• Nenhum resultado encontrado

J Prática de leitura e escrita

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "J Prática de leitura e escrita"

Copied!
15
0
0

Texto

(1)

Prática de leitura e escrita

Nenhum motivo explica a guerra

Ensino Médio

1

J

ustificativa

A Prática de leitura aqui proposta busca fazer convergir em uma sequência de atividades coletivas dois 

eixos de trabalho: a temática da violência e das possibilidades de resolução de conflitos no cotidiano e o 

trabalho  com  diferentes  manifestações  artísticas  (que  envolvem  diferentes  linguagens  e  a  multimodalidade) como foco de análise e reflexão sobre a questão. 

No  que  se  refere  à  questão  da  violência,  há  que  se  destacar  a  amplitude  deste  debate  e,  portanto,  a  necessidade de fazermos desde já um recorte acerca das situações a serem focalizadas nesta Prática de 

leitura.  

Para  tanto,  recorreremos  de  forma  bastante  breve  a  uma  perspectiva  de  compreensão  da  violência 

enquanto fenômeno social e histórico, portanto produto e produtor das relações sociais2.  

Dessa forma, compreender e definir o que são atos violentos requer olhar, além da resultante do ato em  si,  para  o  contexto  em  que  ocorre  e  para  o  percurso  histórico  que  levou  à  compreensão  daquela  violência  enquanto  tal.  Por  exemplo,  o  trabalho  infantil,  na  época  da  Revolução  Industrial,  não  era  considerado situação de violência contra a criança tal como nos dias de hoje. 

De forma geral, se tomarmos basicamente o senso comum como parâmetro, teremos uma ideia de que  é violenta a situação em que há agressão física do outro, com intenção de causar dor ou sofrimento.   Mas, e se não há agressão física? Se a ação intencional de um, causa dor e sofrimento mental ao outro?  São  situações  de  agressões  verbais,  humilhações,  zombarias,  discriminações,  dentre  outras,  que,  não  incorrem  necessariamente  em  agressões  ao  corpo,  mas  que  constituem  microviolências  e  ações  discriminatórias (Abramovay, Cunha e Calaf, 2009).

São  para  essas  situações  cotidianas  que  pretendemos  jogar  luz  com  as  atividades  aqui  propostas.  Situações que, muitas vezes, passam despercebidas ou são tratadas com indiferença por aqueles que a  presenciam, o que dificulta sobremaneira a abordagem dessas situações na direção de uma resolução.   A  pesquisa  de  Abramovay  et  alli  (2009)  destaca  a  variabilidade  de  situações  de  violência  entre  os  diferentes  participantes  da  comunidade  escolar,  no  Distrito  Federal.  Apenas  para  ilustrar  a  forte  presença de atitudes violentas no espaço escolar, os dados da pesquisa mostram que 74,9% dos alunos         1  Elaborada por Marisa Vasconcelos Ferreira e Jacqueline Peixoto Barbosa.  2  Para aprofundar a leitura sobre o tema da violência, você pode ler a Introdução da publicação Revelando tramas, descobrindo segredos:  violência e convivência nas escolas, de Miriam Abramovay (coord.); Anna Lúcia Cunha e Priscila Pinto Calaf. Essa publicação traz dados de 

uma  pesquisa  realizada  em  escolas  de  Ensino  Fundamental  do  Distrito  Federal  que  buscou  elaborar  um  diagnóstico  acerca  dos  relacionamentos  entre  os  diferentes  atores  da  comunidade  escolar  e  as  violências  do  cotidiano.  A  pesquisa  está  disponível  em 

(2)

       

afirmam saber que ocorrem xingamentos nos espaços escolares, 45,3% já sofreram essa agressão verbal  e 31,3% reconhecem tê‐la praticado.  

O  xingamento  ainda,  se  focarmos  o  teor,  geralmente,  refere‐se  a  alguma  característica  pessoal  que  é  alvo  de  discriminação  ou  de  estereótipos.  Não  são  poucos  os  xingamentos  que  se  referem  a  negros,  mulheres, homossexuais, nordestinos, pessoas mais gordas ou magras etc.  

Fica, então, evidente a importância de trazer o tema para dentro da sala de aula, tendo em vista o papel  educativo  dessa  instituição  no  que  se  refere  à  formação  dos  cidadãos  responsáveis  pela  construção/consolidação de uma sociedade democrática.  

A  escola,  enquanto  espaço  de  convivência  de  pessoas  de  diversos  grupos  sociais,  é  espaço  legítimo  e  privilegiado  para  o  aprendizado  de  uma  convivência  menos  violenta  que,  para  tanto,  depende  da  construção da prática do diálogo e da resolução dos conflitos de formas não agressivas.  

