Por Silvio Dutra
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A graça, a paz e o amor de Deus sejam com todos aqueles que amam a Jesus e guardam os seus mandamentos.
Em nossa mensagem de hoje procuraremos responder à seguinte pergunta:
COMO SABEMOS SE NOS CONVERTEMOS DE FATO A DEUS?
Ninguém melhor do que o próprio Senhor Jesus Cristo para nos responder diretamente, pela Bíblia, em que consiste a verdadeira conversão.
No seu diálogo com Nicodemos, ele afirmou expressamente que há conversão a Deus somente quando nascemos de novo do Espírito Santo, e por uma purificação e perdão dos nossos pecados que é realizada com base na sua morte expiatória na cruz, purificação esta que é apontada por ele naquele diálogo como um nascimento da água.
Ele repreendeu Nicodemos porque este apesar de ser mestre em Israel, não compreendia o ensino dos profetas nas Escrituras a respeito desta verdade, como o que temos em Ezequiel 36.24-29:
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“24 Tomar-vos-ei de entre as nações, e vos congregarei de todos os países, e vos trarei para a vossa terra.
25 Então, aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei.
26 Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne.
27 Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis.
28 Habitareis na terra que eu dei a vossos pais;
vós sereis o meu povo, e eu serei o vosso Deus.
29 Livrar-vos-ei de todas as vossas imundícias;
farei vir o trigo, e o multiplicarei, e não trarei fome sobre vós.”
As boas promessas desta profecia prosseguem, mas nota-se que a sua tônica é a santificação, a purificação, que seria realizada pelo Espírito Santo, com base no sacrifício de Jesus.
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Ora, em face disso, podemos dizer que a maior evidência da nossa conversão é a nossa santificação.
É por falta desta evidência da santificação verdadeira na vida de muitos professantes, que Jesus diz que não os conhece, ainda que se considerem convertidos genuínos, pois se autoiludem, fundamentando como evidência de sua suposta conversão os dons sobrenaturais do Espírito, que podem ser concedidos a uma pessoa, e não o fruto do Espírito, que é o resultado da graça transformadora no coração, conforme vimos na profecia de Ezequiel, que transforma o coração de pedra do pecador, no coração de carne de um santo. E somente esta é a verdadeira marca de um convertido verdadeiro.
Mas vejamos a profecia que Jesus fez a respeito disso:
“21 Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor!
entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.
22 Muitos, naquele dia, hão de dizer-me:
Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não
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expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres?
23 Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade.”
Eles permaneciam presos ao fel de amargura e aos laços da iniquidade porque apesar de tudo o que faziam em nome de Jesus, não tinham sido transformados de fato pela Sua graça em novas criaturas.
Como é possível então, e já que não é algo incomum, que estejamos envolvidos com as coisas relativas ao evangelho, e sem ter uma real participação na vida de Deus, faremos bem em procurar com a devida diligência, conhecer algumas das evidências de uma real conversão, e verificar se as possuímos em nossa própria experiência.
Algo que deve ser considerado, antes de tudo, é que as próprias igrejas estão cheias de muitos que são convencidos que são crentes, mas não são convertidos de fato. E não é nada difícil entender que o que contribui para isto é a omissão ou adulteração da pregação do verdadeiro evangelho, que é o poder para a
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salvação de todo o que crer, pois quando não há evangelho verdadeiro, não há conversões reais.
Muitos continuam crendo em um Jesus imaginário, mesmo quando se encontram sob a influência de cultos ditos evangélicos. E este Jesus imaginário, não real, a ninguém pode salvar.
Estes não se arrependeram de seus pecados, e não temem e tremem da palavra de Deus com um coração contrito. E sem isto não é possível receber o dom da fé por meio do qual opera a graça salvadora de Jesus.
Sem arrependimento e fé não há justificação, e sem justificação não há regeneração ou novo nascimento, e sem este não há santificação, ou seja, nenhuma salvação ou conversão real.
Outros, pensam em salvação sem Jesus, e por simplesmente assentirem com algumas práticas religiosas ou de cunho meramente moral.
John Owen, assim se expressou para responder a esta pergunta de como podemos saber que somos de fato convertidos a Deus:
Eu reconheço, diz ele, que a investigação é muito grande. Falarei claramente apenas
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algumas coisas que para mim são uma evidência de uma conversão sincera a Cristo.
Primeiro. Quando houver permanência na escolha que fizemos de Cristo, não obstante a oposição que é feita a ela, ou seja a oposição que é feita contra esta escolha de Cristo, e apesar disto, permanecemos firmes, teremos então a certeza de que nos convertemos de fato, pois podemos saber que foi sincera a nossa conversão a Cristo quando podemos tentar permanecer na nossa escolha contra todo tipo de oposição.
