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PCA Pátio de Tutóia

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Academic year: 2020

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PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE ARARAQUARA

Secretaria de Desenvolvimento Urbano

PÁTIO FERROVIÁRIO DE TUTÓIA

Plano de Controle Ambiental - PCA

VEGA

ENGENHARIAECONSULTORIALTDA.

(2)

PLANO DE CONTROLE AMBIENTAL

PÁTIO FERROVIARIO DE TUTÓIA

(3)

SUMÁRIO

LISTA DE TABELAS... III LISTA DE FIGURAS ... IV IDENTIFICAÇÃO ... VI 1.0 INTRODUÇÃO ...1 2.0 LOCALIZAÇÃO...2 3.0 JUSTIFICATIVA DO EMPREENDIMENTO ...3 4.0 DESCRIÇÃO DO EMPREENDIMENTO ...5

4.1 PÁTIO FERROVIÁRIO PROPRIAMENTE DITO...5

4.2 INSTALAÇÕES DE APOIO À OPERAÇÃO...7

4.2.1 Oficina de Locomotivas... 7

4.2.2 Instalações Administrativas e de Controle Operacional ... 7

4.2.3 Instalações Auxiliares... 8

4.2.4 Acessos e Movimentação Interna ... 8

4.3 CARACTERIZAÇÃO OPERACIONAL...8

4.3.1 Pátio Ferroviário ... 8

4.3.2 Instalações de Apoio à Operação... 10

4.4 CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES...10

5.0 ÁREAS DE INFLUÊNCIA ...13

5.1 MEIOS FÍSICO E BIÓTICO...13

5.2 MEIO SOCIOECONÔMICO...13 5.3 ARQUEOLOGIA...14 6.0 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL ...15 6.1 MEIO FÍSICO...15 6.1.1 Geologia ... 15 6.1.2 Geomorfologia... 18 6.1.3 Clima ... 21 6.1.4 Hidrografia ... 22 6.1.5 Solos ... 22 6.2 MEIO BIOLÓGICO...24 6.2.1 Cobertura Vegetal... 24 6.2.2 Fauna ... 27 6.3 MEIO SOCIOECONÔMICO...32 6.3.1 Histórico ... 32 6.3.2 Demografia ... 35

(4)

6.3.3 Infra-Estrutura ... 40

6.3.4 Atividades Econômicas ... 55

6.3.5 Cultura, Lazer e Turismo... 62

6.3.6 Patrimônio Arqueológico ... 66

7.0 ÁREAS PROTEGIDAS...73

8.0 ANÁLISE DE IMPACTOS AMBIENTAIS ...77

8.1 MEIO FÍSICO...78 8.1.1 Fase de Implantação ... 78 8.1.2 Fase de Operação... 78 8.2 MEIO BIÓTICO...79 8.2.1 Flora... 79 8.2.2 Fauna ... 80 8.3 MEIO SOCIOECONÔMICO...81

8.4 ANÁLISE DE IMPACTOS AMBIENTAIS SOBRE ARQUEOLOGIA...84

9.0 MEDIDAS MITIGADORAS ...85 9.1 MEIO FÍSICO...85 9.2 MEIO BIÓTICO...85 9.2.1 Flora... 85 9.2.2 Fauna ... 86 9.3 MEIO SOCIOECONÔMICO...86 10.0 PROGRAMAS AMBIENTAIS ...87 11.0 CONCLUSÕES ...90 12.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...91 ANEXOS... ...99

(5)

LISTA DE TABELAS

Tabela 01 – Unidades Morfoestruturais, morfoesculturais e tipos de relevo identificados na área de

estudo (ABAG-RP)...20

Tabela 02 – Valores das áreas (ha e %) das classes de uso da terra para o município de Araraquara (SP) referente ao ano de 2002...26

Tabela 03 – População residente em Américo Brasiliense – 1996 a 2005...35

Tabela 06 – População residente em Araraquara – 1996 a 2005. ...36

Tabela 05 – População residente em Américo Brasiliense, por situação do domicílio – 1980, 1991 e 2000 ...36

Tabela 06 – População residente em Araraquara, por situação do domicílio – 1980, 1991 e 2000...36

Tabela 07 – População residente em Américo Brasiliense por Faixa Etária e Sexo – 2005 ...37

Tabela 08 – População residente em Araraquara por Faixa Etária e Sexo – 2005...38

Tabela 09 – Proporção de domicílios por tipo de abastecimento de água em Américo Brasiliense – 1991 e 2000 ...41

Tabela 10 – Proporção de domicílios por tipo de instalação sanitária em Américo Brasiliense – 1991 e 2000 ...41

Tabela 11 – Proporção de domicílios por tipo de destino de lixo em Américo Brasiliense – 1991 e 2000 ...41

Tabela 12 – Proporção de domicílios por tipo de abastecimento de água em Araraquara – 1991 e 2000 ...42

Tabela 13 – Proporção de domicílios por tipo de instalação sanitária em Araraquara – 1991 e 2000...42

Tabela 14 – Proporção de domicílios por tipo de destino de lixo em Araraquara – 1991 e 2000...42

Tabela 15 – Morbidade hospitalar do SUS em Américo Brasiliense por local de residência – 2004 ....47

Tabela 16 – Morbidade hospitalar do SUS em Araraquara por local de residência – 2004...48

Tabela 17 – Óbitos em Américo Brasiliense – 2002...50

Tabela 18 – Óbitos em Araraquara – 2002...51

Tabela 19 – Indicadores do IDH referentes a educação em Américo Brasiliense – 1991 e 2000...53

Tabela 20 – Indicadores do IDH referentes a educação em Araraquara – 1991 e 2000 ...53

Tabela 21 – Número de alunos matriculados em Araraquara, por nível de ensino – 2004 e 2005 ...54

Tabela 22 – IDH de Américo Brasiliense – 1991 e 2000...56

Tabela 23 – IDH de Araraquara – 1991 e 2000 ...56

Tabela 24 – Quantidade produzida, valor da produção, área plantada e área colhida da lavoura temporária em Américo Brasiliense – 2003 ...57

Tabela 25 – Quantidade produzida, valor da produção, área plantada e área colhida da lavoura temporária em Araraquara – 2003 ...57

Tabela 26 – Quantidade produzida, valor da produção, área plantada e área colhida da lavoura permanente em Américo Brasiliense – 2003 ...58

(6)

Tabela 27 – Quantidade produzida, valor da produção, área plantada e área colhida da lavoura

permanente em Araraquara – 2003...58

Tabela 28 – Efetivo dos rebanhos por tipo em Américo Brasiliense – 2003 ...59

Tabela 29 – Efetivo dos rebanhos por tipo em Araraquara – 2003 ...59

Tabela 30 – Unidades locais por faixas de pessoal ocupado total, segundo a classificação de atividades em Américo Brasiliense – 2002...60

Tabela 31 – Unidades locais por faixas de pessoal ocupado total, segundo a classificação de atividades em Araraquara – 2002. ...61

Tabela 32 – Síntese dos Impactos Ambientais Verificados e sua Qualificação para o Meio Físico...79

Tabela 33 – Síntese dos Impactos Ambientais Verificados e sua Qualificação para a Flora...80

Tabela 34 – Síntese dos Impactos Ambientais – Meio Biótico – Fauna ...81

Tabela 35 – Síntese dos Impactos Ambientais...84

Tabela 36 – Síntese dos Impactos Ambientais Verificados e sua Qualificação para a Arqueologia ...85

LISTA DE FIGURAS Figura 01 – Croqui de localização da implantação do Pátio de Tutóia. ...2

Figura 02 – Mapa de situação do Pátio de Tutóia. ...3

Figura 03 – Layout Geral do Pátio Ferroviário de Tutóia ...6

Figura 04 – Concepção Funcional da Oficina de Locomotivas de Tutóia. ...11

Figura 05 – Posto de Abastecimento de Diesel (PAD). ...12

Figura 06 – Rua do Jardim Pinheiros. ...14

Figura 07 – Esboço geomorfológico do Estado de São Paulo...19

Figura 08 – População Residente em Américo Brasiliense por Faixa Etária – 2005...38

Figura 09 – População Residente em Araraquara por Faixa Etária – 2005...39

Figura 10 – Centro de Educação e Recreação Antonio Tavares Pereira Lima...54

Figura 11 – Teatro Municipal de Araraquara...63

Figura 12 – Parque Ecológico Pinheirinho...65

Figuras 13 e 14 – Pontas de projétil da região de Rio Claro, Coleção João Böer ...67

Figura 15 – Artefato de sílex com retoques e marcas de uso, localizado no Distrito Industrial Anhanguera...68

Figuras 16 e 17 – Artefatos líticos da região de Rio Claro, Coleção João Böer. Materiais lascados (raspadores e furadores) e polidos (virotes, lâminas de machado, mãos-de-pilão e batedores). Acervo UNESP/Araraquara ...69

Figura 18 – Praia e lago artificial da APA Pinheirinho...73

(7)

Figura 21 – Planta com identificação da espécie no Parque do Basalto ...75 Figura 22 – Cachoeira do Parque do Basalto ...76 Figura 23 – Local onde situava-se a pedreira do Parque do Basalto...76

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IDENTIFICAÇÃO EMPREENDEDOR

Prefeitura Municipal de Araraquara – SP Rua São Bento, 840 - Centro.

