ESTERILIZAÇÃO EM LABORATÓRIOS
DE MICROBIOLOGIA
PROF. CECÍLIA DANTAS VICENTE
CONDIÇÕES QUE INFLUENCIAM A
AÇÃO ANTIMICROBIANA
•
Muitos fatores influenciam a morte dos
microrganismos:
–
Temperatura;
–
Tipo de microrganismo;
–
Estado fisiológico das células;
–
Condições ambientais;
TEMPERATURA
•
O aumento da temperatura apressa a destruição dos
microrganismos.
Escherichia coli foi exposta ao fenol numa concentração de 4,62 g/L
TIPO DE MICRORGANISMO
•
As formas vegetabvas são muito mais sensíveis que
a forma esporulada que são extremamente
resistentes. Resistência dos esporos de
microrganismos.
Agente
esterelizante E. coli Esporos bacterianos Esporos fungicos Vírus e bacteriófagos
Fenol 1 100.000.000 1-‐2 30 Formaldeído 1 250 2 Calor seco 1 1.000 2-‐10 1 Calor úmido 1 3.000.000 2-‐10 1-‐5 Luz ultravioleta 1 2-‐5 5-‐100 5-‐10
ESTADO FISIOLÓGICO DAS CÉLULAS
•
Células jovens são mais facilmente destruídas do que
células velhas.
•
Alterações na natureza da membrana, ocorridas durante
o envelhecimento podem modificar a permeabilidade
celular e contribuir para a resistência bacteriana.
CONDIÇÕES AMBIENTAIS
•
Substrato ou meio de crescimento do microrganismos
influem na eficácia de destruição dos microrganismos.
•
O calor é mais eficiente em meios ácidos do que
básicos;
•
Altas conc. de carboidrato aumentam a resistência
térmica dos microrganismos;
•
A presença de matéria orgânica diminui a eficiência do
agente anbmicrobiano o protegendo.
–
O agente anbmicrobiano pode se combinar com a matéria
orgânica formando produto não anbmicrobiano;
–
A matéria orgânica pode proteger as células do agente
anbmicrobiano impedindo o contato com o desinfetante;
ESTERILIZAÇÃO
•
Esterilização é o processo que promove
completa eliminação ou destruição de todas
as formas de microrganismos presentes :
vírus, bactérias, fungos, protozoários,
esporos, para um nível aceitável de
segurança.
•
O processo de esterilização pode ser @sico,
químico, @sico-‐ químico.
Desinfetante
•
É um agente químico, que mata as formas
vegetabvas, mas não necessariamente, as
formas esporuladas de microrganismos
patogênicos.
•
A desinfecção é aplicada à objetos para
destruir agentes infecciosos.
ANTISSÉPTICO
•
É uma substância que se opõe à sepsis ou
previne o crescimento ou abvidade de
microrganismos no corpo humano.
(20 – 21 – 22 ...2n ) -‐ Nf =Ni x 2n Ni = 1000 Tgeração = 20min Após 2 horas Nf = ?
REPRODUÇÃO
Curva de Crescimento
Quando o microrganismo perde sua capacidade de reprodução.
Em que situação podemos afirmar que houve morte bacteriana?
• É preciso conhecer a resistência térmica do microrganismo alvo através do seu valor D e Z. • O que significa Valor D ?
• Valor D ou Tempo de Redução Decimal é definido como o TEMPO (em minutos), a uma dada temperatura, necessário para reduzir 90% da população (ou reduzir um ciclo log na curva de sobrevivência térmica) de um determinado microrganismo.
• E o valor Z ?
• É um valor mensurado em oC que se deve aumentar a temperatura para
que o tempo de destruição térmica seja reduzido em 1 ciclo logarítmico ou 10 vezes.
Como calcular o tratamento DE ESTERILIZAÇÃO adequado?