Ressaltamos, ainda, que uma sociedade plural em ideias, formas de agir e de se relacionar, tem em sua  própria  constituição  o  conflito  e  a  contradição.  Esses  são  elementos  que  dinamizam  a  rede  e  a  organização social, portanto, tem valor fundamental em uma sociedade democrática. As formas de lidar  com os conflitos é que, se não pautadas no diálogo e no respeito à diferença, podem se tornar violentas.   O  trabalho  aqui  proposto  tem,  assim,  dentre  os  seus  objetivos,  propiciar  espaços  de  reflexão  e  de  sensibilização  de  alunos  e  professores  para  a  questão  das  violências  cotidianas,  sendo  desejável  a  proposição de caminhos concretos de estratégias de intervenção na sala de aula e, quiçá, na escola por  parte da turma. 

Para possibilitar a reflexão acerca da temática proposta, buscamos nas manifestações artístico‐culturais  produções  que  pudessem  levar  os  alunos  para  outros  contextos,  para  olhar  outras  experiências,  de  forma a ampliar a reflexão do seu próprio cotidiano.  

Essa ampliação, aqui proposta por meio do cinema, da música e da poesia, busca revelar a diversidade  social  e  cultural,  o  que,  por  sua  vez,  acaba  nos  colocando  em  um  lugar  de  estranhamento‐ reconhecimento de si e do outro.  

Nessa  direção,  buscamos  nas  palavras  de  Bazílio  e  Kramer3  a  importância  “humana”  da  experiência 

cultural: 

“Pensar  na  experiência  de  cultura  como  alternativa  significa  evocar  práticas  com  livros,  histórias,  filmes,  peças,  contos,  poemas,  imagens,  cenas,  roteiros,  pinturas,  fotos  ou  músicas,  compartilhando  sentimentos  e  reflexões,  plantando no ouvinte  a narrativa,  criando um  solo  comum  de  diálogo,  uma  comunidade, uma  coletividade.  O  que  torna uma situação uma experiência é entrar nessa corrente onde se compartilha, troca, aprende, brinca, chora e ri.  Experiências de produção cultural que têm dimensão artística são importantes porque são capazes de inquietar, de  provocar a reflexão para além do momento em que acontecem” (p. 102). 

É  nessa  direção  que  serão  propostas  as  atividades,  buscando  abrir  espaços  de  reflexão,  diálogo  e  comprometimento de todos na construção de relações mais solidárias e menos opressoras.  

No que se refere às práticas de leitura, podemos destacar, a partir de Rojo4, algumas capacidades que 

deverão ser mais contempladas quando da realização das atividades, a saber: 

 

(3)

3        

Das capacidades de compreensão: 

‐  Generalização:  especialmente,  ao  assistir  ao  filme,  os  alunos  serão  levados  para  um  contexto  sócio‐ histórico específico, mas que apresenta proximidades com outros contextos. Há informações, ideias que  deverão ser relacionadas com situações mais próximas de vida dos alunos, portanto serão passíveis de  generalizações e, certamente, ponto de apoio nas análises junto à turma.  ‐ Produção de inferências globais: assim como todo texto, um filme ou uma música trazem implícitos  que precisam ser compreendidos para que se construam sentidos mais apropriados por parte do sujeito.     Das capacidades de apreciação e réplica:  

‐  Recuperação  do  contexto  de  produção  do  texto:  para  construir  uma  interpretação  acerca  das  produções  culturais,  os  alunos  precisam  responder  a  perguntas  do  tipo:  quem  é  o  autor  dessa  história/música/poesia? Que posição ocupa? Que ideologias assume e divulga? Para quem fala? Contra  o que fala? O que propõe? Essas e outras perguntas possibilitam uma reflexão mais contextualizada e,  portanto, dialogada (e crítica) do sujeito com as obras. 

‐  Percepção  de  relações  de  intertextualidade  e  de  interdiscursividade:  propõe‐se  aqui  relacionar  as  produções  trabalhadas  com  outras  obras  e  textos  que  possam  ampliar,  questionar,  enfim,  constituir  uma  rede  de  (o)posições  acerca  de  uma  temática,  garantindo  um  verdadeiro  diálogo  em  torno  de  questões propostas. 

‐  Percepção  de  outras  linguagens:  a  própria  proposição  de  trabalho  com  filme,  música  e  poesia  possibilita a percepção da pluralidade de linguagens em torno das práticas letradas. 

‐ Elaboração de apreciações estéticas e/ou afetivas: a produção cultural, conforme vimos destacando,  abre espaço para a construção dessas capacidades, já que, por excelência, busca acessar sentimentos e  percepções do outro em torno de uma experiência de vida apresentada no cinema, no livro, na música...   ‐  Elaboração  de  apreciações  relativas  a  valores  éticos  e/ou  políticos:  a  temática  aqui  abordada  (e,  esperamos  também,  que  a  forma  de  abordagem  proposta)  poderá  abrir  espaço  para  uma  série  de  discussões em torno de concordâncias, discordâncias, críticas etc. 

  

Importa,  por  fim,  destacar  que  a  finalidade  de  uma  Prática  de  leitura  com  essas  características  busca  propiciar  a  alunos  e  professores  a  oportunidade  de  construírem  em  sala  de  aula  espaços  de  diálogo,  pautados pela vivência democrática, solidária e respeitosa das singularidades.

