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Relatório e Contas Exercício 2016

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Exercício 2016

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Relatório e Contas Exercício 2016

AECOPS - Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas e Serviços | 1

Índice

I - RELATÓRIO DE GERÊNCIA

... 2

1. INTRODUÇÃO ... 2

A Construção em 2016. Perspetivas para 2017 ... 2

1.1. Enquadramento Internacional ... 2 1.1.1 A Economia Portuguesa ... 3 1.2. A Construção em 2016 ... 4 1.2.1 Habitação ... 5 1.2.2 Não Residencial ... 6 1.2.3 Engenharia Civil ... 7 1.3. Perspetivas para 2017 ... 8 1.3.1 Habitação ... 9 1.3.2 Não Residencial ... 10 1.3.3 Engenharia Civil ... 10 2. ATIVIDADE ASSOCIATIVA ... 12

2.1. Reuniões e deliberações dos Corpos Sociais ... 12

2.2. Representação da AECOPS a nível nacional e comunitário ... 13

2.3. Exposições ... 16

3. ATIVIDADE DOS SERVIÇOS DA ASSOCIAÇÃO ... 17

3.1. Departamento de Comunicação ... 17

3.2. Direção dos Serviços de Economia e de Mercados ... 19

3.2.1 Setor de Economia ... 22

3.2.2 Setor de Mercados ... 23

3.3. Direção de Serviços Jurídicos ... 24

3.3.1 Setor de Alvarás ... 25

3.3.2 Setor Jurídico ... 26

3.3.3 Setor de Direito do Trabalho ... 29

3.4. Direção de Serviços Técnicos, Administrativos e de Formação ... 31

3.4.1 Setor Administrativo ... 32

3.4.2 Setor de Engenharia ... 32

3.4.3 Setor de Formação ... 33

3.5. Direção de Serviços Financeiros e de Fiscalidade ... 34

3.5.1 Departamento Financeiro ... 34

3.5.2 Setor de Fiscalidade ... 36

3.6. Delegação Regional do Algarve ... 39

3.7. Alguns dados estatísticos ... 40

4. QUADRO DE PESSOAL... 41

II.

CONTAS

... 42

RELATÓRIO E PARECER DO CONSELHO FISCAL ... 43

BALANÇO DE ENCERRAMENTO – 31 DE DEZEMBRO DE 2016 ... 44

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS – 31 DE DEZEMBRO DE 2016 ... 45

BALANCETE SINTÉTICO DE 2016 (ANTES DE APURAMENTO) ... 46

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Relatório e Contas Exercício 2016

AECOPS - Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas e Serviços | 2

I - RELATÓRIO DE GERÊNCIA

1. INTRODUÇÃO

A Construção em 2016. Perspetivas para 2017

1.1.

Enquadramento Internacional

Nos dias de hoje, com a globalização da produção e dos mercados de capitais e com interação crescente entre países, o desempenho da economia portuguesa e do setor da Construção, bem como os riscos e as oportunidades para as empresas, estão dependentes da evolução da situação internacional. Neste sentido, importa começar por contextualizar as principais tendências internacionais que afetaram o comportamento do Setor em 2016, sendo de destacar:

O aumento da instabilidade geopolítica global. Uma dinâmica que combina a incerteza na evolução política e económica no Reino Unido e nos Estados Unidos, como resultado do “Brexit” e da eleição de Donald Trump, com o terrorismo e o acumular de conflitos militares e de tensões no Médio Oriente. Esta turbulência repercute-se negativamente no comportamento dos mercados financeiros e nos agentes económicos, conduzindo a um adiamento dos investimentos e, eventualmente, a um recuo no processo de globalização económica, com o ressurgimento do protecionismo económico; A continuidade da política monetária expansionista do Banco Central Europeu (BCE) que, para evitar o risco de deflação na zona euro, incrementou de forma significativa a liquidez nos mercados financeiros e reduziu as taxas de juro para valores negativos. A política do BCE aumentou a procura no segmento imobiliário à escala europeia, em particular por grandes fundos de investimento e investidores institucionais, permitindo a valorização dos ativos que, por sua vez, está a alimentar um novo ciclo de crescimento e investimento no imobiliário, que começa a relançar a construção. Os

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Relatório e Contas Exercício 2016

AECOPS - Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas e Serviços | 3 seus efeitos também já se fazem sentir no mercado nacional, com o aumento do investimento estrangeiro e da procura externa de habitação;

A incapacidade de recuperação manifestada pela economia europeia, correspondendo a uma década de estagnação económica na qual o investimento decresceu significativamente. Assim, desde o início da grande crise de 2008, a Europa apresenta um défice acumulado de investimento de 7%;

A persistência da crise nas economias emergentes, como consequência da queda dos preços das matérias-primas e, em especial, do petróleo, que, no entanto, registou uma subida no final do ano. Uma crise com efeitos diretos e significativos no processo de internacionalização das empresas de construção portuguesas, com particular expressão em África e na América Latina.

1.1.1 A Economia Portuguesa

A economia portuguesa continua a recuperar de forma lenta e gradual, tendo em conta a dimensão da contração registada nos últimos anos. Pior, após um crescimento de 1,6% em 2015, o PIB voltou a desacelerar e aumentou apenas 1,2% em 2016 de acordo com as projeções do Banco de Portugal, que antecipam crescimentos de 1,4% e 1,5% nos próximos dois anos.

Em 2016 verificou-se uma desaceleração significativa da procura interna que cresceu 1,2%, contra 2,5% no ano anterior. Para essa evolução desfavorável foi determinante o comportamento da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) que decresceu 1,7%, depois de uma subida significativa de 4,5% em 2015, com o consumo privado a aumentar 2,1%, quando no ano anterior tinha crescido 2,6%. As exportações cresceram 3,7% e explicam dois terços do crescimento do PIB.

Inequivocamente, a fragilidade da recuperação económica em Portugal resulta do défice de investimento que se agravou em 2016, em particular do investimento público e em construção. No que diz respeito às condições no mercado de trabalho observou-se uma melhoria ao longo do ano de 2016, com um aumento de 1,5% do emprego e uma redução na taxa de desemprego, que decresceu dos 12,4%, em 2015, para os 11%.

Por outro lado, a variação do índice de preços no consumidor situou-se nos 0,8%, ligeiramente acima do ano anterior (0,5%).

Verificou-se uma redução do crédito e um aumento das dificuldades de financiamento da economia, como consequência da crise do sistema bancário em Portugal. Em 2016 o crédito concedido às empresas em Portugal decresceu 6,7% face a 2015. Na Construção as quebras foram de -17%.

Contrariando a dinâmica de redução do crédito às empresas, nos primeiros dez meses de 2016, face ao período homólogo do ano anterior, verificou-se um acréscimo significativo, 48%, no volume de crédito concedido para o financiamento de novos contratos à habitação. Ainda assim, em termos agregados, considerando o conjunto dos empréstimos e não apenas os novos contratos, o volume do crédito à habitação decresceu 4,5% de 2015 para 2016.

Subsiste um elevado nível de endividamento da economia portuguesa que condiciona a capacidade de relançamento da atividade económica, apesar de se ter verificado uma redução do

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Relatório e Contas Exercício 2016

AECOPS - Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas e Serviços | 4 endividamento do setor não financeiro, de 397% do PIB, em setembro de 2015, para 392% do PIB, em setembro de 2016.

Detalhando, constata-se que o endividamento do setor público atinge os 166% do PIB, o dos particulares 79% e o das empresas 144%. Por outro lado, a dívida das empresas de construção é muito elevada, correspondendo a 16% do PIB.

Por último, assinale-se que houve uma evolução favorável ao longo de 2016 relativamente às insolvências de empresas, que, de 4.354 registadas em 2015, se reduziram para 3.225 em 2016, refletindo uma redução de 22,9%.