CEP: 14.801-300 – Araraquara/SP Fone: (0xx11) 3301-5000

CONSULTOR

VEGA Engenharia e Consultoria Ltda. Rua Padre Anchieta, 177.

CEP: 80.410-030 Curitiba – PR PABX: (41) 3221-5000 E-mail: [email protected] EQUIPE TÉCNICA Coordenação Geral

Bióloga M. Sc. Gisele C. Sessegolo – CRBio 8.060/3

Consultoria

Bióloga Daniele Cristina Pries – CRBio 34.728/03 Biólogo Celso Seger – CRBio 09.806/03

Geóloga Flávia Fernanda de Lima – CREA PR 75624/D Socióloga Carla Valesca de Moraes – DRT 255-PR Arqueóloga Lúcia de Jesus Cardoso Oliveira Juliani Arqueólogo Robson Antonio Rodrigues

Apoio

Geógrafo Darci P. Zakrzewski (levantamento de campo) Graduanda de Biologia Fernanda Teixeira Carvalho. Estagiário Kleiton Domingos da Silva

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1.0 INTRODUÇÃO

A implantação do Contorno Ferroviário de Araraquara desviará da região central da cidade não apenas o fluxo ferroviário de passagem como diversas operações e movimentos atualmente executados em áreas densamente urbanizadas do município, envolvendo cruzamento e formação de trens, estacionamento de vagões, serviços de manutenção de locomotivas e vagões e abastecimento de locomotivas.

De modo a permitir a desativação das vias e instalações (em grande parte já obsoletas) atualmente utilizadas para essas finalidades, bem como possibilitar a reestruturação operacional, melhoria e ampliação dos serviços ora praticados, foi concebido um pátio de grande porte, situado no início do Contorno Ferroviário, junto ao entroncamento das vias (operadas pela Ferroban) que procedem de Colômbia (divisa com Minas Gerais) e de Santa Fé do Sul (divisa com Mato Grosso do Sul), no entorno da antiga Estação de Tutóia, na forma descrita nos próximos itens.

Assim sendo, o empreendimento compreende a implantação de uma oficina mecânica e de um pátio de manobras para as locomotivas do Ramal Ferroviário de Araraquara, no Estado de São Paulo, na região onde se entroncam as linhas de Santa Fé do Sul e Colômbia e o início do Contorno Ferroviário de Araraquara, no entorno da antiga Estação de Tutóia.

O local da instalação compreende um terreno situado na área industrial de Araraquara, próximo à rodovia de acesso ao município de Américo Brasiliense. O empreendimento terá uma capacidade instalada para o abastecimento das locomotivas de todos os trens em trânsito, permitindo o atendimento simultâneo de 4 locomotivas, além disto, prevê a instalação de um posto de revisão de locomotivas com um mínimo de 6 vias, com capacidade para 10 vagões em cada via.

O presente Plano de Controle Ambiental visa identificar os principais impactos ambientais com objetivo de atenuar os potenciais efeitos da implantação da oficina mecânica e do pátio de manobras da ferrovia, no município de Araraquara, no Estado de São Paulo.

Para tanto, foram realizadas análises relativas ao meio físico, flora, fauna e sócio-economia da região, de modo a fundamentar o presente Plano de Controle Ambiental.

Desta forma, são apresentados a seguir os resultados do diagnóstico ambiental, da avaliação dos impactos ambientais, além das medidas mitigadoras e programas ambientais indicados, de forma a subsidiar o processo de licenciamento ambiental do empreendimento.

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2.0 LOCALIZAÇÃO

Araraquara está estrategicamente localizada na região central do Estado de São Paulo, tendo como coordenadas geográficas 21º47'37" (latitude sul) e 48º10'52" (longitude oeste), com uma altitude média de 646 metros em relação ao nível do mar. A área total do município é de 1.312 km² com 77,37 km² ocupados pela área urbana (PREFEITURA DE ARARAQUARA, 2005).

A área prevista para a instalação do empreendimento compreende a região onde se entroncam as linhas de Santa Fé do Sul e Colômbia e o início do Contorno Ferroviário de Araraquara, no entorno da antiga Estação de Tutóia próximo à saída da cidade para o município vizinho Américo Brasiliense.

Fonte: PREFEITURA DE ARARAQUARA, 2005.

(11)

Fonte: Folha IBGE Araraquara (1971), adaptada.

Figura 02 – Mapa de situação do Pátio de Tutóia.

3.0 JUSTIFICATIVA DO EMPREENDIMENTO

O Pátio Ferroviário de Tutóia, cuja essencialidade de implantação foi identificada, já no ano de 2000, quando da elaboração do PROJETO DO CONTORNO FERROVIARIO DE ARARAQUARA, tem por objetivos:

• permitir que o entroncamento das linhas procedentes de Santa Fé do Sul, operadas pela Ferronorte e Ferroban, e de Colômbia, operada pela Ferroban, ocorra no início do Contorno Ferroviário de Araraquara, antes de adentrarem o quadro urbano da sede do município;

• possibilitar operações normais em pátios ferroviários dentre as quais se ressalta cruzamento de trens, composição / decomposição de trens e reforço / quebra de tração;

• abrigar o conjunto de instalações de apoio à operação ferroviária, hoje sediadas na região central, área nobre da cidade de Araraquara, compreendendo posto de abastecimento de locomotivas, instalações para lavagem de locomotivas, oficinas de manutenção de locomotivas e de equipamentos da via permanente complementados pelas necessárias instalações administrativas.

Do acima exposto, é fácil concluir que para a operacionalização do Contorno Ferroviário de Araraquara, cujo projeto foi elaborado com o apoio do Ministério dos Transportes como parte do Programa de Erradicação de Vias Férreas de Nichos Urbanos, é condição “sine qua non” a implantação do, melhor seria denominá-lo, Complexo Ferroviário de Araraquara.

(12)

amplitude e significado, justificaram o projeto do Contorno Ferroviário de Araraquara.

As vias férreas procedentes do noroeste, Santa Fé do Sul e de Columbia, ao norte de Araraquara, dirigindo-se para Santos, cruzam o núcleo urbano da sede do município, literalmente seccionando-o em duas partes praticamente estanques, uma vez que os cruzamentos do sistema viário urbano com as linhas férreas, além de raros, são, à exceção de 2, em nível.

Complementando esta situação, na área central da cidade, está localizado o Pátio de Araraquara, ocupando, não só em conseqüência do número de linhas e desvios como também das instalações de apoio à operação, uma faixa bastante extensa e com grande largura.

A remoção das vias que cruzam hoje a cidade de Araraquara, disponibilizará, para o uso comunitário, grandes áreas correspondentes à faixa de domínio da FEPASA, permitindo uma melhor integração entre as porções leste e oeste do núcleo urbano de Araraquara e também a implantação de equipamentos urbanos, como também eliminará o desconforto da população conseqüente da emissão de gases particulados pelo escapamento das locomotivas, vibração e ruídos provocados pelo tráfego de trens, além dos congestionamentos nas vias públicas que cruzam a via férrea, traduzindo-se, no seu conjunto, em uma sensível melhora da qualidade de vida da população araraquarense.

O empreendimento, como um todo e, em particular o Pátio Ferroviário de Tutóia, se enquadra na política do governo federal de eliminação dos naturais conflitos entre as vias férreas que cruzam núcleos urbanos e a população, sendo a elaboração do projeto e a sua implantação objeto do convênio DIT/TT nº 235/2003, firmado entre o Ministério dos Transportes e a Prefeitura do município de Araraquara.

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4.0 DESCRIÇÃO DO EMPREENDIMENTO

O Pátio Ferroviário de Tutóia, de forma coerente com a sua concepção operacional e, principalmente, visando facilitar o entendimento da matéria, pode, em acordo com os seus objetivos funcionais, ser subdividido em duas áreas distintas, a saber:

• Pátio ferroviário propriamente dito, onde ocorrem os eventos caracteristicamente operacionais, dentre os quais se ressaltam:

- recepção e despacho de composições ferroviárias; - cruzamento de trens;

- composição e decomposição de comboios de trens;

- reforço e quebra de tração;

• Instalações de apoio à operação da ferrovia, compreendendo, basicamente:

- oficina de locomotivas;

- instalações administrativas e de controle operacional; - posto de abastecimento de locomotivas;

- posto de lavagem de locomotivas;

- posto de revisão e intervenções corretivas leves em vagões; - oficina de pintura de locomotivas;

- área para teste de motores e freios de locomotivas.

Na seqüência, procede-se à descrição sucinta dessas duas áreas que podem ser visualizadas no “layout” da implantação apresentado na Figura 03.

4.1 PÁTIO FERROVIÁRIO PROPRIAMENTE DITO

Posicionado a nordeste do eixo projetado do Contorno Ferroviário de Araraquara, desenvolve-se ao longo das linhas procedentes de Santa Fé do Sul, na divisa SP/MS, e de Colômbia, na divisa SP/MG, com uma extensão total, entre os aparelhos de mudança de via (AMV) de suas extremidades, de 3,14 km.

