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(2) FLÁVIO AUGUSTO MEFFE ANDREOLI. AVALIAÇÃO CEFALOMÉTRICA DA ESTABILIDADE DO TRATAMENTO COM O REGULADOR DE FUNÇÃO FRÄNKEL-2. Dissertação. apresentada. à. Universidade. Metodista de São Paulo, como parte dos requisitos. para. obtenção. do. Título. de. MESTRE pelo Programa de Pós-Graduação em ODONTOLOGIA. Área de concentração: Ortodontia Orientadora: Profa Drª. Fernanda Angelieri. São Bernardo do Campo 2008. i.
(3) FICHA CATALOGRÁFICA An25a. Andreoli, Flávio Augusto Meffe Avaliação cefalométrica da estabilidade do tratamento com o regulador de função Fränkel-2 / Flávio Augusto Meffe Andreoli. 2008. 176 f. Dissertação (mestrado em Ortodontia) -- Faculdade de Odontologia da Universidade Metodista de São Paulo, São Bernardo do Campo, 2008. Orientação: Fernanda Angelieri 1. Regulador de função Fränkel-2 2. Má oclusão 3. Ortodontia - Estabilidade 4. Ortopedia funcional dos maxilares I.Título. D.Black D4.
(4) FLÁVIO AUGUSTO MEFFE ANDREOLI. AVALIAÇÃO CEFALOMÉTRICA DA ESTABILIDADE DO TRATAMENTO COM O REGULADOR DE FUNÇÃO FRÄNKEL-2. Dissertação apresentada à Universidade Metodista de São Paulo, como parte dos requisitos para obtenção do Título de MESTRE pelo Programa de Pós-Graduação em ODONTOLOGIA.. Área de concentração: Ortodontia Data de defesa: 21 de fevereiro de 2008. Resultado: Aprovado. BANCA EXAMINADORA: Dra. Fernanda Angelieri ________________________________. Profa.Orientadora Profª. Drª.. Dra. Silvana Bommarito ________________________________. Profa. da instituição Prof.ª.Drª... Dr. Alexandre de Albuquerque Franco ________________________________. _____________. _____________ Prof. convidado. Prof. Dr.. _____________.
(5) DEDICATÓRIA.
(6) Dedicatória. A DEUS. Sentido mais profundo e razão equilibrada e serena do existir. Como é sublime a oportunidade de participação na escola e no teatro da vida. Quando me perdia com preocupações passageiras e tentava me reencontrar no meu “eu”, era lá que você estava, me mostrando que estes desafios eram momentos de superação existenciais para meu próprio crescimento, como ser humano perfeito e, ao mesmo tempo, incompleto e pequeno nas minhas convicções científicas.. Aos meus pais Lúcio Flávio e Maria Elizabet. Acho que não tenho palavras para agradecer todo o carinho, amor, dedicação e esforço destinados ao meu amadurecimento e crescimento como ser humano e profissional qualificado e digno. A força do exemplo de vocês já ficou marcada no meu coração para a vida que se abrirá nesta nova fase do meu existir. Procurei dedicar parte de minhas forças para ajudá-los, pois sempre enxerguei e considerei a renúncia que tiveram para criar as três pérolas raras de suas vidas. Perdão pelas cobranças sem sentido e pela falta de tempo que despendi neste meu esforço por tentar “ser alguém” e me ausentar dos diálogos sadios que sempre tivemos. Sempre estarei por perto, mesmo “distante” e viverei com amor e dedicação o que Deus me confiar, para deixar uma marca própria e com sentido e luz na humanidade. Descobri e compreendi que o prazer da liberdade só é real quando enxergamos a responsabilidade e a alegria da convivência simples e fraterna.. iii.
(7) Dedicatória. Meus irmãos Gustavo e Mariana. Vocês são importantes na minha história. Obrigado por confiarem em mim quando não tinha forças para enfrentar o que à vida me antecipou como desafio. Sempre que precisarem de algo tentarei ajudá-los nas minhas limitações. Que vocês alcancem a liberdade e se encontrem. Tenho muito orgulho e admiração pela qualidade de cada um e tento aprender o que os dois já superaram e ensinar o que a experiência me mostrou. Amo-os!. Meus avós Mario Andreoli, Maria Rosa Martins Andreoli, Horácio Meffe (in memorian) e Maria Rodrigues Meffe. A saudade de todos é imensa, pois adorava conversar e conviver momentos especiais. A educação ensinada passou por gerações e dela procurei absorver os bons ensinamentos. Vocês construíram dignidade em situações onde o “pouco” era saboreado com prazer e mostraram que a força do trabalho sempre inspira e edifica o homem. Obrigado pelo esforço de vocês, mesmo em sítios e no frio das montanhas.. Minha sobrinha e afilhada Ana Clara de Carvalho Andreoli.. Nova vida que chegou em nosso meio, mostrando. valores e novos significados que estavam adormecidos no meu espírito. Você é especial e única e, com certeza, curtiremos muito ainda a nossa convivência.. iv.
(8) Dedicatória. Aos amigos e orientadores espirituais. “Acredito que no ato de ensinar seja necessário sublimar as próprias incertezas e limitações para poder passar uma mensagem. Aprendo muito mais de mim e do mundo ao ensinar e ouvir meu semelhante e o meu eu interior, do que ao transmitir uma pequena parcela da “certeza” que minha razão adquiriu pela experimentação. Gostaria de poder “ser professor” para aprender a ser uma pessoa melhor com a minha própria consciência e, desta maneira, ajudar a humanidade a evoluir junto com minhas pequenas descobertas, alegrias e dores, que eu, sozinho, tive que aprender com a escola da vida” (Flávio Augusto / 2007). Obrigado pelos conselhos intuitivos e pelo apoio de luz, quando enxergava somente “nuvens”. Compreendi que a finalidade de servir deve sempre preponderar sobre o orgulho cego. “Não precisamos nem mesmo nos arriscar sozinhos na aventura, pois os heróis de todos os tempos já foram a nossa frente... O labirinto é bem conhecido.... Só temos que seguir os passos do herói.... E onde pensávamos encontrar algo abominável, encontraremos um Deus... E onde pensávamos que teríamos de matar alguém..., teremos de matar a nós mesmos.... E quando pensávamos em viajar para fora, ... nos encontraremos dentro do nosso próprio centro vital, somatória do consciente e inconsciente.... E quando pensávamos estar sozinhos,... Estaremos em companhia do mundo inteiro”. (Joseph Campbell – O herói de mil faces) “Enquanto a Ciência e a Filosofia operam o trabalho da experimentação e do raciocínio, a Religião edifica e ilumina os pensamentos. As primeiras se irmanam na Sabedoria, à segunda personifica o Amor, as duas asas divinas com que a alma humana penetrará, um dia, nos pórticos sagrados da espiritualidade. Assim, pode-se interpretar a Religião nas atividades da vida, em face da Ciência e da Filosofia”. (Francisco Cândido Xavier) “Emmanuel” (O Consolador). v.
(9) AGRADECIMENTOS ESPECIAIS.
(10) Agradecimentos Especiais. A minha orientadora. Profa. Dra. Fernanda Angelieri Aprendi que a inteligência humana, direcionada ao conhecimento ortopédico e ortodôntico, se constitui dos esforços da clínica diária, aprendidos pela experimentação, aliado à determinação e linha de raciocínio, baseada nas evidências científicas, quer por meio da comparação de amostras, em seus resultados estatísticos ou na tentativa de homogeneizar grupos para que os resultados sejam mais fiéis e aplicados com mais “segurança” na prática cotidiana. Em ambas as situações será necessário coragem para tentar controlar o que não é possível ter a certeza absoluta de estar sob nosso domínio técnico. O uso do “eu” consciente e na liderança de nós mesmos, deverá preponderar sobre suposições místicas, embora eu tenha a sensação de que no fundo de uma conduta, embora não tenhamos noção disto, esteja à liderança e a força de nosso “eu” interior, representado por uma ideologia cósmica e transcendental a qualquer pensamento humano. “A fé sem a razão torna-se cega; e a razão sem a fé, torna homens em máquinas e ditadores que pensam ser donos da verdade”. Acredito que é neste sentido que a ciência deva caminhar. Obrigado pelo exemplo e dedicação de como deva ser um mestre. Mas, como já dizia o “Mestre dos mestres”, na interpretação de Augusto Cury (2007): um dos maiores segredos da existência é o autoconhecimento e a compreensão de que não somos heróis, mas seres humanos sujeitos a inúmeras falhas... Obrigado por acreditar no meu potencial e relevar meu lado ser humano.. vii.