 

4

 Adaptado de ROJO, Roxane. Letramento e capacidades de leitura para a cidadania. São Paulo: SEE: CENP, 2004. Texto apresentado em  Congresso realizado em maio de 2004. 

(4)

O

bjetivos

Espera‐se que por meio desta atividade os alunos:  

• dialoguem  e  construam  espaços  de  reflexão  acerca  de  temas  importantes  para  a  experiência  coletiva; 

• coloquem‐se criticamente, reconhecendo diferentes posições ideológicas e formas de lidar com a  diferença;  

• experimentem,  por  meio  de  manifestações  artístico‐culturais,  sentimentos  e  percepções  em  relação a si e aos outros; 

• desenvolvam  capacidades  de  compreensão,  apreciação  e  réplica,  a  partir  de  diferentes  textos  e  linguagens.  

O

rganização das aulas

Esta sequência de atividades propõe a organização do trabalho em 6 aulas (mais uma opcional), sendo  desejável  que  a  segunda,  na  qual  deverá  ser  veiculado  o  filme  Escritores  da  liberdade,  seja  uma  “dobradinha”.  Vale  ressaltar  que,  o  número  de  aulas  está  diretamente  condicionado  ao  seu  ritmo  de  trabalho com a turma. Portanto, avalie quais aulas precisarão ser condensadas ou ampliadas. 

No decorrer deste trabalho, haverá vários momentos em que serão propostas discussões orais (sobre o  filme, a música, o artigo). Procure organizar junto com a turma estratégias que facilitem o diálogo em  sala de aula. Sugerimos, para esses momentos, organizar a sala de aula, se for possível, em um círculo,  dando ao espaço um desenho de roda de conversa.  

Q

uadro síntese das aulas

Em  função  do  tempo  disponível  e  das  características  do  seu  grupo/classe,  você  pode  deixar  de  dar  alguma aula ou estender os temas para mais de uma aula.            

(5)

AULA 1  AULA 2  Aproximações ao tema: “e quando  pensamos diferente?”    Poemas de Mário Quintana e Carlos  Drummond de Andrade sobre os pontos de  vista.  Diversidade cultural e direitos humanos.    Artigo de opinião de Antônio Cícero: Os  limites da diversidade cultural.  AULAS 3, 4 E 5  AULA 6  Quando o diálogo toma o lugar do conflito.    Filme: Escritores da liberdade   Muito perto da gente: tem quem queira  guerra e quem queira paz.    Música: “Nenhum motivo explica a  guerra” 

R

ecursos necessários

Quantidade  Material  Valor Estimado 

01  DVD Escritores da liberdade  R$ 19,90  01  CD Nenhum motivo explica a guerra, AfroReggae  R$ 24,90  Número de  alunos  Fotocópias (das atividades propostas, dos poemas, das letras das  canções e do(s) artigo(s) de opinião e demais textos propostos nas  atividades)  R$0,12 (a cópia)  01  Cartucho de tinta para impressora    05  Folhas de papel kraft   

P

rovidências Necessárias

‐ Reservar aparelhos para a exibição do vídeo e para a audição da canção.  ‐ Imprimir e xerocopiar os textos e atividades a serem utilizados em sala de aula para os alunos.     

(6)

A

ções

Aula 1

Aproximações ao tema: “e quando pensamos diferente?”

Nesta  aula  serão  lidos  poemas  de  autores  consagrados  (Mário  Quintana  e  Carlos  Drummond  de  Andrade), abordando a temática dos diferentes pontos de vista.  Momento 1: Divida a classe em grupos de 4 a 5 alunos. Proponha que leiam os poemas e conversem  sobre as questões propostas no Anexo 1 – Discutindo sobre os pontos de vista: na poesia e na vida. Para  tanto, providencie a impressão do Anexo 1 e dos poemas:  • “Dos pontos de vista”, de Mário Quintana, disponível em: http://www.pensador.info/p/acaso/2/   • “Verdade”, Carlos Drummond de Andrade, disponível em:  http://www.memoriaviva.com.br/drummond/poema072.htm   A ideia nesta atividade é destacar a presença do assunto na arte e na vida, já que as relações entre as  pessoas são marcadas por pontos de vista concordantes (que acabam por propiciar identificações entre  as pessoas, como nos diferentes grupos sociais) e discordantes (que, se não forem aceitos e respeitados,  podem gerar situações de conflito e, no limite, de agressões).  Em Mário Quintana, duas personagens diferentes são criadas, a mosca e a aranha, para apresentar dois  pontos de vista em relação a uma mesma situação. O poema de Drummond segue na mesma direção,  indicando a miopia de cada um como sendo a possibilidade de opção por determinada opinião.  Deixe para abordar os movimentos de identificação e contraposição de opiniões após a leitura, já que é  um possível recorte dos diferentes pontos de vista.  Você pode sugerir ainda que alguns alunos, após um primeiro contato com o poema, se preparem para  declamá‐lo,  procurando  interpretá‐lo,  modificando  inclusive  a  voz  ao  se  referir  às  diferentes  vozes/posições  (questão  7).  A  possibilidade  de  contrastar  diferentes  leituras  de  um  mesmo  aluno  ou  alunos  diferentes,  relacionando  elementos  suprassegmentais  com  aspectos  do  significado  também  permite a exploração de um importante aspecto da dimensão estética. 