Ocupando uma área com 12,9 ha, abrigará um feixe de linhas que, à altura do armazém da CEAGESP, onde a largura do pátio é máxima, compreenderá 09 linhas.

Nessa área serão implantadas:

• 27,9 km de linhas férreas e,

(14)
(15)

4.2 INSTALAÇÕES DE APOIO À OPERAÇÃO

Esse conjunto de instalações ocupará uma área, com forma triangular, com aproximadamente 18,5 ha, posicionada a sudoeste do eixo projetado do Contorno Ferroviário de Araraquara e delimitada pelas linhas férreas existentes procedentes de Santa Fé do Sul e de Colômbia.

4.2.1 Oficina de Locomotivas

Ocupando uma área construída de 12.676 m², a oficina agrupará, basicamente, as instalações necessárias às operações de:

• manutenção preventiva e corretiva leve e,

• manutenção preventiva e corretiva pesada.

Apesar de previstas para a mesma edificação, em função da natureza dos trabalhos, serão fisicamente segregadas.

A oficina de locomotivas, cuja concepção e detalhamento operacional foi amplamente discutido com a Brasil Ferrovias, terá capacidade para o atendimento simultâneo a 30 locomotivas, correspondendo a 10% da frota, e, eventualmente, a equipamentos de manutenção mecanizada da via permanente.

Serão ainda, sediadas nesta edificação as instalações de apoio às oficinas tais como almoxarifados para peças de reposição, tanto leves como pesadas, ferramentaria, oficinas para componentes elétricos e eletrônicos, freios, etc.

4.2.2 Instalações Administrativas e de Controle Operacional

Essas instalações que, em acordo com o definido com a Brasil Ferrovias, deverão ser implantadas isoladas do prédio das oficinas, objetivando, principalmente, o conforto de seus usuários, ocuparão uma área construída de 2.134 m², abrigando, além da área destinada à administração propriamente dita das oficinas e ao controle das operações do pátio como um todo, a seguintes instalações:

• vestiários e instalações sanitárias conjugadas, com capacidade para o atendimento de 85 funcionários por turno de trabalho;

• refeitório, cozinha e dispensa com capacidade para o atendimento simultâneo a 170 pessoas;

• sala de treinamento de pessoal dimensionada para treinar, simultaneamente, entre 70 e 80 funcionários;

• ambulatório médico para atendimentos emergenciais e primeiros socorros;

• sala de maquinistas com instalações sanitárias e sala de repouso para aguardarem troca de equipagem das composições ferroviárias em trânsito;

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4.2.3 Instalações Auxiliares

Complementando o conjunto acima, sob o título instalações auxiliares, deverão ser implantados:

• posto de abastecimento, com capacidade para o atendimento simultâneo de 04 locomotivas, ocupando área com 1.924 m²;

• posto de lavagem de locomotivas, com área de 216 m²;

• posto de revisão e intervenções corretivas em vagões, em área com 550 m²;

• oficina de pintura de locomotivas, com área de 480 m²;

• área para teste de motores e freios de locomotivas.

4.2.4 Acessos e Movimentação Interna

cumprindo o objetivo de permitir o acesso não só das locomotivas como, também, de veículos rodoviários às diferentes áreas de trabalho, serão implantados:

• 10.235 m de vias férreas;

• 990 m de acessos rodoviários, pavimentados com blocos intertravados de concreto de cimento Portland;

• 6.450 m² de áreas de estacionamento e manobras de veículos rodoviários, de passageiros e carga, também, com blocos intertravados de concreto.

4.3 CARACTERIZAÇÃO OPERACIONAL

Sob este título, cumpre-se o objetivo de, ainda que sumariamente, descrever as operações que ocorrerão no complexo ferroviário de Tutóia, entendendo-se, como tal, não só o pátio ferroviário propriamente dito como, também, as instalações de apoio à operação.

4.3.1 Pátio Ferroviário

A caracterização operacional do pátio ferroviário pode ser assim sintetizada.

Constituindo-se no entroncamento das vias férreas que, procedentes de Santa Fé do Sul, na divisa SP/MS, e de Colômbia, na divisa SP/MC, se dirigem a Santos, abrigará as seguintes operações ferroviárias.

• Trens diretos no corredor Santos – Santa Fé:

- a equipagem entrante assume o conjunto de tração múltipla e/ou locomotivas de auxílio programados e posiciona-se nos locais previstos para o aguardo;

- os trens adentram o pátio na linha pré-determinada pelo Centro de Controle Operacional – CCO;

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- a equipagem que chega, desacopla e conduz o conjunto de tração até o Posto de Abastecimento de Diesel – PAD;

- a equipagem que aguarda, acopla a tração e dá partida ao trem, conforme autorização e

orientação do CCO;

- realiza-se o abastecimento e revista do conjunto de tração desacoplado, com retirada das

locomotivas destinadas à oficina e anexação das locomotivas que deverão integrar o novo conjunto;

- o novo conjunto de tração disponibilizado é estacionado nas linhas de aguardo, conforme

orientação do CCO.

• Trens intermediários no corredor Santos – Santa Fé:

- a equipagem entrante assume o conjunto de tração múltipla e/ou locomotivas de auxílio

programados e posicionam-se nos locais previstos para o aguardo;

- os trens adentram o pátio na linha pré-determinada pelo CCO;

- a equipagem que chega, desacopla e conduz o conjunto de tração até o PAD;

- a equipagem que aguarda, acopla a tração e dá partida ao trem, conforme autorização e orientação do CCO;

- é realizado o abastecimento e revista do conjunto de tração desacoplado, retirando-se as

locomotivas destinadas à oficina e anexando-se as locomotivas que deverão integrar o novo conjunto;

- opcionalmente, o trem poderá adentrar o pátio para triagem de vagões para limpeza e/ou

manutenção corretiva leve. Operacionalmente, não existem restrições técnicas à circulação direta destes trens mas, atendendo à conveniência operacional, eventualmente, poderá ocorrer o agrupamento dos trens intermediários do corredor Santos – Santa Fé com trens procedentes/ destinados ao Ramal de Colômbia.

• Trens com origem/destino no Ramal de Colômbia

- os trens adentram o pátio na linha pré-determinada pelo CCO;

- a equipagem que chega desacopla e conduz o conjunto de tração até o PAD;

- a locomotiva de manobra do pátio executa as operações de triagem de vagões, para limpeza

e/ou manutenção corretiva.

- a composição é formada ou aguarda a chegada de mais vagões para completar a formação

final;

- equipagem entrante assume o conjunto de tração múltipla e/ou locomotivas de auxílio programados e dirigem-se aos locais previstos para acoplamento e aguardo da autorização de partida. A equipagem, já acoplada ao trem dá partida ao trem, conforme autorização e orientação do CCO;

- é realizado o abastecimento e revista do conjunto de tração desacoplado, retirando-se as

locomotivas destinadas à oficina e anexando-se as locomotivas que deverão integrar o novo conjunto;

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- o conjunto de tração disponibilizado é estacionado em linha destinada a este fim conforme determinação do CCO;

- futuramente, uma vez eliminados os restritivos técnicos, será possível a circulação direta de

trens com origem/destino no Ramal de Colômbia, ressalvando-se que, atendendo à conveniência operacional, eventualmente, poderá ocorrer o agrupamento dos trens intermediários do corredor Santos – Santa Fé com trens procedentes/destinados ao Ramal de Colômbia.

4.3.2 Instalações de Apoio à Operação

Serão, sob este título, enfocadas as oficinas e o posto de abastecimento de diesel observando-se que a caracterização física das demais instalações, conforme descrito sob os títulos 4.2.2 e 4.2.3, é suficiente para a sua caracterização operacional.

A. OFICINA DE LOCOMOTIVAS

A Figura 04 – Concepção Funcional da Oficina de Locomotivas de Tutóia, apresentada a seguir, caracteriza as operações que serão ali realizadas.

No que concerne ao Posto de Abastecimento e Lavagem de Locomotivas, a Figura 05, a seguir, caracteriza as operações que serão ali realizadas.

4.4 CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES

Complementando a descrição do empreendimento e a sua caracterização operacional, cabe observar que:

• em se tratando, o empreendimento de um pátio ferroviário de grande porte onde, conforme já explicitado, será obrigatória, para toda e qualquer composição ferroviária, a parada para, minimamente, troca de equipagem e reabastecimento de locomotivas, as velocidades dos trens serão baixas, limitadas a um máximo de 20 km/h junto às chaves de entrada e saída do pátio o que, trabalhando os motores em baixa rotação, praticamente elimina vibrações e a emissão de gases particulados;

• as atividades desenvolvidas na área das instalações de apoio operacional, verdadeiramente industriais, quando poluitivas, podem ser facilmente controladas visando eliminar os riscos de danos ao meio ambiente.

