Companhia de
Saneamento do
Norte
Demonstrações financeiras individuais e consolidadas em 31 de dezembro de 2017 e de 20162
Conteúdo
Relatório do auditor independente sobre as demonstrações financeiras individuais e
consolidadas 3
Balanços patrimoniais 6
Demonstrações dos resultados 7
Demonstrações dos resultados abrangentes 8
Demonstrações das mutações do patrimônio líquido 9
Demonstrações dos fluxos de caixa 10
KPMG Auditores Independentes, uma sociedade simples brasileira e firma-membro da rede KPMG de firmas-firma-membro independentes e afiliadas à KPMG International Cooperative (“KPMG International”), uma entidade suíça.
KPMG Auditores Independentes, a Brazilian entity and a member firm of the KPMG network of independent member firms affiliated with KPMG International Cooperative (“KPMG International”), a Swiss entity.
3
04711-904 - São Paulo/SP - Brasil
Caixa Postal 79518 - CEP 04707-970 - São Paulo/SP - Brasil Telefone +55 (11) 3940-1500, Fax +55 (11) 3940-1501
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Relatório dos auditores independentes sobre as
demonstrações financeiras individuais e
consolidadas
Aos Acionistas, Conselheiros e Diretores da Companhia de Saneamento do Norte Manaus - AM
Opinião
Examinamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Companhia de Saneamento do Norte (Companhia), identificadas como controladora e consolidado,
respectivamente, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2017 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, bem como as correspondentes notas explicativas, compreendendo as políticas contábeis significativas e outras informações elucidativas.
Em nossa opinião, as demonstrações financeiras individuais e consolidadas acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira, individual e consolidada, da Companhia de Saneamento do Norte em 31 de dezembro de 2017, o desempenho individual e consolidado de suas operações e os seus respectivos fluxos de caixa individuais e consolidados para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo
International Accounting Standards Board (IASB).
Base para opinião
Nossa auditoria foi conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Nossas responsabilidades, em conformidade com tais normas, estão descritas na seção a seguir intitulada “Responsabilidades dos auditores pela auditoria das demonstrações financeiras individuais e consolidadas”. Somos independentes em relação à Companhia e suas controladas, de acordo com os princípios éticos relevantes previstos no Código de Ética Profissional do Contador e nas normas profissionais emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade, e cumprimos com as demais responsabilidades éticas de acordo com essas normas. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.
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A administração é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras individuais de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e das
demonstrações financeiras consolidadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, e com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS), emitidas pelo International
Accounting Standards Board (IASB), e pelos controles internos que ela determinou como
necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.
Na elaboração das demonstrações financeiras individuais e consolidadas, a administração é responsável pela avaliação da capacidade de a Companhia continuar operando, divulgando, quando aplicável, os assuntos relacionados com a sua continuidade operacional e o uso dessa base contábil na elaboração das demonstrações financeiras, a não ser que a administração pretenda liquidar a Companhia e suas controladas ou cessar suas operações, ou não tenha nenhuma alternativa realista para evitar o encerramento das operações.
Responsabilidades dos auditores pela auditoria das demonstrações financeiras individuais e consolidadas
Nossos objetivos são obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras individuais e consolidadas, tomadas em conjunto, estão livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro, e emitir relatório de auditoria contendo nossa opinião. Segurança razoável é um alto nível de segurança, mas não uma garantia de que a auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria sempre detectam as eventuais distorções relevantes existentes. As distorções podem ser decorrentes de fraude ou erro e são consideradas relevantes quando, individualmente ou em conjunto, possam influenciar, dentro de uma perspectiva razoável, as decisões econômicas dos usuários tomadas com base nas referidas demonstrações financeiras.
Como parte da auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria, exercemos julgamento profissional e mantemos ceticismo profissional ao longo da auditoria. Além disso:
- Identificamos e avaliamos os riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras individuais e consolidadas, independentemente se causada por fraude ou erro, planejamos e executamos procedimentos de auditoria em resposta a tais riscos, bem como obtemos evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar nossa opinião. O risco de não detecção de distorção relevante resultante de fraude é maior do que o proveniente de erro, já que a fraude pode envolver o ato de burlar os controles internos, conluio, falsificação, omissão ou representações falsas intencionais.
- Obtemos entendimento dos controles internos relevantes para a auditoria para planejarmos procedimentos de auditoria apropriados às circunstâncias, mas, não, com o objetivo de expressarmos opinião sobre a eficácia dos controles internos da Companhia e suas controladas.
- Avaliamos a adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis e respectivas divulgações feitas pela administração.
- Concluímos sobre a adequação do uso, pela administração, da base contábil de continuidade operacional e, com base nas evidências de auditoria obtidas, se existe incerteza relevante em relação a eventos ou condições que possam levantar dúvida significativa em relação à
capacidade de continuidade operacional da Companhia e suas controladas. Se concluirmos que existe incerteza relevante, devemos chamar atenção em nosso relatório de auditoria para as respectivas divulgações nas demonstrações financeiras individuais e consolidadas ou incluir
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Todavia, eventos ou condições futuras podem levar a Companhia e suas controladas a não mais se manterem em continuidade operacional.
- Avaliamos a apresentação geral, a estrutura e o conteúdo das demonstrações financeiras, inclusive as divulgações e se as demonstrações financeiras individuais e consolidadas representam as correspondentes transações e os eventos de maneira compatível com o objetivo de apresentação adequada.
- Obtemos evidência de auditoria apropriada e suficiente referente às informações financeiras das entidades ou atividades de negócio do grupo para expressar uma opinião sobre as demonstrações financeiras individuais e consolidadas. Somos responsáveis pela direção, supervisão e desempenho da auditoria do grupo e, consequentemente, pela opinião de auditoria.
Comunicamo-nos com a administração a respeito, entre outros aspectos, do alcance planejado, da época da auditoria e das constatações significativas de auditoria, inclusive as eventuais deficiências significativas nos controles internos que identificamos durante nossos trabalhos.