(11) Agradecimentos Especiais. Ao Coordenador do Curso de Mestrado em Ortodontia e Diretor da Faculdade de Odontologia da Universidade Metodista de São Paulo Prof. Dr. Marco Antonio Scanavini Agradeço a amizade e as conversas salutares que tivemos, desde os primeiros dias que cheguei à Universidade. A força da seriedade e da responsabilidade, mas tentando passar uma percepção de tranqüilidade foi sua característica, enquanto estive percorrendo os corredores da pós-graduação.. Às. vezes,. somos. convocados. para. assumir. determinadas posições que não acreditávamos estar preparados, mas a força em nosso interior e o dever pela construção de uma realidade invisível, mas que está latente na mente dos líderes humanos é possível de ser concretizada. Acredito que “mandar” em pessoas seja fácil, mas gerenciá-las com respeito, determinação, coragem e com um sentimento de compaixão e carinho seja tarefa para “poucos”, como a sua gestão tem demonstrado. Desejo-lhe paz, saúde e serenidade nos desafios que sua missão de vida lhe reservou.. Especialmente, ao Prof. Dr. Danilo Furquim Siqueira “A educação da emoção não se baseia em livros, teses ou na quantidade de artigos publicados, mas sim é resultado de uma percepção, sensibilidade e evolução do espírito humano, para poder compreender o que nossas sensações humanas não visualizam. Basta ter a atitude de acreditar no ser humano e a humildade para aprender e superar pré-conceitos que “engessam” a capacidade de novos caminhos e de novas condutas”. Você foi exemplo disto! Meu obrigado e respeito.. viii.
(12) Agradecimentos Especiais. Homenagem e reconhecimento Ao Prof. Dr. Alexandre de Albuquerque Franco “Quando cheguei a Universidade Metodista e entrei para pesquisa na sala dos arquivos, visualizei numa sessão ao fundo do corredor, vários modelos e pastas organizados de maneira diferenciada. A organização, a didática em que as pastas haviam sido montadas, o cuidado com o preenchimento das fichas, mostravam o esforço, o carinho e respeito que o autor inicial de minha pesquisa conduziu seu aprendizado pelos mesmos caminhos que estava adentrando como aprendiz. Parecia uma relíquia (e realmente era!) que estava intocada com profundidade, como minha consciência despertava para eu ir além. A vontade e o compromisso de realizar uma obra daquele porte, me motivava a buscar entender os efeitos que o aparelho de Fränkel, foi capaz de realizar nas mãos do Franco e, se fosse do meu mérito, passar a ser estudado pelo Flávio, um aluno do interior de São Paulo, latino americano. Sabia da responsabilidade que estaria entrando em tentar, pelo menos construir uma pequena parcela do que ele fez, mas não tive forças para desistir e aceitei este desafio, pois sempre acreditei na Ortopedia Funcional, fruto de experiências clínicas pregressas e da educação paterna que recebi. Ao conseguir contactar os pacientes e ouvir suas histórias sobre o que haviam passado e o reconhecimento que davam ao profissional que os tinha atendido, minha alegria em poder avaliá-los denotava que eu estava no caminho certo. O próprio Dr. Marco Antonio, já me orientava: “este aluno que você está estudando foi uma pessoa brilhante”. Procurei fazer o máximo dentro dos meus limites para deixar uma nova amostra de estabilidade, anexada com honras junto a que você construiu. Meu sincero agradecimento, pois sem seu esforço e sua história não teria tido forças nem uma amostra, para poder me sentir como “mestre” em Ortodontia”. ix.
(13) Agradecimentos Especiais. Aos professores doutores do Departamento de PósGraduação em Ortodontia da UMESP Prof. Dr. Eduardo Kazuo Sannomiya.. Obrigado pelo apoio nos. assuntos relacionados à cefalometria, principalmente nas orientações do Programa da Radiocef e nas “dicas” da digitalização das imagens e telerradiografias. Suas contribuições em minha qualificação também foram muito sensatas para a melhora do meu trabalho.. Prof. Dr. Savério Mandetta (in memorian). Meu primeiro orientador que nos deixou repentinamente. Meu agradecimento pela conversa e troca de experiências que tivemos, uma semana antes dele “partir”. Lembro-me de sua agilidade e do seu empreendedorismo à frente da Odontologia. Seu carisma e seu amor pela profissão deixaram marcas.. Profa. Dra. Fernanda Cavicchioli Goldenberg. Meu obrigado pelas orientações no estágio supervisionado aos alunos da graduação da Metodista e nas aulas de cirurgia ortognática.. Profa. Dra. Maria Helena Ferreira Vasconcelos. Agradeço as orientações durante a clínica ortodôntica que tive auxiliando o amigo Francisco e dando continuidade ao trabalho de outros colegas de turmas anteriores. Sempre que precisei de seu auxílio para dúvidas mostrou-se com disposição a me ajudar.. x.
(14) Agradecimentos Especiais. Profa. Dra. Liliana Ávila Maltagliati Brangeli. Levarei sua didática e seu profissionalismo em minha nova etapa. Obrigado pelo auxílio em alguns detalhes de formatação da dissertação e parabéns pelo trabalho incessante em buscar novos sistemas de braquetes para a evolução da Ortodontia brasileira.. Profa. Dra. Lylian Kazumi Kanashiro. Foi exemplo de seriedade e competência neste ano de 2007, quando adentrou as salas da pósgraduação stricto senso do Departamento de Odontologia. Apesar do pouco tempo, tive a felicidade de tê-la em minha banca de qualificação e de poder aprender com sua experiência e suas instruções para a melhora textual de alguns tópicos da minha pesquisa, com o intuito de aperfeiçoar a sua leitura. Meu sincero agradecimento.. Profa.. Dra.. Silvana. Bommarito.. Sua. experiência. como. fonoaudióloga e sua capacidade de inter-relação com a Ortodontia, para o entendimento de diversas etiologias das más oclusões existentes, é motivo de admiração. A sua didática em sala de aula, sua simplicidade em passar suas experiências e a postura, tanto no “tom” de voz, quanto no auxílio fora da sala de aula ficaram registrados em minha memória.. xi.
(15) Agradecimentos Especiais. Ao AMOR. Sentimento inato a todo ser humano, que permite que toda a angústia, dor e desafios da existência sejam suportados, diluídos e superados com alegria e dignidade. Força motriz que me fez iniciar o curso de Mestrado, sem saber se era o caminho a seguir; a suportar as viagens e compromissos assumidos ao longo destes 2 anos; a ter criatividade para poder passar uma mensagem otimista e verdadeira aos meus amigos do curso, durante os seminários que preparamos juntos; a ter forças onde a exaustão dos pensamentos e dos valores cefalométricos vinha a minha realidade para interpretação e avaliação lúcidas, que seriam mais tarde reescritos nos últimos capítulos desta dissertação; a superação de préconceitos acadêmicos e de condutas diferentes daquela que eu achava ser a mais correta; ao tempo de convivência junto aos colegas, mesmo tendo que, às vezes, me ausentar na sala de estudos da biblioteca para poder coordenar o grande volume de informações que estava descobrindo com meus resultados e na leitura criteriosa dos artigos científicos; ao amor pelos pacientes da amostra e a todos os professores e funcionários do Departamento de Ortodontia da Metodista; a carinhosa confiança que nossos alunos do curso de aperfeiçoamento profissional sentem em nossas aulas, mesmo sabendo que eu era ainda um aprendiz de Ortodontia, ao amor familiar que foi a base de sustentação e de superação quando eu achava não mais suportar e, em especial, a Vilsiane Caldas Martins, o verdadeiro amor que reencontrei na trajetória da minha vida e que me fez saborear a passageira vida terrena, de uma forma mais leve, sincera, simples e com mais compreensão das minhas fraquezas e limitações, que tive que encarar de frente, com coragem e buscando o meu próprio amadurecimento, no que realmente importa nesta brilhante viagem, que Ele (Deus) nos permitiu percorrer com a humanidade ou no nosso próprio. “eu”. xii.