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Figura 04 – Concepção Funcional da Oficina de Locomotivas de Tutóia. BASE MACACOS 50 t BASE MACACOS 50 t SUPRIMENTO E REAPLI CA Ç Ã O ÁREA DE SERVIÇOS DESMONTAGEM E MONTAGEM DE COMPONENTES LIMPEZA DE PEÇAS E COMPONENTES ALMOXARIFADO ESTOQUE DE COMPONENTES PONTE 20 t DESMONTAGEM COMPONENTES LEVES PONTE 50 t DESMONTAGEM COMPONENTES PESADOS PONTE 20 t MONTAGEM COMPONENTES LEVES MANUTENÇÃO LEVE MANUTENÇÃO PESADA PONTE 50 t MONTAGEM COMPONENTES PESADOS DESCARTE E EMBA RQ UE/ R E MANU FATU RA

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Figura 05 – Posto de Abastecimento de Diesel (PAD).

Pontos de abastecimento múltiplo:

• Diesel

• Água

• Lubrificantes

Areeiros:

Com deslocamento longitudinal Bandejamento DETALHE ABASTECIMENTO CONCEPÇÃO GERAL Abastecimento (PIT-STOP) Girador de locomotivas Lavador de locomotivas

Linhas de Espera de Locomotivas

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5.0 ÁREAS DE INFLUÊNCIA

Para a Resolução CONAMA 001, de 23 de janeiro de 1986, as áreas de influência são os limites da área geográfica a ser direta ou indiretamente afetada pelos impactos oriundos da implantação e da operação do empreendimento.

Desta forma, conforme o meio em análises identificaram-se as áreas de influência, as quais são apresentadas a seguir.

5.1 MEIOS FÍSICO E BIÓTICO

Área Diretamente Afetada (ADA): corresponde às áreas diretamente atingidas pelas obras através de operações de limpeza e retirada da cobertura vegetal, terraplenagem envolvendo escavação, transporte, depósito e compactação de terras, áreas de empréstimo e bota fora, implantação de acessos e áreas atingidas pela movimentação de maquinário e pessoal.

Área de Influência Direta (AID): todo o entorno do espaço físico afetado pelas obras, em um raio de 200 metros além da ADA, incluindo áreas de empréstimos, áreas de deposição de material excedente, estradas de acessos, área de circulação de veículos e maquinários, entre outros.

Área de Influência Indireta (AII): compreende o espaço físico delimitado pela sub-bacia do rio Chibarro, que sofrerá influência indireta devido à instalação do empreendimento.

5.2 MEIO SOCIOECONÔMICO

Área Diretamente Afetada – (ADA): compreende especificamente o local destinado à implantação do Pátio, compreendendo também a denominada Vila Tutóia, uma ocupação irregular de edificações pertencentes à antiga FEPASA.

Área de Influência Direta – (AID): corresponde ao município de Araraquara, onde o projeto para implantação do Pátio Ferroviário está localizado. Por essa razão, este município apresenta maior grau de sensibilidade em relação a qualquer intervenção a ser implementada. Ainda como Área de Influência Direta, pode-se destacar os bairros Jardim Pinheiros e Vila Biagioni, ambos em Araraquara. Os bairros citados são os aglomerados urbanos mais próximos do empreendimento.

Área de Influência Indireta – (AII): o meio socioeconômico considera como Área de Influência Indireta o município de Américo Brasiliense, pois a divisa municipal com Araraquara encontra-se próxima do projeto de implantação do Pátio Ferroviário.

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Figura 06 – Rua do Jardim Pinheiros. 5.3 ARQUEOLOGIA

A definição das áreas de influência sob o ponto de vista do componente arqueológico, levou em conta as especificidades técnicas da obra, o uso e ocupação do solo nas áreas atingidas, a compartimentação paisagística, as características dos sítios arqueológicos e as possíveis abordagens científicas a serem implementadas. Desta forma, foi possível predizer as prováveis conseqüências do empreendimento sobre o patrimônio arqueológico e determinar as áreas afetadas direta ou indiretamente pelo projeto do Pátio Ferroviário.

Área Diretamente Afetada (ADA): corresponde às áreas diretamente atingidas pelas obras através de operações de limpeza e retirada da cobertura vegetal, terraplenagem envolvendo escavação, transporte, depósito e compactação de terras, áreas de empréstimo e bota fora, implantação de acessos e áreas atingidas pela movimentação de maquinário e pessoal para implantação do pátio.

Área de Influência Direta (AID): a área corresponde em um raio de 200 metros, determinada em função das possíveis variantes do projeto, melhorias de estradas ou implantação dos acessos; relocação de moradias ou infra-estruturas rurais. Foi determinada também, pela necessidade da pesquisa arqueológica em estudar os sítios arqueológicos.

Área de Influência Indireta (AII): Justifica-se pela necessidade, em termos científicos, do estudo e compreensão dos sistemas de sítios mais amplos em que estão inseridos os registros arqueológicos impactados, notadamente no âmbito das principais bacias hidrográficas atingidas.

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6.0 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL

6.1 MEIO FÍSICO 6.1.1 Geologia

A região da norte-leste de São Paulo está inserida na Bacia Sedimentar do Paraná, com ocorrência de rochas sedimentares e ígneas de origem vulcânica cujas idades variam do Siluro-Ordoviciano, relacionada ao final do Ciclo Brasiliano, ao Cretáceo, com ocorrência local de depósitos neocenozóicos. Sua evolução estratigráfica é influenciada marcadamente por estruturas do embasamento, composto por um mosaico de terrenos pré-cambrianos, com sua história materializada por seis grandes unidades, representando fases de subsidência e acumulação limitada por inconformidades tectonicamente controladas (MILANI et al., 1998).

Apenas em uma estreita faixa no extremo nordeste ocorrem rochas proterozóicas do embasamento cristalino, de pouca representatividade.

A Bacia do Paraná é uma unidade geotectônica estabelecida por subsidência sobre a Plataforma Sul-Americana a partir do Siluriano/Devoniano Inferior e que atingiu sua máxima expansão entre o Carbonífero Superior e o final do Permiano. Na região mais profunda desta Bacia, que engloba a porção do Pontal do Paranapanema no Estado de São Paulo, a espessura total de sedimentos e lavas basálticas pode ultrapassar 5.000 metros (ALMEIDA 1980; IPT 1981b). Após atravessar longo período de relativa estabilidade, cujo apogeu, no Permiano, é marcado pela deposição dos sedimentos do Subgrupo Irati (HACHIRO et al. 1993), a Bacia do Paraná começa a registrar, ainda no Permiano, sinais de intensos processos tectônicos que culminariam, no início do Cretáceo, com o extravasamento das lavas basálticas da Formação Serra Geral.

Como evidência mais antiga de tal tectonismo, SOARES e LANDIM (1973) destacam a disconformidade existente entre os folhelhos pretos do Subgrupo Irati para arenitos e siltitos da Formação Serra Alta, sobreposta, bem reconhecida no nordeste da Bacia do Paraná. HACHIRO et al. (1993) também destacam, na região do Domo de Pitanga, a descontinuidade entre estes folhelhos e os siltitos da Formação Corumbataí, situados acima. Adicionalmente, RICCOMINI et al. (1992) descrevem diques clásticos na Formação Corumbataí na região de Ipeúna e Charqueada (SP); CHAMAMI et al. (1992) in EMBRAPA (2005) descrevem estruturas semelhantes, injeções de areia e falhas com rejeito decimétrico, em camadas de dunas eólicas litorâneas da porção inferior da Formação Pirambóia. Estas manifestações são interpretadas (e.g. FERNANDES e COIMBRA 1993; RICCOMINI 1995, 1997) como resultado de abalos sísmicos durante os estágios precursores da ruptura continental que afetou o megacontinente Gondwana, culminando com a abertura do Oceano Atlântico sul, cenário que influenciou, em maior ou menor grau e dependendo da posição geográfica, a deposição das unidades do Grupo São Bento, as quais encerram o ciclo deposicional relativo à Bacia do Paraná, que tem como marco superior o magmatismo Serra Geral.

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A estratigrafia da região estudada é composta pelas seguintes formações geológicas: Formação Pirambóia, Formação Botucatu e Formação Serra Geral, do Grupo São Bento; Formação Adamantina, do Grupo Bauru e cobertura cenozóica inconsolidada.

O Grupo São Bento é composto por rochas de idade mesozóica da Bacia do Paraná, sendo as duas unidades da porção inferior deste grupo a Formação Pirambóia e a Formação Botucatu, que foram originadas por sedimentos continentais predominantemente arenosos. A porção superior do Grupo São Bento é composta pela Formação Serra Geral que é constituída por extensos derrames de lavas que originaram as rochas basálticas. Ainda neste grupo ocorrem as soleiras e diques de diabásio, bastante freqüentes, correlatas à Formação Serra Geral (ABAG/RP, 2003).

O Grupo Bauru é composto pelas formações Caiuá, Santo Anastácio, Adamantina e Marília. Com o término dos derrames de lavas da Formação Serra Geral, que marcaram o final dos eventos deposicionais e vulcânicos generalizados na área da Bacia do Paraná, houve uma tendência geral desta área a um soerguimento lento verticalizado. Entretanto a porção norte da Bacia do Paraná comportou-se de forma contrária aos soerguimentos marginais e à zona central da bacia, evidenciando o início de uma fase de embaciamento localizado, em relação à área da bacia como um todo. Nessa área deprimida acumularam-se os acumularam-sedimentos correspondentes ao Grupo Bauru, no Cretáceo Superior (IPT, 1981).

