Equações Elípticas com Potencial Singular
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(2) Universidade de Bras´ılia Instituto de Ciˆencias Exatas Departamento de Matem´atica. Equa¸c˜ oes El´ıpticas com Potencial Singular por Roberval de Jesus Leone dos Santos. Tese apresentada ao Departamento de Matem´ atica da Universidade de Bras´ılia, como parte dos requisitos para obten¸c˜ ao do grau de ´ DOUTOR EM MATEMATICA Bras´ılia, 15 de dezembro de 2006. Comiss˜ao Examinadora:. Prof. Jos´e Valdo Abreu Gon¸calves - MAT/UnB (Orientador). Prof. Ma To Fu - ICMC/USP. Prof. Arthur Vicentini Ferreira de Azevedo - MAT/UnB. Prof. Ol´ımpio Hiroshi Miyagaki - DM/UFV. Prof. Carlos Alberto Pereira dos Santos - MAT/UnB.
(3) Agradecimentos. Agrade¸co ao Prof. Jos´e Valdo pela orienta¸c˜ao perfeita e marcante. Distinguir, em matem´atica, aquilo que parece ser daquilo que, de fato, ´e, fazendo, ainda, uso de uma argumenta¸c˜ao bela, serena e inequ´ıvoca, compete a pouqu´ıssimos: somente aos ”escolhidos”como ele. Ao Prof. Antonio Luiz de Melo, que me fez passar por uma das portas estreitas. A seguir, viriam outras portas cada vez mais delgadas e, durante a trajet´oria, encontrei v´arios colegas de m˜ao aberta, especialmente: Rog´erio, ainda no curso de mestrado, Angelo R. F. de Holanda, Juliana Rabelo e Jiazheng Zhou. Ao Prof. Carlos Alberto P. dos Santos, que acompanhou meus trabalhos. Ao Sr. Manuel, meu amigo, profissional exemplar. Aos dirigentes com os quais trabalhei, no exerc´ıcio da fun¸c˜ao p´ ublica: Ney Leal, Geraldo Garcia, Afonso de Almeida e Maur´ıcio Muniz. Aos meus amigos Nilson Figueiredo Filho e Jorge Eurico: no momento adequado indicaramme quando haveria bom tempo e onde estaria o porto seguro. Ambos foram atingidos. Por fim, `a minha fam´ılia pela inquebrant´avel presen¸ca: suprema deve ser a obstina¸c˜ao mesmo sendo ´ınfima a esperan¸ca.. i.
(4) Sum´ ario. Resumo. iv. Abstract. v. Introdu¸ c˜ ao. 1. 1 Princ´ıpios Variacionais, Regularidade, Identidades, Sub e Supersolu¸ c˜ oes 13 1.1. Geometria do Passo da Montanha . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13. 1.2. Minimiza¸c˜ao Cl´assica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20. 1.3. Princ´ıpio Variacional de Ekeland . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24. 1.4. Regularidade e Comportamento de Solu¸c˜oes no Infinito . . . . . . . . . . . 27. 1.5. Identidades Variacionais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32. 1.6. Um Teorema de Sub e Supersolu¸c˜oes para Potenciais Singulares . . . . . . 45. 2 Equa¸ c˜ ao n˜ ao-Homogˆ enea. 53. 2.1. Solu¸c˜oes radiais: demonstra¸c˜ao do teorema A . . . . . . . . . . . . . . . . 53. 2.2. Solu¸c˜oes n˜ao-radiais: demonstra¸c˜ao do teorema B . . . . . . . . . . . . . . 62. ii.
(5) Sum´ario. iii. 3 Equa¸ c˜ ao Homogˆ enea: crescimento sublinear. 71. 3.1. Solu¸c˜oes radiais: demonstra¸c˜ao do teorema C . . . . . . . . . . . . . . . . 71. 3.2. Solu¸c˜oes n˜ao-radiais: demonstra¸c˜ao do teorema D . . . . . . . . . . . . . . 81. 4 Equa¸ c˜ ao Homogˆ enea: crescimento subcr´ıtico: prova do teorema E. 90. A Diferenciabilidade do Funcional de Euler-Lagrange. 103. B Sobre Princ´ıpios Variacionais. 107. B.1 Teorema do Passo da Montanha . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 107 B.2 Teorema de Minimiza¸c˜ao Cl´assica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 108 B.3 Princ´ıpio Variacional de Ekeland . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 108 B.4 Um Lema de Concentra¸c˜ao-Compacidade para Potenciais Singulares . . . . 109 B.5 Exemplo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 116 Referˆ encias Bibliogr´ aficas. 117.
(6) Resumo. Neste trabalho formulamos e provamos resultados sobre existˆencia, multiplicidade, unicidade e taxa de decaimento no infinito de solu¸c˜oes de equa¸c˜oes el´ıpticas semilineares com um potencial singular. Em alguns casos, provamos que a solu¸c˜ao explode na origem. Discutimos tamb´em o comportamento de solu¸c˜oes com rela¸c˜ao a parˆametros envolvidos nas equa¸c˜oes. S˜ao utilizados m´etodos variacionais, concentra¸c˜ao-compacidade, sub e supersolu¸c˜oes e ´e explorada a simetria de classes de equa¸c˜oes associadas.. iv.
(7) Abstract. In this work we establish results on existence, multiplicity, uniqueness and the rate of decay at infinity of solutions of semilinear elliptic equations with a singular potential. In certain situations we show that the solutions blowup at the origin. We also discuss the behavior of the solutions with respect to the parameters appearing in the elliptic equation. Variational methods, the concentration-compactness principle, the lower and upper solutions technique and symmetry arguments are exploited.. v.
(8) Introdu¸c˜ ao. Neste trabalho estudamos existˆencia, multiplicidade, unicidade, regularidade e comportamento qualitativo de solu¸c˜oes da equa¸c˜ao com um potencial singular 2∗ −1. uθ −∆u = λ + θ + αk(x)uq+ + µf (x) em RN , |x|. (0.1). onde λ, α, µ ≥ 0 s˜ao parˆametros, 2∗θ := 2 (N − θ)/(N − 2), 0 ≤ θ ≤ 2, q ∈ (0, 1) ∪ (1, 2∗ − 1), 2∗ := 2∗0 , N ≥ 3, |x| ´e a norma euclidiana de x, u+ := max{0, u} e k, f : RN → R satisfazem as seguintes condi¸c˜oes:. k, f ∈ C(RN ). (kf )1. k, f ≥ 0 e k, f 6≡ 0.. (kf )2. No Cap´ıtulo 1 provaremos resultados t´ecnicos para (0.1) que ser˜ao u ´teis nas demonstra¸c˜oes dos nossos resultados principais. No Cap´ıtulo 2 faremos α = 0 em (0.1), a qual se reescreve como 2∗ −1. uθ −∆u = λ + θ + µf (x) em RN . |x|. 1. (0.2).
(9) Introdu¸c˜ao. 2. Nos Cap´ıtulos 3 e 4 consideraremos (0.1) com a perturba¸c˜ao homogˆenea, com crescimento sublinear (0 < q < 1) e com crescimento subcr´ıtico (1 < q < 2∗ − 1), respectivamente, fazendo em (0.1) µ = 0. Em ambos os casos, (0.1) torna-se: 2∗ −1. uθ −∆u = λ + θ + αk(x)uq+ em RN . |x|. (0.3). A literatura a respeito de (0.1) ´e vasta. Consideraremos, a seguir, alguns resultados e quais as melhorias que neles implementamos com este trabalho. Pan [34] demonstrou que a equa¸c˜ao ∗. −∆u = u2+ −1 + k(x)uq+ em RN , onde N ≥ 3, k : RN → R ´e cont´ınua, k ≥ 0, k 6≡ 0 e 1 < q < 2∗ − 1, admite uma solu¸c˜ao positiva u ∈ D1,2 (RN ), desde que k satisfa¸ca certas condi¸c˜oes de integrabilidade. Pan [34] usou uma variante do Teorema do Passo da Montanha em cones devida a Hofer [26]. Melhoramos o teorema 2 de Pan [34] ao caracterizarmos um blow-up da solu¸c˜ao na origem para v´arias situa¸c˜oes de θ da correspondente equa¸c˜ao radial de (0.3). Gon¸calves e Alves [24] estenderam o principal resultado de Pan [34] usando uma t´ecnica desenvolvida por Br´ezis e Nirenberg [11] junto com uma variante do Teorema do Passo da Montanha de Br´ezis e Nirenberg [11], provando a existˆencia de solu¸c˜ao n˜ao-negativa e n˜ao-identicamente nula com energia positiva em D1,2 (RN ) do problema ∗ −∆u = u2 −1 + h(x)uq em RN , . u ≥ 0,. (0.4). u 6≡ 0,. 2N , h ≥ 0, h 6≡ 0 e valem: (i) 2N − (q + 1)(N − 2) ´e pequeno no sentido apropriado ou (ii) 1 < q < 2∗ − 1.. onde N > 2, h ∈ Lθ (RN ) com θ = 0 < q < 1 e |h|Lθ (RN ). Nosso trabalho estende os resultados de Gon¸calves e Alves [24] devido `a presen¸ca de um potencial singular acoplado `a potˆencia cr´ıtica como em (0.3) e encontra uma solu¸c˜ao adicional em D1,2 (RN ) com energia negativa. Al´em disso, mostramos um blow-up da solu¸c˜ao na origem e calculamos a taxa de decaimento no infinito da solu¸c˜ao, sob certas condi¸c˜oes. Assun¸c˜ao [5] (cf. tamb´em Assun¸c˜ao, Carri˜ao e Miyagaki em [6]) provou existˆencia e multiplicidade de solu¸c˜oes em D1,2 (RN ) via m´etodos variacionais para a equa¸c˜ao geral. −div(. |∇u|p−2 ∇u |u|p−2 u |u|q−2 u |u|r−2 u ) + λ = α + βk(x) + f (x) em RN , ap (a+1)p bq dr |x| |x| |x| |x|. (0.5).