E existem dois tipos de oposições que nos tentarão e nos abalarão, quanto à nossa conversão:
1º. Oposição contra acusações de culpa pelo pecado e pela lei.
2º. Oposição das tentações ao pecado, pois:
1. Mesmo depois de crer e fechar com Cristo, haverá muitas acusações pesadas trazidas contra a alma provindas da lei, e da culpa do pecado na consciência.
Agora, nesse caso, a pergunta é: como a alma pode permanecer firme quando é atacada? Por que, verdadeiramente, se um homem tiver
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apenas meras convicções, com fracas impressões trêmulas da culpa do pecado, ele estará muito pronto e inclinado em sua própria mente para se atirar sobre algum outro alívio. Eu sei disso acontecendo com alguns; e sei por experiência, que quando o vento se pôs muito forte dessa maneira comigo - quando a culpa do pecado foi carregada com todas as suas circunstâncias - a alma dificilmente conseguiu manter-se segura, mas, apesar de resolvida, dizendo: “confiarei em Cristo”, todavia ela tem se empenhado em agir por si mesma, dizendo:
“Preciso remediar isso; - ter alívio disso por mim mesmo; não posso cumpri-lo e viver inteiramente em Cristo."
Eu digo, isso não é um bom sinal para mim quando as coisas são assim; senão quando uma alma, em todas as acusações com que por vezes se depara, permanece firme dizendo: "Aqui confiarei em Cristo, ainda que o pior aconteça comigo"; - a isto chamo de permanência na nossa escolha contra a oposição. Espero que você tenha experiência nisso, pois é uma das evidências da genuinidade da sua conversão, pois é o Espírito Santo que habita no crente que o capacita a esta resistência, e se temos o Espírito Santo, podemos ter a certeza de que somos de Cristo.
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2. Em segundo lugar, deve haver uma permanência em nossa escolha de Cristo contra tentações ao pecado, bem como contra as acusações do pecado. Na verdade, o primeiro - de permanecer com Cristo contra as acusações do pecado - é nosso trabalho diário. Mas também há tentações para o pecado – e isto pode ser por negligência de nosso dever ou por prática de qualquer conduta má (à qual estamos sujeitos no corpo); e talvez grandes pecados.
Aqui a resposta de José, se aplica ao crente, e é aquela que afirma que nossa escolha de Cristo é sincera: "Como devo praticar essa grande iniquidade e pecar contra Deus?" Quando a alma pode extrair um argumento predominante disso: "Como devo fazer isso e abandonar meu Senhor Jesus Cristo?" - “Não farei isso contra aquele a quem escolhi!” - este é um bom argumento, se reiterado com frequência, de que nossa escolha de Cristo é sincera.
Mas alguém poderá objetar esta evidência, dizendo que alguém pode temer violar alguns mandamentos de Deus que sejam por ele conhecidos, e no entanto, não ser convertido de fato.
A isto respondemos que além da atitude contra o pecado, devemos considerar também o que
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nos motiva a isto: e devemos perguntar a nós mesmos: procuramos evitar o pecado por amor a Deus, para a Sua exclusiva glória, para não entristecer o Espírito Santo, para não impedirmos a nossa comunhão com Deus e o nosso crescimento em santificação, ou por mero temor de punição, vergonha, mera religiosidade ou qualquer outro de igual natureza?
Assim, não são atitudes morais isoladas que devem ser meramente pesadas, mas a forma como somos movidos pelo amor de Deus derramado em nossos corações pelo Espírito Santo.
Por que não adultero, não minto, não roubo, não me embriago, não me drogo, e por que busco amar a Deus e ao próximo, perdoar, ser honesto, sincero, piedoso, santo e justo?
O que me move a viver em santo trato e piedade?
Ou melhor, quem me move a isto: o meu ego, ou o Espírito Santo de Deus?
Em segundo lugar, uma outra evidência de sermos convertidos de fato a Deus, é o crescimento espiritual, pois a graça que converte tem nela um princípio vital e sobrenatural de crescimento.
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Crescer em amor à pessoa de Jesus é uma grande evidência de sermos convertidos.
Quando a alma recebeu a Cristo, não pode deixar de estudá-lo; e embora não seja argumento contra a sinceridade da fé e graça de um homem, que ele considere principalmente os ofícios e graças de Cristo, e os benefícios que temos por ele, ainda é um argumento contra a salvação e o desenvolvimento dela: pois uma fé e graça prósperas dizem respeito principalmente à pessoa de Cristo.
Se somos convertidos de fato, nós teremos um grande amor pela Bíblia, e procuraremos conhecer mais e mais sobre a vontade e a pessoa de Jesus, por um contínuo estudo das Escrituras.
