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MAGNESITA ANUNCIA OS RESULTADOS DO 4T14 E 2014

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¹Para fins de comparabilidade, os números de 2013 foram ajustados para refletir as mudanças contábeis implementadas pela Companhia no final de 2013. Além disso, na análise de vendas e margem por segmento para 2013, a joint venture LTR (descontinuada em julho/2013) foi desconsiderada. Estes e demais ajustes estão explicados na página 19 deste Release.

MAGNESITA ANUNCIA OS RESULTADOS DO 4T14 E 2014

Contagem, Brasil - 16 de março de 2015 – A MAGNESITA REFRATÁRIOS S.A. (BM&FBOVESPA, Novo Mercado: MAGG3 | OTCQX: MFRSY) anuncia hoje os resultados referentes ao quarto trimestre de 2014 (4T14) e do ano de 2014¹. As informações operacionais e financeiras da Companhia, exceto quando indicadas de outra forma, são apresentadas de forma consolidada, em milhares de reais e conforme a legislação societária brasileira.

DESTAQUES DE 2014

Receita Consolidada cresceu 8,1% em 2014, para R$2,87 bilhões, explicado por

crescimento nas vendas de refratários para siderurgia, expansão do negócio de serviços, e efeito cambial nas receitas em moeda estrangeira;

Volume vendido de refratários cresceu 4,1% no ano, com destaque para as

vendas para siderurgia que cresceram acima da produção de aço nos

established markets, além do crescimento nos growth markets, que

representaram aproximadamente 50% do crescimento total no ano;

Segmento de serviços cresceu 36,7% no ano, com expansão de margem e

maior diversificação, tanto geográfica com novos contratos na América do Sul e América do Norte, quanto setor de atuação, com forte expansão dos serviços prestados para a indústria de cimento;

Expansão de 185,3% na geração de caixa operacional, para R$387,8 milhões

no ano, contra R$135,9 milhões em 2013. O crescimento reflete principalmente a melhor gestão de capital de giro;

EBITDA ex-outros de R$386,7 milhões, praticamente em linha com o ano

anterior (R$395,1 milhões). A margem atingiu 13,5% no ano, contra 14,9% em 2013. A queda reflete principalmente impactos pontuais, como menor participação de vendas para clientes industriais, aumento de custo de óleo combustível acima da inflação e queda nas vendas de minerais para terceiros.

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2 PRINCIPAIS INDICADORES

Teleconferência de Resultados do 4T14

Terça-feira, 17 de março de 2015

Em inglês com tradução simultânea para Português: 11h (horário de Brasília)

10h (horário de Nova York) 14h (horário de Londres) Tel: +55 11 2188-0155(Brasil)* Tel: +1 646 843-6054(Estados Unidos)

Tel: +44203051 6929(Outros países)

Senha: Magnesita

*Ao ligar nos telefones acima, o participante será direcionado automaticamente para o áudio original em inglês. Caso queria ouvir o áudio em Português (tradução simultânea), solicitar à operadora.

Webcast (Português): http://cast.comunique-se.com.br/Magnesita/4T14

Webcast (Inglês): http://cast.comunique-se.com.br/Magnesita/4Q14

Contatos de RI

Eduardo Gotilla – CFO e DRI Daniel Domiciano– Gerente de RI

Lucas Veiga – Analista de RI

Telefone: +55 11 3152 3237 / 3241 / 3202 [email protected]

www.magnesita.com/ri

Var.% 4T14 (a) 3T14 (b) 4T13 (c) (a/b) (a/c) 2014 (d) 2013 (e) (d/e)

Volume Refratários (mil ton) 251,0 261,5 260,2 -4,0% -3,5% 1.034,4 993,3 4,1%

Receita operacional 717,8 714,7 736,1 0,4% -2,5% 2.872,0 2.656,0 8,1%

Lucro bruto 201,3 230,0 226,3 -12,5% -11,0% 882,6 863,9 2,2%

Margem bruta (%) 28,0% 32,2% 30,7% -410 pb -270 pb 30,7% 32,5% -180 pb

EBIT -59,3 65,2 87,6 -191,0% -167,7% 130,5 312,5 -58,2%

EBITDA -17,2 100,5 123,0 -117,1% -114,0% 277,2 438,7 -36,8%

Margem EBITDA (%) -2,4% 14,1% 16,7% n/a n/a 9,7% 16,5% -690 pb

EBITDA ex. outros¹ 81,0 105,2 98,0 -23,1% -17,4% 386,7 395,1 -2,1%

Margem EBITDA (%) ex.ord¹ 11,3% 14,7% 13,3% -340 pb -200 pb 13,5% 14,9% -140 pb

Resultado líquido -76,4 -18,3 30,5 n/a -350,5% -97,0 58,5 n/a

Margem Líquida -10,6% -2,6% 4,1% n/a -1480 pb -3,4% 2,2% n/a

Lucro por ação (R$/ação)² -0,26 -0,06 0,10 n/a -351,1% -0,34 0,19 n/a

¹Excluindo outras receitas e despesas operacionais

²LPA considera a quantidade ponderada de ações no período – ações em tesouraria

Acumulado Em R$ milhões, exceto onde

indicado

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3 Mensagem do CEO

“No ano de 2014 continuamos vivenciando um ambiente macro desafiador em nossos

established markets. Nos EUA, apesar da melhora gradual da economia, a produção de

aço no país tem ficado abaixo da nossa expectativa devido à importação recorde em 2014. Ainda assim, tivemos um desempenho muito satisfatório nas vendas para a indústria de aço inox, onde somos líderes. Continuamos muito otimistas com nosso crescimento na América do Norte, principalmente no segmento de usinas integradas. Esperamos que em 2015, a siderurgia na América do Norte se torne nosso maior mercado.

Nossa performance em 2014 na Europa foi neutra, com vendas estáveis no ano. Continuamos com uma presença muito sólida nas usinas de aço inox e elétricas, segmentos que temos sustentado nossa liderança por muitos anos.

No Brasil, apesar de termos enfrentado mais um ano com queda na produção de aço, inflação de custos e incertezas econômicas, nossas vendas cresceram em 2014, tanto para siderurgia, quanto para industrial, o que mais uma vez reforça nossas vantagens competitivas na região, como integração em matérias-primas, proximidade logística, além de produtos e serviços diferenciados. Aliás, o negócio de serviços teve um desempenho que superou nossas expectativas no ano, com crescimento de 37% da receita, além da diversificação para novos setores, como o cimento, e do crescimento em novos mercados como América do Norte e América do Sul fora do Brasil.

Por último, gostaria de ressaltar nosso desempenho nos growth markets, que têm sido o principal motor de crescimento da receita. Expandimos novamente vendas para as usinas integradas na América do Norte e pelo segundo ano consecutivo, crescemos dois dígitos no México. Tivemos bom desempenho na Ásia e no Oriente Médio, este último onde já temos uma presença relevante no fornecimento de refratários para cimento. Dessa forma, os growth markets foram responsáveis por aproximadamente 50% do crescimento obtido nas vendas para siderurgia em 2014.