O Grupo Bauru é considerado a seqüência sedimentar mais extensa, de idade cretácea, da América do Sul e encontra-se constituída por siltitos e arenitos depositados em um ambiente fluvial (MINEROPAR, 2005). No Grupo Bauru ocorrem registros fósseis de peixes, crocodilos, tartarugas e lagartos, além dos fósseis de ossos de dinossauros, ovos e muitas pegadas fósseis (MINEROPAR, 2005).

Os depósitos de coberturas cenozóicas localmente se distribuem na mesma área de ocorrência dos sedimentos do Grupo Bauru. A evolução cenozóica do território paulista evidencia que os principais eventos geológicos podem ser resumidos na formação do relevo e deposição de seqüência sedimentar (IPT, 1981). Devido às evidências, nível constituído por cascalhos com seixos de quartzito e calcedônia na base, ou fragmentos retrabalhados de limonita, tem-se que estes sedimentos sofreram um pequeno transporte e apresentavam a área fonte na própria região (VEGA, 2000).

Neste contexto local, na área de influência direta, as observações de campo, confirmadas com mapas geológicos resultou nas seguintes unidades: Formação Adamantina do Grupo Bauru, solos de alteração da Formação Botucatu e Formação Serra Geral do Grupo São Bento e seus produtos de retrabalhamento que constituem a espessa cobertura de materiais inconsolidados desenvolvida a partir do início do Cenozóico (VEGA, 2000).

Devido a esta espessa camada de sedimentos inconsolidados que recobre grande parte da área de estudos, os dados aqui apresentados foram retirados dos Estudos Geológicos e Geotécnicos realizados pela VEGA (2000), no qual foram compulsadas um grande número de sondagens que atravessam a área.

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A partir destas sondagens pode-se identificar na área a ocorrência da Formação Adamantina, de maior expressão na periferia norte e oeste de Araraquara. Esta formação apresenta granulometria correspondente a areia fina a média, composta essencialmente por quartzo, ocorrendo subsidiariamente na fração síltica e argilosa. Apresenta cimentação fraca e coloração variando de avermelhada a tons de marrom. A Formação Adamantina apresenta espessura geralmente pequena, não ultrapassando os 40 metros, localmente esta formação apresenta seu contato inferior em discordância erosiva com a formação sotoposta e em certos locais, na base do arenito ocorrem leitos de conglomerados polimíticos com muitos seixos de basalto. Em outros pontos, a Formação Adamantina ocorre sobreposta diretamente a Formação Botucatu.

Grande parte da área de estudos está recoberta por materiais inconsolidados, este fato é decorrente do clima tropical predominante na região, que gera uma grande espessura destes tipos de materiais.

Assim as coberturas inconsolidadas de ocorrência na área podem ser divididas em dois grupos: sedimentos cenozóicos e solos de alteração, os quais serão apresentados e descritos no capítulo pertinente.

Os Sedimentos Cenozóicos Arenosos foram subdivididos em dois grupos, Cenozóico Arenoso I e II.

Cenozóico Arenoso I: são sedimentos que apresentam coloração variando de amarelo a vermelho escuro, indicando processos de laterização, constituídos principalmente por areia fina e média, com porcentagens variáveis de finos, em torno de 40% e apresentam uma quantidade razoável de minerais pesados. Estes sedimentos revelam muita semelhança com os sedimentos da Formação Adamantina, o que provavelmente indica que são provenientes desta formação, porém sofreram um leve retrabalhamento. Apresenta uma espessura média de 9 metros, podendo localmente atingir 12 metros. Na maior parte da área seu contato inferior ocorre com a Formação Adamantina, porém na área de contato desta com a Formação Serra Geral pode aparecer recobrindo os magmatismos básicos. Sua principal área de ocorrência se faz nos interflúvios, particularmente nas suas porções mais elevadas, recobrindo um total de mais de 80 % da área.

Cenozóico Arenoso II: são sedimentos essencialmente arenosos, com predomínio da granulometria de areia fina, as porcentagens de silte e argila ocorrem em torno de 25% e praticamente não apresenta minerais pesados. Estas características refletem a contribuição dos sedimentos da Formação Botucatu, a qual estão sobrepostos. Sua ocorrência se faz na porção sul, próximo a Estação do Ouro, e não intercepta o eixo do projeto de contorno ferroviário.

Os Sedimentos Cenozóicos Argilosos apresentam em geral porcentagens de argila e silte bastante elevada (acima de 60%) e apresentam grandes porcentagens de minerais pesados (magnetita). Assim como os sedimentos arenosos II apresentam uma grande contribuição dos magmatismos básicos da Formação Serra Geral e uma menor contribuição dos arenitos da Formação Adamantina. Apresentam ocorrência nas encostas e fundos de vales dos ribeirões que cortam a área. Constituem o substrato das

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fundações dos aterros na travessia das cabeceiras do Ribeirão do Ouro.

Com relação ao lençol freático as profundidades em que o nível d’água é detectado na área de estudo é muito próxima à base dos sedimentos cenozóicos, que se constituem do retrabalhamento dos solos residuais da litologia subjacente. Isto corresponde a profundidades que oscilam entre 6 e 11 metros.

A. COMPORTAMENTO DO SUBSTRATO

Para a análise do comportamento do substrato onde será implantado o Pátio-Complexo Ferroviário de Araraquara, foram utilizados os elementos de informação contidos no Projeto Básico, elaborado pela VEGA (2000).

Em resumo os materiais ocorrentes na área do Pátio Ferroviário são as coberturas cenozóicas inconsolidadas, os solos de alteração de sedimentos da Formação Adamantina e raramente os arenitos da Formação Adamantina. Com relação à trabalhabilidade destes materiais, não oferecem muita resistência aos equipamentos convencionais de escavação, apresentando boas condições de trabalhabilidade nas operações normais de escavação carga e transporte.

O subleito deverá ser constituído preferencialmente por sedimentos Cenozóicos Arenosos I, apesar deste material não ser considerado ideal na utilização como subleito. Porém, este material também não é considerado indesejável, sendo que em algumas situações apresenta uma cimentação laterítica, revelando um excelente suporte.

Com relação a terraplenagem, de um modo geral, as condições de suporte dos materiais existentes na área são plenamente satisfatórias. Os terrenos de fundação dos aterros apresentam suporte adequado, conforme previsto nos estudos geomecânicos realizados.

6.1.2 Geomorfologia

De acordo com a proposta de ALMEIDA (1964:20), o Estado de São Paulo foi dividido em cinco províncias geomorfológicas: Planalto Atlântico, Província Costeira, Depressão Periférica, Cuestas Basálticas e Planalto Ocidental (Figura 07).

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Adaptado de: VILLA, 2002.

Figura 07 – Esboço geomorfológico do Estado de São Paulo, divisão proposta por ALMEIDA (1964). Com base nesta proposta, a área da Associação Brasileira do Agronegócio da Região de Ribeirão Preto – ABAG/RP, ilustrada na Figura 07, a qual os municípios de Araraquara e Américo Brasiliense pertencem, encontra-se no Planalto Ocidental, nas Cuestas Basálticas e na Depressão Periférica Paulista e a Área de Influência Direta do empreendimento está integralmente no Planalto Ocidental. A Área de Influência Indireta atinge os limites com a zona das Cuestas Basálticas.

Com base no Mapa Geomorfológico do Estado de São Paulo, proposto por ROSS e MOROZ (1997) e editado pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) os principais tipos de relevo, identificados na area de estudo da ABAG/RP estão discriminados na Tabela 01.

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Tabela 01 – Unidades Morfoestruturais, morfoesculturais e tipos de relevo identificados na área de estudo (ABAG-RP)

UNIDADES MORFOESTRUTURAIS

UNIDADES

MORFOESCULTURAIS TIPOS DE RELEVO

BACIA Sedimentar do Paraná Bacias Sedimentares Cenozóicas

Planalto Ocidental Paulista Depressão Periférica Paulista

Planícies Fluviais

Planalto Centro Ocidental Patamares Estruturais de Ribeirão

Preto

Planaltos Residuais de Franca/Batatais Planalto Residual de São Carlos

Depressão de Moji-Guaçu Planícies Fluviais Diversas Fonte: ROSS e MOROZ (1997).

Na região de Araraquara encontra-se os seguintes tipos de relevos: Planalto Centro Ocidental, Patamares Estruturais de Ribeirão Preto, Planalto Residual de São Carlos e Planícies Fluviais Diversas.

A. UNIDADES MORFOESTRUTURAIS DA BACIA SEDIMENTAR DO PARANÁ

De acordo com ROSS (1985), essa morfoestrutura é caracterizada pela presença de terrenos sedimentares do Devoniano ao Cretáceo e com forte ocorrência de rochas vulcânicas, preferencialmente do sul da bacia formadas no Jurássico-Cretáceo. O contato desta unidade é marcadamente formado pela presença de Cuestas. Durante a Era Cenozóica, esta região sofreu processo de epirogênese, que resultou no soerguimento desigual da Plataforma Sulamericana, iniciando novos processos erosivos, sob diferentes condições climáticas e ocasionando as diferenciações entre o Planalto Ocidental e a Depressão Periférica (ROSS & MOROZ, 1997:41).