(10) Introdu¸c˜ao. 3. onde 1 < p ≤ N − 1, N ≥ 3, q =. Np , α, β, λ s˜ao parˆametros, 0 ≤ a < N − p(a + 1 − b). q N −p q−r , a ≤ b ≤ a + 1, d, r ∈ R, k ∈ Lr(d−b) (RN ) e f ∈ (Lqb (RN ))0 . p. Para o caso particular de (0.5) com p = 2, a = 0, λ = β = 0, α > 0, q = 2∗θ e b = θ/2∗θ , melhoramos (0.5) adicionando-lhe v´arios resultados de regularidade e comportamento assint´otico das solu¸c˜oes determinadas pelo teorema 1.6 de Assun¸c˜ao [5]. Alves, Gon¸calves e Santos [3] provaram, usando m´etodos variacionais, minimiza¸c˜ao cl´assica e t´ecnicas de sub e supersolu¸c˜oes, que o problema g(u) N −∆u = λ |x|θ + ρ(x)f (u) em R , |x|→∞ u > 0 em RN , u(x) −→ 0, onde N > 2, ρ : RN → [0, ∞), ρ 6≡ 0, λ ≥ 0, 0 ≤ θ ≤ 2 e f, g : [0, ∞) → [0, ∞) cont´ınuas e n˜ao-decrescentes, admite uma solu¸c˜ao em D1,2 (RN ) para certas condi¸c˜oes adicionais t´ecnicas de ρ, f, g. Alves, Gon¸calves e Santos [3] encontraram, ainda, resultados de regularidade da solu¸c˜ao e sua taxa de decaimento. Nosso trabalho faz uso de v´arias t´ecnicas adotadas por Gon¸calves e Alves [24] e Alves, Gon¸calves e Santos [3] no que se refere ao estudo da existˆencia, regularidade e comportamento assint´otico da solu¸c˜ao no infinito e melhora os resultados de Alves, Gon¸calves e Santos [3] ao encontrar uma solu¸c˜ao adicional com energia negativa, fazer an´alise quantitativa de parˆametros e provar a unicidade para o caso θ = 2. Em dom´ınio limitado, Tarantello [40] mostrou que o problema ∗ −∆u = |u|2 −2 u + f (x) em Ω, . (0.6). u = 0 sobre ∂Ω,. onde Ω ´e um dom´ınio limitado com fronteira regular ∂Ω, admite ao menos duas solu¸c˜oes n˜ao-negativas em H01 (Ω), se f ∈ H −1 (Ω) ´e n˜ao-negativa, n˜ao-identicamente nula e |f |H −1 (Ω) ´e suficientemente pequena. A equa¸c˜ao (0.2) generaliza (0.6) para o RN e estende resultados de Tarantello [40] para 0 < θ ≤ 2. Dupaigne [16] provou que o problema u −∆u = λ |x|2 + f (x) em Ω, . u = 0 sobre ∂Ω,.
(11) Introdu¸c˜ao. 4. onde Ω ´e um dom´ınio limitado com fronteira regular ∂Ω, admite uma u ´nica solu¸c˜ao em 2 1 −1 H0 (Ω), desde que λ ∈ (0, (N − 2) /4) e f ∈ H (Ω). Esse resultado ´e estendido, neste trabalho, para o RN . Voltando ao RN , Montefusco [33] mostrou que a equa¸c˜ao −∆u = λ. u + f (x) em RN |x|2. admite uma solu¸c˜ao em D1,2 (RN ), desde que |x|→∞. 2N. λ ∈ (0, H), f ∈ L N +2 (RN ), f (x) −→ 0 e f (x) ≥ δ0 qtp em B, onde, H = ( N 2−2 )2 , δ0 > 0 ´e uma constante conveniente e B ⊂ RN ´e alguma bola. Em nosso trabalho (equa¸c˜ao (0.2) com µ = 1 e θ = 2), a fun¸c˜ao f ´e mais geral do que a adotada por Montefusco, podendo ser, por exemplo, do tipo dente-de-serra. Recentemente, Hirano, Micheletti e Pistoia [25] provaram que a equa¸c˜ao −∆u = |u|2. ∗ −2. u + f (x) em RN. admite ao menos trˆes solu¸c˜oes em D1,2 (RN ), sendo duas positivas e uma n˜ao-positiva, se 3 ≤ N ≤ 6 e f ∈ L∞ (RN ) ´e n˜ao-negativa, n˜ao-identicamente nula e satisfaz condi¸c˜oes adicionais t´ecnicas. Estendemos este resultado quanto `as duas solu¸c˜oes positivas sem fazer restri¸c˜oes do tipo 3 ≤ N ≤ 6 e θ = 0. Nossos resultados s˜ao motivados por alguns problemas f´ısicos ou matem´aticos dispon´ıveis na literatura. Fazemos referˆencia a alguns deles. A equa¸c˜ao (0.2) aparece em teoria da probabilidade, no estudo de processos estoc´asticos (cf. Bernard [8]). Como exemplo de modelagem f´ısica tem-se o movimento superbrowniano estudado por Lee [28]. A equa¸c˜ao (0.2) tamb´em faz-se presente, especialmente quando θ = 2, em problemas de combust˜ao (cf. Peral e V´azquez [35]) e na Lei de Coulomb (cf. Fefferman [20]). A equa¸c˜ao (0.3), quando λ = µ = 0 e q > 1, surge em geometria riemanniana, sendo k a curvatura escalar (cf. Ding e Ni [14] e Li e Ni [29]). A seguir, firmamos algumas nota¸c˜oes, condi¸c˜oes e observa¸c˜oes para enunciarmos nossos resultados principais, que ser˜ao provados nos Cap´ıtulos 2, 3 e 4 a partir de resultados auxiliares obtidos no Cap´ıtulo 1..
(12) Introdu¸c˜ao. 5. Definindo b k(r) := max k(x), r ≥ 0 e fb(r) := max f (x), r ≥ 0, |x|:=r. |x|:=r. temos que b k e fb s˜ao fun¸c˜oes radialmente sim´etricas satisfazendo, respectivamente, b k ∈ C(RN ), b k≥0 e b k≡ 6 0 , fb ∈ C(RN ), fb ≥ 0 e fb ≡ 6 0. Suporemos que b k ∈ Larad (RN ), fb ∈ Lbrad (RN ),. (kf )3. 2N 2N , b := e Larad (RN ), Lbrad (RN ) s˜ao, respectiva(N + 2) − (N − 2)q N +2 mente, os subespa¸cos fechados das fun¸c˜oes radialmente sim´etricas de La (RN ) e Lb (RN ). Z Z 1,2 1,2 N N Denotaremos por k · k a norma de D (R ) e de Drad (R ) e escreveremos := .. onde a :=. RN. N. Dado um espa¸co normado E sobre um dom´ınio Ω ⊆ R , denotaremos sua norma por | · |E := | · |E(Ω) . Sempre que n˜ao haja confus˜ao de nota¸c˜ao, faremos E := E(Ω). Por fim, lembramos que ωN ´e o volume da bola unit´aria de RN . Os dois n´ umeros reais positivos seguintes exercer˜ao papel importante em m´etodos variacionais:. −2∗ /2 Sθ θ 2 ∗ 2θ. ( α ¯ :=. ". −(q+1)/2 b ( 1−q )S0 |k|Larad q+1. (2∗θ. − 2). #. 2∗ θ −2 2∗ −1−q θ. +2. −2∗ /2 θ. Sθ. −(q+1)/2 b S0 |k|Larad. q+1. 2∗θ. ". (2∗θ. µ ¯ :=. 2∗θ. . 1 2∗ −2 θ. −2∗θ /2. Sθ. (2∗θ − 2) ∗ −1 , ∗ 22∗θ −2 −1/2 b S0 |f |Lbrad 2(2θ − 1) θ. onde Z Sθ :=. inf. u∈D1,2 , u6≡0. Z. |∇u|2 dx ∗. |u|2θ 22∗ dx θ |x|θ. 2∗θ. −(q+1)/2. 1−q ( q+1 )S0. e . − 2). −2∗ θ /2. Sθ. |b k|Larad. #. 1−q 2∗ −1−q θ. ∗ ) q+1−2 θ ∗ 2 −2 θ.
(13) Introdu¸c˜ao. 6. ´e a melhor constante para a imers˜ao 2∗. ∗. D1,2 (RN ) ,→ Lθθ (RN ) := L2 (RN , 1/|x|θ dx), decorrente da desigualdade de Caffarelli, Kohn e Nirenberg [12], que se escreve: |u|. 2∗. Lθθ. −1/2. ≤ Sθ. kuk, u ∈ D1,2 (RN ),. e S0 ´e a melhor constante para a imers˜ao de Sobolev, a saber: ∗. D1,2 (RN ) ,→ L2 (RN ). Notemos que quando θ = 0, a desigualdade de Caffarelli, Kohn e Nirenberg [12] reduz-se a` desigualdade de Sobolev, a qual implica a imers˜ao antes mencionada. Do Carmo e Xia [15] provaram que a desigualdade de Caffarelli, Kohn e Nirenberg [12] ´e satisfeita n˜ao apenas sobre o espa¸co euclidiano ordin´ario, mas tamb´em sobre variedades completas com curvatura de Ricci n˜ao-negativa e dimens˜ao N ≥ 3. No caso θ = 2, a desigualdade de Caffarelli, Kohn e Nirenberg [12] torna-se a desigualdade de Hardy, a saber: −1/2. |u|L22 ≤ S2. kuk, u ∈ D1,2 (RN ).. Foi provado por Ghoussoub e Yuan [22] que para θ ∈ [0, 2), Sθ ´e atingida em N −2. 2−N. wδ (x) = [δ(N − θ)(N − 2)] 2(2−θ) (δ + |x|2−θ ) 2−θ ,. (Wδ ). onde δ > 0 e que, de fato, a fam´ılia de fun¸c˜oes {wδ } provˆe as u ´nicas solu¸c˜oes positivas 1,2 N radialmente sim´etricas em D (R ) para a equa¸c˜ao ∗. u2θ −1 em RN −∆u = λ θ |x|. (Eθ ). com λ = 1. Decorre que 2∗θ. kwδ k2 = |wδ |. 2∗ Lθθ. N −θ. = Sθ2−θ .. (CN,θ ). O caso θ = 2 de (Eθ ) foi estudado por Catrina e Wang [13]. Esses autores mostraram que (Eθ ) n˜ao admite solu¸c˜ao n˜ao-trivial, se λ ∈ (0, S2 ) e que S2 nunca ´e atingida..