Nossa receita consolidada atingiu R$2,9 bilhões no ano, 8% acima do ano anterior. Além do crescimento nas vendas para siderurgia e no negócio de serviços, também tivemos o impacto positivo da depreciação do real no ano. O EBITDA ficou abaixo da nossa expectativa e do nosso potencial, impactado por fatores pontuais como a queda nas vendas para industriais fora do Brasil e de minerais para terceiros. Por outro lado, acreditamos que os fatores que contribuíram positivamente foram estruturais e recorrentes, como a diluição de custos e despesas fixas e a melhora na rentabilidade do negócio de serviços.

Temos certeza que ainda tem muito a fazer. Em 2015, continuaremos focados na expansão das vendas, controle de custos, busca por eficiência operacional e geração de caixa. Gostaria de agradecer pelo comprometimento e dedicação de nossos

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4

colaboradores. Meus agradecimentos também aos nossos clientes e acionistas pela confiança na Magnesita."

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5

DESEMPENHO OPERACIONAL E FINANCEIRO CONSOLIDADO

RECEITA E VOLUME

Participação % dos segmentos na receita consolidada

ANÁLISE POR SEGMENTO

Soluções Refratárias - Total

As vendas de refratários atingiram R$2.562 milhões em 2014, superior em 9,8% em relação a 2013. Essa alta reflete o crescimento das vendas de 4,1% (em toneladas), sobretudo no segmento de aço, onde o volume cresceu 5,2% no ano e compensou a queda de 1,9% nas vendas para industriais.

Com relação às vendas por região, destaque para a América do Norte, que atingiu 25% das vendas em 2014, comparado a 23% em 2013 e 21% em 2012. Por outro lado,

Var. % 4T14 (a) 3T14 (b) 4T13 (c) (a/b) (a/c) 2014 (d) 2013 (e)² (d/e) Soluções refratárias

Volume (mil ton) 251,0 261,5 260,2 -4,0% -3,5% 1.034,4 993,3 4,1% Receita (R$ milhões) 642,6 634,9 650,1 1,2% -1,2% 2.562,1 2.333,5 9,8% Minerais industriais Receita (R$ milhões) 32,3 38,9 53,9 -17,1% -40,2% 144,9 158,9 -8,8% Serviços Receita (R$ milhões) 43,0 40,9 32,1 5,1% 34,1% 165,1 120,8 36,7% TOTAL Receita (R$ milhões) 717,8 714,7 736,1 0,4% -2,5% 2.872,0 2.613,1 9,9%

Segmento Trimestre Variação % Acumulado

5,8% 5,0% 89,2% 2014 4,6% 6,1% 89,3% 2013

Refratários Minerais Serviços

Var. % 4T14 (a) 3T14 (b) 4T13 (c) (a/b) (a/c) 2014 (d) 2013 (e)² (d/e)

Volume (mil ton) 251,0 261,5 260,2 -4,0% -3,5% 1.034,4 993,3 4,1% Receita (R$ milhões) 642,6 634,9 650,1 1,2% -1,2% 2.562,1 2.333,5 9,8%

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6

apesar do crescimento das vendas no Brasil, a participação deste mercado caiu para menos de 1/3 das vendas totais de refratários, e as vendas de refratários para o mercado siderúrgico brasileiro caíram para ao redor de 1/5 das vendas totais. A diluição do Brasil ocorre em função de a maior parcela do crescimento ser proveniente de growth markets, além da apreciação do USD.

Vendas de refratários por região (R$)

Em 2014 houve uma leve queda na proporção das vendas entre siderurgia e industrial, que é explicado principalmente pelo forte crescimento nas vendas para siderurgia.

Proporção das vendas para Siderurgia e Industrial (R$)

Soluções Refratárias– Siderurgia

Segundo a World Steel Association, a produção de aço global em 2014 cresceu 1,2% em relação a 2013, atingindo 1,66 bilhão de toneladas. As regiões que apresentaram crescimento foram o Oriente Médio (+7,9%), Ásia ex-China (+2,8%), América do Norte (+2,1%), e por último, União Europeia (+1,8%).

Os established markets da Magnesita (América do Norte ex-México, Brasil e UE-28) tiveram crescimento médio de apenas 1,5% em 2014. Apesar do crescimento de 2,6% na economia dos EUA no ano, a produção de aço cresceu apenas 1,7%, com o país enfrentando aumento contínuo de aço importado. No ano, as importações de aço

2014

25% 21%

41%

14%

Europa Outros América do Sul América do Norte

23% 20%

43%

14%

(7)

7

cresceram 38% em relação a 2013, atingindo um market share de 28%, patamar mais alto já observado. Parte desse aumento reflete a apreciação do dólar frente outras moedas e parte é explicada pelo excesso de capacidade existente na indústria de aço global. A produção de aço inox, segmento onde a Magnesita é líder no fornecimento de refratários na América do Norte, teve bom desempenho e cresceu 5% em 2014. No Brasil, houve queda de 0,7% na produção de aço, refletindo o fraco desempenho da economia em 2014, onde a previsão é de um recuo de 2,5% no PIB Industrial no ano. Os setores industriais intensivos no consumo de aço tiveram quedas expressivas em 2014, com o consumo aparente sofrendo queda de 6,8%. A produção de bens de capital recuou 9,6% e a de bens duráveis, 9,2%. Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA), a produção de veículos recuou 15,3% em2014 e a de máquinas agrícolas, 17,9%.

Na União Europeia (UE-28), houve crescimento de 1,8% na produção de aço em 2014. Na Alemanha, maior país produtor na região e principal mercado da Magnesita, a produção cresceu mais timidamente (0,7%). No Reino Unido, economia que vem apresentando um desempenho mais robusto, houve expansão de 1,8% na produção. Por outro lado, a produção caiu em outros países produtores importantes, como Itália e Espanha (-1,4% e -0,6%, respectivamente). Apesar de ter saído da recessão, a região ainda se recupera de elevada dívida soberana e altas taxas de desemprego em alguns países, além de enfrentar riscos políticos decorrentes dos conflitos entre Rússia e Ucrânia.

Produção de aço nos established markets (milhões de toneladas)

A despeito do cenário desafiador enfrentado pela siderurgia, principal mercado da Magnesita, as vendas de refratários para esse segmento apresentaram desempenho bastante satisfatório em 2014. O volume vendido atingiu 883 mil toneladas no ano, expansão de 5,2%, muito acima do crescimento médio de 1,5% na produção de aço nos established markets. O volume vendido na América do Norte (México e ex-usinas integradas) cresceu 8,2%, refletindo o bom desempenho no segmento de aço

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8

inox, além de ganhos de market share tanto no mercado de inox, quanto nas usinas elétricas.

No Brasil, que enfrentou queda na produção de aço de 0,7% no ano, o volume vendido cresceu 4,2%, refletindo o bom posicionamento da Magnesita no país, com serviços e assistência técnica de ponta, vantagem logística, além da performance diferenciada de seus produtos e forte relacionamento com os clientes.

