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Implementação de um Dispositivo de Rastreamento Óptico com 6 Graus de Liberdade para Interação com Aplicações de Realidade Virtual

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Academic year: 2021

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Implementação de um Dispositivo de

Rastreamento Óptico com 6 Graus de Liberdade

para Interação com Aplicações de Realidade

Virtual

Manuel Eduardo Loaiza Fernández

Orientador: Prof. Marcelo Gattass

Co - Orientador: Prof. Alberto Barbosa Raposo

(2)

Motivação

Tem se dispositivos de

entrada usados para permitir ao usuário uma interação com um cenário virtual.

Os dispositivos estão baseados em diferentes tecnologias: sonoras, magnéticas, mecânicas, ópticas, inerciais e híbridas.

(3)

Motivação

Procura se um dispositivo que permita melhorar a

flexibilidade em referência

aos movimentos naturais que o usuário quisera fazer.

Propõe se vários dispositivos de interação que pelo alto

custo foram confinados a laboratórios de pesquisa

especializada com alto nível de investimento.

(4)

Objetivo

Construção e implementação de um dispositivo

experimental de rastreamento óptico orientado a extrair os seis graus de liberdade da movimentação feita por um conjunto de marcadores esféricos.

A partir da extração dos seis graus de liberdade,

adaptar o dispositivo experimental para emitir eventos que são interpretados pelo sistema como sinais para controlar objetos ou navegar dentro de aplicações desktop 3D de realidade virtual.

 O dispositivo proposto surja como uma nova opção de

dispositivo de interação que é fácil de montar e tem um baixo custo de construção.

(5)

Dispositivos de Rastreamento

Dispositivos de rastreamento

baseados em diferentes

tecnologias como:

 Magnéticos.  Mecânicos.  Sonoros.  Inerciais.  Ópticos.  Híbridos.

(6)

Rastreamento Óptico

O funcionamento se baseia na captura pelas câmeras dos emissores de luz ou objetos revestidos de material retrorreflexivo ou padrões planares pre-definidos que, após a aplicação de técnicas de visão computacional sobre as imagens capturadas, dão como resultado a posição e orientação dos objetos rastreados no

(7)

Rastreamento Óptico

Tem se duas configurações:

1. A fonte de luz, ou os marcadores

retrorreflexivos, estão localizados no objeto rastreado e as câmeras estão posicionadas no espaço de

rastreamento (Outside-in).

2. Os marcadores estão dispersas no

espaço de rastreamento definindo eixos 2D, no teto ou nas paredes, e as câmeras ficam no objeto

(8)

O Dispositivo de Rastreamento

Óptico Proposto

Descrição dos

componentes e

características físicas do

dispositivo.

Descrição da

implementação do

processo de rastreamento

óptico.

Extração dos 6 graus de

liberdade do rastreamento

dos marcadores.

(9)

Equipamento Utilizado

Os componentes são:

 3 câmeras web.

 Uma caixa de madeira, pintada

de cor preta, com dimensões de 0.5×0.5×0.5 m.

 Um suporte móvel de alumínio,

que serve de base para as câmeras web.

 Duas lâmpadas, colocadas nos

extremos laterais da caixa de madeira.

 Bolas de isopor branco

(10)

Características Físicas em Comum

Uma área física bem definida, onde fica concentrado o

campo de visão das câmeras e onde se faz o rastreamento dos marcadores definidos.

Um conjunto de câmeras, que são colocadas a uma altura moderada da área de rastreamento para não atrapalhar a movimentação que o usuário possa fazer dentro desse espaço.

Um conjunto de marcadores, que na maioria das vezes são esféricos, e que serão os alvos no processo de rastreamento.

(11)

Processo de Rastreamento

Captura e processamento da imagem de

vídeo.

Extração de marcadores.

Calibração das câmeras web.

Correlação de marcadores.

Reconstrução 3D dos marcadores.

O processo de rastreamento óptico é

composto por vários subprocessos, cujos

tópicos chave são:

(12)

Captura das Imagens

O primeiro passo é a captura das imagens de

vídeo dos dispositivos.

1 2

(13)

Processamento das Imagens

Aplicação de filtros

sobre as imagens

com a finalidade de

deixar só a

informação relevante

para nossa

implementação.

Gray Scale e Gaussiano Threshold

(14)

Reconhecimento de Áreas

de Interesse

A partir das coordenadas dos pixels que formam o contorno das áreas

circulares, se calcula a media aritmética como sendo o centro delas. Este será o ponto de referência utilizado.

(15)

Calibração das Câmeras

O objetivo é encontrar uma medida de relacionamento entre o mundo 3D, ou seja, o espaço físico que é visto pela câmera, e o plano da imagem 2D que nós vemos na tela do computador visualizando o espaço físico

(16)

Padrão para Calibração

Se calibrara as câmeras a partir dos pontos de

referência.

Usando o reconhecimento das áreas de interesse

propomos nosso padrão de calibração.

(17)

Método de Calibração

Após a captura dos pontos do nosso

padrão, cada câmera será calibrada

utilizando este mesmo conjunto de pontos

de referência.