CURVA DE MORTE TÉRMICA
N0 de D Tempo min N0 bactérias Vivas N0 bactérias mortas % mortas 0 0 1.000.000 0 0 1D 2 100.000 900.000 90 2D 4 10.000 90.000 99 3D 6 1.000 9.000 99,9 6D 12 1 9 99.9999 8D 16 0,01 0,09 99,999999
Curva de MORTE
Esterilização
5 10 15 20 25 100 101 102 103 104t (min) a T constante
D Tgα= 1 / D
α
D= (t2 – t1) / (log Ni – log Nf) Curva de sobrevivência
Esterilização -‐ Tratamento térmico
10-‐1 100 101 102 z 230 240 250 Temperatura (°F) 220
Curva de destruição térmica
• Para destruir uma população de C. botulinum bpo A (100) numa salsicha
enlatada cujo D121o
C=0,13 min e Z=90C (dados da literatura).
90% D=0,13 min
a) 100 esporos 10 esporos
T= 121 0C, Z = 9 0C 90% D=0,013 min b) 100 esporos 10 esporos T= 130 0C, Z = 9 0C 90% D=1,3 min c) 100 esporos 10 esporos T= 112 0C, Z = 9 0C
"Quanto maior a temperatura menor o tempo de destruição térmica da população alvo"
PRINCIPAIS MÉTODOS DE CONSERVAÇÃO
Tipos de Esterilização
•
Esterilização por meios Físicos
–
Vapor saturado sob pressão (calor úmido)
–
Calor seco
–
Filtração
–
Radiação ionizante
–
Radiação não ionizante
Tipos de Esterilização
• Esterilização por meios Químicos
– Formaldeído e Glutaraldeído – Ácido peracébco
– Peróxido de hidrogênio de ozônio – Álcoois
– Quaternário amônia – Halogênios – Compostos fenólicos
• Esterilização por meios Físico-‐químicos
– Vapor formaldeído – Óxido de ebleno
– Plasma de Peróxido de Hidrogênio
– Plasma de gases (vapor de ácido peracébco e peróxido de hidrogênio; oxigênio, hidrogênio e gás argonio)
Vapor saturado sob pressão
(calor úmido)
TIPOS DE VAPOR
•
Vapor saturado: é a camada mais próxima da
superzcie líquida, encontra-‐se no limiar do
estado líquido e gasoso, podendo apresentar-‐
se seca ou úmida.
–
Vapor úmido: é normalmente formado quando o
vapor carrega a água que fica nas tubulações.
–
Vapor super aquecido: vapor saturado submebdo
à temperaturas mais elevadas.
Vantagens e Desvantagens
•
O vapor saturado seco é mais ublizado uma vez que o
vapor úmido tem um excesso de água que torna
úmidos os materiais dentro da esterilizadora; e capaz
de circular por convecção permibndo sua penetração
em materiais porosos.
•
O vapor super aquecido é deficiente de umidade
necessária para a esterilização.
•
A produção do vapor ublizado na esterilização requer
alguns cuidados como:
–
a água deve estar livre de contaminantes em
concentração que possa interferir no processo de
esterilização, danificar o aparelho ou os produtos a serem
esterilizados.
Autoclaves
• Composta por câmara em aço inox, com uma ou duas portas, possui
válvula de segurança, manômetros de pressão e um indicador de temperatura.
• Elas podem ser divididas em:
– Autoclave ver_cal:
– Autoclave gravitacional: o ar é removido por gravidade, assim
quando o vapor é admibdo na câmara, o ar no interior desta, que é mais frio (mais denso), sai por uma válvula na superzcie inferior da câmara. Pode ocorrer a permanência de ar residual neste processo, sendo a esterilização compromebda
principalmente para materiais densos ou porosos.
– Autoclave pré-‐vácuo: o ar é removido pela formação de vácuo,
antes da entrada do vapor, assim quando este é admibdo, penetra instantaneamente nos pacotes.
– Autoclave vácuo fracionado: remoção do ar em períodos
intermitentes, com injeção simultânea de vapor.
TEMPO X TEMPERATURA DE
ESTERILIZAÇÃO CALOR
Autoclaves
•
horizontal ou verbcal.