Além de tudo isto, devemos lembrar que o Espírito Santo testifica junto com o nosso espírito que somos filhos de Deus, quando somos justificados e regenerados.
Agora, um dos fatores mais impeditivos para fazermos um autoexame para sabermos se somos de fato convertidos, é o de que há, sobretudo em nossa época, por um ensino nas próprias igrejas quanto ao modo como o pecado deve ser tratado, admitindo-se que um crente pode conviver com determinados tipos de
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pecados, e prosseguir normalmente em sua vida cristã, e isto dificulta e muito a verificação da evidência de que há um trabalho real da graça no coração do crente, quanto à mortificação de pecados, porque estes não poderão ser removidos onde são assim admitidos com naturalidade. Daí haver tantos crentes carnais e mundanos em nossos dias, por desconhecerem a necessidade real da santificação e do trabalho de mortificação de pecados, que é uma das partes dela.
Ora, mas quando um destes crentes é submetido a uma pregação consistente e densa fundamentada na Bíblia, contra o pecado e quanto à posição santa que deve se esforçar para obter em Cristo, ele poderá ser trabalhado pela graça de Deus, e assim verificará o seu poder real para nos libertar do pecado, e em consequência terá uma evidência mais firme em si mesmo que de fato pertence a Cristo e é convertido a ele.
Como não há mais do que um Cristo, do que um evangelho, do que um caminho de salvação, e o modo pelo qual se entra neste caminho único e estreito, é por uma porta única também estreita.
Ou seja, todos os meios e modos de nossa salvação dá foram planejados e fixados por Deus,
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e a nós cabe nos submetermos a eles, a bem de nossa próprias almas.
Assim, nos diz Jesus no Sermão do Monte para nos acautelarmos dos falsos ensinos dos falsos profetas que falam em nome de Deus aquilo que ele não falou de fato na Sua Palavra, e que deve ser obedecido por nós:
“13 Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela), 14 porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela.
15 Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores.
16 Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos?
17 Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus.
18 Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons.
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19 Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo.
20 Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis.” (Mateus 7.13-20)
O fruto que é produzido nas vidas daqueles que se colocam sob a pregação e ensino dos falsos profetas, não é bom, porque não é santificação, não é o fruto do Espírito Santo, conforme o apóstolo Paulo descreve em Gálatas 5, porque os próprios falsos profetas são más árvores que não podem dar frutos bons. Eles não foram feitos boas árvores pelo trabalho da graça transformadora de Jesus. Assim, se alguém se considera convertido a Deus enquanto segue a vida, as obras, os frutos de falsos profetas, esta pessoa está iludida, porque os que são eleitos de Deus não podem ser enganados desta forma, conforme Jesus mesmo afirmou.
Também devemos considerar o que se chama de estado ou estrutura ruim da alma, que sendo prolongado ou permanente, é uma das maiores evidências de que não somos convertidos realmente.
Quando um crente peca, e seja qual for a forma do seu pecado, isto faz com que imediatamente o Espírito Santo se entristeça e apague as suas
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operações abençoadoras e consoladoras sobre a alma, e assim esta entra nesta condição de estado ou estrutura ruim, em que não sente prazer em se aproximar de Deus e de nada do que for espiritual e santo. A luz que antes amava e buscava passa a ser repelida pela alma, pois se acomoda à condição de trevas em que se acha agora.
Neste ponto, duas coisas principais podem acontecer: ou o crente confessa o pecado e o abandona, para recuperar a condição abençoada de sua alma, ou ele se acomoda à situação ruim em que se encontra, e isto será acompanhado de outros pecados que agravarão o seu caso, como os de negligência, de fraqueza de ânimo, de comunicação e consentimento com as obras das trevas, e muitos outros. De maneira, que quanto maior for o tempo em que permanecer nisto, tanto maior será a dificuldade para a sua recuperação.
A vida de fé que é vitoriosa impõem-nos então que haja constantes oposições ao pecado e humilhações diante de Deus, para que nos perdoe e restaure. Com isto a fé é exercitada e fortalece a nossa confiança no poder e amor do Senhor para nos livrar.
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Mas, quando o próprio ensino teológico da época em que temos vivido, não aponta para a necessidade de se fazer uma luta diária contra o pecado, o diabo e o mundo, muitos chegam a considerar erroneamente que o viver carnal e mundano é a condição normal da vida cristã, quando na verdade é o oposto dela, e o fator principal determinante da morte espiritual e da cessação da comunhão com Deus. Assim, não é sem motivo que a Bíblia sempre nos exorte à vigilância, à oração e meditação constantes, à mortificação do pecado, à negação do ego, ao carregar diário da cruz, entre muitos outros deveres que não sendo cumpridos com diligência, acabaremos por ser achados no estado ou estrutura ruim de alma a que nos referimos anteriormente.