PREVISÕES PARA A ECONOMIA PORTUGUESA

TAXAS DE VARIAÇÃO ANUAL EM VOLUME (%)

2015 2016 (E) 2017 (P)

INE INE Banco de Portugal Banco de Portugal INE

PIB 1,6 1,1 1,2 1,4 1,6

Investimento (FBCF) 4,5 -2,2 -1,7 4,4 4,5

IHPC (%) 0,5 0,7 0,8

Construção (%) (a) 1,5 -3,3 2,6

(E) – Estimativa; (P) - Previsão

Fontes:Banco de Portugal (Bol. Económico – dezembro de 2016); INE (Contas Nac. Trim. –III Trim 2016); AECOPS

(a) – Evolução do Valor Bruto de Produção da Construção – AECOPS

1.2. A Construção em 2016

Após um crescimento da FBCF em construção em 2015 (+4,1% em termos reais, ao fim de 13 anos consecutivos de quebras), voltou a observar-se, em 2016, uma redução em volume deste tipo de investimento (-3,6% até setembro), de acordo com a informação disponibilizada pelo INE e referente aos três primeiros trimestres de 2016.

Tendo em consideração a informação disponível, nomeadamente do desempenho anual de indicadores associados à atividade da construção, as estimativas da AECOPS apontam para que a produção no setor da Construção tenha rondado os 10,7 mil milhões de euros em 2016, refletindo uma variação real de -3,3% relativamente a 2015. Esta quebra traduz uma sensível revisão das previsões elaboradas no início de 2016 e que apontavam para um crescimento da produção do Setor em redor dos 2,5%, em termos reais.

Para este desempenho do Setor abaixo do esperado contribuiu decisivamente o comportamento do segmento dos trabalhos de engenharia civil, particularmente penalizado pelo forte corte observado

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Relatório e Contas Exercício 2016

AECOPS - Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas e Serviços | 5 no montante do investimento público. Esta redução afetou igualmente, de forma sensível, o segmento da construção de edifícios não residenciais públicos, o qual foi também alvo de uma revisão em baixa da taxa de variação do seu output.

Mesmo perante a contração de 3,3% registada pelo volume de produção do Setor, em 2016 o emprego no setor da Construção cresceu face ao ano anterior, +3,7% até setembro, com uma média de 285,7 mil trabalhadores. Este crescimento do emprego é explicado pela evolução muito positiva da atividade do segmento da construção de edifícios, particularmente dos residenciais, mais intensiva em mão-de-obra. De igual modo, o regresso de alguns trabalhadores deslocados, na sequência do abrandamento da atividade internacional de muitas empresas, veio influenciar positivamente os resultados do inquérito ao emprego, contribuindo para que o aumento do número de trabalhadores da construção, +3,7%, fosse mais intenso que o crescimento global do emprego na economia até setembro, +1,1%.

A par do aumento do emprego, o desemprego oriundo do Setor decresceu 21% em 2016, face ao ano anterior. No final de novembro e de acordo com os dados disponibilizados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), eram 48,4 mil os desempregados oriundos da Construção inscritos nos centros de emprego, num total de 432 mil desempregados (11,2% do total). A evolução do número total de desempregados foi igualmente negativa, tendo sido registada uma quebra de 11,5%, em termos homólogos, até novembro.

A confirmar a evolução negativa da produção, o consumo de cimento caiu ao longo do ano (-5,0%, em termos homólogos, até novembro) e o número de empresas habilitadas para o exercício da atividade de construção reduziu-se 0,5%, para 46,5 mil no início do ano de 2017 (menos 240 do que um ano antes). Simultaneamente, foram registadas, em 2016, 528 insolvências no setor da Construção, menos 234 do que em 2015, representando 15,8% do total de insolvências registadas durante o ano.

Por outro lado e de acordo com os dados divulgados pelo Banco de Portugal, o stock de crédito concedido pelo sistema financeiro às empresas de construção ascendia a 11,8 mil milhões de euros no final de outubro de 2016, -17,0% face ao período homólogo, uma quebra bem mais intensa do que a verificada para a totalidade das empresas privadas (-6%). De assinalar que o montante de crédito mal parado do Setor ascendia, no mesmo mês, a 4,3 mil milhões de euros, o que refletia um decréscimo de 7,4% face ao montante registado em igual mês de 2015.

Também as opiniões dos empresários do Setor, recolhidas através do Inquérito Mensal à Atividade promovido pelo INE, voltaram a produzir, pelo 15º ano consecutivo, uma avaliação negativa relativamente ao nível de atividade das suas empresas (saldo de respostas extremas médio anual de -20% em 2016).

1.2.1 Habitação

Após o crescimento de 2,5% observado em 2015, o volume de produção do segmento residencial deverá ter registado um aumento de 5,0% em 2016, superando os 2,7 mil milhões de euros, em termos de valor.

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Relatório e Contas Exercício 2016

AECOPS - Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas e Serviços | 6 A recuperação no segmento habitacional está essencialmente assente no desempenho bastante positivo do volume de trabalhos de reabilitação/manutenção, que tem evoluído de forma mais positiva do que o segmento de construção nova, em consequência do dinamismo observado nas transações de edifícios habitacionais, maioritariamente de habitações “em segunda mão”, alvo de uma intensa procura por parte de nacionais, mas sobretudo de entidades estrangeiras.

Ainda assim e mesmo com a evolução positiva observada nos dois anos mais recentes, é importante destacar que o volume de produção do segmento residencial permaneceu, em 2016, muito abaixo do valor registado em 2001 (-7,3 mil milhões de euros o que traduz uma quebra acumulada de 78%). O volume de produção da construção nova de edifícios residenciais deverá ter crescido 2,6% em 2016, atingindo os 1,7 mil milhões de euros, mais 700 milhões do que a produção do segmento dos trabalhos de reabilitação, que aumentou, em termos reais, 9,4% face ao ano anterior.

Um dos indicadores associados à construção residencial nova que registou em 2016 uma evolução mais expressiva foi o do licenciamento, com uma variação anual a rondar os +36%. De facto, até ao final de novembro de 2016 foram licenciados 10.261 novos fogos habitacionais, um valor que aponta para o total anual de fogos licenciados mais elevado dos últimos 5 anos. Pelo contrário, a informação disponibilizada pelo INE referente ao número de fogos concluídos e já apurada até setembro de 2016 prolonga a série de quedas anuais que se vêm registando desde 2006 e que assumiu, nos três primeiros trimestres de 2016, uma redução homóloga de 8%, equivalente a apenas 4,9 mil fogos concluídos até setembro.

No que concerne ao mercado imobiliário, na vertente residencial, importa referir que tanto os dados divulgados pelas entidades com atividade no mercado imobiliário, como os valores apurados pelo INE confirmam que se manteve, em 2016, um dinamismo acentuado ao nível das transações imobiliárias. Assim, os dados disponibilizados pelo INE mostram que em 2015 se transacionaram 107,3 mil fogos habitacionais, 80% dos quais em “segunda mão” e que, ao longo dos três primeiros trimestres de 2016, se verificou um acréscimo homólogo de 20% no número total de vendas. Tal dinâmica justifica e sustenta o forte crescimento observado ao nível do licenciamento de fogos habitacionais, o qual já se traduz num acréscimo do nível de produção do segmento da construção residencial.

Em termos de montantes transacionados, o total das transações de fogos habitacionais realizadas em 2015 ascendeu a 9 mil milhões de euros, sendo que, até setembro de 2016, o valor total transacionado era já superior a 8,2 mil milhões de euros.

1.2.2 Não Residencial

Contrariando as previsões elaboradas no início do ano, em 2016 a produção no segmento dos edifícios não residenciais não atingiu os 3 mil milhões de euros, registando mesmo uma redução de 1,7% face ao ano anterior, para os 2,87 mil milhões de euros.