Na Europa Ocidental, apesar da expansão de 1,8% na produção de aço na UE-28, o volume de vendas permaneceu estável no ano.

Nos growth markets, o volume vendido cresceu 8,5% no ano, com desempenho bastante superior às vendas nos established markets. Destaque para o desempenho no mercado de usinas integradas nos EUA, segmento que tem sido um foco estratégico importante. Outros destaques no ano foram México, leste europeu e Ásia ex-China. O desempenho nas vendas nos growth markets teria sido melhor não fosse a queda de mais de 80% nas vendas para a Venezuela.

Os growth markets responderam por 46% do crescimento das vendas para a siderurgia e representaram 29% das vendas totais para siderurgia em 2014.

Vendas de refratários para Siderurgia por região (R$)

A receita de vendas para siderurgia foi de R$2.139 milhões no ano, 11,5% superior a 2013, crescimento explicado pela expansão das vendas e pela depreciação do real, com impacto positivo nas vendas em moeda estrangeira.

Var. % 4T14 (a) 3T14 (b) 4T13 (c) (a/b) (a/c) 2014 (d) 2013 (e)² (d/e)

Volume (mil ton) 216,6 219,9 218,2 -1,5% -0,7% 883,0 839,1 5,2% Receita (R$ milhões) 544,6 523,6 529,9 4,0% 2,8% 2.139,0 1.918,1 11,5%

Acumulado

Refratários - Siderurgia Trimestre Variação %

2014

26% 22%

39%

13%

Europa Outros América do Sul América do Norte

24% 22%

41%

14%

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9

No 4T14, as vendas para siderurgia tiveram queda de 1,5% em relação ao 3T14, refletindo, principalmente, as quedas na produção de aço de 4% nos Estados Unidos e Canadá e 5% no Brasil. Em relação ao 4T13, as vendas (em toneladas) tiveram queda de 0,7%, com o bom desempenho das vendas nos EUA e Brasil compensando parcialmente a queda de mais de 80% nas vendas para a Venezuela, devido ao recuo significativo na produção de aço naquele país.

Soluções Refratárias – Industrial

O volume de vendas do segmento Industrial sofreu queda de 1,9% em 2014. Essa variação é explicada pela queda de vendas one-time para um projeto greenfield de cimento na América do Norte, e queda nas vendas de refratários para a indústria de vidros na Argentina, que em 2013 tiveram desempenho excepcional devido às restrições de importações impostas no país.

As vendas nos established markets tiveram um desempenho estável no ano, com Europa e Brasil compensando a queda das vendas nos EUA, por conta do motivo explicado acima. Nos growth markets, o desempenho foi impactado pela queda nas vendas na América do Sul ex-Brasil por conta das vendas para a indústria de vidros na Argentina. Excluindo-se América do Sul ex-Brasil, as vendas para Industriais cresceram 3,8% no ano, com destaque para o crescimento de mais de 10%nas vendas para a indústria de cimento no Oriente Médio e México.

A receita de vendas para Industrial somou R$423 milhões no ano, alta de 1,8% em relação a 2013. A depreciação do real, com efeito positivo nas vendas em moeda estrangeira, compensou a queda no volume vendido no ano. Em 2014, as vendas para o segmento industrial representaram 16,5% do total das vendas de refratários, contra 17,8% no ano anterior.

Var. % 4T14 (a) 3T14 (b) 4T13 (c) (a/b) (a/c) 2014 (d) 2013 (e)² (d/e)

Volume (mil ton) 34,4 41,6 42,0 -17,3% -18,0% 151,4 154,3 -1,9% Receita (R$ milhões) 98,0 111,3 120,2 -12,0% -18,5% 423,1 415,4 1,8%

Acumulado

(10)

10

Vendas de refratários para Industrial por região (R$)

No 4T14, o volume vendido para o segmento industrial atingiu 34 mil toneladas, queda de 17,3% e 18,0% em relação ao 3T14 e 4T13, respectivamente. Essa queda reflete a sazonalidade nas vendas para esse segmento, que tem como principal cliente a indústria de cimentos. Dado o ciclo de troca de refratários ser mais longo nos clientes desse segmento, as vendas tendem a se concentrarem em dois trimestres do ano. Uma pequena alteração no ciclo de manutenção do cliente pode afetar a sazonalidade de vendas. Isso explica a queda nas vendas do 4T14 quando comparado com o 3T14 e 4T13.

Em valores, as vendas no trimestre somaram R$98 milhões, queda de 12,0% e 18,5% em relação ao 3T14 e 4T13, respectivamente, refletindo a queda no volume de vendas no período. As vendas para este segmento representaram 15,3% das vendas totais de refratários no trimestre, comparado a 17,5% no 3T14 e 18,5% no 4T13.

Minerais industriais

As vendas de minerais, que em 2014 representaram 5,0% das vendas consolidadas da Companhia, atingiram R$145 milhões em 2014, queda de 8,8% em relação a 2013. Esta retração é explicada pela queda nas vendas de sinter de magnesita para terceiros devido às manutenções nos fornos em Brumado, o que reduziu a disponibilidade de excedente para vendas externas,além da queda nas vendas de subprodutos na China. No trimestre, a queda em relação ao ano anterior é explicada pelos mesmos motivos, com um peso maior para as vendas de sinter de magnesita, que tiveram boa performance no 4T13. 2014 19% 12% 51% 18% Europa Outros América do Sul América do Norte

20% 10%

54%

16%

2013

Var. % 4T14 (a) 3T14 (b) 4T13 (c) (a/b) (a/c) 2014 (d) 2013 (e)² (d/e)

Receita (R$ milhões) 32,3 38,9 53,9 -17,1% -40,2% 144,9 158,9 -8,8%

Acumulado

(11)

11

Serviços

A receita do segmento de serviços, que representou 5,8% das receitas totais da Magnesita, somou R$165 milhões em 2014, 36,7% acima da receita de 2013.

Impulsionada pelo efeito positivo da aquisição da Reframec, consolidada a partir de junho de 2013, a expansão para clientes do segmento industrial cresceu mais de 100% no ano, tanto no Brasil quanto América do Sul ex-Brasil.

No segmento de aço, as receitas de serviços também tiveram crescimento relevante, aumentando 17% no ano. O destaque foi para o forte desempenho na América do Norte. Por último, as receitas de serviços para a siderurgia no Brasil também obtiveram desempenho bastante satisfatório, com crescimento de 12% no ano, apesar da queda na produção de aço no período.

Vale destacar não somente o crescimento do negócio de serviços, mas também a diversificação tanto geográfica, quanto de setores. Siderurgia no Brasil, que já representou praticamente 100% do segmento de serviços, foi responsável por 72% das receitas de serviços em 2014 e 84% em 2013.

No 4T14, a receita somou R$ 43,0 milhões, alta de 34,1% em relação ao 4T13, também explicado pela expansão em novos mercados e novos segmentos.

