1ª Edição | 2010 |
O Brasil sob a Nova Ordem
A economia brasileira contemporâneaRosa Maria Marques e
Mariana Ribeiro Jansen Ferreira
Organizadoras
Fusões e Aquisições
Uma forma de estratégia
Uma forma de estratégia
competitiva
competitiva
Introdução
Durante a década de 1990, houve um grande aumento no número operações de fusões e aquisições (F&A) em todo o mundo.
Ao lado do crescimento via fusões e aquisições, a escolha geográfica da produção foi cada vez mais determinada pela importância dos custos, visto que isso foi o responsável por parte da recuperação da taxa de lucro, com as composições de aplicações financeiras das grandes empresas.
Em geral, atribui-se esse movimento ao fenômeno da globalização, caracterizado por profundas transformações nos padrões de concorrência entre países e empresas.
1. Aspectos Teóricos do Movimento de Concentração e Centralização do Capital
O tema de F&A tem sido abordado por diversas áreas epistemológicas do conhecimento, principalmente pela economia, administração e pelo direito.
Cada uma dessas áreas observa esse fenômeno segundo critérios próprios e, em geral, para análises de estudos de caso de setores e/ou empresas específicas.
Fusões e Aquisições
Uma fusão entre duas empresas acontece quando ambas retêm o controle acionário sobre suas próprias pessoas jurídicas, ao passo que uma aquisição envolve uma das empresas que adquire, através da compra de ações, uma participação acionária majoritária na outra empresa (LACEY, 2006, p.16)
A microeconomia divide a abordagem sobre fusões e aquisições em duas vertentes: o da economia industrial e o da financeira.
Fusões e Aquisições
A economia industrial analisa o desempenho das F&A na ótica da contabilidade, isto é, lucratividade, rentabilidade e comportamento das vendas.
Já no caso da abordagem financeira, o foco fica por conta dos resultados no comportamento dos preços das ações.
Marx (1980) explica que a concentração do capital pode vir a ser uma forma que minimiza ou se opõe à queda tendencial da taxa de lucro. Hilferding (1985), ao analisar a Alemanha, verificou que esse país foi o primeiro a romper de fato com o liberalismo, principalmente por falhas dos mecanismos de autorregulação.
Fusões e Aquisições
Aglietta (1979) explica que a concentração do capital é resultado da concentração técnica associada à centralização financeira, ou seja, ocorre quando a quantidade se transforma em qualidade.
2. As Fusões e Aquisições no Brasil
A história brasileira demonstra a forte presença de grandes grupos transnacionais na formação das bases capitalistas no Brasil, principalmente a partir de sua industrialização, feita com base no tripé Estado, empresa nacional e empresa e capital externos.
Fusões e Aquisições
Segundo dados da Unctad, houve um crescimento de operações de F&A no mundo de 4.149 em 1991 para 5.378 em 1998, e quase 90% dessas transações envolveram algum país em desenvolvimento.
A Tabela 7.1 mostra o número de operações e fusões e aquisições ocorridas ao longo das décadas de 1990 e 2000.
Fusões e Aquisições
O capital externo vem cumprindo um duplo papel no processo de F&A no Brasil: de um lado, participa ativamente comprando e incorporando empresas do setor produtivo.
E, de outro, entra como capital produtivo, mas por meio de grandes conglomerados, em que não é possível desmembrar as atividades de capital produtivo, de empréstimo ou mesmo fictício.
O sistema brasileiro de defesa da concorrência conta com três órgãos: Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (Cade), Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) e Secretaria de Direito Econômico (SDE).
Fusões e Aquisições
Já a SDE é parte da estrutura do Ministério da Justiça e, portanto, é responsável pelo enquadramento jurídico dos pareceres emitidos pela Seae.
O Estado brasileiro, mediante um instrumento jurídico, o Cade, reconhece que os processos de concentração são maléficos e esclarece abertamente que seu objetivo é assegurar o bom funcionamento das leis de concorrência.
3. O Processo de Concentração no Setor Bancário Brasileiro
Pesquisas recentes revelam que os lucros dos bancos cresceram em mais de 1.000% no período de 1994 a 2003.
Fusões e Aquisições
Os bancos possuem papel fundamental no funcionamento da economia capitalista em geral.
Assim, o esforço de eliminação da concorrência no setor bancário possui efeitos ainda mais concentradores em tempos de dominância financeira.
Da Tabela 7.4, é interessante observar:
a) que o número de agências se manteve relativamente estável no período;
b) a trajetória de crescimento dos postos eletrônicos, que aumentou 10 vezes no período;
c) apesar de não disponível para toda a série histórica, o número de postos de atendimento denominados “correspondentes não bancários” cresceu aproximadamente seis vezes de 2000 a 2007.