(16) AGRADECIMENTOS.
(17) Agradecimentos. Aos amigos da XII Turma de Mestrado em Odontologia, Área de concentração em Ortodontia, Francisco Alexandre Baptista da Silva, Hená Elizabeth Meireles Duarte, Pedro Luis Scattaregi, Marines Vieira da Silva Souza, Tânia Gnecchi Tanaka, Alexandre Zanesco, Roberto Viek, Luiz Felipe Viegas Josgrilbert, Claudia Cristina Araújo, Adriana Lessa Fadel Fagundes, Mariana dos Santos Fernandes e Maria Fernanda Marin Emed pela saudável e alegre convivência pelas salas e corredores da UMESP. Tenho certeza que fomos todos heróis nesta etapa árdua de nossas vidas, pois a força do grupo em atingir seus objetivos nunca se perdeu e esta energia me ajudou muito também. Ficarão as lembranças, mas as amizades perdurarão nos novos encontros que, com certeza, iremos ter. Sucesso a todos. Aos funcionários e amigos do Departamento de Ortodontia da UMESP Ana Regina Trindade Paschoalin. Uma pessoa especial e que sempre me deu ânimo e apoio nesta trajetória. Exemplo de disposição, organização e doação ao próximo. Foi a primeira pessoa que conheci quando por aqui cheguei e que me mostrou, com amor, carinho e orgulho, as salas e corredores da pós-graduação. Célia Maria dos Santos. Exemplo de profissionalismo e dona de um alto astral excepcional. Como diria o saudoso Dr. Savério Mandetta, a “flor de maracujá”. Meu muito obrigado pela ajuda incessante na tomada e organização das teleradiografias dos pacientes estudados..
(18) Agradecimentos. Edílson Donizeti Gomes. Artista na construção de aparelhos que muito me ajudou e incentivou para que eu conseguisse trazer os pacientes tratados até a clínica do departamento. Meu respeito e amizade por sua tão importante função aos colegas ortodontistas. Marilene Domingos Campos. Uma pessoa singular que muito me ajudou na clínica. Com sua presteza, carinho e força de vontade documentou as fotos intra e extrabucais dos pacientes tratados. Seu equilíbrio e respeito seguirão comigo à frente. Ana Paula Ferreira Granado. Obrigado pela amizade e disposição em me auxiliar nos agendamentos dos pacientes. Sua colaboração foi essencial. A toda equipe da Radiomemory (BH-MG), pela ajuda e apoio no desenvolvimento e operacionalidade do programa Radiocef Studio 2, na figura da Sra. Andréia Conde. A amiga Elizabet Godoy pelo carinho, hospitalidade e respeito que sempre me tratou. Suas alimentações caseiras e especiais me ajudaram a ter forças para chegar até aqui. Ao Prof. Dr. Elydio dos Santos Neto, pelo exemplo do que deve ser o “mestre” em sala de aula e como pessoa humana, além das grandes “sacadas” e descobertas da conduta e filosofia do homem, como sendo resultado da reprodução de um contexto histórico, familiar, pessoal e espiritual. Pela demonstração do raciocínio e emoção pedagógica na eterna busca de lecionar o pensamento educacional universitário contemporâneo por meio de uma via transpessoal. xv.
(19) Agradecimentos. Ao Mestre Prof. José Ricardo Scanavini que me estimulou e direcionou para que eu chegasse até o Mestrado da UMESP, pois sempre acreditou em minhas palavras e atitudes na sua clínica de especialização em Piracicaba. É um amigo leal e construtor de um futuro melhor e mais digno para o ensino da Ortodontia brasileira nas Universidades e Entidades de Classe Odontológica; sempre me mostrou, subjetivamente, a importância e as preocupações de um “mestre” para a formação de especialistas para o mercado profissional. Aos Profs. Marcos Valério Ferrari e Paulo Estevão Scanavini que me orientaram e deram apoio nos momentos da elaboração desta dissertação. O meu sincero respeito também. Ao Prof. Dr. José Roberto P. Lauris, pelo excelente auxílio no trabalho estatístico realizado neste estudo. As bibliotecárias Andreia Cristina Gomide e Noeme Viana Timbó da Metodista pela incansável tarefa de me ajudar a encontrar os artigos científicos, principalmente aqueles antigos, mas não menos importantes, sobre a formação dos conceitos e filosofias de tratamento que temos hoje, após um século de conquistas e descobertas da Ortodontia Mundial. Obrigado, também, por me orientar nas normas da ABNT para a organização textual acadêmica do trabalho. A bibliotecária da USP/SP Vânia M. B. Oliveira Funaro pela amizade e disposição em me auxiliar na procura e seleção de artigos que só tinham em seus acervos.. xvi.
(20) Agradecimentos. A todos os alunos do Curso de Aperfeiçoamento e Capacitação Profissional, do Centro Americanense de Técnicas Integradas (CATI), das Unidades Americana/SP e Camboriú/SC, que foram estímulo constante com suas dúvidas e questionamentos a respeito da Ortopedia Funcional dos Maxilares e Ortodontia fazendo com que eu sempre buscasse estudar para transmitir-lhes o pouco do conhecimento que aprendi até então, frente ao aspecto científico e clínico. A Morelli Ortodontia, na figura do Sr. Oraci e do Sr. Damian, que nos apoiaram para que, após 12 anos de desenvolvimento tecnológico de um sistema de braquetes nacional e individualizado, estes fossem divulgados em todo o Brasil e no mundo. A confiança na Família Andreoli depositada, em especial na parceria salutar e promissora iniciada pelos meus pais, Lúcio e Elizabet. À amiga Juraci Carreon Beraldi pela demonstração de como conseguir uma coesão e coerência entre os parágrafos deste trabalho, organizando meu pensamento, para não deixar que este “inquieto corcel mental” se perdesse. Mostrou a poesia do trabalho científico, onde eu só enxergava a rigidez metodológica. Aos pacientes que participaram da amostra e que muito me ensinaram, indiretamente, por meio das 36 variáveis cefalométricas plotatas uma a uma. O olhar e a oclusão dos 18 pacientes avaliados com relação a sua estabilidade serão lembrados com carinho e respeito em minha mente e no meu coração.. xvii.