A contração deste segmento de mercado foi consequência da assinalável quebra registada pelo investimento público em construção que, no caso deste segmento, afetou muito negativamente o desempenho da componente dos edifícios não residenciais públicos, que se estima que tenha sofrido um decréscimo de 6% no volume de produção face a 2015. Pelo contrário, a sua componente

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Relatório e Contas Exercício 2016

AECOPS - Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas e Serviços | 7 privada manteve uma evolução positiva, se bem que mais moderada do que em 2015, com o volume de produção a crescer, em termos homólogos, 1% relativamente ao ano anterior. Em 2015 o acréscimo havia sido de 1,5% em termos reais.

Com este novo acréscimo real, a produção da componente privada da construção não residencial atingiu os 1,8 mil milhões de euros em 2016, enquanto a componente pública registou um volume de produção de apenas 1,1 mil milhões de euros.

O licenciamento de edifícios e construções não residenciais, a avaliar pela área licenciada em m2 (2,1 milhões de m2 aprovados até novembro de 2016), cresceu de forma significativa relativamente a 2015, +20,5%.

As áreas licenciadas para comércio, “uso geral” e para edifícios de uso “não mercantil” foram as que registaram maiores acréscimos (+53%, +57% e +37% respetivamente), enquanto as áreas aprovadas para transportes e logística, turismo e agricultura foram as que mais decresceram (48%, 29% e -26%, respetivamente). De assinalar que a área dos edifícios destinados à indústria, que cresceu 16,1% até novembro de 2016, deixou de ser o destino principal do licenciamento, lugar que ocupou nos anos imediatamente anteriores, cedendo essa posição aos edifícios de “uso geral”, a que se destinaram 26,9% da área total licenciada em 2016.

O investimento não residencial público foi fortemente limitado pelas restrições orçamentais, ficando desse modo bastante abaixo do previsto inicialmente.

1.2.3 Engenharia Civil

O segmento da engenharia civil foi, em 2016, severamente afetado pela forte redução do investimento público, estimando-se que o seu volume de produção tenha registado uma quebra de 8,0% em volume face a 2015, o que traduz uma forte revisão em baixa dos +1,5% previstos um ano antes.

Em termos nominais, a sua produção deverá ter rondado os 5,1 mil milhões de euros, o valor nominal mais baixo de produção deste segmento desde o ano 2000.

Na verdade, o investimento público em 2016 ficou abaixo dos 3,5 mil milhões de euros, tendo diminuído cerca de 16,5% face a 2015. Em termos relativos, o peso do investimento público no PIB decresceu cerca de meio ponto percentual, de 2,3% para 1,8%, atingindo o valor mais baixo da história portuguesa, de acordo com a informação disponível na base de dados europeia AMECO, que se inicia em 1960.

O Estado, através da redução do investimento público, contribuiu decisivamente para a degradação da atividade na Construção e travou a recuperação do Setor quando o imobiliário e o setor privado davam claros sinais de recuperação.

Ainda assim, os indicadores avançados de desempenho das empreitadas de obras públicas foram positivos em 2016. O valor dos contratos públicos celebrados cresceu 16,2% face a 2015, tendo aumentado 7,6% em número. Por outro lado, o valor total dos concursos promovidos, que atingiu os 1.758 milhões de euros, cresceu 38,7% em valor e 29,4% em número de obras lançadas, o que se deverá repercutir favoravelmente na atividade deste segmento em 2017.

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Relatório e Contas Exercício 2016

AECOPS - Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas e Serviços | 8

CONSTRUÇÃO CIVIL E OBRAS PÚBLICAS

VALOR BRUTO DE PRODUÇÃO Taxas de variação anual (%)

2015 (E) 2016 (E) 2017 (P) EDIFÍCIOS 2,1 1,4 3,1 Residenciais 2,5 5,0 3,0 Não Residenciais 1,7 -1,7 3,1 Particulares 1,5 1,0 2,0 Públicos 2,0 -6,0 5,0 Engenharia Civil 1,0 -8,0 2,0 VBP DO SETOR 1,5 -3,3 2,6 Fonte: AECOPS

1.3. Perspetivas para 2017

Não obstante a incerteza e imprevisibilidade crescente na evolução da economia mundial que, naturalmente, condiciona inevitavelmente o desempenho da economia portuguesa e da Construção, perspetiva-se para 2017, com base na informação disponível, uma recuperação tímida do Setor, em linha com a evolução lenta e gradual da economia portuguesa.

As projeções do Banco de Portugal para a economia portuguesa, disponibilizadas em novembro de 2016, apontam para um crescimento de 1,4% do PIB em 2017, um crescimento inferior à da média da zona euro, que, segundo as previsões da Comissão Europeia, deverá crescer em redor de 1,5%. A verificarem-se estas evoluções, Portugal continuará a divergir e afastar-se-á, de novo, da média dos seus parceiros europeus.

O mercado de trabalho deverá continuar a evoluir de forma positiva, com um aumento do número de pessoas empregadas, +1,0% de acordo com as previsões do Banco de Portugal e uma redução da taxa de desemprego, a qual deverá descer, dos 11,0% em 2016 para 10,1% em 2017.

Por outro lado, é de esperar que se verifique uma sensível recuperação do investimento público, nomeadamente em construção, desde logo porque se irão realizar eleições autárquicas em 2017, período propício à execução de muitas obras de âmbito local. A acrescentar a essa situação, também o governo central tem anunciado alguns programas com influência no setor da Construção, como é o

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Relatório e Contas Exercício 2016

AECOPS - Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas e Serviços | 9 caso das 200 intervenções previstas para as escolas do 2º e 3º ciclos e secundário, num montante de 320 milhões de euros, a realizar até 2020.

Neste contexto, as perspetivas de evolução da atividade da construção são favoráveis, antecipando-se para 2017 o regresso de uma taxa positiva de evolução para a produção do antecipando-setor da Construção, +2,6%.

Contando, por um lado, com a manutenção de um acentuado dinamismo no mercado imobiliário e, por outro, com a aplicação dos fundos comunitários inscritos no Portugal 2020, as previsões para 2017 apontam para uma recuperação não só do volume total de produção do Setor, mas de todos os seus segmentos, tal como refletido no quadro anterior. Deste modo, o volume total de produção da Construção deverá ultrapassar os 11,0 mil milhões de euros, com o segmento da construção de edifícios a crescer 3,1%, para os 5,8 mil milhões de euros, e a engenharia civil a aumentar 2,0%, para os 5,2 mil milhões de euros.

Fonte: AECOPS; (E) Estimativa, (P) Previsão

1.3.1 Habitação

Para 2016 as previsões apontam para um crescimento do produto do segmento da construção Residencial em redor dos +4,0%, após uma evolução de +5,0% registada em 2015. A componente deste segmento que se espera que venha a revelar um maior dinamismo é a dos trabalhos de reparação/reabilitação, com uma evolução de +6,9%, enquanto a da construção nova de habitação deverá crescer 2,4% em termos reais.

Esta expetativa favorável resulta, essencialmente, do dinamismo que o setor Imobiliário tem revelado nos anos mais recentes, com a evolução muito positiva do número de transações no mercado, em muitos casos de fogos não novos, que têm exigido um volume acrescido de trabalhos de reparação/reabilitação, com vista a adaptá-los a uma nova ocupação.

0,0 20,0 40,0 60,0 80,0 100,0 120,0 Ín d ic e

Produção da Construção por segmentos de atividade

(Índice: 2001 = 100)

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Relatório e Contas Exercício 2016

AECOPS - Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas e Serviços | 10 A confirmar este dinamismo do mercado, os valores divulgados pelo Banco de Portugal sobre as novas operações de crédito para aquisição de habitação revelam um crescimento de 70%, em termos homólogos, até outubro de 2015.

Também os dados divulgados pelo INE e relativos ao número de fogos novos habitacionais licenciados (com um crescimento de 19% em 2015) confirmam as expetativas positivas para a evolução da produção do segmento da Construção Nova em 2016.

