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Director «EDMUNDO BITTENCQXrBT
.msrtaao eo papel «» eta P, PR10UX * C. SBSr.
ANNOXI-N. 3,794:
KIO DE JANEIRO — SEXTA-FEIRA, 8 DE DEZEMBRO DE 1911
Redacção—Rua do Ouvidor, 162
EXPEDIENTE
O Correio ia Manha .publica .diariamente ¦uma «k-tallratla «ecção dc preços correntes do MRRCADO DO RIO DR JANEIRO, para a qual diama a attenção dos seus leitores.
Recebo qualquer reclamação ou indicação para o desenvolvimento da mesma secção.
Collabo
ração
painotica
De telegrammas hontem publicados consta qttc o dr. Fonseca Hermes, leader «la maioria da Câmara dos Deputados, sc dirigiu ao dr. Albuquerque Lins, pre-sidente dc S. Paulo, pedindo o seu con-curso para que -a bancada paulista auxilie com a sua presença c o seu vote, a pas-sngem dos orçamentos. Consta também «-|itc o dr. Albuquerque Lins respondeu ao <lr. Fonseca Hermes, nestes termos:
"Sendo orientação da bancada paulista prestar collaboração patriótica á votação tios orçamentos, espero que os represou-tanlcs dc S. Paulo corresponderão ao appelló que, com prazer, lhes transínitii-rei c que secundatransínitii-rei."
Nossos applattsos á resposta do digno presidente dc S. Paulo. Nem poderíamos i.gateal-os depois da attitude que, sem embargo de opposicionistas á direcção geral que o marechal Hermes tem dado no seu governo aos nego.ios públicos,
assumimos neste caso dos orçamentos. O dr. Albuquerque Lins, correspondendo ao ap[)C-llo do governo federal por inter-meilio tio- leader, só consultou o seu pa-iriotisiuo. Ds interesses do Brasil ven-iceriim c dominaram quaesquer rcse-itli-mentos que porventura tenha s- cx. do marechal presidente, por actos que haja praticado com relação a S. Paulo. O dr. Albuquerque Lins bem comprchende. o mal que pôde advir para o paiz, da obstrtt-cção que estão, fazendo alguns deputados para impedir a votação dos novos orça-óvulos, a tempo de entrarem em execução a i° de janeiro, c não quer, com razão, qttc caiba desse mal a mínima responsa-bilidade aos seus amigos c corrcligiona-rios da Câmara dos Deputados. LV digno presidente de lím listado que bem aprecia as vantagens da ordem, e está compene-Irado das suas responsabilidades neste regimen, a cuja sombra tem prosperado, contribuindo, grandemente, com a sua prosperidade, para a prosperidade geral tio Brasil.
A recusa dos orçamentos não podia ler o apoio de S. Paulo. Seu digno presidente interpretou fielmente os .sentimentos de seu povo c os interesses do Estado, rc-spondendo naqitelles termos ao leader da maioria dá Câmara, com o que solennc-nicnlc negou seu apoio a um plano que, levado a cffeito-, colloçaria em má situa-ção o paiz pelo abalo do seu credito c tutros gravíssimos prejuízos! A recusa dos orçamentos acarretaria a dictáçhtra financeira ou a revolução, c nenhum desses resultados convém aos interesses dc S. Paulo e de Ioda a nação. S. Paulo quer o paiz na ordem constitucional e a victoria do plano tresloucado dos que querem, a toda a força, ohstar á pas-sagçni dos orçamentos o lançaria fora daquella ordem. E oxalá pegue o cxcni-pio dado por S. Paulo, de maneira a desviar, do tnáo caminho em que etncre-ciaram, os obstrucionistas da Câmara, ou, pelo menos, algumas deputações que até <tgora parecem dispostas a acompanhal-cs. Gil VIDAL
mar e guerra Jeronymo dc Lamarc major Ma-rlano de -Moraes e copilão A. Moreira da Silva. Confcrcnctaram com o presidente da Republica, no palácio do Cattetc, os ministros da Viação e da Guerra, o prefeito, o chefe de policia e o director geral dos Telegranhos.
ICXiTl.RIOU — Terminou a greve dos pedreiros de Montevidéu.O
presidente Saens Fená desistiu da publica-çSo do_ seu maivtesto sobre a lei eleitoral. >
*_FoÍ publicado o decreto nomeando ps enge-nlieiros que devem fazer parte cia comniissão eu-carregada de proceder á delimitação das fronteiras ua liolivia e da Argentina.
Entraram em conselho de guerra os indivíduo., ultimamente implicados nos acontecimentos poli-ticos de Cuilera, na Héspanlia.
Chegaram a Dellii, _ onde foram festivamente recebidos, os soberanos iitglczcs,Foi
preso pela policia de Barcelona o anarchi-nisla José Tato, que fora expulso tia America do
Sul. . ,
" Checaram a Çalláo, no Peru, 609 repatriados das províncias dc Tacna c Arica.
Chegou á Assumpção o commatiilante das for ças que operam 110 Paraguay contra a esquadra revolucionaria.
Cnlxa «Io Conversão Foi o seguinte o movimento:
Entrada»: liliras _Gi|.', francos 570 e ouro na-cional i3:S_o$ooo.
SaiJas: libras ..3M, francos soo e ouro naeio-nal j-uoÇooo.
Lastro:
Ouro nacional ...•__ Responsabilidade do Tliesonio (lei fi. 2.357c dcc. n. 8.512) • •
Tópicos o NirtiÉ!
O TEMPO
'iu d;a rutuo, do Temperatura; :t suavesnima.
HONTEM
IXTI-IRIOR _ 0 .„.,;..,.„ ,___ _}_._._,______ L.1V--.11 pori.-.r.as concedendo licenças,
ll-,', "i""'*11'".1" 1'iir-i'inlii inaiidou passar varieslc mcio-soldo c montepio; •cgiítroji;0 credito 'lc ubsídios aos mem* assignoti * O Tribunal tle Conta
<-19 :--.v'$. para pagninenlo de bros Jo Congresso Nacional.
" O i hesouro Nacional foi att!or'-a_o a cffcctuar ai versos pagamentos,
¦ -,' Xa ,Ca -s'1 J.° Ainorlbacãt, foram trocadas notas d.lnceradas.na importância do Sjji.ooÇooo.
u ministro Ja ..venda approvou a nomeação '• " 1 :' itte. liara n lotiar tl„ mi.)!,.,, do dt para n Intuir do auxiliar cçueçpr .federal de Alfredo Chaves.
, _ D ir.uiiitro tl.i fazenda mandou pagar ao ca. p ta.i ite_corveta Antônio Alves Ferreira a nuantía dc ?:<>m$s.i,i.'*
,0 iiiiiiistrri tl.i 1'a.emla concedeu isenção Jc d icitos para 100.000 doraicntcs, destinados i Com-panliia , l-.slr.ida de berro Xorocslc.
_''.Foi designado o 1» es.-riplurario do Thesouro Nacional Atidcliuo Corria para dar parecer a respe to dn Ir.ibaltio executado pelo cscrintiirãrio babitlucl Paiva, sobre pensões de montepio.