(21) Sumário. SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO................................................................................................. 26. 2. REVISÃO DE LITERATURA............................................................................ 31. 2.1 CRESCIMENTO CRANIOFACIAL NA OCLUSÃO NORMAL E NA MÁ OCLUSÃO DE CLASSE I..................................................................................... 2.2 CRESCIMENTO CRANIOFACIAL NA MÁ OCLUSÃO DE CLASSE II........... 31 37. 2.3 EFEITOS PROMOVIDOS PELO APARELHO REGULADOR DE FUNÇÃO DE FRÄNKEL-2 (RF-2)........................................................................................ 2.4 ESTABILIDADE DO TRATAMENTO ORTOPÉDICO FUNCIONAL .............. 44. 3. PROPOSIÇÃO.................................................................................................. 70. 4. MATERIAL E MÉTODO................................................................................... 4.1 MATERIAL....................................................................................................... 72 72. 4.1.1 Amostra........................................................................................................ 72. 4.2 MÉTODO......................................................................................................... 74. 4.2.1 Tratamento ortodôntico da má oclusão de Classe II, divisão 1 ................... 74. 4.2.2 Obtenção das telerradiografias em norma lateral....................................... 4.2.3 Digitalização das telerradiografias ............................................................... 76 77. 4.2.4 Elaboração do cefalograma.......................................................................... 77. 4.2.5 Obtenção das medições cefalométricas....................................................... 81. 4.2.6 Grandezas angulares esqueléticas.............................................................. 81. 4.2.7 Grandezas lineares esqueléticas................................................................ 4.2.8 Grandezas angulares do padrão facial......................................................... 82 84. 4.2.9 Grandezas tegumentares lineares e angulares............................................ 85. 4.2.10 Grandezas dentárias lineares e angulares................................................. 86. 4.3 ERRO DO MÉTODO....................................................................................... 89. 4.3.1 Análise Estatística........................................................................................ 89. 5. RESULTADOS.................................................................................................. 92. 5.1 ANÁLISE DOS DADOS................................................................................... 92. 5.2 COMPATIBILIDADE ENTRE OS GRUPOS CONTROLE E TRATADO......... 96. 64. 5.3 ALTERAÇÕES PROMOVIDAS PELO APARELHO RF-2 COMPARADAS 100 AO GRUPO CONTROLE..................................................................................... 5.4 AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS OBTIDOS COM O RF-2 E SUA 104 ESTABILIDADE ................................................................................................... xviii.
(22) Sumário. 6. DISCUSSÃO ................................................................................................... 110. 6.1. METODOLOGIA ............................................................................................ 110 6.2 ALTERAÇÕES PROMOVID AS PELO APARELHO EM RELAÇÃO AO 112 GRUPO CONTROLE........................................................................................... 6.3 ESTABILIDADE ............................................................................................. 116 6.4 CONSIDERAÇÕES CLÍNICAS ..................................................................... 124 7. CONCLUSÃO .................................................................................................. 128. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.................................................................... 130 APÊNDICES......................................................................................................... xix. 138.
(23) Resumo. ANDREOLI, F. A. M. Avaliação cefalométrica da estabilidade do tratamento com o Regulador de Função Fränkel-2. 2008. 176p. Dissertação (Mestrado em Ortodontia) Faculdade de Odontologia, Universidade Metodista de São Paulo, São Bernardo do Campo, 2008.. RESUMO. O objetivo desta pesquisa consistiu em comparar as alterações dentárias, esqueléticas e tegumentares promovidas pelo aparelho de Fränkel-2 com um grupo controle, além de observar a estabilidade desses efeitos promovidos pelo tratamento, num período médio de 7,11 anos pós-tratamento. A amostra compreendeu um total de 90 telerradiografias em norma lateral, sendo 54 telerradiografias provenientes de 18 pacientes tratados com o RF-2 avaliados em três fases (T1:início de tratamento;T2: final de tratamento e T3: pós-tratamento) e 36 telerradiografias de 18 pacientes-controle, observados em dois tempos. Para comparação entre os grupos tratado e controle foi utilizado o teste “t” de Student não pareado. Já para a análise dos valores do grupo tratado nos três tempos (T1, T2 e T3) foi utilizada a Análise de Variância (ANOVA) a um critério e o teste de Tukey (p<0,05). As principais alterações proporcionadas pelo aparelho RF-2 observadas a partir da comparação do grupo tratado com o controle envolveram efeitos mandibulares, principalmente a protrusão e aumento do comprimento mandibular associado com uma rotação horária, que resultou em uma maior altura facial total (N-Me) e ântero-inferior (AFAI), além de suave rotação anti-horária do plano palatino (SN.PP). Os incisivos superiores retruíram e o inferior vestibularizou. Houve uma distalização relativa dos molares superiores juntamente com a diminuição do “overjet”, desta forma a convexidade do perfil facial tegumentar melhorou. No período pós-tratamento (T3) observou-se uma estabilidade sagital de maxila (SNA) e mandíbula (SNB), das variáveis do padrão facial, da inclinação do incisivo superior, do ângulo nasolabial e do “overjet”. A mandíbula e a maxila continuaram a crescer no sentido antero-posterior, juntamente com as alturas faciais Houve também a extrusão de incisivos e molares. Já o plano oclusal e o ângulo goníaco diminuíram na fase pós-tratamento.. Palavras-chave: Regulador de função Fränkel-2 - Má oclusão - Ortodontia Estabilidade - Ortopedia Funcional dos Maxilares.. xx.
(24) Abstract. ANDREOLI, F. A. M. Cephalometric estability evaluation of the treatment with Fränkel-2 Functional Regulator appliance. 2008. 176p. Master’s Dissertation (Orthodontics), School of Odontology, Methodist University of São Paulo, São Bernardo do Campo, 2008.. ABSTRACT The aim of this study consisted of comparing dental, skeletal and soft tissue effects promoted by Frankel-2 functional regulator with a control group, besides observing the stability of those effects, in an average post-treatment period of 7.11 years. The sample had a total of 90 lateral cephalometric radiographs, with 54 cephalometric radiographs of 18 FR-2 treated patients assessed in three phases (T1: treatment beginning; T2: treatment ending and T3: post-treatment) and 36 cephalometric radiographs of 18 control patients observed in two time periods (T1 and T2). To compare control and treated groups a Student non-paired t-test was used. The comparison of the treated group values in the three times (T1, T2, and T3) was done by the one criterion Analysis of Variance (ANOVA) and Tukey test (p<0.05). The main changes provided by the FR-2, observed, by means of comparison with treated and control groups, involved mandibular effects: mostly protrusion and mandibular length increase associated with clockwise rotation of the mandible, which resulted in an increased total (N-Me) and lower (AFAI) facial height, besides a soft counterclockwise rotation of the palatine plane (SN.PP). The maxillary incisors retracted and the mandibular incisors tipped to buccal side. There was a relative distalization of the maxillary molars in conjunction with the overjet decrease, so, the convexity of the soft tissue facial profile was better. In post-treatment period, it was observed a sagittal stability of maxilla SNA) and mandible (SNB), of the facial pattern variables, of the maxillary incisor inclination, of the nasolabial angle and of the overjet. The maxilla and the mandible continued to grow in the anterior-posterior direction, together with the facial heights. There were also the incisors and molars extrusion. Already, the oclusal plane and the gonium angle decreased in this phase.. KEY-WORDS: Frankel Functional Regulator Type-2 – Malocclusion – Orthodontics – Stability – Jaw`Functional Orthopedics. xxi.
(25) Lista de Ilustrações. LISTA DE FIGURAS. Figura 4.1- A, Aparelho Regulador de função de Fränkel-2, vista frontal, lateral B e C. esquerda e direita, utilizado no Grupo Tratado.................................... 74. Figura 4.2. Vista extrabucal lateral inicial................................................................ 75. Figura 4.3. Vista intrabucal lateral inicial ................................................................ 75. Figura 4.4. Vista extrabucal lateral pós RF-2 ......................................................... 75. Figura 4.5. Vista intrabucal lateral após o RF- 2..................................................... 75. Figura 4.6. Vista extrabucal lateral pós-tratamento (7,25 anos) ............................ 76. Figura 4.7. Vista intrabucal lateral pós-tratamento (7,25 anos).............................. 76. Figura 4.8. Pontos cefalométricos utilizados........................................................... 79. Figura 4.9. Grandezas angulares esqueléticas....................................................... 82. Figura 4.10. Grandezas lineares esqueléticas.......................................................... 83. Figura 4.11. Grandezas angulares do padrão facial............................................... 85. Figura 4.12. Grandezas tegumentares lineares e angulares.................................... 86. Figura 4.13. Grandezas dentárias lineares e angulares........................................... 88. xxii.