A salvação é somente por graça e mediante o arrependimento e a fé, mas não se julgue que isto signifique que ela seja algo comum, como pedras brutas que podem ser achadas em qualquer lugar, e que nada se exige de nós para obtê-las. A salvação é uma pérola de grande valor inestimável, e é mediante esforço, disciplina, diligência, que se entra e se caminha no Reino de Deus. Por isso Jesus disse que são poucos os que conseguem entrar pela porta estreita que conduz à vida eterna. São poucos não porque Deus nos dificulte a entrada, mas
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porque em tendo verdades a serem cridas, amadas, respeitadas, obedecidas, poucos são aqueles que se dispõem a dar-lhes a devida e necessária consideração, e assim não podem ser convertidos por Deus.
Assim, apresentamos algumas das evidências que geralmente acompanham aqueles que se converteram de fato e que agora são novas criaturas em Cristo Jesus.
O que perseverar até o fim é o que será salvo.
Não aceitemos portanto o ensino daqueles que dizem que o caminho que conduz ao céu é florido e fácil. Que os que caminham por ele não precisam fazer renúncias e nem carregar suas cruzes. Que não precisam se preocupar com a santificação de suas vidas. Que basta crer e dizer que Jesus é o Senhor e Salvador e que tudo mais irá bem em relação à sua salvação eterna. Mas, não é isto uma contradição direta do alerta que Jesus nos faz na Palavra dizendo que muitos dizem Senhor, Senhor e no entanto não lhe obedecem de fato, e que ele não os conhece?
Se ser crente tem sido muito fácil e cômodo para alguém que professe ser cristão, tal pessoa deveria fazer uma comparação de sua vida com aquilo que é ensinado nas Escrituras, que
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afirmam que importa entrarmos no reino dos céus por meio de muitas tribulações, e que teremos aflições neste mundo para o aperfeiçoamento da nossa fé.
Muitas outras coisas podem ser ditas sobre este assunto, conforme se encontram reveladas na Bíblia, mas cremos que as evidências que foram aqui apontadas, são suficientes para fazermos um exame sério, sincero e útil, para sabermos se somos de fato convertidos ou não a Deus.
Que Deus possa aplicar esta palavra aos nossos corações, de maneira a fazermos uma avalição correta se nos encontramos de fato na fé e na verdade, conforme estas são em Jesus, amém.
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ANEXO:
O Evangelho que nos Leva a Obter a Salvação Estamos inserindo esta nota em forma de apêndice em nossas últimas publicações, uma vez que temos sido impelidos a explicar em termos simples e diretos o que seja de fato o evangelho, na forma em que nos é apresentado nas Escrituras, já que há muita pregação e ensino de caráter legalista que não é de modo algum o evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo.
Há também uma grande ignorância relativa ao que seja a aliança da graça por meio da qual somos salvos, e que consiste no coração do evangelho, e então a descrevemos em termos bem simples, de forma que possa ser adequadamente entendida.
Há somente um evangelho pelo qual podemos ser verdadeiramente salvos. Ele se encontra revelado na Bíblia, e especialmente nas páginas do Novo Testamento. Mas, por interpretações incorretas é possível até mesmo transformá-lo em um meio de perdição e não de salvação, conforme tem ocorrido especialmente em nossos dias, em que as verdades fundamentais
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do evangelho de Jesus Cristo têm sido adulteradas ou omitidas.
Tudo isto nos levou a tomar a iniciativa de apresentar a seguir, de forma resumida, em que consiste de fato o evangelho da nossa salvação.
Em primeiro lugar, antes de tudo, é preciso entender que somos salvos exclusivamente com base na aliança de graça que foi feita entre Deus Pai e Deus Filho, antes mesmo da criação do mundo, para que nas diversas gerações de pessoas que seriam trazidas por eles à existência sobre a Terra, houvesse um chamado invisível, sobrenatural, espiritual, para serem perdoadas de seus pecados, justificadas, regeneradas (novo nascimento espiritual), santificadas e glorificadas. E o autor destas operações transformadoras seria o Espírito Santo, a terceira pessoa da trindade divina.
Estes que seriam chamados à conversão, o seriam pelo meio de atração que seria feita por Deus Pai, trazendo-os a Deus Filho, de modo que pela simples fé em Jesus Cristo, pudessem receber a graça necessária que os redimiria e os transportaria das trevas para a luz, do poder de Satanás para o de Deus, e que lhes transformaria em filhos amados e aceitos por Deus.
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Como estes que foram redimidos se encontravam debaixo de uma sentença de maldição e condenação eternas, em razão de terem transgredido a lei de Deus, com os seus pecados, para que fossem redimidos seria necessário que houvesse uma quitação da dívida deles para com a justiça divina, cuja sentença sobre eles era a de morte física e espiritual eternas.