Planalto Ocidental Paulista

Possui o relevo levemente ondulado onde predominam as colinas amplas e baixas com topos aplainados (ROSS e MOROZ, 1997:42).

Patamares Estruturais de Ribeirão Preto

Segundo ROSS e MOROZ (1997:42,43), as formas de relevo desta unidade são predominantemente denudacionais, marcadamente formadas por colinas amplas e baixas com topos tabulares. Os vales possuem entalhamento médio com valores inferiores a 20 metros, as dimensões dos interflúvios variam de 750 até 3.750 metros, sendo os principais cursos d'água formados pelos rios Pardo e Moji-Guaçu e seus tributários. As altitudes encontram-se entre 500 e 700 metros e as declividades médias variam em torno de 2% a 10%.

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B. UNIDADES MORFOESTRUTURAIS DAS BACIAS SEDIMENTARES CENOZÓICAS:

De acordo com ROSS e MOROZ (1997:49) estas morfoestruturas ocorrem de forma restrita e descontínua em praticamente todas as outras unidades morfoestruturais.

Planícies Fluviais Diversas

Segundo ROSS e MOROZ (1997:52) os terrenos que, devido a baixa declividade (inferiores a 2%) são formadas por sedimentos fluviais de idade geológica recente (quaternário) e encontram-se às margens dos rios estando sujeitos a inundações periódicas onde ocorrem sedimentos formados principalmente por areia e argila.

6.1.3 Clima

A. REGIONAL

O Brasil apresenta uma diversificação climática muito ampla, decorrente de suas dimensões continentais. Esta diversificação sofre grande influência das configurações geográficas do Brasil, de sua extensa linha de costa e da dinâmica das massas de ar sobre este território. Estas dinâmicas de massas de ar assumem grande importância, pois atuam diretamente sobre as temperaturas e os índices pluviométricos nas diferentes regiões do país.

A região sudeste apresenta uma topografia bastante acidentada e a influência dos sistemas de circulação de massa de ar são fatores que conduzem à climatologia da região Sudeste ser bastante diversificada em relação à temperatura.

Com relação ao regime de chuvas, o máximo pluviométrico da região Sudeste normalmente ocorre em janeiro e o mínimo em julho, enquanto o período seco, normalmente ocorre centralizado no inverno e possui uma duração média de seis meses.

B. LOCAL

O município de Araraquara insere-se em uma área influenciada pelo clima "Tropical de Altitude", Cwa pela classificação Köppen, caracterizado por duas estações bem definidas: um verão com temperaturas altas e pluviosidade elevada e um inverno de temperaturas amenas e pluviosidade reduzida (PREFEITURA DE ARARAQUARA, 2006).

Apresenta, segundo o Instituto Nacional de Metereologia (INMET, 2006), temperatura média anual de 22,5º C, sendo que a temperatura média do mês mais quente pode alcançar 27ºC, e a do mês mais frio 18ºC. Segundo os dados de temperatura referente ao período de 1975 a 1982, registrados em termômetros de MAX e MIN diária instalado no prédio da indústria Anderson Clayton S. A., a

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temperatura média foi de 23,4°C, para o mês mais quente a média anual foi de 27,8° C e o mês mais frio 18,4° C (VEGA, 2000).

Com relação à pluviosidade da região de Araraquara, os dados revelaram que as precipitações nesta região são regulares, sazonais e distribuídas em duas estações bem definidas. A precipitação pluviométrica média anual é de 1.344 mm, sendo os meses em que se verificam as maiores intensidades de chuvas são no período de outubro a março. Por outro lado o mês de julho registra os menores índices de precipitação pluviométrica.

6.1.4 Hidrografia

Atualmente, foram definidas pelo Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CERH), pela Lei 9034/94 que dispôs sobre o Plano Estadual de Recursos Hídricos, as 22 Unidades de Gerenciamento de Recursos Hídricos (UGRHI) para o Estado de São Paulo. O município de Araraquara se insere em 2 dessas UGRHI.

Segundo o "Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos de São Paulo" (SIGRH, 2005), os rios que abrangem o município de Araraquara são Rio Jacaré-Guaçu e o Rio Moji-Guaçu.

A. BACIA MOJI-GUAÇU – URGHI-9

Os municípios de Descalvado, Sta Rita do Passa Quatro, Luiz Antônio, Guatapará, Pradópolis, Motuca, Guariba, Jaboticabal, Barrinha e Dumont estão situados integralmente na URGHI-9; São Carlos, Ibaté, Américo, Brasiliense, Araraquara possuem parte de suas áreas na URGHI- 13; São Simão, Sta Rita do Viterbo, Cravinhos, Ribeirão Preto, Sertãozinho e Pontal na URGHI- 4; Taquaritinga, Matão, Dobrada e Sta Ernestina fazem divisa na URGHI-16; Taquaral, Taiúva e Monte Alto na URGHI- 15 e Pitangueiras e Taquaral na URGHI – 12.

B. BACIA - TIETÊ/JACARÉ (UGRHI-13)

Os municípios de Dourado, Ribeirão Bonito, Boa Esperança do Sul, Trabiju, Gavião Peixoto e Nova Europa se situam totalmente na UGRHI-13, enquanto que, Ibitinga, Tabatinga e Matão também possuem parte de suas áreas na UGRHI-16 e Araraquara, Ibaté, São Carlos na UGRHI- 9.

6.1.5 Solos

Segundo o “Mapa Pedológico do Estado de São Paulo” na região norte-leste de São Paulo são identificados principalmente as seguintes classes de solos: Argissolos Vermelho-Amarelos, Cambissolos Háplicos, Gleissolos Háplicos, Gleissolos Melânicos, Latossolos Amarelos, Latossolos Vermelho-Amarelos, Latossolos Vermelhos, Neossolos Flúvicos, Neossolos Litólicos, Neossolos Quartzarênicos, Nitossolos Vermelhos, Organossolos e Planossolos Háplicos (OLIVEIRA et al.,

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1999).

O relevo pode apresentar diferentes declividades, predominado as classes de relevo suave ondulado (3-8% de declive) e plano (<3% de declive). Predominam na região solos distróficos, com exceção de inclusões por toda a área e da porção oeste, que apresenta solos predominantemente eutróficos.

A classe de solos dominante é a dos Latossolos, em relevo pouco declivoso. Esses solos geralmente possuem propriedades morfológicas e físicas que facilitam o manejo agrícola. Apresentam baixa erodibilidade quando comparados a outras classes de solos, como é o caso dos Argissolos e Neossolos Quartzarênicos.

Ocorrem solos mais rasos em regiões mais declivosas como os Cambissolos e os Neossolos Litólicos. Tais solos apresentam limitações para trafegabilidade e alta erodibilidade, tendo baixa aptidão agrícola quando comparados aos Latossolos, Nitossolos e Argissolos de relevo pouco declivoso.

Nos fundos dos vales e nas várzeas podem ser encontrados principalmente Gleissolos, Organossolos, Cambissolos, Neossolos Flúvicos e Planossolos. Os Gleissolos e os Organossolos apresentam como principal limitação o excesso de água.

Na região de Araraquara encontra-se os seguintes solos: Latossolo Vermelhos Eutroférricos (LV51, LV19, LV56, LV71), Neossolos Litólicos Eutróficos e Distróficos (RL17), Planossolos Háplicos Distróficos (SX2), Neossolos Quartzarênicos Órticos (RQ5, RQ2).

A classe dos Latossolos constitui o agrupamento de solos mais extenso do Estado de São Paulo. São, em geral, solos com boas propriedades físicas e situados, na maioria dos casos, em relevo favorável ao uso intensivo de máquinas agrícolas, exceção dos solos em regiões serranas. Os Latossolos tendem a apresentar elevada porosidade e friabilidade, o que facilidade seu manejo agrícola. O relevo com declividade geralmente inferior a 5% qualifica os Latossolos como os mais adequados para a agricultura extensiva no Estado de São Paulo. Sua principal limitação é a baixa disponibilidade de nutrientes nos solos distróficos e a toxicidade por alumínio trocável. Porém, o relevo favorecendo a mecanização, torna tais deficiências de fácil correção quando aplicada a tecnologia adequada.

Os Nitossolos apresentam sempre estrutura em blocos ou prismática bem desenvolvida no horizonte B. As principais limitações desses solos se relacionam à erosão, pois tem sido notado maior susceptibilidade à erosão desses solos quando comparados aos Latossolos Vermelhos de textura argilosa.

São solos com discreto aumento de argila em profundidade, apresentando, apesar de argilosos, boa drenagem interna. Os Nitossolos Férricos apresentam alta capacidade de adsorção de fósforo, o que deve ser considerado no manejo da adubação fosfatada. Em alguns ambientes de ocorrência desses solos a declividade é mais acentuada, o que limita a produção agrícola de culturas anuais. Os

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Nitossolos latossólicos apresentam propriedades físicas semelhantes aos Latossolos. Quando em relevo plano ou suave ondulado, podem ser manejados também de maneira semelhante.