A ttccrluJoria Jo Districto Federal arrecadou a nu-intia dc ?.i:io,iS--|.i.
O fbesnuro Xac*onaÍ concedeu o credito de ..^00:000$, á Delegacia l-'is.-al cm Porto Alegre para págaiiiçnto d^' soldos c etapas a praças Jc
l|oj n.insailõ inspector da Inspectoria dc P„r. los. K ns e Cauacs. o engenheiro Adolpho Del-\ cccluo. ' Foram aposentados! na Diretoria Geral dos ( ii.ieios, o i" oficial Leonardo Pires de Cãstr-i Lopçs e os carteiros dc 1» classe Joaquim Fio. rentino Va/. c Guilbeime d.i Kodta Soares; e r.a nuininistração dos Corrcíus de S. Paulo, n ama. mjçiisç l-lin bo Cariellàni e o carteiro dcV clissc \ irgibo José de Oliveira.
O senador Pinheira Macíiado confcreiiciòu com presidenle da Republicai
Tystiveram no Miniíterio da Fazenda: senadores liücno de P.rva c C-uilherme de Campos; deputados Costa. Rndrigucs, Passos dc Miranda, A-tono Car-,os José ltaa íacio, Koilolplio Paixão, Cunlia Ma-chado, Aitgiisto de Lima, Alaúr Praia c Leite dc lastro; dr. Raul ?;., prefeito dc f.ambary; Ar. ndo Cruz, desembargador Diogo de Andrade e dr. Norbcrto Ferreira, 359.M9.!457$"í'> Í9..339.t776í.?11' .iro.c79:2.sJÍ7S* 379.-"7'.740íooo ___i:«3$78_ 3?9;-"2/9 t'á33*r3a O ml.I o TAXA C-rnCIAT, P»»ÇA« 9C- nlv A vist, Total . Kmissi-o: 't Nrotas cm circulação Moeda subsidiária • Total . Sobre Londres" Paris * " Hamburgo ¦ •••¦••'•• " Itália • " Portugal " Tíova York • libra esterlina, em moeda . . Duro nacional em valei, por i| Í.nncai';o ._ Caixa matriz Ili 13164 i' 3164 $3Ü9 6.1I16 10 3|lfi S.S9<> *733 $594 $314 ,1$o8.( 15ÍI.S-' !$ÍIB; 16 15IC4
mente justificado pela sentença do Supremo Tribunal Militar. Isto nos orgulha, porque prova a isenção de animo.mas de inteira obe-dieneia aos princípios da justiça, com que procedemos na nossa critica aos acontecimen-tos da ilha das Cobras.
O ministro da Jtrsiiça declarou sem effei-to a portaria que noliicòti o bacharel João de Deus iMenna Barreto «le Barros Falcão para servir iirtcrinamelríe 110 officio de es-crivão da 1" vara de ausentes do Districto Federal, durante o impedimento do respe-divo stcrveirtuairio. bacharel Arthur Belle-gairtde Màrfz de .Maracajá.
IS. ex. nomeou para servir ínterinamenfe o mesmo legar, Frederico Rodrigues de Moraes.
Ronda tia Alfníiíloirn
Mm ouro iS3:3C7f.S.I
Mm ouro _7p.'9G(_5754
Renda Jos dias 1 a 7 • • • • 2.374j45-'$0(i7 Km cgunl período de 1910 .... 2.255-0Sl^'»7a Difieitiiça a maior ciu 1911 • • .• ii9:-lo3$i.-9
HOJI3
Na Prefeitura pagam-se a guardas nianicip.ics (letra
folhas dos agentes A. a .1.)
iistá de serviço ria Repartição Central dc Po-licia o -•', delegado auxiliar.
+ O Correio expede malas pelos srgtimtcs va-ipo-.es: '-('aiiiliudsc", para Lisboa e Bonicos; "tira-sile", fiara Santos e Ilus-iios Aires; "Aaclien", para Bahia, Recife t: l-luropa; "1','oria", paru portos do Ivspirit-j Santo; "Cavour", pura Ccnova.
Reuniões rffc-t-.nm-rsc as ;cg;ti:'.t?sf além das anriúncindas na Vida Operaria:
S. dc S. M. Lui/. de Camões, as - horas. llcn.:. Loj.:. Cap.:. Amor da Ordem, ás S lioras.
Sereno Livra Publicamos:
Agradecmiento.
'.Meliioriiiucntos de Calu-.uli.v. S'. Antônio Azevedo Sodré. Pag.imciitò de prêmios. Pífpama dr.- Niobcy. _ Garantia 0.1 Amazônia.
A' tnrdr c ií noito Palncc.flicatre — 1" c 1° netos Jo Barbeiro dc Sc-.illi.-i c Cavallcria litlslicana..
Recreio — Atulha cm fràlkeiro, Cinema Parisiense — Sovas fias. Circo Snir.clli — Funccio variada. , , Theatro 'Carlos tlo-.nt-s — l'o Jc ferlim/ninha. Theatro S, Pedro — Amor en garraiado. Cinema Theatro S. José -- Pifrhn, corretor dc
casamentos. - -.
Cinema Avenida — lutas dc valor. _ Cinema Kdisnn — ProgrVrii.r.ut vãr.ado Cint-iua Ideal — P,cl!'n Iltnis. Cinema Paris — I"las aví-sticas.v Cinema TMicatro Cli.mltrlcr — Mascolte. Cinin-.a Brasil — Vésper" ^ ^Ci'J'
O sr. Rosa e Silvii declarou, solcnnctueutc. Ja tribuna Jo Senado qtie se comprotiicltia a renunciar o mandato, na liypollicsc dc ser reconhecido c proclamado governador dc Per-nniiibilco. Ií' de siirpr.heiuier que s. c:;.. poli-tico traquejado, tenha feito tão leviana dc-clarnção.
Certo o que o sr. Rosa pretendeu foi ar-unir ao cffeito co:u descabitla aftcctação dc desinteresse. Mas errou o alvo. Acuso não p.rcebeti s. cx. o que lia nls-o de compro-íucltedor, no tocante a consideração pela vida c dignidade dos seus conterrâneos?
Será crivei que s, ex. tenha jogado nesse pleito a sua candidatura por um simples gesto de futilidade e não pelo desejo de prestar com a sua presença no governo do Estado o concurso da sua intelligcncia e lictividátle á terra que o viu nascer?
Temos repugnância em acreditar que seja assim. Ií, porque temos essa repugnância, não vemos motivos que forcem uni governador eleito cm circuiustaiicias tão cxccpcionaes a renunciar o seu mandato,
Esteve liontcm, no palácio do Crtllcte, c.n conferência com o presidente da Rcpubli-ca, o sciiadòr Pinheiro Machado.
