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ANEXO I RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO PRODUTO

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Academic year: 2021

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ANEXO I

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1. DENOMINAÇÃO DO MEDICAMENTO

Lantus 100 UI/ml solução injectável num frasco.

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada ml de solução injectável contém 3,64 mg da substância activa insulina glargina, o que corresponde a 100 UI de insulina humana. Cada frasco contém 5 ml, equivalentes a 500 UI.

A insulina glargina é um produto análogo da insulina e é produzido através de tecnologia de DNA recombinante, utilizando Escherichia coli (estirpes K 12).

Para os excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Solução injectável.

Lantus é uma solução transparente e incolor.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

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4.2 Posologia e modo de administração

Lantus é um produto análogo da insulina. Apresenta uma duração de acção prolongada e deve ser administrado em toma única, no final do dia.

A dose de insulina glargina deve ser ajustada individualmente. Nos doentes com diabetes mellitus tipo 2, o Lantus pode também ser administrado em combinação com medicamentos antidiabéticos orais.

Transição da terapêutica com outras insulinas para Lantus

Quando se muda de um regime de tratamento com uma insulina de acção intermédia ou prolongada para um regime com Lantus, poderá ser necessária uma alteração da dose de insulina basal e um ajuste do tratamento antidiabético concomitante (dose e horário das administrações adicionais de insulina de curta acção ou de produtos análogos da insulina de acção rápida, bem como a dose de agentes antidiabéticos orais).

Para reduzir o risco de hipoglicémia noturna e de madrugada, os doentes que mudam o seu regime de insulina basal de duas vezes ao dia de insulina NPH para o regime de uma vez por dia com Lantus deveriam reduzir 20-30% a sua dose diária de insulina basal durante as primeiras semanas de tratamento. A redução deveria ser recompensada, pelo menos parcialmente, durante as primeiras semanas mediante um aumento da insulina às refeições; após este periodo o regime deveria ser ajustado individualmente.

Tal como acontece com outros produtos análogos da insulina, os doentes medicados com doses elevadas de insulina podem manifestar uma resposta acentuada à insulina quando tratados com Lantus, devido ao facto de possuírem anticorpos à insulina humana.

Durante o período de transição e nas primeiras semanas que se lhe seguem, recomenda-se um programa rigoroso de monitorização metabólica.

Com um melhor controlo metabólico e o resultante aumento na sensibilidade à insulina, poderá ser necessário um novo ajuste da posologia. Também poderá ser necessário um ajuste

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Administração

O Lantus é administrado por via subcutânea.

O Lantus não deve ser administrado por via intravenosa. A duração de acção prolongada do Lantus depende da sua injecção no tecido subcutâneo. A administração intravenosa da dose subcutânea habitual pode resultar em hipoglicemia grave.

Não existem diferenças clinicamente relevantes nos níveis séricos de insulina ou glicose após administração do Lantus no abdómen, no deltóide ou na coxa. Entre cada administração, os locais de injecção devem ser alternados dentro de uma determinada área de injecção.

Lantus não deve ser misturado com qualquer outra insulina nem deve ser diluído. A mistura ou diluição podem alterar o seu perfil de tempo/acção e o facto de ser misturado pode causar precipitação.

Para mais pormenores sobre o manuseamento, ver a secção 6.6.

Devido à experiência limitada, a eficácia e a segurança do Lantus não puderam ser avaliadas nos seguintes grupos de doentes: crianças, doentes com insuficiência hepática e doentes com insuficiência renal moderada/grave (ver secção 4.4).

4.3 Contra-indicações

Doentes com hipersensibilidade à insulina glargina ou a qualquer um dos excipientes (ver secção 6.1).

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Lantus não é a melhor insulina para o tratamento da cetoacidose diabética. Nestes casos, recomenda-se a utilização de insulina de acção curta administrada por via intravenosa.

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Devido à experiência limitada, a eficácia e a segurança do Lantus não puderam ser avaliadas em crianças, doentes com insuficiência hepática e doentes com insuficiência renal moderada/grave (ver secção 4.2).

Nos doentes com insuficiência renal, as necessidades de insulina podem estar diminuídas, devido à redução do seu metabolismo da insulina. Nos idosos, a deterioração progressiva da função renal pode determinar uma redução estável das necessidades de insulina.

Nos doentes com insuficiência hepática grave, as necessidades de insulina podem estar diminuídas, devido à redução da capacidade para a gliconeogénese e à redução do metabolismo da insulina.

No caso de controlo deficiente da glicemia ou de tendência para episódios de hiperglicemia ou hipoglicemia, é essencial confirmar, antes de se considerar a alteração da dose, a aderência do doente à terapêutica prescrita, locais de injecção e se efectua a técnica de injecção adequada, assim como todos os outros factores relevantes.

Hipoglicemia

O momento de ocorrência de uma situação de hipoglicemia depende do perfil de acção das insulinas utilizadas e pode, por isso, sofrer uma alteração quando o regime de tratamento é alterado. Devido a uma libertação mais constante da insulina basal com Lantus, a incidência de hipoglicémia noturna é menor do que de madrugada

Nos doentes em que os episódios de hipoglicemia podem ser de especial importância clínica - como por exemplo nos doentes com estenose significativa das artérias coronárias ou dos vasos sanguíneos que irrigam o cérebro (risco de complicações hipoglicémicas cardíacas ou cerebrais), bem como nos doentes com retinopatia proliferativa, particularmente quando não tratada por fotocoagulação (risco de amaurose transitória após uma situação de hipoglicemia) - devem ser tomadas precauções , sendo aconselhável uma intensificação da monitorização da glicemia.

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Os doentes devem estar cientes das circunstâncias em que os sintomas de aviso da hipoglicemia estão diminuídos . Os sinais de alerta da hipoglicemia podem estar alterados, ser menos pronunciados ou ausentes em certos grupos de risco. Estes casos, incluem doentes: − nos quais o controlo da glicemia se encontra claramente melhorado,

− nos quais a hipoglicemia evolui gradualmente, − que são idosos,

− nos quais se encontra presente uma neuropatia autónoma, − com uma história prolongada de diabetes,

− com doenças psiquiátricas,

− que estão simultaneamente medicados com certos outros medicamentos (ver secção 4.5).

Estas situações podem resultar numa hipoglicemia grave (com possível perda de consciência) antes do doente se aperceber do seu estado de hipoglicemia.

No caso de se verificarem valores de hemoglobina glicosilada normais ou reduzidos, deve ser considerada a hipótese de episódios recorrentes e não identificados (especialmente nocturnos) de hipoglicemia.

A adesão do doente à posologia e dieta prescritas, a administração correcta de insulina e o conhecimento dos sintomas de hipoglicemia são essenciais para a redução do risco de hipoglicemia. Os factores que aumentam a susceptibilidade à hipoglicemia requerem uma monitorização particularmente apertada e uma adaptação da posologia. Estes factores incluem:

− alteração da área de injecção,

− aumento da sensibilidade à insulina (p. ex. no caso da supressão de factores de stress), − actividade física diferente da habitual, intensa ou prolongada,

− doenças intercorrentes (p. ex. vómitos, diarreia), − ingestão inadequada de alimentos,

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− consumo de bebidas alcoólicas,

− certos distúrbios endócrinos descompensados (p. ex., no hipotiroidismo e na insuficiência pituitária anterior ou adrenocortical),

− tratamento concomitante com certos outros medicamentos.

Doenças intercorrentes

As doenças intercorrentes requerem uma intensificação da monitorização metabólica. A determinação da presença de corpos cetónicos na urina está indicada em muitos casos, sendo frequentemente necessário um ajuste da dose de insulina. A necessidade de insulina está muitas vezes aumentada. Os doentes com diabetes tipo 1 devem continuar a consumir, de forma regular, pelo menos uma pequena quantidade de hidratos de carbono, mesmo que não consigam comer ou comam pouco, tenham vómitos, etc.. A administração de insulina nunca deve ser totalmente suprimida.

4.5 Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

Algumas substâncias afectam o metabolismo da glicose e podem requerer uma adaptação da posologia de insulina glargina.

As substâncias que podem aumentar o efeito de redução da glicemia e aumentar a susceptibilidade à hipoglicemia, incluem agentes antidiabéticos orais, inibidores de ECA, disopiramida, fibratos, fluoxetina, inibidores da MAO, pentoxifilina, propoxifeno, salicilatos e antibióticos sulfonamídicos.