São Paulo, 29 de março de 2018 KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6
Wagner Petelin Raniery Borges Marques Contador CRC 1SP142133/O-7 Contador CRC 1SP217700/O-3
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2017 2016 2017 2016 2017 2016 2017 2016
ATIVO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO
CIRCULANTE CIRCULANTE
Caixa e equivalentes de caixa 10 188 156 11.054 7.718 Fornecedores e outras contas a pagar 17 376 103 42.872 50.055 Títulos e valores mobiliários - - - 469 Empréstimos e financiamentos 18 - - 44.684 26.364 Contas a receber 11 - 176 311.850 248.866 Debêntures 19 - - 15.586 16.089 Dividendos a receber 12 1.728 1.186 - - Salários, beneficios e encargos sociais 20 - 1 8.175 8.739 Impostos a recuperar - 3 1.802 312 Impostos, taxas e contribuições 23 7 - 181.333 134.009 Estoques 13 - - 11.907 3.240 Imposto de renda e contribuição social - 1 2.266 2.067 Outras contas a receber - 29 781 2.466 Provisões 24 - - 3.055 3.055 Adiantamento a fornecedores - - 235 2.975 Total do passivo circulante 383 105 297.971 240.378 Total do ativo circulante 1.916 1.550 337.629 266.046
NÃO CIRCULANTE
NÃO CIRCULANTE Fornecedores e outras contas a pagar 17 1.919 416 229 215
Realizável a longo prazo: Empréstimos e financiamentos 18 - - 146.636 123.501
Títulos e valores mobiliários - - 4.617 1.472 Debêntures 19 - - - 15.395 Contas a receber de clientes - 119 5.822 10.192 Impostos, taxas e contribuições 23 - - 2.213 -Outras contas a receber - 4 503 508 Provisões 24 - - 13.463 11.983 Ativo fiscal diferido 21 - - 36.533 30.220 Total do passivo não circulante 1.919 416 162.541 151.094
Depósitos judiciais 14 - - 130.892 118.230
Total do realizável a longo prazo - 123 178.367 160.622 PATRIMÔNIO LÍQUIDO 25
Capital social 455.328 455.327 455.328 455.327 Investimentos 15 618.879 574.849 - - Reserva de lucros 163.165 120.674 163.165 120.674 Imobilizado - - 2.258 2.267 Total do patrimônio líquido 618.493 576.001 618.493 576.001
Intangível 16 - - 560.751 538.538
618.879
574.849 563.009 540.805 Total do ativo não circulante 618.879 574.972 741.376 701.427
TOTAL DO ATIVO 620.795 576.522 1.079.005 967.473 TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO 620.795 576.522 1.079.005 967.473
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
Controladora Consolidado Controladora Consolidado
Notas Explicativas
Notas Explicativas
7
2017 2016 2017 2016
RECEITA OPERACIONAL BRUTA 26 - - 523.459 469.208
Impostos incidentes sobre serviços prestados 26 - - (45.736) (40.794)
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA - - 477.723 428.414
Custo dos serviços prestados 27 (110) - (273.977) (260.538)
RESULTADO BRUTO (110) - 203.746 167.876
Despesas comerciais 28 (109) - (69.273) (63.474) Despesas administrativas 29 (1.740) (210) (52.536) (40.015) Outras receitas (despesas) operacionais, líquidas 31 (27) - (11.572) (7.819) Resultado de equivalência patrimonial 15 44.572 52.850 -
-RECEITAS E DEPESAS OPERACIONAIS LÍQUIDAS 42.696 52.640 (133.381) (111.308) LUCRO ANTES DAS RECEITAS E DESPESAS FINANCEIRAS 42.586 52.640 70.365 56.568
Receitas financeiras 30 16 41 20.222 36.178 Despesas financeiras 30 (107) (21) (39.538) (51.261)
RESULTADO FINANCEIRO LÍQUIDO (91) 20 (19.316) (15.083) LUCRO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL 42.495 52.660 51.049 41.485 IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL
Corrente 21 (4) (10) (32.226) (19.572) Diferido 21 - - 6.312 16.995 Incentivo lucro da exploração 21 - - 17.356 13.742
LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 42.491 52.650 42.491 52.650
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
Marcos Otávio Gondaline Contador CRC 1SP137002/O-4-S-AM
Diretor Presidente
PRÉVIA - NÃO AUDITADA
Notas Explicativas
Controladora Consolidado
8
2017 2016 2017 2016
Lucro líquido do exercício 42.491 52.650 42.491 52.650 Resultado Abrangente total do exercício 42.491 52.650 42.491 52.650
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
Marcos Otávio Gondaline Contador
CRC 1SP137002/O-4-S-AM
PRÉVIA - NÃO AUDITADA
Controladora Consolidado
Sérgio Antônio Rodrigues da Silva Braga Diretor Presidente
9
SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2015 455.327 3.512 64.512 - 523.351 Lucro líquido do exercício - - - 52.650 52.650 Reserva de lucros - - 50.017 (50.017) -Reserva legal - 2.633 - (2.633) -SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2016 455.327 6.145 114.529 - 576.001 Aumento do capital social 1 - - - 1 Lucro líquido do exercício - - - 42.491 42.491 Reserva de lucros - - 40.366 (40.366) -Reserva legal - 2.125 - (2.125) -SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2017 455.328 8.270 154.895 - 618.493
- - -
-As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
PRÉVIA - NÃO AUDITADA
Capital social Reserva legal retenção de Reserva de lucros Lucros acumulados Patrimônio líquido Reserva de lucros
Marcos Otávio Gondaline Contador
CRC 1SP137002/O-4-S-AM
Sérgio Antônio Rodrigues da Silva Braga Diretor Presidente
10
2017 2016 2017 2016
Concerto do celular
Lucro líquido do exercício 42.491 52.650 42.491 52.650
Itens que não afetam o caixa:
Depreciação e amortização - - 44.143 42.094
Baixa de imobilizado e intangível - - 1.170 306
Equivalência patrimonial (44.572) (52.850) - -Encargos financeiros e variação cambial sobre financiamentos, empréstimos, debêntures e mútuos 76 14 17.467 20.276 Encargos financeiros e variação monetária sobre obrigações fiscais - - 271
-Provisão/Reversão de ajustes de inventário - - 1.721 -Provisão para manutenção do sistema de saneamento - - - 85
Provisão para créditos de liquidação duvidosa - - 6.452 6.513 Ajuste a valor presente - Carteira de clientes - - (1.574) (741)
Provisão para contingências - - 14.563 10.005 Correção de depósitos judiciais - - (8.133) (22.753) Correção de tributos e contribuições - - 11.695 23.689 Imposto de renda e contribuição social correntes e diferido 4 10 8.558 (11.165) (Aumento) / Redução nos ativos operacionais: Contas a receber de clientes - - (63.999) (58.379) Títulos e valores mobiliários - - (2.676) 11.341 Contas a receber - partes relacionadas 176 59 508 (244)
Impostos a recuperar 4 (4) (1.490) 2.599 Estoques - - (10.387) 4.426 Outros créditos 32 (33) 1.689 (2.116) Depósitos judiciais - - (4.241) (9.564) Adiantamento a fornecedores - - 2.739 (847)
Aumento / (Redução) nos ativos operacionais: Fornecedores 273 9 (6.547) 22.288 Contas a pagar - partes relacionadas (1) 155 (1.985) 154
Salários, benefícios e encargos sociais (1) 1 (564) 851
Impostos, taxas e contribuições 7 - 37.793 30.714 Pagamento de contingências - - (13.368) (12.374) Outras contas a pagar - 1 1.349 (986)
Parcelamentos fiscais - - (228)
-Caixa aplicado nas / gerado pelas atividades operacionais (1.511) 12 77.417 108.822 Pagamento de imposto de renda e contribuição social (5) (9) (14.672) (5.825) Mútuos ativos - recebimento Juros 7 31 -
-Mútuos passivos - juros pagos - - - (545)
Debêntures - juros pagos - - (3.411) (6.530) Empréstimos e financiamentos - juros pagos - - (12.631) (11.029) Caixa líquido aplicado nas / gerado pelas atividades operacionais (1.509) 34 46.703 84.893 FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO Mútuos ativos - aplicação - (127) -
-Mútuos ativos - recebimento principal 113 247 -
-Aquisição de investimento - (200) -
-Aquisições de imobilizado - - (737) (425)
Adição de intangível - - (66.782) (57.965) Caixa líquido gerado pelas / aplicado nas atividades de investimento 113 (80) (67.519) (58.390) FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO Mútuos passivos - captação 1.629 200 - 770 Mútuos passivos - pagamento principal (201) - - (2.141) Debêntures - pagamento principal - - (15.380) (15.380) Empréstimos e financiamentos - captação - - 69.205 16.771 Empréstimos e financiamentos - pagamento principal - - (29.673) (20.888)
Caixa líquido gerado pelas / aplicado nas atividades de financiamento 1.428 200 24.152 (20.868) AUMENTO LÍQUIDO DO SALDO DE CAIXAS E EQUIVALENTES DE CAIXA 32 154 3.336 5.635
Caixas e equivalentes de caixa no início do exercício 156 2 7.718 2.083 Caixas e equivalentes de caixa no fim do exercício 188 156 11.054 7.718
VARIAÇÃO DO CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA 32 154 3.336 5.635
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
11
Notas explicativas às demonstrações financeiras individuais e
consolidadas
1
Contexto operacional
A Companhia de Saneamento do Norte (“Companhia” ou “Grupo CSN” ou “CSN”), cuja sede está localizada na Rua 24 de Maio, 220, 1º andar, sala 102 Edificio Rio Negro Center, Bairro Centro, município de Manaus - AM, foi constituída em 26 de março de 2012 e tem como objeto social a participação em outras sociedades comerciais e civis, como sócia ou acionista, no país ou no exterior.