(18)

Matriz Parâmetros Extrínsecos

Como resultado da calibração conseguimos calcular a matriz de rotação “R” e o vetor de translação “T” que nos permitem levar coordenadas do mundo a

coordenadas do espaço da câmera (Parâmetros extrínsecos).

1

1

0

0

0

1

9 8 7 6 5 4 3 2 1 w w w w z y x c c c c

z

y

x

P

t

r

r

r

t

r

r

r

t

r

r

r

Z

Y

X

P

(19)

Matriz Parâmetros Intrínsecos

Esta matriz permite levar pontos do espaço da câmera a coordenadas na imagem.

Os parâmetros intrínsecos são : distancia focal ‘f ‘, Centro da imagem em pixels Ox e Oy,tamanho efetivo em mm. do pixel dx e dy.

c c c c y y x x

Z

Y

X

P

O

f

O

f

w

v

u

p

1

0

0

0

0

(20)

Resultado da Calibração

O resultado foi testado projetando os eixos

ortogonais do mundo sobre na mesmas

(21)

Detecção de Marcadores

Aqui aplicaremos os

filtros sobre as

imagens para extrair

a informação que

precisamos sobre os

marcadores.

Se utilizou a extração

de contornos para a

detecção dos

marcadores.

(22)

Correlação dos Marcadores

Uma vez detectados os marcadores , se fará a

correlação dos mesmos entre as 3 imagens

capturadas.

Se utilizara a geometria epipolar para

implementação desta etapa.

(23)

Múltipla Correlação

Um caso mais complexo é quando temos mais

de um marcador nas imagens das câmeras web,

e com isto temos que fazer uma correlação entre

os “n” marcadores detectados nas câmeras.

Precisa ter uma ferramenta de correlação :

Uso da Geometria Epipolar, uso das matrizes fundamentais.

(24)

Objetivo de uso

da Geometria Epipolar

A geometria epipolar nos permite ter uma

ferramenta com as seguintes vantagens:

Individualizar a correspondência entre os

marcadores que aparecem nas 3 imagens de

vídeo.

Reduzir o campo de busca dos marcadores

(25)

Fundamental

Se precisou capturar uma amostra de pontos.

Esta amostra foi testada entre 3000 a 8000.

O método utilizado para o calculo foi o Algoritmo

de RANSAC.

(26)

A Matriz Fundamental

O calculo da matriz fundamental duas a duas

câmeras. Ela permitira relacionar a geometria

projetiva intrínseca de duas vistas capturadas

desde diferentes câmeras.

0

1 Pivo

Dir

F

p

p

T ˆ

0

2 Pivo

Esq

F

p

p

T ˆ

(27)

Estratégia de Correlação

A estratégia se baseia em eleger uma das 3

câmeras como sendo a câmera pivô.

A partir da câmera de pivô se identificará os

marcadores que serão a base da correlação com

as outras imagens de vídeo.

(28)

Estratégia de Correlação

Usando as matrizes fundamentais achadas entre a

câmera pivô e as outras câmeras, se projeta o ponto de referência, achado para cada marcador da câmera pivô, sobre a imagem das câmeras subordinadas a câmera pivô, esta projeção se visualiza como uma linha

(29)

Resultado da Estratégia

de Correlação

Este resultado é o caso ideal, mas temos casos

especiais onde a correlação não é tão notória.

(30)

Casos Especiais de Correlação

Caso onde dois marcadores caem sobre uma

mesma linha.

(31)

Casos Especiais de Correlação

Caso onde tem oclusão e dois marcadores se

visualizam como um único marcador.

(32)

Possíveis Soluções: Casos

Especiais

Para o primeiro caso, a solução é considerar todos os marcadores que caem numa mesma linha epipolar como candidatos momentâneos e na etapa de reconstrução 3D fazer o descarte dos que estejam errados.

Para a segundo caso, uma opção foi descartar a

informação da câmera que apresenta o caso de oclusão, e só trabalhar com a informação das câmeras restantes. Em caso a câmera pivô seja a que apresenta o caso de oclusão, se escolhe outra câmera onde se tenham

identificado o número de marcadores rastreados e se considera ela como pivô.

(33)

Reconstrução 3D dos Marcadores

A partir da correlação dos marcadores , se

utilizará esta informação para obter a posição

3D de cada marcador.

(34)

Reconstrução

A reconstrução será feita em relação as

coordenadas de câmera da Câmera Pivô.

) ( ˆ R2 P T2 Ppivorl

r Ol xcl ycl zcl Or xcr ycr zcr Pl pl pr Pr R1 T1 Ppivô T2 R2 ypivô xpivô zpivô Opivô ) ( ˆ R1 P T1 Ppivolo pivˆ

(35)

O Método de Reconstrução

O método de reconstrução se baseia em criar um sistema de equações, duas a duas câmeras, com a seguinte informação: T l l l cl T R cr T R w

p

p

Xc

Yc

Zc

p

 [ ]  []  

1



(36)

O Método de Reconstrução

Então temos duas equações que representam o mesmo ponto 3D em coordenadas da câmera da esquerda expressado da seguinte forma:

T l l l l T l l l l l u w v w P Xc Yc Zc w 1

T l l l r T r r r r r u w v w P Xc Yc Zc w 1

Onde Pl é a matriz que leva um ponto em coordenadas da câmera da esquerda para

coordenadas do plano da imagem da esquerda (Matriz de parâmetros extrínsecos).