LUCRO BRUTO E MARGEM BRUTA

Consolidado

Var. % 4T14 (a) 3T14 (b) 4T13 (c) (a/b) (a/c) 2014 (d) 2013 (e)² (d/e)

Receita (R$ milhões) 43,0 40,9 32,1 5,1% 34,1% 165,1 120,8 36,7%

Serviços Trimestre Var. % Acumulado

Var. % 4T14 (a) 3T14 (b) 4T13 (c) (a/b) (a/c) 2014 (d) 2013 (e)² (d/e)

Receita (R$ milhões) 717,8 714,7 736,1 0,4% -2,5% 2.872,0 2.613,1 9,9% Lucro bruto 201,3 230,0 226,3 -12,5% -11,0% 882,6 858,1 2,9% Margem bruta (%) 28,0% 32,2% 30,7% -410 pb -270 pb 30,7% 32,8% -210 pb

(12)

12 Por segmento

Soluções refratárias

A margem bruta do segmento de refratários encerrou o ano em 31,3%, queda de 200 p.b. em relação 2013, quando atingiu 33,3%. Os principais fatores que explicam a queda de margem no ano foram: queda nas vendas para Industrial, segmento que tem margens superiores às vendas para siderurgia; queda na margem da operação no Brasil, principalmente por conta do aumento no custo de óleo combustível acima da inflação no período e; queda nas vendas para mercados com margens elevadas, como Venezuela.

A margem bruta do segmento de refratários encerrou o trimestre em 28,5%, contra 32,4% no 3T14 e 31,2% no 4T13. Esta queda reflete, além da queda de volume, a parcela do ajuste técnico de estoques de matérias-primas e produtos finais fora de especificação e aumento de provisão de devedores duvidosos, ambos relacionados à mudança da política interna de obsolescência e provisionamento. Uma vez que esta mudança ocorreu no 4T14, o ajuste feito no trimestre reflete o impacto do ao inteiro, o que impactou a margem no trimestre. O mix de vendas também contribuiu para a queda na margem, onde a participação de industrial neste trimestre foi de 15,3%, contra 17,5% no 3T14, 18,5% no 4T13 e 16,5% para o ano de 2014.

Minerais industriais

A margem bruta do segmento de minerais encerrou o ano em 33,5%, contra 40,1% obtida em 2013. Esta variação reflete, principalmente, a queda de vendas de produtos de maior valor agregado como sinter de magnesita, por conta da menor disponibilidade, conforme já explicado, e talco, em razão da desaceleração da indústria

Var. % 4T14 (a) 3T14 (b) 4T13 (c) (a/b) (a/c) 2014 (d) 2013 (e)² (d/e)

Volume (mil ton) 251,0 261,5 260,2 -4,0% -3,5% 1.034,4 993,3 4,1% Receita (R$ milhões) 642,6 634,9 650,1 1,2% -1,2% 2.562,1 2.333,5 9,8% Lucro bruto (R$ milhões) 183,5 206,0 203,0 -10,9% -9,6% 800,9 777,2 3,1% Margem bruta (%) 28,5% 32,4% 31,2% -390 pb -270 pb 31,3% 33,3% -200 pb

Soluções refratárias Trimestre Variação % Acumulado

Var. % 4T14 (a) 3T14 (b) 4T13 (c) (a/b) (a/c) 2014 (d) 2013 (e)² (d/e)

Receita (R$ milhões) 32,3 38,9 53,9 -17,1% -40,2% 144,9 158,9 -8,8% Lucro bruto (R$ milhões) 10,8 13,5 18,3 -20,4% -41,1% 48,6 63,8 -23,8% Margem bruta (%) 33,4% 34,8% 34,0% -140 pb -50 pb 33,5% 40,1% -660 pb

Variação % Acumulado

(13)

13

automobilística no Brasil, principal cliente para esse produto. O aumento do óleo combustível também contribuiu para a queda na margem, uma vez que é o principal insumo para produção de sinter de magnesita em Brumado.

Serviços

A margem bruta de serviços acumulada em 2014 foi de 20,0%, comparada a 14,1% no ano anterior. O aumento em 2014 é resultado do redirecionamento estratégico da Companhia na atuação em serviços de maior valor agregado, impulsionado pela aquisição da Reframec em 2013. O crescimento em outros setores fora da siderurgia também contribuiu para a expansão do segmento.

A margem de 4T14 encerrou em 16,4%%, contra 25,6% no trimestre anterior. Vale lembrar que a margem do 3T14 foi impactada positivamente pela realização de alguns serviços spot de margens atípicas durante aquele trimestre.

DESPESAS COMERCIAIS, GERAIS & ADMINISTRATIVAS (SG&A)

As despesas gerais e administrativas (G&A) ficaram estáveis em 2014, apesar do impacto cambial na parcela em moeda estrangeira, encerrando o ano em R$235,1 milhões, contra R$235,5 milhões em 2013. Porém, dado o crescimento das vendas em 2014, o G&A foi diluído para 8,2% da receita, contra 8,9% em 2013.

Var. % 4T14 (a) 3T14 (b) 4T13 (c) (a/b) (a/c) 2014 (d) 2013 (e)² (d/e)

Receita (R$ milhões) 43,0 40,9 32,1 5,1% 34,1% 165,1 120,8 36,7% Lucro bruto (R$ milhões) 7,1 10,5 5,0 -32,7% 41,6% 33,0 17,1 93,5% Margem bruta (%) 16,4% 25,6% 15,6% -920 pb 90 pb 20,0% 14,1% 590 pb

Acumulado

Serviços Trimestre Var. %

Var. % 4T14 (a) 3T14 (b) 4T13 (c) (a/b) (a/c) 2014 (d) 2013 (e) (d/e)

Receita (R$ milhões) 717,8 714,7 736,1 0,4% -2,5% 2.872,0 2.656,0 8,1% Despesas Operacionais -162,9 -160,6 -163,5 1,4% -0,4% -643,6 -595,4 8,1% % sobre vendas 22,7% 22,5% 22,2% 20 pb 50 pb 22,4% 22,4% 0 pb G&A -60,8 -60,0 -64,5 1,3% -5,7% -235,1 -235,5 -0,2% % sobre vendas 8,5% 8,4% 8,8% 10 pb -30 pb 8,2% 8,9% -70 pb Desp. comerciais -102,0 -100,6 -98,9 1,5% 3,1% -408,5 -359,9 13,5% % sobre vendas 14,2% 14,1% 13,4% 14 pb 77 pb 14,2% 13,6% 70 pb Frete -44,3 -44,5 -62,0 -0,6% -28,6% -181,4 -142,7 27,1% % sobre vendas 6,2% 6,2% 8,4% -6 pb -226 pb 6,3% 5,4% 90 pb Outras desp. comerciais -57,7 -56,0 -36,9 3,1% 56,5% -227,1 -217,2 4,5% % sobre vendas 8,0% 7,8% 5,0% 21 pb 303 pb 7,9% 8,2% -30 pb

Acumulado

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14

No trimestre, o G&A somou R$60,8 milhões, estável em relação ao 3T14 e 5,7% abaixo do 4T13.