Os acionistas do Grupo CSN são Solví Participações em Projetos de Saneamento Ltda., que possui 50,00% do total das ações, SAAB Participações e Novos Negócios S.A., detentora de 25,50% do total das ações e EMPPA – Empresa de Participações em Projetos Ambientais S.A., detentora de 24,50% do total das ações.
O Grupo CSN é detentor de 100% das ações da Companhia Manaus Ambiental S.A.
(“Manaus”), cujo objeto social é o processo de execução, operação e exploração dos sistemas de abastecimento de água e esgotos sanitários na cidade de Manaus (AM). Esses serviços são executados mediante contrato de concessão firmado com a prefeitura, com prazo de vigência até 20 de julho de 2045, contado a partir de julho de 2000.
O Grupo CSN também é detentor de 100% das ações da Companhia Rio Negro Ambiental, Captação, Tratamento e Distribuição de Águas SPE S.A. (“Rio Negro Ambiental”), que tem por objeto a prestação de serviços públicos de produção, fornecimento de água tratada por atacado, com a operação de manutenção de captação, tratamento, adução e reservação, exclusivamente na área do Complexo PROAMA, nos termos da Concorrência nº 001/2016 – CML/PM, na forma de contrato de concessão celebrado com o Consórcio Público PROAMA, com prazo de vigência de 29 anos, válido até julho de 2045.
As demonstrações financeiras, individuais e consolidadas, do Grupo CSN abrangem o Grupo e suas controladas (conjuntamente referidas como ‘Grupo CSN’ e individualmente como
‘entidade do Grupo’).
2
Base de preparação
As demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas de acordo com as Normas
Internacionais de Relatório Financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards
Board (IASB) e também de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil (BR GAAP).
As demonstrações financeiras individuais da controladora foram elaboradas de acordo com o BR GAAP.
A emissão das demonstrações financeiras foi autorizada pela Diretoria em 29 de março de 2018. Após a sua emissão, somente os acionistas têm o poder de alterar as demonstrações financeiras.
12
Todas as informações relevantes próprias das demonstrações financeiras, e somente elas, estão sendo evidenciadas, e correspondem àquelas utilizadas pela Administração na sua gestão.
3
Moeda funcional e moeda de apresentação
Estas demonstrações financeiras individuais e consolidadas estão apresentadas em Real, que é a moeda funcional do Grupo CSN. Todos os saldos foram arredondados para o milhar mais próximo, exceto quando indicado de outra forma.
4
Uso de estimativas e julgamentos
Na preparação destas demonstrações financeiras individuais e consolidadas, a Administração utilizou julgamentos, estimativas e premissas que afetam a aplicação das políticas contábeis do Grupo CSN e os valores reportados dos ativos, passivos, receitas e despesas. Os resultados reais podem divergir dessas estimativas.
As estimativas e premissas são revisadas de forma continua. As revisões das estimativas são reconhecidas prospectivamente.
a.
Julgamentos
As informações sobre julgamentos realizados na aplicação das políticas contábeis que têm efeitos significativos sobre os valores reconhecidos nas demonstrações financeiras estão incluídas nas seguintes notas explicativas:
• Nota explicativa nº11 – Contas a receber de clientes: Apuração de crédito de liquidação duvidosa para registro de provisão sobre contas a receber;
• Nota explicativa nº15 – Investimento: Determinação se o Grupo CSN detém de fato controle sobre uma investida.
b.
Incertezas sobre premissas e estimativas
As informações sobre as incertezas sobre premissas e estimativas que possam vir a resultar em ajustes de exercício subsequentes estão incluídas nas seguintes notas explicativas:
• Nota explicativa nº16 – Intangível: Estimativa da vida útil dos bens para mensurar a amortização;
• Nota explicativa nº21 – Ativo fiscal diferido: Disponibilidade de lucro tributável futuro contra o qual prejuízos fiscais possam ser utilizados;
• Notas explicativas nº24 – Provisões: reconhecimento e mensuração de provisões e contingências: Principais premissas sobre a probabilidade e magnitude das saídas de recursos.
Mensuração do valor justo
Uma série de políticas e divulgações contábeis do Grupo CSNrequer a mensuração dos valores justos, para os ativos e passivos financeiros e não financeiros.
13
O Grupo CSNestabeleceu uma estrutura de controle relacionada à mensuração dos valores justos. Isso inclui uma equipe de avaliação que possui a responsabilidade geral de revisar todas as mensurações significativas de valor justo, incluindo os valores justos de Nível 3.
Ao mensurar o valor justo de um ativo ou um passivo, o Grupo CSN usa dados observáveis de mercado, tanto quanto possível. Os valores justos são classificados em diferentes níveis em uma hierarquia baseada nas informações (inputs) utilizadas nas técnicas de avaliação da seguinte forma:
Nível 1 – preços cotados (não ajustados) em mercados ativos para ativos e passivos idênticos;
Nível 2 – inputs, exceto os preços cotados incluídos no Nível 1, que são observáveis para o ativo ou passivo, diretamente (preços) ou indiretamente (derivado de preços); e
Nível 3 – inputs, para o ativo ou passivo, que não são baseados em dados observáveis de mercado (inputs não observáveis).
O Grupo CSN reconheceu as transferências entre níveis da hierarquia do valor justo no final do período das demonstrações financeiras em que ocorreram as mudanças, se aplicável.
O Grupo CSN revisa regularmente dados não observáveis significativos e ajustes de avaliação. Se a informação de terceiros, tais como cotações de corretoras ou serviços de preços, é utilizada para mensurar os valores justos, então o Grupo CSN analisa as evidências obtidas de terceiros para suportar a conclusão de que tais avaliações atendem os requisitos do CPC, incluindo o nível na hierarquia do valor justo em que tais avaliações devem ser classificadas.
5
Base de mensuração
As demonstrações financeiras individuais e consolidadas foram preparadas com base no custo histórico, com exceção dos instrumentos financeiros não-derivativos designados pelo valor justo por meio do resultado que são mensurados pelo valor justo.
6
Principais políticas contábeis
O Grupo CSN aplica as políticas contábeis descritas abaixo de maneira consistente a todos os exercícios apresentados nestas demonstrações financeiras.