•
Horizontal
–
paredes duplas,
–
separadas por um espaço onde o vapor circula para
manter o calor na câmara interna durante a esterilização;
•
verbcal
–
não são adequadas pois dificultam a circulação do vapor,
–
Dificultam a drenagem do ar e a penetração do vapor
devido à distribuição dos pacotes a serem esterilizados,
que ficam sobrepostos.
Uma autoclave e seus principais componentes.
Mecanismo de ação e ciclo de
esterilização
•
O efeito letal decorre da ação conjugada da
temperatura e umidade.
•
O vapor, em contato com uma superzcie mais
fria, umedece, libera calor, penetra nos
materiais porosos e possibilita a coagulação
das proteínas dos microrganismos.
CICLO DE ESTERILIZAÇÃO
•
O ciclo de esterilização compreende:
–
remoção do ar;
–
admissão do vapor;
–
exaustão do vapor
Remoção do ar
•
Remoção do ar:
–
é necessário que o vapor entre em contato com
todos os ar?gos da câmara e,
–
é preciso que o ar seja removido,
–
a remoção do ar pode ser por gravidade ou por
u?lização de vácuo antes da entrada do vapor.
Admissão do vapor
•
Admissão do vapor:
–
é também o período de exposição.
–
é iniciado pela entrada do vapor, subs?tuindo o ar
no interior da câmara.
–
O tempo de exposição começa a ser marcado
quando a temperatura de esterilização é a?ngida.
–
O tempo de exposição pode ser dividido em três
partes: tempo de penetração do vapor, tempo de
esterilização e intervalo de confiança.
Exaustão do vapor
•
Exaustão do vapor:
–
é realizada por uma válvula ou condensador.
–
A exaustão pode ser rápida para ar?gos de
superKcie ou espessura;
–
para líquidos a exaustão deve ser o mais lenta
possível para se evitar a ebulição, extravazamento
ou rompimento do recipiente.
Secagem dos ar?gos
•
Secagem dos ar?gos:
–
é ob?da pelo calor das paredes da câmara em
atmosfera rarefeita.
–
Nas autoclaves de exaustão por gravidade, o
tempo de secagem varia de 15 a 45 minutos;
–
nas autoclaves de alto vácuo o tempo é de 5
Disposição dos ar_gos dentro da
câmara
•
Arbgos de superzcie como bandejas, bacias e instrumentais
não devem ser esterilizados com arbgos de espessura como
nas autoclaves gravitacionais.
•
O volume de material dentro da autoclave não deve
exceder 80% da sua capacidade.
•
Os pacotes devem ser colocados de maneira que haja um
espaçamento de 25 a 50 mm entre eles, e de forma que o
vapor possa circular por todos os itens da câmara.
•
Os pacotes maiores devem ser colocados na parte inferior
•
Os menores na parte superior da câmara; os maiores
podem ter no máximo 30cm x 30cm x 50cm de tamanho
Cuidados básicos para a eficiência da
autoclavação
•
Antes da esterilização higienizar convenientemente os
materiais:
–
Material crí?co deve permanecer em solução desinfetante
durante 30 minutos, antes de se realizar a limpeza.
–
Os materiais devem ser lavados manualmente com o uso
de escovas, ou em lavadoras ultra-‐sônicas.
–
Placas e tubos devem ser lavados com água e detergente
apropriado;
–
O enxague deve ser abundante para que este seja
removido completamente resíduos de detergente
–
Acondicionar os ar?gos em embalagens adequadas, que
permitam a esterilização e a estocagem do ar?go.
Cuidados básicos para a eficiência da
autoclavação
• Idenbficar os pacotes corretamente,
• Não ultrapassar as dimensões de 30cm x 30cm x 50cm, e o peso de
7 kg.
• Colocar os pacotes pesados sob os mais leves;
• Evitar encostá-‐los nas paredes da câmara, deixar espaço entre eles
para facilitar a drenagem do ar e penetração do vapor.
• Não sobrecarregar o equipamento, ublizar apenas 80% de sua
capacidade.
