5.3 Especificação dos ensaios

5.3.1 Medição da resistência dos enrolamentos

Este ensaio deve ser efectuado de acordo com o parágrafo 10.2 da norma IEC 60076-1.

5.3.2 Medição da relação da transformação e verificação do grupo de ligações

Seja qual for o método utilizado, a relação de transformação deve ser medida em todas as tomadas do transformador. Deve ser controlado o esquema de ligações e a desfasagem.

Este ensaio deve ser efectuado de acordo com o parágrafo 10.3 da norma IEC 60076-1.

5.3.3 Medição da tensão de curto-circuito (na tomada principal), da impedância de curto-circuito e das perdas devidas à carga

Este ensaio deve ser efectuado de acordo com o parágrafo 10.4 da norma IEC 60076-1.

5.3.4 Medição das perdas e da corrente em vazio

Ensaio a ser efectuado de acordo com o parágrafo 10.5 da norma IEC 60076-1.

5.3.5 Ensaio por tensão aplicada

Este ensaio deve ser efectuado de acordo com o parágrafo 11 da norma IEC 60076-3. O valor especificado para a tensão de ensaio é o constante da coluna 2 do quadro 4 (parágrafo 3.9).

A EDP Distribuição tem sempre o direito de assistir ao ensaio a 100% da tensão de ensaio especificada de todos os transformadores, observando-se o disposto no parágrafo 9 da norma IEC n.º 76-3.

5.3.6 Ensaio por tensão induzida

A metodologia a adoptar neste ensaio deve estar acordo com o parágrafo 12 da norma IEC 60076-3. O valor especificado para a tensão de ensaio é o dobro da tensão nominal.

A EDP Distribuição tem sempre o direito de assistir ao ensaio a 100% da tensão de ensaio especificada de todos os transformadores, observando-se o disposto no parágrafo 9 da norma IEC n.º 76-3.

5.3.7 Ensaios de aquecimento

A metodologia a adoptar neste ensaio deve estar acordo com a norma IEC 60076-2.

O valor especificado para o aquecimento máximo do óleo na sua parte superior é o indicado na secção 3.4.2 do presente documento (60 ºK).

O valor especificado para o aquecimento médio limite do cobre é o indicado na atrás referida secção 3.4.2 (65 ºK).

5.3.8 Ensaio à onda de choque atmosférico Ensaio de acordo com a norma IEC 60076-2.

(14)

O valor especificado para a tensão de ensaio é o indicado na coluna 3 do quadro 4 (3.9) da norma IEC 60076-2.

Observado o disposto no parágrafo 9 da IEC n.º 76-3, a EDP Distribuição tem sempre o direito de assistir ao ensaio a 100% da tensão de ensaio especificada.

5.3.9 Medição da resistência do enrolamento primário em todas as tomadas Estas medições devem ser efectuadas de acordo com a norma IEC 60076-1.

5.3.10 Medição da tensão de curto-circuito em todas as tomadas

Estas medições devem ser efectuadas de acordo com a norma IEC 60076-1.

5.3.11 Ensaio de estanquidade

A metodologia a adoptar neste ensaio deve ser objecto de acordo entre o fabricante e a EDP Distribuição.

O valor de sobrepressão a considerar deve ser o declarado pelo fabricante e referido no presente documento na secção 3.4.2.

No final do ensaio não serão admissíveis fugas avaliadas pelo abaixamento de pressão no interior do transformador ou por outro qualquer método de observação directa da própria fuga.

5.3.12 Ensaio de resistência ao curto-circuito

A metodologia a adoptar neste ensaio deve estar de acordo com a norma IEC 60076-5.

5.3.13 Medição do nível de potência sonora

Os valores máximos especificados para o nível de potência sonora admissível para os transformadores objecto da presente especificação são os constantes do quadro da secção 3.11 do presente documento.

A metodologia a adoptar neste ensaio é a especificada na norma NP EN 60551.

5.3.14 Medição da impedância homopolar

No caso em que esta medição vier a ser efectuada, as modalidades de ensaio devem ser acordadas entre a EDP Distribuição e o construtor.

5.3.15 Medição das harmónicas da corrente em vazio Esta medição é feita estando os enrolamentos alimentados: — à tensão nominal;

— a uma tensão 5% superior à tensão nominal.

No caso em que esta medição vier a ser efectuada, as modalidades ensaio serão acordadas entre a EDP Distribuição e o construtor.

5.3.16 Ensaios de revestimento protector

Referências

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