As despesas comerciais atingiram R$408,5 milhões no ano, 13,5% superior ao ano anterior, explicado principalmente pelo aumento nas despesas com frete e pelo efeito cambial nas despesas denominadas em moeda estrangeira.

As despesas comerciais fixas (excluindo-se frete) também foram diluídas em 2014 com o aumento das vendas, passando a representar 7,9% das receitas, contra 8,2% em 2013. Estas despesas somaram R$227,1 milhões no ano, 4,5% superior ao ano anterior, explicado pelo efeito cambial nas despesas em moeda estrangeira.

Por outro lado, as despesas com frete cresceram 27,1% em 2014, e encerraram o ano em R$181,4 milhões. Este aumento acima do crescimento das vendas reflete o desempenho nas geografias onde a Magnesita não tem produção local, além do aumento das vendas intercompany, como parte da estratégia de crescer em novos mercados. O efeito cambial também contribuiu contabilmente para o aumento das despesas com frete.

OUTRAS RECEITAS E DESPESAS OPERACIONAIS

Durante o 4T14, a Magnesita efetuou ajustes relativos a baixas de ativos e constituiu algumas provisões decorrentes de mudanças em sua política interna, todos eles sem efeito caixa ou operacional neste período, resumidos abaixo:

 R$20,7 milhões: refere-se à baixa contábil dos ativos relacionados à exploração e desenvolvimento de novos recursos minerais, conforme Fato Relevante divulgado em 13/11/2014;

 R$20,4 milhões: baixa contábil de ágio na controlada Magnesita Finance;

 R$12,1 milhões: refere-se à baixa de estoques fora de especificação e provisões para perdas com estoques obsoletos, referentes a exercícios anteriores a 2014;

 R$30,3 milhões referem-se à baixa de recebíveis, especialmente disputas comerciais com clientes; e devedores duvidosos, com foco principal em recebíveis de clientes venezuelanos, referentes a exercícios anteriores a 2014;  R$6,7 milhões: Reavaliação periódica do valor justo do terreno à venda em

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EBITDA

O EBITDA ex-outros em 2014 atingiu R$386,7 milhões, margem de 13,5%, contra R$395,1 milhões, margem de 14,9% em 2013. A queda de 140 p.b. na margem de 2014 é explicada por questões não estruturais, como a menor participação de receita para clientes industriais; queda nas vendas de minerais e; aumento no custo do óleo combustível acima da inflação no Brasil.

Além disso, o aumento nas despesas de frete também contribuiu para a queda na margem em 2014, dado o esforço da Companhia em crescer em novas geografias. No entanto, mesmo que o aumento seja estrutural, a Companhia acredita que as despesas de frete tenham se estabilizado em um patamar próximo de 6% das vendas. Por outro lado, a Companhia obteve êxitos positivos como a diluição de custos e despesas fixas, que são permanentes e continuarão com o crescimento das vendas, e a expansão da receita e margem no segmento de serviços, também recorrente.

RECEITAS/DESPESAS FINANCEIRAS

No ano, o resultado financeiro líquido foi uma despesa de R$264,6 milhões, 34,1% acima do ano anterior, em virtude do crescimento da dívida líquida e consequente aumento de 28,1% nas despesas com juros; pelo efeito cambial nos juros em moeda estrangeira; além da queda nas receitas sobre aplicações financeiras, explicado pela decisão da Companhia de transferir praticamente todo seu caixa para dólar, com o

Var. % 4T14 (a) 3T14 (b) 4T13 (c) (a/b) (a/c) 2014 (d) 2013 (e) (d/e)

Lucro Operacional (EBIT) -59,3 65,2 87,6 -191,0% -158,4% 130,5 312,5 -58,2% Depreciação/Amortização 42,1 35,3 35,3 19,4% 19,1% 146,7 126,1 16,3%

EBITDA -17,2 100,5 123,0 -117,1% -114,0% 277,2 438,7 -36,8% Margem EBITDA -2,4% 14,1% 16,7% -1640 pb -1910 pb 9,7% 16,5% -690 pb

Outras rec./desp ope. -98,1 -4,7 25,0 1967,6% -492,6% -109,5 43,5 -351,5%

EBITDA ex-outros¹ 81,0 105,2 98,0 -23,1% -17,4% 386,7 395,1 -2,1% Margem EBITDA ex-outros 11,3% 14,7% 13,3% -340 pb -200 pb 13,5% 14,9% -140 pb

¹Outra s recei ta s /des pes a s opera ci ona i s

Acumulado

EBITDA (R$ milhões) Trimestre Var. %

Var. % 4T14 (a) 3T14 (b) 4T13 (c) (a/b) (a/c) 2014 (d) 2013 (e) (d/e)

Despesas de juros líq. -53,5 -55,1 -40,9 -2,9% 31,0% -193,0 -150,7 28,1% Outras rec./des. financ. 21,4 -0,3 41,7 N/A -48,7% 18,6 -1,7 N/A Variações cambiais -45,2 -13,8 -51,5 227,8% n/a -90,2 -44,9 100,8%

Total líquido -77,3 -69,2 -50,7 11,8% 52,6% -264,6 -197,3 34,1%

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objetivo de reduzir riscos cambiais. A despesa com variação cambial não-caixa de R$90,2 milhões em 2014, decorrente da apreciação de 13,4% do dólar contra o real no ano, também contribuiu para esse aumento vis-à-vis 2013, onde a despesa foi de R$44,9 milhões.

No trimestre, o resultado financeiro líquido foi uma despesa de R$77,3 milhões, aumento de 11,8% ante o 3T14, explicado pelo impacto das despesas com variações cambiais, decorrente da forte depreciação do real no final do ano.

RESULTADO LÍQUIDO

A Companhia encerrou o ano com prejuízo líquido de R$97,0 milhões, ante um lucro de R$58,5 milhões em 2013. A piora se deve primordialmente ao aumento das “outras despesas operacionais” relacionadas na sua maioria às baixas contábeis, conforme já explicado. O aumento das despesas financeiras, tanto dos juros, quanto nas despesas com variações cambiais, também contribuíram para a piora no resultado em 2014. Na linha de impostos a Companhia reconheceu dois ativos diferidos: R$26,3 milhões devido ao beneficio fiscal da dedutibilidade futura dos juros na Alemanha, uma vez que o devedor dos títulos de longo prazo passou a ser a subsidiária americana; R$11,0 milhões em função da contrapartida fiscal de todas as provisões lançadas em “outras despesas operacionais”.

No trimestre, o resultado foi um prejuízo de R$76,4 milhões, comparado a um prejuízo de R$18,3 milhões no 3T14 e um lucro de R$30,6 milhões no 4T13. A piora também se deve primordialmente ao aumento das “outras despesas operacionais” relacionadas na sua maioria às baixas contábeis e provisões.