Fusões e Aquisições
Na Tabela 7.5, os números que chamam mais atenção são os percentuais de variação:
a) redução do total do número de instituições, da ordem de 36%; b) aumento da participação dos bancos estrangeiros;
Fusões e Aquisições
De maneira geral, há três critérios para avaliar a concentração bancária: número de instituições, o volume do crédito e o total de ativos.
O volume financeiro dos ativos é informação relevante na análise setorial, mas pode mascarar o verdadeiro efeito no setor, pois, em tempos de crise, em geral os ativos ficam depreciados.
Em relação aos bancos, o posicionamento do Cade permanece polêmico. É somente a partir de 20% de participação em um determinado mercado que o órgão antitruste passa a dedicar maior atenção a um negócio.
Contudo, como existem poucos serviços financeiros com mais de 20% de participação, o Cade considera que não há concentração no setor bancário.
Fusões e Aquisições
Considerações FinaisEmbora as operações de fusões e aquisições tenham sido estudadas por diversas áreas e com riqueza de detalhes para casos específicos, não há, de forma geral, uma abordagem dessas operações como parte de um movimento maior no capitalismo.
Tal visão só é encontrada com mais profundidade nos autores que estudaram esse objeto não do ponto de vista administrativo ou de organização de processos pós-fusão, mas, sim, da centralização e concentração do capital na acumulação em geral.
• Motivos para uma fusão ou aquisição: •
• - Controle de mercado • - Aumento de receita
• - Vendas cruzadas (cross-selling)
• - Reação ou antecipação a um movimento dos concorrentes • - Recuperação de mercado
• - Surgimento de novos entrantes ou produtos e serviços substitutos • - Necessidade de gerar economias de escala
• - Influência dos acionistas, parceiros governamentais ou de negócios • - Melhor uso de recursos que se complementam
• - Redução de carga contributiva
• - Motivos políticos dentro da organização
• - A exemplo de outras companhias tidas como modelo • - Outros
• Os principais efeitos positivos:
• Para o mercado:
– Aquece o mercado, aumentando a competição
– Estimula os concorrentes a investir no cliente
– Estimula uma melhoria na qualidade do produto
ou serviço prestados
•
• Para a empresa:
•
– Maior faturamento
– Aumento da participação no mercado
– Maior rentabilidade
– Maior produtividade
– Maior flexibilidade
– Redução de custos
• CONSEQÜÊNCIAS INESPERADAS PARA O INDIVÍDUO Valores: O que é importante?
• • Raiva e ressentimento em relação à empresa
• • Queda na criatividade e na capacidade de inovação • • Perda de comprometimento
• • Aumento da resistência em participar das iniciativas da empresa • • Queda no desempenho e na produtividade individuais
• • Perda de atitude empreendedora • • Perda de confiança na empresa
• CONSEQÜÊNCIAS INESPERADAS PARA A EMPRESA
• • Perda de visão estratégica • • Perda de espírito de equipe
• • Perda de experiência e memória organizacional • • Perda de liderança
• • Aumento de burocracia • • Crise de comunicação
• • Deterioração do clima organizacional
Fusões e Aquisições
**Efeitos Colaterais**
• As principais causas do insucesso de determinadas F&A:
– As diferenças culturais
– Os interesses pessoais dos funcionários, principalmente os de alto
escalão
– A falta de percepção holística
– Crise de comunicação interna
– Má gestão de expectativas
– A falta do mapeamento de sinergia entre as organizações envolvidas
– Tempo de integração superior ao prazo previsto
– Dificuldades no processo de integração operacional (Pessoas, TI, etc)
– A falta de planejamento estratégico
– O gasto de recursos superior ao previsto
Fusões e Aquisições
Fusões e aquisições entre empresas exigem cuidados com os funcionários
Fusões e aquisições de empresas e seus aspectos financeiros
Onda de Fusões e Aquisições: Tamanho é Documento?
PILARES
PARA UMA BOA LIDERAÇA EFICAZ
• 1. Conquiste o respeito da equipe
• 2. Preocupe-se com os colaboradores
• 3. Aja com sinceridade
• 4. Lidere pela influência
• 5. Seja humilde
• 6. Reconheça os acertos de sua equipe
• 7. Crie um clima de festividade e harmonia em
sua equipe
• 8. Seja transparente
• 9. Sirva à sua equipe
LÍDERES RUINS
Líderes burros; Líderes ignorantes;
Líderes supertreinados; Líderes talentosos demais; Líderes muito bondosos;
Líderes que se fecham às novas idéias;
Líderes com estilos inapropriados para a situação; Líderes que se colocam adiante da equipe;
Líderes que não conhecem realmente a equipe; Líderes inconstantes;
Líderes que não conseguem ser seguidores;
Líderes que têm “peixinhos”;
Líderes que não permitem o fracasso; Líderes que protegem e culpam;
Líderes sem ética; Líderes distantes;
Líderes que não servem de modelos para o comportamento;
Líderes negligentes quanto às necessidades profissionais dos membros da equipe; Líderes que não estão dispostos a lutar pela equipe;
Líderes que não estão dispostos a assumir riscos; Líderes que não permitem o conflito;
Líderes que não valorizam a diversidade; Líderes passivos.
