A utilização do capim-santo (cymbopogon citratus) no tratamento da. hipertensão arterial- uma revisão integrativa

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A utilização do capim-santo (cymbopogon citratus) no tratamento da hipertensão arterial- uma revisão integrativa

Ana Débora Soleange Rodrigues Lins1 Emerson Rogério Costa Santiago 2 Resumo

A hipertensão arterial é uma doença crônica não transmissível (DCNT), multifatorial que atinge indivíduos de todas as idades, embora as pessoas idosas sejam as mais afetadas. A utilização das plantas para auxílio de diversas doenças é uma prática antiga em todo mundo. O presente estudo trata-se de uma revisão integrativa que teve como objetivo revisar sobre a utilização do capim santo no tratamento da hipertensão. Para a seleção dos artigos, utilizou-se as bases de dados da Scielo, Medline, Pubmed, Lilacs e repositórios acadêmicos. A amostra dessa revisão constituiu-se de quatro artigos. Após análise dos artigos incluídos na revisão, os resultados dos estudos apontaram que o capim santo promove efeitos vasorelaxante e cardioprotetor que parece ser devido a fitocompostos presentes nessa planta.

Palavras-chave: Capim-santo; Hipertensão; Cymbopogon citratus

1 Introdução

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma doença crônica não transmissível (DCNT) de etiologia multifatorial caracterizada por elevação sustentada do nível pressórico igual ou superior a 140 mmHg na pressão sistólica e/ou 90 mmHg na pressão diastólica. Valores esses obtidos a partir de métodos e condições adequadas e técnica correta, em pelo menos duas ocasiões diferentes, na ausência de medicação anti- hipertensiva (BARROSO et al, 2020).

Segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), a HAS é uma das doenças de maior prevalência mundial e representa um grave problema de saúde pública no país, não apenas por sua elevada prevalência, mas também pelos casos não diagnosticados ou não tratados de maneira adequada e ainda pelo alto índice de abandono do tratamento (SILVA, 2014).

1Centro Universitário da Vitória de Santo Antão-Univisa. Acadêmica do curso de Nutrição do Centro Universitário da Vitória de Santo antão-Univisa.debyday_22@hotmail.com

2 Centro Universitário da Vitória de Santo Antão-Univisa. Professor do curso de Nutrição do Centro Universitário da Vitória de Santo antão-Univisa. emersoncostasantiago@gmail.com

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De acordo com a Organização mundial de Saúde o aumento da pressão arterial atinge 1,13 bilhões de indivíduos em todo o mundo. E aproximadamente um terço dos adultos, tanto em países desenvolvidos quanto em desenvolvimento, possuem indivíduos hipertensos (WEBER et al., 2014).

As Diretrizes Brasileiras de Hipertensão (2020) apontam que, no Brasil, a frequência de hipertensão arterial (HÁ) aumenta com a idade, alcançando mais de 60%

na faixa etária de 65 anos ou mais para homens e mulheres.

Além de principal fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, a HAS também contribui direta ou indiretamente para 50% das mortes por doença cadiovascular, sendo ainda responsável por uma alta frequência de internações, com custos socioeconômicos elevados (NAKAMOTO, 2013).

Idade, sexo (principalmente feminino), etnia (prevalente em indivíduos de raça negra/cor preta), ingestão aumentada de sal e consumo de bebidas alcoólicas, tabagismo, estresse, níveis elevados de colesterol, excesso de peso e obesidade, sedentarismo, fatores socioeconômicos e a genética são tidos como fatores de risco para a hipertensão (BARROSO et al, 2020).

As Diretrizes Brasileiras de Hipertensão, (2020), para o tratamento da HAS, recomendam além de uma abordagem terapêutica medicamentosa há abordagens não medicamentosas que se relaciona com uma mudança no estilo de vida, onde se orienta prática de atividades físicas, controle do estresse, abandono do cigarro, controle na ingestão de sal, redução de bebidas com teor alcoólico, adoção de um plano alimentar saudável com a inserção de alimentos como as fibras, oleaginosas, vitamina D e laticínios.