E Pr é a matriz que levaria primeiro um ponto em

coordenadas da câmera da esquerda e logo levar este ponto para coordenadas na imagem de direita.

(37)

O Método de Reconstrução

Com este artifício podemos achar a coordenada do ponto 3D da câmera esquerda que é o dado comum e desconhecido nestas duas equações, assim podemos chegar a: 1 4 4 3 3 2 1 1 x l l l x r r r r r r r r Zc Yc Xc P P P w v w u w                                          1 4 4 3 3 2 1 1 x l l l x l l l l l l l l Zc Yc Xc P P P w v w u w                                         

Onde resolvendo para cada fila podemos criar a seguinte sistema equações expresso como um sistema Ax = 0 : 4 4 3 2 3 1 3 2 3 1 4 4 x r r r r l l l l x p v p p u p p v p p u p B r r l l                        0 1 Zc Yc Xc B T 4x1 l l l 4 x 4     

(38)

Resultado da Reconstrução

O resultado da reconstrução será o valor da

coordenada 3D de cada marcador expresso no sistema de coordenadas da câmera Pivô, a qual pode ser

transformada em coordenadas 3D do mundo em milímetros.

(39)

Características do grupo de marcadores

Após a reconstrução é importante definir as características físicas que definam o grupo de marcadores como um objeto só, isto nos permitira depois procurar esta forma entre as possíveis reconstrução em casos especiais.

Uma característica usada é conhecer a distancia entre os marcadores em milímetros.

(40)

Casos Especiais

Como se definiu na etapa de correlação, no caso onde se tem marcadores que caem sobre uma mesma linha epipolar traz como conseqüência a reconstrução de marcadores errados.

(41)

Casos Especiais

É assim que se utilizará as características do grupos de marcadores para descartar os marcadores errados.

(42)

Casos Especiais

Como resultado teremos só um conjunto de

marcadores com as posições 3D corretas e que cumpre com as características físicas definidas para o grupo de marcadores.

(43)

Extração dos 6 Graus de Liberdade

Com a identificação e reconstrução do grupo de

marcadores como um objeto único, podemos

começar o processo de extração dos 6 graus

de liberdade.

 3 Graus de liberdade, da interpretação de

movimentos de translação dentro do volume da caixa.

 3 Graus de liberdade, da interpretação de

movimentos de rotação como giros que faz o plano triangular definido pelos marcadores.

(44)

Analogia com um dispositivo

conhecido

Um dispositivo que também utiliza a extração dos 6 graus de liberdade para emitir eventos é o

(45)

conhecido

As translações e rotações se capturam a partir da

movimentação de um

elemento base desde uma posição inicial pre-definida.

(46)

Extração das Translações

Para interpretar as sinais de translação se definiu a uma posição inicial dentro da espaço de rastreamento do mundo e dependendo da translação se emitem

deltas de translação no eixo correspondente:

(47)

Extração das Rotações

Para interpretar as sinais de rotação se definiu também uma posição inicial para a qual se define um quaternio inicial.

Em cada instante se calcula o quaternio que representa a posição atual dos marcadores.

A diferença entre estes quaternios será utilizada como nosso deltas de rotação.

(48)

Resultado da Extração das Rotações

Para testar a correta identificação dos quaternios que reapresentam a rotação do conjunto de marcadores, inicialmente se

inseriu nas imagens de vídeo um objeto virtual que

acompanha os

movimentos de nosso marcadores.

(49)

Aplicações de Teste

PINTOR 3D

BRAÇO ROBÔ VIRTUAL

(50)

Aplicações de Teste

(51)

Conclusões

Mostrar que é possível construir um dispositivo de rastreamento óptico barato e composto de hardware comum, como são as câmeras web.

Mostrar a adaptabilidade que o dispositivo pode ter para comportar-se como um dispositivo de entrada, ao qual é possível adicionar e relacionar diferentes tipos de

eventos.

O funcionamento do dispositivo foi orientado mais a um contexto qualitativo e de valorização da adaptação do usuário às novas características de interação que o dispositivo lhe oferece.

(52)

Trabalhos Futuros

Melhorar o hardware como usar câmeras de maior resolução e campo de visão.

Incrementar o número de padrões definidos pelos

marcadores a serem rastreados dentro de um mesmo espaço de rastreamento e talvez utilizar as duas mãos do usuário para a interação.

Testar novos algoritmos para cada etapa do processo de rastreamento.

Estudar e analisar que tipo de técnicas de interação 3D podem se utilizar com nosso dispositivo.

(53)
(54)

Fim

Referências

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