1.3.2 Não Residencial

O segmento da Construção Não Residencial voltará a registar um crescimento da sua produção em 2016 (+3,1% em volume), essencialmente assente no desempenho favorável da sua componente privada (+4,0, em termos reais), já que a evolução da produção de edifícios não residenciais públicos deverá ser mais moderada, em redor de +1,5%.

No que respeita à construção de novos espaços não residenciais privados, os indicadores disponíveis, nomeadamente as áreas licenciadas por destino de edifício, apontam para crescimentos nas áreas destinadas a comércio e escritórios, transportes e logística e a uso não mercantil, por contraponto com as áreas destinadas ao turismo, indústria e agricultura, as quais denotam quebras sensíveis no investimento que lhes é dirigido.

Já a componente pública da construção de Edifícios Não Residenciais manter-se-á, em 2016, limitada por restrições orçamentais, traduzidas em níveis reduzidos de investimento público. Segundo as previsões da Comissão Europeia, o peso do investimento público no PIB deverá reduzir-se de 2,1% em 2015 para apenas 2,0% em 2016, o que não traduz uma perspetiva favorável para a sua evolução em termos absolutos.

1.3.3 Engenharia Civil

À semelhança do estimado para 2015, também as previsões para 2016 apontam o segmento da Engenharia Civil como sendo o menos dinâmico do setor da Construção, com um crescimento do volume da sua produção em redor de +1,5%, beneficiando da execução de investimentos ao abrigo do Programa Portugal 2020.

Em contrapartida e limitando a expansão da produção deste segmento de atividade, os valores relativos ao investimento público na área das obras de Engenharia Civil e traduzidos em adjudicações de empreitadas de obras públicas, apurados ao longo de 2015, refletem uma expressiva quebra de 37% face a 2014.

Assim e embora 2016 se apresente como um ano de grande incerteza em termos de enquadramento macroeconómico, espera-se que a atividade do setor da Construção volte, em termos globais, a registar um crescimento, que se antecipa que possa atingir os 2,5% em termos reais.

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CONSTRUÇÃO CIVIL E OBRAS PÚBLICAS

Evolução dos principais indicadores - Variações homólogas (%)

2012 2013 2014 2015 2016 Fontes e

Observações Consumos

Cimento -26,7 -22,9 -9,5 6,9 -4,4

Emprego -18,9 -19,3 -4,4 0,6 3,7 "INE: Inq. Emprego" 2016 - I+II+III trimestres Nível de Atividade Global (1) -60 -45 -34 -27 -20 "INE"

Crédito à habitação

Novas Operações de empréstimos p/habitação -52,0 -60,1 5,9 12,9 70,6

"Banco de Portugal" (2016 - Jan. a outubro) Licenças para construção -17,0 -21,5 -5,2 -4,5 -4,5

"INE"

(2016 - Jan. a novembro) Fogos novos para habitação -34,7 -33,8 -8,1 21,1 36,4

Outros trabalhos para habitação (3) -8,4 -23,5 -10,1 -10,7 4,1

Fogos novos concluídos para habitação 7,5 -36,9 -24,4 -25,4 -8,0 "INE" -Estimativas (nova série) (2016 - Até Set.)

Nível de atividade da construção de edifícios -65 -55 -42 -30 -15 "INE"

Concursos Públicos (Valor) Observatório das Obras

Públicas

Abertos -44,4 -1,2 -4,8 -19,3 38,7

Adjudicados -51,6 0,3 27,7 -40,9 16,2

Nível de atividade Obras Públicas -64 -42 -33 -35 -32 "INE" Perspetivas de produção -48 -35 -17 -19 -12 "INE" Perspetivas de emprego -55 -39 -24 -22 -19 "INE"

(1) Resultados dos Inquérito Mensal à Atividade das empresas de Construção (Saldos de Respostas Extremas) (2) Inclui trabalhos de ampliação, transformação, restauração e demolição

Fontes: INE, Banco de Portugal, ATIC, Boletim de Informações, Portal Base, AECOPS

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2. ATIVIDADE ASSOCIATIVA

Em 31 de dezembro de 2016 a AECOPS contava com 2.803 empresas associadas, das quais 2.023 em situação de suspensão temporária, representando relativamente a 2015 um decréscimo de 5,6% dos sócios com a situação regularizada.

Um dos aspetos a destacar foi a mudança, em julho de 2016, da sede da AECOPS, que obedeceu à necessidade, por um lado, de prosseguir a redução de custos, e por outro, de se encontrar um espaço adequado a dar resposta às solicitações das empresas associadas.

2.1. Reuniões e deliberações dos Corpos Sociais

No que respeita à atividade dos corpos sociais, em 2016 realizaram-se, em segunda convocatória, duas reuniões da Assembleia Geral da AECOPS: em 21 março, para apreciação e votação do Relatório e Contas do Exercício de 2015 e da proposta de alteração dos Estatutos; e em 12 de dezembro, para apreciação e votação da proposta de manutenção dos valores da Tabela de Quotização e do projeto do Orçamento Ordinário para 2017.

Previamente a tais reuniões, o Conselho Fiscal reuniu por 2 vezes: em 3 de março, para apreciação do relatório da gerência e das contas apresentado pela Direção e respeitantes ao exercício de 2015, para elaborar o relatório e parecer do Conselho Fiscal respeitantes ao exercício de 2015; e em 29 de novembro, para analisar a síntese do balancete global da Associação até ao mês de setembro, bem como a isenção de joia e a alteração ou manutenção dos valores da tabela de quotização da AECOPS para 2017, para analisar a proposta de orçamento da AECOPS para 2017 apresentada pela Direção e para discutir novas medidas de viabilização da Associação, nomeadamente contratos com os trabalhadores e venda de imóveis.

Por seu turno, a Direção reuniu por 4 vezes, dando continuidade à política de reestruturação da Associação, o que continuou a implicar uma política de contenção de custos relativamente a despesas com fornecedores, iniciada em 2012 e mantida ao longo dos anos seguintes, de 2013 a 2016, com especial relevância para os acordos de redução de horários de trabalho, e correspondente redução das remunerações, celebrados com os trabalhadores da AECOPS, condições que se mantiveram.

A Comissão Executiva realizou 7 reuniões, procedendo ao despacho do expediente e definição de medidas de gestão da sua responsabilidade, tendo acompanhado em cada reunião a situação de tesouraria da AECOPS e as previsões da situação financeira com base na despesa e na receita. A Comissão Executiva deu igualmente seguimento às indicações de preparação do orçamento da AECOPS, que apresentou à Direção, e deliberou sobre medidas de redução de custos da Associação.

Durante o ano de 2016, no plano interno, a Diretora Geral e o Departamento Financeiro continuaram a fornecer à Direção os elementos indispensáveis ao acompanhamento da evolução da situação económica e financeira da Associação, incluindo a evolução do número de associados, da quotização e cobrança de quotas emitidas, bem como a análise e comparação com períodos homólogos e informação contabilística. Também por forma a permitir à Direção adotar a estratégia que melhor

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Relatório e Contas Exercício 2016

AECOPS - Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas e Serviços | 13 permita à Associação manter o nível da prestação de serviços às empresas associadas e o seu papel na defesa dos interesses do Setor e, simultaneamente, proceder à racionalização de custos, foram sendo elaborados e apresentados cenários prospetivos.