(26) Lista de Tabelas. LISTA DE TABELAS. Tabela 4.1. Tabela 5 .1. Tabela 5.2. Tabela 5 .3. Tabela 5.4. Tabela 5 .5. Tabela 5 .6. Tabela 5 .7. Idade média inicial e ao final de tratamento dos grupos Tratado e Controle , além da idade pós-tratamento do grupo tratado (anos) ............................................................................................ Erro do método - teste “ t ” pareado e fórmula de Dahlberg para avaliar o erro sistemático e o erro casual, respectivamente nos componentes maxilares e mandibulares ...................................... Erro do método - teste “ t ” pareado e fórmula de Dahlberg para avaliar o erro sistemático e o erro casual, respectivamente na relação maxilomandibular, nos componentes do padrão facial e no componente dentoalveolar ....................................................... Erro do método - teste “ t ” pareado e fórmula de Dahlberg para avaliar o erro sistemático e o erro casual, respectivamente nos componentes dentoalveolar superior, inferior e tegumentares ..... Idades iniciais e finais dos grupos Tratado e Controle – teste t não pareado.................................................................................... 73. 93. 94. 95. 96. Comparação do grupo Controle e Tratado no início de tratamento (T1), pelo teste “t” de Student, considerando os componentes maxilares, mandibulares e maxilomandibulares ...... 97. Comparação do grupo Controle e Tratado no início de tratamento (T1), pelo teste “t” de Student, considerando os componentes do padrão facial e tegumentares ............................ 98. Comparação do grupo Controle e Tratado no início de tratamento (T1), pelo teste “t” de Student, considerando o componente dentoalveolar superior e inferior ................................ 99. Tabela 5 .8. Comparação dos resultados obtidos nos grupos Tratado e Controle – teste “ t ” não pareado para os componentes 100 maxilares, mandibulares e maxilomandibulares ............................ Tabela 5.9. Comparação dos resultados obtidos nos grupos Tratado e Controle – teste “ t ” não pareado para os componentes do 101 padrão facial e tegumentares ........................................................ Tabela 5.10. Comparação dos resultados obtidos nos grupos Tratado e Controle – teste “ t ” não pareado para os componentes dentoalveolar superior e inferior ..... . 102. Tabela 5.11. Avaliação das alterações promovidas pelo RF-2 e sua estabilidade – Análise de Variância e teste de Tuckey, 104 considerando os componentes maxilares e mandibulares ............ xxiii.
(27) Lista de Tabelas. Tabela 5.12. Avaliação das alterações promovidas pelo RF-2 e sua estabilidade – Análise de Variância e teste de Tuckey, considerando a relação maxilomandibular e os componentes do padrão facial ................................................................................. 105. Tabela 5.13. Avaliação das alterações promovidas pelo RF-2 e sua estabilidade – Análise de Variância e teste de Tuckey, considerando os componentes dentoalveolar superior, inferior e tegumentares ................................................................................ 106. xxiv.
(28) Lista deGráficos. LISTA DE GRÁFICOS. Gráfico 6.1. Comparação entre grupo Tratado e Controle – variáveis esqueléticas.......................................................................................... 113. Gráfico 6.2. Comparação entre grupo Tratado e Controle – variáveis do padrão facial e tegumentares. ......................................... 114. Gráfico 6.3. Média das diferenças entre T2 e T1 para os grupos Tratado e Controle. ............................................. ............................... 116. Gráfico 6.4. Avaliação do grupo tratado nos períodos avaliados – variáveis esqueléticas ântero-posteriores. .......................................... 120. Gráfico 6.5. Avaliação do grupo tratado nos períodos avaliados – variáveis esqueléticas ântero-posteriores e do padrão facial............... 121. Gráfico 6.6. Avaliação do grupo tratado nos períodos avaliados – variáveis dentoalveolares e tegumentares. ......................................... 123. xxv.
(29) Lista de Abreviaturas e Símbolos. LISTA DE ABREVIATURAS E SÍMBOLOS. RF-2. Regulador de Função de Fränkel-2. 3D. Três dimensões – tridimensional. %. Porcentagem. º. Grau – Unidade de medida em ângulo. A. Ampére – Unidade de medida de corrente elétrica no sistema internacional. cm. Centímetro – 0,01 metro. Dp. Desvio padrão. Dpi. Dot per inch (pontos por polegada). F. Feminino. M. Masculino. kV. Kilovoltagem – Unidade de medida de energia. m. Metro – Unidade fundamentarl de medida de comprimento. mA. Miliampére – 1/1000 Ampére. mm. Milímetro – 0,001 metro. n.s. Não significante. p. Nível descritivo de significância estatística. S. Segundo – Unidade de medida de tempo. xxvi.
(30) INTRODUÇÃO.
(31) Introdução 26. 1 – INTRODUÇÃO. A má oclusão de Classe II pode se apresentar na população com acometimento esquelético e/ou dentoalveolar55. Normalmente, quando existe comprometimento esquelético, há protrusão maxilar e/ou retrusão mandibular. Segundo McNAMARA JR. (1981)55, há uma prevalência maior da retrusão. mandibular na população. Preconiza-se para o tratamento da má oclusão de Classe II, com retrusão mandibular, o tratamento ortopédico realizado por meio do avanço mandibular, de forma a estimular o crescimento mandibular anterior e restringir o crescimento anterior da maxila. De acordo com FRANCO30, a principal vantagem do uso dos aparelhos propulsores mandibulares reside na melhora da estética facial nos pacientes com má oclusão de Classe II. Para isto, foram propostos na literatura vários aparelhos ortopédicos para o avanço mandibular4,5,17,22,23,32,40,46,72,81,82,83, dentre eles o aparelho regulador de função de Fränkel. Segundo FRÄNKEL32, em 1969, a relação do posicionamento dentário associado a um equilíbrio natural de forças intrínsecas musculares seria responsável pelo formato adequado dos arcos dentários, seguindo os conceitos de crescimento da Matriz Funcional de Moss. O autor desenvolveu quatro tipos de reguladores de função. O RF-2 está indicado tanto para a má oclusão de Classe I com sobremordida profunda e padrão de crescimento horizontal, como para a Classe II, divisão 1, com retrognatismo mandibular e sobremordida profunda. O regulador de função de Fränkel (RF) atua principalmente no vestíbulo, minimizando as pressões anormais dos lábios e bochechas, por meio de escudos vestibulares. Para se ter uma reação tecidual ótima, o avanço mandibular deve ser realizado gradualmente, 3 mm de cada vez, sendo ajustado no mesmo aparelho 32. Os principais efeitos dentoesqueléticos promovidos pelo RF-2 encontrados na literatura foram: aumento no crescimento mandibular e da altura facial ânteroinferior, assim como na inclinação para lingual dos incisivos superiores. Além disso, observou-se uma ligeira diminuição da protrusão maxilar e do deslocamento mesial dos molares superiores, com um discreto aumento da protrusão mandibular e da inclinação vestibular dos incisivos inferiores, associada a uma pequena rotação horária do plano palatino no grupo tratado. Autores como TORUÑO81 , em 1997 e.
(32) Introdução 27. ALMEIDA et al4, em 2002, concluíram que os maiores efeitos promovidos pelo aparelho de Fränkel foram dentoalveolares Contudo, a busca do sucesso do tratamento ortopédico-ortodôntico deve se basear nos resultados a longo prazo das mudanças dentoesqueléticas e tegumentares promovidas pelos aparelhos ortopédicos, visto que estes são instalados na fase de crescimento do paciente. Por isto, torna-se de grande interesse clínico, a avaliação da estabilidade dos resultados obtidos pelos aparelhos ortopédicos no tratamento da má oclusão de Classe II. A estabilidade da correção da má oclusão de Classe II, divisão 1 realizada por meio dos aparelhos funcionais ainda é muito questionada. O período de contenção, a severidade inicial da má oclusão de Classe II e a relação inicial dos molares não apresentou nenhuma correlação com a recidiva da relação molar e do trespasse horizontal. 25,47. . Desta maneira, estes trabalhos verificaram que a recidiva do. trespasse horizontal está mais relacionada com o grau de overjet inicial e com as mudanças esqueléticas ântero-posteriores advindas de um crescimento adverso25,47. Há vários estudos na literatura ortodôntico-ortopédica sobre os efeitos dentários e esqueléticos promovidos pelos aparelhos ortopédicos no complexo craniofacial 4,5,17,39, 40, 46, 56. Entretanto, a estabilidade da correção da má oclusão de Classe II obtida por meio destes tratamentos tem sido pouco pesquisada 58,67. Sendo de suma importância ao ortodontista a determinação dos efeitos do tratamento ortopédico mandibular, o presente estudo tem como objetivo verificar as alterações esqueléticas , dentárias e tegumentares promovidas pelo aparelho de Fränkel-2, no tratamento da má oclusão de Classe II, bem como a estabilidade destes resultados no período pós-tratamento médio de 7,11 anos..