• Colocar a fita indicadora na embalagem externa e vedar os pacotes
menores com a mesma
• Recipientes como bacias, jarros, ou outros que possuem
concavidade devem ser colocados com sua abertura para baixo para facilitar o escoamento do ar e da água resultante da condensação do vapor.
Durante a esterilização
•
Verificar constantemente os indicadores de
Após a esterilização
•
A porta do aparelho deve ser aberta lentamente e
deve permanecer entreaberta de 5 a 10 minutos.
•
Os pacotes não devem ser colocados em
superKcies metálicas logo após a esterilização,
pois em contato com superKcie fria o vapor
residual se condensa e torna as embalagens
úmidas, comprometendo a esterilização uma vez
que a umidade diminui a resistência do invólucro
de papel e interfere no mecanismo de filtração do
ar.
Falhas no processo de autoclavação
•
Principais falhas humanas:
– limpeza incorreta ou deficiente dos materiais;ublização de
invólucros inadequados para os arbgos a serem esterilizados;
– confecção de pacotes muito grandes, pesados ou
apertados;disposição inadequada dos pacotes na câmara;
– abertura muito rápida da porta ao término da
esterilização;tempo de esterilização insuficiente;
– ublização de pacotes que saíram úmidos da autoclave;
– mistura de pacotes esterilizados e não esterilizados;
– não idenbficação da data de esterilização e data-‐limite de
validade nos pacotes;
– desconhecimento ou despreparo da equipe para usar o
equipamento.
Falhas no processo de autoclavação
•
As falhas mecânicas decorrem da operação
incorreta e da falta de manutenção das
autoclaves.
Prevenção de riscos operacionais
• O manuseio das autoclaves, embora existam diferentes modelos e
cada um deles possua seu próprio manual de instrução de uso, alguns cuidados são fundamentais para a prevenção de acidentes:
– manter as válvulas de segurança em boas condições de uso;
– não abrir a porta da autoclave enquanto a pressão da câmara não se
igualar à pressão externa;
– ao abrir a porta da autoclave proteger o rosto para evitar
queimaduras, explosões ou implosões dos frascos de vidro;
– u_lizar luvas de amianto para a re_rada dos ar_gos metálicos da
câmara;
– verificar periodicamente o funcionamento de termostatos, válvulas
de segurança;
– não forçar a porta para abrir quando esta emperrar;a porta da
autoclave deve possuir uma trava de segurança para que esta não abra enquanto houver pressão no interior da câmara.
ESTERILIZAÇÃO DE MATERIAIS NO
LABORATÓRIO DE MICROBIOLOGIA
DO IFAL – COORDENAÇÃO DE
QUÍMICA
ESTERILIZAÇÃO DE MATERIAIS
•
Todo o material ublizado no laboratório de
microbiologia deve receber a seguinte
seqüência de tratamento:
• DESCONTAMINAÇÃO
• LAVAGEM
• SECAGEM
• ESTERILIZAÇÃO
• ARMAZENAMENTO
DESCONTAMINAÇÃO
• Descontaminação é a etapa na qual materiais já u_lizados são
descontaminados. Ex. placas contendo meios de cultura e colônias de análise finalizadas.
• -‐ Autoclave 120 °C /60 min. → Descontaminações
• Obs.: Não autoclavar tubos que contenham reabvos de KOVAC'S.
Placas depois de autoclavadas para
descarte e lavagem
Lavagem
-‐ Enxaguar o material em água corrente, eliminado material orgânico.
-‐ Ublizar detergente neutro.
-‐ Preparar a solução e mergulhar todo material a ser lavado. -‐ Deixar de molho por no mínimo 30 minutos ou por até 24 horas
dependendo do grau de sujidade.
-‐ Esfregar o material com escova ou esponja -‐ Enxaguar o material com bastante água corrente.
-‐ Enxaguar dez vezes com água corrente, enchendo e esvaziando totalmente a vidraria.
-‐ Ublizar, no úlbmo enxágüe, água desblada.