Abaixo apresentamos um índice das principais políticas contábeis, cujos detalhes estão disponíveis nas páginas subsequentes:
(a) Base de consolidação (b) Receita operacional
(c) Despesas comerciais
(d) Receitas financeiras e despesas financeiras (e) Benefícios a empregados
14 (g) Ativos intangíveis
(h) Instrumentos financeiros
(i) Redução ao valor recuperável (Impairment) (j) Subvenções governamentais
a.
Base de consolidação
(i)
Controladas
O Grupo CSN controla uma entidade quando está exposta a, ou tem direito sobre, os retornos variáveis advindos de seu envolvimento com a entidade e tem a habilidade de afetar esses retornos exercendo seu poder sobre a entidade. As demonstrações financeiras de controladas são incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas a partir da data em que o controle se inicia até a data em que o controle deixa de existir.
Nas demonstrações financeiras individuais da controladora, as informações financeiras de controladas são reconhecidas por meio de do método de equivalência patrimonial.
(ii)
Perda de controle
Quando da perda de controle, o Grupo CSN desreconhece os ativos e passivos das controladas, qualquer participação de não-controladores e outros componentes registrados no patrimônio líquido referentes a essas controladas. Qualquer ganho ou perda originado pela perda de controle é reconhecido no resultado. Se o Grupo CSN retém qualquer participação na antiga subsidiária, então essa participação é mensurada pelo seu valor justo na data em que há a perda de controle.
(iii)
Transações eliminadas na consolidação
Saldos e transações intragrupo, e quaisquer receitas ou despesas não realizadas derivadas de transações intragrupo, são eliminados. Ganhos não realizados oriundos de transações com investidas registradas por equivalência patrimonial são eliminados contra o investimento na proporção da participação do Grupo CSN na investida. Perdas não realizadas são eliminados da mesma maneira como são eliminados os ganhos não realizados, mas somente na extensão em que não haja evidência de perda por redução ao valor recuperável.
b.
Receita operacional
A receita deve ser reconhecida quando for provável que benefícios econômicos futuros fluam para a entidade e esses benefícios possam ser confiavelmente mensurados.
O momento da transferência dos riscos e benefícios varia dependendo das condições individuais do contrato de prestação de serviços.
(i)
Receita de serviços prestados
O Grupo CSN está envolvido na prestação de serviços públicos e na administração de
infraestrutura relacionada ao serviço, referente ao fornecimento de água e nos serviços de coleta e tratamento de esgotos sanitários na condição de Concessionário.
15
As receitas são mensuradas pelos valores justos das contraprestações recebidas ou a receber, deduzidas de quaisquer descontos comerciais e/ou bonificações concedidos. A contraprestação é feita na forma de caixa ou equivalente de caixa e o valor da receita é o valor recebido ou a receber.
O fornecimento de água e os serviços de coleta e tratamento de esgotos sanitários não faturados até as datas dos balanços são mensurados e registrados contabilmente, a fim de possibilitar a contraposição dos custos e das receitas no respectivo exercício.
As receitas provenientes dos serviços de abastecimento de água são reconhecidas com base no volume entregue aos clientes, registrados em medidores. As receitas da prestação de serviços de coleta de esgoto são reconhecidas por ocasião do consumo de água ou por ocasião da prestação de serviços. As receitas ainda não faturadas representam receitas incorridas, cujo serviço foi prestado, mas ainda não foi faturado até o final de cada período. Elas são reconhecidas como contas a receber de clientes com base em estimativas mensais dos serviços completados.
(ii)
Receita de construção
De acordo com o contrato de concessão e seus respectivos aditamentos firmados junto à
Prefeitura de Manaus, as controladas Manaus Ambiental S.A e Rio Negro Ambiental, Captação, Tratamento e Distribuição de Águas SPE S.A., se comprometeram a implementar um plano de investimento que consiste na ampliação e melhoria da infraestrutura de água e esgoto no município. Desta forma, ficou pactuado que parte das receitas auferidas junto aos usuários dos serviços públicos devem ser revertidos para o cumprimento do referido plano. Portanto, a receita de contratos de construção é determinada com base no método de estágio de conclusão desses investimentos.
Em virtude de as controladas não auferirem margem de lucro na implementação do referido plano de investimento, os custos incorridos na aquisição, melhoria ou ampliação da
infraestrutura de água e esgoto são idênticos aos valores das receitas reconhecidas.
A receita de construção compreende o valor inicial acordado no contrato de concessão acrescido de quaisquer variações decorrentes de solicitações adicionais, reivindicações e os pagamentos de incentivos contratuais, na medida em que seja provável que elas irão resultar em receita e possam ser mensuradas de forma confiável. Quando o resultado de um contrato de construção possa ser estimado de maneira confiável, a receita do contrato é reconhecida no resultado com base na proporção do estágio de conclusão do investimento.
c.
Despesas Comerciais
As despesas comerciais são compostas, basicamente, de baixa efetiva de títulos inadimplentes.
d.
Receitas financeiras e despesas financeiras
As receitas financeiras compreendem receitas de juros sobre aplicações financeiras, juros recebidos, descontos obtidos e correção de depósitos judiciais.
As despesas financeiras compreendem despesas de juros sobre empréstimos e financiamentos, debêntures, ajuste a valor presente do contas a receber, custos de empréstimos que não são diretamente atribuíveis à aquisição, construção ou produção de um ativo qualificável, despesas bancárias e correção de tributos e contribuições.
16
A receita de juros e a despesa de juros são reconhecidas no resultado, por meio do método dos juros efetivos.
e.
Benefícios a empregados
(i)
Benefícios de curto prazo a empregados
Obrigações de benefícios de curto prazo a empregados são reconhecidas como despesas de pessoal conforme o serviço correspondente seja prestado. O passivo é reconhecido pelo montante do pagamento esperado caso o Grupo CSN tenha uma obrigação legal ou construtiva presente de pagar esse montante em função de serviço passado prestado pelo empregado, e a obrigação possa ser estimada de maneira confiável.
(ii)
Participação nos lucros
As controladas reconhecem uma provisão e uma despesa de participação nos resultados de empregados e administradores com base no cumprimento de metas operacionais de desempenho e de qualidade dos serviços prestados, conforme previsto nos acordos coletivos de trabalho firmados com sindicatos, bem como pela política interna de remuneração.
(iii)
Planos de contribuição definida
As obrigações por contribuições aos planos de contribuição definida são reconhecidas no resultado como despesas com pessoal quando os serviços relacionados são prestados pelos empregados. As contribuições pagas antecipadamente são reconhecidas como um ativo na extensão em que um ressarcimento de caixa ou uma redução em futuros pagamentos esteja disponível.
f.
Imposto de renda e contribuição social
O imposto de renda e a contribuição social do exercício corrente e diferido são calculados com base nas alíquotas de 15%, acrescidas do adicional de 10% sobre o lucro tributável excedente de R$240 para imposto de renda e 9% sobre o lucro tributável para contribuição social sobre o lucro líquido, e consideram a compensação de prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social, limitada a 30% do lucro real.
A controlada Manaus, possui incentivo fiscal que reduz o Imposto de Renda em 75% até o ano calendário 2012, o qual é claculado com base no lucro da exploração.