As substâncias que podem reduzir o efeito de redução da glicemia incluem corticosteróides, danazol, diazóxido, diuréticos, glucagon, isoniazida, estrogénios e progestogénios, derivados das fenotiazinas, somatrofina, agentes simpatomiméticos (p. ex. epinefrina [adrenalina], salbutamol e terbutalina) e hormonas tiroideias.

Os beta-bloqueadores, clonidina, sais de lítio ou bebidas alcoólicas tanto podem potenciar como atenuar o efeito hipoglicemiante da insulina. A pentamidina pode causar hipoglicemia,

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Além disso, sob o efeito de medicamentos simpaticolíticos, tais como beta-bloqueadores, clonidina, guanetidina e reserpina, os sinais da contra-regulação adrenérgica podem estar reduzidos ou ausentes.

4.6 Gravidez e aleitamento

Até à data, não existem dados epidemiológicos relevantes sobre o uso durante a gravidez. Os estudos realizados em animais não indicam quaisquer efeitos nocivos directos, no que respeita à gravidez, ao desenvolvimento embrionário ou fetal, ao parto, ou ao desenvolvimento pós-natal (ver também secção 5.3).

Nas doentes com diabetes prévia ou gestacional, é essencial manter um bom controlo metabólico durante toda a gravidez. As necessidades de insulina podem diminuir durante o primeiro trimestre da gestação, aumentando habitualmente no segundo e no terceiro trimestres. Imediatamente após o parto, as necessidades de insulina caem rapidamente ( risco aumentado de hipoglicemia). É essencial uma monitorização rigorosa dos níveis da glicemia.

As mulheres a amamentar podem necessitar de ajustes da dose de insulina e da dieta .

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

A capacidade de concentração e de reacção do doente pode estar diminuída como resultado de hipoglicemia ou hiperglicemia ou, por exemplo, como resultado de perturbações visuais. Este facto pode constituir um factor de risco em situações nas quais estas capacidades são particularmente importantes (como é o caso da condução de viaturas ou da utilização de máquinas).

Os doentes devem ser avisados de que devem tomar precauções no sentido de evitar situações de hipoglicemia durante a condução. Isso é particularmente importante nos doentes com percepção diminuída ou ausente dos sintomas de alerta da hipoglicemia, ou que tenham episódios frequentes de hipoglicemia. Nestes casos, deve ser ponderada a condução ou utilização de máquinas nestas circunstâncias.

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4.8 Efeitos indesejáveis

Hipoglicemia

A hipoglicemia, o efeito indesejável mais frequente da terapêutica com insulina, pode ocorrer quando a dose de insulina excede as necessidades em insulina. As hipoglicemias graves, especialmente quando recorrentes, podem causar lesões neurológicas. As hipoglicemias prolongadas ou graves podem ser potencialmente fatais.

Em muitos doentes, os sinais e sintomas de uma neuroglicopenia são precedidos de sinais de contra-regulação adrenérgica. Em geral, quanto mais intensa e rápida for a queda dos níveis de glicemia, mais marcado é o fenómeno de contra-regulação e mais acentuados são os seus sintomas.

Olhos

Uma alteração marcada do controlo da glicemia pode causar perturbações visuais transitórias, devido a uma alteração transitória da turgescência e do índice de refracção do cristalino.

O adequado controlo a longo prazo da glicemia diminui o risco de progressão da retinopatia diabética. No entanto, a intensificação da terapêutica com insulina, com melhoria repentina do controlo da glicemia, pode estar associada a um agravamento temporário da retinopatia diabética. Nos doentes com retinopatia proliferativa, particularmente quando não tratada com fotocoagulação, os episódios graves de hipoglicemia podem causar amaurose transitória.

Lipodistrofia

Tal como acontece com qualquer terapêutica com insulina, pode desenvolver-se lipodistrofia no local da injecção, atrasando a absorção local de insulina. Nos estudos clínicos, em regimes que incluíam Lantus, foi observada lipohipertrofia em 1 a 2% dos doentes, enquanto que os casos de lipoatrofia foram invulgares. A troca constante do local de injecção na respectiva área de aplicação pode contribuir para atenuar ou prevenir estas reacções.

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Local da injecção e reacções alérgicas

Nos estudos clínicos, em regimes que incluíam a Lantus, foram observadas reacções no local da injecção em 3 a 4% dos doentes. Essas reacções incluem eritema, dor, prurido, erupções cutâneas, edema ou inflamação. A maior parte das reacções menores às insulinas no local de injecção desaparecem habitualmente após alguns dias ou algumas semanas.

As reacções alérgicas de tipo imediato à insulina são raras. Estas reacções à insulina (incluindo insulina glargina) ou aos excipientes, podem, por exemplo estar associadas a reacções generalizadas da pele, angioedema, broncoespasmo, hipotensão e choque, e ser potencialmente fatais.

Outras reacções

A administração de insulina pode desencadear a formação de anticorpos insulínicos. Nos estudos clínicos, os anticorpos que apresentam reacção cruzada com a insulina humana e com a insulina glargina foram observados com a mesma frequência tanto no grupo tratado com NPH, como no grupo medicado com insulina glargina. Em casos raros, a presença destes anticorpos insulínicos requer o ajuste da dose de insulina, a fim de corrigir uma tendência para hiperglicemias ou hipoglicemias.

Raramente, a insulina pode provocar uma retenção de sódio e edemas, nomeadamente quando um controlo metabólico anteriormente deficiente é melhorado mediante a intensificação da terapêutica com insulina.

4.9 Sobredosagem

Sintomas

A sobredosagem de insulina pode causar uma hipoglicemia grave, por vezes de longa duração e potencialmente fatal.

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Tratamento

Os episódios ligeiros de hipoglicemia podem habitualmente ser tratados com hidratos de carbono orais. Poderá ser necessário efectuar ajustes na posologia do medicamento, no padrão das refeições ou na actividade física.

Os episódios mais graves, com desenvolvimento de estados de coma, convulsões ou perturbações neurológicas, podem ser tratados com glucagon intramuscular/subcutâneo, ou glicose concentrada intravenosa. Poderá ser necessário manter a ingestão de hidratos de carbono e a vigilância do doente em virtude de poder ocorrer hipoglicemia após uma aparente recuperação clínica.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: Agente antidiabético, insulina e análogos, accção prolongada. Código ATC: A10AE

A insulina glargina é um produto análogo da insulina humana concebido para ter uma solubilidade reduzida a pH neutro. É completamente solúvel com o pH ácido da solução injectável do Lantus (pH 4). Após a injecção no tecido subcutâneo, a solução ácida é neutralizada, conduzindo à formação de micro-precipitados a partir dos quais são constantemente libertadas pequenas quantidades de insulina glargina, proporcionando um perfil de concentração/tempo suave, sem picos e previsível, com uma duração de acção prolongada.

Insulina de ligação ao receptor: A insulina glargina é muito semelhante à insulina humana no que respeita à cinética de ligação ao receptor. Pode no entanto considerar-se mediar o mesmo tipo de efeito através do receptor de insulina que a própria insulina

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Em estudos de farmacologia clínica, foi demonstrado que a insulina glargina intravenosa e a insulina humana possuem uma potência equivalente, quando administradas em doses idênticas. Tal como acontece com todas as insulinas, o tempo de acção da insulina glargina pode ser afectado pela actividade física e por outras variáveis.

Nos estudos euglicémicos de manutenção em indivíduos saudáveis ou em doentes com diabetes do tipo 1, o início da acção da insulina glargina subcutânea foi mais lento do que o da insulina NPH humana, o seu perfil de efeito foi suave e sem picos, e a duração do seu efeito foi prolongada. O gráfico seguinte apresenta os resultados de um estudo efectuado com doentes:

*determinada como a quantidade de glicose injectada para manter níveis constantes de glicose no plasma (valores médios horários)

A duração de acção mais longa da insulina glargina está directamente relacionada com a sua velocidade de absorção mais lenta e suporta a administração uma vez ao dia. O tempo de acção da insulina e dos produtos análogos da insulina, como por exemplo a insulina glargina, pode variar consideravelmente em indivíduos diferentes ou no mesmo indivíduo.

Num estudo clínico, os sintomas da hipoglicemia ou das repostas hormonais de contra-regulação, foram semelhantes após administração de insluina glargina e de insulina humana, tanto em voluntários saudáveis, como em doentes com diabetes tipo 1.

Perfil de Actividade em Doentes com Diabetes Tipo 1

0 1 2 3 4 5 6 0 10 20 30

tempo (h) apóa a injecção s.c.