(14) Introdu¸c˜ao. 7. Para estabelecermos nossos resultados, consideraremos a seguinte equa¸c˜ao associada a (0.1): 2∗ −1. u bθ k(x)b uq+ + µfb(x) em RN . −∆b u = λ + θ + αb |x|. (0.7). No Cap´ıtulo 1 provaremos resultados t´ecnicos para (0.7) que auxiliar˜ao na demonstra¸c˜ao dos teoremas enunciados adiante. No Cap´ıtulo 2 trataremos (0.7) com a perturba¸c˜ao n˜ao-homogˆenea (α = 0) como a equa¸c˜ao associada a (0.2). Nos Cap´ıtulos 3 e 4 consideraremos (0.7) com a perturba¸c˜ao homogˆenea (µ = 0), com crescimento sublinear (0 < q < 1) e com crescimento subcr´ıtico (1 < q < 2∗ − 1), respectivamente, como a equa¸c˜ao associada a (0.3). 1,2 Seja u b ∈ Drad (RN ). O funcional de Euler-Lagrange correspondente a (0.7) ´e definido por. 1 I(b u) = 2. Z. λ |∇b u| dx − ∗ 2θ 2. Z. 2∗. u b+θ α dx − θ |x| q+1. Z. b kb uq+1 + dx − µ. Z fbu bdx.. (0.8). 1,2 I ´e de classe C 1 (Drad (RN ), R) em virtude da desigualdade de Caffarelli, Kohn e Nirenberg 1,2 [12] (cf. Apˆendice A) e sua derivada de Gˆateaux ´e dada, para cada φ ∈ Drad (RN ), por. Z. 0. hI (b u), φi =. Z ∇b u · ∇φdx − λ. 2∗ −1. u b+θ φdx − α |x|θ. Z. b kb uq+ φdx − µ. Z fbφdx.. (0.9). Adotaremos a mesma nota¸c˜ao I e I 0 , respectivamente, para o funcional e sua derivada relativamente `as equa¸c˜oes associadas a (0.2) e a (0.3). 1,2 Uma solu¸c˜ao fraca de (0.7) ´e um elemento u b ∈ Drad (RN ) satisfazendo, para cada φ ∈ 1,2 Drad (RN ),. Z. Z ∇b u · ∇φdx = λ. 2∗ −1. u b+θ φdx + α |x|θ. Z. b kb uq+ φdx + µ. Nossos principais resultados s˜ao enunciados a seguir.. Z fb φdx.. (0.10).
(15) Introdu¸c˜ao. 8. Nosso primeiro teorema fornece propriedades de regularidade e comportamento assint´otico no infinito e na origem para solu¸c˜oes radialmente sim´etricas de (0.7) com α = 0. Garante tamb´em existˆencia, multiplicidade e, em certos casos, unicidade de solu¸c˜oes dessa equa¸c˜ao. Formulamos abaixo o teorema.. Teorema A. Sejam λ ≥ 0, α = 0, µ > 0 e θ ∈ [0, 2] em (0.7). Suponha (kf )1 , (kf )2 e (kf )3 . 1,2 Se u b ∈ Drad (RN ) ´e uma solu¸c˜ao fraca n˜ ao-negativa de (0.7), ent˜ ao. (i) (ii). (iii). u b ∈ C 2 (RN \ {0} ), ∇b u(x) · x < 0 em RN \ {0} e u b > 0 em RN , kb u k2 Z 2∗θ quando |x| → ∞, u b(x) = O λωN |x|N −θ + µ fbdy N −θ B|x| (0) |x|→0 u b(x) → ∞, se adicionalmente fb satisfaz:. N +2b fb ∈ C 1 (RN ), fb > 0, f (x) + ∇fb(x) · x ≥ 0 e 2 (0.11) |∇fb(x)| = O(|x|−c ) quando |x| → ∞, onde c >. N +4 . 2. Al´em disso, (0.7) admite (iv). 1,2 duas solu¸c˜oes fracas u b1 , u b2 ∈ Drad (RN ) tais que u b1 , u b2 ≥ 0, u b1 , u b2 6≡ 0. e I(b u1 ) < 0 < I(b u2 ) se 0 ≤ θ < 2, λ = 1 e 0 < µ < µ ¯, (v). 1,2 uma solu¸c˜ao fraca u b3 ∈ Drad (RN ) tal que u b3 ≥ 0, u b3 6≡ 0. e I(b u3 ) < 0 se. θ = 2, 0 ≤ λ < S2 , µ > 0. No caso (v), a solu¸c˜ao ´e u ´nica se adicionalmente fb > 0.. Observa¸c˜ao Um exemplo de fun¸c˜ao que satisfaz a condi¸c˜ao (0.11) ´e apresentado no Apˆendice B..
(16) Introdu¸c˜ao. 9. Nosso segundo resultado refere-se `a equa¸c˜ao (0.1) com α = 0. N˜ao s˜ao exigidas condi¸c˜oes ´ estudado o comportamento das eventuais solu¸c˜oes com rela¸c˜ao aos de simetrias. E parˆametros µ e λ e, por fim, obtemos condi¸c˜oes para a existˆencia de solu¸c˜oes fracas e descrevemos seu decaimento no infinito.. Teorema B. Sejam λ ≥ 0, α = 0, µ > 0 e θ ∈ [0, 2] em (0.1) e em (0.7) e seja ub ∈. 1,2 Drad (RN ) uma solu¸c˜ao fraca de (0.7). Suponha (kf )1 , (kf )2 e (kf )3 . Se u ∈ D1,2 (RN ) ´e uma solu¸ca˜o fraca positiva de (0.1) no sentido de D1,2 (RN ) tal que u ≤ u b, ent˜ ao. (i). µ→∞. u → 0 em. Z. N L∞ loc (R \{0}). se. f (y)dy > 0,. 0 < r < R < ∞,. r≤|y|≤R. (ii). (iii). λ→∞. N u → 0 em L∞ loc (R \{0}),. µ→0. u → 0 em D1,2 (RN ) se θ = 2 e. λ ∈ [0, S2 ).. Al´em disso, (0.1) admite uma solu¸c˜ao fraca positiva u ∈ D1,2 (RN ) no sentido de D1,2 (RN ) com u ≤ u b se valem:. (iv). 0 ≤ θ < 2, 0 ≤ λ ≤ 1 e 0 < µ < µ ¯. ou (v). θ = 2, 0 ≤ λ < S2 e µ > 0.. Adicionalmente,. (vi). ∗. u(x)2θ = O. . 1 λωN |x|N −θ + µ N −θ. Z f (y)dy B|x| (0). quando |x| → ∞..
(17) Introdu¸c˜ao. 10. Nosso terceiro teorema fornece propriedades de regularidade e comportamento assint´otico no infinito e na origem para solu¸c˜oes radialmente sim´etricas de (0.7) com µ = 0 e 0 < q < 1 (crescimento sublinear). Garante tamb´em existˆencia, multiplicidade e, em certos casos, unicidade de solu¸c˜oes dessa equa¸c˜ao. Formulamos abaixo o teorema.. Teorema C. Sejam λ ≥ 0, α > 0, µ = 0, 0 < q < 1 e θ ∈ [0, 2] em (0.7). Suponha 1,2 (kf )1 , (kf )2 e (kf )3 . Se u b ∈ Drad (RN ) ´e uma solu¸c˜ ao fraca n˜ ao-negativa e n˜ ao-identicamente nula de (0.7), ent˜ao. (ii). u b ∈ C 2 (RN \ {0} ), ∇b u(x) · x < 0 em RN \ {0} e u b > 0 em RN , kb u k2 Z 2∗θ quando |x| → ∞, u b(x) = O λωN b |x|N −θ + α kdy N −θ B|x| (0). (iii). |x|→0 u b(x) → ∞, se adicionalmente b k satisfaz:. (i). N N −2 b 1 b k ∈ C 1 (RN ), b k > 0, ( − )k(x) + ∇b k(x) · x ≥ 0 e q+1 2 q+1 (0.12) N + 4 + 2q − N q |∇b k(x)| = O(|x|−d ) quando |x| → ∞, onde d > . 2 Al´em disso, (0.7) admite (iv). 1,2 duas solu¸c˜oes fracas u b1 , u b2 ∈ Drad (RN ) tais que u b1 , u b2 ≥ 0, u b1 , u b2 6≡ 0. e I(b u1 ) < 0 < I(b u2 ) se 0 ≤ θ < 2, λ = 1 e 0 < α < α ¯, (v). 1,2 uma solu¸c˜ao fraca u b3 ∈ Drad (RN ) tal que u b3 ≥ 0, u b3 6≡ 0. θ = 2, 0 ≤ λ < S2 , α > 0. No caso (v), a solu¸c˜ao ´e u ´nica se adicionalmente b k > 0.. e I(b u3 ) < 0 se.
(18) Introdu¸c˜ao. 11. Nosso quarto resultado refere-se `a equa¸c˜ao (0.1) com µ = 0 e 0 < q < 1 (crescimento ´ estudado o comportamento das sublinear). N˜ao s˜ao exigidas condi¸c˜oes de simetrias. E eventuais solu¸c˜oes com rela¸c˜ao aos parˆametros α e λ e, por fim, obtemos condi¸c˜oes para a existˆencia de solu¸c˜oes fracas e descrevemos seu decaimento no infinito.. Teorema D. Sejam λ ≥ 0, α > 0, µ = 0, 0 < q < 1 e θ ∈ [0, 2] em (0.1) e em 1,2 (0.7) e seja u b ∈ Drad (RN ) uma solu¸c˜ ao fraca de (0.7). Suponha (kf )1 , (kf )2 e (kf )3 . 1,2 N Se u ∈ D (R ) ´e uma solu¸c˜ao fraca positiva de (0.1) no sentido de D1,2 (RN ) tal que u≤u b, ent˜ ao. (i). α→∞. u → 0 em. N L∞ loc (R \{0}). Z se. k(y)dy > 0,. 0 < r < R < ∞,. r≤|y|≤R. (ii). (iii). λ→∞. N u → 0 em L∞ loc (R \{0}),. α→0. u → 0 em D1,2 (RN ) se θ = 2 e. λ ∈ [0, S2 ).. Al´em disso, (0.1) admite uma solu¸c˜ao fraca positiva u ∈ D1,2 (RN ) no sentido de D1,2 (RN ) com u ≤ u b se valem:. (iv). 0 ≤ θ < 2, 0 ≤ λ ≤ 1 e 0 < α < α ¯. ou (v). θ = 2, 0 ≤ λ < S2 e α > 0.. Adicionalmente,. (vi). 2∗θ. u(x). =O. . 1 λωN |x|N −θ + α N −θ. Z k(y)dy B|x| (0). quando |x| → ∞..
(19) Introdu¸c˜ao. 12. Nosso quinto teorema fornece propriedades de regularidade e comportamento assint´otico no infinito e na origem para solu¸c˜oes radialmente sim´etricas de (0.7) com µ = 0 e 1 < q < 2∗ − 1 (crescimento subcr´ıtico). Garante tamb´em existˆencia e multiplicidade de solu¸c˜oes dessa equa¸c˜ao. Formulamos abaixo o teorema.. Teorema E. Sejam λ ≥ 0, α > 0, µ = 0, 1 < q < 2∗ − 1 e θ ∈ [0, 2] em (0.7). 1,2 Suponha (kf )1 , (kf )2 e (kf )3 . Se u b ∈ Drad (RN ) ´e uma solu¸c˜ ao fraca n˜ ao-negativa e n˜ ao-identicamente nula de (0.7), ent˜ ao. u b ∈ C 2 (RN \ {0} ), ∇b u(x) · x < 0 em RN \ {0} e u b > 0 em RN ,. (i). 2∗θ. (ii). u b(x). =O. λωN N −θ. kb u k2 Z |x|N −θ + α. . quando |x| → ∞, se 2∗θ ≥ q + 1. b kdy. B|x| (0). e q+1. u b(x). (iii). =O. λωN N −θ. kb uk2 Z |x|N −θ + α. . quando |x| → ∞, se 2∗θ ≤ q + 1,. b kdy. B|x| (0). |x|→0 u b(x) → ∞, se adicionalmente b k satisfaz:. N −2 b 1 N b − )k(x) + ∇b k(x) · x ≥ 0 e k ∈ C 1 (RN ), b k > 0, ( q+1 2 q+1 (0.13) N + 4 + 2q − N q . |∇b k(x)| = O(|x|−d ) quando |x| → ∞, onde d > 2 Al´em disso, (0.7) admite (iv). 1,2 duas solu¸c˜oes fracas u b1 , u b2 ∈ Drad (RN ) tais que u b1 , u b2 ≥ 0, u b1 , u b2 6≡ 0. e I(b u1 ) < 0 < I(b u2 ) se 2∗θ ≤ q + 1, 0 < θ < 2, λ = 1 e 0 < α < α ¯, (v). 1,2 (RN ) tais que u b3 , u b4 ≥ 0, u b3 , u b4 6≡ 0 duas solu¸c˜oes fracas u b3 , u b4 ∈ Drad. e I(b u3 ) < 0 < I(b u4 ) se θ = 2, 0 ≤ λ < S2 , α > 0..