(33) REVISÃO DA LITERATURA_.
(34) Revisão da Literatura 31. 2 – REVISÃO DA LITERATURA. A pesquisa na literatura científica teve como intuito levantar os artigos relacionados a três importantes temas que compõem as explicações para os efeitos promovidos pelo RF-2, destacando a interface do crescimento craniofacial na qualidade da manutenção das variáveis, que foram estudadas para verificar a estabilidade do tratamento ortopédico funcional. Desta maneira, para ficar mais didático o entendimento do leitor, separou-se a revisão nos seguintes tópicos: - Crescimento craniofacial na oclusão normal e na má oclusão de Classe I. - Crescimento craniofacial na má oclusão de Classe II. - Efeitos promovidos pelo aparelho Regulador de Função de Fränkel -2. - Estabilidade do tratamento ortopédico funcional.. 2.1. –. CRESCIMENTO CRANIOFACIAL NA OCLUSÃO NORMAL E NA. MÁ OCLUSÃO DE CLASSE I VAN DER LINDEN53, em 1960, avaliou 72 crianças dos 7 até os 11 anos de idade, sendo 33 meninos e 39 meninas O comprimento mandibular foi avaliado tendo a base do crânio (SN) como referência. Houve dimorfismo sexual no comprimento da base craniana, o prognatismo mandibular, a altura ântero-inferior da face, a altura total anterior, representada pelo aumento da face média e o comprimento da maxila, que foram maiores nos meninos. Não houve diferença estatisticamente significante entre o aumento do comprimento mandibular em sua quantidade, entre os sexos. O ângulo goníaco tornou-se menor com o crescimento, proporcionando maior prognatismo mandibular. Para MOSS62, em 1960, a estrutura mandibular é determinada por sua função. A matriz funcional da mandíbula baseia-se nos músculos inseridos na mandíbula, vasos e nervos, glândulas salivares, a língua e as cavidades faríngeas. O crescimento e desenvolvimento mandibular refletirão a interação de todos estes fatores externos, em associação com a formação óssea. As duas porções mandibulares, corpo e ramo, são interdependentes no crescimento, e somente o ramo sofre alterações verticais caso ocorra problemas de desenvolvimento nos côndilos mandibulares, pois o corpo se desenvolve com o remodelamento do ramo..
(35) Revisão da Literatura 32. SCHUDY77, em 1965, estudou as rotações mandibulares resultantes do crescimento craniofacial e avaliou as suas implicações no tratamento ortodôntico. As rotações mandibulares resultam de uma desarmonia entre o crescimento vertical e ântero-posterior, e este efeito têm resultados marcantes no tratamento ortodôntico. É bem conhecido que a mandíbula rotaciona tanto no sentido horário como no antihorário, com o desenvolvimento normal do indivíduo. Isto é particularmente verdade durante a aceleração do crescimento na fase pubertária. As rotações horárias são resultados de um excessivo crescimento vertical que tende a reduzir a mordida profunda. Já as rotações anti-horárias são resultados de uma deficiência vertical tendendo a aumentar o overbite. O autor resume suas considerações relatando que as variações no crescimento condilar e na área molar são responsáveis pelas rotações do corpo mandibular. Rotações horárias são resultados de maior crescimento alveolar posterior do que do crescimento condilar. Crescimento excessivo da região dentoalveolar posterior causa mordidas abertas. Já nas rotações anti-horárias, são reflexos de maior crescimento condilar do que alveolar posterior. O excesso disto, causa mordidas profundas significativas. De acordo com COBEN20, em 1966, seu conceito de crescimento pós-natal das suturas e sincondroses ocorre até a idade de 7 anos (primeira década de vida). Na segunda década de vida, o crescimento da cartilagem esfeno-occipital torna-se ativo na puberdade, com reflexo no crescimento condilar e ramo e finalizasse o crescimento do septo nasal. Nesse momento tem-se também o desenvolvimento facial superior e o crescimento dos processos alveolares. O crescimento condilar em conjunto com a aposição óssea no bordo posterior do ramo e reabsorção na sua porção anterior, cria espaços para o desenvolvimento dos dentes inferiores em direção superior e anterior e para o crescimento de seus processos alveolares. Já o crescimento das suturas esfenoetmoidal (se), palatomaxilar (pm) e pterigopalatina (ptm) permitem o desenvolvimento anterior da maxila e criam espaços para que os dentes superiores posteriores tenham espaço para erupcionar. No período de idade dos 11 anos aos 12 anos e 2 meses ve rificou-se um aumento na atividade do crescimento. Houve um desenvolvimento anterior da base craniana posterior, contra um crescimento vertical da face superior e a dentição maxilar teve seu vetor para cima e para frente, ajudando a manter o espaço no aumento do crescimento mandibular. A relação molar começou a mudar e houve uma mesialização do molar inferior, no espaço ocupado pelos molares decíduos..
(36) Revisão da Literatura 33. Dos 13 aos 15 anos e meio, houve um pequeno crescimento facial. Um pequeno crescimento para baixo e para frente da mandíbula continuou acontecendo. Esse crescimento remanescente mandibular contra uma diminuição na adaptação dos dentes maxilares produz uma pressão lingual contra os incisivos inferiores, podendo levar aos apinhamentos destes. Esta é uma explicação plausível para sua instabilidade durante o final do desenvolvimento facial. Dos 10 aos 12 anos a mandíbula continua seu mesmo padrão de crescimento. A aposição na superfície da sutura frontonasomaxilar continua. Esse período tem uma grande vantagem na correção da Classe II, em função do movimento mesial dos molares inferiores, o crescimento da mandíbula e o crescimento mais vertical e menos horizontal da sincondrose esfeno-occiptal. O problema se perpetuará na Classe II, quando existir um baixo potencial de crescimento mandibular, ou quando este for principalmente vertical. SAVARA; TRACY75 (1967) realizaram um estudo longitudinal com 52 meninos leucodermas dos 3 até os 16 anos. Houve um aumento estatisticamente significante mandibular. nos. sentidos. ântero-posterior. e. transversal,. contudo. menor. verticalmente . As alterações mais significativas que aconteceram no ramo, corpo e comprimento total mandibular ocorreram entre a idade de 10 a 16 anos e foram, respectivamente, de: 1 mm; 1,18 mm e 1,59 mm. Os incrementos anuais de crescimento das estruturas mandibulares estudadas neste mesmo período de observação tiveram, como decorrência, um aumento no ritmo de aposição no ramo, com o corpo mandibular também crescendo. Por volta dos 15 anos houve uma diminuição no pote ncial de crescimento total mandibular. BJÖRK 10, em 1969, estudou o crescimento facial em crianças utilizando implantes metálicos que foram instalados na base óssea dos maxilares e serviram como pontos de referência para a sobreposição dos estudos cefalométricos. O estudo longitudinal consistiu de 100 crianças de cada sexo, durante o período de 4 a 24 anos. A amostra consistia de crianças normais com e sem má oclusão e também situação de crescimentos patológicos. Por meio dos estudos metálicos de implantes foi possível localizar os centros de crescimento (rotações mandibulares) e reabsorção nos ossos individuais e examinar as variações na direção e intensidade de cada indivíduo. Os sinais das rotações severas foram: inclinação da cabeça do côndilo, curvatura do canal mandibular, formato da borda inferior da mandíbula, inclinação da sínfise, angulo interincisal, altura ântero inferior da face (AFAI). Esses.