Face à existência do incentivo fiscal na Manaus, a alíquota efetiva do imposto de renda somado à contribuição social é calculada conforme segue:
Imposto de Renda (IR)
. Alíquota cheia => 25% (-) aplicação do incentivo fiscal 75% = 6,25%
Contribuição Social (CS) . Alíquota cheia=> 9%
17
A despesa com imposto de renda e contribuição social compreende os impostos correntes e diferidos. O imposto corrente e o imposto diferido são reconhecidos no resultado a menos que estejam relacionados à combinação de negócios, ou a itens diretamente reconhecidos no patrimônio líquido ou em outros resultados abrangentes.
(i)
Imposto corrente
O imposto corrente é o imposto a pagar estimado sobre o lucro tributável do exercícioe qualquer ajuste aos impostos a pagar com relação aos exercícios anteriores. Ele é mensurado com base nas taxas de impostos decretadas ou substantivamente decretadas na data do balanço.
O imposto corrente ativo e passivo é compensado somente se alguns critérios forem atendidos.
(ii)
Imposto diferido
O imposto diferido é reconhecido com relação às diferenças temporárias entre os valores contábeis de ativos e passivos para fins contábeis e os correspondentes valores usados para fins de tributação.
Um ativo de imposto de renda e contribuição social diferido é reconhecido em relação aos prejuízos fiscais, créditos fiscais e diferenças temporárias dedutíveis não utilizados na extensão em que seja provável que lucros futuros tributáveis estarão disponíveis, contra os quais serão utilizados. Ativos de imposto de renda e contribuição social diferidos são revisados a cada data de balanço e são reduzidos na extensão em que sua realização não seja mais provável.
O imposto diferido é mensurado com base nas alíquotas que se espera aplicar às diferenças temporárias quando elas forem revertidas, baseando-se nas alíquotas que foram decretadas ou substantivamente decretadas até a data do balanço.
A mensuração do imposto diferido reflete as consequências tributárias que seguiriam a maneira sob a qual o Grupo CSN espera, ao final do exercício de elaboração das demonstrações
financeiras, recuperar ou liquidar o valor contábil de seus ativos e passivos.
O imposto diferido ativo e passivo é compensado somente se alguns critérios forem atendidos.
(iii)
Incentivo sobre o lucro da exploração
O incentivo fiscal tem como fonte a redução de imposto sobre a renda e adicionais não restituíveis, calculado com base no lucro da exploração, e destinam-se às pessoas jurídicas titulares de projetos de implantação, modernização, ampliação ou diversificação de empreendimentos.
g.
Ativos intangíveis
(i)
Reconhecimentos e mensuração
Ativos intangíveis são reconhecidos pelo custo de aquisição deduzido da amortização acumulada e quaisquer perdas acumuladas de redução ao valor recuperável (impairment).
18
(ii)
Gastos iniciais
Os gastos iniciais referem-se aos investimentos necessários identificados durante visita técnica para recuperar a infraestrutura existente em condições de prestar o serviço de acordo com as condições de operacionalidade contratada pelo Poder Concedente na controlada Rio Negro Ambiental.
(iii)
Bens reversíveis
Os bens vinculados à concessão das controladas Manaus e Rio Negro Ambiental, como os sistemas de captações (inclusive poços artesianos), as redes adutoras, coletoras e de distribuição, os reservatórios, as estações de tratamento de água e esgoto, os interceptores, os emissários, as estações elevatórias e as ligações de água e esgoto serão reversíveis ao Poder Concedente no encerramento do contrato de concessão.
Um ativo intangível dos bens reversíveis foi reconhecido em 1º de janeiro de 2010, em
conformidade com a adoção da Interpretação do Comitê de Pronunciamentos Contábeis – ICPC 01 (R1). Quando o Poder Concedente tiver uma obrigação de pagamento para somente parte do investimento, é reconhecido o valor de ativo financeiro pela quantia garantida pelo Concedente e o excesso que não é garantido pelo Concedente é reconhecido como ativo intangível (“modelo bifurcado”).
O valor amortizável dos bens vinculados à concessão registrados como ativo intangível é apropriado de forma sistemática ao longo do contrato de concessão ou de sua vida útil estimada, dos dois o menor.
O enquadramento dos bens vinculados a concessão como ativo intangível requer inicialmente uma análise das características comuns aos contratos de concessão:
• Contratos de concessão envolvem a prestação de serviços públicos e a administração de infraestrutura relacionada ao serviço, que são concedidas ao Concessionário;
• A parte que concede o contrato de prestação de serviço (Concedente) é um órgão público ou uma entidade pública, ou entidade privada para qual foi delegado o serviço;
• O Concessionário é responsável ao menos por parte da gestão da infraestrutura e serviços relacionados, não atuando apenas como mero agente, em nome do Poder Concedente; • O contrato estabelece o preço inicial a ser cobrado pelo Concessionário, regulamentando
suas revisões durante toda sua vigência;
• O Concessionário fica obrigado a entregar a infraestrutura ao Poder Concedente em determinadas condições especificadas no final do contrato, por pequeno ou nenhum valor adicional, independentemente de quem tenha sido o seu financiador;
A infraestrutura usada pelas controladas sujeita ao contrato de concessão são controladas pelo Poder Concedente, conforme previsto no ICPC 1 (R1), quando:
• O Poder Concedente controla ou regulamenta quais serviços o Concessionário deve prestar com a infraestrutura, a quem os serviços devem ser prestados e o preço;
19
• O Poder Concedente controla - por meio de titularidade, usufruto ou de outra forma
qualquer participação residual significativa na infraestrutura no final da vigência do contrato de concessão;
O Concessionário possui o direito de receber remuneração sobre os serviços de construção da infraestrutura do contrato de concessão, sendo:
• Um ativo financeiro quando tem o direito contratual incondicional de receber caixa ou outro ativo financeiro do Poder Concedente pelos serviços de construção; Neste caso, o Poder Concedente tem pouca ou nenhuma opção para evitar o pagamento, normalmente porque o contrato é executável por lei;
•
Um ativo intangível quando recebe o direito (autorização) de cobrar os usuários dosserviços públicos. Esse direito não constitui direito incondicional de receber caixa porque os valores são condicionados à utilização do serviço pelo público.
(iv)
Softwares
Os direitos de uso de software são demonstrados ao valor de custo histórico de aquisição, sendo amortizados linearmente pela vida útil estimada dos bens.
(v)
Gastos subsequentes
Os gastos subsequentes são capitalizados somente quando eles aumentam os benefícios econômicos futuros incorporados no ativo específico aos quais se relacionam. Todos os outros gastos, incluindo gastos com ágio gerado internamente e marcas e patentes, são reconhecidos no resultado conforme incorridos.
(vi)
Amortização
A amortização é calculada para realizar o custo de itens do ativo intangível, menos seus valores residuais estimados, utilizando o método linear baseado na vida útil estimada dos itens. A amortização é geralmente reconhecida no resultado.
Os métodos de amortização, as vidas úteis e os valores residuais são revistos a cada data de balanço e ajustados caso seja apropriado.
As vidas úteis estimadas estão descritas na nota explicativa nº 16.
h.
Instrumentos financeiros
O Grupo CSN classifica os ativos financeiros não derivativos nas seguintes categorias: ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado, empréstimos e recebíveis.
O Grupo CSN classifica passivos financeiros não derivativos na categoria de outros passivos financeiros.