O Genoma Empresarial
Gene da visão
Gene da observação da análise Gene da Liderança
Gene da Decisão e Estratégia Gene da Oportunidade
Gene do Pioneirismo
Gene do Pensamento Global Gene do Pensamente Regional
PERFIL DO GRADUANDO DE
ADMINISTRAÇÃO
• Internalização de valores de responsabilidade social, justiça e ética profissional;
• Formação humanística e visão global que o habilite a compreender o meio social,
político, econômico e cultural no qual está inserido e tomar decisões em um mundo diversificado e interdependente;
• Formação técnica e científica para atuar na administração das organizações, além
de desenvolver atividades específicas da prática profissional em consonância com as demandas mundiais, nacionais e regionais;
• Competência para empreender, analisando criticamente as organizações,
antecipando e promovendo suas transformações;
• Capacidade de atuar em equipes multidisciplinares;
• Capacidade de compreensão da necessidade do contínuo aperfeiçoamento
HABILIDADE CONCEITUAL
(Visão sistêmica)
Habilidade para visualizar a organização como
um conjunto integrado. Implica na capacidade de se
posicionar no ponto de vista da organização,
perceber
como
as
várias
funções
são
interdependentes e como uma alteração em uma
delas afeta todas as demais. Implica ainda na
capacidade de visualizar a organização dentro do
seu ambiente externo e compreender as forças
políticas, econômicas, tecnológicas e sociais que
atuam sobre ela. Implica, não só em reconhecer
essas relações, mas em saber destacar os
elementos significativos em cada situação e em
identificar a alternativa mais adequada para ação ou
decisão, considerando todos os aspectos acima.
PROVOCAR A REFLEXÃO INDIVIDUAL
SOBRE O ATUAL MODELO DE VIDA,
NÃO DO PONTO-DE-VISTA DOS
GANHOS, MAS DAS POSSÍVEIS
PERDAS E O QUE ISSO IMPACTA NO
COMPORTAMENTO HUMANO E
ORGANIZACIONAL.
A POBREZA DA SOCIEDADE DA RIQUEZA:
Uma análise da globalização,
EVOLUÇÃO DA GLOBALIZAÇÃO
Fatos que influenciaram no
comportamento das sociedades
Movimentos Liberdade Revolução
GLOBALIZAÇÃO DO FINAL DO SÉCULO XX
•TECNOLOGIA
•Espaço geográfico deixou de ser problema
•CAPITAL LIVRE
•Abriu espaços de lucro
•MUNDO - MERCADO
•Expansão mundial das empresas
•TECNOLOGIA – PAÍSES EMERGENTES
•Melhoria do modo de vida dos preparados •Exclusão dos sem preparo
GLOBALIZAÇÃO DO FINAL DO SÉCULO XX
•ASCENSÃO DAS MULHERES AO PODER •“Mamãe não almoça mais em casa” •NOVO COMPORTAMENTO FAMILIAR
•NOVO COMPORTAMENTO DA SOCIEDADE
•TRANSFORMA A SOCIEDADE DE PRODUTORES EM DE CONSUMO
•AMBIENTE ORGANIZACIONAL MAIS COMPETITIVO •Disputa pelo reconhecimento - homem / mulher
•Induz ao individualismo – marketing pessoal •Não reconhecimento – frustração, carência, etc.
•MARKETING GLOBAL - POPULARIZA DE FORMA MUNDIAL •Mercadorias e ideais, modas e modos
“O conceito de satisfação máxima pelo consumo e de bem-estar na posse é a maneira moderna de descrever felicidade” Allérès.
SOCIEDADE RICA - CARACTERÍSTICAS
•ELITES – CAPITAL – DITAM AS REGRAS
•GOSTAM DOS BENEFÍCIOS DA GLOBALIZAÇÃO •FIEIS SEGUIDORES
•EXTREMO PRAZER EM CONSUMIR •Induzidos pela Mídia
•Vivem de desejos – comparação - competição.
•INDIVIDUALISTAS - NARCISISTAS
•IDEOLOGIA DA HUMANIDADE DESCARTÁVEL • Aceita o transitório – moda - efêmero