(37) Revisão da Literatura 34. sinais não são encontrados simultaneamente num mesmo indivíduo e podem não aparecer antes da puberdade. ENLOW; KURODA; LEWIS 26, em 1971, demonstraram os conceitos da análise das contrapartes realizadas em teleradiografias laterais para demonstrar e verificar os efeitos do crescimento craniofacial nas terapias ortopédicas empregadas e durante o desenvolvimento normal do indivíduo. Este conceito de análise tridimensional tenta expressar que cada parte esqueletal, quer seja de aposição ou remodelação óssea está intimamente relacionada com as demais, e que qualquer tipo de variação, quer seja linear (comprimento) ou angular (rotação) atua somando fatores que vão desencadear nas alterações individuais do crescimento facial e no seu padrão de desenvolvimento. Desta maneira, se as partes separadas estão balanceadas a simetria do crescimento ocorrerá de modo constante, preservando a estabilidade dos resultados oriundos do tratamento funcional ou da própria compensação intrínseca do organismo Assim, para a má oclusão de Classe II, os autores subdividiram 2 tipos: o tipo (A) envolve uma protusão maxilar, devido a uma protusão no alinhamento da base craniana, com má rotação para trás do ramo mandibular, embora ocorra um efeito protusivo na mandíbula, associada com um comprimento aumentado da maxila. O tipo (B) resultaria numa projeção do ponto B à frente do ponto A, resultado de ambas protusões tanto maxilares como no alinhamento do ramo. Por outro lado, a dimensão do ramo, assim como sua altura vertical, compensaria diminuindo estes efeitos protusivos, com um corpo mandibular bom, reduzindo a severidade da má oclusão. Os picos de crescimento mandibular foram analisados por LEWIS; ROCHE; WAGNER52, em 1982, em 67 indivíduos. Eles aconteceram de 1 ano e meio a 2 anos antes nas meninas, mas tiveram uma maior expressão de intensidade nos meninos (em torno de 30%). As relações indicaram um padrão com relação à idade cronológica, com a velocidade e estágio de maturação óssea, apresentando altas variações individuais. Um pico de crescimento foi considerado como sendo aquele instante que ultrapassa e aumenta a distância avaliada em 1 mm, por ano. As distâncias estudadas foram: Ar-Go, Ar-Gn e Go-Gn. Para cada aumento de distância mandibular, houve uma pequena diminuição na proporção do crescimento, seguido por um rápido aumento. Neste estudo, o menor aumento ocorreu para a medida GoGn (corpo) para os meninos e Ar-Go (ramo) para as meninas.Esses aumentos foram mais comuns nos homens, embora a proporção de aumento entre os sexos tenha.
(38) Revisão da Literatura 35. sido a mesma antes e após o período estudado. Nos meninos o evento ocorreu com a idade média 13 anos e nas meninas de 11 anos e meio. SINCLAIR; LITTLE79, em 1985, estudaram o crescimento na oclusão normal em 65 telerradiografias de 33 homens e 32 mulheres (Centro de Crescimento de Burlington, Ontário, Canada) O crescimento craniofacial foi avaliado na dentadura mista (9 a 10 anos), na permanente jovem (12 a 13 anos) e na idade adulta (19 aos 20 anos de idade). Os autores resumiram que: a quantidade e direção do crescimento maxilar estão relacionadas com o crescimento ântero-posterior da mandíbula; o crescimento tardio da mandíbula acontece devido à rotação antihorária no período após a puberdade, durante a redução do crescimento vertical da maxila; a quantidade de crescimento sagital da mandíbula está relacionada com a direção do crescimento condilar e o desenvolvimento vertical mandibular se relaciona com a quantidade total de crescimento condilar; as mudanças entre as bases ósseas são provenientes de alterações esqueléticas e dentárias, tanto no plano vertical quanto no sagital; a quantidade de erupção vertical dos molares superiores e inferiores está associada com a rotação mandibular para anterior; ocorreu dismorfismo sexual durante a avaliação do crescimento, com os homens apresentando maiores medidas em todos os parâmetros, maior crescimento pós puberal e maiores mudanças esqueléticas e dentárias. LOVE; MURRAY; MAMANDRAS54, em 1990, avaliaram as mudanças esqueléticas e dentárias do complexo craniofacial no período pós-pubertário, por meio de telerradiografias em norma lateral. A amostra foi constituída por 30 jovens, com idades de 16, 18 e 20 anos, oriundos do Centro de Crescimento de Burlington. Todos os pacientes apresentavam uma relação molar de Classe I esquelética e dentária. O crescimento mandibular ocorreu de forma mais significante entre o período de 16 a 18 anos, do que dos 18 aos 20 anos.Tanto a maxila, quanto a mandíbula desenvolveram-se em comprimento, mas o crescimento mandibular foi 2 vezes maior, com um sentido para cima e para frente, como resultado de um crescimento maior da altura facial posterior em relação à anterior. AKI et al3 , em 1994, se propuseram a verificar se a morfologia da sínfise mandibular poderia ser utilizada como forma de predição do crescimento da mandíbula e determinar o grau destas mudanças. 115 teleradiografias de pacientes adultos, sendo 58 mulheres e 57 homens, com idade entre 17 e 30 anos, foram estudados e comparados com uma outra amostra de 62 indivíduos (30 meninas e 32.
(39) Revisão da Literatura 36. meninos) que foram avaliados longitudinalmente em 4 tempos: dos 4 aos 6 anos; 8 aos 10, 12 aos 14 e 17 aos 30 anos. Todos eram brancos, da América do Norte e não receberam tratamento ortodôntico algum. A direção de crescimento mandibular foi avaliada por 7 variáveis cefalométricas que incluíram o Eixo Y, SN-Plano mandibular, Plano Palatal–Plano mandibular, ângulo goníaco, ângulos articular e goníaco de Jarabak e proporção de Jarabak, entre a altura facial anterior e posterior. A sínfise mandibular foi estudada na sua altura, largura, volume e ângulo em relação ao plano mandibular. A morfologia da sínfise foi encontrada como associação para a direção do crescimento mandibular, especialmente nos homens, com a variável volume tendo maior significância.. Uma mandíbula com direção de crescimento. anterior foi associada com uma sínfise apresentando uma pequena altura, grande largura, pequeno volume e alto ângulo. Por outro lado, uma mandíbula com direção de crescimento para posterior foi associada com uma sínfise com grande altura, pequena largura, grande volume e pequeno ângulo. BLANCHETTE et al11, em 1996, avaliaram o crescimento e desenvolvimento longitudinal dos tecidos moles em meninos e meninas com padrões de crescimento vertical e horizontal, dos 7 aos 17 anos de idade. A amostra era de 32 indivíduos, que foram separados de maneira similar, 8 em cada grupo relacionando-se o sexo e o padrão facial. Todos eram brancos, do norte da Europa, e que não haviam passado por nenhum tratamento ortodôntico. O dimorfismo sexual foi evidente, com os meninos desenvolvendo-se até os 16 anos e as meninas atingindo a maturidade dos tecidos moles com 14 anos de idade. Uma diferença estatisticamente significante entre os padrões faciais foi encontrada em muitas variáveis, exceto na espessura do ponto A’ e a altura do lábio superior. Os meninos e as meninas com características verticais exibiram um tecido mole fino e mais alto. Essas diferenças foram interpretadas como mecanismos compensatórios nos indivíduos dolicofaciais, para camuflar a alteração esquelética, produzindo um perfil mais harmônico. Estes mesmos pacientes apresentaram-se no pico do crescimento pubertário mais cedo que os indivíduos braquifaciais..