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estiveram no gabinete do mimelro da Viação. senador Lauro Muller, deputados Smiéão r(ea!, Pe-reira braga, Francisco Dressanc, Uiizebiò de'Ari-íivade, Urbciro Junqueira e Scrapliico da Xobfegá; drs. Oscar Trompowslty. Alcnc-.r Lima Joaiiuiiu Tires Fcrre-ra João Procriça, Adolpho Del-VcCcJiio, Mslanbl.io Palniilona, Vieira Souto Cruz Cordeiro Irineu Pinto, Lassancç Cunha, Eliezcr Tavares] Pcíéira Nunes c Fránc'sc«i Cardoso, barão de Ibi-recalty, conselheiro Villaboím, almifants T.eai e co. tkt.h\ Ca=tro Menezes.
K-tiverátn no gabinete do ministro da Justiça! «senadores Sá Freire, Watfrcdo Lea. c Gabriel Salgíúlo; deputados João Sliúpltck), Domingos Mas-cãretihis, Passos de Mimada, João Lopes, Atidcn HaptÍ51a_ c_ Ubaldino dc Assis: drs. llelisario Ta-vora.t Unéas Galvão, Flores da Cunha, Custodio iMartlns, Henrique M::iczcs, Moraes Sarmento, J'*cIicco Leão c Floriaito de Brltto, professor Ro-dtv.pho Beriurd.111 c coronéis ?_a;-:alo Ribeiro. faotlza Aguiar. Silva Pessoa. Kric.i dc Oliveira, /oroSítio Cunlia c Jesêino dc Mello.
Ttstiverani no palácio do Cattete. senadores Pi. Jiliêiro Nfac.iaJ-j e Arllinr Lemos; deputidos Coe. !ho Netlo. h.u.o de Monjardim, 1oaq-ii:n Cruz ¦ ''it K°:,r_c'Jc» e FclUbtllo Freire; generaes
/ Ou"ucf,tó._Vl r&^.rA._átt «plU.11.. Saniento «lo sr. Marques da Rocha, eslá caía Um documento que accentua, caractcnzaii: do-a, a quadra de abastartlr.-.nentos nioraçs que o Brasil atravessa. Trata-se aqui da apresen-tação do tenente Mario Hermes a deputado pela Daltia. Leiam e pasmem. E' uma emprei-tadn dc (".tcotnmenila, sob q endosso do mi-nistro da Viação.
Após um pernóstico inlro:to, assim pro-segue c concluo a apresentação:
"li, cseollietidò-o sob a exclusiva responsa-biliilatle dos signatários do presente lliani-festo, que hoje lançamos a publico, oulro notne r.ão nos merece :i preferencia, oulro não nos offerccc garantias sólidas dc liber-dade. sem desprestigio de tantos dignos tle grandes honras, sinão o no iii.usims /" tenente Mario Hermes da Fonseca, cuja i!icur.\, Em 1.1.STAOIT, UOji: NA ADMIXISTiUÇAO SUlUtllloli 00 V.UZ, ltXCAlIXA UM VliRDAIlISIRO A.M1C.0 DA NAÇÃO UMA SltNTINltl.I.A UA BAHIA, UM BEM-FEITOR no 01'KiiAHio, -íi-ii ínmio, porque clle lambem o c — OPERÁRIO DO BEM.
A Bahia não lhe pútle tsqucecr os relevan-tes serviços e a sua gratidão não se deve ma-infestar sinão por unia significativa prova de alta confiança, e esla ficará perfeitamente consolidada offerecendo-ilie o logar de seu representante pelo 1" districto. E a classe opc-raria, que se julga 110 direito de fazcl-a cm nome desta terra amada, resolve, portanto, patrocinar a candidatura do (Ilustrei e bcue-mérito brasileiro i° tenente Mario Hermes da Fonseca para deputado federal, contando com o apoio de todos os companheiros de ira-balho. do povo baliiano, de quantos sonham a felicidade e a grandeza do Brasil,
liihia, 24 de novembro dc 1911." (Seguem-se numerosas assignáluras.)" Isso nos vciu pela mala' de liontcm. .Visitou lioivtem o dr. Rivadávia Corrêa, ministro da Justiça, o sr. Manoel Gancia Jove, ministro da llespauna.
O Supremo Tribunal Militar, for unanimi-dade de -colos, annullou todo o processo a que respondeu o capitão de fragata Marques da Rocha. Já é sabida esta resolução que honrou a quem a proferiu. Temos o dever de deixar consignado aqui os jus'os louvores aos juizes que souberam haver-sc com a mais alta e nobre isenção de animo, allieiando-se da atmo-splicra dc prolr.cçOc.3 cm que tem vivido o principal responsável pelo pavoroso morticínio da ilha das Cobras.
Annullado por aquelle Supremo Tribunal, o processo a que nos referimos, verifica-se o fundamento com que o Correio da Manhã profligou os organizadores daquclle amoiuji-do dc papeis, amoiuji-donde rcsaltava visivti, nítida, palpável, a intenção de afastar dos rigores penaes quem caiu por seus actos ou responsa-bilidades Jirectas sob a alçada da lei. Tudo quanto foi dito nestas colümrias durante o
jul-' Ainda bem que acabou cm paz a apuração da eleição municipal que se realizou ultima-mente na capital ila Bahia. As arruaças com que a gente do sr. Scabra pretendeu coagir a junta apuradora não produziram effeito, e a capital da Bahia está livre de ter á frente da sua edilidade um caixeiro dos Ouinles, com tantos interesses dependentes daquella edilidade. A politica negocista dos norte-anie-ricanos felizmente não medrou na Bahia.
IO intendente é o dr. João Santos, illuslre filho daquella cidade, que dignamente repre-sentou na Câmara dos Deputados, e não o sr. Júlio Brandão, forasteiro que appareceu na Bahia a serviço dos Ouinles c que só -pparentemente deixou de sen empregado dellcs para apresentar-se candidato. A apura-ção deu ao sr. João Santos a maioria de vol 03, bem como a maioria do Conselho Mu-nicipal do partido governista do Estado. O primeiro encontro deste partido com o par-tido arranjado pelo sr. Scabra foi esse, c a derrota dos amigos do ministro da Viação na capital c prenuncio da derrota que espera o trefego ministro na eleição de governador. O sr. Luiz Vianna, dando, em telcgramma, conta ao ministro da Viação dos trabalhos da junta, disse que esta tinha terminado a apuração, que fora favorável ao sr. João San-tos, mas que no dia seguinte procederia á contagem que com certeza deslocaria a vicio-ria para o sr. Brandão. Mas, não nos dirão o que quer dizer contagem diversa de cefu-ração.' Apuração já não i contagem? Que triea linha o sr. Vianna em nientc quando expediu o telcgrniniua n que nos referimos?
Xão houve contagem nenhuma. A contagem foi mesmo por oceasião da apuração, e esln reconheceu e proclamou a derrota do partido do sr. Scabra chefiado pelo sr. Luiz Vianna.
rando o convite já feito a s, cx. para assis-tir á inauguração da segunda exposição dos -trabalhos escolares a realizar-se, hoje, á noite, naquella cidade.
O dr. Pedro dc Toledo respondeu agrade-een-do e pedindo ao mesmo director para re-prcscntal-o ua referia festividade.
GRÃO TURCO. — Coivriiúa & g-rmivlc ven-da de fim dc anno com os prcçoD reduzidos dc 20 a 40 "I". Ouvidor, 96.