-‐ Deixar drenar a água das vidrarias em cestas de aço inoxidável com fundo perfurado
Secagem
-‐ A secagem vai variar com o bpo de material.
Esta secagem pode ser feita a temperatura
ambiente ou em estufa.
Preparo dos materiais
•
Após a secagem cada material deve ser preparado de
acordo com o bpo de tratamento que vai receber.
•
Os materiais que recebem tratamento por calor seco
podem ser embrulhados em papel Kra‚ (pardo) ou
acondicionados em cilindros apropriados.
•
Todos os materiais devem ser devidamente idenbficados.
•
As pipetas antes de serem esterilizadas devem ser
embrulhadas individualmente em papel Kra‚ ou
acondicionadas em cilindros apropriados.
•
No caso de tratamento por vapor (autoclave) os materiais
devem ser acondicionados dentro de vidros com gaze ou
algodão no fundo (ponteiras e bastões), deixando a tampa
do vidro semi aberta durante o tratamento.
Esterilização por calor húmido em
autoclave.
Autoclave verbcal do lab. Microbiologia IFAL
• Verificar o nível da água, que deve cobrir totalmente a resistência ou apoio do cesto;
• Trocar a água da autoclave a cada mês ou quando for necessário abrindo a válvula do dreno, e esvaziar com ajuda de um balde;
• Adicionar água desblada até cobrir a resistência ou apoio do cesto; • Baixar a tampa da autoclave e fechar as manoplas;
• Ligar a tomada da autoclave e o botão de ajuste de temperatura (máximo); • Deixar a válvula de segurança aberta, e deixar sair vapor até começar a gotejar
água, então fechá-‐la;
• Aguardar que a temperatura alcance 121 ºC e a pressão de 1,1 Kgf./cm2; • Ajustar o controle de temperatura para médio, e inicial a marcação do tempo de
autoclavagem;
• Após o tempo de esterilização, ajustar o botão de temperatura (desligar) e desligar a a tomada;
• Não abrir a tampa da autoclave até que a pressão abnja 0 Kgf./cm2 e a válvula de segurança seja aberta, liberando o vapor conbdo na autoclave;
• Só então, abria as manoplas da tampa da autoclave e rebrar o material esterilizado.
Tabela de esterilização do lab
microbiologia do IFAL
Esterilização Calor seco
Esterilização Calor seco
•
Flambagem: aquece-‐se o material, principalmente fios de
plabna e pinças, na chama do bico de gás, aquecendo-‐os até
ao rubro. Este método elimina apenas as formas vegetabvas
dos microrganismos, não sendo portanto considerado um
método de esterilização.
Esterilização Calor seco
•
Incineração: é um método destrubvo para os
materiais, é eficiente na destruição de matéria
orgânica e lixo hospitalar.
Esterilização Calor seco
•
Raios infravermelhos: ubliza-‐se de lâmpadas
que emitem radiação infravermelha, essa
radiação aquece a superzcie exposta a uma
temperatura de cerca de 180
OC.
•
Estufa de ar quente: consbtui-‐se no uso de
estufas elétricas. É o método mais ublizado
dentre os de esterilização por calor seco.
Esterilização Calor seco
• O uso do calor seco, por NÃO SER PENETRANTE COMO O CALOR
ÚMIDO, requer o uso de temperaturas muito elevadas e tempo de
exposição muito prolongado, por isso este método de esterilização só deve ser ublizado quando o contato com vapor é inadequado.
• As temperaturas muito elevadas podem interferir na ESTABILIDADE
DE ALGUNS MATERIAIS, como por exemplo o aço quando
submebdo a temperaturas muito elevadas perde a têmpera;
• Para outros materiais como borracha e tecidos além da
temperatura empregada ser altamente destrubva, o poder de penetração do calor seco é baixo, sendo assim a esterilização por este método inadequada.
• Os MATERIAIS INDICADOS para serem esterilizados por este
método são instrumentos de ponta ou de corte, que podem ser oxidados pelo vapor, vidrarias, óleos e pomadas.