(20) CAP´ITULO 1. Princ´ıpios Variacionais, Regularidade, Identidades, Sub e Supersolu¸c˜ oes. Demonstraremos neste Cap´ıtulo v´arios resultados gerais para as equa¸c˜oes (0.1) e (0.7) que auxiliar˜ao a demonstra¸c˜ao dos teoremas enunciados.. 1.1. Geometria do Passo da Montanha. O primeiro lema estabelece a geometria do Passo da Montanha, que satisfaz as condi¸c˜oes de uma variante (cf. Apˆendice B, adaptado) do Teorema do Passo da Montanha de Ambrosetti e Rabinowitz [4] devida a Br´ezis e Nirenberg [11] (cf. tamb´em Br´ezis, Coron e Nirenberg [10]). As duas condi¸c˜oes abaixo descrevem a geometria do Passo da Montanha: (Φ1 ) Existem constantes β, ρ > 0 tais que I(u) ≥ β para kuk = ρ,. 1,2 (Φ2 ) Existe e ∈ Drad (RN ) tal que kek > ρ e I(e) < 0.. 13.
(21) Cap.1 Princ´ıpios Variacionais, Regularidade, Identidades, Sub e Supersolu¸c˜oes. 14. Lema 1.1. Sejam λ, α, µ ≥ 0, q ∈ (0, 1) ∪ (1, 2∗ − 1) e θ ∈ [0, 2] em (0.7). Suponha (kf )1 , (kf )2 e (kf )3 . Ent˜ao, (i) I satisfaz (Φ1 ) se valem: (a) 0 ≤ θ < 2, λ = 1 e α = 0, para cada 0 < µ < µ ¯ ou (b) 0 ≤ θ < 2, λ = 1, µ = 0 e 0 < q < 1, para cada 0 < α < α ¯ ou (c) 0 ≤ θ < 2, λ = 1, µ = 0 e 1 < q < 2∗ − 1, para cada α > 0 ou (d) θ = 2, 0 ≤ λ < S2 , µ = 0 e 1 < q < 2∗ − 1, para cada α > 0. (ii) I satisfaz (Φ2 ) se valem: (a) 0 ≤ θ < 2, λ = 1 e α = 0, para cada µ > 0 ou (b) 0 ≤ θ < 2, λ = 1, µ = 0 e 0 < q < 1, para cada α > 0 ou (c) 0 ≤ θ < 2, λ = 1, µ = 0 e 1 < q < 2∗ − 1, para cada α > 0 ou (d) θ = 2, 0 ≤ λ < S2 , µ = 0 e 1 < q < 2∗ − 1, para cada α > 0. Demonstra¸c˜ ao: Verifica¸c˜ ao de (i). 1,2 Seja u b ∈ Drad (RN ). De (0.8), temos, pela desigualdade de H¨older,. λ 1 uk2 − ∗ I(b u) ≥ kb 2 2θ. Z. Z Z Z Z ∗ q+1 1 1 1 α |b u|2θ ∗ ∗ a 2 b ∗ b b dx− ( |k| dx) a ( |b u| dx) 2 −µ( |f | dx) b ( |b u|2 dx) 2∗ . θ |x| q+1. E pelas desigualdades de Caffarelli, Kohn e Nirenberg [12] e de Sobolev,.
(22) Cap.1 Princ´ıpios Variacionais, Regularidade, Identidades, Sub e Supersolu¸c˜oes. I(b u) ≥ kb uk2. 15. 1 λ −2∗ /2 α ∗ −(q+1)/2 b −1/2 − ∗ Sθ θ kb S0 |k|Larad kb ukq−1 − µS0 |fb|Lbrad kb uk−1 . uk2θ −2 − 2 2θ q+1. Agora, seja. R(t) :=. α λ −2∗θ /2 2∗θ −2 −(q+1)/2 b −1/2 S t + S0 |k|Larad tq−1 + µS0 |fb|Lbrad t−1 , t > 0. ∗ θ 2θ q+1. Verificaremos abaixo os itens (a) a (d) do lema 1.1(i). (a) 0 ≤ θ < 2, λ = 1 e α = 0 Neste caso, R(t) fica:. R(t) =. 1 −2∗θ /2 2∗θ −2 −1/2 S t + µS0 |fb|Lbrad t−1 , t > 0. ∗ θ 2θ. Notemos que t→∞. t→0. R(t) −→ ∞ e R(t) −→ ∞. Portanto, existe ρ > 0 satisfazendo R(ρ) = min R(t) para algum ρ > 0. t>0. Calculando R0 (t) = 0, obtemos −2∗θ /2. Sθ. ∗. (2∗θ − 2)t2θ −3 −1/2 − µS0 |fb|Lbrad t−2 = 0, t > 0, ∗ 2θ. de modo que h 2∗ S0−1/2 |fb|Lb i ∗1 2 −1 θ rad θ ρ = µ −2∗ /2 θ ∗ Sθ (2θ − 2) ´e solu¸c˜ao de R0 (t) = 0. Como µ < µ ¯, obtemos:.
(23) Cap.1 Princ´ıpios Variacionais, Regularidade, Identidades, Sub e Supersolu¸c˜oes. ∗. −1/2. 16. −1/2. 2 −2 ∗ h 2∗ S0 |fb|Lb i ∗−1 1 1 1 −2∗θ /2 h 2θ S0 |fb|Lbrad i 2θ∗θ −1 2 −1 θ −1/2 b rad θ − R(ρ) = − ∗ Sθ µ −2∗ /2 − µS0 |f |Lbrad µ −2∗ /2 ∗ ∗ θ θ 2 2 2θ S (2 − 2) S (2 − 2). θ. θ. θ. θ. 2∗ −2 ∗ −1/2 h 2∗ S0−1/2 |fb|Lb i ∗−1 1 −2∗θ /2 h 2θ S0 |fb|Lbrad i 2θ∗θ −1 1 2 −1 θ −1/2 b rad θ − ∗ Sθ µ ¯ −2∗ /2 −µ ¯S0 |f |Lbrad µ ¯ −2∗ /2 > ∗ ∗ θ θ 2 2θ Sθ (2θ − 2) Sθ (2θ − 2) ∗ −2 ∗ ∗1 −1/2 2 −2 2∗θ S0 |fb|Lbrad i 22∗θ −1 1 −2∗θ /2 h 1 2θ (2∗θ − 2) θ θ − S = ∗ −1 −2∗ /2 −2∗θ /2 ∗ ∗ 22θ∗ −2 2 2∗θ θ −1/2 b Sθ θ S (2θ − 2) θ θ S |f |Lb 2(2 − 1). 0. −. 2∗θ. . 1 2∗ −2 θ. −2∗θ /2. Sθ. ×. h 2∗ θ. . rad. θ. (2∗θ − 2) −1/2 S0 |fb|Lbrad 2∗ −1 θ ∗ −1/2 S0 |fb|Lbrad 2(2∗θ − 1) 2θ −2. 1 2∗ −2 θ. −2∗θ /2. Sθ. −1/2 2∗θ S0 |fb|Lbrad i 2∗−1−1 (2∗θ − 2) θ 2∗ −1 −2∗θ /2 ∗ θ ∗ −1/2 (2θ − 2) S0 |fb|Lbrad 2(2∗θ − 1) 2θ −2 Sθ. = 0. 1 Donde R(ρ) < . Portanto, (Φ1 ) fica satisfeito. 2 (b) 0 ≤ θ < 2, λ = 1, µ = 0 e 0 < q < 1 Neste caso, R(t) fica:. R(t) =. α 1 −2∗θ /2 2∗θ −2 −(q+1)/2 b S0 |k|Larad tq−1 , t > 0. S t + θ ∗ 2θ q+1. Notemos que t→∞. t→0. R(t) −→ ∞ e R(t) −→ ∞. Portanto, existe ρ > 0 satisfazendo R(ρ) = min R(t) para algum ρ > 0. t>0. Calculando R0 (t) = 0, obtemos −2∗θ /2. Sθ. ∗. (2∗θ − 2)t2θ −3 q − 1 −(q+1)/2 b + α( )S |k|Larad tq−2 = 0, t > 0, ∗ 2θ q+1 0.
(24) Cap.1 Princ´ıpios Variacionais, Regularidade, Identidades, Sub e Supersolu¸c˜oes. de modo que −(q+1)/2 b 1 |k|Larad i 2∗θ −q−1 1 − q 2∗θ S0 ρ = α( ) ∗ q + 1 S −2θ /2 (2∗ − 2). h. θ. θ. ´e solu¸c˜ao de R0 (t) = 0. Como α < α ¯ , calculando como no caso anterior, obtemos: 2∗ θ −2. 1 1 1 −2∗ /2 1 − R(ρ) = − ∗ Sθ θ α( 2 2 2θ q h. ∗ −(q+1)/2 b |k|Larad i 2θ −q−1 − q 2∗θ S0 ) ∗ + 1 S −2θ /2 (2∗ − 2) θ θ q−1. −. α −(q+1)/2 b S0 |k|Larad q+1. h. ∗ −(q+1)/2 b |k|Larad i 2θ −q−1 1 − q 2∗θ S0 α( ) ∗ q + 1 S −2θ /2 (2∗ − 2). θ. θ. 2∗ θ −2. ∗ −(q+1)/2 b |k|Larad i 2θ −q−1 − q 2∗θ S0 ) ∗ + 1 S −2θ /2 (2∗ − 2) θ θ. >. 1 1 −2∗ /2 1 − ∗ Sθ θ α ¯( 2 2θ q. −. α ¯ 1 −(q+1)/2 b S0 |k|Larad α ¯( q+1 q. h. q−1. h. ∗ −(q+1)/2 b |k|Larad i 2θ −q−1 − q 2∗θ S0 ) ∗ + 1 S −2θ /2 (2∗ − 2) θ θ. = 0. 1 Donde R(ρ) < . Portanto, (Φ1 ) fica satisfeito. 2 (c) 0 ≤ θ < 2, λ = 1, µ = 0 e 1 < q < 2∗ − 1 Neste caso, R(t) fica:. R(t) =. 1 −2∗θ /2 2∗θ −2 α −(q+1)/2 b S t S0 |k|Larad tq−1 , t > 0. + θ ∗ 2θ q+1. Notemos que t→0. t→∞. R(t) −→ 0 e R(t) −→ ∞. Portanto, para cada α > 0 sempre ´e poss´ıvel encontrar ρ > 0 satisfazendo 1 R(ρ) < . 2. 17.