Peça  aos  alunos  que  registrem  os  principais  pontos  da  discussão  que  decorrerem  das  questões  propostas  na  atividade.  Para  melhor  organização,  sugira  aos  alunos  que  elejam  um  responsável  pelo  registro, que também apresentará para a turma as conclusões do grupo no Momento 2 da aula. 

 

Momento  2:  Agora,  com  toda  a  turma,  peça  para  que  os  redatores  dos  grupos  relatem  os  principais 

aspectos  destacados  na  discussão  dos  pequenos  grupos.  A  ideia  é  que,  no  decorrer  desta  aula,  já  se  enfatize que o não respeito aos diferentes modos de pensar, de agir, de ser e viver pode gerar situações  de violência. Dê voz aos representantes dos grupos que irão declamar as poesias. 

Importa  ainda  destacar  que  elementos  de  contradição  nessa  discussão  também  vão  aparecer.  Por  exemplo,  uma  questão  é:  toda  ideia  tem  que  ser  aceita?  E  se  essa  ideia  é  violenta  contra  um  outro 

(7)

indivíduo? Essa discussão, professor, já prepara a leitura do artigo de opinião Os limites da diversidade 

cultural,  de  Antônio  Cícero5,  que  deverá  ocorrer  na  outra  aula.  Nesse  texto,  o  autor  afirma  que  os  direitos humanos devem se sobrepor ao direito à diversidade.  

Ainda nesta atividade, elabore um registro coletivo com as principais questões levantadas pelos alunos.  Seria interessante fazer esse registro em folhas de papel kraft para que seja possível mantê‐lo em sala  de aula durante o desenvolvimento do trabalho. Uma parte dele, numa área específica do papel, pode  ser  a escrita  de  uma  ou  duas  frases  sínteses  da  classe  a respeito  do  mais  importante  a  ser  destacado  nessa aula. 

 

Aula 2

Diversidade cultural e direitos humanos

Nesta  aula  será  lido  um  artigo  de  opinião  de  Antônio  Cícero:  Os  limites  da  diversidade  cultural,  disponível em:   

• http://www.cronopios.com.br/site/artigos.asp?id=2993. 

Momento 1: leitura do artigo. 

Proponha  que  leiam  o  artigo,  procurando  perceber  se  o  autor  defende  a  diversidade  cultural  em  qualquer contexto ou não.  

 

Momento 2: discussão do artigo. 

Deixe  que  os  alunos  comentem  livremente  o  texto,  respondendo  à  questão  proposta  e  reportando  outras ideias mais centrais: 

• Desafie‐os  a  formular  a  questão  polêmica  por  detrás  do  artigo  (os  direitos  humanos  devem  se 

sobrepor  à  diversidade  cultural?  Ou  a  diversidade  cultural  pode  se  sobrepor  aos  direitos  humanos?), a explicitar o posicionamento do autor (sim, os direitos humanos devem se sobrepor;  não, a diversidade cultural não pode se sobrepor aos direitos humanos) e a indicar pelos menos  um argumento utilizado. Garanta que seus alunos conheçam a Declaração dos Direitos Humanose, se houver interesse, a própria Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural da UNESCO7, já  que precisarão de alguns elementos prévios para a discussão sobre esse tema.    • Destaque o conceito de cultura que aparece no 1º parágrafo e o sentido de usar o termo no plural  (são várias as culturas).  • Peça que se posicionem frente à questão.  • Registre as principais questões levantadas e as frases sínteses da classe (uma ou duas).         5 Disponível em http://www.cronopios.com.br/site/artigos.asp?id=2993.   6  Disponível em http://www.onu‐brasil.org.br/documentos_direitoshumanos.php.  7  Disponível em http://unesdoc.unesco.org/images/0012/001271/127160por.pdf.   

(8)

Momento 3: produção do artigo de opinião. 

Se  houver  tempo  (será  necessária  outra  aula),  proponha  a  escrita  de  um  artigo  de  opinião  que  tenha  como pano de fundo a temática da diversidade cultural. Essa atividade pode também ser a última desta  prática.  

• Retome as características de um artigo de opinião já trabalhadas. 

• Forneça elementos de um contexto de produção do artigo: “Imagine que você escreverá um artigo  de  opinião  que  será  publicado  num  grande  jornal  da  sua  cidade,  discutindo  questões  ligadas  à 

diversidade cultural e/ou aos direitos humanos. Antes de mais nada, você deverá deixar clara qual 

a questão que irá discutir” (colocar alguns exemplos, como os que se seguem). 

• Algumas situações da vida social podem ser recortadas como possíveis questões controversas. A  seguir,  sugerimos  algumas  dessas  situações  (que  devem  ser  complementadas  por  você  e  pela  classe) e alguns sites que fornecem informações/dados/opiniões, na perspectiva de alimentar – do  ponto de vista do conteúdo – a produção do artigo de opinião: 

¾ A diversidade cultural deve ser respeitada a qualquer custo?  