Esterilização Calor seco
•
Este processo causa a destruição dos microrganismos
fundamentalmente por um processo de oxidação, ocorrendo
uma desidratação progressiva do núcleo das células.
•
ESTUFA (Temperatura (
oC) /Tempo de Exposição)
•
180 /30 minutos
•
170 / 1 hora
•
160 / 2 horas
•
150 / 2 horas e 30 minutos
•
140 / 3 horas
Esterilização Calor seco
• Falhas no processo:
– Distribuir os arbgos no interior da câmara, não deixar que toquem as
paredes do interior do equipamento,
– Deixar também um espaço entre os materiais, para favorecer a
circulação do ar;
– O invólucro deve ser adequado para este bpo de esterilização e para o
material a ser esterilizado.
– As embalagens mais ublizadas são as caixas metálicas, papel alumínio e
frascos de vidro refratário;
– Os arbgos a serem esterilizados devem possuir boa condubvidade
térmica.
– Materiais não termorresistentes não devem ser esterilizados por este
método, como os tecidos, borrachas e papéis;
– O equipamento deve ser calibrado e validado.
– O fabricante precisa informar qual o ponto mais frio da câmara.
– A esterilização é eficiente quando neste ponto a temperatura é abngida,
é necessário portanto que os testes com os indicadores biológicos sejam realizados neste local.
ESTERILIZAÇÃO POR FILTRAÇÃO
ESTERILIZAÇÃO POR FILTRAÇÃO
•
É a passagem de um líquido ou gás através de
um material semelhante a uma tela, com
poros pequenos o suficiente para reter os
microrganismos.
•
A filtração é usada para esterilizar os
materiais sensíveis ao calor, como alguns
meios de cultura, enzimas, vacinas e soluções
anbbióbcas
ESTERILIZAÇÃO POR FILTRAÇÃO
•
Filtros de membrana compostos de
substâncias como ésteres de celulose ou
polímeros plásbcos, tornaram-‐se populares
para uso industrial e laboratorial.
•
Filtros HEPA (high efficiency parbculate air)
removem quase todos os microrganismos
maiores que cerca de 0,3 micrometros de
diâmetros.
ESTERILIZAÇÃO POR FILTRAÇÃO
•
O ar que circula em câmaras de fluxo laminar de segurança
biológica (Fotografia abaixo) ou em “salas limpas” é
frequentemente sujeito a filtração através de filtros de
elevada eficiência (High Efficiency Parbcle Air – HEPA-‐ Filter)
que permitem a retenção de pelo menos 99,999% das células
e esporos microbianos ou outras parˆculas presentes no ar.
ESTERILIZAÇÃO POR FILTRAÇÃO
•
A filtração através de membranas filtrantes pode ser ublizada
para:
–
esterilizar soluções, para concentrar células microbianas a
parbr de volumes grandes de amostras líquidas,
–
como acontece na análise bacteriológica de águas.
RADIAÇÕES IONIZANTES
RADIAÇÃO ELETROMAGNÉTICA
• A radiação eletromagnética é uma oscilação, em fase, dos campos elétricos e magnéticos. As oscilações dos campos magnéticos e elétricos são perpendiculares entre si e podem ser entendidos como a propagação de uma onda transversal, onde as oscilações sao perpendiculares à direção do movimento da onda (como as ondas da superficie de uma lâmina de água), que pode se deslocar através do vácuo, ou entendidos como o deslocamento de pequenas partículas, dentro do ponto de vista quântica, chamadas fótons.
Espectro de energia radiante
RADIAÇÃO IONIZANTE
• A radiação ionizante -‐ È um método de esterilização que ubliza a
baixa temperatura, portanto que pode ser ublizado em materiais termossensÌveis.
• Certos átomos possuem a propriedade de emibrem ondas ou
partÌculas de acordo com a instabilidade de seus núcleos, esta propriedade é chamada de radioabvidade.
• Alguns elementos, como o Rádio e o Urânio, são naturalmente
radioabvos pois possuem seus núcleos instáveis, outros são produzidos arbficialmente, como o Cobalto 60 e Césio 137.