O ministro da Fazenda mandou restituir á Companhia Lloyd Americano o excedeu-te, ma importância de 50 apólices do valor nominal de 1 :oou$ cada tuna, que eslá em deposito, além -tia caução exigida por lei.
Quitod^27Sordado_pKoeS-não comprem sem confrontar preço
Por decreto dc lionlenii -foi nomeado para o cargo de inspector da Inspectoria <iè Portos, Rios e Caímos, o engenheiro Átlol-pito Del'-Vecchiò, director da oxtineta com-missão das obras do porto desta capital.
lEstá organizada a chapa da futura repre-sentação do Pará 110 Congresso Nacional por parte da parcialidade politica agora ali do-minante. A chapa para deputados deixa duas vagas para a oppo.si.ao. Xo Pará vae ter applieação, portanto, na próxima eleição, o prin.ip!o constitucional da representação da minoria. Que diffcreiiça dessa política da po-.lilica rancorosa, exclusivista, odieiita do sr. Antônio Lemos, qttc não dava á opposição, pelo menos ás suas figuras mais salientes, nem mesmo _-direito dc viver no-Estado I
Si outros boiis" resulta los já não - tivesse trazido ao Estado a verdadeira revoltição-po-iitica que ali se operou,com o governo do sr. João Coelho, já esse da segurança á mi-noria dc ser representada 110 Congresso, bastava para beuidizel-a c rccòmiiicudar aos ápplausos da nação os que a levaram a cffeito. E convém notar que n chapa, a que alltidimos, deixa dois losares á opposição, quando, só conruni, cila tinha satisfeito o preceito con-stitttciònal.
O candidato a senador é o sr. I.yra Castro. Xaíúràlmeníc o candidato adverso será o sr. Lauro Sodré, cuja victoria se torna difficil porque a machina eleitoral está ha muilo íc;n-po mouttda no Estado Jc modo favorável r.o partido dc que o sr. I.yra Castro é candi-dato.
O sr. Antônio Lemos anda por aqui ainda mexendo na politica do Para, mas felizmente sem resultado. A chapa foi feita á sua revelia, e :i sua revelia será vencedora. E, quanto r.o logar tle senador, o sr. Antônio Lemos vae ter o grande desgosto de velo preenchido pelo sr. I.yra Castre, a quem tanto detesta. Como se desfez etn vão pouco tempo o tão dc-cantado prestigio do sr. Lemos! Que sorte lhe reservou o destino I Agora mesmo, si elle qnizer intervir com os míseros rcslos de seu antigo predomínio uo pleito eleitoral, ou lia de curvar-se, na eleição de senador, no sr. Lyra Castro ou espetar-se 110 sr. Lauro Sodré. E não faltará muito para que nem mais se fale uo Pará no sr. Antônio Lemos, a não ser para exigir-lhe a prestação das contas de sua aJtniiiisiração ua Iulcndencia dc Bòlcrii, prestação que a criminosa generosidade do sr. João Coelho eslá deixando que prescreva. Para servir na fortaleza d_ Sati-la Cruz, no Estado de Sania Catliariiia, vae ser 110-meado o fiel de -" classe da Armada José Roberto de Souza.
Corria hontem na praça que o Estado do Rio de Janeiro tinha contratado um empresti-nio no estrangeiro, e que fora dcllc iritèrmc-diário o sr. Nilo Pcçanha. Xão nos informa-ratn as condições do empréstimo, mas o inl^r-mediaria é de tal ordem que nos faz crer que o negocio é bandalheira,
O sr. Xilo negociando empréstimos!... E o interessante é que o sr. Xilo foi sempre contra operações dessa natureza; íoi sempre dos que mais bradaram contra o abuso do credito externo pelos Estados c municipies, e mal sc apanha fora do governo, cm viagem pela Europa, melte-se a negociador de um!... Dizem que o sr. Oliveira Botelho não queria annitir a essa operação, e não via com bons olhes a interferência do sr. Xilo no negocio, mas que afinal sc dobrou a uma iiijuncçãò do sr. Pinheiro Machado.
E foi o sr. Nilo, quem assumindo a presi-delicia do Estado do Rio de Janeiro deu coiitra-ordem a um empréstimo já entaboladò pelo sr. Quintino Bocayuva, e íoi ainda o sr. Nilo, presidente da Republica, quem ini-pediu que o sr. Alcindo Guanabara levasse por deante o empréstimo nara a Prefeitura, de que fpi encarregado pelo sr. Scrzcdcllo.
Mas os tempos mudaram, c o sr. Xilo não resistiu á tentação dos que andam, nas praças curopcas, a oíícrccer quanto negocio ha aos homens políticos brasileiros que por lá oppa-recém, os quaes sc lhes afiguram tão bons c tão sérios como os estadistas dc Venezuela ou da America Central.
Foram liontcm assipiridos os seguintes decretos da pasta da Viãvão:
(Aposcnlando: na Direciona Geral dos Correios, o 1° official Leonardo Pires dc Castro Lop<-s c os carteiros de 1* classe Joaquim Florciitino Vaz e Guilherme da Rocha Soares; na Administração dos Cor-re;os de S. Paulo, o amahiiense Emílio Ca-pcllani c o carteiro de 1* classe Virgílio José de Oliveira.
"Essência Passos" cura cc.emas. 0 dr. Pereira Nunes, director da Escola de Aprendizes Artífices de Campos, tele-graphou ao ministro da Agricultura,
retíe-O ministro da Fazenda mandou pagar ao capitão de corveta Antônio Alves Fcr-.reira da Silva a quantia dc 7i.7di.33, Tcsían-te da dc que era credor.
A "SUCCUL1NA" faz renascer o cabcllo. Obitiveram licenças: de tres mezes, em pròrògação; o professor ordinário da Ks-cola Polvtcchnica desta capital, dr. João Fe-lippe Pereira; de egual prazo, -lambem em prorogação, o professor extraordinário da cadeira de anatoniia-microseopica da 1'aoul-dade de Medxiiia da Bahia, dr. Adriano dos Reis Gordiiho; c egual prazo, também em prorogação, o auxiliar da Bibliothcca Na-cionaf, Joaquim Saldanha da Silveira.
"Essência Passos" cura a sypiiilis. Quereis apreciar puro café ? Con prae só do Papagaio. ^
Foi promovido a chefe dc secção da Ad-min ist ração dos Conrcios do ter-mtorio do Acre o officiail da mesma administração, Ciuicsutxles Alwfcar Acauaii.
SAB0IU-VI~GÃ.V1.' CAH.VUA O Thesouiro Nacional concedeu hontem, por tolcgramnia, á D.kgacia Fiscal de Por-to Alegre o crediPor-to de i..fqo:oo_$. para pa-pamenio de foldos, etapas e gratificações a praças tio prtt-t, por conta das diversas ver-bas do orçamento vigente do Ministério da
Guerra. .