6.2 MEIO BIOLÓGICO 6.2.1 Cobertura Vegetal

A. DESCRIÇÃO DA VEGETAÇÃO REGIONAL

A vegetação original da região de Araraquara analisando-se o mapa do IBGE (1993), se caracterizava pela presença da Savana (Cerrado) e da Floresta Estacional Semidecidual, além de uma Área de Tensão Ecológica, do contato entre estas duas formações vegetacionais. Ainda conforme esse mapa, nessa região, verificava-se a ocorrência de atividades agrícolas naqueles locais onde outrora ocorria o cerrado, e a existência de uma zona de contato da Floresta Estacional com a Savana (Cerrado).

A Savana é definida pelo IBGE (1992) como uma vegetação xeromorfa preferencialmente de clima estacional (mais ou menos 6 meses secos), não obstante podendo ser encontrada também em clima ombrófilo (clima úmido). Reveste solos lixiviados aluminizados, e se subdivide em quatro subgrupos: Savana Florestada (Cerradão), Savana Arborizada (Campo-Cerrado), Savana Parque e Savana Gramíneo-Lenhosa.

A Floresta Estacional Semidecidual está condicionada à estacionalidade climática (verão chuvoso e inverno seco ou clima subtropical sem seca, mas com intenso frio, temperaturas médias abaixo de 15ºC) e pela queda das folhas durante o período seco em 20 a 50% das espécies da floresta (espécies caducifólias). Também possui quatro subtipos: Aluvial, Terras Baixas, Submontana e Montana (IBGE, 1992).

Analisando alguns trabalhos realizados na região (SILVA e SOARES, 2003; KOTCHETKOFF-HENRIQUES, 2003; PROGRAMA BIOTA/FAPESP, 2004) pode-se concluir que hoje, os fragmentos remanescentes estão sob freqüente perturbação. Segundo MOSCHINI (2005), os tipos fisionômicos de vegetação natural e semi-natural existentes no município de Araraquara são: Cerrado, Cerradão, Floresta Estacional Semidecidual, Floresta Estacional Aluvial (mata ciliar), Banhados e Áreas de Alagamento, além de vegetação de áreas de encosta e topos de morros.

Segundo o estudo realizado pela Embrapa e Associação Brasileira de Agronegócios de Ribeirão Preto (ABAG-RP) na porção norte-leste do Estado de São Paulo, os principais tipos vegetacionais mapeados e caracterizados na região de Araraquara são: o Cerrado com 618,6 ha, as Florestas Estacionais com 1157,6 ha, as Florestas Secundárias com 3199,9 ha e a vegetação de Mata Ciliar (Ripária) com 8308,3 ha.

A partir de meados do século XIX houve uma redução significativa da vegetação natural na região norte-leste de São Paulo devido à expansão da fronteira agrícola, com a introdução da cultura do café

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na região de mata (solo fértil), à exploração da madeira para uso como lenha ou dormentes ou ainda, matéria-prima para casas e móveis, e em parte, às pastagens (EMBRAPA, 2005).

Conforme o Inventário Florestal do Estado de São Paulo realizado pelo Instituto Florestal (IFSP, 2002) verificou-se que resta 13,7 % de cobertura vegetal nativa (34,6 mil km2), localizada principalmente, em áreas com pouca possibilidade de aproveitamento agrícola.

Entre 1985 e 1995, Araraquara teve sua cobertura florestal reduzida em 2.685 ha, passando de 25.825 a 23.154 ha, como resultado da trajetória desenvolvimentista local (FUNDAÇÃO SOS Mata Atlântica; INPE e ISA, 1998). Em 1995, a cobertura florestal representava 22,85% da área total do município de Araraquara. Em 2002, foi estimado que os valores de remanescentes de vegetação natural e semi-natural (10.725,82 ha) representam cerca de 10,59% da área da paisagem do município de Araraquara (MOSCHINI, 2005).

Baseado em MOSCHINI (2005), os valores das áreas das classes de uso da terra para o município de Araraquara são apresentados na tabela a seguir.

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Tabela 02 – Valores das áreas (ha e %) das classes de uso da terra para o município de Araraquara (SP) referente ao ano de 2002

Classes Tipos de Uso Área (ha) Área (%)

Floresta Estacional Semidecidual 1.857,27 1,83

Floresta Estacional Aluvial (Mata Ciliar) 4.051,25 4,00

Cerrado / Cerradão 2.070,03 2,04

Banhados e áreas de alagamento 2.037,86 2,01

Àreas Nat u rais e Semi Natu ra l

Vegetação de áreas de encosta e topos de morros 709,42 0,70

Sub-Total 10.725,83 10,59

Silv

icu

ltu

ra

Silvicultura (Eucalyptus spp e Pinus spp) 6.615,75 6,53

Sub-Total 6.615,75 6,53 Cana de açúcar 51.793,56 51,13 Citricultura 8.629,22 8,52 Pastagem 6.419,98 6,34 Ag rícola Solo Exposto 4.623,11 4,56 Sub-Total 71.465,87 70,56 Área Urbana 8.079,85 7,98 Área Suburbana 526,34 0,52 Assentamento 3.145,76 3,11 Áreas Urbanas e Suburbanas

Propriedades Rurais (Fazenda, Chácaras e Sítios) 100,14 0,10

Sub-Total 11.852,09 11,70

Área

de

Mine

ração Mineração (extração de brita) 87,87 0,09

Sub-Total 87,87 0,09

Lagoas Marginais do Rio Jacaré Guaçu 154,53 0,15

Am bientes Aq uát ic os Tanques e Represas 387,71 0,38 Sub-Total 542,24 0,54

Total em Relação à Área de Estudo 101.289,65 100,00

(35)

Os valores expressos nessa tabela demonstram que a condição da paisagem regional em que a expansão agrícola tem determinado o desaparecimento da vegetação primitiva, ressalta a importância do desenvolvimento de estratégias conservacionistas na perspectiva da conservação de habitats para a biodiversidade local e regional (MOSCHINI, 2005).

B. DESCRIÇÃO DA VEGETAÇÃO LOCAL

Na área prevista para a implantação do Pátio Ferroviário de Tutóia encontram-se áreas abertas com raros fragmentos de vegetação nativa, devido ao intenso uso do solo. Analisando-se especificamente o entorno da Estação de Tutóia, verifica-se que nas proximidades há remanescentes de cerrado, e esparsos e diminutos fragmentos de floresta estacional.

No entorno do CEAGESP, há dois fragmentos florestais mais significativos ao sul e sudeste, mas que se encontram com as características naturais bastante alteradas, com sub-bosque degradado devido ao uso como pastagem, se encontrando em estágio médio alterado. No maior fragmento verifica-se a presença de indivíduos de angico-do-cerrado de até 15 m de altura sobressaindo no dossel, além de lianas e poucos arbustos, no local onde se encontra prevista a implantação das instalações de apoio à operação da ferrovia.

Nas proximidades existe uma vila residencial que possui pequenas áreas de plantio de milho, mandioca entre outras, e nas demais áreas industriais existem apenas áreas abertas e sem utilização.

6.2.2 Fauna

A. INTRODUÇÃO

No presente item, componente do Plano de Controle Ambiental (PAC) do Pátio Ferroviário de Tutóia, é apresentado os resultados do diagnóstico realizado para a fauna terrestre da área de influência do projeto, considerando a abordagem dos grupos de vertebrados terrestres representados pelos mamíferos e aves.

A elaboração do referido diagnóstico fundamentou-se basicamente em informações provenientes de dados secundários obtidos por meio de revisão bibliográfica e dados primários coletados in loco na área de estudo.

Durante os trabalhos de campo, toda a área que sofrerá influência pela implantação do empreendimento foi percorrida, onde, por meio de incursões aos diferentes ambientes presentes procederam-se avaliações do estado de conservação dos mesmos. Essa avaliação constitui-se de importante subsídio para a caracterização da fauna presente, com a indicação das espécies de maior probabilidade de ocorrência para a área, considerando-se os amplos conhecimentos existentes das preferências ambientais e distribuição geográfica da maioria das espécies que compõe os dois grupos

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aqui abordados.

A utilização de mapa e imagem aérea permitiu uma macro visualização da área influenciada, o que facilitou a identificação e posterior avaliação do grau de conservação desses ambientes e a associação das espécies de fauna.

B. OBJETIVOS

Os objetivos do presente estudo foram os seguintes:

• Realizar uma descrição das atuais condições ambientais da área de influência do projeto;

• Caracterizar a fauna através de uma análise genérica dos vertebrados terrestres, constituídos pelos mamíferos e aves;

• Avaliar os impactos que serão gerados à fauna pela implantação do projeto;

• Propor medidas mitigadoras em relação aos impactos a serem provocados. C. LISTA DE ESPÉCIES E NOMENCLATURA ADOTADA

As listas de espécies da fauna terrestre são as de maior probabilidade de ocorrência, sendo apenas algumas confirmadas em campo.

A ordenação taxonômica e denominações populares regionais utilizaram como base a apresentada por FONSECA et al. (1996), para os mamíferos e de ANDRADE (1995) para as aves.