• A radiação ionizante -‐ Possui a capacidade de alterar a carga
elétrica do material irradiado por deslocamento de elétrons.Para fins de esterilização industrial as fontes de raios beta e gama são as ublizadas.
RADIAÇÃO IONIZANTE
• Radiação Beta -‐ Este bpo de radiação é conseguida através da
desintegração natural de elementos como o Iodo 131 ou Cobalto 60, ou ainda arbficialmente por meio de máquinas aceleradoras de elétrons (eléctron beam).O eléctron beam é ublizado para a esterilização de materiais plásbcos de baixa espessura Seu poder de penetração é pequeno e depende de sua energia. Para o tecido humano, consegue atravessar espessura de alguns milímetros. Esta propriedade, permite aplicações médicas em superzcies da pele ou na aceleração da cicatrização de cirurgias plásbcas ou do globo ocular.
• Radiação Gama -‐ É produzida pela desintegração de certos
elementos radioabvos, o mais ublizado é o Cobalto 60. Os raios gama possuem grande penetração nos materias, sendo letais a vários microrganismos.
RADIAÇÃO IONIZANTE
•
O processo de esterilização e descontaminação por energia
ionizante, consiste na exposição dos produtos a ação de
ondas eletromagnébcas curtas, geradas a parbr de fontes
seladas de Cobalto 60.
•
Ao encontrarem organismos vivos presentes no produto em
tratamento, provocam o rompimento de seus DNAs,
levando-‐os à falência ou à incapacidade de reprodução.
•
Elevado poder de penetração das ondas eletromagnébcas,
os organismos vivos podem ser alcançados onde quer que
eles estejam, seja em embalagens lacradas ou em produtos
acondicionados das mais variadas maneiras.
•
Essa caracterísbca garante a eficácia do processo.
Irradiadores industriais de grande
porte
EMBRARAD
Irradiadores industriais de grande
porte
• Aplicação de dose elevadas de radiação nas caixas e containers, cheios dos
materiais, que passam durante um intervalo de tempo, defronte ao feixe, movidos por uma esteira transportadora.
• As caixas são irradiadas de um lado e do outro para garanbr a
homogeneidade das doses aplicadas, na faixa de até varios kiloGrays.
• A fonte é consbtuida de várias varetas de aço inox, dispostas num arranjo
semelhante a de um secador de roupa de apartamento, contendo pasblhas empilhadas de Co-‐60 metálico, em seu interior.
• Quando recolhida, fica no fundo de uma piscina cheio de água , que
funciona como blindagem para os operadores no processo de manutenção e ajustes.
Irradiadores industriais de grande
porte
• Durante a irradiação, a fonte é elevada até o nível de percurso das caixas
em movimento conˆnuo na esteira.
• Todo o sistema é controlado de fora, uma vez que tudo deve ser
extremamente blindado devido a alˆssima abvidade da fonte.
• Uma pessoa exposta por um segundo, num feixe deste bpo, morreria em
poucos segundos.
• Com tudo isto, trata-‐se de uma instalação bastante segura, com poucos
acidentes ocorridos no mundo.
• Estes irradiadores podem, dependendo da dose radiação aplicada, inibir
brotação em tubérculos (batata), bulbos (cebola e alho); destruir tenia, trichinella em carnes ; matar e esterilizar insetos em cereais, farinha, frutosfrescos e secos; esterilizar larvas e reduzir a população de fungos em frutos e vegetais; destruir salmonella em carnes, frango, ovos; reduzir a população de micróbios em ingredientes e especiarias e preservar alimentos perecíveis, por longo período, sem refrigeração.
RADIAÇÃO NÃO IONIZANTE
•
UV (260nm)
•
Microondas
LUZ UV
CABINE DE SEGURANÇA BIOLÓGICA (CSB)
LUZ ULTRA-‐VIOLETA
LUZ UV USADA PARA ESTERILIZAÇÃO SUPERFICIAL DAS CSB
Esterilização/Desinfecção/Assepsia
por meios Químicos
Formaldeído e Glutaraldeído
Ácido peracébco
Peróxido de hidrogênio de ozônio
Álcoois
Quaternário amônia
Halogênios
Compostos fenólicos
Ácido Peracébco
•
Desinfetantes líquido.