ILEGÍVEL
CASA COLOMBO
Não rJfjstanla ser Iiojo dia santo,
esle importante estabelecimento
abri-rá as suris portas parti attender aos
seus freguezes, que por um motivo
qualquer não fazem as suas compras
cm outro dia da semana, o por isso
chama a attenção de todos para a sua
colossal e vantajosa liquidação do
Natal cm quo está vendendo todos
os seus artigos, p.qr preços que não
temem concorrência.- - £
"-__jíe Pcwo a ímviar, cem «rgeircitj, 05 csiu.us a Estrada d'e Ferro de São I_Sz de Cace-es á cidalde.de Malto Gro.-?o;>,
lO ministro 'da Viação autorizou a^Rcpar-lição', Federal fie Fiscalização das Estradas de Fcr-ro a iniciar, cem urgência, os estudos da Estrada d'e
res
.. "Essência ji,M_}os" cura 'tfdrínros. O ministro -da Viação ui.ikou o dia ti do coT-reuie. ao bre-lo-día, para recebei" 'lima còmtmssao do Centro Contitnciuorativo 1° dc Maio Salvador de Sá. _que, chi nome do mesmo Centro, irá solicitar um favor para a classe operaria.
O Elixir de Mustruço, cura Asthma ou Broticlpte asthiuaiitia
Quitanda, 27
FL0.^.S0.T!ÍS
SC NESTA CASA
O mini-itro da Fazenda mandou que sc informasse ao Senado Federal, na consulta dessa casa do Congresso, sobre o pedido de licença, de um araio, feito pelo 3"_escripltt-rariò da Caixa dc Amortização, F.m.-lio da Silva Guimarães, que tal licença, não sefído solicitada por motivo dc nioleslia, só poderá ser concedida sem vencimentos. ,
Para facilitar as digestões .-. Silva Araújo.
Água
Ingie-O ihini.tro da Fazenda (le.vgnott o i" cs-oriptiirario do Thesor.ro Nacional Adelino Augusto Corrêa para examinar te dar pa-recer a respeito do trabalho, executado pelo escr.ipfitrário da Delegacia Fincai de Cnvaini. Salalhiel Paiva, sobre pensões de montepio.
Os pequenos
mercados
Lamenta-se a Gazela de Noticias porque nem o governo nem a Prefeitura se digna-¦rani ;i'..i.da atitendcr ás reclamações publicas contra a cálrestia dos jjemeros e ncni siuuer se resolveram a crear os pequenos merca-dos, onde os piròductõs da lavoura sejam di-iredtatiíaiite wndidos aos .otisumidorcs pelos próprios pfodnetores. Pois lahierita-se cm vão.
¦As coisas praticas da administração pu-bliva não sáo para nós. A politicagem absor-ve as nossas actividades, As me.horés ener-gias brasileiras sttccuiubeni no pântano da politica. E, no caso da Prefeitura, cm que a politica deve morrer nos primeiros tle-gráos daquclle ediíicio, a molleza nas rc-soluções administrativas é verdadeiramente lamentável.
Os pequenos mercados seriam, em qual-quer outra cidade, creados de um dia para o outro, pois não exigem despesas, nem pia-nos, nem cálculos importuno-. Bastaria que c prefeito 'designasse os locaes públicos on-de os mopcadòs livres funccionariaiii, e as horas do fiiiicoioiianieitío; depois de encerra-dos os niorcaencerra-dos,, bastaria uma carroça e uni empregado 'da Limpeza Publica, para 'íazer a iremoção dos despojos inevitáveis. Mus. talvez mesmo porque tudo isto seja simples, como se usa em grandes cidades curopcas, é que sc não faz euirc nós ! Porque a pre-oocttpação predominante é esta: ou nada sc faz, ou, si se faz, ha de ser logo á grande, com toda a espectàçitlosidade e magnifiçeti-cia. Veja-se o que suecedeu com o theatro: não havia nenhum, que pudesse corresppii-dor a um valioso auxilio á arte nac.onál; fez-se um, e esse tão -rico, tão magnificeh-lc, tão luxuoso, que o povo parece ter medo delle c não põe lá os pés. Também não ti-«liamos um mercado limpo, cm regra, ca-paz de aitlOÍKlcr ás necessidades da uma grau-tie capital. Construiu-se um, com toda a grandeza imaginável, mas collocado etn poti-to onde não vae tiingueiu 1
O nosso senso pratico administrativo c assim, fazendo lembrar, ás vezes, aqttcilc provérbio: por fora cordas de viola, por dentro pão bolorento.
iNaturalmente. para que os pequenos mer-cados sejam uni dia uma realidade, espera-seque elles sejam para alguém um bom ne-gocio; então, para isso, imaginãf-sc-ãq edi-licios de ferro, vistosos, locaes grandes, rc-gulameiTips -complicados, um pessoal mune-roso, «st.., isto é, o .ouilirario de tudo quaii-to é preciso para o fim que se tem cm vis-ta. Todavia, repelimos, os pequenos mcí-cátlos volantes seriam facilinios de organi-zar. Abi vae um exemplo: Ao fim da rua Frei Caneca ha um pequeno largo, hoje asphaltado, precisamente nos extremos das ruas Frei Caneca, Estado e Salvador de Sá. E' centro bastante populoso. No pe-quetio la-rgo, vinte ou trinta .pequenos lavra-dores fariam o seu ponto de venda, entre as 6 horas da manhã e o meio-dia. A essa hora cessaria o mercado, e uma hora de-pois estaria o largo varrido e lavado. No antigo largo da Cancclla,. cm S. Chrislp-vão, ha outro ponto rhagniíico para um pe-queno mercado. Como estes ha centenas dc locaes cm todos os bairros da capital. Já aqui dissemos, por mais dc uma vez, qual a fôrma pratica de realizar o serviço desses pequenos mercados: entregues aos agentes da Pre feitura, estes os fiscalizariam; a Pre-feitura arrecadaria diariamente um impôs-to mínimo, soo ou 300 réis por determinada área ò-cupada por cada hòrtclãó ou lavra-dor. a titulo -de limpeza publica; a cada ven-dedor seria .determinado o espaço máximo a òecupar; O prefeito indicaria em edital quaes os locaes onde poderiam fun.ccionar os pequenos mercados, que deveriam str cm muitos e diíícrentcs pontos da cidade. A pratica indicaria depois quaes os locaes mais preferidos pelos 'consumidores, e esses subsistiriam de futuro. Tudo isto é simples. Daqui resultaria que o povo entraria cm tránsacções direcías com os próduçtorçsj obtendo assim por menor preço hortaliças, legumes, frutas, etc. Os prodii-torcs,; livres da âeçãò Òppressora dos intermediários, ti-ráriam -melhores lucros do seu labor, e os consumidores por seu turno pagariam por preço mais motlico os gêneros necessários para a sua alimentação. A concorrência a todos favorecia.
Mas, .repetimos, precisamente porque isto c simples, é que se não faz. Não obriga-a grandes locubrações dc espirito, á commis-sões dc iiiqueriio, a planos gigantescos, a fortes dispen-dios, portanto...'.. não se faz! E assim continuaremos todos lutando com a cafcslia da vida, pois que não sabem admi-lustrar os interesses do povo aqtielles que são os nossos administradores.
tonio Murtiuho e Joaquim Duarte Murti-nho. de diffcreiiça dc vencimentos; e
tdde 2:016$, a funecionarios da Caixa de Amortização, de assignatura de notas cm novembro findo.