Nesse  caso,  trata‐se  da  escrita  de  um  artigo  com  o  mesmo  recorte  de  questão  do  artigo  lido.  Da  mesma  forma  que  o  autor  do  artigo  se  serve  do  exemplo  de  um  juiz  que  (injustamente, do ponto de vista dos direitos humanos) deu ganho de causa a um marido  que batia na mulher, seguindo certas tradições, sugira que o aluno utilize outros exemplos  para defender sua posição.  ¾ Deve‐se proibir ou não o baile funk?   http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u594525.shtml  http://www.cufa.org.br/in.php?id=2009/mat09_148  ¾ O Brasil é ou não racista?  http://pt.wikipedia.org/wiki/Racismo   http://pt.wikipedia.org/wiki/Racismo#Brasil   http://pt.wikipedia.org/wiki/Democracia_racial_no_Brasil   http://cufamaranhao.blogspot.com/2009/06/racismo‐no‐brasil‐na‐pratica.html  ¾ Há profissões masculinas e profissões femininas?  http://diplo.uol.com.br/2007‐06,a1598  http://www.estadao.com.br/suplementos/not_sup297149,0.htm  ¾ Os homens têm direitos sobre as mulheres?  http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=618586     

(9)

9  • Promova uma possibilidade de reescrita do artigo, após a devolutiva da primeira versão.  • Proponha a troca de artigos entre os alunos de forma que cada um tenha o seu artigo lido por  alguém. Para finalizar, proponha a leitura de um ou dois para a classe, seguida de comentários.   

Aulas 3, 4 e 5

Quando o diálogo toma lugar do conflito

Ao longo destas aulas, será exibido o filme Escritores da liberdade, a fim de proporcionar elementos  para uma discussão oral com os alunos. Providencie cópias para os alunos do Anexo 2 – Roteiro de 

trabalho com o filme Escritores da liberdade. 

Momento  1:  apresente  para  os  alunos  a  proposta  do  dia  que  será  assistir  ao  filme  Escritores  da 

liberdade. Esse filme tem direção de Richard LaGravanese e se baseia em uma história real.  

O  filme  é  estrelado  pela  atriz  Hilary  Swank,  que  faz  o  papel  de  uma  professora  em  uma  escola  dos  Estados  Unidos.  Ela  tenta  encontrar  estratégias  de  ensino  e  de  relacionamento  com  sua  turma  de  alunos. 

É importante resgatar com os alunos algumas informações que dão fundamento para a compreensão do  filme.  

A  primeira,  que  é  anunciada  logo  no  início  do  filme,  diz  respeito  aos  altos  níveis  de  violência  e  de  conflitos étnicos, característicos do cenário americano (e de outros lugares no mundo). 

A segunda é que o filme é baseado no livro O diário dos escritores da liberdade e resgata fatos de uma  história real vivida pela professora Erin Gruwell e sua primeira turma de alunos.  

Por fim, oriente os alunos a lerem o Roteiro de trabalho com o filme Escritores da liberdade, antes de  começar  a  exibição.  Será  necessário  que  eles  orientem  um  pouco  o  olhar  a  partir  das  perguntas  do  roteiro, de forma a poder ter subsídios para a discussão que será realizada posteriormente. 

Professor:  É  fundamental  que  você  possa  assistir  ao  filme  integralmente  antes  de  veiculá‐lo  aos  alunos. Após assistir ao filme, não deixe de ver os extras que acompanham o DVD. Neles é possível  encontrar informações importantes que podem ser apresentadas por você aos alunos, antes e depois  da exibição do filme.    Momento 2: discussão oral.  Após a veiculação do filme, organize na sala ou em outro espaço da escola que achar conveniente uma  roda de conversa, na qual você e os alunos possam comentar o filme.  

Inicialmente,  peça  que  relatem  impressões  e  sentimentos  mais  gerais  a  respeito  da  história.  É  muito  importante  abrir  esse  espaço  para  que  você  possa  se  aproximar  das  emoções  que  emergiram  em  seus  alunos com o filme. Faça seus comentários também.  

Após esse primeiro momento, vá trabalhando o roteiro de questões que leram antes da veiculação do  filme e que deve ter norteado anotações dos alunos. 

Ao final da aula, procure fazer um fechamento que destaque a importância de olhar mais atentamente para  as relações entre as pessoas e para aquelas situações que reafirmam conflitos e violências. É interessante 

(10)

também destacar com os alunos as estratégias que a professora engendrou no filme para garantir na sala de  aula a troca, o diálogo e o respeito entre os alunos. Não se esqueça das anotações no papel kraft. 