(25) Cap.1 Princ´ıpios Variacionais, Regularidade, Identidades, Sub e Supersolu¸c˜oes. 18. Portanto, (Φ1 ) fica satisfeito. (d) θ = 2, 0 ≤ λ < S2 , µ = 0 e 1 < q < 2∗ − 1 Neste caso, R(t) fica:. R(t) =. λ α −(q+1)/2 b + S0 |k|Larad tq−1 , t > 0. 2S2 q + 1. Notemos que t→0. t→∞. R(t) −→ Cλ e R(t) −→ ∞, onde 0 ≤ Cλ < 1/2. Portanto, para cada α > 0 sempre ´e poss´ıvel encontrar ρ > 0 satisfazendo 1 R(ρ) < . 2 Portanto, (Φ1 ) fica satisfeito. Fica verificado (i). Verifica¸ c˜ ao de (ii). Seja 0 ≤ θ < 2. Aplicando em (0.8) a fun¸c˜ao caracterizada em (Wδ ), temos, para cada t > 0,. 1 I(twδ ) = 2. Z. λ |∇twδ | dx − ∗ 2θ 2. Z. 2∗. (twδ )+θ α dx − θ |x| q+1. Z. b k(twδ )q+1 + dx − µ. Z fb(twδ )dx. (1.1). ∗ 1,2 Como wδ ∈ Drad (RN ) ,→ L2 (RN ), b k ∈ Larad (RN ) e fb ∈ Lbrad (RN ), temos, gra¸cas `a desigualdade de H¨older,. b kwδ q+1 , fbwδ ∈ L1 (RN ). Conseq¨ uentemente, usando (1.1) e (CN,θ ), obtemos: N −θ 2−θ. I(twδ ) = Sθ. ∗. t2 t2θ tq+1 b q+1 −λ ∗ −α |kwδ |L1 − µt|fbwδ |L1 , t > 0. 2 2θ q+1. Verificaremos abaixo os itens (a) a (d) do lema 1.1(ii). (a) 0 ≤ θ < 2, λ = 1 e α = 0. (1.2).
(26) Cap.1 Princ´ıpios Variacionais, Regularidade, Identidades, Sub e Supersolu¸c˜oes. 19. Neste caso, (1.2) torna-se, para cada t > 0, N −θ 2−θ. I(twδ ) = Sθ. ∗. t2 t2θ − ∗ − µt|fbwδ |L1 . 2 2θ. Como 2∗θ > 2, ´e claro que, qualquer que seja µ > 0, t→∞. I(twδ ) −→ −∞. Assim, I(twδ ) < 0 para algum tθ suficientemente grande. Fazendo e := tθ wδ , (Φ2 ) fica satisfeito. (b) 0 ≤ θ < 2, λ = 1, µ = 0 e 0 < q < 1 Neste caso, (1.2) torna-se, para cada t > 0, N −θ 2−θ. I(twδ ) = Sθ. ∗. t2 t2θ tq+1 b q+1 − ∗ −α |kwδ |L1 . 2 2θ q+1. Como 2∗θ > 2, ´e claro que, qualquer que seja α > 0, t→∞. I(twδ ) −→ −∞. Assim, I(twδ ) < 0 para algum tθ suficientemente grande. Fazendo e := tθ wδ , (Φ2 ) fica satisfeito. (c) 0 ≤ θ < 2, λ = 1, µ = 0 e 1 < q < 2∗ − 1 Neste caso, (1.2) torna-se, para cada t > 0, N −θ 2−θ. I(twδ ) = Sθ. ∗. tq+1 b q+1 t2 t2θ − ∗ −α |kwδ |L1 . 2 2θ q+1. Como 2∗θ > 2, ´e claro que, qualquer que seja α > 0, t→∞. I(twδ ) −→ −∞. Assim, I(twδ ) < 0 para algum tθ suficientemente grande. Fazendo e := tθ wδ , (Φ2 ) fica satisfeito. (d) θ = 2, 0 ≤ λ < S2 , µ = 0 e 1 < q < 2∗ − 1 Este u ´ltimo caso n˜ao far´a uso de (Wδ ), porque θ = 2. Seja, pois, φb ∈ C0,∞ rad com φb ≥ 0, φb 6≡ 0. Usando (0.8), temos, para cada t > 0,.
(27) Cap.1 Princ´ıpios Variacionais, Regularidade, Identidades, Sub e Supersolu¸c˜oes. 2 b =t I(tφ) 2. Z. 2. Z. b dx − λ |∇φ|. 20. Z φb2 tq+1 b dx − α k φbq+1 dx. 2 |x| q+1. Como 0 ≤ λ < S2 , a desigualdade de Caffarelli, Kohn e Nirenberg [12] assegura que Z. b 2 dx − λ |∇φ|. Z. φb2 dx > 0, |x|2. de modo que, sendo 2 < q + 1, qualquer que seja α > 0, t→∞. b −→ −∞. I(tφ) b < 0 para algum t2 suficientemente grande. Fazendo e := t2 φ, b (Φ2 ) fica Assim, I(tφ) satisfeito. Fica verificado (ii).. 1,2 Observa¸c˜ao 1.2. Notemos que I(0) = 0 e lembramos que I ∈ C 1 (Drad (RN ), R).. O lema 1.1 aplicado ao Teorema do Passo da Montanha (cf. Apˆendice B) garante a 1,2 existˆencia de uma seq¨ uˆencia {b un } ∈ Drad (RN ) e de algum c ≥ β > 0 tais que I(b un ) −→ c e I 0 (b un ) −→ 0.. 1.2. Minimiza¸c˜ ao Cl´ assica. O segundo lema fornece os crit´erios do teorema de minimiza¸c˜ao cl´assica (cf. Apˆendice B). Faremos uso das seguintes condi¸c˜oes t´ecnicas: 1,2 (Ψ1 ) I(u) → ∞ quando kuk → ∞, u ∈ Drad (RN ),. 1,2 1,2 (Ψ2 ) Para cada u ∈ Drad (RN ), qualquer seq¨ uˆencia {un } ∈ Drad (RN ) tal que. 1,2 un * u em Drad (RN ). implica I(u) ≤ lim inf n→∞ I(un )..
(28) Cap.1 Princ´ıpios Variacionais, Regularidade, Identidades, Sub e Supersolu¸c˜oes. 21. Lema 1.3. Sejam λ, α, µ ≥ 0, 0 < q < 1 e θ = 2 em (0.7). Suponha (kf )1 , (kf )2 e (kf )3 . Ent˜ ao, I satisfaz (Ψ1 ) e (Ψ2 ) se valem: (i) 0 ≤ λ < S2 , α = 0. e µ>0. ou (ii) 0 ≤ λ < S2 , α > 0. e µ = 0.. 1,2 Demonstra¸c˜ ao: Verifica¸c˜ ao de (Ψ1 ). Seja u b ∈ Drad (RN ). Como θ = 2, obtemos, usando (0.8) e aplicando as desigualdades de H¨older, de Caffarelli, Kohn e Nirenberg [12] e de Sobolev:. I(b u) ≥ kb uk2. λ α 1 −(q+1)/2 b −1/2 − − S0 |k|Larad kb ukq−1 − µS0 |fb|Lbrad kb uk−1 2 2S2 q + 1. Verifiquemos cada caso do lema ((i)-(ii)) separadamente. (i) 0 ≤ λ < S2 , α = 0 e µ > 0 Usando (1.3) com α = 0, µ > 0, temos: I(b u) ≥ kb u k2. 1 λ −1/2 uk−1 . − − µS0 |fb|Lbrad kb 2 2S2. Como 0 ≤ λ < S2 , obtemos imediatamente kb uk→∞. I(b u) −→ ∞. (ii) 0 ≤ λ < S2 , α > 0 e µ = 0 Usando (1.3) com α > 0, µ = 0, temos: I(b u) ≥ kb uk2. 1 λ α −(q+1)/2 b − − S0 |k|Larad kb ukq−1 . 2 2S2 q + 1. Como 0 ≤ λ < S2 , obtemos, como antes, imediatamente kb uk→∞. I(b u) −→ ∞. Fica verificado (Ψ1 ).. (1.3)..
(29) Cap.1 Princ´ıpios Variacionais, Regularidade, Identidades, Sub e Supersolu¸c˜oes. 22. 1,2 (RN ) tal que Verifica¸ c˜ ao de (Ψ2 ). Seja {b un } ∈ Drad. D1,2. rad u bn * u b.. Como θ = 2, usando (0.8) e propriedades de limites, temos:. limI(b un ) = −lim(−I(b un )) 1 ≥ lim 2. Z. λ |∇b un | dx − lim 2 2. u b2n+ α dx − lim 2 |x| q+1. Z. Z. b kb uq+1 n+ dx − µlim. Z fbu bn dx. (1.4). Usando um resultado de Evans [18][teorema 9(i)(ii), p. 12], propriedades de medidas de Radon e o lema de concentra¸c˜ao-compacidade (cf. Apˆendice B), verifica-se que Z. Z. 2. |∇b un | dx ≥. lim. Z lim. u b2n+ dx ≤ |x|2. Z. |∇b u|2 dx + δx0 µ b0 , u b2+ dx + δx0 νb0 e |x|2. µ b0 ≥ S2 νb0 . Com essas desigualdades, (1.4) torna-se. 1 limI(b un ) ≥ 2. Z. λ |∇b u| dx − 2 2. u b2+ α dx − lim 2 |x| q+1. Z. Z. b kb uq+1 n+ dx − µlim. Z. δx νb0 fbu bn dx + 0 (S2 − λ). 2. Como 0 ≤ λ < S2 , obtemos:. 1 limI(b un ) ≥ 2. Z. λ |∇b u| dx − 2 2. Z. u b2+ α dx − lim 2 |x| q+1. Z. b kb uq+1 n+ dx. Verifiquemos cada caso do lema ((i)-(ii)) sepradamente. (i) 0 ≤ λ < S2 , α = 0 e µ > 0 1,2. Drad ∗ Como u bn * u b e fb ∈ Lb (RN ) ≡ (L2 (RN ))0 , ´e imediato que. Z − µlim. fbu bn dx.. (1.5).