Tax a d e Utilização d a Gl ic ose * (mg/ kg/ h) Insulina glargina Insulina NPH = Final do período de observação

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5.2 Propriedades farmacocinéticas

Em doentes saudáveis e em doentes diabéticos, as concentrações séricas de insulina indicaram uma absorção mais lenta e muito mais prolongada e demonstraram uma ausência de pico após injecção subcutânea de insulina glargina, quando comparada com a insulina NPH humana. As concentrações foram, portanto, consistentes com o perfil de tempo da actividade farmacodinâmica da insulina glargina. O gráfico acima apresenta os perfis de actividade ao longo do tempo da insulina glargina e da insulina NPH.

A insulina glargina administrada uma vez por dia atingirá níveis de "steady state" 2-4 dias após a primeira dose.

Quando administradas por via intravenosa, a insulina glargina e a insulina humana apresentam uma semi-vida de eliminação comparável.

No homem, a insulina glargina degrada-se parcialmente no tecido subcutâneo na extermidade carboxílica da cadeia beta, com formação dos metabolitos activos 21A-Gly-insulina e 21A -Gly-des-30B-Thr-insulina. Encontram-se também presentes no plasma insulina glargina

inalterada e produtos de degradação.

Em estudos clínicos, as análises de subgrupo baseadas na idade e no sexo não indicaram qualquer diferença na segurança e eficácia em doentes tratados com insulina glargina, relativamente a toda a população em estudo.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Ligação aos receptores da insulina: A insulina glargina é muito semelhante à insulina humana no que se refere à cinética da ligação aos receptores da insulina. Considera-se, pois, que a insulina glargina medeia o mesmo tipo de efeito através do receptor de insulina que a própria insulina.

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Os dados pré-clínicos dos estudos convencionais relativos à farmacologia de segurança, toxicidade de doses repetidas, toxicidade para a reprodução, carcinogenicidade e genotoxicidade, não revelaram perigo especial para os doentes.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS 6.1 Lista de excipientes Cloreto de zinco, m-cresol, glicerol, ácido clorídrico, hidróxido de sódio, água para injectáveis.

6.2 Incompatibilidades

Lantus não deve ser misturado com qualquer outro produto. É importante assegurar que as seringas não contêm vestígios de qualquer outro material.

6.3 Prazo de validade

2 anos.

Prazo de validade após a abertura inicial do frasco: 4 semanas. Recomenda-se que a data da primeira utilização do frasco seja anotado na respectiva etiqueta.

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6.4 Precauções especiais de conservação

Conservar entre 2oC - 8oC. Manter o frasco na embalagem exterior de cartão. Não congelar. Evitar o contacto directo com o congelador ou os acumuladores de frio. Uma vez em uso, não conservar a temperatura superior a 25ºC e manter dentro embalagem exterior.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Frasco de 5 ml de vidro tipo 1, incolor, com cápsula de alumínio, vedante de borracha de clorobutilo (tipo 1) e tampa removível de polipropileno. Cada frasco contém 5 ml de solução (500 UI de insulina glargina). Existem embalagens de 1, 2, 5 e 10 frascos.

6.6 Instruções de utilização e manipulação

Inspeccione o frasco antes da sua utilização. Só deve ser utilizado se a solução se apresentar límpida e incolor, sem partículas sólidas visíveis, e se tiver consistência aquosa. Uma vez que Lantus é uma solução, não precisa de ser recolocada em suspensão antes da sua utilização.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Aventis Pharma Deutschland GmbH, D-65926 Frankfurt am Main, Alemanha

8. NÚMERO(S) NO REGISTO COMUNITÁRIO DE MEDICAMENTOS

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1. DENOMINAÇÃO DO MEDICAMENTO

Lantus 100 UI/ml solução injectável, num cartucho.

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada ml de solução injectável contém 3,64 mg da substância activa insulina glargina, o que corresponde a 100 UI de insulina humana. Cada cartucho contém 3ml, equivalente a 300 UI.

A insulina glargina é um produto análogo da insulina e é produzido através de tecnologia ADN recombinante, utilizando Escherichia coli (estirpes K 12).

Para os excipientes ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Solução injectável.

Lantus é uma solução transparente e incolor.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

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4.2 Posologia e modo de administração

Lantus é um produto análogo da insulina. Apresenta uma duração de acção prolongada e deve ser administrado em toma única, no final do dia.

A dose de insulina glargina deve ser ajustada individualmente. Nos doentes com diabetes mellitus tipo 2, o Lantus pode também ser administrado em combinação com medicamentos antidiabéticos orais.

Transição da terapêutica com outras insulinas para Lantus

Quando se muda de um regime de tratamento com uma insulina de acção intermédia ou prolongada para um regime com Lantus, poderá ser necessária uma alteração da dose de insulina basal e um ajuste do tratamento antidiabético concomitante (dose e horário das administrações adicionais de insulina de curta acção ou dos produtos análogos à insulina de acção rápida, bem como a dose de agentes antidiabéticos orais).

Para reduzir o risco de hipoglicémia noturna e de madrugada, os doentes que mudam o seu regime de insulina basal de duas vezes ao dia de insulina NPH para o regime de uma vez por dia com Lantus deveriam reduzir 20-30% a sua dose diária de insulina basal durante as primeiras semanas de tratamento. A redução deveria ser recompensada, pelo menos parcialmente, durante as primeiras semanas mediante um aumento da insulina às refeições; após este periodo o regime deveria ser ajustado individualmente.

Tal como acontece com outros produtos análogos da insulina, os doentes medicados com doses elevadas de insulina podem manifestar uma resposta acentuada à insulina muito melhorada quando tratados com Lantus, devido ao facto de possuírem anticorpos à insulina humana

Durante o período de transição e nas primeiras semanas que se lhe seguem, recomenda-se um programa rigoroso de monitorização metabólica.

Com um melhor controlo metabólico e o resultante aumento na sensibilidade à insulina, poderá ser necessário um novo ajuste da posologia. Também poderá ser necessário uma adaptação da dose, por exemplo, se o peso do doente ou o seu estilo de vida se modificarem

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Administração

Lantus é administrado por via subcutânea.

Lantus não deve ser administrado por via intravenosa. A duração de acção prolongada de Lantus depende da sua injecção no tecido subcutâneo. A administração intravenosa da dose subcutânea habitual pode resultar em hipoglicemia grave.

Não existem diferenças clinicamente relevantes nos níveis séricos de insulina ou glicose após administração do Lantus no abdómen, no deltóide ou na coxa. Entre cada administração, os locais de injecção devem ser alternados dentro de uma determinada área de injecção.

Lantus não deve ser misturado com qualquer outra insulina nem deve ser diluído. A mistura ou diluição podem alterar o seu perfil de tempo/acção e o facto de ser misturado pode causar precipitação.

Para mais pormenores sobre o manuseamento, ver secção 6.6.

Devido à experiência limitada, a eficácia e a segurança do Lantus não puderam ser avaliadas nos seguintes grupos de doentes: crianças, doentes com insuficiência hepática e doentes com insuficiência renal moderada/grave (ver secção 4.4).

4.3 Contra-indicações

Doentes com hipersensibilidade à insulina glargina ou a qualquer um dos excipientes (ver secção 6.1).

(20)

Devido à experiência limitada, a eficácia e a segurança do Lantus não puderam ser avaliadas em crianças, doentes com insuficiência hepática e doentes com insuficiência renal moderada/grave (ver secção 4.2).

Nos doentes com insuficiência renal, as necessidades de insulina podem estar diminuídas, devido à redução do seu metabolismo da insulina. Nos idosos, a deterioração progressiva da função renal pode determinar uma redução estável das necessidades de insulina.

Nos doentes com insuficiência hepática grave, as necessidades de insulina podem estar diminuídas, devido à redução da capacidade para a gliconeogénese e à redução do metabolismo da insulina.

No caso de controlo deficiente da glicemia ou de tendência para episódios de hiperglicemia ou hipoglicemia, é essencial confirmar, antes de se considerar a alteração da dose, a aderência do doente à terapêutica prescrita, locais de injecção e se efectua a técnica de injecção adequada, assim como todos os outros factores relevantes.