 

Sugestão para finalizar o projeto: 

É bastante comum encontrarmos comentários dos espectadores a respeito dos filmes em jornais, sites,  revistas  e  outros  meios  de  comunicação.  Que  tal  propor  aos  seus  alunos  comentários  sobre  o  filme 

Escritores da liberdade? Se for fácil o acesso à internet, sugira que publiquem os comentários em sites 

especializados em cinema. Uma sugestão:  

http://epipoca.uol.com.br/filmes_detalhes.php?idf=12872 

Obs.:  Sites  como  este  exigem  cadastro  para  postar  comentários.  Assim,  será  necessário  trabalhar  o  preenchimento de cadastros com os alunos, caso eles não saibam fazê‐lo. 

Aula 6

Muito perto da gente: tem quem queira guerra e quem queira paz

A  partir  da  apreciação  da  letra  de  uma  canção,  discutir  a  questão  da  motivação  que  pode  levar  a  conflitos  e  das  possibilidades  de  superação  desses  por  meio  da  arte  e  da  cultura.  Providencie  o  CD,  cópias do Anexo 3 e da letra da canção proposta, que pode ser encontrada em: 

http://afroreggae.musicas.mus.br/letras/455841/.  

Há outros sites de letras de músicas que podem ser pesquisados. 

Momento  1:  a  canção  que  vamos  trabalhar  nesta  atividade  é  mais  uma  produção  cultural  que  dará 

possibilidade à reflexão a respeito das violências e das guerras que marcam o cotidiano e também de  caminhos trilhados para a mudança desse cenário. Essa canção, ao mesmo tempo em que defende que  nenhum motivo explica a guerra, lista uma série de argumentos que têm sido utilizados na História para  justificar guerras e conflitos. 

Para  realizar  esta  atividade,  deve  ser  providenciado  o  CD  Nenhum  motivo  explica  a  guerra,  da  banda  AfroReggae, disponível para venda em lojas especializadas.  

Previamente  ao  trabalho  com  a  canção  em  sala  de  aula,  faça  com  a  turma  um  levantamento  perguntando  se  conhecem  o  trabalho  do  Grupo  Cultural  AfroReggae.  É  bastante  provável  que  muitos  dos  alunos  já  conheçam,  especialmente  a  banda  AfroReggae.  Proponha  que,  se  tiverem  curiosidade,  procurem conhecer os trabalhos desenvolvidos por esse grupo, além do trabalho da banda. Proponha  que os alunos, em uma primeira oportunidade, acessem o site www.afroreggae.org.br.  Ao realizar essa pesquisa, os alunos encontrarão um trabalho significativo do Grupo Cultural AfroReggae  em comunidades populares do Rio de Janeiro, que visa a possibilitar o acesso a:  (...) educação, cultura e arte a territórios marcados pela violência policial e do narcotráfico, com  a marca institucional de conseguir criar alternativas de emprego e lazer. Enquanto alguns poucos  que podem blindam seus carros e transformam suas casas em fortificações cercadas de sistemas  de  vigilância,  para  terem  a  ilusão  de  que  estão  protegidos,  o  AfroReggae  vem  trabalhando  ao  longo  dos  anos  no  sentido  de  romper  com  os  abismos  que  separam  negros  e  brancos,  ricos  e 

(11)

11 

pobres,  na  certeza  de  que  esta  é  a  única  alternativa  para  que  se  possa  construir  uma  paz  duradoura (retirado de http://www.afroreggae.org.br/sec_historia.php em agosto/09) Essa contextualização dará possibilidade para se compreender melhor a motivação do grupo em cantar  “Nenhum motivo explica a guerra”, ocasião em que seus integrantes se posicionam de forma contrária a  qualquer guerra.   Essa canção tem letra de Arnaldo Antunes e música de Altair, Ando, Chico Neves, Cosme Augusto, Jairo  Cliff e Joel Dias (componentes do AfroReggae).   Nas palavras do AfroReggae, a legitimidade da banda em cantar a situação de “guerra” está posta pelo  fato de ser uma problemática vivida no lugar de origem e de intervenção do grupo.   

Uma  de  suas  características  [da  banda  AfroReggae]  é  a  de  ter  sido  forjada  no  espaço  contraditório da favela. Espaço que é o da riqueza cultural, da solidariedade, da estética radical  das  produções  do  campo  popular.  Mas  também  é  o  espaço  conflagrado.  Afinal,  como  exemplificado no início, a guerra também faz parte do seu cotidiano. Por isso é tão oportuno o  lançamento do novo disco, e do novo espetáculo, da Banda: “Nenhum motivo explica a guerra”.  

Retirado de http://www.afroreggae.org.br/sec_subgrupos.php?id=1&sec=subgrupo em Agosto/09.   

A canção “Nenhum motivo explica a guerra” é, então, uma forma bastante efetiva de assumir a posição  ideológica  do  grupo,  que  busca  agir  em  favor  da  criação  e  consolidação  de  ambientes  inclusivos  e  pautados na busca de uma paz atuante.  Na música, há alguns trechos em inglês, em que também são questionados os motivos de uma guerra, o  porquê e para que estamos lutando e imprimindo sofrimento a todos. Seria muito interessante pedir a  ajuda de um professor de Inglês da escola para trabalhar esse trecho da música junto aos alunos.   Para conhecer um pouco mais sobre o disco e a música “Nenhum motivo explica a guerra”, você pode  acessar o endereço http://www.afroreggae.org.br/sec_subgrupos.php?id=1&sec=subgrupo.  Momento 2: discussão da canção.  Retome, coletivamente, os itens do Anexo 3 – Ouvindo música e refletindo: que motivos explicariam a  guerra? Discuta com os alunos os índices apresentados na questão 5 e conduza a discussão da questão  6, relacionando oralmente as propostas feitas.  

