Rev Assoc Med Bras 2008; 54(3): 189-201
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anorama I nternacional
Clínica Cirúrgica
FUN D OPLI CATURA VI DEOLAPAROSCÓPI CA
COM PRÓTESE NA HI ATOPLASTI A
A fundo plicatura vide o laparo scó pica co m hiato plastia to r-no u-se uma impo rtante fe rrame nta te rapê utica r-no tratame nto da do e nça do re fluxo gastro e so fágico (D RGE). Entre tanto , as altas taxas de re cidiva nas cirurgias tê m le vado alguns cirurgiõ e s a pro po r o uso de pró te se s na hiato plastia para dim inuir e ssas taxas, po is a re co rrê ncia e stá m uito asso ciada à re cidiva da hé rnia hiatal, e a co rre ção , se m o uso de te la, te m índice de falha muito e le vada.
O s auto re s avaliaram 551 pacie nte s subm e tido s à fundoplicatura videolaparoscópica para o tratamento da doença do refluxogastroesofágico, entre março de 1998 e julho de 2004, sendo que 335 foram submetidos à correção sem tela, e em outros 176 utilizada tela de polipropileno de forma rotineira.
O s re sultado s fo ram avaliado s pro spe ctivam e nte e o pe río -do de aco m panham e nto fo i de -do is ano s. Fo i o bse rvada um a taxa de re co rrê ncia anatô mica significativame nte me no r no grupo e m que fo i utilizada te la 1,8% no grupo co m te la vs 6% no grupo se m te la. N ão fo i o bse rvada uma maio r incidê ncia de co mplicaçõ e s re lacio nada à te la, tais co mo e ro são , fístula o u infe cção no pe río do de aco m panham e nto do e studo . N ão fo i e vide nciada re lação e ntre o tamanho da hé rnia hiatal e a re co rrê ncia, be m co mo não ho uve dife re nças significativame nte e statística e m re lação a sinto m as de disfagia no s do is grupo s.
O s auto re s co ncluíram que o uso ro tine iro de te la na cirurgia laparo scó pica para tratam e nto da do e nça do re fluxo gastro e so fágico é se guro e e fe tivo , de ve ndo se r indicado inde pe nde nte do tamanho da hé rnia.
Coment ário
O uso de telas nas hiatoplastias durante cirurgia para trata-m ento cirúrgico da doença do refluxo gastroesofágico tetrata-m levado a m elhores resultados a longo prazo com a cirurgia quando com parados a sim ples sutura dos pilares sem tela.
A necessidade de reoperação dos pacientes na recidiva é sem pre um a cirurgia m ais trabalhosa e com m aior incidência de com plicações. A técnica sem tela, devido à alta recorrência, deve ser questionada.
O presente estudo, certam ente, não esgota o assunto e a discussão sobre o uso de tela nas fundoplicaturas. Algum as questões perm anecem não respondidas, tais com o o m elhor tipo de tela e a m elhor técnica de fixação.
O aprim oram ento da técnica videolaparoscópica na cirurgia para DRGE com o uso de tela tem m elhorando substancialm en-te os resultados, devendo ser utilizadas por cirurgiões com treinam ento adequado para benefício dos pacientes.
ED U ARD O NEU BARTH TRI N D AD E
MAN O EL RO BERTO MA C I EL TRI N D AD E
Re fe rê ncia