Havia a necessidade de um sacrifício, de alguém idôneo que pudesse se colocar no lugar do homem, trazendo sobre si os seus pecados e culpa, e morrendo com o derramamento do Seu sangue, porque a lei determina que não pode haver expiação sem que haja um sacrifício sangrento substitutivo.
Importava também que este Substituto de pecadores, assumisse a responsabilidade de cobrir tudo o que fosse necessário em relação à dívida de pecados deles, não apenas a anterior à sua conversão, como a que seria contraída também no presente e no futuro, durante a sua jornada terrena.
Este Substituto deveria ser perfeito, sem pecado, eterno, infinito, porque a ofensa do pecador é eterna e infinita. Então deveria ser alguém divino para realizar tal obra.
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Jesus, sendo Deus, se apresentou na aliança da graça feita com o Pai, para ser este Salvador, Fiador, Garantia, Sacrifício, Sacerdote, para realizar a obra de redenção.
O homem é fraco, dado a se desviar, mas a sua chamada é para uma santificação e perfeição eternas. Como poderia responder por si mesmo para garantir a eternidade da segurança da salvação?
Havia necessidade que Jesus assumisse ao lado da natureza divina que sempre possuiu, a natureza humana, e para tanto ele foi gerado pelo Espírito Santo no ventre de Maria.
Ele deveria ter um corpo para ser oferecido em sacrifício. O sangue da nossa redenção deveria ser o de alguém que fosse humano, mas também divino, de modo que se pode até mesmo dizer que fomos redimidos pelo sangue do próprio Deus.
Este é o fundamento da nossa salvação. A morte de Jesus em nosso lugar, de modo a nos abrir o caminho para a vida eterna e o céu.
Para que nunca nos esquecêssemos desta grande e importante verdade do evangelho de que Jesus se tornou da parte de Deus para nós, o
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nosso tudo, e que sem Ele nada somos ou podemos fazer para agradar a Deus, Jesus fixou a Ceia que deve ser regularmente observada pelos crentes, para que se lembrem de que o Seu corpo foi rasgado, assim como o pão que partimos na Ceia, e o Seu sangue foi derramado em profusão, conforme representado pelo vinho, para que tenhamos vida eterna por meio de nos alimentarmos dEle. Por isso somos ordenados a comer o pão, que representa o corpo de Jesus, que é verdadeiro alimento para o nosso espírito, e a beber o sangue de Jesus, que é verdadeira bebida para nos refrigerar e manter a Sua vida em nós.
Quando Ele disse que é o caminho e a verdade e a vida. Que a porta que conduz à vida eterna é estreita, e que o caminho é apertado. Tudo isto se aplica ao fato de que não há outra verdade, outro caminho, outra vida, senão a que existe somente por meio da fé nEle. A porta é estreita porque não admite uma entrada para vários caminhos e atalhos, que sendo diferentes dEle, conduzem à perdição. É estreito e apertado para que nunca nos desviemos dEle, o autor e consumador da nossa salvação.
Então o plano de salvação, na aliança de graça que foi feita, nada exige do homem, além da fé, pois tudo o que tiver que ser feito nele para ser
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transformado e firmado na graça, será realizado pelo autor da sua salvação, a saber, Jesus Cristo.
Tanto é assim, que para que tenhamos a plena convicção desta verdade, mesmo depois de sermos justificados, regenerados e santificados, percebemos, enquanto neste mundo, que há em nós resquícios do pecado, que são o resultado do que se chama de pecado residente, que ainda subsiste no velho homem, que apesar de ter sido crucificado juntamente com Cristo, ainda permanece em condições de operar em nós, ao lado da nova natureza espiritual e santa que recebemos na conversão.
Qual é a razão disso, senão a de que o Senhor pretende nos ensinar a enxergar que a nossa salvação é inteiramente por graça e mediante a fé? Que é Ele somente que nos garante a vida eterna e o céu. Se não fosse assim, não poderíamos ser salvos e recebidos por Deus porque sabemos que ainda que salvos, o pecado ainda opera em nossas vidas de diversas formas.
Isto pode ser visto claramente em várias passagens bíblicas e especialmente no texto de Romanos 7.
À luz desta verdade, percebemos que mesmo as enfermidades que atuam em nossos corpos
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físicos, e outras em nossa alma, são o resultado da imperfeição em que ainda nos encontramos aqui embaixo, pois Deus poderia dar saúde perfeita a todos os crentes, sem qualquer doença, até o dia da morte deles, mas Ele não o faz para que aprendamos que a nossa salvação está inteiramente colocada sobre a responsabilidade de Jesus, que é aquele que responde por nós perante Ele, para nos manter seguros na plena garantia da salvação que obtivemos mediante a fé, conforme o próprio Deus havia determinado justificar-nos somente por fé, do mesmo modo como fizera com Abraão e com muitos outros mesmo nos dias do Velho Testamento.