2.2. Representação da AECOPS a nível nacional e comunitário

O Presidente e outros membros da Direção representaram a AECOPS em vários eventos e participaram em ações, seminários e reuniões sobre temas relacionados com o setor da Construção e o associativismo. A este respeito realçam-se a presença e as intervenções do Presidente da Direção nos seguintes eventos:

 Conferência “A globalização da contratação pública”, promovida pelo Instituto Europeu da Faculdade de Direito de Lisboa, no dia 4 de março, na Faculdade de Direito de Lisboa;

 Sessão de debate “Impacto do Código dos Contratos Públicos na contratação e valorização dos serviços de Engenharia”, promovida pela Ordem dos Engenheiros e pela APPC- Associação Portuguesa de Projetistas e Consultores, no dia 11 de julho, na Ordem dos Engenheiros;

 IV Fórum Económico Portugal Países Árabes, com uma apresentação sobre o Setor em Portugal na Sessão III – Cooperação Árabe-portuguesa “Construção, infraestruturas e subsetores”, no hotel Sheraton, no dia 3 de outubro;

 BIM International Conference, que teve lugar nos dias 13 e 14 de outubro, em Lisboa, com uma apresentação sobre o estado da Indústria da Construção;

 Programa Renda Acessível de Lisboa, promovida pela Câmara Municipal de Lisboa a 28 de novembro, com uma apresentação sobre “Eficiência Produtiva na Construção de Habitação de Interesse Social;

 Grupo de Trabalho V - "Internacionalizar a Construção", integrado no projeto “Portugal – Uma estratégia para o crescimento”, promovido pelo Fórum para a Competitividade e cuja primeira reunião teve lugar em novembro.

A Direção esteve também presente, entre outros, nos seguintes encontros:

 5º Fórum Estratégico da PTPC, "Investimento Público Responsável e Inovador", a 31 março 2016, no Centro de Congressos do LNEC, em Lisboa;

 III Edição da Semana da Reabilitação Urbana de Lisboa, de 4 a 10 de abril, no âmbito da qual foi apresentado o Fundo Nacional de Reabilitação do Edificado, com a presença do Ministro do Ambiente;

 Workshop Lisboa Construir Resiliência, a 23 de maio;

 Colóquio comemorativo dos 60 anos de regulação da atividade da Construção e do Imobiliário em Portugal, promovido pelo IMPIC no dia 31 de maio, no Museu do Dinheiro;

 Sessão comemorativa do 4.º Aniversário eSPap, realizada no Salão Nobre do Ministério das Finanças, no dia 15 de junho;

 Seminário “Best practices in sustainable, affordable housing – Danish and Portuguese experiences“, promovido pela Embaixada da Dinamarca em Lisboa, a 16 de junho, no salão Nobre da Câmara Municipal de Lisboa;

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Relatório e Contas Exercício 2016

AECOPS - Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas e Serviços | 14  Apresentação do estudo “Cidades Resilientes”, no dia 21 junho, no Museu do Dinheiro;

 Reunião com um grupo de empresários chineses (JEREH Group), a 27 de junho;

 Lançamento da campanha “Combate ao Conluio na Contratação Pública”, promovida pela Autoridade da Concorrência, no dia 30 de junho, em Lisboa;

 Reunião com representante comercial da Embaixada da Turquia em Portugal, a 19 de setembro, na AECOPS;

 Cerimónia comemorativa dos 20 anos da APCER, a 27 de setembro, na Fundação Champalimaud;

 Inauguração do SIL – Salão Imobiliário de Portugal e Cerimónia de atribuição de “Prémios SIL do Imobiliário", no dia 6 de outubro;

 Lançamento do portal eco.nomia, a 21 de outubro, no auditório EDP;

 Apresentação do Plano de Investimentos da Cidade de Lisboa 2016-2020 e assinatura do acordo entre a CML e o BEI, no dia 24 de outubro, no Pátio da Galé;

 Apresentação do livro “A Regulação dos Contratos Públicos”, da autoria de Fernando Silva, Presidente do IMPIC, a 21 de novembro, em Lisboa.

A AECOPS manteve a sua colaboração com os grupos de trabalho da Contratação Pública, Cidades e Território e Energia e Clima, no âmbito do Crescimento Verde, tendo participado ativamente nas respetivas reuniões ao longo do ano.

A Associação teve um papel ativo na divulgação de oportunidades de negócio ou de missões empresariais, em colaboração tanto com Câmaras de Comércio como com a AICEP ou através da CPCI, cuja Direção integra:

 convite da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Sul Africana para a participação das empresas associadas da AECOPS numa Missão Comercial à África do Sul;

 informações recebidas da Secretaria de Estado da Internacionalização sobre projetos ou concursos previstos ou a decorrer no Irão, Vietname, Brasil, Argentina e Paquistão;

 divulgação da consulta pública lançada pela Comissão Europeia sobre a proposta de introdução de um “passaporte de serviços” e o impacto das barreiras administrativas à prestação de serviços transfronteiriços, em especial à prestação de serviços de construção, e da posição da FIEC sobre o assunto;

 reunião com a ADENE para acompanhamento do projeto Portal “Casa+” - Portal de Eficiência Energética da Habitação;

divulgação do “Programa de Construção de Habitações Novas na Irlanda”;

 divulgação de potenciais áreas de negócio para efetivas oportunidades, nomeadamente na construção e na gestão e tratamento de resíduos na Índia;

 informação sobre a participação de Portugal na 21ª MIF – Feira Internacional de Macau;

 divulgação do interesse da Coreia do Sul em constituir parcerias com empresas portuguesas do setor da Construção com atividade no continente africano, no âmbito da promoção da triangulação Portugal/China/Coreia do Sul, para investimento através da cooperação institucional e empresarial;

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Relatório e Contas Exercício 2016

AECOPS - Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas e Serviços | 15  divulgação de informação enviada pelo Gabinete do Secretário de Estado da

Internacionalização à CPCI sobre a abertura de um concurso para construção de uma linha de metro no Panamá.

Em 2016 a AECOPS manteve uma colaboração ativa com a atividade do CENFIC – Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul, onde tem representantes no Conselho de Administração, na Comissão de Fiscalização e no Conselho Técnico-Pedagógico, e com a atividade da CERTIEL – Associação Certificadora das Instalações Eléctricas, da qual é associada fundadora e onde mantém um lugar na respetiva Direção.

A AECOPS manteve a sua participação na atividade da CPCI – Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário, tendo o Presidente da Associação sido reeleito para o cargo de vice-presidente desta Confederação para o triénio 2016-2018. Da colaboração com esta Confederação salienta-se:

 Uma reunião com o Primeiro-Ministro, em julho, sobre a promoção da exportação das empresas portuguesas como fator determinante para o crescimento económico e para a criação de emprego no País, para a qual a AECOPS produziu um documento sobre o sucesso da internacionalização das empresas de construção portuguesas;

 Análise e comentários ao Código dos Contratos Públicos, bem como participação numa reunião de trabalho sobre esta temática com o Secretário de Estado das Infraestruturas, no dia 4 de outubro.

No que respeita ao acompanhamento dos assuntos a nível europeu, o Presidente da Direção da AECOPS deixou em junho o cargo de Vice-Presidente na Direção da FIEC – Federação da Indústria Europeia da Construção, que alterna com a Irlanda e com Malta, tendo mantido a sua participação nas reuniões da Direção até essa data, bem como, posteriormente, nas Assembleias Gerais. A colaboração da AECOPS com a FIEC foi mantida ao longo do ano, tendo sido acompanhados os temas mais relevantes para a atividade, nomeadamente:

 Resposta a questionário sobre regulação dos produtos da construção;  Contratação pública europeia;

 Plano de Investimento Juncker e Fundo Europeu Para Investimentos Estratégicos (EFSI);  Elaboração de informação estatística de Portugal para o relatório anual da FIEC;

 Projetos-piloto sobre clima e ambiente, eficiência de recursos e matérias-primas;  Grupos de trabalho Habitação e Fórum Europeu da Habitação e Infraestruturas;  Estudo para avaliação da Diretiva Atrasos nos Pagamentos 2011/007;

 Grupo de trabalho de contratação eletrónica;  Consulta sobre a Diretiva Eficiência Energética;

 Acompanhamento de reunião do Grupo de Trabalho Infraestruturas e Financiamento;  Diretiva relativa ao destacamento de trabalhadores e proposta para a sua alteração;  Diretiva Services Passport;

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Relatório e Contas Exercício 2016

AECOPS - Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas e Serviços | 16  Avaliação da legislação europeia de Saúde e Segurança;

 Parcerias público-privadas;  Emprego e mobilidade laboral;

 Projeto de uniformização de aptidões na construção;  Workshop sobre eficiência dos recursos;

 Trabalhar em segurança com maquinaria;

Consulta da Comissão Europeia aos parceiros sociais sobre mobilidade laboral;  Plataforma europeia tendo em vista o combate ao trabalho clandestino.