(30) Cap.1 Princ´ıpios Variacionais, Regularidade, Identidades, Sub e Supersolu¸c˜oes. Z. Z. fbu bdx.. fbu bn dx =. lim. n→∞. 23. Conseq¨ uentemente, por (1.5) com α = 0, conclu´ımos que limI(b u) ≥ I(b u). (ii) 0 ≤ λ < S2 , α > 0 e µ = 0 Afirmamos que Z. b kb uq+1 n+ dx =. lim. n→∞. Z. b kb uq+1 + dx.. De fato, lembramos que, em virtude da desigualdade de Sobolev, Z [. 2∗. q+1 dx] (b uq+1 n+ ). q+1 2∗. −(q+1)/2. ≤ S0. kb un kq+1 . 2∗. 1,2 q+1 (RN ) e que {b Como {b un } ´e limitada em Drad (RN ), verifica-se que {b uq+1 e uq+1 n+ } ∈ L n+ } ´ 2∗. limitada em L q+1 (RN ). D1,2. rad u b, ´e f´acil verificar que (cf. Alves [2] [apˆendice, p. 73]) Por outro lado, pelo fato de u bn *. qtp. u bq+1 bq+1 + . n+ −→ u Pelo lema 4.8 de Kavian [27] [p. 11], obtemos: Z. u bq+1 n+ ϕdx. Z →. 2∗. q+1 u b+ ϕdx, para cada ϕ ∈ (L q+1 (RN ))0 . ∗. 2 Escolhendo ϕ = b k ∈ La (RN ) ≡ (L q+1 (RN ))0 , cumpre-se a afirma¸c˜ao.. Conseq¨ uentemente, por (1.5) com µ = 0, conclu´ımos que limI(b u) ≥ I(b u). Fica verificado (Ψ2 )..
(31) Cap.1 Princ´ıpios Variacionais, Regularidade, Identidades, Sub e Supersolu¸c˜oes. 1.3. 24. Princ´ıpio Variacional de Ekeland. O terceiro lema far´a uso do Princ´ıpio Variacional de Ekeland (cf. Apˆendice B), sob condi¸c˜oes obtidas da geometria do Passo da Montanha (lema 1.1).. Lema 1.4. Sejam λ, α, µ ≥ 0, q ∈ (0, 1) ∪ (1, 2∗ − 1) e θ ∈ [0, 2] em (0.7). Suponha (kf )1 , (kf )2 e (kf )3 . Ent˜ao, sob as condi¸c˜ oes do lema 1.1, existem uma seq¨ uˆencia {b un } ∈ B e algum c < 0 tais que I(b un ) −→ c e I 0 (b un ) −→ 0, 1,2 (RN ) de centro na origem e raio ρ provido pelo lema 1.1 e onde B ´e a bola de Drad c := inf B I.. 1,2 Demonstra¸c˜ ao: Primeiro, notemos que, fazendo E := B := {b u ∈ Drad (RN ); kb uk ≤ ρ} com ρ provido pelo lema 1.1 e d := d(b u, vb) := kb u − vbk, (E, d) ´e um espa¸co m´etrico completo. Al´em disso, I ´e semicont´ınuo inferiormente, n˜ao-identicamente igual a +∞ e limitado por baixo sobre B, nos casos considerados no lema 1.1.. Aplicando o Princ´ıpio Variacional de Ekeland (cf. Apˆendice B, adaptado) a I: B→R e definindo c := inf I, B. temos conjuntamente: para cada ε > 0, existe u bε ∈ B tal que c ≤ I(b uε ) ≤ c + ε. (1.6). para cada u b ∈ E, u b 6= u bε , I(b u) − I(b uε ) + εkb u−u bε k > 0.. (1.7). Provemos agora que −∞ < c < 0.. (1.8). De fato, lembramos que a fun¸c˜ao caracterizada em (Wδ ) tomada na demonstra¸c˜ao do lema 1.1 permite concluir que.
(32) Cap.1 Princ´ıpios Variacionais, Regularidade, Identidades, Sub e Supersolu¸c˜oes. 25. I(twδ ) < 0, t > 0. Isso junto com o fato de I ser limitado inferiormente sobre B prova (1.8). Al´em disso, ainda do lema 1.1, ´e imediato que: inf I ≥ β.. (1.9). ∂B. Afirmamos que u bε ∈ B. De fato, de (1.8) e (1.9), fixando ε suficientemente pequeno, temos: 0 < ε < inf I − inf I. ∂B. (1.10). B. De (1.6), existe u bε ∈ B tal que I(b uε ) ≤ inf I + ε. B. Usando (1.10) na u ´ltima express˜ao, obtemos: I(b uε ) < inf I, ∂B. de modo que u bε ∈ B. Agora, seja F : B → R, onde F (b u) := I(b u) + εkb u−u bε k. Usando (1.7), encontramos: F (b uε ) = I(b uε ) < I(b u) + εkb u−u bε k = F (b u), isto ´e,. (1.11).
(33) Cap.1 Princ´ıpios Variacionais, Regularidade, Identidades, Sub e Supersolu¸c˜oes. 26. F (b uε ) < F (b u) para cada u b ∈ B. Isso juntamente com (1.11) mostra que u bε ∈ B ´e m´ınimo local estrito de F sobre B. 1,2 Assim, para t > 0 pequeno e para cada ϕ ∈ Drad (RN ) com kϕk = 1, temos: F (b uε + tϕ) − F (b uε ) ≥ 0, t > 0. t Usando a defini¸c˜ao de F na express˜ao anterior, encontramos: I(b uε + tϕ) − I(b uε ) + εkϕk ≥ 0, t > 0. t. (1.12). Trocando ϕ por −ϕ e procedendo como antes, usando a defini¸c˜ao de F novamente, obtemos: I(b uε − tϕ) − I(b uε ) + εkϕk ≥ 0, t > 0. t. (1.13). Fazendo t −→ 0 em (1.12) e (1.13), obtemos, respectivamente: 1,2 hI 0 (b uε ), ϕi + εkϕk ≥ 0 e hI 0 (b uε ), ϕi − εkϕk ≤ 0, ϕ ∈ Drad (RN ).. Conseq¨ uentemente, fazendo ε :=. 1 (n > 1 inteiro) e u bε := u bn , tem-se: n. kI 0 (b un )k(D1,2 )0 := rad. sup. |hI 0 (b un ), ϕi| ≤. 1,2 kϕk=1, ϕ∈Drad. 1 . n. (1.14). De (1.6) e (1.14) conclu´ımos, respectivamente, para n grande, que existe uma seq¨ uˆencia {b un } ∈ B satisfazendo I(b un ) −→ c, c < 0 e I 0 (b un ) −→ 0..
(34) Cap.1 Princ´ıpios Variacionais, Regularidade, Identidades, Sub e Supersolu¸c˜oes. 1.4. 27. Regularidade e Comportamento de Solu¸ c˜ oes no Infinito. A seguir, enunciamos um lema de regularidade e de comportamento assint´otico no infinito de quaisquer solu¸c˜oes fracas de (0.7).. Lema 1.5. Sejam λ, α, µ ≥ 0, q ∈ (0, 1) ∪ (1, 2∗ − 1) e θ ∈ [0, 2] em (0.7). Suponha 1,2 (kf )1 , (kf )2 e (kf )3 . Se u b ∈ Drad (RN ) ´e uma solu¸c˜ ao fraca de (0.7) tal que u b≥ 0 e u b 6≡ 0 e valem:. (a) α = 0. e µ>0. ou (b) α > 0. e µ = 0,. ent˜ ao: (i) u b ∈ C 2 (RN \ {0}), ∇b u(x) · x < 0 em RN \ {0} e u b > 0 em RN , ωN ∗ |x|N −θ u b(x)2θ + αb u(x)q+1 (ii) λ N −θ onde B := B|x| (0).. Z. Z b kdy + µb u(x). fbdy ≤ kb uk2 , x ∈ RN \ {0},. B. B. 1,2 Demonstra¸c˜ ao: Seja u b ∈ Drad (RN ) uma solu¸c˜ao fraca de (0.7) tal que u b ≥ 0, u b 6≡ 0 e α, µ conforme (a) ou (b). Ent˜ao, usando (0.10) em coordenadas radiais, temos:. Z Z. ∞. r S. N −1 0 0. 0. Z Z. u b φ drdσ =. S. 0. ∞. ∗. (λrN −θ−1 u b2θ −1 + αrN −1 b kb uq + µrN −1 fb)φdrdσ,. (1.15). onde r := |x|, u b0 e φ0 s˜ao, respectivamente, as derivadas fracas de u b e de φ em coordenadas N radiais e S ´e a superf´ıcie da bola unit´aria de R . Verifica¸ c˜ ao de (i). Consideremos, para cada > 0, r > 0, a fun¸c˜ao 1, 0 ≤ t ≤ r, t r+ u br, (t) := − + , r ≤ t ≤ r + , 0, t ≥ r + . Afirmamos que.
(35) Cap.1 Princ´ıpios Variacionais, Regularidade, Identidades, Sub e Supersolu¸c˜oes. 28. 1,2 u br, ∈ Drad (RN ).. De fato, designando, por simplicidade, u br, := v(t), estendamos v a (−∞, 0] fazendo s := r + e 1, −r ≤ t ≤ 0, t s v(t) := + , −s ≤ t ≤ −r s−r s−r 0, t ≤ −s. ´ f´acil mostrar, usando fun¸c˜ao regularizante, o Seja t := |x|. Ent˜ao, v(t) := v(|x|). E Teorema do Divergente e o Teorema de Lebesgue que |x| ∈ H 1 (Bs ). Notemos que, al´em disso, −s ≤ |x| ≤ s, v(t) ´e Lipschitz-cont´ınua e v 0 (t) existe exceto no conjunto {−r, r}. Conseq¨entemente, em virtude de um teorema devido a Stampacchia [38], resulta: v ∈ H 1 (Bs ) e. xi ∂v = v0 qtp em Bs . ∂xi |x|. Como, junto com isso, v ∈ C(Bs ), ∂Bs ´e regular e v = 0 sobre ∂Bs , implica que (cf. teorema IX.17, p. 171 em Br´ezis [9]) v ∈ H01 (Bs ). Recorrendo novamente a Br´ezis [9][proposi¸c˜ao IX.18, p. 172-3], constatamos que a extens˜ao de v, a saber. v¯(|x|) :=. v(x), x ∈ Bs , . 0, x ∈ RN \ Bs. pertence a H 1 (RN ). Pela defini¸c˜ao de H 1 e usando a imers˜ao de Sobolev, ´e claro que ∂¯ v ∗ v¯ ∈ L2 (RN ) e ∈ L2 (RN ), para cada i = 1, ..., N no sentido fraco, donde ∂xi v¯ ∈ D1,2 (RN ). 1,2 (RN ), provando a afirma¸c˜ao. Redefinindo v¯ como v¯ := v(|x|), obtemos v ∈ Drad. Agora, fa¸camos em (1.15) φ = u br, . Lembrando que φ = u br, = 0 em [r + , ∞) e que 0 (b ur, ) = 0 em [r + , ∞), temos:.