CAPITAL DE GIRO

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O capital de giro da Companhia encerrou o ano em R$878,2 milhões, representando 30,6% das vendas anualizadas do trimestre, contra 35,1% no trimestre anterior e 32,3% no 4T13. A melhora em relação ao ano e ao trimestre anteriores reflete o esforço contínuo da Companhia na melhora de gestão de capital de giro, principalmente da melhor gestão de recebíveis e prazo de pagamento de fornecedores. Ajustando o capital de giro pelo câmbio médio de 2014, a intensidade de capital de giro sobre receita terminaria o ano em menos de 29%.

O prazo médio de pagamento de fornecedores encerrou o ano em 103 dias, contra 74 dias no final de 2013. Houve melhora importante no prazo médio de recebimento de clientes em 2014. O prazo médio, que havia encerrado o ano anterior em 75 dias, caiu para 66 dias. Se excluído o efeito da baixa contábil de recebíveis, o prazo médio cairia para 70 dias no final de 2014, o que também contribuiu positivamente para o ciclo de caixa da Companhia.

O nível de estoques foi impactado negativamente pelo efeito cambial, além da decisão da Companhia de antecipar a compra de matérias-primas, aproveitando a dinâmica e condições favoráveis de mercado no trimestre anterior. É importante destacar que uma parte relevante da melhora do ciclo de pagamentos advém dos prazos com os fornecedores de matérias-primas, o que neutraliza o efeito de aumento de estoque das mesmas.

ENDIVIDAMENTO

A Companhia encerrou o ano com uma dívida líquida de R$1.591,8 milhões, 3,6% superior ao trimestre anterior e 9,5% acima da dívida no final de 2013. O aumento é explicado pelo impacto da variação cambial na parcela da dívida em moeda estrangeira. No período, aproximadamente 43% da dívida líquida estava em reais e o restante em moeda estrangeira. O caixa no encerramento do trimestre subiu para R$917,4 milhões, ante R$885,0milhões no trimestre anterior.

O nível de alavancagem, medido pela Dívida Líquida/EBITDA de 12 meses, excluindo-se as outras receitas e despesas operacionais, ficou em 4,1x no final de 2014, contra 3,8x no 3T14 e 3,7x no final de 2013. A piora no trimestre é explicada primordialmente pelo impacto do câmbio, uma vez que a dívida é marcada pelo câmbio de fechamento do período, enquanto o EBITDA é marcado pelo câmbio médio do ano, o que impacta diretamente a alavancagem. A diferença entre a taxa de câmbio médio do ano (R$2,34) e do final do ano (R$2,66) foi a mais elevada dos últimos sete anos. Não fosse esse efeito, a alavancagem medida pela Dívida Líquida/EBITDA de 12 meses,

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excluindo-se as outras receitas e despesas operacionais, permaneceria no mesmo patamar dos trimestres anteriores.

Novamente, a Magnesita reforça a confiança em sua atual estrutura de capital. Apesar do nível de alavancagem acima do que é considerado ideal pela Administração, a Companhia permanece com uma posição de liquidez bastante confortável. O saldo em caixa de R$917,4 milhões no encerramento do trimestre era suficiente para cobrir as necessidades de amortização dos próximos 5 anos, e somente 11,4% da dívida bruta tem vencimento no curto prazo. Além disso, a Companhia possui um bônus perpétuo de US$250 milhões, que representa aproximadamente 40% da dívida líquida, e o restante da dívida de longo prazo tem vencimento médio em torno de 5 anos. Excluindo-se o perpétuo, a alavancagem seria de 2,4x no final do ano.

INVESTIMENTOS

O CAPEX total em 2014 somou R$176,8 milhões, 13,5% inferior se comparado aos R$204,5 milhões investidos em 2013. A queda é explicada por uma redução dos investimentos em projetos de mineração, além de outros projetos de melhorias operacionais.

Do CAPEX total do ano, R$101,9 milhões foram investidos em manutenções, reformas, adequações de sistemas, meio ambiente, e investimentos em clientes; R$37,1 milhões em projetos de TI; R$15,2 milhões em projetos de expansão e ganhos de produtividade e; R$22,6 milhões em Project Mining que inclui os investimentos em geologia, prospecção, pesquisa e certificação de novos projetos, além dos investimentos estratégicos relacionados ao projeto de talco, onde está sendo avaliada uma potencial expansão.

MERCADO DE CAPITAIS

As ações ordinárias da Magnesita (Novo Mercado: MAGG3 | OTCQX: MFRSY) encerraram 2014 cotadas a R$2,07, com desvalorização de 64,5% no ano e 34,3% no 4T14. No ano, o Ibovespa desvalorizou-se 2,9%, encerrando o período em 50.007 pontos, enquanto que, no trimestre, a queda do índice foi de 7,6%.

O volume financeiro médio diário em 2014 foi de R$1,2 milhão, com uma média de 299 mil ações negociadas por dia; já no 4T14, o volume financeiro médio diário foi de R$926 mil, com média de 347 mil ações negociadas diariamente. O valor de mercado da Magnesita no encerramento do ano era de R$586 milhões.

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19

Ajustes/mudanças em função de revisão de práticas contábeis

Descontinuação da Shanxi LWB Taigang Refractories Company Ltd. “LTR” (Nota Explicativa 1 da DFP de 31/12/2013)

A partir do 3T13, a Magnesita deixou de exercer controle sobre a LTR (Joint venture na China). Desse modo, cessou-se a consolidação, bem como o reconhecimento da equivalência patrimonial já naquele trimestre. Para efeitos de comparação, os números da LTR referente ao ano de 2013 foram desconsiderados nas análises por segmento (volume, receita e margem por segmento), com o objetivo de não distorcer as comparações.

Mudanças nas informações por segmento

Em linha com o novo plano estratégico, a Companhia revisou alguns processos e sistemas na área de contabilidade. Em função disso, no 3T13 foram realizados ajustes na segmentação de alguns clientes e, consequentemente, houve mudanças marginais nos dados históricos por segmento.

No 4T14, a Companhia implementou novos ajustes nas informações por segmento. Estes ajustes visam classificar melhor distribuidores ou intermediários com segmento final claro que antes não estavam alocados de forma consistente. Com isso, as informações históricas também foram reclassificadas de forma que a comparação com os dados atuais sejam fidedignas.

Outra mudança: Dada a grande variedade de produtos vendidos dentro da divisão de minerais, desde produtos de alto valor agregado, como o talco, até produtos de baixo valor, como rejeitos de mina, a informação de volume de minerais acaba gerando dúvidas devido à grande diferença que existe nos preços destes produtos. Assim, a partir do 4T14, Companhia deixou de divulgar o volume vendido no segmento de Minerais nas informações por segmento operacional.

Outras reapresentações

No 4T13, a Companhia reavaliou a forma de apresentação do frete internacional, que antes era deduzido diretamente da receita líquida e passou a ser reapresentado em despesas de vendas, e a participação nos resultados, que antes era integralmente classificada em despesas gerais e administrativas, passou a ser contabilizada em custos de produtos e serviços vendidos, despesas de vendas e despesas gerais e administrativas.

