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Aula 02- O nascimento da ética no ocidente

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1

O nascimento da ética no

Ocidente:

Ethos – Saber Ético – Ética

AULA 02

(2)

Objetivos

Discutir

o conceito de ética e sua

relação com os valores religiosos.

Explorar

o significado da idéia de Ethos.

Mostrar

a especificidade de uma

(3)

Expoentes:

Os sofistas;

Sócrates;

Platão;

(4)

Os Sofistas

“O homem é a medida de todas as

coisas”

(Protágoras)

 O homem, isto é, cada indivíduo, decide

soberanamente, de acordo com seu critério pessoal, todas as questões de conhecimento, ou de comportamento.

(5)

Característica dos sofistas:

 Pensamento relativo absoluto: Tudo que

existe é impermanente, mutável e plural.

 Idéias gerais e individuais, baseadas na

opinião;

 Impossibilidade lógica de se estabelecerem

conceitos e definições universais;

 Variável apreciação intuitiva do

(6)

Utilitarismo – Mais do que servir ao Estado,

os sofistas ensinavam a empregar as habilidades retóricas a serviço dos interesses particulares, manipulando, se necessário, os sentimentos e as paixões.

Oportunismo político – Se não há nada justo e injusto em si mesmo, todos os meios são bons para se atingir os fins que cada um se propõe. O bom resultado justifica os meios empregados para conseguí-lo. A eloqüência é a arte da persuasão e pode ser empregada indistintamente para o bem e para o mal.

(7)

Condenação e reabilitação dos

sofistas

 No diálogo Sofista, Platão mostra Sócrates a debater diversas definições para os sofistas:caçadores

interesseiros de jovens ricos; comerciantes do ensino e das virtudes;

 A erística é a arte de batalhar com palavras

(logomaquia, para os gregos), ou seja, a arte de vencer nas discussões. Como se vê, Platão reduz o sofista á condição de comerciante do saber, mercenário do espírito, mero ilusionista sem conteúdo.

(8)

O grande problema da

sofistica

 A moral, portanto, - como norma

universal de conduta - é concebida

pelos sofistas não como lei racional do agir humano, isto é, como a lei que

potencia profundamente a natureza

humana, mas como um empecilho que incomoda o homem.

(9)

 os sofistas estabelecem uma oposição

especial entre natureza e lei, quer

política, quer moral, considerando a lei como fruto arbitrário, interessado,

mortificador, uma pura convenção, e entendendo por natureza, não a

natureza humana racional, mas a natureza humana sensível, animal, instintiva.

(10)

A realização da humanidade

perfeita, segundo o ideal dos

sofistas, não está na ação ética e

ascética, no domínio de si mesmo,

na justiça para com os outros, mas

no

engrandecimento ilimitado da

própria personalidade, no prazer e

no domínio violento dos homens.

(11)

Sócrates

e a crença que basta saber o que é a bondade para ser bom

 Antes dele não teria havido uma reflexão organizada sobre a ética e o "homem moral" a não ser o

relativismo dos sofistas, neste sentido é inegável que ele é o "Pai da Ética.

 É com os sofistas que Sócrates dialoga, em um esforço para refutar seu relativismo moral. Sócrates defende a

identidade entre os interesses individuais e os

comunitários como único caminho para a felicidade, o que implica na valorização da bondade, da moderação dos apetites, na busca do conhecimento.

(12)

PLATÃO: Sobre a Justiça

 Não há dois modelos de justiça, um para

o indivíduo e outro para a sociedade;

 É sempre o mesmo paradigma que deve

orientar, quer a vida individual, quer as instituições políticas;

 A assimilação da justiça é a ordem, da

(13)

ARISTÓTELES:

 A ética é por excelência uma ciência,

cujo objeto são as ações humanas

tendentes à produção de um resultado concreto;

 O objeto da ética é o supremo bem a

que podem aspirar os homens, isto é, a

(14)

A ORIGEM:Êthos / Éthos

 O termo ética “é um adjetivo

substantivado em cuja origem

etimológica encontramos dois

termos gregos:  (êthos)

morada habitual, toca, maneira de ser, caráter e  (éthos)

costume, uso, maneira (exterior) de proceder”.

(15)

Êthos

(virtude individual)

 A virtude não nasce naturalmente nos

homens.

 É necessário que os homens se

exercitem na virtude para conhecê-la e praticá-la.

É preciso distinguir a vontade da

(16)

Éthos (a lei moral-social)

 A natureza do homem é racional e tem

por conseqüência a razão de toda a humanidade;

 A racionalidade realiza o bem que é ao

mesmo tempo felicidade e virtude;

 O raciocínio passa, insensivelmente, da

vida individual à social, dos hábitos pessoais às leis, e vice-versa.

(17)

Fenomenologia do

Ethos

ETHOS PRÁXIS VIRTUDE / HÁBITO TRADIÇÃO / COSTUME LINGUAGEM CONDUTA

(18)

Natureza e formas do saber ético

 O processo de assimilação ativa,

qualitativa e organizada do real torna possível uma atitude crítica e assertiva do cognoscente em face do objeto

conhecido SABER – ora materializado nas técnicas, ora expresso pela linguagem.