(36) Cap.1 Princ´ıpios Variacionais, Regularidade, Identidades, Sub e Supersolu¸c˜oes. r+. Z. N −1. t 0. 0. r+. Z. 0. u b (b ur, ) dt =. 29. ∗. (λ tN −θ−1 u b2θ −1 u br, + αtN −1 b ku bq u br, + µtN −1 fb ur, )dt.. 0. Usando a defini¸c˜ao de u br, , calculando sua derivada e substituindo na express˜ao anterior, obtemos:. −1 . Z. r+ N −1. t r. r. Z. 0. u b dt =. 0. ∗ (λ tN −θ−1 u b2θ −1 + αtN −1 b ku bq + µ tN −1 fb) dt. r+. Z. 1 − . r. ∗ (λtN −θ u b2θ −1 + αtN b ku bq + µtN fb)dt. (1.16) 1 . Z. 1 + . Z. +. r+. r r+. r. ∗ (λtN −θ−1 rb u2θ −1 + αtN −1 rb ku bq + µtN −1 rfb) dt. ∗ (λtN −θ−1 u b2θ −1 + αtN −1 b ku bq + µtN −1 fb) dt.. Aplicaremos em (1.16) o Teorema do Valor M´edio para Integrais. Para isso, afirmamos que u b0 (t) ´e cont´ınua para todo t pertencente ao anel [r, r + ]. De fato, tomando φ := r−(N −1) ψ, r > 0, ψ ∈ C0∞ (0, ∞), temos: Z. ∞. r 0. (N −1) 0. u b. . r. −(N −1). 0. Z. ψ dr = 0. ∞. ∗ (λr−θ u b2θ −1 + αb ku bq + µ fb )ψ dr. no sentido das distribui¸c˜oes (cf. Lions [30] [p. 12]). Se O ∈ R \ {0} ´e um anel, vale, em virtude de um corol´ario do Teorema de Strauss (cf. Kavian [27][p. 251]), a imers˜ao compacta 1 Hrad (O) ,→ C(O).. Assim, u b ∈ C(O). Escrevendo ∗ λr−θ u b2θ −1 + α b ku bq + µ fb := H(r), r > 0,.
(37) Cap.1 Princ´ıpios Variacionais, Regularidade, Identidades, Sub e Supersolu¸c˜oes. 30. segue, tendo em vista a continuidade de b k e de fb, que H ∈ L∞ loc (0, ∞). Isso junto com a igualdade em distribui¸c˜ao acima implica (cf. Gilbarg e Trudinger [23][p. 230]) que 2,p u b ∈ Wloc (0, ∞) para cada p ∈ (1, ∞) e que −∆b u(r) = H(r) qtp em (0, ∞) . Usando a teoria da regularidade e pelo fato de aplicarmos o procedimento em cada anel O ⊂ R \ {0}, conclu´ımos que u b ∈ C 1 (0, ∞). Fazendo → 0 em (1.16), resulta, gra¸cas ao Teorema do Valor M´edio para Integrais,. −r. N −1. 0. Z. u b (r) =. 0. r. ∗ (λtN −θ−1 u b2θ −1 + tN −1 α b ku bq + tN −1 µ fb) dt, r > 0.. (1.17). De (1.17) conclu´ımos de pronto que u b ∈ C 2 (0, ∞). Afirmamos que u b0 (r) < 0, r ∈ (0, ∞). De fato, a integral em (1.17) ´e n˜ao-negativa, de modo que u b0 (r) ≤ 0, r ∈ (0, ∞).. (1.18). Agora, como u b, b k, fb 6≡ 0 e u b ≥ 0, de (1.17) notamos que, para r > r0 , r0 fixado, o valor assumido por 0. u b (r0 ) = −r0. 1−N. Z. r0. 0. ∗ (λtN −θ−1 u b2θ −1 + tN −1 α b ku bq + tN −1 µ fb) dt. ´e estritamente negativo. Esse fato, combinado com (1.18) implica que u b0 (r) < 0, r ∈ (0, ∞). Da´ı, raciocinando de modo semelhante, u b > 0, r ∈ (0, ∞). Por simetria radial, finalmente, u b ∈ C 2 (RN \ {0} ) e, em particular, ∇b u(x) · x < 0. Fica verificado (i). Verifica¸ c˜ ao de (ii). Fazendo φ = u b em (0.10), temos: 2. kb uk = λ. Z. ∗. u b2θ dx + α |x|θ. Z. b ku bq+1 dx + µ. Z fb u bdx.. Usando simetria radial, o fato elementar de que B := B|x| (0) ⊂ RN , a continuidade e o decaimento de u b e minora¸c˜oes, obtemos:.
(38) Cap.1 Princ´ıpios Variacionais, Regularidade, Identidades, Sub e Supersolu¸c˜oes. 2. kb uk. Z Z ≥. ∞. 2∗θ. λb u S. r. N −θ−1. q+1. Z b k(y)dy + µb u(x). drdσ + αb u(x). 0. fb(y)dy. B 2∗θ. ≥ λwN u b (x) ∗. Z. r N −θ−1. t. q+1. 0. B. Z. dt + αb u(x). λwN u b2θ (x)|x|N −θ + αb u(x)q+1 = N −θ mostrando (ii).. Z. Z b k(y)dy + µb u(x). B. Z. B. Z fb(y)dy, |x| > 0,. b k(y)dy + µb u(x) B. fb(y)dy. B. 31.
(39) Cap.1 Princ´ıpios Variacionais, Regularidade, Identidades, Sub e Supersolu¸c˜oes. 1.5. 32. Identidades Variacionais. O lema seguinte ser´a usado na an´alise do comportamento da solu¸c˜ao de (0.7) na origem e ser´a provado com base em uma identidade do tipo Derrick-Pohoˇzaev (cf. Pohoˇzaev [36]).. Lema 1.6. Sejam λ, α, µ ≥ 0, q ∈ (0, 1) ∪ (1, 2∗ − 1) e θ ∈ [0, 2] em (0.7). Suponha (kf )1 , (kf )2 e (kf )3 . Suponha, ainda, que b k e fb satisfazem, respectivamente, b k, fb ∈ C 1 (RN ), b k, fb > 0,. (. N −2 b 1 N +2b N − )k(x) + ∇b k(x) · x ≥ 0, f (x) + ∇fb(x) · x ≥ 0 e q+1 2 q+1 2. (1.19). |∇b k(x)| = O(|x|−d ) quando |x| → ∞, |∇fb(x)| = O(|x|−c ) quando |x| → ∞, N + 4 + 2q − N q N +4 1,2 ec> . Se u b ∈ Drad (RN ) ∩ C 2 (RN ) 2 2 ´e uma solu¸ca˜o positiva de (0.7) e valem: onde, respectivamente, d >. (a) α = 0. e µ>0. ou (b) α > 0. e µ = 0,. ent˜ ao:. α. Z h. i N N −2 b 1 ( − )k(x)+ ∇b k(x)·x u bq+1 dx + µ q+1 2 q+1. Z h i N +2 b f (x)+∇fb(x)·x u b dx = 0. 2 (1.20). Para demonstrar o lema 1.6, necessitamos provar o lema auxiliar seguinte. Consideremos, pois, para cada R > 0, o problema de Neumann ∗ |u|2θ −1 −∆u = λ + αb k(x)|u|q + µfb(x) em BR , θ |x| u ∈ H 1 (BR ), onde BR := BR (0). O lema ´e o seguinte:. (1.21).
(40) Cap.1 Princ´ıpios Variacionais, Regularidade, Identidades, Sub e Supersolu¸c˜oes. 33. Lema 1.7. Sejam λ, α, µ ≥ 0, q ∈ (0, 1) ∪ (1, 2∗ − 1) e θ ∈ [0, 2] em (1.21). Suponha 1 ao positiva de (1.21) e (kf )1 , (kf )2 e (kf )3 . Se u ∈ Hrad (BR ) ∩ C 2 (BR ) ´e uma solu¸c˜ valem:. (a) α = 0. e µ>0. ou (b) α > 0. e µ = 0,. ent˜ ao:. Z. h. α BR. λ = ∗ 2θ. i N −2 b 1 N − )k(x)+ ∇b k(x)·x uq+1 dx+µ ( q+1 2 q+1. Z ∂BR. ∗. u2θ α (x·ν)dσ+ θ |x| q+1. Z u. hN + 2 i fb(x)+∇fb(x)·x u dx 2 BR. Z. 1 k(x)(x·ν)dσ+µ ufb(x)(x·ν)dσ− 2 ∂BR. q+1 b. ∂BR. Z. Z. |∇u|2 (x·ν)dσ.. ∂BR. (1.22). Demonstra¸c˜ ao do lema 1.6: A prova ´e inspirada em Berestycki e Lions [7] [proposi¸c˜ao 1, p. 329]. Usaremos o lema 1.7. Grosso modo, a id´eia ´e provar que o lado esquerdo de (1.22) converge para uma integra¸c˜ao sobre RN e que o lado direito converge para zero, quando R → ∞. Faremos a prova por etapas. Sejam, pois, α e µ conforme (a) ou (b). Etapa 1. Afirmamos que Z. R→∞. |∇u|2 (x · ν) dσ −→ 0.. ∂BR. Sabemos que x·ν =x·. x = |x| = R, para cada x ∈ ∂BR . |x|. Portanto, usando esse fato na express˜ao anterior, ´e suficiente provar que Z R. R→∞. |∇u|2 dσ −→ 0.. ∂BR. Suponha, por contradi¸c˜ao, que existe uma sequˆencia {Rm } de n´ umeros positivos satisfazendo.
(41) Cap.1 Princ´ıpios Variacionais, Regularidade, Identidades, Sub e Supersolu¸c˜oes. Z. |∇u|2 dσ := ξ1 > 0.. lim inf Rm Rm →∞. 34. (1.23). ∂BRm. 1,2 (RN ), temos: Como u ∈ Drad. Z. |∇u|2 dx < ∞.. (1.24). RN. Agora, desde que u ∈ C 2 (BR ), segue que ∇u ∈ L2N (∂BR ) e, por (1.23), usando simetria radial, Z. ∞. Z. 2. |∇u| dx ≥ RN. Z. 0. |∇u|2 dσ dR = ∞,. ∂BRm. para algum m conveniente, contradizendo (1.24). Isso prova nossa afirma¸c˜ao. As etapas 2, 3 e 4 seguem o mesmo rito da etapa 1. Etapa 2. Afirmamos que Z. R→∞. uq+1 b k (x · ν) dσ −→ 0.. ∂BR. Como na etapa 1, ´e suficiente provar que Z. R→∞. uq+1 b k dσ −→ 0.. R ∂BR. Suponha, por contradi¸c˜ao, que existe uma sequˆencia {Rm } de n´ umeros positivos satisfazendo Z. uq+1 b kdσ := ξ2 > 0.. lim inf Rm Rm →∞. ∗. (1.25). ∂BRm ∗. 2 2 Como uq+1 ∈ L q+1 (RN ) e b k ∈ (L q+1 (RN ))0 ≡ La (RN ), temos:. Z RN. Agora, usando (1.25) e simetria radial,. uq+1 b kdx < ∞.. (1.26).