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20 Aviso

Declarações contidas neste relatório relativas às perspectivas dos negócios, projeções de resultados operacionais e financeiros e referências ao potencial de crescimento da Companhia, constituem meras previsões e foram baseadas nas expectativas e estimativas da Administração em relação ao desempenho futuro da Magnesita. Embora a Companhia acredite que tais previsões sejam baseadas em suposições razoáveis, ela não assegura que as mesmas sejam alcançadas. As expectativas e estimativas que baseiam as perspectivas futuras da Companhia são altamente dependentes do comportamento do mercado, da situação econômica e política do Brasil, de regulações estatais existentes e futuras, da indústria e dos mercados internacionais e, portanto, estão sujeitas a mudanças que fogem ao controle da Magnesita e de sua Administração. A Companhia não se compromete a publicar atualizações ou revisar as expectativas, estimativas e previsões contidas neste comunicado decorrentes de informações ou eventos futuros. Todas as declarações relacionadas a reservas minerais e estimativas são projeções baseadas em informações geológicas disponíveis e modelos geológicos estatísticos. Futura produção real de minerais pode diferir substancialmente das estimativas.

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Sobre a Magnesita Refratários S.A.

Magnesita Refratários S.A. é uma empresa privada, de capital aberto, com ações negociadas no Novo Mercado da BM&FBOVESPA no Brasil e por meio de ADRs nível 1 nos EUA, dedicada à mineração, produção e comercialização de extensa linha de materiais refratários e minerais industriais. Seus produtos são utilizados, principalmente, pelas indústrias de aço, de cimento e de vidro. As atividades industriais tiveram início em 1940, logo após o descobrimento dos depósitos de magnesita em Brumado, estado da Bahia. Hoje, opera 28 unidades industriais e de mineração, sendo dezesseis no Brasil, três na Alemanha, três na China, uma nos Estados Unidos, duas na França, uma na Bélgica, uma em Taiwan e uma na Argentina, com capacidade de produção de refratários superior a 1,4 milhão de toneladas/ano. A empresa é líder de mercado no Brasil e na América do Sul e, em 2013, seus produtos foram vendidos para mais de 90 países.

Missão

Fornecer soluções integradas em serviços, refratários e minerais que maximizem os resultados dos clientes, de forma a criar relações rentáveis, duradouras e replicáveis para diferentes geografias.

Visão

Ser o melhor fornecedor de soluções em refratários e minerais industriais, alavancando e desenvolvendo nossos recursos minerais.

Valores  Clientes  Pessoas  Meritocracia  Ética  Lucro  Gestão e Método  Agilidade e transparência

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ANEXO I - BALANÇO PATRIMONIAL CONSOLIDADO

Pela Legislação Societária (R$ milhões) 31/12/14 30/09/14 31/12/13

ATIVO

Ci rcul a nte 2.556,6 2.585,0 2.560,5

Di s poni bi l i da des 913,5 885,0 960,7

Cl i entes 515,6 585,0 605,1

Es toques 948,4 899,4 758,6

Tri butos a recupera r 131,1 172,1 184,8

Outros 48,0 43,5 51,4 Nã o ci rcul a nte 4.051,6 3.855,0 3.913,4 IR e CS di feri dos 32,8 14,3 8,1 Outros 71,8 43,0 41,7 Inves timentos 68,1 74,4 73,5 Imobi l i za do 1.310,6 1.248,6 1.248,9 Intangível 2.568,3 2.474,7 2.541,2 Ati vo total 6.608,1 6.440,1 6.473,9 PASSIVO Ci rcul a nte 1.146,7 1.043,1 776,5 Fornecedores 585,7 482,1 412,1

Emprés timos e Fi na nci a mentos 305,2 262,6 88,1

Obri ga ções Soci a i s e Tra ba l hi s tas 103,6 111,2 106,5

Obri ga ções Fi s ca i s 57,5 87,8 46,1

Outros 94,6 99,4 123,7

Nã o ci rcul a nte 2.568,6 2.495,3 2.673,5

Emprés timos e Fi na nci a mentos 2.203,9 2.159,4 2.325,6

Tri butos di feri dos (IR e CS) 8,3 58,2 72,4

Obri ga ções pós emprego 300,2 222,3 222,0

Provi s ões pa ra contingênci a s 39,3 39,8 38,5

Outros 16,8 15,7 15,0

Pa tri môni o l íqui do 2.892,9 2.901,7 3.023,9

Ca pi tal s oci a l 2.528,1 2.528,1 2.528,1

Res erva s de ca pi tal 260,8 258,8 254,4

Res erva s de Lucros 23,2 119,0 119,0

Lucros /Prejuízos a cumul a dos 0,0 -21,0 0,0

Outros res ul tados a bra ngentes 111,4 46,5 122,5

Açoes em tes oura ri a -47,2 -47,1 -19,6

Pa rtici pa çã o de a ci oni s tas nã o-control a dores 16,5 17,4 19,5

Total do pa s s i vo e Pa tri môni o Líqui do 6.608,1 6.440,1 6.473,9

No. total de a ções (em mi l hões ) 285,3 286,0 290,7

Va l or pa tri moni a l por a çã o* 10,14 10,14 10,40

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ANEXO II - DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS CONSOLIDADOS

Var. % 4T14 (a) 3T14 (b) 4T13 (c) a/b a/c 2014 (d) 2013 (e) d/e

Receita Líquida 717,8 714,7 736,1 0,4% -2,5% 2.872,0 2.656,0 8,1%

Cus to dos produtos vendi dos -516,5 -484,7 -509,8 6,6% 1,3% -1.989,5 -1.792,0 11,0%

Lucro bruto 201,3 230,0 226,3 -12,5% -11,0% 882,6 863,9 2,2%

Ma rgem Bruta (%) 28,0% 32,2% 30,7% -410pb -270pb 30,7% 32,5% -180pb

Des pes a s comerci a i s -102,0 -100,6 -98,9 1,5% 3,1% -408,5 -359,9 13,5%

Des pes a s a dmi ni s tra tiva s -60,8 -60,0 -64,5 1,3% -5,7% -235,1 -235,5 -0,2%

Outra s recei tas (des pes a s ) opera ci ona i s -98,1 -4,7 25,0 n/a n/a -109,5 43,5 n/a

Equi v. Pa tri moni a l 0,4 0,5 -0,2 n/a n/a 1,1 0,4 n/a

Resultado operacional (EBIT) -59,3 65,2 87,6 n/a n/a 130,5 312,5 -58,2%

Ma rgem Opera ci ona l (%) -8,3% 9,1% 11,9% n/a n/a 4,5% 11,8% -720pb

Resultado financeiro líquido -77,3 -69,2 -50,7 11,8% 52,6% -264,6 -197,3 34,1%

Recei tas /des pes a s fi na ncei ra s l i q -53,5 -55,1 -40,9 -2,9% 31,0% -193,0 -150,7 28,1%

Outra s rec/des p fi na ncei ra s l i q 21,4 -0,3 41,7 n/a -48,7% 18,6 -1,7 -1204,8%