Nenhum crente deve portanto julgar-se sem fé porque não consegue vencer determinadas fraquezas ou pecados, porque enquanto se esforça para ser curado deles, e ainda que não o consiga neste mundo, não perderá a sua condição de filho amado de Deus, que pode usar tudo isto em forma de repreensão e disciplina, mas que jamais deixará ou abandonará a qualquer que tenha recebido por filho, por causa da aliança que fez com Jesus e na qual se interpôs com um juramento que jamais a anularia por causa de nossas imperfeições e transgressões.
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Um crente verdadeiro odeia o pecado e ama a Jesus, mas sempre lamentará que não o ame tanto quanto deveria, e por não ter o mesmo caráter e virtudes que há em Cristo. Mas de uma coisa ele pode ter certeza: não foi por mérito, virtude ou boas obras que lhes foram exigidos a apresentar a Deus que ele foi salvo, mas simplesmente por meio do arrependimento e da fé nAquele que tudo fez e tem feito que é necessário para a segurança eterna da sua salvação.
É possível que alguém leia tudo o que foi dito nestes sete últimos parágrafos e não tenha percebido a grande verdade central relativa ao evangelho, que está sendo comentada neles, e que foi citada de forma resumida no primeiro deles, a saber:
“Então o plano de salvação, na aliança de graça que foi feita, nada exige do homem, além da fé, pois tudo o que tiver que ser feito nele para ser transformado e firmado na graça, será realizado pelo autor da sua salvação, a saber, Jesus Cristo.”
Nós temos na Palavra de Deus a confirmação desta verdade, que tudo é de fato devido à graça de Jesus, na nossa salvação, e que esta graça é suficiente para nos garantir uma salvação eterna, em razão do pacto feito entre Deus Pai e
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Deus Filho, que nos escolheram para esta salvação segura e eterna, antes mesmo da fundação do mundo, no qual Jesus e Sua obra são a causa dessa segurança eterna, pois é nEle que somos aceitos por Deus, nos termos da aliança firmada, em que o Pai e o Filho são os agentes da aliança, e os crentes apenas os beneficiários.
O pacto foi feito unilateralmente pelo Pai e o Filho, sem a consulta da vontade dos beneficiários, uma vez que eles nem sequer ainda existiam, e quando aderem agora pela fé aos termos da aliança, eles são convocados a fazê-lo voluntariamente e para o principal propósito de serem salvos para serem santificados e glorificados, sendo instruídos pelo evangelho que tudo o que era necessário para a sua salvação foi perfeitamente consumado pelo Fiador deles, nosso Senhor Jesus Cristo.
Então, preste atenção neste ponto muito importante, de que tanto é assim, que não é pelo fato de os crentes continuarem sujeitos ao pecado, mesmo depois de convertidos, que eles correm o risco de perderem a salvação deles, uma vez que a aliança não foi feita diretamente com eles, e consistindo na obediência perfeita deles a toda a vontade de Deus, mas foi feita com
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Jesus Cristo, para não somente expiar a culpa deles, como para garantir o aperfeiçoamento deles na santidade e na justiça, ainda que isto venha a ser somente completado integralmente no por vir, quando adentrarem a glória celestial.
A salvação é por graça porque alguém pagou inteiramente o preço devido para que fôssemos salvos – nosso Senhor Jesus Cristo.
E para que soubéssemos disso, Jesus não nos foi dado somente como Sacrifício e Sacerdote, mas também como Profeta e Rei.
Ele não somente é quem nos anuncia o evangelho pelo poder do Espírito Santo, e quem tudo revelou acerca dele nas páginas da Bíblia, para que não errássemos o alvo por causa da incredulidade, que sendo o oposto da fé, é a única coisa que pode nos afastar da possibilidade da salvação.
Em sua obra como Rei, Jesus governa os nossos corações, e nos submete à Sua vontade de forma voluntária e amorosa, capacitando-nos, pelo Seu próprio poder, a viver de modo agradável a Deus.
Agora, nada disso é possível sem que haja arrependimento. Ainda que não seja ele a causa
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da nossa salvação, pois, como temos visto esta causa é o amor, a misericórdia e a graça de Deus, manifestados em Jesus em nosso favor, todavia, o arrependimento é necessário, porque toda esta salvação é para uma vida santa, uma vida que lute contra o pecado, e que busque se revestir do caráter e virtudes de Jesus.