(40) Revisão da Literatura 37. 2.2. –. CRESCIMENTO CRANIOFACIAL NA MÁ OCLUSÃO DE. CLASSE II De acordo com NELSON; HIGLEY63, em 1948, o problema da Classe II, divisão 1 está relacionada com a mandíbula, mas não foi mensurado em qual área estaria o problema: se na altura do ramo ou na deficiência do comprimento basal; no ângulo goníaco, numa retroposição do côndilo na fossa ou se num posicionamento mais para distal dos dentes inferiores. Foi estudado o comprimento total da mandíbula, por meio de uma tangente que passava pelo Gn comparando com uma linha que passava 5 mm acima do plano mandibular (Go-Me), fazendo a medida do Go ao Gn. Foram estudados 24 mulheres e 31 homens de 7 a 10 anos e 19 homens e 23 mulheres de 11 a 14 anos, sendo todos portadores de má oclusão de Classe II, comparados em proporções semelhantes, porém, não iguais de pacientes Classe I. De acordo com os resultados, houve um maior aumento no comprimento basal nos pacientes Classe I, exceto no grupo feminino dos 7 aos 10 anos de idade. Este aumento não passou, em média, de 3mm, entretanto estas pequenas alterações, associadas com deficiências de crescimento em outras direções, possam, indubitavelmente, reproduzir uma etiologia significativa, embora o comprimento basal estudado isoladamente não tenha representado grandes mudanças. A relação das estruturas maxilares em relação ao crânio, foi estudada por RIEDEL70, em 1952, nas más oclusões e na oclusão normal. Sua amostra se baseou em 52 indivíduos adultos com excelente oclusão, com idades variando de 18 a 36 anos e 24 crianças com idade entre 7 e 11 anos. Esses grupos foram comparados entre si para verificar a possível existência de correlações cefalométricas entre indivíduos adultos e infantis. Outro grupo de má oclusão de Classe II também foi incluído na amostra e estudado em conjunto: eram 38 indivíduos Classe II, divisão 1, 10 Classe II, divisão 2 e 9 Classe III. Houve uma evidente tendência de que a maxila ficou mais prognata influenciada pelo crescimento, assim como a mandíbula, quando comparados os grupos infantis e adultos. A diferença ântero-posterior A e B manteve -se estável em 2º, e este foi o achado mais interessante do trabalho. O ângulo entre a base craniana e o plano mandibular (NS-GoGn) - também permaneceu estável. O perfil facial diminui sua convexidade com o crescimento.(NA-P). Na avaliação dentária as diferenças significativas foram: a inclinação do.
(41) Revisão da Literatura 38. incisivo superior com a base craniana foi de 103,5º tanto em adultos quanto em crianças. Já a sua inclinação em relação ao plano de Frankfort, esteve em 110º, diferenciando-se dos pacientes Classe II, indicando uma maior vestibularização desses dentes em relação a esse plano. A posição ântero-posterior dos incisivos superiores com a base craniana não teve diferença significativa entre os de Classe I e Classe II, divisão 1. SIRIWAT; JARABAK80, em 1985, estudaram em 500 pacientes ortodônticos, com idade entre 8 e 12 anos, sendo 292 meninas e 208 meninos, selecionados de maneira randomizada a possibilidade de correlação entre as categorias oclusais da classificação de Angle com as dimensões faciais verticais que determinam a morfologia facial baseada no padrão posterior (hiperdivergência : 54 a 58%) , uma rotação de crescimento anterior (hipodivergência: 64 a 80%) ou neutra ( 59 a 63%). A fórmula para sua identificação se baseia na proporção entre a altura facial anterior e a posterior. Continha nesta amostra 190 Classe II, divisão 1, sendo 113 meninas e 77 meninos. A rotação predominante neste grupo foi a neutra (48%), seguido pela hipodivergência (45%), que se caracteriza por uma altura vertical longa do ramo mandibular, alto SNB e pequenos ângulo goníaco e SN-MP. Foi encontrado, também, maior dimorfismo sexual nesta má oclusão. Com os meninos apresentando maiores medidas lineares e maior grau de prognatismo. Foi encontrada alta correlação entre a proporção da altura facial anterior com a posterior, tomando como referência os pontos cefalométricos mandibulares e suas correlações com as outras partes da face. BUSCHANG et al12 , em 1986, estudaram também, pelo modelo dos polinômios (que são uma equação linear múltipla), as diferenças no crescimento facial de 40 garotos canadenses, com idades variando de 11 a 14 anos, sendo que 20 possuíam uma má oclusão de Classe II, 12 sendo Divisão 1, 8 sendo Divisão II, e os outros 20 tinham uma oclusão normal. Os resultados demonstraram um crescimento linear nas variáveis maxilares, e seu ângulo com a base do crânio (SNA) permaneceu constante. As medidas mandibulares apresentaram grande velocidade de aceleração, indicando o pico puberal de crescimento. Para mais de 80 % das medidas avaliadas, os garotos com oclusão normal apresentaram semelhanças daqueles com a má oclusão de Classe II, embora a mandíbula fosse menor na Classe II e a sua discrepância sagital maior. Apenas a velocidade da distância Ba-N foi significativamente maior naqueles portadores da má oclusão. O.
(42) Revisão da Literatura 39. comprimento total da mandíbula e o ângulo ANB apresentaram mudanças em seu tamanho , que se mantiveram constantes ao longo do período estudado. Os grupos foram avaliados no grau de velocidade e aceleração do crescimento, indicando que a diferenças de tamanho das variáveis estudadas entre os grupos, foram estabelecidas antes dos 11 anos de idade e mantiveram-se durante a adolescência KERR; ORTH; HIRST49, em 1987, determinaram o crescimento craniofacial de 85 crianças irlandesas que não receberam tratamento ortodôntico, estudadas nas idades de 5, 10 e 15 anos. Esses indivíduos foram separados em 2 grupos: um chamado de normal que se constituía de 16 indivíduos que possuíam uma oclusão “normal” e 31, Classe I de Angle. O grupo “não normal” foi constituído de 21 pacientes Classe II, divisão 1 (10 meninos e 11 meninas) e 13 Classe II, divisão 2, pela classificação de Angle. O ângulo da base craniana (Ba.S-N) diagnosticou-se com uma diferença significativa e estável entre os grupos normal e não normal, determinando uma alteração oclusal em 73% dos indivíduos acompanhados neste período, que já apresentavam alguma alteração de base craniana aos 5 anos de idade. 17% dos indivíduos demonstraram um crescimento tendendo de patológico a normal e 9% derivaram de um crescimento favorável aos 5 anos e que descompensou ao atingir a idade de 15 anos. Com 15 anos, somente 8% da amostra demonstrou uma oclusão relacionada com seu padrão facial. Sendo assim, o ângulo da base craniana (Ba.S-N) pode sugerir alterações na maxila e mandíbula, mas em 26% da amostra, compensações dentoalveolares conseguiram modificar o ângulo ANB e reequilibrar a oclusão que era inicialmente patológica. AIDAR; SCANAVINI2 , em 1989, estudaram o padrão facial, segundo os dados de SIRIWAT e JARABAK79, em 200 teleradiografias de brasileiros, descendentes de mediterrâneos, leucodermas, não tratados ortodonticamente, que foram separadas em 5 grupos de más oclusões, sendo que 40 eram da Classe II, divisão 1, com 20 meninos e 20 meninas com idades entre 8 e 12 anos. Após a análise estatística das variáveis estudadas, verificou-se que não houve dimorfismo sexual estatisticamente neste grupo; com exceção das grandezas angulares e do coeficiente de jarabak (AFP/AFA x 100), em todas as outras grandezas foram encontradas diferenças significantes, com médias maiores no sexo masculino e maior prognatismo; os pacientes com má oclusão de Classe II, divisão 1, apresentaram um padrão de crescimento facial neutro, em que a direção de crescimento é para baixo e para.
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