A Diretora Geral da AECOPS acompanhou, através de envio e troca de informações e apresentações, as reuniões da ECO-PLEN, na FIEC, sobretudo os assuntos respeitantes à transposição das novas diretivas sobre contratação pública, muito particularmente os aspetos respeitantes à identificação e tratamento de propostas de preços anormalmente baixos, redução dos prazos de apresentação de propostas e questões decorrentes da contratação eletrónica. De destacar igualmente a informação que consta das publicações anuais da FIEC sobre a atividade da construção na Europa, relatório anual e os números da atividade, a qual é trabalhada pelos serviços das AECOPS e divulgada aos associados.

2.3. Exposições

Os problemas com que as empresas associadas se debateram durante o ano de 2016 e as posições da Associação sobre medidas necessárias à sua resolução, foram levados pela Direção ao conhecimento dos responsáveis políticos. Com efeito, a AECOPS elaborou um conjunto de exposições, pareceres e pedidos de esclarecimento sobre matérias que ao longo do ano afetaram o desenvolvimento da atividade das empresas da Construção, que enviou às entidades competentes, por vezes juntamente com a AICCOPN, outras vezes através da FEPICOP, tendo algumas sido objeto de acolhimento e destacando-se as enviadas às seguintes entidades:

 ao Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, em abril, com uma insistência em junho, solicitando a adoção de um regime aplicável aos contratos de empreitada de obras públicas que preveja a liberação integral da caução um ano após a receção provisória da obra, a redução do valor da caução de 5% para 2% do preço contratual e a fixação também em 2% do valor máximo do respetivo reforço em cada um dos pagamentos parciais previstos;

 ao Ministro da Educação, alertando para o não cumprimento dos pagamentos das quantias que o tribunal arbibral entendeu serem devidas às empresas por parte da Parque Escolar, EPE no âmbito dos processos relativos ao Programa de Modernização do Parque Escolar;

 ao Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, solicitando a clarificação de aspetos previstos na proposta do Orçamento do Estado para 2017 quanto ao Adicional ao Imposto Municipal sobre Imóveis (Artigo 135º-C “regras de determinação do valor tributável”), de modo a acautelar que as existências das empresas (compostas de terrenos de construção e de edifícios habitacionais) só paguem o AIMI no montante que excede 600.000,00 euros. Desta exposição foi também dado conhecimento aos grupos parlamentares;

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Relatório e Contas Exercício 2016

AECOPS - Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas e Serviços | 17  ao IMPIC, I.P., apresentando comentários ao anteprojeto de decreto-lei que altera o Código dos

Contratos Públicos (CCP) e ao anteprojeto de decreto-lei relativo à criação da “Ficha Técnica do Imóvel”. Com o IMPIC, a AECOPS manteve reuniões no decorrer do ano de 2016, sobretudo para discussão de alguns aspetos relacionados com a aplicação do regime do CCP e para resolução de questões muito específicas da contratação eletrónica e relacionadas, principalmente, com uma das plataformas eletrónicas;

 à Direção Geral do Consumidor, pedindo esclarecimentos sobre a aplicação da Resolução Alternativa de Litígios à ao setor da Construção.

3. ATIVIDADE DOS SERVIÇOS DA ASSOCIAÇÃO

3.1. Departamento de Comunicação

Ao longo de 2016, o Departamento de Comunicação (DC) deu continuidade à elaboração e expedição das newsletters concebidas pelos seus serviços, designadamente, a “Newsletter AECOPS” (35 números) e a “Newsletter Circulares” (12 números), estas últimas acompanhadas pelo calendário fiscal do mês, tendo sido emitidas, no primeiro caso, sempre que o volume e a importância das notícias o justificaram e, no segundo caso, mensalmente.

No período em causa, o DC prosseguiu com a revisão, formatação, paginação, disponibilização online e envio para as empresas associadas das circulares AECOPS, tendo sido responsável pela elaboração de 3 circulares sobre Atividade Associativa. De igual modo, o Departamento manteve a responsabilidade da conceção (design gráfico) dos anúncios do Setor de Formação e das respetivas fichas de inscrição eletrónicas, os quais continuaram a ser enviados por email para o exterior, sob a sua supervisão.

O DC fez ainda o desenvolvimento gráfico de um exemplar da série informativa “Cadernos da Internacionalização”, o qual foi paginado, revisto e divulgado por seu intermédio.

Em paralelo, o DC garantiu a maior parte da gestão da página institucional da Associação na internet

(www.aecops.pt), mediante a disponibilização de documentos e de exposições, a elaboração e a

inserção de notícias e de comunicados de imprensa e o carregamento dos concursos públicos e das circulares.

Com o objetivo de fazer chegar, de forma mais direta e imediata, informação considerada importante e urgente, o DC enviou em 2016 às empresas associadas cerca de duas dezenas de emails, com alertas sobre informação, eventos e novidades diversas com interesse para o desenvolvimento da sua atividade. Tanto os textos destes emails, como a respetiva expedição, foram produzidos ou controlados pelo DC.

A comunicação externa foi assegurada, em 2016, pela emissão de 8 comunicados de imprensa com a marca AECOPS, através dos quais a Associação veiculou tomadas de posição relativamente a assuntos de importância para o Setor. A estes acrescem mais 6 press releases, emitidos em nome da FEPICOP. A partir deste trabalho e a par das várias solicitações por parte dos órgãos de comunicação

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Relatório e Contas Exercício 2016

AECOPS - Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas e Serviços | 18 de âmbito nacional, internacional e regional, de declarações e comentários dos responsáveis da Associação a propósito de matérias relacionadas com a atividade do Setor e com a situação económica do País, resultaram várias notícias e entrevistas concedidas pelo Presidente da Associação, na imprensa escrita, televisões e rádios.

A acrescentar às tarefas acima descritas, o Serviço de Edição Eletrónica realizou ainda os seguintes trabalhos: a paginação dos press releases, a paginação e arranjo final do Relatório de Atividades da AECOPS, a atualização do boletim de inscrição de sócio, do Livro de Registo de Obra, do Livro de Obra, do Folheto “A Força da União”, de cartões-de-visita de colaboradores, assinaturas de emails, do papel de carta, dos envelopes, do Contrato Coletivo de Trabalho, do Calendário Fiscal, do Inquérito Mensal à Atividade, dos calendários das feiras nacionais e internacionais com relevância para o Setor e das bases de dados da imprensa, subscritores da newsletter da AECOPS e do Jornal da Construção (JC) e outras entidades, a atualização do Questionário de Diagnóstico e de Avaliação de Formação. Elaborou também o design gráfico da divulgação da ação de formação gratuita “Segurança em Obras de Reabilitação - Diagnóstico dos Perigos e Riscos Pré Existentes” promovida pela AECOPS e realizada no âmbito da Segurex 2016.

Os serviços do DC criaram ainda o design gráfico de diversos documentos do Setor de Economia, assim como a sua paginação (“Relatório do Mercado de Obras Públicas – Os números do Mercado de Obras Públicas em 2015” e Sumário Executivo; Orçamento do Estado e Investimento Público em 2016; Os números do Mercado Imobiliário Residencial em 2015; Sistema de Incentivos às Empresas de Construção do Portugal 2020; Relatório do Mercado de Obras Públicas - 1º semestre de 2016 e Sumário Executivo; Evolução do setor da Construção entre 2002 e 2015; Plano de Investimento Externo Europeu).

