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Interface do Controle de Infecções com o Serviço de Nutrição

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(1)

Interface do Controle de

Infecções com o Serviço de

Nutrição

Enfª Lahir Chaves Dias

II Jornada de Nutrição Hospitalar do Sindihospa

Centro de Eventos do Hotel Plaza São Rafael

(2)

As doenças transmitidas pelos

alimentos representam um grau

considerável de morbidade e de

mortalidade, especialmente em

populações clinicamente

debilitadas.

1. 1.

(3)

Quanto carga microbiana

Período de incubação

Gravidade dos efeitos

(4)

Objetivos do SND

• Fornecer nutrição ideal aos pacientes,

funcionários e acompanhantes com segurança

e higiene.

pacientes

funcionários

• SND acompanhantes

nutrição enteral

lactário

1.

(5)

Unidade de Alimentação e Nutrição

em Serviços de Saúde

Fornecer alimentação adequada às necessidades nutricionais do paciente, isenta de contaminação inaceitável:

• biológica: bactérias, vírus, parasitas, fungos, etc • física: fragmentos de metal, vidro, pedra, etc

• química: produtos de limpeza, antibióticos, aditivos (sulfito), etc OMS: 60% das doenças de origem alimentar decorrem de falhas no

(6)

Erros mais frequentes que levam à transmissão

de enfermidades pelos alimentos em todo o

mundo, segundo a OMS

• Preparação de alimentos com demasiada

antecedência ao seu consumo.

• Alimentos preparados e deixados por muito

tempo em temperaturas que permitem a

proliferação de microrganismos.

• Cocção insuficiente.

• Contaminação cruzada.

• Pessoas infectadas ou colonizadas manipulando

os alimentos.

(7)

Tipo de erro Hospitais(N=71) N° % Assistência N° % Outros locais N° % Temperatura de conservação inadequada 30 42 35 39 1940 39 Preparo inadequado 12 17 11 12 635 13 Más condições de higiene pessoal 9 13 21 23 932 19 Equipamento contaminado 9 13 13 14 675 14 Procedência duvidosa 6 8 2 2 311 6 Outros 5 7 9 10 463 9 Total 71 100 91 100 4956 100 Adaptada de Martin, 1997

(8)

Relação com o CIH

Planejamento das áreas e reformas:

• Acompanhar a legislação vigente

• Estabelecimento de fluxos

• Revisão do memorial descritivo da obra/reforma

• Iluminação/ventilação

• Pisos, paredes, janelas teladas, portas, etc.

• Pias exclusivas para higienização de mãos com

dispensador de sabonete líquido e porta papel-

toalha.

(9)

Legislação

• RDC n° 216 de 15 setembro de 2004:

Regulamento Técnico de Boas Práticas para

Serviços de Alimentação.

• RDC nº 50 de 21 fevereiro de 2002:

Regulamento Técnico para planejamento,

programação, elaboração e avaliação de

projetos físicos de estabelecimentos

(10)

Áreas do serviço de alimentação:

• Administrativa

• Recebimento de mercadorias

• Descontaminação de alimentos

• Acondicionamento

• Preparo de carnes e peixes

de verduras e frutas

de massas e sobremesas

• Área para cocção

• Estocagem

• Dispensação

• Área de resíduos

U N I D I R E C I O N A L

LIMPO

SUJO

(11)
(12)

As mãos constituem a principal via

de transmissão de micro-organismos

(13)

Higienização de mãos

Pia

EXCLUSIVA

para

LAVAGEM DE MÃOS:

-

sabonete líquido

- toalha descartável

- lixeira com abertura

sem contato manual

- torneira com

desligamento sem contato

manual

(14)

Higienização de mãos

• Lavagem de mãos com sabonete líquido

• Lavagem de mãos com solução anti-séptica

• Fricção anti-séptica com solução alcoólica

• Escovação cirúrgica de mãos

(15)

Relação com o CIH

Organização e administração :

• Consultorias

• Revisão dos POPs

• Participação no cronograma de desinsetização

das áreas

• Investigação e controle de

infecções/intoxicações suspeitas, juntamente

com a vigilância sanitária

(16)

Relação com o CIH

Funcionários:

• Participação nos treinamentos

• Participação na rotina para revisão de saúde e

afastamentos do trabalho

• Avaliaçao dos riscos biológicos ocupacionais e

utilização de EPIS

(17)

Relação com o CIH

Paramentação:

• Todos os funcionários: touca

calçado fechado

avental impermeável

• Preparo nutrição enteral e lactário : touca descartável

roupa restrita/ avental

máscara cirúrgica

• Visitantes: touca descartável

jaleco ou avental

(18)

PRECAUÇÕES / ISOLAMENTOS

Precau

ção com Gotícula - PG

Precau

ção Aérea - PA

Precau

ção Contato - PC

(19)

PRECAU

ÇÃO COM GOTÍCULAS

Medidas de Prevenção:

 Precaução Padrão

 Quarto Privativo ou Coorte

 Uso de máscara cirúrgica para distância < 1m

 Uso de máscara cirúrgica (profissional e paciente durante o transporte)

 Limitar ao máximo o transporte do paciente

Transmissão direta através da tosse, espirro ou fala, por meio de gotículas a uma curta distância – 1 a 1,5 metro.