•
Modo de uso: por submersão.
•
Indicação: para uso materiais em inox submersíveis.
•
Concentração: 35%, estabilizada que será diluída ( a 0,2%)
automabcamente em água estéril (máquina ainda não
disponível no país).
•
Tempo de processamento: 12 minutos a 50 a 56º.C ou 10
minutos para desinfecção e 20 para esterilização se o
processo for imersão.
Peróxido de hidrogênio e ozônio
Halogênios
Halogênios
Compostos fenólicos
Esterilização por meios Físico-‐
químicos
Vapor formaldeído
Óxido de ebleno
Vapor de formaldeído
Na Europa usa-‐se ciclos de esterilização por gás de formaldeído e vapor a baixa temperatura com concentrações de formaldeído entre 3 mg/l a 100 mg/l, temperaturas entre 55°C a 80°C, com tempo de exposição de 01 a 04 horas.
O FormaldeÌdo para esterilização em sua forma gasosa esta bem abaixo da faixa explosiva e não é inflamável.
Ele possui um odor picante e irritante em concentrações superiores a 1 ppm,
È altamente solíúvel em água, e esta associado à irritação das mucosas , ocular e vias aéreas superiores.
O processo de esterilização por gás de formaldeÌdo segue o indicado na Norma EuropÈia EN 14.180:2003:
Estágios do ciclo de esterilização 1. Pré aquecimento da máquina: 2. Vácuo
3. Pulso de entrada do vapor 4. Aquecimento com entrada de gás 5. Esterilização
6. Registrada do gás formol 7. Secagem de carga
8. Estabilização para abertura da porta
Vapor de formaldeído
Óxido de ebleno
Plasma de Peróxido de hidrogênio
1-‐Fase do Vácuo – Vaporização do H2O2 na câmara.
2-‐Fase da Injeção – injeção de H2O2 líquido na câmara de tratamento e
emissão de microondas, que imediatamente se transforma em uma solução de vapor, resultando num plasma com radicais livres que desnaturam as proteínas microbianas, levando a morte celular, ou seja, matando todas as bactérias que estejam presentes na superfÌcie do interior da câmara.
3-‐Fase da Difusão -‐ O vapor do H2O2 permanece na câmara, e esteriliza
rapidamente todos os disposibvos sem deixar nenhum resÌíduo tóxico. A pressão da câmara é reduzida e a descarga do plasma é iniciada. 4-‐Fase do Plasma -‐ Fase de esterilização propriamente dita. Um campo eletromagnébco é criado e o vapor H2O2 quebra imediatamente sua
estrutura molecular, produzindo uma nuvem de baixa temperatura de plasma que produz uma luz de cor ultravioleta e radical livres. Depois da ação do plasma, os componentes abvados (H, H, O e O), perdem sua energia elevada e recombinam para dar forma ao oxigênio (O) e à água (H2O).
As fases 2, 3 e 4 são repebdas para garanbr a eficácia do processo. 5-‐Fase Da Venblação -‐ A câmara é exalada para igualar a press„o interna e
Plasma de ácido peracébco
• Dois os agentes abvos.
• O primeiro é o Ácido peracébco (5%) com Peróxido de Hidrogênio (22%);
• O segundo é o ácido Peracébco com uma mistura de gás argônio com O2 e
H2 do qual irá ser formado o plasma.
• As fases de plasma são alternadas com fases de vapor.
• A parbr de 35% de ácido peracébco ocorre diluição em água filtrada para
2%
• Indicação: materiais termosensíveis.Temperatura: 50º.C
• Tempo do ciclo: 4 a 6 horas [11]
• Aeração: não é necessária.Limitações: não processa líquidos, limitado a
uso de materiais de aço.
• Ainda não disponível no país.
• Embalagens: preferir polipropileno e poliolefinas.