D. RESULTADOS

Categorias Faunísticas da Área de Estudo

O termo categorias faunísticas aqui empregado, faz referência às adaptações que as diferentes espécies da fauna apresentam, o que as condicionam a habitar distintos ambientes ou estarem limitadas a somente um. São assim classificadas em:

- Espécies Especialistas: aquelas que praticamente ocupam um tipo de ambiente, destacando-se

típicos habitantes de sistemas florestais nativos.

- Espécies Generalistas: categoria que comporta diversas espécies que habitam ambientes

diferenciados como florestas (primárias e de sucessão secundária em diferentes estágios) e em alguns casos igualmente também áreas abertas.

- Espécies Sinantrópicas: que apresentam ampla plasticidade de ocupação de ambientes

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Grupos Taxonômicos Analisados Mamíferos

Os mamíferos encontram-se no topo da escala evolutiva dos vertebrados, sendo o território brasileiro o que apresenta a maior diversidade de espécies entre todos os países, totalizando 524, das quais, 25% consideradas endêmicas (FONSECA et. al.,1996).

Para a área de estudo, esse grupo sofreu impactos acentuados pela ação antrópica ao longo dos anos, tanto pelas intensas alterações ambientais provocadas, como pela pressão da caça de espécies cinegéticas.Espécies de maior porte, como predadores de topo de cadeia, desapareceram ou tiveram suas populações reduzidas a tal ponto que raramente são registradas. A situação dessas espécies nos dias atuais decorre principalmente pela escassez de alimento, constituídos de herbívoros, que por sua vez, também não encontram suporte de sobrevivência nas densas áreas de monoculturas que dominam a região.

Os poucos fragmentos de vegetação arbórea detectados na área de influência, pelo tamanho e interferências sofridas, não condicionam a manutenção de espécies que são típicas habitantes desse ambiente citando como exemplo, as espécies de primatas que ali viviam e que tinham nas copas das árvores seu habitat.

As áreas utilizadas para o plantio e cana-de-açúcar e outras monoculturas favorecem de certa forma a presença de pequenos roedores (ratos-silvestres), que por sua vez, servem de alimento para outras espécies.

Durante os trabalhos de campo, pouquíssimas foram as espécies registradas, e somente por vestígios. Pelas características ambientais da área podem ser consideradas dentre outras como de ocorrência certa as seguintes espécies:

- tatu-galinha Dasypus novencinctus - tatu-peludo Dasypus sexcycntus - lebre Lepus capensis

- furão Galictis cuja

- gambá-de-orelha-branca Didelphis albiventris - gambá-de-orelha-preta Didelphis marsupialis

- morcego-de-casa Tadarida brasiliensis - morcego-cara-branca Artibeus lituratus - morcego-focinhudo Anoura caudifer

- morcego-borboleta-escuro Myotis nigricans - serelepe Sciurus sp.

- graxaim-do-campo Pseudolopex gymnocercus

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- ratos silvestres Akodon spp., Oryzomes spp.

Entre as que têm grande probabilidade de ocorrência, necessitando, no entanto, uma confirmação por meio de um estudo mais aprofundado, entre outros exemplos, estão as espécies:

- tatuí Dasypus septencinctus - irara Eira barbara

- coati Nasua nasua

- veado-mateiro Mazama americana - veado-catingueiro Mazama gouazoubira

- gato-mourisco Herpailurus yaguarondi - cutia Dasyprocta azarae

- preá Cavea aperea

- capivara Hydrochaeris hydrochaerys - gato-do-mato Leopardus sp.

- ouriço-cacheiro Sphiggurus villosus

- tamanduá-mirim Tamandua tetradactyla - lontra Lontra longicaudis

- paca Agouti paca

- mão-pelada ou guaxinim Procyon cancrivorus

Algumas espécies de maior porte tem probabilidades remotas de ocorrência, dentre outras:

- puma Puma concolor

- lobo-guará Chrysocyon brachyurus

Segundo relato de um dos técnicos da equipe desse estudo e morador local, há relatos sobre a presença do lobo-guará em pequenos fragmentos de cerrado nas proximidades da zona urbana de Araraquara. Como se trata de uma espécie que vaga por vários quilômetros durante seu período de atividade é possível que se desloque pela área de influência indireta do projeto.

Aves

As aves representam o grupo mais numeroso entre os vertebrados terrestres, sendo encontradas no Brasil 1.677 espécies (SICK, 1997). Para o mesmo autor, a região do projeto abrange duas das seções ecológicas de ocupação da avifauna brasileira, sendo essas denominadas de seção Floresta Pluvial Atlântica e seção Cerrado.

Esse grupo igualmente sofreu ao longo do processo de desflorestamento da região de Araraquara uma série de impactos, gerando o desaparecimento de espécies e reduções populacionais.

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determinação da composição avifaunística atual. As espécies que atualmente habitam a região apresentam em sua maioria, alto grau de sinantropia, estando perfeitamente adaptadas às novas condições ambientais impostas pela ação humana. Para certo número de espécies, em especial, elementos das Famílias Columbidae e Embirizidae, a substituição das florestas por áreas de pastagens, agricultura e canaviais, representou um aumento de suas populações em vista da alimentação dessas ser composta basicamente de grãos. Entre as aves de rapina, alguns gaviões e falcões encontram alimento à disposição nesse ambiente devido à proliferação de pequenos roedores.

Destacam-se entre as espécies sinantrópicas mais comuns as seguintes:

- urubu-comum Coragyps atratus - gavião-carijó Rupornis marnirostris

- carrapateiro Milvago chimachima - carcará Polyborus plancus - joão-de-barro Furnarius rufus

- quero-quero Vanelus chilensis - rolinha-paruru Columbina talpacoti - anu-branco Guiria guira

- anu-preto Crotophaga ani - juriti-pupu Leptotila verreauxi - pomba-asa-branca Columba picazuro

- avoante Zenaida auriculata - bem-te-vi Pitangus sulphuratus - sabiá-laranjeira Turdus rufiventris

- curruira Troglodytes aedon - chopim Molotrhus bonariensis - canário-da-terra Sicalis flaveola

- gavião-peneira Elanus leucurus - pintassilgo Spinus megellanicus - coleirinha Sporophila caerulescens

Para espécies que têm nos insetos a base de alimento (insetívoros), a manutenção e presença de poucas áreas com vegetação em estágio de sucessão inicial e médio, tem condicionado sua permanência, no entanto, não se podendo afirmar, se o equilíbrio populacional das mesmas está mantido. Como exemplos de espécies insetívoras de ocorrência para a área destacam-se:

- arapaçu-verde Sittasomus griseicapillus - joão-tenenem Synallaxis ruficapilla - bentererê Synallaxis spixi

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- pula-pula Basileuterus culicivorus

Espécies onívoras (de alimentação diversificada) também são encontradas ocupando os distintos ambientes da área do projeto, sendo relacionadas dentre as registradas durante os trabalhos de campo as seguintes:

- alma-de-gato Piaya cayana

- anu-branco Guiria guira - anu-preto Crotophaga ani

- pica-pau-branco Melanerpes candidus

- pica-pau-carijó Veniliornis spilogaster - choca-da-mata Thamnophilus caerulescens - pitiguari Cyclarhis gujanensis

- sabiá-poca Turdus amaurochalinus - trinca-ferro-verdadeiro Saltator similis - tico-tico Zonotrichia capensis

- sanhaçu Thraupis sayaca - mariquita Parula pitiayumi - pula-pula Basileuterus culicivorus

- garça-branca-pequena Egretta thula - garça-branca-grande Casmerodius albus - socozinho Butorides striatus

- saracura-sanã Rallus nigricans - saracura Aramides saracura

6.3 MEIO SOCIOECONÔMICO

O estudo socioeconômico aqui apresentado é resultante dos trabalhos de revisão bibliográfica e pesquisa de campo, os quais foram desenvolvidos em agosto de 2005. Sob essas considerações, o principal objetivo foi o conhecimento das questões socioeconômicas pertinentes, em suas diferentes áreas de abrangência (ver item ÁREAS DE INFLUÊNCIA), apresentadas e analisadas de forma a subsidiar o presente PCA.

O conhecimento dos aspectos socioeconômicos das diversas áreas de influência da implantação do Pátio Ferroviário de Tutóia agrega informações sobre a dinâmica demográfica, histórico de ocupação, aspectos culturais e turísticos, infra-estrutura social, e principais atividades econômicas, temas abordados nesse estudo.

6.3.1 Histórico

A colonização da porção norte do Estado de São Paulo, de acordo com informações da Prefeitura de Américo Brasiliense (Prefeitura de Américo Brasiliense, 2006) e da Prefeitura de Araraquara

Imagem

Figura 01 – Croqui de localização da implantação do Pátio de Tutóia.
Figura 02 – Mapa de situação do Pátio de Tutóia.
Figura 04 – Concepção Funcional da Oficina de Locomotivas de Tutóia.  BASE  MACACOS 50 t BASE MACACOS 50 t  SUPRIMENTO E  REAPLICAÇÃO ÁREA DE SERVIÇOS
Figura 05 – Posto de Abastecimento de Diesel (PAD).
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