(i)
Ativos financeiros não derivativos - reconhecimento e desreconhecimento
O Grupo CSN reconhece os empréstimos e recebíveis e instrumentos de dívida inicialmente na data em que foram originados. Todos os outros ativos e passivos financeiros são reconhecidos na data da negociação.
20
O Grupo CSN desreconhece um ativo financeiro quando os direitos contratuais aos fluxos de caixa do ativo expiram, ou quando o Grupo CSN transfere os direitos ao recebimento dos fluxos de caixa contratuais sobre um ativo financeiro em uma transação no qual essencialmente todos os riscos e benefícios da titularidade do ativo financeiro são transferidos. Qualquer participação que seja criada ou retida o Grupo CSN nos ativos financeiros transferidos, é reconhecida como um ativo ou passivo separado.
O Grupo CSN desreconhece um passivo financeiro quando sua obrigação contratual é retirada, cancelada ou suspensa.
Os ativos ou passivos financeiros são compensados e o valor líquido apresentado no balanço patrimonial quando, somente quando, o Grupo CSN tenha o direito legal de compensar os valores e tenha a intenção de liquidar em uma base líquida ou de realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente.
(ii)
Ativos financeiros não derivativos - Mensuração
Ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado
Um ativo financeiro é classificado como mensurado pelo valor justo por meio do resultado caso seja classificado como mantido para negociação ou seja designado como tal no momento do reconhecimento inicial. Os custos da transação são reconhecidos conforme incorridos. Ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado são medidos pelo valor justo e mudanças no valor justo desses ativos, incluindo ganhos com juros e dividendos, são reconhecidas no resultado do exercício.
Empréstimos e recebíveis
Esses ativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, os empréstimos e recebíveis são medidos pelo custo amortizado utilizando o método dos juros efetivos.
(iii)
Passivos financeiros não derivativos
Passivos financeiros não derivativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo deduzido de quaisquer custos de transações atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, esses passivos financeiros são mensurados pelo custo amortizado utilizando o método dos juros efetivos.
(iv)
Capital social
Ações ordinárias e preferenciais
Custos adicionais diretamente atribuíveis à emissão de ações e opções de ações são
reconhecidos como dedução do patrimônio líquido, líquido de quaisquer efeitos tributários.
i.
Redução ao valor recuperável (Impairment)
(i)
Ativos financeiros não-derivativos
Ativos financeiros não classificados como ativos financeiros ao valor justo por meio do
resultado, incluindo investimentos contabilizados pelo método da equivalência patrimonial, são avaliados a cada data de balanço para determinar se há evidência objetiva de impairment.
21
Evidência objetiva de que ativos financeiros tiveram perda de valor inclui: • inadimplência ou atrasos do devedor;
• reestruturação de um valor devido o Grupo CSN em condições que o Grupo CSN não consideraria em condições normais;
• indicativos de que o devedor ou emissor irá entrar em falência;
• mudanças negativas na situação de pagamentos dos devedores ou emissores; • o desaparecimento de um mercado ativo para o instrumento; ou
• dados observáveis indicando que houve um declínio na mensuração dos fluxos de caixa esperados de um grupo de ativos financeiros.
(ii)
Ativos financeiros mensurados ao custo amortizado
O Grupo CSN considera evidência de perda de valor de ativos mensurados pelo custo
amortizado tanto no nível individual como no nível coletivo. Todos os ativos individualmente significativos são avaliados quanto à perda por redução ao valor recuperável. Aqueles
identificados como não tendo sofrido perda de valor individualmente são então avaliados coletivamente quanto a qualquer perda de valor que tenha ocorrido, mas não tenha sido ainda identificada. Ativos que não são individualmente significativos são avaliados coletivamente quanto à perda de valor com base no agrupamento de ativos com características de risco similares.
Ao avaliar a perda por redução ao valor recuperável de forma coletiva, o Grupo CSN utiliza tendências históricas do prazo de recuperação e dos valores de perda incorridos, ajustados para refletir o julgamento da Administração sobre se as condições econômicas e de crédito atuais são tais que as perdas reais provavelmente serão maiores ou menores que as sugeridas pelas
tendências históricas.
Uma perda por redução ao valor recuperável é calculada como a diferença entre o valor contábil e o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados, descontados à taxa de juros efetiva original do ativo. As perdas são reconhecidas no resultado e refletidas em uma conta de
provisão. Quando o Grupo CSN considera que não há expectativas razoáveis de recuperação, os valores são baixados. Quando um evento subsequente indica uma redução da perda de valor, a redução na perda de valor é revertida por meio do resultado.
(iii)
Ativos não financeiros
Os valores contábeis dos ativos não financeiros do Grupo CSN, que não o imposto de renda e contribuição social diferidos ativos, são revistos a cada data de balanço para apurar se há indicação de perda no valor recuperável. Caso ocorra tal indicação, então o valor recuperável do ativo é estimado.
Para testes de redução no valor recuperável, os ativos são agrupados no menor grupo possível de ativos que gera entradas de caixa pelo seu uso contínuo, majoritariamente independente das entradas de caixa de outros ativos, ou Unidades Geradoras de Caixa (“UGCs”).
22
O valor recuperável de um ativo ou UGC é o maior entre seus valores em uso ou seu valor justo menos custos para vender. O valor em uso é baseado em fluxos de caixa futuros estimados, descontados ao seu valor presente usando uma taxa de desconto antes dos impostos que reflete as avaliações atuais de mercado do valor do dinheiro no tempo e os riscos específicos do ativo ou da UGC.
Uma perda por redução no valor recuperável é reconhecida se o valor contábil do ativo ou UGC exceder o seu valor recuperável.
Perdas por redução no valor recuperável são reconhecidas no resultado. As perdas de valor recuperável são revertidas somente na extensão em que o valor contábil do ativo não exceda o valor contábil que teria sido apurado, líquido de depreciação ou amortização, caso a perda de valor não tivesse sido reconhecida.
j.
Subvenções governamentais
A Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia – SUDAM visando a modernização de empreendimentos de infraestrutura em sua área de atuação expediu o laudo constitutivo do direito a redução de 75% do Imposto de Renda e adicionais não restituíveis calculados sobre o lucro da exploração, com fruição por 10 anos vigorando até o ano calendário de 2021.
A controlada Manaus em contrapartida deverá atender algumas obrigações como a de aplicar o valor de redução do IRPJ em atividades diretamente ligadas a produção ou operação na área de atuação do SUDAM.
A apuração é realizada mensalmente e reconhecida contabilmente registrando-se o imposto total no resultado como se devido fosse, em contrapartida à receita de subvenção equivalente, a serem demonstrados um deduzido do outro.
7
Novas normas e interpretações ainda não efetivas
Uma série de normas ou alterações de normas e interpretações serão efetivas para exercícios iniciados após 1ºde janeiro de 2018. A Companhia não adotou essas alterações na preparação destas demonstrações financeiras e não planeja adotar estas normas de forma antecipada.
(i) CPC 48 (IFRS 9) – Instrumentos Financeiros
O CPC 48 (IFRS 9) - Instrumentos Financeiros, estabelece requerimentos para reconhecer e mensurar ativos financeiros, passivos financeiros e alguns contratos para comprar ou vender itens não financeiros. Esta norma substitui o CPC 38 / IAS 39 – Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração.