(19)

A reflexividade compõe o

SABER

ÉTICO

a partir de dois aspectos:

“Eu sou”

– responsabilidade e

intencionalidades das ações para a

realização do ethos.

“Eu devo”

– experiência racional

imanente do ethos e prescrita pela

legitimidade social.

(20)

Formas culturais privilegiadas de

expressão e transmissão do

SABER ÉTICO:

Religião – crenças, ritos/rituais, interditos e

práticas regidas por normas de conduta.

Sabedoria – identidade/tradição cultural

responsável pela conservação e transmissão dos costumes.

Artes – expressão do saber e do ideal ético

(21)

Do Saber Ético à Ética

SABER ÉTICO – por sua finalidade

normativa, indicativa e prescritiva do agir humano, é um saber vivido nas inúmeras vicissitudes do cotidiano

humano.

ÉTICA – é uma saber pensado que

permite traçar com êxito um espaço razoável para o agir humano.

(22)

SABER ÉTICO - Religião / Sabedoria/Arte-Ciência e Tecnologia ÉTICA Leis / Liberdade -ETHOS Tradição / Virtudes -Razão

(23)

Paradigmas éticos -

sua finalidade é

conciliar o universal (necessidade) e o

particular (contingência):

Convencionalismo

Naturalismo

Intelectualismo

Normativismo

(24)

Os problemas éticos

fundamentais

:

 INTERSUBJETIVIDADE:Valor do

Indivíduo.

UNIVERSALIDADE: valor do Bem ou

do Melhor

 CONSTÂNCIA/REGULARIDADE:valor

(25)

Estrutura conceitual da Ética

Ciência do Ethos = explicação e

justificação racionais dos costumes que formulem igualmente as leis ou normas a que deve obedecer o agir razoável e

sensato segundo o ethos.

Saber de natureza filosófica cujo objeto é a práxis ética.

(26)

 A práxis humana caracteriza-se pela

ação ordenada ou voluntária em vista de um fim. Técnica (fazer) Produzir de um bem ou serviço exterior -Ética (reflexão) Aperfeiçoar-se Ser melhor Interior

(27)

-

OS DOIS REINOS DA ÉTICA

:

Na práxis ética entrelaçam-se a

necessidade do fim (“viver no bem” / “realizar o melhor”) e a liberdade (agir consciente e racional) do agir na

aceitação do fim.

Constância e continuidade virtude

(28)

Categorias constitutivas da

Ética:

Bem

Fim

Virtude

Justiça

Liberdade

Consciência moral

Obrigação moral

(29)

Sinopse histórica da Ética

Continuidade temática e conceptual do pensamento ético das suas origens à

atualidade;

 Pressuposição de um núcleo antropológico que sustenta essa continuidade;

Intencionalidade metafísica que orienta o pensamento ético na busca de sua

(30)

Ética Antiga:

Sofistas – princípios morais resultam de convenções humanas.

Sócrates – princípios morais resultam da natureza humana.

Platão – o bem se encontra nas

(31)

Aristóteles – o bem encontra-se na

felicidade (desenvolvimento da racionalidade e a vida na Pólis).

Período Helenístico :

Hedonismo – o bem encontra-se no prazer.

Estoicismo – o bem encontra-se no temor ao divino.

(32)

Ética cristã-medieval

:as

concepções éticas estão impregnadas pelos valores religiosos e o bem

encontra-se na fé religiosa.

Santo Agostinho: defensor da teoria da predestinação e da salvação pela fé.

Tomás de Aquino: defensor da teria do livre-arbítrio e da salvação como busca racional do homem pelo divino.

(33)

Ética Moderna

Hobbes; Spinosa; Rousseau

a norma moral se funda na lei natural, no interesse e na própria razão.

Ética Kantiana

o agir moral funda-se exclusivamente na razão e no dever.

(34)

Ética contemporânea

Marx – consciência moral é reflexo das relações sócio-político- econômicas.

Nietzsche – a conduta humana moral conduz a culpa e ao ressentimento

(35)

Freud - consciência moral supõe autonomia e espontaneidade.

Existencialismo – a consciência moral resulta do engajamento

político-social.

Habermas – a consciência moral centra-se na razão comunicativa, na

(36)

Atualidade

– a consciência moral centra-se na idéia de justiça,

igualdade e eqüidade de direitos e deveres necessários a preservação da existência humana e de sua dignidade.

(37)

Referências

 VAZ, Henrique C. de Lima. Escritos de

Filosofia IV: Introdução à Ética filosófica 1. 2ª ed. São Paulo: Edições Loyola,

2002. Capítulos 1 a 3, p. 33 a 66.

 ARANHA, M.L.A.; MARTINS, M.H.P.

Filosofando: introdução à filosofia. 3ª ed. rev. São Paulo: Moderna, 2003. Unidade V, p. 300 a 362.

Referências

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