Ex: Meningite (N. meningitidis e H. influenzae); rubéola; caxumba; coqueluche, gripe (influenza, adenovírus), etc

(20)

PRECAUÇÃO COM AEROSSÓIS

Disseminação por núcleos goticulares ( ≤ 5 µ ) ou pó contendo microrganismos ( fungos ).

Ex.: Tuberculose pulmonar e laríngea, sarampo, varicela*, herpes zoster disseminado*. ( *adicionar precaução de contato ).

(21)

PRECAUÇÃO COM AEROSSÓIS

3º passo 3º passo

Transmissão

pelos bacilos nos pulmão Disseminação aérea. Espirro – 2millhões de bacilos e tosse 3,5 mil partículas Os bacilos ficam em suspensão no ar durante horas.

(22)

PRECAU

ÇÃO AÉREA

Medidas de Preven

ção:

Precau

ção Padrão

Quarto Privativo ou Sistema de Coorte

Manter a porta sempre fechada

Uso de M

áscara N95/PFF-2 - Bico de Pato (profissionais)

Limitar ao m

áximo o transporte do paciente

(Ex.: tuberculose, varicela, herpes zoster disseminado, sarampo, etc)

(23)

Precaução por Contato

Contato Direto e Indireto

ex.: micro-organismos multiR/panR, escabiose, herpes zoster  Precaução Padrão

 Quarto Privativo ou Sistema de Coorte  Limpeza e desinfecção do ambiente

 Uso adequado das luvas de Procedimento e Avental

 Equipamentos e materiais exclusivos, preferencialmente  Higiene das Mãos rigorosa

(24)

Precaução de Contato

 Calçar luvas ao entrar no quarto,  Colocar avental ao entrar no quarto,

Não compartilhar estetoscópios, termômetros, manguitos, etc... Caso

necessite compartilhar, realizar desinfecção com álcool 70º,  Realizar desinfecção rigorosa das superfícies,

Cuidado rigoroso com secreção deste paciente,

O transporte destes pacientes deve ser evitado, caso necessite ser transportado deve ser levado na maca ou cadeira, vestir avental e luvas no paciente e quem o acompanha deve utilizar a precaução de contato.

(25)

Ambiente do paciente...

Evidence-based model for hand transmission during patient care and the role of improved pratices. Http://Infection.thelancet.com vol6, oct 2006

(26)

Limpeza e desinfecção de áreas e superfícies:

• Padronização de produtos

• Avaliação de produtos antes do parecer da área

usuária;

• Estabelecer competências (higienização X

nutrição)

(27)

Relação com o CIH

Controles microbiológicos:

• Água (pontos de coletas e resultados)

• Alimentos servidos (pacientes e funcionários)

• Dietas enterais

(28)

Água e Filtros

• Limpeza e desinfecção periódica dos reservatórios

de água

– A cada 6 meses – lavar e aplicar cloro

– Limpeza, retrolavagens periódicas e troca dos filtros de torneiras – Controle da potabilidade da água: contagem de colônias e

físico-química

– Observar sinais de danos na impermeabilização dos reservatórios

(29)

Características mínimas necessárias dos

meios de transporte de acordo com o tipo

de produto

Transporte aberto:

• Produtos: leite cru em vasilhames metálicos,

hortaliças e similares.

• Exigências: ser de material de fácil limpeza e

desinfecção; não deve ocasionar danos ou

(30)

Transporte fechado à temperatura ambiente (baú,

conteineres e outros):

• Produtos: pão e produtos de panificação, produtos

cárneos salgados, curados e defumados, pescados

salgados e defumados, produtos de confeitaria e

similares.

• Exigências : ser de material atóxico, resistente, de

fácil limpeza e desinfecção, com imobilização

dos recipientes para garantia da integridade dos

produtos.

Características mínimas necessárias dos meios

de transporte de acordo com o tipo de

(31)

Transporte fechado isotérmico ou refrigerado:

• Produtos: carnes e produtos cárneos, sucos e outras bebidas a granel, cremes vegetais e margarina, alimentos congelados ou supercongelados, sorvetes, gorduras em embalagens não metálicas, produtos de confeitaria que

requeiram temperatura especial de conservação, refeições prontas para consumo e similares.

• Exigências: ser de material liso, resistente, impermeável e atóxico, com termômetro em perfeitas condições de funcionamento, estrados, prateleiras, caixas e ganchos removíveis para facilitar a limpeza e desinfecção.

• Temperaturas de conservação: - Quente: acima de 65 C - Refrigerado: 4 a 6 C

- Resfriado: 6 a 10 C e/ou conforme especificação do fabricante - Congelado: - 18 a – 15 C

Características mínimas necessárias dos meios

de transporte de acordo com o tipo de produto

(32)

Controle dos fornecedores

Ao visitar fornecedores , verificar:

• Características e condições da edificação;

• Condições de higiene;

• Controle da potabilidade da água;

• Condições das matérias-primas utilizadas;

• Condições de armazenamento;

• Rotinas de manipulação;

• Tempos e temperaturas;

• Manipuladores: controle de saúde e treinamento;

• Equipamentos e utensílios;

• Higiene, desinfecção e anti-sepsia;

• Programa de controle de insetos e roedores;

• Transporte: tempo de transporte, temperatura na saída e na entrega, tipo

de veículo;

(33)
(34)

Obrigada!!

Referências

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