O DC também concebeu e executou todos os suportes gráficos dos anúncios de convocatórias, anúncios do Euroconstruct para o site do “JC”, o material de divulgação (anúncios e folhetos) dos serviços da AECOPS, o anúncio “Convite”, o banner Resolução de Conflitos de Consumo, a conceção de um novo formato de divulgação - “Atualização do Site” – por email, tendo sido efetuados 13 envios ao logo do ano em análise, assim como o postal de Natal 2016, e realizou melhoramentos gráficos em documentos a pedido de outros setores.

Relativamente ao “Jornal da Construção” (JC), o Departamento manteve a edição de conteúdos e a promoção e divulgação do site www.jornaldaconstrucao.pt junto das várias entidades relacionadas com o Setor e, sobretudo, de potenciais anunciantes, com o objetivo de os direcionar para os espaços de publicidade ali disponibilizados. Deste trabalho resultou a contratação de duas inserções publicitárias e a celebração de um acordo de permuta para a presença de um stand da AECOPS na Tektónica 2016 - Feira Internacional de Construção e Obras Públicas, em Lisboa.

O DC continuou igualmente a assegurar a conceção de anúncios publicitários internos da Associação para inserção no site do JC e o acompanhamento das várias áreas de interesse para o público a que se destina esta publicação, tendo-se procedido, sempre que a matéria em causa o justificou, à recolha, junto de outras fontes, da informação necessária para a edição da respetiva notícia.

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Relatório e Contas Exercício 2016

AECOPS - Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas e Serviços | 19

3.2. Direção dos Serviços de Economia e de Mercados

A Direção dos Serviços de Economia e de Mercados (DSEM) centrou a sua atividade em três domínios chave: economia e mercados de obras públicas e privadas; internacionalização e mercados externos; e fundos comunitários. Da atividade desenvolvida em 2016, merece particular destaque:

A) Melhoria e diversificação da informação produzida e disponibilizada aos associados no sentido de facilitar o acesso aos concursos de obras públicas e o acompanhamento da conjuntura no mercado. Neste âmbito e a partir da informação divulgada pelo portal BASE, a AECOPS continuou a sustentar uma base de dados que permite examinar o Setor sob diversos ângulos. Foi igualmente disponibilizada informação detalhada sobre o mercado das obras públicas em 2015 e, a partir destes dados, forneceu-se também informação individualizada para as empresas, que se traduziu em indicadores de desempenho e competitividade.

À semelhança dos anos anteriores, o DSEM continuou a divulgar no site da Associação:

 Informação diária com os avisos de empreitadas de obras públicas extraídos diretamente do Diário da República e acessíveis através de link;

 Informação mensal de lançamento de concursos de empreitadas de obras públicas, com listagem detalhada e síntese estatística;

 Informação mensal de contratos de empreitadas de obras públicas celebrados, com listagem detalhada e síntese estatística;

 Informação diária com os avisos de empreitadas de obras públicas extraídos diretamente do Diário da República da Região Autónoma dos Açores acessíveis através de link;

 Informações económicas mensais com dados estatísticos sobre o Setor e a Economia;  Ficha com dados estatísticos de caracterização do setor da Construção em 2015;

 Ficha com dados estatísticos sobre a evolução do setor da Construção entre 2002 e 2015;

 Divulgação de informação sobre o “Sistema de Incentivos às Empresas de Construção no Portugal 2020”, uma primeira avaliação dos incentivos comunitários atribuídos às empresas de construção no âmbito do Portugal 2020.

B) Consolidação da intervenção na área internacional e apoio à internacionalização das empresas, designadamente mediante o acompanhamento, no âmbito dos European Internacional Contractors (EIC), da discussão dos dossiês decisivos para o processo de internacionalização da construção europeia e das empresas portuguesas, particularmente, em África e na América Latina.

No mesmo sentido, continuaram a ser desenvolvidas as seguintes atividades:

 Acompanhamento da internacionalização das empresas do Setor, identificando constrangimentos e oportunidades e propondo soluções para responder às dificuldades concretas das empresas associadas;

 Interação com as entidades públicas, nomeadamente com a AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal;

 Publicação dos Cadernos da Internacionalização, com a análise das tendências e números da atividade internacional da Construção portuguesa e europeia;

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Relatório e Contas Exercício 2016

AECOPS - Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas e Serviços | 20  Divulgação de anúncios de concursos internacionais e oportunidades de negócio no exterior. C) Reforço da colaboração e afirmação institucional, designadamente com as seguintes entidades:  Ministério do Ambiente, tendo a Associação representado a FEPICOP na Coligação para o

Crescimento Verde, uma plataforma colaborativa que reúne um leque muito alargado de entidades públicas e privadas. Neste âmbito prestaram-se contributos e participou-se nos seguintes encontros:

 Reuniões do grupo de trabalho Energia e Clima, com o foco na elaboração de um programa plurianual de ação para promover o “investimento verde”, melhorando a eficiência energética no edificado e a produção de energias renováveis;

 Reuniões do grupo de trabalho Contratação Pública, vocacionado para a identificação de boas práticas na contratação pública, em particular na Construção, que incentivem e valorizem o investimento sustentável, com ganhos para os donos de obra e as empresas;  6ª Reunião Plenária presidida pelo Ministro do Ambiente;

 Apresentação do portal da eco.nomia.

Com uma participação ativa nestes grupos de trabalho, a Associação espera contribuir para criar condições mais favoráveis ao investimento em construção que beneficiem diretamente as empresas associadas.

Ainda no âmbito da política ambiental, a Associação participou numa mesa redonda sobre a economia circular, tendo por base o Plano de Ação da União Europeia para a Economia Circular, desafios que suscita e oportunidades que cria em Portugal. A iniciativa foi organizada pelo Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável (CNADS), um órgão independente, com funções consultivas, que pretende proporcionar a participação das várias forças sociais, culturais e económicas na procura de consensos alargados relativamente à política ambiental.

 Banco de Portugal, com a formalização de um protocolo de colaboração entre a Direção de Serviços de Economia e Mercados da AECOPS e o Gabinete de Estudos do Banco de Portugal para o fornecimento mensal de informação económica sobre o mercado de obras públicas. Trata-se de uma colaboração técnica essencial para uma melhor compreensão da situação no Setor por parte dos decisores da política económica.

 Câmara Municipal de Lisboa (CML), através da participação e intervenção da AECOPS na semana da Reabilitação Urbana em Lisboa. Ainda a convite da CML, a DSEM participou no seminário internacional de discussão e apresentação do Estudo da OCDE sobre as “Cidades Resilientes” e no seminário “Best practices in sustainable, affordable housing – Danish and Portuguese experiences”, organizado pela CML e pela Embaixada da Dinamarca.

 Plataforma Tecnológica Portuguesa da Construção (PTPC) - Por via da participação no grupo de trabalho da Reabilitação da PTPC, acompanhou-se o processo de candidatura ao reconhecimento desta Plataforma enquanto cluster da Construção, Cluster Arquitetura, Engenharia e Construção (AEC). Através deste grupo foi ainda possível seguir os temas abordados pela Plataforma Tecnológica Europeia da Construção (ECTP — European Construction Technological Platform), com relevo para os temas “Heritage e Regeneration”, “Energy Efficient Buildings” e

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Relatório e Contas Exercício 2016

AECOPS - Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas e Serviços | 21 “Infrastructures & Mobility”, áreas de atuação com potencial de mercado e indutoras do aumento da sustentabilidade do setor da Construção.

D) Diplomacia económica. A convite da Embaixada de Portugal na Irlanda, salienta-se a participação numa conferência dedicada ao tema “Investing in Ireland’s Infrastructure”, organizada pela representação da UE na Irlanda e o European Movement Ireland, realizada em setembro, em Dublin. Desta iniciativa resultou uma interligação da AECOPS com a Embaixada de Portugal na Irlanda e com o delegado da AICEP, no sentido da Associação colaborar num “projeto-piloto” com o objetivo de definir estratégias de acesso ao mercado irlandês e, deste modo, facilitar às empresas associadas oportunidades de negócio ligadas ao novo ciclo de investimento em construção na Irlanda, designadamente ao nível de projetos de infraestruturas e de habitação, de forma a reforçar o processo de internacionalização das empresas portuguesas.