Hipoglicemia

O momento de ocorrência de uma situação de hipoglicemia depende do perfil de acção das insulinas utilizadas e pode, por isso, sofrer uma alteração quando o regime de tratamento é alterado. Devido a uma libertação mais constante da insulina basal com Lantus, a incidência de hipoglicémia noturna é menor do que de madrugada

Nos doentes em que os episódios de hipoglicemia podem ser de especial importância clínica - como por exemplo nos doentes com estenose significativa das artérias coronárias ou dos vasos sanguíneos que irrigam o cérebro (risco de complicações hipoglicémicas cardíacas ou cerebrais), bem como nos doentes com retinopatia proliferativa, particularmente quando não tratada por fotocoagulação (risco de amaurose transitória após uma situação de hipoglicemia) - devem ser tomadas precauções , sendo aconselhável uma intensificação da monitorização da glicemia.

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Os doentes devem estar cientes das circunstâncias em que os sintomas de aviso da hipoglicemia estão diminuídos. Os sinais de alerta da hipoglicemia podem estar alterados, ser menos pronunciados ou ausentes em certos grupos de risco. Estes casos, incluem doentes: − nos quais o controlo da glicemia se encontra claramente melhorado,

− nos quais a hipoglicemia evolui gradualmente, − que são idosos,

− nos quais se encontra presente uma neuropatia autónoma, − com uma história prolongada de diabetes,

− com doenças psiquiátricas,

− que estão simultaneamente medicados com determinados medicamentos (ver secção 4.5).

Estas situações podem resultar numa hipoglicemia grave (com possível perda de consciência) antes do doente se aperceber do seu estado de hipoglicemia.

No caso de se verificarem valores de hemoglobina glicosilada normais ou reduzidos, deve ser considerada a hipótese de episódios recorrentes e não identificados (especialmente nocturnos) de hipoglicemia.

A adesão do doente à posologia e dieta prescritas, a administração correcta de insulina e o conhecimento dos sintomas de hipoglicemia são essenciais para a redução do risco de hipoglicemia. Os factores que aumentam a susceptibilidade à hipoglicemia requerem uma monitorização particularmente apertada e uma adaptação da posologia. Estes factores incluem:

− alteração da área de injecção,

− aumento da sensibilidade à insulina (p. ex. no caso da supressão de factores de stress), − actividade física diferente da habitual, intensa ou prolongada,

− doenças intercorrentes (p. ex. vómitos, diarreia), − ingestão inadequada de alimentos,

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− consumo de bebidas alcoólicas,

− certos distúrbios endócrinos descompensados (p. ex., no hipotiroidismo e na insuficiência pituitária anterior ou adrenocortical),

− tratamento concomitante com certos outros medicamentos.

Doenças intercorrentes

As doenças intercorrentes requerem uma intensificação da monitorização metabólica. A determinação da presença de corpos cetónicos na urina está indicada em muitos casos, sendo frequentemente necessário um ajuste da dose de insulina. A necessidade de insulina está muitas vezes aumentada. Os doentes com diabetes tipo 1 devem continuar a consumir, de forma regular, pelo menos uma pequena quantidade de hidratos de carbono, mesmo que não consigam comer ou comam pouco, tenham vómitos, etc.. A administração de insulina nunca deve ser totalmente suprimida.

4.5 Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

Algumas substâncias afectam o metabolismo da glicose e podem requerer uma adaptação da posologia de insulina glargina.

As substâncias que podem aumentar o efeito de redução da glicemia e aumentar a susceptibilidade à hipoglicemia, incluem agentes antidiabéticos orais, inibidores de ECA, disopiramida, fibratos, fluoxetina, inibidores da MAO, pentoxifilina, propoxifeno, salicilatos e antibióticos sulfonamídicos.

As substâncias que podem reduzir o efeito de redução da glicemia incluem corticosteróides, danazol, diazóxido, diuréticos, glucagon, isoniazida, estrogénios e progestegénios, derivados das fenotiazinas, somatrofina, agentes simpatomiméticos (p. ex. epinefrina [adrenalina], salbutamol e terbutalina) e hormonas tiroideias.

Os beta-bloqueadores, clonidina, sais de lítio ou bebidas alcoólicas tanto podem potenciar como atenuar o efeito hipoglicemiante da insulina. A pentamidina pode causar hipoglicemia, que pode, em alguns casos, ser seguida de hiperglicemia.

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Além disso, sob o efeito de medicamentos simpaticolíticos, tais como beta-bloqueadores, clonidina, guanetidina e reserpina, os sinais da contra-regulação adrenérgica podem estar reduzidos ou ausentes.

4.6 Gravidez e aleitamento

Até à data, não existem dados epidemiológicos relevantes sobre o uso durante a gravidez. Os estudos realizados em animais não indicam quaisquer efeitos nocivos directos, no que respeita à gravidez, ao desenvolvimento embrionário ou fetal, ao parto, ou ao desenvolvimento pós-natal (ver também secção 5.3).

Nas doentes com diabetes prévia ou gestacional, é essencial manter um bom controlo metabólico durante toda a gravidez. As necessidades de insulina podem diminuir durante o primeiro trimestre da gestação, aumentando habitualmente no segundo e no terceiro trimestres. Imediatamente após o parto, as necessidades de insulina caem rapidamente ( risco aumentado de hipoglicemia). É essencial uma monitorização rigorosa dos níveis da glicemia.

As mulheres a amamentar podem necessitar de ajustes da dose de insulina e da dieta.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

A capacidade de concentração e de reacção do doente pode estar diminuída como resultado de hipoglicemia ou hiperglicemia ou, por exemplo, como resultado de perturbações visuais. Este facto pode constituir um factor de risco em situações nas quais estas capacidades são particularmente importantes (como é o caso da condução de viaturas ou da utilização de máquinas).

Os doentes devem ser avisados de que devem tomar precauções no sentido de evitar situações de hipoglicemia durante a condução. Isso é particularmente importante nos doentes com percepção diminuída ou ausente dos sintomas de alerta da hipoglicemia, ou que tenham episódios frequentes de hipoglicemia. Nestes casos, deve ser ponderada a condução ou utilização de máquinas nestas circunstâncias.

(24)

4.8 Efeitos indesejáveis

Hipoglicemia

A hipoglicemia, o efeito indesejável mais frequente da terapêutica com insulina, pode ocorrer quando a dose de insulina excede as necessidades em insulina. As hipoglicemias graves, especialmente quando recorrentes, podem causar lesões neurológicas. As hipoglicemias prolongadas ou graves podem ser potencialmente fatais.

Em muitos doentes, os sinais e sintomas de uma neuroglicopenia são precedidos de sinais de contra-regulação adrenérgica. Em geral, quanto mais intensa e rápida for a queda dos níveis de glicemia, mais marcado é o fenómeno de contra-regulação e mais acentuados são os seus sintomas.

Olhos

Uma alteração marcada do controlo da glicemia pode causar perturbações visuais transitórias, devido a uma alteração transitória da turgescência e do índice de refracção do cristalino.

O adequado controlo a longo prazo da glicemia diminui o risco de progressão da retinopatia diabética. No entanto, a intensificação da terapêutica com insulina, com melhoria repentina do controlo da glicemia, pode estar associada a um agravamento temporário da retinopatia diabética. Nos doentes com retinopatia proliferativa, particularmente quando não tratada com fotocoagulação, os episódios graves de hipoglicemia podem causar amaurose transitória.

Lipodistrofia

Tal como acontece com qualquer terapêutica com insulina, pode desenvolver-se lipodistrofia no local da injecção, atrasando a absorção local de insulina. Nos estudos clínicos, em regimes que incluíam a Lantus, foi observada lipohipertrofia em 1 a 2% dos doentes, enquanto que os casos de lipoatrofia foram invulgares. A troca constante do local de injecção na respectiva área de aplicação pode contribuir para atenuar ou prevenir estas reacções.

(25)

Local da injecção e reacções alérgicas

Nos estudos clínicos, em regimes que incluíam a Lantus, foram observadas reacções no local da injecção em 3 a 4% dos doentes. Essas reacções incluem eritema, dor, prurido, erupções cutâneas, edema ou inflamação. A maior parte das reacções menores às insulinas no local de injecção desaparecem habitualmente após alguns dias ou algumas semanas.

As reacções alérgicas de tipo imediato à insulina são raras. Estas reacções à insulina (incluindo insulina glargina) ou aos excipientes, podem, por exemplo estar associadas a reacções generalizadas da pele, angioedema, broncoespasmo, hipotensão e choque, e ser potencialmente fatais.

Outras reacções

A administração de insulina pode desencadear a formação de anticorpos insulínicos. Nos estudos clínicos, os anticorpos que apresentam reacção cruzada com a insulina humana e com a insulina glargina foram observados com a mesma frequência tanto no grupo tratado com NPH, como no grupo medicado com insulina glargina. Em casos raros, a presença destes anticorpos insulínicos requer o ajuste da dose de insulina, a fim de corrigir uma tendência para hiperglicemias ou hipoglicemias.