Tosso? BROMIL.
fhiif'iliil'i 97 Chapéos-Os últimos IJII1 .dllUil, _. modelos
Os drs. Estevão Carneiro da Cunha e Edgard Roqueltc Pinto foranv escolhidas para chefes de serviço tia Policlinica de Bo-taíoco.
O primeiro dirigirá o consultório de oto-rhino-Iaryngologia, e o segundo o de cirur-gia infantil.
¦ Para o corpo de internos des«a instituição entraram os acadêmicos dc medicina João Nery Penido e Alves Valença.
Conitelnelie? — RROMIL.
O promotor Coimbra
O promotor Honorio Coimbra, autor da dcscabellada promoção que analysámos li-geiramente, acerca da tragédia da Avenida; declarou que ia chamar á responsabilidade o advogado Luiz Franco, pelo commèhíario que aquelle fez ei peça bizarra do advogatlo da justiça publica.
Doeu-se o promotor das verdades que o advogado do porteiro do Club Naval dei-xou evidenciadas, verdades que o mesmo promotor fez patentes com o desplaiite com que aiffirmou na promoção, não haver in-dicios veliententes para a pronuncia dos assassinos do malogrado comniaudante 1,0-pes da Cruz, como autores lambem do feri-mento produziiío na perna do funecionafio do Club".
A c.vcehlin veritatis exigida pela nossa lei para prova da supposla caliimnia, no pro-cesso do sensitivo promotor, não terá o réo difíiçiildadc em fazcl-a.
O juiz, como o publico, eslão perfeita-mente convencidos de que esta prova está ampla e fartamente feita na promoção mês-ma do sr. Coimbra.
(Juit
ita-nda, 27 m t^v^m
GAZE CIIIFEONE a preços quo não ha exemplo Ao ministro da Agricultura commttincoit o presidente da Câmara Municipal dc Sehtá Sé, que existem registradas, na secretaria da -mesma edilidade, 53 marcas usadas por egual numero dc criadores do mesmo mu-nicipio, para assignalar o gado maior de sua propriedade,
Para pagamento de ajuda de custo que compete ao 1" csciripturario da Alfândega da Viatoria, Antônio Pacheco Ribeiro Jti-nior. o Thesouro Nacional concedeu o cre-dito dc .toojono.
Bebam o Café Ideai
O ministro da Fazenda mandou declarar ao delegado fiscal do Thesouro Nacional, uo Estado dc Minas Geracs, que aos fim-ceioiiãrios que falta-rem ao serviço, mesmo com causa justificada, não deve ser abona-da a gratificação addteional dc 50 0|°.
Quito(-a,27"r
Fazendas, modas armarinho a não tom competência om preçosBebam Antárctíca
A melhor tle todas as cervejas.
-_.«— ,,,;
O tuiniiltro da Viação autorizou o üârc-ctor dos Tclcgraphos a dispensar o t" te-nctite Sebastião Pinto da Silva do íogar dc inspector dc ia classe da comniissão de li-nlias tclcgrapliicas estratégicas de Matto Grosso ao Amazonas.
Rouquidão? ÜRO.MIL.
O ministro da Viação autorizou a Dtre-ctoria Geral dos Telegraphos a receber d providenciar sobre a sua conservação e custeio, as estações radiodelcgfàphjcás , de Sentia Madureira c Rio Branco, 110 territo-rio do Acre.
BA7A11 PARISIENSE - Grande
variedade do artigos pura Natal, desconto de 10 "i, om todos os artigos. 5, rua da C",-rioca, n. 5, ao lado da «A Gloria do Bra-sil».
O Tribunal de Contas, cm sessão dc hon-tem, foi dc pa"eeer que pedem ser legalriwn-te abertos os créditos,: -de 359 :S_io$758. para pagamento de fornecimentos feitos ao Mi? mistério da Justiça, em 190S c 19091 dc 30:000?. para pagamento ao maestro brasi-ieiro Maeipel Joaquim dc Macedo, afim dc pòdjer concluir a paohcsliração, cópia e im-pressão do drama lyrico Tiradcntes, e de iS".6_o$82t, para alteiãde. ao atigmeiito _de despc.ia com a reorganização da Escola Na-'.ional de Bellas-A-rtes.
Tiifeiranionte grátis obiem v. cx. o seu retrato, em tamanho natural, ricamente enim.I-«ItiraJo, nos clubs da Galeria Artística Portu-tugueza; Avenida Central ic.sl.
Preparação do DR. ZAMBELETTI
UNICO AGENTE A. Manoel Coelho GElVriEAr, (AIIAIIV l«R, 1 anilar. Ri»
O cheiro do gaz
Os senhores já notaram o cheiro que o gaz agora tem? Hão dc forçosamente ter notado. O cheiro do gaz não sc parece em absoluto com aquelle que o poeta 13. Lopes descobriu na egrégia pessoa do sr. presiden-te da Republica. E1, por isso mesmo, um cheiro intolerável, cuja existência sc jusli-fica em quaesquer outros canos da cidade, monos nos canos do gaz.
Por que não se trata tle saber dc ctii: elle vem?
A TORRE EIPFEL
97, Rua do Ouvidor, 97
VESTUÁRIOS E TODOS Ç.S AR-TIGOS PARA CREANÇAS* Cirande venda cçm abati-mento real de SO o\o.
Quitanda, 27
Quereis dar umasfestas a vossas criadas, proetirae nesta casa aG10C0NDA,
tecido fino om côr, forto e bnratissimo O ministro da Fazenda expediu a seguiu-t. circulai:
"Rcvomiuendaiulo aos srs. chefes (lc rc-partições aduaneiras que remetiam sempre, com a maior urgência, sob pena de rc:pon-saWíjidade, aos consulados brasileiros, as sc-gundas vias dos certificados dc exportação de que trata o decreto 11. 8.547, de 1 dc fe-vereiro do corrente anno, declaro para os devidos fins que, no init.uil- dc evitar pre-juízos causados pela demora das mercado-rias em .ra.ii.ito, autorizo nesta daia aos consulados a, no caso de lhe serem apre-sentadas as primeiras vias dos mesmos cer-tifieados, quando ainda não houverem rece-bido as segundas vias, tclegraphare.m á re-partição aduaneira do porto de origem das mercadorias, requisilaudo a remessa, por tclcgramnia. dos dizeres essenciaes das se-gimdas vias já enviadas pelo Correio e yi-sar a primeira via, si os seus dizeres cpmbi-naretn eom cs desse telegramma,_ mcr.cto-natt.lo que o visto é lançado em virtude de autorização deste ministério.
Outroskn, rccomniendo aos mesmos srs. chefes que o despacho das mercadorias cujos .ratificados de exportação houverem sido visados pelos cônsules, em virtude da aiiudida autorização, só seja feito mediante termo dc responsabilidade, com o prazo de 60 dias para solução de quaesquer duvidas futuras."