E) Acompanhamento dos dossiês comunitários, nomeadamente do “Investment Plan for Europe” (Plano Juncker) e dos projetos de investimentos aprovados por países e setor de atividade, e do Portugal 2020. Neste âmbito produziu-se uma primeira nota de divulgação da nova iniciativa comunitária, o “Plano de Investimento Externo Europeu (PIE)”, a fim de incentivar o investimento em África e na vizinhança da União Europeia, uma oportunidade para a internacionalização das empresas portuguesas de construção que importa conhecer e acompanhar.

Elaborou-se um documento “Memorando de Investimento em Infraestruturas”, com destaque para o ponto da situação do acesso de Portugal a fundos comunitários para o financiamento de infraestruturas (Portugal 2020, Plano Juncker, Mecanismo Interligar Europa), bem como as propostas da Associação para relançar o investimento em infraestruturas no período 2016-2021.

Em termos do acompanhamento do Portugal 2020, procedeu-se à recolha de informação estatística, que permitiu elaborar um estudo e análise do desempenho relativo das empresas de construção em matéria do acesso ao Sistema de Incentivos às Empresas. Efetuou-se também a divulgação dos concursos inscritos no Sistema de Incentivos à Qualificação e Internacionalização de PME e prestou-se orientação específica às empresas associadas através de atendimento personalizado e elaboração de resposta escritas.

Assegurou-se também a participação da Associação em eventos informativos sobre programas comunitários de financiamento com interesse para o Setor e atividades da fileira da Construção, dos quais se destacam:

 Reunião com a comissão diretiva da Estrutura de Gestão do Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas (IFRU 2020), a qual serviu para conhecer as grandes linhas de orientação do futuro instrumento e recolher as sugestões da Associação;

 Seminário organizado pela Comissão Europeia e o Banco Europeu de Investimentos: “Financial Instruments Delivering ESI Funds”, realizado em Lisboa:

 Sessão de esclarecimento | Projetos de I&D Empresas em CoPromoção e Projetos Demonstradores, promovido pelo Programa Operacional Regional de Lisboa 2020 e pela Agência Nacional de Inovação.

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Relatório e Contas Exercício 2016

AECOPS - Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas e Serviços | 22

3.2.1 Setor de Economia

Ao longo do ano foram desenvolvidas tarefas de informação e análise, nomeadamente a produção de informação referente a concursos públicos e a recolha sistemática da informação estatística disponível sobre a atividade da Construção, bem como da informação mais relevante no que concerne à economia em geral, tendo em vista a disponibilização às empresas associadas e a outras entidades do maior leque possível de informação atualizada sobre o setor da Construção. De referir que a informação estatística produzida e disponibilizada pela AECOPS é explicitamente reconhecida institucionalmente, nomeadamente, pelo Banco de Portugal e pelo INE, servindo de base à generalidade das análises do Setor.

De igual modo, foram elaborados e divulgados junto das empresas associadas os seguintes documentos:

 Análise anual de evolução do setor da Construção em 2015 e perspetivas de evolução para 2016;  Análise do Orçamento do Estado para 2016;

 Relatório do Mercado de Obras Públicas – “Os números do Mercado de Obras Públicas em 2015”, uma análise feita a partir da informação divulgada pelo portal BASE e que permite examinar o Setor sob diversos ângulos – números e valores totais, nacionais e por região, e valores médios dos contratos celebrados e dos concursos promovidos, donos de obra, empresas, áreas de investimento, procedimentos, etc. –, ao mesmo tempo que procede à sua interpretação;

 Relatório do Mercado de Obras Públicas – Os números do Mercado de Obras Públicas no 1º semestre de 2016;

 Radiografia do Mercado Imobiliário em 2015;

 “Números da Construção em 2015” e “Evolução do Setor da Construção entre 2002 e 2015”, folhas de consulta rápida que permitem visualizar os dados essenciais sobre o comportamento da Construção: o número de empresas, a produção, o emprego, o crédito, a internacionalização, etc. Foi ainda prestado apoio a solicitações internas, designadamente do Departamento de Comunicação da AECOPS, na preparação de respostas à comunicação social em matéria de economia e mercados de obras públicas, obras particulares, internacionalização e mercados externos.

O Setor de Economia assegurou ainda a elaboração:

 De tomadas de posição da FEPICOP sobre temas relevantes para o setor da Construção, designadamente sobre a evolução do investimento público e dos fundos comunitários, bem como de notas mensais de conjuntura distribuídas aos órgãos de comunicação social, a par de estimativas de evolução passada e previsões de evolução para 2016 do setor da Construção;  Da fundamentação económica da proposta da Comissão Negocial Patronal no âmbito das

negociações do Contrato Coletivo de Trabalho para 2016;

 Na elaboração do Relatório Anual do IVA, através da disponibilização de informação estatística relevante sobre a evolução do setor da Construção.

No âmbito da FIEC, foi elaborado o Relatório Estatístico Anual n.º 59 sobre a situação do setor da Construção em Portugal, tendo sido também garantida a representação da FEPICOP no grupo de

(24)

Relatório e Contas Exercício 2016

AECOPS - Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas e Serviços | 23 trabalho “Eco-Statistics”. Elaborou-se ainda o “Key figures”, uma brochura com os principais dados estatísticos relativos ao setor da Construção.

O Setor de Economia participou na rede Euroconstruct com a elaboração de dois relatórios e a preparação e divulgação das próprias conferências, cujas conclusões foram divulgadas junto das empresas associadas.

3.2.2 Setor de Mercados

Em 2016 continuou-se a garantir o relacionamento com os European Internacional Contractors (EIC), que se traduziu fundamentalmente na continuação do acompanhamento dos três dossiês estratégicos para a internacionalização, nomeadamente: a estratégia europeia de intervenção em África; os novos instrumentos de financiamento de infraestruturas; as novas regras de contratação pública e as regras do Banco Mundial.

Neste âmbito, manteve-se a difusão de informação divulgada pelos EIC, proporcionando a participação das empresas portuguesas no acompanhamento das questões tratadas a nível europeu, bem como o acompanhamento dos mecanismos de financiamento das Multilaterais Financeiras. De igual modo, foi efetuada a recolha e o tratamento de dados das empresas relativos ao volume de negócios e celebração de novos contratos internacionais para elaboração das estatísticas anuais publicadas pelos dos EIC, informação que serviu de base a uma análise aprofundada sobre a atividade internacional das construtoras portuguesas e europeias no exterior, o que permitiu identificar o posicionamento das empresas portuguesas no contexto das suas congéneres europeias, dando a conhecer a posição de destaque das nossas empresas em África e na América Central e do Sul.

Das iniciativas mais relevantes efetuadas pelo Setor de Mercados destacam-se ainda as seguintes:  Elaboração de um Memo da Internacionalização para a reunião Fórum da Competitividade, em

que se abordaram fundamentalmente três aspetos: o dinamismo da Construção e da engenharia portuguesa nos mercados externos; a importância geoeconómica do setor da Construção portuguesa; e o Plano de Investimento Europeu no Exterior como grande oportunidade para o País e para o Setor;

 Análise comparativa do Setor nacional e europeu, divulgada nos “Cadernos da Internacionalização”, publicação que enquadra os temas, as dinâmicas e os números fundamentais no domínio da internacionalização do Setor.

 Divulgação regular de concursos internacionais, bem como de missões diplomáticas e empresariais;

 Recolha, tratamento e divulgação da informação estatística sobre a atividade das empresas portuguesas no exterior (volume de negócios e novos contratos) por regiões e países;

 Análise anual com as tendências e perspetivas de evolução da Internacionalização das empresas de construção portuguesas e europeias em 2016;

 Acompanhamento ativo dos concursos internacionais no âmbito das redes transeuropeias de transportes;

Referências

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