Então, não há salvação pela fé onde o coração permanece apegado ao pecado, e sem manifestar qualquer desejo de viver de modo santo para a glória de Deus.
Desde que haja arrependimento não há qualquer impossibilidade para que Deus nos salve, nem mesmo os grosseiros pecados da geração atual, que corre desenfreadamente à busca de prazeres terrenos, e completamente avessa aos valores eternos e celestiais.
Ainda que possa parecer um paradoxo, haveria até mais facilidade para Deus salvar a estes que vivem na iniquidade porque a vida deles no pecado é flagrante, e pouco se importam em demonstrar por um viver hipócrita, que são pessoas justas e puras, pois não estão interessados em demonstrar a justiça própria do fariseu da parábola de Jesus, para que através de sua falsa religiosidade, e autoengano,
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pudessem alcançar algum favor da parte de Deus.
Assim, quando algum deles recebe a revelação da luz que há em Jesus, e das grandes trevas que dominam seu coração, o trabalho de convencimento do Espírito Santo é facilitado, e eles lamentam por seus pecados e fogem para Jesus para obterem a luz da salvação. E ele os receberá, e a nenhum deles lançará fora, conforme a Sua promessa, porque o ajuste feito para a sua salvação exige somente o arrependimento e a fé, para a recepção da graça que os salvará.
Deus mesmo é quem provê todos os meios necessários para que permaneçamos firmes na graça que nos salvou, de maneira que jamais venhamos a nos separar dele definitivamente.
Ele nos fez coparticipantes da Sua natureza divina, no novo nascimento operado pelo Espírito Santo, de modo que uma vez que uma natureza é atingida, ela jamais pode ser desfeita.
Nós viveremos pela nova criatura, ainda que a velha venha a se dissolver totalmente, assim como está ordenado que tudo o que herdamos de Adão e com o pecado deverá passar, pois tudo é feito novo em Jesus, em quem temos recebido
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este nosso novo ser que se inclina em amor para Deus e para todas as coisas de Deus.
Ainda que haja o pecado residente no crente, ele se encontra destronado, pois quem reina agora é a graça de Jesus em seu coração, e não mais o pecado. Ainda que algum pecado o vença isto será temporariamente, do mesmo modo que uma doença que se instala no corpo é expulsa dele pelas defesas naturais ou por algum medicamento potente. O sangue de Jesus é o remédio pelo qual somos sarados de todas as nossas enfermidades. E ainda que alguma delas prevaleça neste mundo ela será totalmente extinta quando partirmos para a glória, onde tudo será perfeito.
Temos este penhor da perfeição futura da salvação dado a nós pela habitação do Espírito Santo, que testifica juntamente com o nosso espírito que somos agora filhos de Deus, não apenas por ato declarativo desta condição, mas de fato e de verdade pelo novo nascimento espiritual que nos foi dado por meio da nossa fé em Jesus.
Toda esta vida que temos agora é obtida por meio da fé no Filho de Deus que nos amou e se entregou por nós, para que vivamos por meio da Sua própria vida. Ele é o criador e o sustentador
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de toda a criação, inclusive desta nova criação que está realizando desde o princípio, por meio da geração de novas criaturas espirituais para Deus por meio da fé nEle.
Ele pode fazê-lo porque é espírito vivificante, ou seja, pode fazer com que nova vida espiritual seja gerada em quem Ele assim o quiser. Ele sabe perfeitamente quais são aqueles que atenderão ao chamado da salvação, e é a estes que Ele se revela em espírito para que creiam nEle, e assim sejam salvos.
Bem-aventurados portanto são:
Os humildes de espírito que reconhecem que nada possuem em si mesmos para agradarem a Deus.
Os mansos que se submetem à vontade de Deus e que se dispõem a cumprir os Seus mandamentos.
Os que choram por causa de seus pecados e todo o pecado que há no mundo, que é uma rebelião contra o Criador.
Os misericordiosos, porque dão por si mesmos o testemunho de que todos necessitam da misericórdia de Deus para serem perdoados.
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Os pacificadores, e não propriamente pacifistas que costumam anular a verdade em prol da paz mundial, mas os que anunciam pela palavra e suas próprias vidas que há paz de reconciliação com Deus somente por meio da fé em Jesus.
Os que têm fome e sede de justiça, da justiça do reino de Deus que não é comida, nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo.
Os que são perseguidos por causa do evangelho, porque sendo odiados sem causa, perseveram em dar testemunho do Nome e da Palavra de Jesus Cristo.
Vemos assim que ser salvo pela graça não significa: de qualquer modo, de maneira descuidada, sem qualquer valor ou preço envolvido na salvação. Jesus pagou um preço altíssimo e de valor inestimável para que pudéssemos ser redimidos. Os termos da aliança por meio da qual somos salvos são todos bem ordenados e planejados para que a salvação seja segura e efetiva. Há poderes sobrenaturais, celestiais, espirituais envolvidos em todo o processo da salvação.