(42) Cap.1 Princ´ıpios Variacionais, Regularidade, Identidades, Sub e Supersolu¸c˜oes. Z u. ∞. Z. q+1 b. Z. kdx ≥. RN. 0. u. q+1 b. 35. . kdσ dR = ∞,. ∂BRm. para algum m conveniente, contradizendo (1.26). Isso prova nossa afirma¸c˜ao. Etapa 3. Afirmamos que Z. R→∞. ufb (x · ν) dσ −→ 0. ∂BR. Como na etapa 1, ´e suficiente provar que Z. R→∞. ufb dσ −→ 0.. R ∂BR. Suponha, por contradi¸c˜ao, que existe uma sequˆencia {Rm } de n´ umeros positivos satisfazendo Z lim inf Rm. ufbdσ := ξ3 > 0.. Rm →∞. (1.27). ∂BRm. ∗ ∗ Como u ∈ L2 (RN ) e fb ∈ (L2 (RN ))0 ≡ Lb (RN ), temos:. Z ufbdx < ∞. RN. Agora, usando (1.27) e simetria radial, Z. ∞. Z. Z. ufbdx ≥ RN. 0. ufbdσ dR = ∞,. ∂BRm. para algum m conveniente, contradizendo (1.28). Isso prova nossa afirma¸c˜ao. Etapa 4. Afirmamos que ∗. Z ∂BR. u2θ R→∞ (x · ν) dσ −→ 0. θ |x|. Como na etapa 1, ´e suficiente provar que Z R ∂BR. ∗. u2θ R→∞ dσ −→ 0. |x|θ. (1.28).
(43) Cap.1 Princ´ıpios Variacionais, Regularidade, Identidades, Sub e Supersolu¸c˜oes. 36. Suponha, por contradi¸c˜ao, que existe uma sequˆencia {Rm } de n´ umeros positivos satisfazendo ∗. u 2θ dσ := ξ4 > 0. |x|θ. Z lim inf Rm Rm →∞. ∂BRm. (1.29). 1,2 Como u ∈ Drad (RN ), temos, gra¸cas `a desigualdade de Caffarelli, Kohn e Nirenberg [12]: ∗. Z RN. u 2θ dx < ∞. |x|θ. (1.30). Agora, usando (1.29) e simetria radial, Z RN. ∗. u 2θ dx ≥ |x|θ. Z. ∞. Z. 0. ∂BRm. ∗. u 2θ dσ dR = ∞, |x|θ. para algum m conveniente, contradizendo (1.30). Isso prova nossa afirma¸c˜ao. Etapa 5. Afirmamos que. N N −2 b 1 R→∞ [( − )k(x)+ ∇b k(x)·x]uq+1 dx −→ 2 q+1 BR q + 1. Z. Z [(. N N −2 b 1 − )k(x)+ ∇b k(x)·x]uq+1 dx. q+1 2 q+1. Usaremos o Teorema de Lebesgue. Para isso, invocamos a fun¸c˜ao caracter´ıstica de BR :. χBR :=. 1, BR , . 0, RN \ BR .. Pelas propriedades de χBR , ´e imediato que. h. i h N i N N −2 b 1 N −2 b 1 R→∞ q+1 b b ( − )k(x)+ ∇k(x)·x u χBR −→ ( − )k(x)+ ∇k(x)·x uq+1 q+1 2 q+1 q+1 2 q+1. qtp em RN e que.
(44) h N
(45)
(46) h N
(47) i i N −2 b 1 N −2 b 1
(48)
(49)
(50) q+1 q+1
(51) b b − )k(x)+ ∇k(x)·x u χ BR
(52) ≤
(53) ( − )k(x)+ ∇k(x)·x u
(54)
(55) ( q+1 2 q+1 q+1 2 q+1 qtp em RN ..
(56) Cap.1 Princ´ıpios Variacionais, Regularidade, Identidades, Sub e Supersolu¸c˜oes. 37. Resta, portanto, para aplicar o Teorema de Lebesgue, mostrar que h. i N N −2 b 1 b ( − )k(x) + ∇k(x) · x uq+1 χBR ∈ L1 (RN ). q+1 2 q+1. (1.31). Com efeito, usando as desigualdades de H¨older e de Cauchy-Schwarz: R R 1 1 N N |∇b k||x||u|q+1 dx. − N 2−2 )b k(x)+ q+1 ∇b k(x)·x] uq+1 χBR |dx ≤ | q+1 − N 2−2 ||b k|Larad |u|q+1 |[( q+1 ∗+ 2 q+1 L 1,2 Como u ∈ Drad , usaremos o seu decaimento nativo, a saber (cf. Struwe [39] [p. 154]):. |u(x)| ≤ CN |x|. 2−N 2. kuk,. onde CN ´e uma constante positiva. Lembramos, tamb´em, que, de (1.19), N + 4 + 2q − N q , |∇b k(x)| = O(|x|−d ), d > 2 para |x| suficientemente grande. Temos, pois, usando simetria radial:. Z
(57) h
(58) i N N −2 b 1
(59) q+1
(60) b − )k(x) + ∇k(x) · x u
(61) dx
(62) ( q+1 2 q+1 Z
(63) N 2−N 1 N − 2
(64)
(65) b
(66) q+1 ≤
(67) − |∇b k||x|CN q+1 |x|( 2 )(q+1) kukq+1 dx
(68) |k|Larad |u|L2∗ + q+1 2 q+1 Z R
(69) N (2−N )(q+1) CN q+1 N − 2
(70)
(71) b
(72) q+1 q+1 b 2 dr ≤
(73) − kuk |∇k|L∞ wN rN +
(74) |k|Larad |u|L2∗ + q+1 2 q+1 0 CN q+1 + kukq+1 wN q+1. Z. ∞. rN +. (2−N )(q+1) −d 2. dr. R. N + 4 + 2q − N q Mas d > e N + 4 + 2q − N q > 0, para cada q ∈ (0, 1) ∪ (1, 2∗ − 1), de 2 modo que.
(75) Cap.1 Princ´ıpios Variacionais, Regularidade, Identidades, Sub e Supersolu¸c˜oes. 38. Z
(76) h
(77) i N N −2 b 1
(78) q+1
(79) b − )k(x) + ∇k(x) · x u
(80) dx
(81) ( q+1 2 q+1 N N −2 b − ||k|Larad |u|q+1 L2∗ q+1 2 " # N +4+2q−N q N +4+2q−N q−2d b 2 2 ∞ CN q+1 |∇ k| R R L +2 kukq+1 wN + q+1 N + 4 + 2q − N q 2d − N − 4 − 2q + N q ≤|. < ∞, mostrando (1.31). Usando o Teorema de Lebesgue, segue nossa afirma¸c˜ao. Etapa 6. Afirmamos que. Z h i i hN + 2 N +2 b R→∞ fb(x) + ∇fb(x) · x u dx −→ f (x) + ∇fb(x) · x u dx. 2 2 BR. Z. Esta etapa ´e semelhante `a anterior, usando o Teorema de Lebesgue. Simplificaremos alguns passos. Como antes, ´e imediato que. i h i hN + 2 R→∞ N + 2 b fb(x) + ∇fb(x) · x u χBR −→ f (x) + ∇fb(x) · x u qtp em RN 2 2 e que.
(82) h N + 2
(83)
(84) h N + 2 i i
(85)
(86)
(87)
(88)
(89) b b b b f (x) + ∇f (x) · x u χBR
(90) ≤
(91) f (x) + ∇f (x) · x u
(92) qtp em RN .
(93) 2 2 Resta, portanto, para aplicar o Teorema de Lebesgue, mostrar que hN + 2 i fb(x) + ∇fb(x) · x u χBR ∈ L1 (RN ). 2 Com efeito, usando as desigualdades de H¨older e de Cauchy-Schwarz:. Z
(94) h Z i
(95) N +2 b
(96) N +2 b
(97) b f (x) + ∇f (x) · x u
(98) dx ≤ |f |Lbrad |u|L2∗ + |∇fb||x||u|dx.
(99) 2 2. (1.32).
(100) Cap.1 Princ´ıpios Variacionais, Regularidade, Identidades, Sub e Supersolu¸c˜oes. Usando (1.19), o decaimento nativo de u, simetria radial e o fato de que c > obtemos:. 39 N +4 , 2. Z
(101) h i
(102)
(103)
(104) N +2 b f (x) + ∇fb(x) · x u
(105) dx
(106) 2 " # N +4 N +4−2c b 2 2 ∞ N +2 b |∇f |L R R ≤ |f |Lbrad |u|L2∗ + 2CN kukwN + 2 N +4 2c − N − 4 < ∞, mostrando (1.32). Usando o Teorema de Lebesgue, segue nossa afirma¸c˜ao. Passando ao limite em (1.22) e usando as convergˆencias provadas nas etapas 1 a 6, obtemos (1.20).. Demonstra¸c˜ ao do lema 1.7: Para provarmos (1.22), demonstraremos inicialmente, argumentando como em Evans [19] [p. 516], a seguinte identidade do tipo Derrick-Pohoˇzaev associada a (1.21):. λ = ∗ 2θ. Z ∂BR. Z Z ∗ N −2 u 2θ 2−N 2 ) |∇u| dx + λ( ) dx ( θ 2 2 BR BR |x| Z Z α q+1 b b (∇fb.x + N fb) u dx + (∇k.x + N k) u dx + µ q + 1 BR BR Z Z Z 2∗θ u α 1 q+1 b b (x·ν) dσ+ u k(x·ν) dσ+µ u f (x·ν) dσ− |∇u|2 (x·ν) dσ. θ |x| q + 1 ∂BR 2 ∂BR ∂BR. De fato, lembramos que BR ´e um dom´ınio estrelado relativamente `a origem e que, portanto, x · ν(x) > 0, para cada x ∈ ∂BR , onde ν ´e a normal unit´aria exterior de ∂BR . Multiplicando a EDP em (1.21) por x · ∇u e integrando sobre BR , temos:. Z. Z (−∆u)(x.∇u)dx = λ. BR. Sejam. BR. u. N +2−2θ N −2. |x|θ. Z (x.∇u)dx + α. q. Z. b ku (x.∇u)dx + µ BR. fb(x.∇u)dx. BR.
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