Quanto à terapia fitoterápica, esta compreende os diferentes mecanismos de ação nos quais atuarão os seguintes agentes vegetais: anti-hipertensivos, diuréticos, hipolipemiantes, redutores da viscosidade e sedativos.

A utilização de plantas com propriedades medicinais é uma prática antiga em todo o mundo. Diferentes povos utilizavam plantas medicinais na tentativa de solucionar ou atenuar os problemas de saúde de cada época, sendo considerado o primeiro recurso terapêutico utilizado por grande parte da população. Isso se deve a seu baixo custo e facilidade de aquisição (SAAD et al, 2016).

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A propriedade anti-hipertensiva das plantas baseia-se na produção de metabólitos secundários que atuam sobre diferentes mecanismos, promovendo a diminuição da pressão arterial (ALONSO, 2008).

O capim santo (Cymbopogon citratus Stapf), também conhecido como, capim cidró, capim cidrilho, capim-limão, citronela-de-java dentre outros, é originário da Índia e do Sul da Ásia. Era utilizado pelos ingleses para substituição ao chá da Índia com a infusão das folhas frescas. A parte mais utilizada dessa planta é a folha, utilizada na forma de chá e o óleo essencial muito utilizado em perfumes e para fins terapêuticos. É uma planta que está presente na Farmacopéia Brasileira a partir da 4° edição (SAAD et al, 2016).

Estudos vêm mostrando a utilização do capim santo pela população brasileira em diversas ações terapêuticas. Nesse contexto, o objetivo deste trabalho é revisar sobre a utilização do capim santo no tratamento da hipertensão.

2 Metodologia

Trata-se de um estudo de revisão integrativa da literatura desenvolvido a partir da reunião e síntese de artigos científicos nos anos de 2010 a 2020. Para a pesquisa foram utilizados os seguintes descritores indexados em português ou inglês e suas combinações:

hipertensão ou hypertension, fitoterapia, capim santo, Cymbopogon Citratus nas bases de dados eletrônicos da PUBMED (PublicMedline), MEDLINE (Medical Literature Analysis and Retrieval Sistem on-line), SCIELO (Scientific Eletronic Library Online), LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde) e em repositórios acadêmicos.

Dentre os critérios de inclusão: estudos em humanos, estudos em animais, estudos transversais, de coorte, e de caso controle. Foram excluídos estudos de revisão de literatura, e estudos que não relacionavam a hipertensão com capim-santo ou estudos da utilização do capim-santo com outras patologias e artigos cujo ano não se enquadravam no período proposto pela pesquisa.

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Fluxograma 1 do processo de busca e seleção dos artigos

3 Resultados e Discussão

Na busca inicial foram encontrados 361 artigos. Após análise e todos os critérios de inclusão e exclusão a amostra obteve como resultado final 4 artigos (Dzeufiet et al.

2014; Moreira et e al, 2010; Maniçoba, 2013; Simões et e al, 2020). Numa leitura analítica a escolha se deu pela relação do capim santo com a hipertensão. O quadro 1 apresenta uma síntese dos achados nos estudos que compuseram a amostra.

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Quadro 1 – Síntese dos estudos que compuseram a amostra.

AUTOR/ANO OBJETIVO AMOSTRA/LOCAL METODOLOGIA PRINCIPAIS RESULTADOS DZEUFIET et

al., 2014 Avaliar os efeitos que o extrato aquoso obtido da mistura de folhas frescas

de Persea americana, caules e folhas frescas de

Cymbopogon citratus, frutas de Citrus medica e

mel produziu pela hipertensão induzida do

etanol e sacarose em ratos.

Foi realizado em 48 ratos Wistar albinos machos com idade entre 6 a 8 semanas e

pesando 150-160g antes do experimento.

Os ratos foram divididos em oito grupos de seis ratos

e diariamente tratados durante

cinco semanas consecutivas.

O extrato aquoso foi preparado a partir da

mistura da folha fresca de Persea americana (70g), Folha fresca e caules

de Cymbopogon citratus (110g), frutas de Citrus medica (300g) e mel

(500g).