Raramente, a insulina pode provocar uma retenção de sódio e edemas, nomeadamente quando um controlo metabólico anteriormente deficiente é melhorado mediante a intensificação da terapêutica com insulina.

4.9 Sobredosagem

Sintomas

A sobredosagem de insulina pode causar uma hipoglicemia grave, por vezes de longa duração e potencialmente fatal.

(26)

Tratamento

Os episódios ligeiros de hipoglicemia podem habitualmente ser tratados com hidratos de carbono orais. Poderá ser necessário efectuar ajustes na posologia do medicamento, no padrão das refeições ou na actividade física.

Os episódios mais graves, com desenvolvimento de estados de coma, convulsões ou perturbações neurológicas, podem ser tratados com glucagon intramuscular/subcutâneo, ou glicose concentrada intravenosa. Poderá ser necessário manter a ingestão de hidratos de carbono, e a vigilância do doente em virtude de poder ocorrer hipoglicemia após uma aparente recuperação clínica.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: Agente antidiabético, insulina e análogos, accção prolongada. Código ATC: A10AE

A insulina glargina é um produto análogo da insulina humana concebido para ter uma solubilidade reduzida a pH neutro. É completamente solúvel com o pH ácído da solução injectável do Lantus (pH 4). Após a injecção no tecido subcutâneo, a solução ácida é neutralizada, conduzindo à formação de micro-precipitados a partir dos quais são constantemente libertadas pequenas quantidades de insulina glargina, proporcionando um perfil de concentração/tempo suave, sem picos e previsível, com uma duração de acção prolongada.

Insulina de ligação ao receptor: A insulina glargina é muito semelhante à insulina humana no que respeita à cinética de ligação ao receptor. Pode no entanto considerar-se mediar o mesmo tipo de efeito através do receptor de insulina que a própria insulina.

A actividade primária da insulina, incluindo a insulina glargina, consiste na regulação do metabolismo da glicose. A insulina e seus análogos reduzem os níveis da glicemia, estimulando a captação de glicose periférica (especialmente por parte do músculo esquelético

(27)

Em estudos de farmacologia clínica, foi demonstrado que a insulina glargina intravenosa e a insulina humana possuem uma potência equivalente, quando administradas em doses idênticas. Tal como acontece com todas as insulinas, o tempo de acção da insulina glargina pode ser afectado pela actividade física e por outras variáveis.

Nos estudos euglicémicos de manutenção em indivíduos saudáveis ou em doentes com diabetes do tipo 1, o início da acção da insulina glargina subcutânea foi mais lento do que o da insulina NPH humana, o seu perfil de efeito foi suave e sem picos, e a duração do seu efeito foi prolongada. O gráfico seguinte apresenta os resultados de um estudo efectuado com doentes:

*determinada como a quantidade de glicose injectada para manter níveis constantes de glicose no plasma (valores médios horários)

A duração de acção mais longa da insulina glargina está directamente relacionada com a sua velocidade de absorção mais lenta e suporta a administração uma vez ao dia. O tempo de acção da insulina e dos produtos análogos da insulina, como por exemplo a insulina glargina, pode variar consideravelmente em indivíduos diferentes ou no mesmo indivíduo.

Num estudo clínico, os sintomas da hipoglicemia ou das repostas hormonais de contra-regulação, foram semelhantes após administração de insulina glargina e de insulina humana, tanto em voluntários saudáveis, como em doentes com diabetes tipo 1.

Perfil de Actividade em Doentes com Diabetes Tipo 1

0 1 2 3 4 5 6 0 10 20 30

tempo (h) após a injecção s.c.

Taxa de Utilização d a Glicose* (mg/kg/h) Insulina glargina Insulina NPH = Final do Período de Observação

(28)

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Em doentes saudáveis e em doentes diabéticos, as concentrações séricas de insulina indicaram uma absorção mais lenta e muito mais prolongada e demonstraram uma ausência de pico após injecção subcutânea de insulina glargina, quando comparada com a insulina NPH humana. As concentrações foram, portanto, consistentes com o perfil de tempo da actividade farmacodinâmica da insulina glargina. O gráfico acima apresenta os perfis de actividade ao longo do tempo da insulina glargina e da insulina NPH.

A insulina glargina administrada uma vez por dia atingirá níveis de "steady state" 2-4 dias após a primeira dose.

Quando administradas por via intravenosa, a insulina glargina e a insulina humana apresentam uma semi-vida de eliminação comparável.

No homem, a insulina glargina degrada-se parcialmente no tecido subcutâneo na extremidade carboxílica da cadeia beta, com formação dos metabolitoactivos insulina e 21A-Gly-des-30B-Thr-insulina. Encontram-se também presentes no plasma e insulina glargina inalterada e produtos de degradação.

Em estudos clínicos, as análises de subgrupo baseadas na idade e no sexo não indicaram qualquer diferença na segurança e eficácia em doentes tratados com insulina glargina, relativamente a toda a população em estudo.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Ligação aos receptores da insulina: A insulina glargina é muito semelhante à insulina humana no que se refere à cinética da ligação aos receptores da insulina. Considera-se, pois, que a insulina glargina medeia o mesmo tipo de efeito através do receptor de insulina que a própria insulina.

Não se considera que a insulina glargina medeie in vivo um efeito biológico via o receptor IGF-1.

(29)

Os dados pré-clínicos dos estudos convencionais relativos à farmacologia de segurança, toxicidade de doses repetidas, toxicidade para a reprodução, carcinogenicidade e genotoxicidade, não revelaram perigo especial para os doentes.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS 6.1 Lista de excipientes Cloreto de zinco, m-cresol, glicerol, ácido clorídrico, hidróxido de sódio, água para injectáveis.

6.2 Incompatibilidades

Lantus não deve ser misturadocom qualquer outro produto. É importante assegurar que as seringas não contêm vestígios de qualquer outro material.

6.3 Prazo de validade

2 anos.

(30)

6.4 Precauções especiais de conservação

Conservar entre 2oC - 8oC. Manter o cartucho na embalagem exterior de cartão. Não congelar. Evitar o contacto directo com o congelador ou acumuladores de frio. Uma vez em uso, não conservar a temperatura superior a 25 ºC. A caneta que contém o cartucho não deve ser guardada no frigorífico.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Cartucho de 3 ml de vidro tipo 1, incolor, com êmbolo de borracha de bromobutilo preta e cápsula de alumínio com vedante de borracha de bromobutilo preta. Cada cartucho contém 3 ml de solução (300 UI de insulina glargina). Existem embalagens de 4, 5 e 10 cartuchos.

6.6 Instruções de utilização e manipulação

Inspeccione o cartucho antes da sua utilização. Só deve ser utilizado se a solução se apresentar límpida e incolor, sem partículas sólidas visíveis, e se tiver consistência aquosa. Uma vez que Lantus é uma solução, não precisa de ser recolocada em suspensão antes da sua utilização.

Antes da colocação na caneta, o cartucho tem que ser guardado a temperatura não acima de 25°C durante 1 a 2 horas. As bolhas de ar devem ser eliminadas do cartucho antes da injecção (ver instruções para a utilização da caneta). As instruções para a utilização da caneta devem ser seguidas cuidadosamente. Não se pode voltar a encher os cartuchos vazios.

Em caso de avaria da caneta injectora, a insulina pode ser extraída do cartucho para uma seringa (adequada para uma insulina com 100 UI/ml) e injectada.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

(31)

8. NÚMERO(S) NO REGISTO COMUNITÁRIO DE MEDICAMENTOS

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO

DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

(32)

ANEXO II

A. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE FABRICO RESPONSÁVEL PELA LIBERTAÇÃO DO LOTE E FABRICANTE DA SUBSTÂNCIA ACTIVA DE ORIGEM BIOLÓGICA

B. CONDIÇÕES DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

(33)

A. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE FABRICO RESPONSÁVEL PELA LIBERTAÇÃO DO LOTE E FABRICANTE DA SUBSTÂNCIA ACTIVA DE ORIGEM BIOLÓGICA

Nome e endereço do fabricante da substância activa de origem biológica

Aventis Pharma Deutschland GmbH Brüningstraße 50

D-65926 Frankfurt / Main Alemanha

Autorização de fabrico emitida em 12 de Maio de 1998 por Regierungspräsidium Darmstadt, Alemanha.