Banana-JPassa S^
em cleijantcs latni. S-,breoncsa »icellente. O Tribunal de Contar, registrou hontem o credito dc 645:250$, pura p.ti.mne-.itodti suli-sidio aos meandros do Congresso Nacional, durante a prbrógaçãp da •_clua! sessão ate o dia 3 de dezembro. . , ., ,.
íncisc credito neham-sc indliidas dtver-sas quantias para pagamento das ibsprsas feitas nas secretarias do Senado e Lamara, no mesmo periodo.
O minisiro da Fazctttla autorizou o inspe-ctor da Caixa de Amortização a proyideh-ciar no sentido dc ser eliminada a cláusula de ináiienabilidáde que se acha gravando as 50 apoKccs da divida publica, do valor nominal de 1 :ooo$ ceda uma,, que haviam sido offorccidas para constituirem o patri-mr.ti.io do Colicgio S. Vicente dc Paulo, em PctTopolis.
O Ministério da Agricultura creott no município dc Escada, Estado tle Pernambli-co, uma cslação experimental de caiina de assucar, já tendo sido tomadas as providen-cias necessárias para que, feita a escolha e ácqúisição das terras necessárias, se iniciem as obras da sua inslallação,
Segundo estamos informados, é pensa-mento do dr. Pedro de Toledo crear tam-bem, 110 norte, uma estação experimental de algodão, logo assim lhe seja presente o relatório dos estudos sobre a cultura, bc-iieficiamcnto c enfermidade, do algodão 110 Pcrú c nos Eslados Unidos, estudos esses dc que sc acha incumbido o dr.Sá Pereira, que, para o mesmo fim, já visitou o Egy-pto. onde ha grandes plantações dessa mal-vacca,
F.ssas estações têm por objecto o estudo experimental de todos os factores da pro-ducção agrícola regional, afim de fornecer aos' lavradores os dados precisos para o aperfeiçoamento dc uma determinada cullu-ra, executar gratttitamento analyscs de terra, adubos, attender ás consultas dos la-vradores sobre questões agrícolas e distri-buir sementes seleccíonadas das melhores qualidades da planta cuja cultura se tenha cm vista vulgarizar.
<3-_s._a_i_:_5_._srx_a_ .
A melhor cerveja Pllsen e Muneben O director da Despesa do Thesouro Na-cional tel-graphoti hontem ao delegado fis-cal no Amazonas, indagando si foram pagos ao dr. Cândido José Mariano, 110 pe-riodo (ie 20 dc agosio a 31 de dezembro de 1009, os vencimentos do cargo dc prceíito do Alto Purús.
O ministro da Fazenda indeferiu o rcqtie-riniciitó da Prefeitura do Districto FederaL pciiittdo a enirega do terreno pertencente á Fazenda Nacional, sito á Quinta da Boa Vista, á -rua Pedro Ivo, por ser necessário ás obrai de melhoramentos actualmenle cm execução na mesma Quinta.
Aitlimn? BROMIL.
O ministro da Viação autorizou a Com-patihia Paulista de Estrada; de Ferro _a fazer uma ligeira modificação no horário dos trens de passageiros, no ramal de Bauru.
Registrados pelo Tribunal de Contas, o Tliesouro Nacional vae effecluar os seguiu-le? pagamentos:
Klc 105:713?no, a Sigund & I.cibmamn de serviços prestados no ramal de Sabará e Satiii.-Vnna dos Ferros, da Estrada de Fer-ro Central <lo Brasil;
de 7:o7&?7So, a Mime Sc C, . outros, de fornecimentos á Repartição de Águas, Es-gotos e Obras Publicas;
ide 17.-401 $500, a diversos, idem, á Estrada de Ferro Central do Brasil;
de 6t5o.|$8S6. 4:7I5?SI°, 7-.5i$"5, to:7_>6$44l e n :303?448, a diversos, dc for-nocinientos á varias dependências do Minis-terio 'da Justiça j
de 4:3-0?io3 é 9:058$. aos drs. José
An-Pingos e Respingos
"Pernambuco — Foi riotieja-_ do que nos municípios do in. tcri°r foram invadidos quartéis t destacamentos, sendo quei-nados palmatórias., chicotes^ e troncos,"
O vcllio Leão solta o ronco, No Ktcifc a garra afia; K não .^e _alva nem tronco Xas mallas -da o!igarch!a.
Os presidentes tios uo-sos principaes clul)3 car-navalc.coã dão-nos a tri.tc noticia tle qu.f prova-wlm-jrttc não teremos Carnavcl era feveruro, Tainboin, para que ? Si tivemos alé agora neve iiiozes .bsoluiam.ntc carnavalescos ?
*
»
Os doces e me!_o_ aborisenes do «r, Rontlon atacaram uma turma de trabalhadores da Noroeste do Erasil. Houve Juta. Os caingangs "brabos foram", apezar dos coiucllios bUiinaçIos pelo pes. soai do coronel,
Resta-nos agora esperar pelos e.ooo kiloinetros de Í-íp.s hi1egrai»lixas sobre a conveniência de atla-ptar os selvicolas _. sociedade moderna.
*
* *
Um dos últimos descobiidorcs do Brasil (êSo tantos !) publicou um livro sob:*e o no.so paiz em 1911. O livro é unia edição pouco correia c nada augmcntarla dc uma obra do sr. Charles Morei, -publicada em 188;.
O sr. Slorel vae, naturalmente, protestar. O sympatlilco redactor da £t.i/<, descobriu o Brasil ha muito mais tempo e como o Caramurú aqui ee deixou ficar; e no tempo de sua descoberta nao havia ainda a salutar ii_t!tui;ão dos avisos reservados,
Cfi-ano * 0.
Uma carta do sr.
Coelho Lisboa sobre
o momento político
"Men
caro Duqttc-Fstrada — Em fosl-scriplunt ao teu "Registro Literário", àliu-(lindo á noticia da candidatura do tenente Mario Hermes a deputado federal pelo pri-mçiro districto da Bahia, após alguns eou-ceitos por -teu coração de amigo cinitlidos a meu respeito, me interpellas perguntando "publicamente
o que penso dessa cândida-tura e da altitude do marechal Hermes, que tolera semelhante exploração por parle d'c seu ministro" (sr. Seabra).
Como sabes, contestei ha tres -annos, no Senado Federal, entre outras eleições, as do Ceará, em que figurava Thotnaz Accioly, eleito cm pleito presidido por seu pae. com-memlador Nogueira Accioly; as dc Ala-goas, em que figurava o barão de T-raipú. em pleito presidido por seu genro Eu.lydes Malta; as do Espirito Santo, cm que fiigUr rava Bernardino Monteiro, em pleito presi-dido por seu irmão, o conde Jeronymo Mon-teiro; as de Goyaz, em que -figurava o sr. Bulhões Jardim, em pleito presidido por seu primo, o sr. Urbano de Gouvea; e as de Minas Geracs, em que figurava o sr.