O CPC 48 (IFRS 9) contém três principais categorias de classificação para ativos financeiros: mensurados ao custo amortizado, ao Valor Justo por meio de Outros Resultados Abrangentes (VJORA) e ao Valor Justo por meio do Resultado (VJR). A norma elimina as categorias existentes na CPC 38 (IAS 39) de mantidos até o vencimento, empréstimos e recebíveis e disponíveis para venda.
Com base na avaliação, a Companhia não considera que os novos requerimentos de
classificação terão um impacto significativo na contabilização de Contas a receber, empréstimos e financiamento e debêntures.
23
O CPC 48 (IFRS 9) substitui o modelo de “perdas incorridas” do CPC 38 (IAS 39) por um modelo prospectivo de “perdas de crédito esperadas”. Isso exigirá um julgamento relevante sobre como as mudanças em fatores econômicos afetam as perdas esperadas de crédito, que serão determinadas com base em probabilidades ponderadas.
De acordo com o CPC 48 (IFRS 9), as provisões para perdas esperadas serão mensuradas em uma das seguintes bases:
• Perdas de crédito esperadas para 12 meses, ou seja, perdas de crédito que resultam de possíveis eventos de inadimplência dentro de 12 meses após a data base; e
• Perdas de crédito esperadas para a vida inteira, ou seja, perdas de crédito que resultam de todos os possíveis eventos de inadimplência ao longo da vida esperada de um instrumento financeiro.
A Companhia acredita que as perdas por redução ao valor recuperável deverão aumentar e torna-se mais voláteis para os ativos no modelo do CPC 48 (IFRS 9), pois serão considerados, para fins de provisão para créditos de liquidação duvidosa, além dos títulos vencidos, também os títulos a vencer.
A Administração da Companhia está avaliando a norma e, em virtude do atual estágio das análises - que envolve uma adaptação no sistema de gestão, não foi possível estimar de forma razoavelmente confiável qual o impacto a ser considerado em função dessa mudança.
(ii)
CPC 47 (IFRS 15) – Receita de contrato com clientesO CPC 47 (IFRS 15) introduz uma estrutura abrangente para determinar se e quando uma receita é reconhecida, e como a receita é mensurada. O CPC 47 (IFRS 15) substitui as atuais normas para o reconhecimento de receitas, incluindo o CPC 30 (IAS 18) Receitas, entre outras.
O CPC 47 (IFRS 15) estabelece um modelo de cinco etapas para contabilização de receitas decorrentes de contratos com clientes, de tal forma que uma receita é reconhecida por um valor que reflete a contrapartida a que uma entidade espera ter direito em troca de transferência de bem ou serviços para um cliente.
As 5 etapas são: 1) identificar os contratos com o cliente; 2) identificar as obrigações de
desempenho do contrato; 3) determinar o preço da transação; 4) alocar o preço da transação para as obrigações de desempenho do contrato; e 5) reconhecer a receita quando (ou na medida que) a entidade satisfaz as obrigações de desempenho.
Até o momento, com base em sua avaliação preliminar, a Companhia não identificou impactos significativos em comparação com as atuais normas de receitas (CPC 30 (IAS 18)) em relação ao reconhecimento da receita. Contudo espera-se que as notas explicativas às Demonstrações Financeiras venham a ser ampliadas.
A Companhia não adotou antecipadamente essa norma. A Administração da Companhia avaliou a norma e seus impactos e entende que a aplicação deste pronunciamento não irá gerar impacto significativo nas suas demonstrações financeiras, sejam elas no resultado do exercício, bem como em seu patrimônio líquido.
24
(iii)
CPC 06 (R2) (IFRS 16) (Arrendamentos)O CPC 06 (R2) (IFRS 16) introduz um modelo único de contabilização de arrendamentos no balanço patrimonial para arrendatários. Um arrendatário reconhece um ativo de direito de uso que representa o seu direito de utilizar o ativo arrendado e um passivo de arrendamento que representa a sua obrigação de efetuar pagamentos do arrendamento. Isenções opcionais estão disponíveis para arrendamentos de curto prazo e itens de baixo valor. A contabilidade do arrendador permanece semelhante à norma atual, isto é, os arrendadores continuam a classificar os arrendamentos em financeiros ou operacionais.
A norma é efetiva para períodos anuais com início em ou após 1º de janeiro de 2019.
A Companhia pretendem aplicar a o CPC 06 (R2) (IFRS 16) inicialmente, usando a abordagem retrospectiva modificada. Portanto, o efeito cumulativo da adoção do CPC 06 (R2) (IFRS 16) será reconhecido como um ajuste ao saldo de abertura dos lucros acumulados em 1º de janeiro de 2019, sem atualização das informações comparativas.
A Companhia não é obrigada a fazer ajustes para arrendamentos em que é um arrendador, exceto quando é um arrendador intermediário em um subarrendamento.
8
Instrumentos financeiros
Gerenciamento dos riscos financeiros
Os principais riscos da administração são monitorados nas diversas instâncias da Governança do Grupo CSN.
O Grupo CSN não utiliza instrumentos financeiros derivativos.
i.
Estrutura de gerenciamento de riscos
O Conselho de Administração do Grupo CSN tem a responsabilidade global para o estabelecimento e supervisão da estrutura de gerenciamento de risco do Grupo CSN.
As políticas de gerenciamento de risco do Grupo CSN são estabelecidas para identificar e analisar os riscos aos quais o Grupo CSN estão expostas, para definir limites de riscos e controles apropriados, e para monitorar os riscos e a aderência aos limites definidos.
As políticas de gerenciamento de risco e os sistemas são revisados regularmente para refletir mudanças nas condições de mercado e nas atividades do Grupo CSN. O Grupo CSN por meio de suas normas e procedimentos de treinamento e gerenciamento, busca manter um ambiente de disciplina e controle no qual todos os colaboradores tenham consciência de suas atribuições e obrigações.
a.
Risco de mercado
• Risco de câmbioAs operações efetuadas pelo Grupo CSN são realizadas no mercado interno e não são afetadas pela variação cambial.
25 • Risco de taxa de juros
O risco de taxa de juros do Grupo CSN decorrem, substancialmente, de empréstimos de financiamentos e debêntures. As captações são efetivadas majoritariamente com taxas de juros baseadas em cestas de índices pós fixados e spread pré-fixado, sempre dentro de condições normais de mercado, atualizadas e registradas pelo valor de liquidação na data do encerramento do balanço.
O Grupo CSN realiza análise de sensibilidade dos principais riscos aos quais seus instrumentos financeiros estão expostos. Para a análise de sensibilidade de variações nas taxas de juros, a administração adotou para o cenário provável as mesmas taxas utilizadas na data de
encerramento do balanço patrimonial. Os cenários II e III foram estimados com uma valorização adicional de 25% e 50%, respectivamente, já os cenários IV e V estimam uma desvalorização adicional de 25% e 50%, respectivamente, das taxas no cenário provável.
Consolidado Taxa de juros - média efetiva em Exposição Patrimonial 31/12/2017 Empréstimos e financiamentos 191.320 8,01% 191.320 191.497 191.674 191.144 190.967 Debêntures 15.586 9,83% 15.586 15.639 15.692 15.532 15.479 230 460 (230) (460) Efeito no resultado Cenários Exposição R$ I - Provável II - 25% III - 50% IV -(25% ) V -(50% )
Este risco surge da possibilidade que o Grupo CSN pode sofrer perdas devido a flutuações nos índices (TJLP, SELIC, CDI), aumentando as despesas financeiras relacionadas a empréstimos e financiamentos e debêntures.