Nome e endereço do fabricante responsável pela libertação do lote

Aventis Pharma Deutschland GmbH Brüningstraße 50

D-65926 Frankfurt / Main Alemanha

Autorização de fabrico emitida em 12 de Maio de 1998 por Regierungspräsidium Darmstadt, Alemanha.

B. CONDIÇÕESDAAUTORIZAÇÃODEINTRODUÇÃONOMERCADO

(34)
(35)

ANEXO III

(36)
(37)

INDICAÇÕES A INCLUIR NA EMBALAGEM EXTERIOR OU, CASO ESTA NÃO EXISTA, NO ACONDICIONAMENTO PRIMÁRIO

1. DENOMINAÇÃO DO MEDICAMENTO

Lantus 100 UI/ml

Solução injectável num frasco Insulina glargina

2. DESCRIÇÃO DO(S) PRINCÍPIO(S) ACTIVO(S)

1 ml contém 100 UI (3,64 mg) de insulina glargina

3. LISTA DE EXCIPIENTES

Excipientes: cloreto de zinco, m-cresol, glicerol, ácido clorídrico, hidróxido de sódio, água para injectáveis

4. FORMA FARMACÊUTICA E CONTEÚDO

Solução injectável, 1 frasco de 5 ml.

5. MODO E VIA(S) DE ADMINISTRAÇÃO

(38)

7. OUTRAS ADVERTÊNCIAS ESPECIAIS, SE NECESSÁRIO

Utilize apenas soluções límpidas e incolores. Leia o folheto anexo antes de usar o medicamento.

8. PRAZO DE VALIDADE

VAL. (mês/ano)

9. CONDIÇÕES ESPECIAIS DE CONSERVAÇÃO

Mantenha à temperatura de 2°C - 8°C (num frigorífico) Não congele.

Conserve na embalagem original a fim de protejer da luz

Uma vez em uso, os frascos podem ser conservados até 4 semanas Não guardar acima de 25ºC; Manter o recipiente dentro da embalagem exterior

10. CUIDADOS ESPECIAIS QUANTO À ELIMINAÇÃO DO MEDICAMENTO NÃO UTILIZADO OU DOS RESÍDUOS PROVENIENTES DESSE MEDICAMENTO, SE FOR CASO DISSO

11. NOME E MORADA DO TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Aventis Pharma Deutschland GmbH D-65926 Frankfurt am Main, Alemanha

12. NÚMERO(S) NO REGISTO COMUNITÁRIO DE MEDICAMENTOS

UE/0/00/000/000

13. NÚMERO DE LOTE DE FABRICO

Lote nº

14. CLASSIFICAÇÃO GERAL RELATIVA AO FORNECIMENTO

(39)
(40)

INDICAÇÕES A INCLUIR NA EMBALAGEM EXTERIOR OU, CASO ESTA NÃO EXISTA, NO ACONDICIONAMENTO PRIMÁRIO

1. DENOMINAÇÃO DO MEDICAMENTO

Lantus 100 UI/ml

Solução injectável num frasco Insulina glargina

2. DESCRIÇÃO DO(S) PRINCÍPIO(S) ACTIVO(S)

1 ml contém 100 UI (3,64 mg) de insulina glargina

3. LISTA DE EXCIPIENTES

Excipientes: cloreto de zinco, m-cresol, glicerol, ácido clorídrico, hidróxido de sódio, água para injectáveis

4. FORMA FARMACÊUTICA E CONTEÚDO

Solução injectável, 2 frascos de 5 ml.

6. MODO E VIA(S) DE ADMINISTRAÇÃO

Via subcutânea

(41)

7. OUTRAS ADVERTÊNCIAS ESPECIAIS, SE NECESSÁRIO

Utilize apenas soluções límpidas e incolores. Leia o folheto anexo antes de usar o medicamento.

8. PRAZO DE VALIDADE

VAL. (mês/ano)

9. CONDIÇÕES ESPECIAIS DE CONSERVAÇÃO

Mantenha à temperatura de 2°C - 8°C (num frigorífico) Não congele.

Conserve na embalagem original a fim de protejer da luz

Uma vez em uso, os frascos podem ser conservados até 4 semanas Não guardar acima de 25ºC; Manter o recipiente dentro da embalagem exterior

10. CUIDADOS ESPECIAIS QUANTO À ELIMINAÇÃO DO MEDICAMENTO NÃO UTILIZADO OU DOS RESÍDUOS PROVENIENTES DESSE MEDICAMENTO, SE FOR CASO DISSO

11. NOME E MORADA DO TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Aventis Pharma Deutschland GmbH D-65926 Frankfurt am Main, Alemanha

12. NÚMERO(S) NO REGISTO COMUNITÁRIO DE MEDICAMENTOS

UE/0/00/000/000

13. NÚMERO DE LOTE DE FABRICO

Lote nº

(42)
(43)

INDICAÇÕES A INCLUIR NA EMBALAGEM EXTERIOR OU, CASO ESTA NÃO EXISTA, NO ACONDICIONAMENTO PRIMÁRIO

1. DENOMINAÇÃO DO MEDICAMENTO

Lantus 100 UI/ml

Solução injectável num frasco Insulina glargina

2. DESCRIÇÃO DO(S) PRINCÍPIO(S) ACTIVO(S)

1 ml contém 100 UI (3,64 mg) de insulina glargina

3. LISTA DE EXCIPIENTES

Excipientes: cloreto de zinco, m-cresol, glicerol, ácido clorídrico, hidróxido de sódio, água para injectáveis

4. FORMA FARMACÊUTICA E CONTEÚDO

Solução injectável, 5 frascos de 5 ml.

7. MODO E VIA(S) DE ADMINISTRAÇÃO

(44)

7. OUTRAS ADVERTÊNCIAS ESPECIAIS, SE NECESSÁRIO

Utilize apenas soluções límpidas e incolores. Leia o folheto anexo antes de usar o medicamento.

8. PRAZO DE VALIDADE

VAL. (mês/ano)

9. CONDIÇÕES ESPECIAIS DE CONSERVAÇÃO

Mantenha à temperatura de 2°C - 8°C (num frigorífico) Não congele.

Conserve na embalagem original a fim de protejer da luz

Uma vez em uso, os frascos podem ser conservados até 4 semanas Não guardar acima de 25ºC; Manter o recipiente dentro da embalagem exterior

10. CUIDADOS ESPECIAIS QUANTO À ELIMINAÇÃO DO MEDICAMENTO NÃO UTILIZADO OU DOS RESÍDUOS PROVENIENTES DESSE MEDICAMENTO, SE FOR CASO DISSO

11. NOME E MORADA DO TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Aventis Pharma Deutschland GmbH D-65926 Frankfurt am Main, Alemanha

12. NÚMERO(S) NO REGISTO COMUNITÁRIO DE MEDICAMENTOS

UE/0/00/000/000

13. NÚMERO DE LOTE DE FABRICO

Lote nº

14. CLASSIFICAÇÃO GERAL RELATIVA AO FORNECIMENTO

(45)
(46)

INDICAÇÕES A INCLUIR NA EMBALAGEM EXTERIOR OU, CASO ESTA NÃO EXISTA, NO ACONDICIONAMENTO PRIMÁRIO

1. DENOMINAÇÃO DO MEDICAMENTO

Lantus 100 UI/ml

Solução injectável num frasco Insulina glargina

2. DESCRIÇÃO DO(S) PRINCÍPIO(S) ACTIVO(S)

1 ml contém 100 UI (3,64 mg) de insulina glargina

3. LISTA DE EXCIPIENTES

Excipientes: cloreto de zinco, m-cresol, glicerol, ácido clorídrico, hidróxido de sódio, água para injectáveis

4. FORMA FARMACÊUTICA E CONTEÚDO

Solução injectável, 10 frascos de 5 ml.

8. MODO E VIA(S) DE ADMINISTRAÇÃO

Via subcutânea

(47)

7. OUTRAS ADVERTÊNCIAS ESPECIAIS, SE NECESSÁRIO

Utilize apenas soluções límpidas e incolores. Leia o folheto anexo antes de usar o medicamento.

8. PRAZO DE VALIDADE

VAL. (mês/ano)

9. CONDIÇÕES ESPECIAIS DE CONSERVAÇÃO

Mantenha à temperatura de 2°C - 8°C (num frigorífico) Não congele.