Explore  um  pouco  da  música  em  si.  Comente  sobre  a  mistura  de  ritmos  e  instrumentos.  Veja  se  os  alunos  conseguem  identificar  referências.  Caso  não  consigam,  selecione  algumas  informações  do  site 

http://www.afroreggae.org.br/sec_subgrupos.php?id=1&sec=subgrupo).  

Como nas aulas anteriores, produza registros no papel kraft. Ao final da aula, retome todos os registros,  como forma de recuperar o percurso feito. 

Ainda  nesta  aula,  aproveitando  que  você  terá  disponível  o  CD  em  sala,  selecione  mais  uma  ou  duas  canções  para  escutar  e  comentar  com  seu  grupo  de  alunos.  Não  deixe  de  imprimir  cópias  das  letras  dessas músicas, de forma a possibilitar que acompanhem efetivamente a canção. 

Duas músicas do disco são especialmente interessantes para continuar a reflexão sobre a temática da  oficina. 

(12)

A  primeira,  “Haiti”,  de  Gilberto  Gil  e  Caetano  Veloso,  traz  elementos  importantes  para  analisar  o  racismo, bastante presente nas relações sociais, que atravessa e condiciona situações de vida desiguais  para os diferentes grupos sociais.   A segunda, “Coisa de Negão”, com letra de Ando, Dinho e LG e música de Dinho, Cosme Augusto, Jairo  Cliff e Joel Dias, é uma canção de ritmo bastante envolvente que valoriza a cultura negra. Esse aspecto  traz à cena a busca do AfroReggae em valorizar a arte e a cultura afrobrasileiras.  Essa música propicia um clima motivador e animado para terminar a aula com o foco na valorização de  si e do outro, condição fundamental para a instauração de espaços de diálogo e troca entre as pessoas.   É  importante  relacionar  a  experiência  com  a  cultura,  produção  eminentemente  humana,  com  a  possibilidade  de  criação  e  vivência  em  comunidade,  de  um  mundo  compartilhado  e  interessado  na  melhoria  de  vida  de  todos.  Para  tanto,  há  que  se  lidar  com  os  conflitos  e  as  discordâncias  de  formas  menos bélicas e destrutivas. Assim, por meio da arte e da cultura e do olhar para a experiência humana 

(13)

13 

Anexo 1

Discutindo sobre os pontos de vista: na poesia e na vida 

Seu professor vai distribuir dois poemas. Em grupos, vocês irão discutir questões sobre os poemas lidos.  Um membro do grupo deverá se responsabilizar pelo registro das discussões e por apresentá‐las para a  classe.  Leiam o poema “Dos pontos de vista”, de Mário Quintana:  1. Por que a mosca declara não acreditar em Deus?  2. Como a aranha se refere a Deus? Ela declara que acredita em Deus? Por quê?      Agora leiam o poema “A verdade”, de Carlos Drummond de Andrade:   3. O que esses poemas possuem em comum?  4. A partir dos títulos dos poemas, escrevam uma frase que sintetize a ideia central desses textos.   5. Há  algum  limite  para  diferenças  em  termos  de  percepções?  Há  “verdades”  que  devem  ser  aceitas 

por todas as pessoas? Quais? Por quê? 

6. No  seu  grupo  de  amigos,  há  pessoas  que  pensam/agem/comportam‐se  de  forma  diferente  da  maioria? Essas diferenças influenciam a forma como essas pessoas tratam as outras e são tratadas?   

Agora,  um  aluno  de  cada  grupo  vai  ser  preparar  para  declamar  um  dos  poemas  para  o  restante  da  classe.  O  restante  do  grupo  vai  ajudar  na  escolha  e  na  preparação.  É  importante  que  se  façam  várias  leituras em voz baixa (para o grupo), buscando uma declamação que mais se ajuste à interpretação do  poema.  Cuide  do  ritmo,  da  altura  da  voz  e  da  entonação.  Mudar  de  voz  para  fazer  diferentes  personagens pode ajudar. 

 

(14)

Anexo 2

Roteiro de trabalho com o filme Escritores da liberdade 

Você  assistirá  ao  filme  Escritores  da  liberdade,  de  Richard  LaGravenese.  No  decorrer  do  filme,  vá  fazendo  anotações  sobre  suas  percepções  em  relação  à  produção,  assim  como  reflexões  decorrentes  das questões deste roteiro.   Lembrando que essas questões servem apenas como pontos para reflexão, que podem ajudar a se olhar  o filme de forma mais atenta, principalmente no que diz respeito às temáticas que vêm sendo discutidas  em sala de aula.    Antes de ver o filme:  Procure observar como os diferentes grupos se organizam no espaço escolar, como vão se constituindo  e os argumentos que utilizam para manter os conflitos, as guerras. Observe também como e por que as  relações entre os grupos de alunos vão se modificando.    Depois de ver o filme – para discutir com a classe:     1) Que percepção a escola tem dos alunos da turma de Erin Gruwell?  2) Como os alunos percebem os professores da escola? 