O Grupo CSN monitora os índices de mercado continuamente para avaliar os impactos potencias nas despesas financeiras e a possível necessidade de substituir sua dívida. • Risco de preços
Os valores das tarifas dos serviços prestados são reajustados de acordo com índices definidos no Contrato de Concessão. As tarifas de acordo com o contrato de concessão devem garantir o equilíbrio econômico-financeiro do Grupo CSN.
• Risco de contrato de concessão
O risco de contrato de concessão está atrelado diretamente ao não cumprimento das obrigações definidas em cláusulas contratuais, bem como os direitos serem garantidos pelo Poder
Concedente.
b.
Risco de créditos
Risco de crédito é o risco do Grupo CSN incorrer em perdas financeiras caso um cliente ou de uma contraparte em um instrumento financeiro falhe em cumprir com suas obrigações
contratuais. Esse risco é principalmente proveniente das contas a receber de clientes e de instrumentos financeiros do Grupo CSN.
26
Nota Explicativa 2017 2016
Caixa e equivalentes de caixa 10 11.054 7.718
Títulos e valores mobiliários 4.617 1.941
Contas a receber de clientes 11 317.672 259.058
Outras contas a receber 1.284 2.974 334.627
271.691
Consolidado
Para mitigar o risco de possibilidade do Grupo CSN ter perdas decorrentes de inadimplência de suas instituições financeiras depositárias de recursos ou de investimentos financeiros, o Grupo CSN adota como prática somente realizar operações com instituições financeiras de baixo risco avaliadas por agências de rating.
c.
Risco de liquidez
A liquidez do Grupo CSN depende principalmente do caixa gerado pelas atividades
operacionais, empréstimos de instituições financeiras brasileiras e financiamento doméstico. A gestão do risco de liquidez considera a avaliação dos requisitos de liquidez para assegurar que o Grupo CSN dispunha de caixa suficiente para atender suas despesas de capital e operacionais.
A tabela a seguir analisa os passivos do Grupo CSN, por faixas de vencimento, que compreende ao período remanescente no balanço patrimonial até a data contratual do vencimento. Os valores apresentados não contemplam taxa de descontos contratuais.
Menos Entre Entre Mais
de 1 ano 1 e 2 anos 3 e 5 anos de 5 anos Total Empréstimos e financiamentos (a) 57.465 39.967 75.076 68.241 240.749 Fornecedores e outras contas a pagar 42.872 229 - - 43.101 Debêntures (a) 15.812 - - - 15.812
Total 116.149 40.196 75.076 68.241 299.662 2017
27
Menos Entre Entre Mais
de 1 ano 1 e 2 anos 3 e 5 anos de 5 anos Total Empréstimos e financiamentos (a) 37.460 32.415 69.278 51.249 190.402 Fornecedores e outras contas a pagar 50.055 215 - - 50.270 Debêntures (a) 19.186 16.831 - - 36.017
Total 106.701 49.461 69.278 51.249 276.689 2016
Consolidado
(a) Difere do valor contábil, pois refere-se ao valor estimado de desembolso.
Adicionalmente, conforme estabelecido em contratos de financiamentos existentes por intermédio da investida Manaus, o Grupo CSN compromete-se com covenants financeiros estabelecidos com o intuito de garantir o controle do endividamento do Grupo CSN em função do caixa operacional gerado e a capacidade do Grupo CSN em honrar o pagamento de suas dívidas. Os covenants e suas metas foram estabelecidos pelos próprios agentes financiadores dentro de condições normais de mercado.
O Grupo CSN monitora continuamente a evolução e a projeção dos covenants estabelecidos para avaliar a necessidade de revisões de orçamento e estabelecimento de planos de contenção de custos e despesas.
ii.
Estimativa de valor justo
Conforme o CPC 40 (R1), “Instrumentos Financeiros: Evidenciação”, o valor justo é definido como o preço de troca que seria recebido por um ativo ou pago por transferir um passivo (preço de transferência) no principal ou o mais vantajoso mercado para o ativo ou passivo numa transação normal entre participantes independentes do mercado na data de mensuração.
A Administração entende que os valores justos são, substancialmente, similares aos valores contábeis registrados.
iii.
Gerenciamento de capital
Os objetivos do Grupo CSN durante o processo de administração do seu capital são garantir a capacidade de continuidade das suas operações, visando oferecer retorno aos acionistas, bem como manter uma estrutura de capital ideal para diminuir os custos.
Para manter boas práticas na gestão da estrutura de capital, o Grupo CSN, quando aprovado pelos acionistas controladores, pode rever sua política de distribuição de dividendos, emitir novas ações ou reduzir capital.
O Grupo CSN adota o índice de alavancagem financeira para monitorar e analisar sua estrutura de capital. Considera-se como dívida líquida, para fins desta análise, o saldo total dos passivos circulantes e não circulantes, subtraídos do montante de caixa e equivalente de caixa.
Os índices de alavancagem financeira em 31 de dezembro de 2017 e 2016 podem ser apresentados conforme demonstrados abaixo:
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2017 2016
Total do passivo 460.512 391.472
(-) Caixa e equivalentes de caixa (11.054) (7.718)
Divida Líquida 449.458 383.754
Patrimonio Líquido 618.493 576.001
Índice de Alavancagem 72,67% 66,62%
Consolidado
(iv)
Valor justo dos instrumentos financeiros
Os valores justos e os saldos contábeis dos instrumentos financeiros, em 31 de dezembro de 2017 e 2016, estão demonstrados a seguir:
Valor Valor Valor Valor
Hierarquia valor justo
Categoria
contábil justo contábil justo
Ativos financeiros:
Caixa e equivalentes de caixa Nível 2 Valor justo por meio do
resultado 11.054 11.054 7.718 7.718 Títulos e valores mobiliários Nível 2 Valor justo por meio do
resultado 4.617 4.617 1.472 1.472
Contas a receber Nível 2 Valor justo por meio do
resultado 317.662 317.662 259.058 259.058 Outras contas a receber Nível 2 Empréstimos e recebíveis 1.284 1.284 2.974 2.974
Total 334.617 334.617 271.222 271.222
Passivos financeiros: Fornecedores e outras contas a pagar
Nível 2 Passivos financeiros ao
custo amortizado 43.101 43.101 50.270 50.270 Empréstimos e
financiamentos
Nível 2 Passivos financeiros ao
custo amortizado 191.320 191.320 149.865 149.865
Debêntures Nível 2 Passivos financeiros ao
custo amortizado 15.586 15.738 31.484 32.273
Total 250.007 250.159 231.619 232.408
2017 2016
O valor justo dos instrumentos financeiros foi determinado conforme descrito a seguir: • Os saldos em caixa e bancos têm seus valores justos idênticos aos saldos contábeis. • As aplicações financeiras em CDBs (Certificado de Depósito Bancário) e instrumentos
similares possuem liquidez diária com recompra na “curva do papel” e, portanto, o Grupo CSN entende que seu valor justo corresponde ao seu valor contábil.
• O valor justo é calculado baseando-se no valor presente do principal e fluxos de caixa futuros, descontados pela taxa de mercado dos juros apurados na data de mensuração. Quanto ao componente passivo dos instrumentos conversíveis de dívida, a taxa de juros de mercado é apurada por referência a passivos semelhantes que não apresentam uma opção de conversão.