Conserve na embalagem original a fim de protejer da luz

Uma vez em uso, os frascos podem ser conservados até 4 semanas Não guardar acima de 25ºC; Manter o recipiente dentro da embalagem exterior

10. CUIDADOS ESPECIAIS QUANTO À ELIMINAÇÃO DO MEDICAMENTO NÃO UTILIZADO OU DOS RESÍDUOS PROVENIENTES DESSE MEDICAMENTO, SE FOR CASO DISSO

11. NOME E MORADA DO TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Aventis Pharma Deutschland GmbH D-65926 Frankfurt am Main, Alemanha

12. NÚMERO(S) NO REGISTO COMUNITÁRIO DE MEDICAMENTOS

UE/0/00/000/000

13. NÚMERO DE LOTE DE FABRICO

Lote nº

(48)
(49)

INDICAÇÕES MÍNIMAS A INCLUIR EM PEQUENAS UNIDADES DE ACONDICIONAMENTO PRIMÁRIO

1. DENOMINAÇÃO DO MEDICAMENTO E, SE NECESSÁRIO, VIA(S) DE

ADMINISTRAÇÃO

Lantus 100 UI/ml

Solução injectável num frasco Insulina glargina

2. MODO DE ADMINISTRAÇÃO

Via subcutânea

3. PRAZO DE VALIDADE

VAL. (mês/ano)

Data da retirada da primeira dose:

4. NÚMERO DE LOTE

Lote nº.

5. CONTEÚDO EM TERMOS DE PESO, VOLUME OU UNIDADE

(50)

INDICAÇÕES A INCLUIR NA EMBALAGEM EXTERIOR OU, CASO ESTA NÃO EXISTA, NO ACONDICIONAMENTO PRIMÁRIO

1. DENOMINAÇÃO DO MEDICAMENTO

Lantus 100 UI/ml

Solução injectável num cartucho Insulina glargina

2. DESCRIÇÃO DO(S) PRINCÍPIO(S) ACTIVO(S)

1 ml contém 100 UI (3,64 mg) de insulina glargina

3. LISTA DE EXCIPIENTES

Excipientes: cloreto de zinco, m-cresol, glicerol, ácido clorídrico, hidróxido de sódio, água para injectáveis

4. FORMA FARMACÊUTICA E CONTEÚDO Solução injectável, 4 cartuchos de 3 ml

5. MODO E VIA(S) DE ADMINISTRAÇÃO

Via subcutânea. Este cartucho é para usar em conjunto com a Optipen

(51)

7. OUTRAS ADVERTÊNCIAS ESPECIAIS, SE NECESSÁRIO

Utilize apenas soluções límpidas e incolores. Leia o folheto anexo antes de usar o medicamento.

8. PRAZO DE VALIDADE

VAL. (mês/ano)

9. CONDIÇÕES ESPECIAIS DE CONSERVAÇÃO

Guardar a 2°C - 8° C (num frigorífico) Não congelar.

Guardar na embalagem exterior a fim de protejer da luz

Uma vez em uso,os cartuchos podem ser conservados até 4 semanas .

Não guardar acima de 25ºC. A caneta contendo o cartucho não deve ser guardada no frigorífico.

10. CUIDADOS ESPECIAIS QUANTO À ELIMINAÇÃO DO MEDICAMENTO NÃO UTILIZADO OU DOS RESÍDUOS PROVENIENTES DESSE MEDICAMENTO, SE FOR CASO DISSO

11. NOME E MORADA DO TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

(52)

12. NÚMERO(S) NO REGISTO COMUNITÁRIO DE MEDICAMENTOS

UE/0/00/000/000

13. NÚMERO DE LOTE DE FABRICO

Lote nº

14. CLASSIFICAÇÃO GERAL RELATIVA AO FORNECIMENTO

Medicamento sujeito a receita médica.

(53)

INDICAÇÕES A INCLUIR NA EMBALAGEM EXTERIOR OU, CASO ESTA NÃO EXISTA, NO ACONDICIONAMENTO PRIMÁRIO

1. DENOMINAÇÃO DO MEDICAMENTO

Lantus 100 UI/ml

Solução injectável num cartucho Insulina glargina

2. DESCRIÇÃO DO(S) PRINCÍPIO(S) ACTIVO(S)

1 ml contém 100 UI (3,64 mg) de insulina glargina

3. LISTA DE EXCIPIENTES

Excipientes: cloreto de zinco, m-cresol, glicerol, ácido clorídrico, hidróxido de sódio, água para injectáveis

4. FORMA FARMACÊUTICA E CONTEÚDO Solução injectável, 5 cartuchos de 3 ml

5. MODO E VIA(S) DE ADMINISTRAÇÃO

(54)

7. OUTRAS ADVERTÊNCIAS ESPECIAIS, SE NECESSÁRIO

Utilize apenas soluções límpidas e incolores. Leia o folheto anexo antes de usar o medicamento.

8. PRAZO DE VALIDADE

VAL. (mês/ano)

9. CONDIÇÕES ESPECIAIS DE CONSERVAÇÃO

Guardar a 2°C - 8° C (num frigorífico) Não congelar.

Guardar na embalagem exterior a fim de protejer da luz

Uma vez em uso,os cartuchos podem ser conservados até 4 semanas .

Não guardar acima de 25ºC. A caneta contendo o cartucho não deve ser guardada no frigorífico.

10. CUIDADOS ESPECIAIS QUANTO À ELIMINAÇÃO DO MEDICAMENTO NÃO UTILIZADO OU DOS RESÍDUOS PROVENIENTES DESSE MEDICAMENTO, SE FOR CASO DISSO

11. NOME E MORADA DO TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Aventis Pharma Deutschland GmbH D-65926 Frankfurt am Main, Alemanha

(55)

12. NÚMERO(S) NO REGISTO COMUNITÁRIO DE MEDICAMENTOS

UE/0/00/000/000

13. NÚMERO DE LOTE DE FABRICO

Lote nº

14. CLASSIFICAÇÃO GERAL RELATIVA AO FORNECIMENTO

Medicamento sujeito a receita médica.

(56)

INDICAÇÕES A INCLUIR NA EMBALAGEM EXTERIOR OU, CASO ESTA NÃO EXISTA, NO ACONDICIONAMENTO PRIMÁRIO

1. DENOMINAÇÃO DO MEDICAMENTO

Lantus 100 UI/ml

Solução injectável num cartucho Insulina glargina

2. DESCRIÇÃO DO(S) PRINCÍPIO(S) ACTIVO(S)

1 ml contém 100 UI (3,64 mg) de insulina glargina

3. LISTA DE EXCIPIENTES

Excipientes: cloreto de zinco, m-cresol, glicerol, ácido clorídrico, hidróxido de sódio, água para injectáveis

4. FORMA FARMACÊUTICA E CONTEÚDO Solução injectável, 10 cartuchos de 3 ml

5. MODO E VIA(S) DE ADMINISTRAÇÃO

Via subcutânea. Este cartucho é para usar em conjunto com a Optipen

(57)

7. OUTRAS ADVERTÊNCIAS ESPECIAIS, SE NECESSÁRIO

Utilize apenas soluções límpidas e incolores. Leia o folheto anexo antes de usar o medicamento.

8. PRAZO DE VALIDADE

VAL. (mês/ano)

9. CONDIÇÕES ESPECIAIS DE CONSERVAÇÃO

Guardar a 2°C - 8° C (num frigorífico) Não congelar.

Guardar na embalagem exterior a fim de protejer da luz

Uma vez em uso,os cartuchos podem ser conservados até 4 semanas .

Não guardar acima de 25ºC. A caneta contendo o cartucho não deve ser guardada no frigorífico.

10. CUIDADOS ESPECIAIS QUANTO À ELIMINAÇÃO DO MEDICAMENTO NÃO UTILIZADO OU DOS RESÍDUOS PROVENIENTES DESSE MEDICAMENTO, SE FOR CASO DISSO

11. NOME E MORADA DO TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

(58)

12. NÚMERO(S) NO REGISTO COMUNITÁRIO DE MEDICAMENTOS

UE/0/00/000/000

13. NÚMERO DE LOTE DE FABRICO

Lote nº

14. CLASSIFICAÇÃO GERAL RELATIVA AO FORNECIMENTO

Medicamento sujeito a receita médica.