3) Que  reação  Erin  Gruwell  tem  ao  ver  o  desenho  estereotipado  de  Jamal?  A  professora  faz  uma  provocação  “comparando”  as  gangues  de  rua  à  “gangue  do  nazismo”  e  acaba  por  desenvolver  algumas atividades em torno da questão do nazismo e dos crimes contra as pessoas motivados por  preconceitos. Que sentimentos parecem ter emergido com a proposta de atividades da professora?    4) O que o “Jogo da linha” permite observar? Ele distancia ou aproxima as pessoas? Por quê?    5) Por que a proposta de escrita do diário acabou tendo a adesão de todos os alunos?     6) O filme apresenta diferentes relatos de experiências, desde a da própria professora Erin Gruwell, as 

de  seus  alunos,  até  as  experiências  dos  sobreviventes  do  Holocausto.  Em  que  narrar  suas  experiências e ouvir as experiências dos outros parece ter influenciado as relações entre os próprios  alunos e entre os alunos e a professora?

(15)

15         

Anexo 3

Ouvindo música e refletindo: que motivos explicariam a guerra? 

Atividade em sala de aula:  

Vocês  deverão  escutar  a  música  e  acompanhar  a  letra  impressa,  indicando  reflexões  que  considerem  importantes para a conversa que será realizada a partir da pergunta: que motivos explicam a guerra?   1. A que guerras a letra da canção parece estar se referindo?  2. Quais argumentos, que buscam justificar a guerra, são combatidos na música? Você relaciona algum  deles a conflitos do cotidiano e da história do mundo?  3. No contexto da canção, explique, com exemplos, o que o autor quer dizer com:  • Ninguém tem que fazer o que não quer  • Ninguém precisa ser o que não é  • Ninguém tem que seguir o que não crê  4. Se não for por meio da guerra ou de atos violentos, como resolver/mediar conflitos, de forma que os  diferentes pontos de vista possam ser respeitados, mas que também estejam garantidos os direitos  humanos? 

5. Uma  recente  pesquisa  sobre  violência  realizada  nas  escolas  públicas  de  Brasília8  traz  os  seguintes 

dados:  • 74,9% dos alunos afirmam saber que ocorrem xingamentos nos espaços escolares;  • 45,3% já sofreram essa agressão verbal; e  • 31,3% reconhecem tê‐la praticado.   Esses xingamentos, em geral, referem‐se a alguma característica pessoal que é alvo de discriminação ou  de estereótipos – fazem menção a negros, mulheres, homossexuais, nordestinos, pessoas mais gordas  ou magras etc.  

6. E  na  sua  escola,  essa  é  uma  realidade  comum?  Junto  com  seus  colegas  e  professor(a),  procure  relacionar algumas estratégias concretas de intervenção no espaço da sala de aula e, se for possível,  da sua escola, que possam facilitar as relações interpessoais e minimizar atitudes agressivas.    8  Trata‐se da pesquisa Revelando tramas, descobrindo segredos: violência e convivência nas escolas, de Miriam Abramovay (coord.); Anna  Lúcia Cunha e Priscila Pinto Calaf, disponível em http://www.ritla.net/index.php?option=com_content&task=view&id=5512&Itemid=1.   

Referências

Documentos relacionados

A cidade de Borborema – PB é uma das cidades da Paraíba que não possui um sistema gerido pela CAGEPA, fazendo com que os moradores não possuam um satisfatório sistema de

prévio, é eficaz no controle dos sintomas motores nos pri-meiros dois anos da doença.(23,49) Em pacientes com doença avançada em uso de le- vodopa, mostrou-se eficaz no controle das

leitura  de  cada  trecho,  o  aluno  fica  conhecendo  algumas  questões  que  apontam  diferentes  focos  de  observação.  Assim,  ao  longo  dos 

Nesse,  sentido,  considerando  o  desenvolvimento  das  capacidades  leitoras,  todo  trabalho  que 

(Antonio Candido, “O direito à literatura”, 1995 2 )  Procuraremos,  nesta  justificativa,  responder  a  três  perguntas:  Por  que  trabalhar  com  poesia? 

A  fotonovela  é  uma  forma  bem  particular  de  contar  uma  história  que  mistura  quadrinhos,  novela  e  fotografia.  A  fotonovela  permite  aos 

Agora é só diversão! Você só tem de seguir o seu storyboard e fotografar. Não se esqueça dos figurinos  e  do  cenário.  Combine  com  seu  grupo  onde  e 

Durante  a  análise  das  linguagens  que  se  combinam  na  composição  do  vídeo,  será