Buciio de Paiva, em pleito presidido por seu primo, o sr. Bueiro Brandão. Esses es-eandalos, ua renovação -tio terço do Senado, produziram tal impressão naquella casa do Congresso, aliás por demais desmoralizada, que um projecto de lei foi apresentado es-tabclecendo' a incompatibilidade eleitoral entre o presidente da Republica, presiden-tes e gove-rnadores de Estados e seus pa-rentes até segundo gráo. Esse projecto, ap-provado pelo Senado, foi remettido á Ca-mara dos Deputados, onde recebeu, 110 cor-remle aivno. emenda restringindo a jncompa-tibilidade do presidente da Republica com seus parentes, ao Districto Federal. E\ como sabes, leader da Câmara o «r. Eon-seca Hermes, irmão do presidenle tia R-epu-lilica, (rcipitlailo ultimamente eleito pelo Rio Grande do Sul.
Quando a politica positivo-jesuilícá da óligárçhia sul-no-graiwlensc maehlnou a candidatura do dr. Fonseca Hermes por aquelle Estado, em conversa com esse aiilii-go lhe fiz seiwir quanto a sua candidatura vi-ria perturbar o jrogranuua político do ma-rcchal Hermes da Fonseca e, logo após, falei ao marechal a respeilo, tentando de-inoustrar-lbc quanto uma tal candidatura viria acoroçoar os oligarchas c contrariar as intenções por s. cx. continuàdajncnle 111a-infestadas de destruir as oligarchias.
O marechal respondeu-mc ser is'o ques-tão ¦<U politica do Rio Grande do Sul, quo elle nao podia contrariar.
Retirei-mc de palácio conirislado, preven-do os resultapreven-dos íataes de tão desastroso acontecimento poiilico.
A maioria dii Câmara dos Representantes da Fraude acelamou leader o novo depu-tado dr. Fonseca Hermes,, manifestação de servilismo que bem traduziu a aspiração «Ifc lhe ser dado um feitor que a; dirigisse ao sabor do -chefe do poder executivo.
Bem se vc que o sr. Borgc; de Medeiros, chefe da oligarchia sul-rto-grandensc, em seu lance polilieo preparava elementos para sua eleição a governador do Estado
Dez longos annos o sr. Borges dc Medei-ros governou o Eslttdo do Rio Grande d'o Sul, fazendo-se reeleger, exemplo nefasto, logo seguido pelo sr. Mont.ncgrp no Pará, pelo sr. Accioly 110 Ceará e pelo sr. Malla cm Alagoas. Como o celebre conego Wnlíredo Leal, da aladroada oligarda Nei-va-Machado, sc faz hoje candidato na Pa-rahyba do Norte á eleição presidida pelo seu suecessor João Machado, a quetn pre-tende sücceder, o sr. Borges dc Medeiros, 110 Rio Grande do Sul, se faz candidato á stieecssão do seu suecessor 1
E tudo islo sc dá uaqiiclle prospero e hc-roico Estado da Rapiih!ica._, cm nome do chamado caslilhi-mo, isto é, cullo ao fun-da-lor da oligarchia rio-gràndensè, cujaí Con-stituicão aberra d'a Constituição Federal do Republica, cm que devoria ser calcada 1!
O mòneltcrismo rio-giaiidcnse fez de Ju-lio de Caslilhos um mytho. esquecendo a sua cumplicidade com o golpe de E_stailo que a politica ccinpadresca do sr. barão d> Lticcna desfechou sobre a Republica nascetl-te, com o fim dc desviar os saldos do The-souro para o Banco de Credito Universal, semi-fallido.
O movimento popular que sc acaba de dar cm Pernambuco, para reivindicar o ul- . rctt'0 do voto, cujo livre ex.rcic.io. organi-zamlo governo, sagra a autonomia estadual, tende a generalizar-se em todo o território do Brasil, destruindo uma por uma as oli-garchias numa revolução benéfica, a cuja frente se collocará o marechal presidente da Republica, levado pelos acontecimento, que, como cm Pernambuco, demonstrarão quanto pôde a vontade enérgica dc uni povo. l\'o extremo sul, pelos pampas, já sc fa-zcin scintir 09 pronurjcips da próxima borras-ca que (leve preceder o despontar do sol da liberdade 11a pátria de Bento Gonçalves I
O discurso 'do sr. Fonseca Hermes, cm resposta ao sr. Anmibal Freire, reprcscntaii-te dc seu sogro — o conselheiro Rosa e «ti|va _ naquella casa do Congrrs;o. e ao eloqüente st. Mangabeira. bem demonstra a desorienlação que o representante da oli-garchia rio-grandensc tem dado á política, em princípios do aclual periodo governa-mental. Falando, como si fora o próprio presidente da Republica, vem o sr. Fonseca Hermes confessar que errou nas previsões sobre o pleito a ferir-sc no Eslado de Per-nambuco; sitggcriu "se fizesse naquclle, como nos demais Fitados, a politica das maiorias organizadas"; predisse, interessa-do pela sorte d'e seu amigo o general Dati-tas Barrelo, a derrota deste, cuja ' candi-datura amparada pela opposição, colligada de Pernambuco, quizera ver apoiada por todos os elementos honnistas do Falado.
'IInfelizmente não foi assim, diz s. ex.? "A maioria chefiada pelo consèlhçirt Rosa e Silva não n'a adoptoil, o que valia dizer, segundo presumi, que a candidatu/x Dantas, em pleito livre e sem pressão olf:-ciai como desejavam todos os que commu.v gavain do pensamento do marechal, aão poderia ser triumphante."
O sr. Fonseca Hermes "confiava na acção imparcial do marechal Hermes c no presti-gio do sr. Ro-:a e Silva".
Amigo do general Danías Barreto, era o inspirador da politica aclual também amigo de José Marianno, alma do povo pernambucano, victirhado ha dezeseis annos pela politicagem exploradora do cor.selhci-ro Rosa e Silva, chefe da oligarchia de Pernambuco. Si consultava os dicíames do sett coração sobre a orientação qtie deveria dar á politica com relação áqucl'e granJo Estado da Republica, tendia para_ o yelh. amigo de todos os tempos, que via diária-mente pela manhã, no Cattete. arrastando-se enfraquecido por tenaz doença que lhe) minava a existência, a exhortar do govtr-no um accegovtr-no que levasse esperança áquel.O desgraçado e altivo povo, dectijo seio sur-gira consagrado tribuno! Si consultava á cabeça, investigando, com a sua reconhç-cida intelligcncia, os phenomenos soeiaes que sc manifestavam naquclle Estado, de-cidia pelo sr. conselheiro Rosa e Silva, conl quem, aliás, se achava duplamente estre-mecido. E' que s. ex„ "devotado aos prfa. típios republicanos e por elles se batendo, confiava no prestigio do sr. Rosa e_ Silva , chefe oligarcha, conselheiro do impero, que desfigurara a candidatura do marechal Hermes da Fonseca, remeitendo, com Q4 demais oligarchas, actas falsas da eieiçio presidencial que tanto escândalo causaram, e em grande parte desmoralizaram aeleiçSO do marechal Hermes da Fonseca, cuja cart» didatura surgira das acckmaçõcs popula-res e -fora pelos oligarchas adoptada oom . ' íito de occultartm estes a fraqueza tlMtCíiJ