O extrato aquoso utilizado nesse estudo demonstrou

potencial para prevenir a hipertensão induzida por etanol e sacarose

em ratos. Além disso, observou-se melhoria do estado

bioquímico e oxidativo, protegendo o fígado,

o rim e o endotélio vascular contra danos induzidos pelo

consumo crônico dessas substâncias.

MOREIRA,et e al, 2010

Avaliar os efeitos hipotensores e vasorelaxantes do óleo essencial do C. citratus

(OECC) em ratos.

Ratos Wistar machos (200-300 g).

O óleo essencial do Cymbopogon citratus foi obtido das folhas frescas por hidrodestilação.

Os medicamentos utilizados foram:

cloreto de acetilcolina (ACh), L-fenilefrina (Phe), NG-nitro-L-arginina,

cloreto de éster metílico (L-NAME),

sulfato de atropina, indometacina

(INDO), tetraetilamônio (TEA), cremóforo, tiopental sódico, sal sódico de heparina e

nifedipina.

Em ratos não anestesiados, as injeções do óleo

essencial do Cymbopogon citratus (OECC) induziu uma intensa

e transitória hipotensão associada

a braquicardia.

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Dzeufiet et al. (2014), realizaram um estudo para avaliar os efeitos anti- hipertensivos do extrato aquoso resultante da mistura de folhas frescas de Persea americana, caules e folhas frescas de Cymbopogon citratus, frutas de Citrus medica e mel por indução da hipertensão através de etanol-sacarose. O extrato aquoso mostrou-se eficiente como anti-hipertensivo prevenindo o aumento da pressão arterial e frequência cardíaca em ratos hipertensos com etanol-sacarose. Foi verificada a presença de MANIÇOBA,

2013

Avaliar os efeitos do óleo essencial do Cymbopogon citratus (OECC) sobre a pressão

arterial e frequência cardíaca em ratos

normotensos.

Foram utilizados machos Wistar machos pesando entre

200-300g.

Os ratos foram mantidos sob

condições ambientais de temperatura e ciclo

claro-escuro de 12horas, tendo livre acesso à alimentação

e água.

As folhas de Cymbopogon citratus foram lavadas e submetidas

à extração por arraste a vapor por

um período de 8 horas.

Ratos foram anestesiados com tiopental sódico e

cateteres de polietileno.

O óleo essencial do Cymbopogon citratus apresenta efeitos hipotensor e

braquicárdicos transitórios.

SIMÕES et e al, 2020

Avaliar a atividade vascular da infusão e frações do Cymbopogon

citratus nas artérias humanas e estudar o papel da ciclooxigenage

em seus efeitos vasorelaxantes.

Folhas de Cymbopogon citratus.

Segmentos de artérias torácicas internas colhidas pacientes

submetidos a revascularização

coronária.

A infusão foi obtida a partir da planta em pó dissolvida em água e fracionada.

As artérias humanas foram isoladas através da remoção

do tecido perivascular, cortados em anéis de

3mm e montado em câmaras de banho de

órgãos preenchidas com 10mL de Krebs-Henselleit

tampão de bicarbonato a 37°C, aerado com 95% O2/

5% CO2 e ajustado para pH 7,4.

A infusão do Cymbopogon citratus sugere que a

cicloxigenase pode estar envolvida no vasorelaxamento e que esses efeitos

vasorelaxantes podem estar relacionados aos taninos presentes nessa planta.

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fitocompostos, como flavonoides, alcaloides, taninos e compostos fenólicos entre as diferentes plantas medicinais e do mel usados no extrato aquoso. Foi identificado que o consumo crônico de etanol e/ ou sacarose aumentou significativamente a pressão arterial.

Os ratos que receberam o extrato aquoso por via oral apresentaram uma redução da pressão arterial e frequência cardíaca quando foram induzidos a um aumento da pressão arterial por etanol e consumo de sacarose. Os efeitos anti-hipertensivos desse extrato podem ser devido à presença dos fitoquímicos que são conhecidos por suas atividades vasorelaxantes e cardioprotetora. Mais estudos precisam ser realizados a fim de determinar o mecanismo exato de ação desse extrato aquoso.