É de uma preciosidade tão grande este plano e aliança que eles devem ser eficazes mesmo quando não há naqueles que são salvos um
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conhecimento adequado de todas estas verdades, pois está determinado que aquele que crê no seu coração e confessar com os lábios que Jesus é o Senhor e Salvador, é tudo quanto que é necessário para um pecador ser transformado em santo e recebido como filho adotivo por Deus.
O crescimento na graça e no conhecimento de Jesus são necessários para o nosso aperfeiçoamento espiritual em progresso da nossa santificação, mas não para a nossa justificação e regeneração (novo nascimento) que são instantâneos e recebidos simultaneamente no dia mesmo em que nos convertemos a Cristo. Quando fomos a Ele como nos encontrávamos na ocasião, totalmente perdidos e mortos em transgressões e pecados.
E fomos recebidos porque a palavra da promessa da aliança é que todo aquele que crê será salvo, e nada mais é acrescentado a ela como condição para a salvação.
É assim porque foi este o ajuste que foi feito entre o Pai e o Filho na aliança que fizeram entre si para que fôssemos salvos por graça e mediante a fé.
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Jesus é pedra de esquina eleita e preciosa, que o Pai escolheu para ser o autor e o consumador da nossa salvação. Ele foi eleito para a aliança da graça, e nós somos eleitos para recebermos os benefícios desta aliança por meio da fé nAquele a quem foram feitas as promessas de ter um povo exclusivamente Seu, zeloso de boas obras.
Então quando somos chamados de eleitos na Bíblia, isto não significa que Deus fez uma aliança exclusiva e diretamente com cada um daqueles que creem, uma vez que uma aliança com Deus para a vida eterna demanda uma perfeita justiça e perfeita obediência a Ele, sem qualquer falha, e de nós mesmos, jamais seríamos competentes para atender a tal exigência, de modo que a aliança poderia ter sido feita somente com Jesus.
Somos aceitos pelo Pai porque estamos em Jesus, e assim é por causa do Filho Unigênito que somos também recebidos. Jamais poderíamos fazê-lo diretamente sem ter a Jesus como nossa Cabeça, nosso Sumo Sacerdote e Sacrifício. Isto é tipificado claramente na Lei, em que nenhum ofertante ou oferta seriam aceitos por Deus sem serem apresentados pelo sacerdote escolhido por Deus para tal propósito. Nenhum outro Sumo Sacerdote foi designado pelo Pai para que pudéssemos receber uma redenção e
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aproximação eternas, senão somente nosso Senhor Jesus Cristo, aquele que Ele escolheu para este ofício.
Mas uma vez que nos tornamos filhos de Deus por meio da fé em Jesus Cristo, importa permanecermos nEle por um viver e andar em santificação, no Espírito.
É pelo desconhecimento desta verdade que muitos crentes caminham de forma desordenada, uma vez que tendo aprendido que a aliança da graça foi feita entre Deus Pai e Deus Filho, e que são salvos exclusivamente por meio da fé, que então não importa como vivam uma vez que já se encontram salvos das consequências mortais do pecado.
Ainda que isto seja verdadeiro no tocante à segurança eterna da salvação em razão da justificação, é apenas uma das faces da moeda da salvação, que nos trazendo justificação e regeneração instantaneamente pela graça, mediante a fé, no momento mesmo da nossa conversão inicial, todavia, possui uma outra face que é a relativa ao propósito da nossa justificação e regeneração, a saber, para sermos santificados pelo Espírito Santo, mediante implantação da Palavra em nosso caráter. Isto tem a ver com a mortificação diária do pecado, e
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o despojamento do velho homem, por um andar no Espírito, pois de outra forma, não é possível que Deus seja glorificado através de nós e por nós. Não há vida cristã vitoriosa sem santificação, uma vez que Cristo nos foi dado para o propósito mesmo de se vencer o pecado, por meio de um viver santificado.
Esta santificação foi também incluída na aliança da graça feita entre o Pai e o Filho, antes da fundação do mundo, e para isto somos também inteiramente dependentes de Jesus e da manifestação da sua vida em nós, porque Ele se tornou para nós da parte de Deus a nossa justiça, redenção, sabedoria e santificação (I Coríntios 1.30). De modo que a obra iniciada na nossa conversão será completada por Deus para o seu aperfeiçoamento final até a nossa chegada à glória celestial.
“Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus.” (Filipenses 1.6).
“O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é o que vos chama, o qual também o fará.” (I Tessalonicenses 5.23,24).
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“Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade.” (Filipenses 2.12,13).