(59)

INDICAÇÕES MÍNIMAS A INCLUIR EM PEQUENAS UNIDADES DE ACONDICIONAMENTO PRIMÁRIO

1. DENOMINAÇÃO DO MEDICAMENTO E, SE NECESSÁRIO, VIA(S) DE ADMINISTRAÇÃO

Lantus 100 UI/ml

Solução injectável num cartucho Insulina glargina

2. MODO DE ADMINISTRAÇÃO

Via subcutânea. Este cartucho é para usar em conjunto com a Optipen

3. PRAZO DE VALIDADE

VAL. (mês/ano)

4. NÚMERO DE LOTE

(60)

Texto da folha de alumínio usada para selar o recipiente de plástico que contém o cartucho

Após inserir um cartucho novo:

Deve verificar se a sua caneta de insulina está a funcionar adequadamente antes de injectar a primeira dose. Consulte o seu folheto de instruções para a caneta para mais pormenores.

(61)
(62)

FOLHETO INFORMATIVO

Leia atentamente e na íntegra este folheto antes de começar a utilizar este medicamento.

- Conserve este folheto. Poderá querer voltar a lê-lo.

- Caso tenha dúvidas, consulte o seu médico ou farmacêutico.

- Este medicamento foi receitado para si. Nunca o ceda a terceiros, mesmo que apresentem os mesmos sintomas. Poderia prejudicá-los.

Neste folheto:

1. Que tipo de medicamento é Lantus e para que é utilizado. 2. Antes de utilizar Lantus

3. Como deve utilizar Lantus 4. Possíveis efeitos secundários 5. Conservação de Lantus

[Denominação do medicamento]

1. LANTUS 100 UI/ML SOLUÇÃO INJECTÁVEL NUM FRASCO Insulina glargina

[Descrição completa da(s) substância(s) activa(s) e do(s) excipiente(s)]

- Cada ml de solução contém 100 UI (Unidades Internacionais) da substância activa insulina glargina.

- Os outros componentes do Lantus são: cloreto de zinco, m-cresol, glicerol, hidróxido de sódio, ácido clorídrico e água para injectáveis.

(63)

O titular da autorização de introdução no mercado e fabricante do Lantus é a Aventis Pharma Deutschland GmbH, D-65926 Frankfurt am Main, Alemanha.

1. QUE TIPO DE MEDICAMENTO É O LANTUS E PARA QUE É UTILIZADO [Forma farmacêutica e conteúdo; grupo farmacoterapêutico]

O Lantus é uma solução injectável transparente e incolor que contém insulina glargina. A insulina glargina é uma insulina modificada, muito semelhante à insulina humana. É produzida por um processo que envolve a tecnologia de DNA recombinante utilizando o microrganismo Escherichia

coli. A insulina glargina possui uma acção de redução de açúcar no sangue longa e estável.

Cada frasco contém 5 ml de solução (500 UI) e encontram-se disponíveis em embalagens de 1, 2, 5 e 10 frascos.

[Indicações terapêuticas]

O Lantus é utilizado para reduzir o nível elevado de açúcar no sangue em doentes com diabetes mellitus. A diabetes mellitus é uma doença em que o seu organismo não produz insulina suficiente para controlar o nível de açúcar no sangue.

2. ANTES DE UTILIZAR O LANTUS

[Enumeração das informações necessárias antes da tomada do medicamento]

[Contra-indicações]

1.1. 2.1 Quando não deve utilizar o Lantus?

Não deve utilizar o Lantus se for alérgico à insulina glargina ou a qualquer um dos seus outros componentes (ver acima).

[Precauções de utilização adequadas; advertências especiais] 2.2 Precauções especiais

(64)

A experiência com o uso de Lantus, em crianças assim como em doentes em que o fígado ou os rins não funcionem bem, é limitada.

Viagens

Antes de viajar, deverá consultar o seu médico. Poderá ter de lhe falar sobre - a disponibilidade da insulina no país de destino,

- quantidade de insulina, seringas etc.,

- conservação correcta da sua insulina durante a viagem,

- horários das refeições e administração de insulina durante a viagem, - os possíveis efeitos da mudança para diferentes fusos horários, - possíveis novos riscos para a saúde nos países de destino.

Doenças e lesões

Se estiver doente ou sofrer um ferimento grave o nível de açúcar no seu sangue poderá aumentar (hiperglicemia). Se não comer o suficiente o nível de açúcar no seu sangue poderá ficar demasiado baixo (hipoglicemia). Nestas circunstâncias, o tratamento da diabetes poderá requerer muita atenção. Na maioria dos casos necessitará de assistência médica. Contacte um médico o mais depressa

possível. Se sofre de diabetes de tipo 1 (diabetes mellitus dependente de insulina), não interrompa o

seu tratamento com insulina e continue a ingerir hidratos de carbono em quantidades suficientes. Mantenha sempre todas as pessoas que o tratam ou assistem informadas de que necessita de insulina.

[Interacções com alimentos e bebidas]

[Utilização por mulheres grávidas ou em fase de aleitamento] Gravidez

Informe o seu médico se planeia engravidar ou se já está grávida. A posologia de insulina poderá ter de ser modificada durante a gravidez e depois do parto. Para a saúde do seu bebé é importante um controlo especialmente rigoroso da sua diabetes e a prevenção de hipoglicemia.

Aleitamento

Se estiver a amamentar consulte o seu médico pois poderá necessitar de ajustes nas doses de insulina e na sua dieta.

(65)

Condução de veículos e utilização de máquinas:

A sua capacidade de concentração e de reacção poderá ser reduzida devido a níveis de açúcar no sangue demasiado baixos (hipoglicemia) ou demasiado altos (hiperglicemia) ou a problemas com a sua visão. Deve manter-se consciente desse facto em todas as situações que envolvam riscos, tanto para si como para outras pessoas (condução de viaturas ou utilização de máquinas, por exemplo). Deverá contactar o seu médico sobre a condução no caso de:

- ter frequentes episódios de hipoglicemia,

- os sinais indicadores de hipoglicemia estarem diminuídos ou ausentes.

[Interacções medicamentosas e outras] Tomar/utilizar outros medicamentos:

Alguns medicamentos provocam uma descida dos níveis de glicemia, outros provocam um aumento, outrospodem ter ambos os efeitos, consoante a situação. Poderá ser necessário, em cada caso, alterar convenientemente a dose de insulina a fim de evitar níveis de açúcar no sangue demasiado baixos ou demasiado elevados. Deve tomar atenção não só quando inicia o tratamento com outro medicamento mas também quando o interrompe.

Informe o seu médico assistente sobre todos os medicamentos que está a tomar, incluindo os que adquiriu sem receita médica. Antes de tomar qualquer medicamento, pergunte ao seu médico se este medicamento poderá afectar os seus níveis de açúcar no sangue e quais as medidas que deverá tomar.

Os medicamentos que podem fazer com que os níveis de açúcar no sangue diminuam incluem todos os outros medicamentos para o tratamento da diabetes, inibidores de ACE, disopiramida, fluoxetina, fibratos, inibidores de monoaminoxidase, pentoxifilina, propoxifeno, salicilatos e antibióticos sulfonamídicos.

Os medicamentos que podem aumentar a quantidade de açúcar no sangue incluem corticosteróides (“cortisona”), danazol, diazóxido, diuréticos, glucagon, isoniazida, estrogénios e progestogénios (p. ex. na pílula anticoncepcional), derivados de fenotiazinas, somatropina, agentes simpatomiméticos (p. ex. epinefrina, salbutamol, terbutalina) e hormonas da tiróide.

(66)

Os beta-bloqueadores, à semelhança de outros medicamentos simpaticolíticos (p.ex. clonidina, guanetidina e reserpina), podem atenuar ou suprimir inteiramente os sintomas de alerta de uma reacção hipoglicémica.

Se não tiver a certeza se está a tomar um desses medicamentos pergunte ao seu médico ou farmacêutico.

3. COMO DEVE UTILIZAR O LANTUS [Instruções para uma utilização adequada]

[Posologia]

Com base no seu estilo de vida, nos resultados das suas análises de glicemia e no uso anterior de insulina, o seu médico

- decidirá a quantidade diária de Lantus que necessita,

- dirá quando deverá verificar os níveis de açúcar no sangue e se precisa de efectuar análises de urina,

- indicar-lhe-á quando será necessária uma dose injectável superior ou inferior de Lantus, - mostrar-lhe-á a área da pele onde injectar Lantus.

O Lantus é uma insulina de longa acção. O seu médico poder-lhe-á dizer para o utilizar em combinação com uma insulina de acção curta ou com comprimidos que combatem os níveis elevados de açúcar no sangue.

Muitos factores podem influenciar o seu nível de açúcar no sangue. Deverá conhecer estes factores para poder reagir correctamente às alterações no seu nível de açúcar no sangue e impedir que este se torne demasiado elevado ou demasiado baixo. Para mais informações, ver a caixa no final da secção 4.

Referências

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