Va ri a ções ca mbi a i s l íqui da s -45,2 -13,8 -51,5 n/a n/a -90,2 -44,9 n/a

Resultado antes do IR e CSL -136,6 -4,0 36,9 n/a n/a -134,1 115,2 n/a

Impos to de Renda e Contri bui çã o Soci a l 60,2 -14,3 -6,4 n/a n/a 37,1 -56,8 n/a

Lucro (Prejuízo) Líquido -76,4 -18,3 30,5 n/a n/a -97,0 58,5 -265,9%

Ma rgem Líqui da (%) -10,6% -2,6% 4,1% n/a n/a -3,4% 2,2% n/a

Lucro por ação (R$) -0,26 -0,06 0,10 n/a n/a -0,34 0,19 n/a

Depreci a çã o/a mortiza çã o 42,1 35,3 35,3 19,4% 19,1% 146,7 126,1 16,3%

EBITDA -17,2 100,5 123,0 n/a n/a 277,2 438,7 -36,8%

Ma rgem EBITDA (%) -2,4% 14,1% 16,7% n/a n/a 9,7% 16,5% -690pb

EBITDA excl. outras receitas/despesas 81,0 105,2 98,0 -23,1% -17,4% 386,7 395,1 -2,1%

Ma rgem EBITDA (%) 11,3% 14,7% 13,3% -340pb -200pb 13,5% 14,9% -140pb

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24

ANEXO III - FLUXO DE CAIXA CONSOLIDADO

Fluxo de Caixa (R$ Milhões) 4T14 4T13 2014 2013

Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais

Lucro líquido do exercício -76,4 30,5 -97,0 58,5

Ajustes

Variações cambiais e monet. líquidas 45,2 -9,9 90,2 44,9

Encargos de juros 57,8 15,4 213,7 134,7

Depreciação e exaustão 40,4 33,8 139,9 119,9

Amortização do intangível 1,7 1,6 6,7 6,2

IR/CS diferidos -43,9 7,6 -70,3 28,7

Instrumentos derivativos-Valor justo Swap -3,7 13,1 -34,8 13,1

Opções de ações 2,0 3,6 6,1 8,6

Participação dos não controladores 1,6 -6,1 1,2 -3,0

Equivalência Patrimonial -0,4 0,2 -1,1 -0,4

Provisão para perdas no estoque e contas a receber 56,9 0,4 56,9 0,4

81,2 90,1 311,6 411,5

Variações nos Ativos e Passivos

Contas a receber de clientes 78,0 -48,8 110,3 -90,7

Estoques -52,1 8,6 -192,9 -124,2 Impostos a recuperar 10,7 -0,3 20,9 -73,3 Fornecedores 100,7 59,5 168,5 64,1 Tributos a recolher -30,3 -2,5 11,4 7,3 Dividendos e JSCP pagos 0,3 -1,4 -13,1 -16,7 Outros -6,3 -59,6 5,0 -17,1 101,0 -44,4 110,0 -250,6

Caixa Líquido proveniente das Atividades Operacionais 148,5 20,7 387,8 135,9

Fluxo de caixa das Atividades de Investimento

Títulos e valores mobiliários -0,4 -0,1 -14,5 11,1

Vendas de imobilizado,investimentos e intangível 17,5 26,1 21,3 55,4

Adições de imobilizado e intangível -81,3 -50,0 -183,4 -204,5

Caixa Líquido proveniente das Atividades de Investimentos -64,2 4,7 -176,6 -168,3

Fluxo de caixa das Atividades de Financiamento

Ingressos de empréstimos e financiamentos 36,4 536,2 72,3 536,8

Pagamentos de empréstimos e financiamentos -35,1 -48,6 -90,7 -223,5

Pagamentos de juros sobre empréstimos e financiamentos -58,1 -14,1 -229,4 -145,4

Ações em tesouraria 0,0 -5,3 -27,3 -18,7

Caixa Líquido proveniente das Atividades de Financiamentos -56,9 468,2 -275,0 149,1

Aumento (Redução) de Caixa e Equivalentes 27,4 493,6 -63,8 116,8

Variação Cambial s/ Caixa e Equivalentes 16,7 12,9 18,1 37,3

Saldo Inicial de Caixa e Equivalentes 859,3 444,3 949,1 796,7

(25)

25

ANEXO IV – INFORMAÇÕES HISTÓRICAS POR SEGMENTO

Soluções refratárias - Total 1T13 2T13 3T13 4T13 1T14 2T14 3T14 4T14

Volume (mil ton) 245,3 251,3 236,5 260,2 254,4 267,4 261,5 251,0 Receita (R$ milhões) 544,3 562,4 576,6 650,1 641,1 643,5 634,9 642,5 Lucro bruto (R$ milhões) 192,8 195,2 186,2 203,0 212,2 199,3 206,0 183,4 Margem bruta (%) 35,4% 34,7% 32,3% 31,2% 33,1% 31,0% 32,4% 28,5%

Soluções refratárias - Siderurgia 1T13 2T13 3T13 4T13 1T14 2T14 3T14 4T14

Volume (mil ton) 198,6 216,4 205,8 218,2 211,4 235,0 219,9 216,6 Receita (R$ milhões) 427,4 468,0 492,8 529,9 515,6 555,3 523,6 544,5

Soluções refratárias - Industrial 1T13 2T13 3T13 4T13 1T14 2T14 3T14 4T14

Volume (mil ton) 46,7 34,9 30,7 42,0 43,0 32,4 41,6 34,4 Receita (R$ milhões) 117,0 94,3 83,9 120,2 125,5 88,2 111,3 98,0

Minerais 1T13 2T13 3T13 4T13 1T14 2T14 3T14 4T14

Receita (R$ milhões) 28,5 38,1 38,3 53,9 39,4 34,3 38,9 32,3 Lucro bruto (R$ milhões) 11,8 18,0 15,7 18,3 12,3 12,0 13,5 10,8 Margem bruta (%) 41,5% 47,2% 40,9% 34,0% 31,2% 34,8% 34,8% 33,4%

Serviços 1T13 2T13 3T13 4T13 1T14 2T14 3T14 4T14

Receita (R$ milhões) 28,8 29,3 30,5 32,1 38,9 42,3 40,9 43,0 Lucro bruto (R$ milhões) 3,3 4,3 4,5 5,0 6,6 8,9 10,5 7,1 Margem bruta (%) 11,4% 14,5% 14,8% 15,6% 16,9% 21,1% 25,6% 16,4%

CONSOLIDADO 1T13 2T13 3T13 4T13 1T14 2T14 3T14 4T14

Receita (R$ milhões) 601,7 629,7 645,5 736,1 719,4 720,1 714,7 717,8 Lucro bruto (R$ milhões) 208,0 217,4 206,4 226,3 231,1 220,1 230,0 201,3 Margem bruta (%) 34,6% 34,5% 32,0% 30,7% 32,1% 30,6% 32,2% 28,0%

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