Moreira et e al. (2010), realizaram um estudo em ratos normotensos não anestesiados que trouxe como resultados uma hipotensão associada a braquicardia através da indução por meio de injeções do óleo essencial do cymbopogon citratus (OECC). Essa hipotensão parece ter sido causada por uma diminuição da resistência da vascularização periférica e a braquicardia devido a ativação de receptores muscarínicos cardíacos, envolvendo, em parte, composto do sistema nervoso central. O vasorelaxamento induzido por OECC foi investigado usando anéis de endotélio funcional. O OECC induziu vasorelaxamento na artéria mesentérica de ratos possivelmente devido a uma inibição do influxo de ca2+ operados por tensão. No entanto, mais estudos são necessários para avaliar sua segurança e margem terapêutica antes do uso humano.

Maniçoba, (2013) realizou um estudo para avaliar os efeitos do óleo essencial do Cymbopogon citratus (OECC), sobre a hipertensão arterial e frequência cardíaca em ratos normotensos. Foi identificado que o efeito hipotensor pode estar associado com a diminuição da resistência vascular periférica. Essa resposta hipotensora pode ser causada por uma intensa vasodilatação causada por estimulação de receptores muscarínicos endoteliais. Mais estudos são necessários com o intuito de explicar mais mecanismos dessa planta.

Simões et e al. (2020), realizaram um estudo para avaliar a atividade vascular da infusão e principais frações de Cymbopogon citratus nas artérias humanas e para estudar o papel da ciclooxigenase (COX) em seus efeitos vasorelaxantes. A via da cicloxigenase pode estar envolvida no efeito vasorelaxante à infusão, porém essa via opode não ser o principal mecanismo de vasorelaxamento. Foi verificado que a infusão do Cymbopogon citratus exibe efeitos vasorelaxantes que podem estar relacionados principalmente pelos

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taninos presentes nessa espécie da planta. A fração desse composto apresentou maior efeito vasorelaxante quando comparado com ácidos fenólicos. Porém, além de confirmar a ação vasorelaxante, o estudo também mostrou que o extrato das folhas do Cymbopogon citratus pode conter agentes vasoconstritores. Mais estudos necessitam ser feitos a fim de esclarecer o uso dessa planta como anti-hipertensivo.

Tanto os estudos de Dzeufiet et al (2014) como os estudos de Simões (2020) mostraram que os efeitos anti-hipertensivos do capim santo parecem ser devido a presença de alguns fitocompostos presentes nas folhas, como os taninos. Esse composto apresentou em ambos os estudos efeitos vasorelaxantes nos estudos com os ratos.

Os estudos de Moreira (2010) e Maniçoba (2013), mostraram que o óleo essencial do Cymbopogon citatus (OECC) parece promover efeito hipotensor e braquicardia em ratos normotensos devido a redução da resistência vascular periférica e a ativação direta dos receptores muscarínicos.

4 Conclusões

A utilização das plantas com fins terapêuticos remonta de milhares anos. A fitoterapia, hoje em dia, surge como meio complementar dos tratamentos convencionais, oferecendo uma forma segura e com menos efeitos colaterais para tratamentos com doenças crônicas. As plantas que já são muito utilizadas costumam ser benéficas dentro das dosagens recomendadas, seguindo a posologia correta. Plantas contém centenas de componentes químicos diferentes que interagem de maneira bastante complexa. Faz- se necessário conhecer sob uma abordagem farmacológica os constituintes de cada planta para ter domínio em sua aplicabilidade.

O capim santo vem sendo estudado sob a ótica de diversas doenças ao longo dos anos. Na relação com a hipertensão, o capim santo apresenta poucos estudos a respeito, a maioria estudos em animais. Embora os estudos tenham mostrado que os fitocompostos mostrados na planta tenham efeito hipotensor, maiores estudos são necessários para trazer segurança à população.

5 Referências

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